TÍTULO: A VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA E A SUA CONSEQUÊNCIA JURÍDICA NO BRASIL ATUAL
TÍTULO:
CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:
SUBÁREA: DIREITO SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): BEATRIZ MARTINS DE OLIVEIRA AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): CINTIA BARUDI LOPES MORANO ORIENTADOR(ES):
RESUMO
Traçando um paralelo com o direito internacional, durante o período ditatorial brasileiro, o país violou diversas disposições da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde o início da ditadura, direitos indispensáveis ao Estado Democrático foram suplantados através de diversos atos normativos e de cada ato ilegal praticado pelos agentes estatais.
O legado da ditadura militar brasileira nos alcança ainda hoje, cinquenta anos após o golpe de 1964, agindo de forma coercitiva sobre os brasileiros, que se encontram diante de normas ditatoriais ainda em vigor, impunidade de agentes estatais, crimes não solucionados e o posicionamento contraditório do governo atual, que mesmo frente ao entendimento internacional quanto às ditaduras, suas afrontas aos direitos humanos e impunidades proporcionadas pelas leis de anistia, omite mudança. INTRODUÇÃO
Cinquenta anos após o golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil, ainda sofremos suas consequências. Desparecidos, mortos e torturados, vítimas das inúmeras afrontas cometidas aos Direitos Humanos; impunidade e esquecimento, legados inoportunos da ditadura.
E mesmo no âmbito jurídico, do nosso Estado Democrático de Direito, ainda estamos sob a influência, e vigência de leis ditatoriais. Apesar da realidade atual do Brasil, de inconformidade com a vigência de leis provenientes da ditadura, com a impunidade dos agentes do Estado e com a falta de investigação dos crimes cometidos no período, ainda existe um posicionamento intangível do Estado, no qual são observadas opiniões divergentes e inconclusivas.
A criação de um novo Estado importa no rompimento total do Estado antigo, e, assim, nossa norma superior resguarda os direitos humanos de forma eficaz. Os Direitos Humanos hoje recebem proteção internacional reconhecida pelo Brasil, apesar disto, disposições contrárias, provenientes do regime militar ainda regem nossas vidas, mesmo que sem o aval ou consentimento daqueles que realmente detém o poder.
O quadro atual do Brasil é de inconformidade com as heranças ditatoriais e de busca pela justiça.
OBJETIVOS
O projeto busca analisar as condições a que o povo brasileiro foi submetido durante o período da ditadura militar no Brasil, de modo a comparar aos direitos humanos consolidados em âmbito internacional desde o período pós-guerra e revelar as consequências do regime militar no atual ordenamento jurídico brasileiro.
METODOLOGIA
Esses e demais fatos correlatos, foram estudados e abordados através do método de análise e síntese.
DESENVOLVIMENTO
Direitos humanos são aqueles inerentes aos homens e que hoje recebem proteção mundial, não apenas pelas leis de dentro de um ordenamento jurídico, mas principalmente por tratados internacionais.
Ditadura é uma face do regime político autocrático que vigorou no Brasil por mais de 20 anos, sob o governo dos militares. Foi responsável por inúmeras afrontas aos direitos humanos, num contexto governamental de arbitrariedade.
O regime trouxe consequências ao Brasil em que vivemos hoje, como inúmeros desaparecidos, mortos e torturados políticos. Mas também, consequências jurídicas, nas quais observamos vigência de leis ditatoriais ainda hoje.
RESULTADOS
Os resultados vão além do território brasileiro, evidenciando o caráter internacional atual dos direitos humanos. Casos da ditadura militar brasileira hoje são julgados pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, que já se posicionou de forma contraria a Lei da Anistia. O Brasil, entretanto, declarou a validade da lei, se colocando de forma diversa à Corte a quem ele delegou jurisdição.
Desde a época da ditadura militar no Brasil, já era de conhecimento internacional as afrontas cometidas pelos agentes do governo brasileiro aos direitos humanos. Malgrado as denúncias e os manifestos posicionamentos contrários da comunidade mundial, o Brasil adotou uma política externa independe e autossuficiente, ignorando as críticas e consolidando suas práticas.
Quando alcançado o acordo para o fim da ditadura e da utopia da democracia, para, enfim, instituir o governo do povo, foi outorgada a Lei da Anistia, que acabou não apenas por esquecer os crimes contra o homem, mas por anistiar os agentes responsáveis por eles.
Hoje vivemos em um novo tempo, no qual o povo reivindica a justiça e não aceita o esquecimento, o perdão. Mais uma vez vivemos a construção da história, hoje num contexto mundial de revisão de leis de anistia, de proteção aos direitos humanos e de punição àqueles que afrontam esses direitos, de consolidação dos Direitos Humanos Internacionais e seus órgãos. E o Brasil, como parte da história, tem, também, se posicionado.
Entretanto, o posicionamento do Estado brasileiro, tem se mostrado incoerente à medida que por um lado declara a constitucionalidade, a validade e a vigência da lei que impossibilita a punição daqueles que cometeram crimes contra os direitos humanos e por outro, inaugura comissões da verdade a fim de investigar os tais crimes.
O necessário agora é um posicionamento coerente e definitivo do poder público, não somente no que concerne as atrocidades cometidas durante o regime militar e suas consequências em nosso país, mas, ainda, quanto as suas consequências internacionais.
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