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BRIGHENTI_Viabilidade da utilização de resíduos da queima de madeira gerado por olarias na cidade de Sinop-MT para substituição parcial do agregado miúdo em concretos estruturais

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

VINICIOS LOPES BRIGHENTI

VIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DA QUEIMA DE

MADEIRA GERADO POR OLARIAS NA CIDADE DE SINOP-MT PARA

SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO MIÚDO EM CONCRETOS

ESTRUTURAIS

SINOP-MT

2017/01

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

VINICIOS LOPES BRIGHENTI

VIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DA QUEIMA DE

MADEIRA GERADO POR OLARIAS NA CIDADE DE SINOP-MT PARA

SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO MIÚDO EM CONCRETOS

ESTRUTURAIS

Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.

Prof. Orientador: Vinicius Gonsales Dias

SINOP-MT

2017/01

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I

LISTA DE TABELAS

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Monte de Cinzas ... 14 Figura 2 – Cimento Portland... 16

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III

LISTA DE ABREVIATURAS

ABCP - Associação Brasileira de Cimento Portland

ABETRE - Associação Brasileira de tratamento de resíduos ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

BEN - Balanço Energético Nacional

CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis MMA - Ministério do Meio Ambiente

mPa – Megapascal NBR - Norma Brasileira

PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos

SINIR - Sistema Nacional de Informações dos Resíduos SNIC - Sindicato Nacional da Indústria do Cimento

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DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1. Título: Utilização de resíduos da queima de madeira gerado por olarias na cidade de Sinop-MT para substituição parcial do agregado miúdo em concretos

2. Tema: 3.01.00.00-3 – Engenharia Civil

3. Delimitação do Tema: 30101018 - Materiais e componentes de construção 4. Proponente: Vinicios Lopes Brighenti

5. Orientador: Vinicius Gonsales Dias

6. Estabelecimento de Ensino: Universidade do Estado de Mato Grosso 7. Público Alvo: Estudantes, Pesquisadores e Profissionais da área de Engenharia Civil

8. Localização: Av. dos Ingás, nº 3001, Jardim Imperial, Sinop-MT, CEP 78.555-000, Brasil

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V

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 6 2 PROBLEMATIZAÇÃO ... 7 3 JUSTIFICATIVA... 7 4 OBJETIVOS ... 9 4.1 OBJETIVO GERAL ... 9 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS... ... 9 5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 10 5.1 CONCRETO ... 10

5.2 MATÉRIAS-PRIMAS PARA CONFECÇÃO DO CONCRETO ... 11

5.2.1 Cimento Portland ... 11

5.2.2 Agregados ... 11

5.2.3 Água ... 12

5.2.4 Adições minerais ... 12

5.3 POLÍTICA NACIONAL DE RESIDUOS SOLÍDOS ... 13

5.4 RESÍDUOS SOLIDOS NA CIDADE DE SINOP-MT ... 14

6 METODOLOGIA ... 16 6.1 OBJETO DE PESQUISA ... 16 6.2 MATERIAIS ... 16 6.2.1 Cinzas ... 16 6.2.2 Cimento ... 16 6.2.3 Areia ... 17 6.2.4 Brita ... 17 6.2.5 Água ... 17 6.3 EQUIPAMENTOS...17 6.4 PROCEDIMENTOS ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. 6.3.1 Traço do concreto ... 17

6.3.2 Ensaio de abatimento ... 17

6.3.3 Moldagem dos corpos de prova ... 18

6.3.4 Pesagem ... 18

6.3.5 Ensaio de compressão de corpo de prova cilíndricos ... 18

6.3.6 Análise dos resultados ... 18

7 CRONOGRAMA ... 19

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1 INTRODUÇÃO

Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN, 2015) ano base 2014, o consumo nacional de resíduo de madeira foi de 79,768 milhões de toneladas. Este consumo é utilizado para geração de energia elétrica, produção de carvão vegetal, consumo residencial, comercial e agropecuário, além do uso industrial principalmente para produção de alimentos, bebidas, cerâmicas, papel e celulose.

Com todo esse consumo de resíduo de madeira nacional e visto que quantidade de cinzas geradas pela queima da madeira é de cerca de 3% a produção de cinzas no Brasil foi considerável, pois 3% de 79,768 milhões de toneladas de resíduo de madeira gerou cerca de 2,39 milhões de toneladas de cinzas. Infelizmente grande parte de todo esse resíduo gerado é descartado no meio ambiente sem controle, podendo contaminar o ar e o solo, consequentemente afetando a saúde da população.

A gestão de resíduos sólidos é uma grande preocupação global devido a quantidades cada vez maiores de resíduos e subprodutos industriais. Busca-se reduzir a emissão desses resíduos, propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização para os materiais que podem ser destinados a isso. Além disso, promover o desenvolvimento tecnológico relacionado ao aproveitamento e estudos para reutilização de resíduos sólidos industriais é preocupação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Considerando também o último dado disponível pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC, 2013) a produção nacional de cimento Portland foi de 70,161 milhões de toneladas. Deste modo, o alto consumo de cimento que em sua maioria é utilizado para fabricação de concreto e com a grande geração de resíduo da queima de lenha, o intuito desse projeto será a produção de um concreto sustentável utilizando os resíduos de cinza de madeira que são descartados no meio ambiente por Olarias na cidade de Sinop-MT.

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2 PROBLEMATIZAÇÃO

Nos últimos anos, a preocupação relacionada com o meio ambiente vem aumentando, fazendo com que a população se interesse cada vez mais com questões relacionadas utilização de biomassa, fontes de energia renováveis, utilização de materiais secundários e resíduos sólidos.

Na cidade de Sinop-MT, o setor madeireiro é um setor muito forte, com várias madeireiras e alta produtividade. O descarte dessas madeireiras é a lenha, a qual é utilizada em grande parte para formação de calor, fundamental em processos como o das olarias, para fabricação de peças cerâmicas. Consequentemente, com a queima dessa lenha, os resíduos são gerados são as cinzas. Estas, que são em grande parte depositadas em lugares impróprios, podem causar danos ao meio ambiente e a saúde da população.

Deste modo, surge um questionamento: com toda a questão ambiental que envolve o ramo da construção civil e a cinza um resíduo abundante e descartado na região, aliado ao fato de o concreto ser um material de grande uso, por que não analisar se existe a viabilidade para utilização de cinzas como adição no concreto estrutural?

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3 JUSTIFICATIVA

Estudos já realizados mostram que a utilização de cinzas de arroz, do bagaço da cana-de-açúcar, da casca da castanha do caju, da casca da castanha-do-Pará e dos resíduos do dendezeiro, para substituição ou adição parcial ao concreto podem trazer algum benefício ao concreto e ajudar a reduzir o impacto ambiental. Porque destinaria esses resíduos de maneira inteligente e reduziria o consumo de cimento que para sua produção emite dióxido de carbono, além de reduzir o preço bruto do concreto. (VASKE, 2012).

O setor da construção civil tem um grande e importante papel na questão da sustentabilidade. Afinal, ele é capaz de transformar um simples terreno, dando a ele usos diversos. Para que essa transformação aconteça vários materiais são utilizados e o principal deles é o concreto, o qual é composto basicamente de cimento, água, areia e brita. (CHEAH; RAMLI, 2011)

Considerando o que foi exposto, a utilização de cinzas no concreto não só pode o tornar econômico, mas também sustentável com a destinação eficiente de resíduos sólidos. Deste modo, o intuito deste projeto de pesquisa é analisar a viabilidade técnica da utilização das cinzas provenientes da queima de madeira utilizada nas olarias da cidade de Sinop para confecção de corpos de prova de concreto.

A questão ambiental também é uma justificava para a pesquisa, por que com a possível utilização de cinzas como substituição parcial na areia do concreto, destinaríamos o resíduo da cinza de maneira eficiente sem degradar o meio ambiente e ainda podendo gerar um concreto de qualidade e sustentável.

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4 OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

Analisar a viabilidade técnica da utilização de resíduos provenientes da queima de madeira utilizadas em olarias na cidade de Sinop para substituição parcial do agregado miúdo utilizado no concreto para fins estruturais.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Caracterização granulométrica dos agregados e cinzas;

• Analisar o concreto em seu estado fresco utilizando o ensaio de abatimento slump test;

• Medir a massa dos corpos de prova sem cura e após a cura de 7 e 28 dias;

• Analisar a resistência à compressão, o concreto referência será de 30mPa com 28 dias.

• Possibilitar um novo destino para o resíduo, ajudando a preservar o meio ambiente e diminuindo os problemas causados pelo possível despejo deste material em lugares não adequados.

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5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5.1 CONCRETO

O concreto é o material mais empregado na construção civil, composto geralmente por cimento, água e agregados, podendo conter aditivos, fibras ou outras adições. Apresentando propriedades como, versatilidade, durabilidade e desempenho, o torna o material mais empregado na construção civil (MEHTA; MONTEIRO, 2001).

Segundo a ABNT/NBR 15823-1 (2010) a classificação do concreto em função de sua massa específica é definida segundo a nomenclatura:

• Concreto normal (C): possui massa específica seca entre 2000 kg/ m³ e 2800 kg/m³;

• Concreto leve (CL): possui massa específica seca inferior a 2000 kg/m³; • Concreto pesado ou denso (CD): possui massa específica seca superior a

2800 kg/m³.

A ABNT/NBR 8953 (2015) estabelece as classes do concreto em função de sua resistência à compressão axial, exemplo C25 é igual a um concreto de 25mPa, sendo que para fins estruturais o concreto deve apresentar uma resistência superior a 20 Mpa. Os concretos são classificados por sua consistência no estado fresco, determinada a partir do ensaio de abatimento slump test conforme ABNT/NM 67 (1998). Na construção civil, os abatimentos mais utilizados são entre 80 e 140 mm.

Para cada situação de projeto e obra, o concreto deve atender alguns requisitos como: trabalhabilidade, durabilidade e resistência. Podendo assim, alterar a sua dosagem de diversas maneiras para atender as condições básicas de onde ele será empregado.

Portanto, a dosagem é o principal fator para um concreto de qualidade, já que uma boa dosagem e materiais de qualidade, o concreto irá trabalhar da maneira para o qual foi destinado. Esse processo determina a proporção entre cimento, agregado, água e aditivos, para atender as especificações determinadas no projeto.

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5.2 MATÉRIAS-PRIMAS PARA CONFECÇÃO DO CONCRETO

O concreto é uma mistura composta essencialmente de cimento, agregados e água. Com isso, as características do concreto estão diretamente ligadas as características e proporções dos materiais que o constitui. (MEHTA; MONTEIRO, 2001). Com o intuito de melhorar suas características, reduzir seu custo e contribuir com a sustentabilidade podem ser feitas adições, como as cinzas da queima de madeira, objeto de estudo deste projeto de pesquisa.

5.2.1 Cimento Portland

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), define o cimento com um material com granulometria fina, e quando hidratado com água apresenta características aglomerantes, aglutinantes ou ligantes que endurece com o tempo. A sua fabricação é feita basicamente com a mistura de calcário e argila que elevados a altas temperaturas formam o clínquer, o qual é moído e misturado com gesso para retardar o tempo de pega.

5.2.2 Agregados

Segundo a ABNT 7211 (2005) os agregados necessitam ser constituídos por grãos de minerais duros, compactos, estáveis, duráveis e limpos, e não devem conter substâncias de natureza e em quantidade que possam afetar a hidratação e o endurecimento do cimento, a proteção da armadura contra a corrosão, a durabilidade ou, quando necessário, o aspecto visual externo do concreto.

Segundo Mehta e Monteiro (2001), o agregado ocupa de 60% a 80% do volume do concreto e apresenta características importantes ao concreto como porosidade, composição granulométrica, absorção da água, forma, textura superficial, resistência a compressão e modulo de elasticidade.

De acordo com a NBR 7211 (2005), os agregados miúdos são grãos que passam pela peneira com abertura de malha de 4,75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 150μm. A areia pode ser de origem natural ou artificial que pode ainda ser subdividida em fina, média e grossa. Já os agregados graúdos que passam pela peneira com abertura de malha de 75 mm e ficam retidos na peneira com

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abertura de malha de 4,75 mm. São representados pela pedra britada, que podem ser subdivididas em Brita 0, 1, 2, 3.

5.2.3 Água

Água é um material muito importante na fabricação do concreto, pois realiza funções no processo de cura e também compõe a sua mistura (Petrucci, 1998). O fator água cimento (A/C) é determinado pela relação entre o peso da água e do cimento em determinado traço. A trabalhabilidade do concreto fresco depende da relação entre o peso da água e dos materiais sólidos.

5.2.4 Adições Minerais

Os resíduos sólidos gerados na indústria que, em alguns casos, são descartados em grande quantidade em locais irregulares, com risco de contaminação do solo e da água, podem ser considerados as adições minerais de grande utilização na construção civil. (DAL MOLIN, 2005)

Os autores (Malhotra e Mehta, 1996) dividem em três categorias os benefícios do uso de adições em concretos, que são:

• Benefícios econômicos: o cimento Portland é o material mais caro do concreto, sendo que as adições de resíduos ou subprodutos industriais ao concreto reduzem a quantidade de cimento na mistura, consequentemente diminuindo o custo do concreto;

• Benefícios ecológicos: diversos resíduos ou subprodutos utilizados como adições aos cimentos e concretos contêm em suas composições químicas substâncias poluentes, tóxicas e patogênicas podendo ser nocivos ao meio se não forem utilizados da maneira correta.

• Benefícios de engenharia: a incorporação de partículas finas ao concreto tende a melhorar a trabalhabilidade e reduzir a quantidade de água para alcançar a consistência desejada, com incremento de resistência, redução da permeabilidade e aumento da resistência a ataques químicos.

Analisando as cinzas, de acordo com Chowdhury, et al (2015) a temperatura de combustão, tipo de forno e espécie de árvore que madeira é derivada são fatores que influenciam diretamente na quantidade e qualidade das cinzas de madeira. Deste modo, a caracterização das cinzas de madeira deve ser realizada para a sua aplicação

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no concreto. No entanto, neste trabalho não será feita essa caracterização devido à dificuldade técnica para realização deste ensaio.

A tabela 02 apresenta os componentes químicos das cinzas, como podemos observar, há uma certa diferença nas proporções, o que é devido aos fatores já citados anteriormente.

Tabela 01 – Compostos químicos das cinzas de madeira

Autores Compostos Químicos SiO2 Dióxido de Silício 𝐶𝑎𝑂 Óxido de Cálcio 𝑆𝑜3 Óxido Sulfúrico 𝐾2𝑂 Óxido de Potássio 𝐴𝑙2𝑂3 Óxido de Alumínio 𝑀𝑔𝑂 Óxido de Magnésio 𝐹𝑒2𝑂3 Óxido de Ferro Vassilev et. al 53,15 11,66 1,99 4,85 12,64 3,06 6,24 Borlini, M. C. et al. 16,90 32,60 4,40 7,00 2,70 7,20 0,80 Naik, T. R. et al. 42,30 11,40 0,4 1,30 17,90 2,50 12,60 D. Eliche Quesada et al. 48,60 18,10 0,14 1,85 5,94 3,20 3,26 Fonte: Vassilev et al. 2010; Borlini, M. C. et al. 2005; Naik, T. R. et al. 2011; D. Eliche Quesada et al. 2017.

5.3 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

No artigo 13, a PNRS, define que resíduos industriais são gerados nos processos produtivos e instalações industriais. De acordo com a Resolução CONAMA n° 313/2002, Resíduo Sólido Industrial é todo resíduo que resulte de atividades industriais e que se encontre nos estados sólido, semi-sólido, gasoso - quando contido, e líquido, cujas características não os permitam serem lançados em rede pública, assim exigindo uma solução técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.

Segundo a Associação Brasileira de Tratamento de Resíduos (ABETRE), o Brasil produz anualmente um total de aproximado 98 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Devido alguns estados não elaborarem seus inventários de resíduos, e em geral os que são produzidos não apresentam uma padronização e não foram atualizados recentemente, a PNRS fica impossibilitada de realizar um diagnóstico completo e atualizado desses resíduos.

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Assim, em parceria com IBAMA, MMA e SINIR, a PNRS elaborou uma metodologia para obtenção do Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais. Com a atualização do sistema, também foi criada uma sistematização, informatização e integração dos dados nacionais sobre resíduos industriais. Deste modo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos poderá estabelecer metas e estratégias para melhora do mesmo. (PNRS, 2011).

Neste contexto, a busca por reduzir a emissão desses resíduos, propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização para os materiais que podem ser destinados a isso e destinar os materiais que não podem ser reciclados de maneira sustentável. E promover o desenvolvimento tecnológico relacionado ao aproveitamento e estudos para reutilização de resíduos sólidos industriais, são ideais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, 2011).

5.4 RESÍDUOS SÓLIDOS NA CIDADE DE SINOP-MT

Atualmente, a cidade de Sinop-MT conta com várias olarias que produzem peças cerâmicas para construções na própria cidade e em toda região. No processo de fabricação dessas peças, elas precisam passar pelos fornos para o cozimento da argila. Com a abundância de madeireiras na cidade as olarias utilizam lenha como fonte de calor, o que após a sua queima gera cinzas. Como podemos ver na figura 01 o monte de cinzas gerados por uma olaria na cidade de Sinop-MT.

Figura 01 – Monte de cinzas Fonte: Acervo próprio

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15

Os autores, Chowdhury, et al (2015), Siddique, (2012), Naik; Krauz; Siddique, (2003), Abdullahi, (2006), Elinwa; Mahmood, (2002) substituíram o cimento por cinzas de madeira nas proporções de 0 a 30%. Suas conclusões foram que com o aumento da adição de cinzas o slump diminuiu para um mesmo fator água/cimento. E que com a presença de cinzas de madeira no concreto não teve efeitos adversos na resistência do concreto contra a deterioração e ação de congelamento-descongelamento.

Notou-se também a tendência de redução da resistência à compressão a qual é justificada devido ao fato de que as partículas da cinza atuarem mais como um material de enchimento do que um material aglutinante. A medida que a porcentagem de substituição é aumentada, a área de superfície do material de enchimento a ser unido pelo cimento aumenta, reduzindo assim a força. Mas, como mostrado nos ensaios, a resistência aumentou com o tempo, o que indicou a presença de reação pozolânica no material. (ELINWA; MAHMOOD, 2002)

Assim, a utilização da cinza de madeira no concreto ajuda a transformá-lo de uma preocupação ambiental para um recurso útil para a produção de concretos alternativos de maneira eficaz.

Deste modo, neste projeto de pesquisa se substituirá parcialmente a areia por cinzas e, como citado acima, a cinza possui características pozolânicas, mas funciona mais como um enchimento e não como um aglutinante. A substituição da areia será feita nas proporções 10%, 15%, 20%, 25% pelo agregado reciclado.

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6 METODOLOGIA

6.1 Objeto de pesquisa

A pesquisa será executada na cidade de Sinop-MT e as moldagens e análises dos corpos de prova serão realizadas no laboratório de concreto da Universidade do Estado do Mato Grosso, campus de Sinop-MT.

A metodologia da pesquisa consiste em avaliar as características e propriedades mecânicas do concreto com a substituição parcial do agregado miúdo por cinzas provenientes da queima de lenha utilizadas em olarias em Sinop-MT. Para se obter resultados mais precisos será feita a caracterização granulométrica de todos agregados a serem utilizados, serão confeccionados corpos de provas cilíndricos de concreto, sendo um traço como de referência e outros quatro traços com a utilização variada agregado reciclado, e em seguida proceder com os ensaios e análise dos resultados.

6.2 MATERIAIS

6.2.1 Cinzas

Serão coletadas amostras de cinzas em olarias na cidade de Sinop-MT. A caracterização da cinza será feita com a distribuição granulométrica e massa específica. Não será realizada a composição química da cinza.

6.2.2 Cimento

O cimento escolhido para confecção dos corpos de prova será o cimento Portland CP – II – Z, com suas características técnicas fornecidas pelo fabricante, conforme apresentada na figura 2. Este material será custeado pelo autor do projeto de pesquisa.

Figura 2 – Cimento Portland Fonte: ABCP, 2015

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6.2.3 Areia

O agregado miúdo escolhido para a confecção do concreto será a areia lavada media. Ela será caracterizada quanto a granulometria, teor umidade superficial e massa específica de acordo com normas vigentes. A areia será substituída nas proporções 10%, 15%, 20%, 25% pelo agregado reciclado.

6.2.4 Brita

O agregado graúdo escolhido para a confecção do concreto será a brita nº 0. O qual será caracterizado quanto a granulometria e massa específica de acordo com as normas vigentes.

6.2.5 Água

A água limpa e pura será oriunda do abastecimento público da cidade de Sinop-MT e utilizada na preparação e cura dos corpos de prova.

6.3 EQUIPAMENTOS

• Betoneira para mistura dos materiais;

• Moldes cilíndricos para confecção dos corpos de prova;

• Prensa hidráulica para análise da resistência axial do concreto; • Caixa de água para imersão dos corpos de prova;

• Conjunto de abatimento do concreto; • Balança;

• Peneiras.

6.4 PROCEDIMENTOS

6.4.1 Traço do Concreto

Será utilizado o traço em massa de 3,74:5,2:3,3:2,06 respectivamente cimento, agregado miúdo, agregado graúdo e água. As porcentagens de substituição do agregado miúdo serão executadas nas seguintes porcentagens: 0%, 10%, 15%, 20% e 25% de agregado reciclável.

(20)

Para cada traço concreto realizado será feito o ensaio de abatimento, para assim medir a consistência do concreto e analisar se a alteração na consistência com o aumento da substituição do agregado miúdo. Este ensaio, conhecido como slump test, será realizado de acordo com a ABNT/NBR NM 67.

6.4.3 Moldagem dos corpos de prova

Os corpos de prova serão confeccionados no laboratório de concreto e solos da UNEMAT, seguindo as recomendações da NBR 5738/1994 – Moldagem e cura de corpos de prova cilíndricos ou prismáticos de concreto.

Serão confeccionados 5 corpos de prova para rompimento com 7 dias e outros 5 para rompimento com 28 dias, com 5 diferentes porcentagens de distribuição já citadas acima, obtendo um total de 50 corpos de prova. Serão utilizados moldes cilíndricos de 10x20cm.

O concreto será colocado no molde em um processo de 2 camadas uniformemente distribuídas e adensadas separadamente através de 15 golpes utilizando a haste normatizada. A última camada deve ser corrigira para a garantir a forma do corpo de prova. Após 24 horas de secagem será feito o desmolde e cura por imersão em caixa d'água de 500 litros com tempo de armazenamento de 7 e 28 dias.

6.4.4 Pesagem

Todos os corpos de provas terão suas massas aferidas 24 horas após a moldagem e posteriormente após a cura de 7 dias e 28 dias serão realizadas novas pesagens.

6.4.5 Ensaio de compressão de corpo de prova cilíndricos

Os corpos de prova serão ensaiados no laboratório de concreto e solos da UNEMAT, seguindo as recomendações da ABNT/NBR 5739 (2007): Concreto – ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos.

6.4.6 Análise dos resultados

Este processo será realizado após todos ensaios serem devidamente feitos e mensurados. Com todos esses dados serão efetuados gráficos e planilhas eletrônicas para assim comparação dos diferentes resultados. Deste modo, será verificado como o concreto reagiu com o aumento da substituição da cinza e qual seria uma possível substituição ótima.

(21)

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7 CRONOGRAMA

ATIVIDADE AGO SET OUT NOV DEZ JAN Caracterização dos

Agregados Confecção dos corpos

de prova Realização de ensaios Análise de dados Redação do artigo Revisão e entrega oficial do trabalho Apresentação do trabalho em banca

(22)

8 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

ABNT – ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5738: Concreto - Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova. Rio de Janeiro, 2015.

______. NBR 5739: Concreto - Ensaios de compressão de corpos-de-prova cilíndricos. Rio de Janeiro, 2007.

______. NBR 7211: Agregados para concreto - Especificação. Rio de Janeiro, 2005.

______. NBR 8953: Concreto para fins estruturais - Classificação pela massa específica, por grupos de resistência e consistência. Rio de Janeiro, 2015. ______. NBR 15823-1: Concreto auto-adensável - Parte 1: Classificação, controle e aceitação no estado fresco. Rio de Janeiro, 2010.

______. NBR/NM 67: Concreto - Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone. Rio de Janeiro, 1998.

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CHOWDHURY, S.; MISHRA, M.; SUGANYA, O. The incorporation of wood waste ash as a partial cement replacement material for making structural grade

concrete: An overview. Ain Shams Engineering Journal, v. 6, n. 2, p. 429–437,

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Referências

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