de Turbinas Eóli as de Velo idade Variável
Stefânia de Oliveira Silva
Dissertação de Mestrado apresentada à Coordenação do Programa
de Pós-Graduação em Engenharia Elétri ada Universidade Federal
de Campina Grande omo parte dos requisitos ne essários para a
obtenção dograude Mestre emCiên iasnoDomíniodaEngenharia
Elétri a.
Área de Con entração: Instrumentação eControle
Péri lesRezende Barros, Ph.D
Orientador
GeorgeA ioliJúnior, D.S .
Orientador
Campina Grande, Paraíba, Brasil
S546m Silva,StefâniadeOliveira
Modelageme ontroledoângulodepassodeturbinaseóli asde
velo i-dadevariável /StefâniadeOliveiraSilva. CampinaGrande,2015.
135f. : il. olor.
Dissertação(MestradoemEngenhariaElétri a)-UniversidadeFederal
deCampinaGrande,CentrodeEngenhariaElétri aeInformáti a,2015.
"Orientação: Prof. Dr. Péri lesRezendeBarros,Prof. Dr. GeorgeA ioli
Júnior".
Referên ias.
1. Modelagem. 2. Controle. 3.Turbinas Eóli as. 4. PMSG. I.Barros,
Péri lesRezende. II.A ioliJúnior,George. III.Título
Queroantes de tudoagrade er aDeuspormeampararnosmomentosdifí eis, medar
força interior para superar as di uldades, mostrar os aminho nas horas in ertas e me
suprir em todas as minhas ne essidades. Aos meus pais Con eição e Gisélio e minha tia
So orro pelo apoioin ondi ional naminha de isão de ursar e permane er no mestrado.
Sem osuporte e onselhos deles não teria hegado tão longe.
Agradeço tambémà Universidade Federalde Campina Grande,e em espe ial ao
De-partamento de Engenharia Elétri a, pela ex elente infraestrutura ofere ida, permitindo
não somente a realização deste trabalho, mas também o meu res imento e
aperfeiçoa-mento prossional.
Muitas foram as pessoas que ao longo destes dois anos de trabalho e onvívio me
auxiliarame en orajaramnaelaboraçãodestadissertaçãode mestrado. Porém,um
agra-de imentoemespe ial aos meus olegas de laboratório,CamilaMara, Henrique Barroso,
MoisésTavares, ThiagoEuzébioe RaphaelBaltarpeloex elente onvívio quetivemosao
Estetrabalhodestina-seaforne erumades riçãodetalhadado omportamentoda
tur-binaeóli aparaen ontrarummodeloadequadoetambémumalgoritmoqueseadapte
me-lhorpara oseu ontrole. Otrabalhomuda gradualmentede um modelosimples utilizado
apenasparaobterumades riçãoglobalde omportamentoparaumsistema omplexoque
integra vários graus de liberdade e que é mais exível para mudanças em possibilidades
de ontrole. Ele permite estudar a produção de energia elétri aaté a ara terização dos
fenmenosme âni osque afetama estrutura,tornando o sistemadestamaneira
transpa-rente para vários diagnósti os. Oestudotraz mais omplexidade ao in luiro modelodos
aspe tos me âni os, omo a exão da torre e o movimento das lâminas. Os algoritmos
propostos implementadosnaferramentadoMATLAB/SIMULINK são o LQR lássi o,o
LQR om ação integral, o LQG om ação integral e LQG om estimativa de
perturba-ção, pois ara terizam ompletamente a dinâmi ae o omportamentoda turbina eóli a.
Os ontroladores foram onstruídos om base nos onhe imentos dos prin ípios de
fun- ionamento das turbinas eóli as om ontrole de ângulo de passo variável. Como uma
alternativaaos ontroladores dotipo Propor ional-Integral (PI) utilizadosatualmente, o
ontrole tem omo objetivo diminuiras os ilações napotên ia gerada pela turbina. São
realizadassimulaçõesdas variaçõesda velo idade dovento in identeemuma turbina
eó-li aequipado om geradores sín ronos de imãpermanente, e assimulações omprovama
e iên ia dos ontroladores noângulo de passo.
This paperis designed to providea detaileddes ription of the wind turbinebehavior
modelto nd a suitablealgorithm and also a better t for its ontrol. The work
gradu-ally hangesfrom a very simple modelused only for a generaldes ription of behavior to
a omplex system that integrates multiple degrees of freedom and it is more exible to
hanges in ontrol possibilities. It enables to study the produ tion of ele tri ity to the
hara terization of the me hani al phenomena that ae t the stru ture, making the
sys-tem this transparent to various diagnoses. The study brings more omplexity toin lude
the model of the me hani al aspe ts, su h as the bending of the tower and the
move-ment ofthe blades. Thealgorithmsimplementedin MATLAB /SIMULINK tool are the
lassi LQR, LQR with integral a tion, the LQG with integral a tion and LQG with an
estimateof disturban e as ompletely hara terizethe dynami sand the behavior of the
wind turbine. The ontrollers were onstru ted based on the knowledge of the
prin i-ples of operationof wind turbines with variablepit h angle ontrol. As an alternativeto
ontrollingthe Proportional-Integraltype(PI) urrentlyused, the ontrolaims toredu e
u tuationsinpower generatedby the turbine. Areperformedsimulationsof windspeed
variations in ident in a wind turbine equipped with permanent magnet syn hronous
ge-nerators. These simulationsshowthe e ien y of ontrollingthe pit hangle.
1 Introdução 4
1.1 Motivação . . . 5
1.2 Revisão Bibliográ a . . . 6
1.2.1 Estado da Arte . . . 7
1.2.2 Controle doÂngulo de Passo . . . 9
1.2.3 ModelagemnaTurbinaEóli a . . . 10
1.2.4 Controle Robusto . . . 11
1.3 Objetivos . . . 12
1.4 Contribuições . . . 13
1.5 Organização doTexto . . . 13
2 Aspe tos Gerais das Turbinas Eóli as 15 2.1 Introdução . . . 15
2.2 Componentes daTurbina Eóli a . . . 16
2.2.1 Rotor . . . 16
2.2.2 Na ele . . . 18
2.2.3 Torre . . . 19
2.3 Energia ontida novento . . . 20
2.4 O desempenho de uma turbina de eóli a . . . 22
2.4.1 Dimensionamentoda Turbina . . . 22
2.4.2 Coe iente de Potên ia . . . 25
2.4.3 Coe iente de impulso . . . 28
2.4.4 Modelo das Pás ou Lâminaspara TEEH . . . 28
2.5 Estratégia de Controle na Turbina Eóli a . . . 33
2.5.1 TurbinasEóli as de Velo idade Fixa . . . 33
2.5.2 TurbinasEóli as de Velo idade Variável . . . 34
2.5.3 Controle PassivoEstol (Stall) . . . 34
2.7.1 Turbulên ia . . . 39
2.8 Considerações Finais . . . 40
3 Modelo Simpli ado da Turbina Eóli a de Eixo Horizontal (TEEH) 41 3.1 Introdução . . . 41
3.2 Des rição Matemáti a de uma TEEH . . . 41
3.2.1 Subsistema Aerodinâmi o . . . 43
3.2.2 Subsistema Me âni o . . . 45
3.2.3 Subsistema Elétri o . . . 47
3.2.4 Subsistema Pit h . . . 48
3.3 Considerações Finais . . . 49
4 Modelo Linearizado da Turbina Eóli a 51 4.1 Introdução . . . 51
4.2 Me âni a de Lagrange . . . 52
4.3 Modelo não-lineardaturbinaeóli a . . . 55
4.4 Modelo Linearizado . . . 58
4.5 Validaçãodo Modelo Linearizado . . . 61
4.6 Considerações Finais . . . 64
5 Implementação do Modelo no Ambiente Matlab/Simulink 65 5.1 Introdução . . . 65
5.2 Turbina Eóli a . . . 65
5.3 Modelo doVentoSimulado . . . 66
5.4 Blo oAerodinâmi oImplementado . . . 70
5.4.1 Blo o Me âni o . . . 72
5.4.2 Modelo Dinâmi o doGeradorPMSG . . . 73
5.4.3 Conversor PWM AC-DC-AC . . . 77
5.4.4 Controle doÂngulo de Passo . . . 79
5.5 Resultados e Simulações . . . 81
5.6 Considerações Finais . . . 85
6 Controle Ótimo apli ado nas Turbinas Eóli as 86 6.1 Introdução . . . 86
6.4.1 Rastreador LinearQuadráti o - LQT . . . 95
6.4.2 Regulador LinearQuadráti o om Ação Integral - LQI. . . 98
6.5 Regulador Linear Quadráti o Gaussiano - LQG . . . 100
6.5.1 Filtro de Kalman . . . 101
6.5.2 LQG om Ação Integral . . . 103
6.6 Análise do Sistema . . . 105
6.7 Estudo de aso para oControladorLQR . . . 107
6.8 ControladorLinear Quadráti o Gaussiano - LQG . . . 116
6.9 Con lusão . . . 121
7 Con lusões e Perspe tivas 123 Referên ias Bibliográ as 126 A Desenvolvimento do projeto dos ontroladores MATLAB/SIMULINK 132 A.1 ValoresNuméri osdos ParâmetrosdoModelo MultivariáveldaTurbinade Vento . . . 132
A.2 Valores Numéri osdas Matrizes de Espaçode Estado doSistema. . . 133
A.3 Rotina doControladorLQR . . . 133
PROINFA -Programa de In entivo às Fontes Alternativas de EnergiaElétri a
MIMO -Multiple Input, Multiple Output (Múltiplas Entradas Múltiplas Saídas)
SISO - Single Input Single Output (Simples Entrada SimplesSaída)
LQR-Linear Quadrati Regulator (Regulador Linear Quadráti o)
LQG-Linear Quadrati Gaussian(Gaussiano Linear Quadráti o)
LTR-Loop Transfer Regulator (Re uperação da Malha de Transferên ia)
LQG/LTR -Linear Quadrati Gaussian/Loop Transfer Regulator
LQRI-LQR om ação integral
PI -Controlador Propor ional Integral
BEM - Blade ElementMomentum (Momento Elementar da Lâmina)
WTGS -Wind Turbine Generator System(Gerador do Sistemade Turbina Eóli o)
PMSG - Permanent Magnet Syn hronous Generator (Gerador Sín rono de Ímã
Perma-nente)
DFIG- Doubly-Fed Indu tion Generator (Gerador Sín rono de Dupla Indução)
MPPT- MaximumPower Point Tra king(RastreamentoMáximado Pontode Potên ia)
IGBT -Insulated Gate Bipolar Transistor (Transistorbipolar om porta isolada)
a
-Fator de Interferên ia AxialF
T
-Força de ImpulsoP
- Potên iaT
r
- Torque Aerodinâmi oC
p
- Coe iente de Potên iaC
t
- Coe iente de Impulsoλ
-Velo idadede Ponta da Lâminaβ
- Ângulo de In linação das Pásv
r
-Velo idade Resultante do Ventoωr
- Velo idade Tangen ialv
-velo idade do ventoα
-Ângulo de AtaquedF
L
- Forças Innitesimal de SustentaçãodF
D
- Forças Innitesimal de ArrastodT
r
-Forças Innitesimal do TorqueAerodinâmi odF
t
- Forças Innitesimal da Força de ImpulsoC
D
-Coe iente de ArrastoC
L
- Coe iente de SustentaçãoT
v
- Tempo de orrelação da Turbulên iaK
v
-Turbulên ia da Potên iaL
v
-Comprimento de orrelaçãoda Turbulên iaσ
v
- Intensidade da Turbulên iaB
g
-Amorte imento Intrínse o do Geradorω
r
-Velo idadeAngular do Rotorω
g
-Velo idadeAngular do GeradorT
g
-TorqueElétri o˙y
b
-Velo idade de Dobragem da TorreU
-Tensãof
-Frequên iaK
s
-Constante de RigidezB
s
-Constante de Amorte imentoJ
r
-Inér ia do Rotor da TurbinaJ
g
-Inér iado GeradorM
t
-Massa da Torre e Na eleM
b
-Massa de ada LâminaN
-Número de Lâminas3.1 Denição dos parâmetros da TurbinaEóli a. . . 43
2.1 Turbina(a) de eixoverti al e (b) de eixo horizontal. . . 16
2.2 Elementos prin ipaisde umaTurbinaEóli a. . . 17
2.3 Relaçãoentre odiâmetrodorotoreapotên ianominaldaturbina(W AG-NER; MATHUR,2012). . . 21
2.4 Volume de ontrole para uma turbinaeóli a de eixo horizontal. . . 22
2.5 Tendên ias de e iên ia para tiposde turbinaseóli aversus razãode velo- idade periféri a. . . 24
2.6 O ângulode in linaçãodas pás . . . 26
2.7 O oe iente de potên ia de uma turbina de velo idadevariável. . . 26
2.8 Estudo omparativodeexpressõesanalíti asdo oe ientede desempenho (1-exponen ial,2-exponen ial,3-sinusoidal,4-polinomial).. . . 27
2.9 Controle de volume dotoque anular. . . 29
2.10 Velo idadese forçaaerodinâmi anum elementode pá. . . 30
2.11 Diagrama esquemáti o da velo idades eforça dalâmina. . . 31
2.12 Coe ientes de arrasto e sustentação versus o ângulo de ataque (GASPA-RETTO, 2007). . . 32
2.13 Movimentação da páde a ordo om ada tipode ontrole (HAU, 2006)p. 103 (Adaptação). . . 36
2.14 Curvade Potên ia de uma Turbina Eóli a. . . 37
2.15 Modelo espe traldo vento. . . 38
3.1 Turbina eóli a de eixo horizontal. . . 42
3.2 Diagrama de blo osdos subsistemas de uma turbinade velo idade epasso variável. . . 43
3.3 Entrada e saída dosubsistema aerodinâmi o.. . . 44
3.4 Modelo de duas massas . . . 45
3.5 Entrada e saída dosubsistema me âni o . . . 46
3.7 Torque ara teristí odo gerador. . . 48
3.8 Modelo doatuadordo ângulode in linação . . . 49
4.1 Modos de vibração para turbinaseóli as de eixohorizontal. . . 52
4.2 Diagrama esquemáti o do subsistemame âni o. . . 55
4.3 Velo idade Angulardo Rotor. . . 62
4.4 Velo idade Angulardo Gerador. . . 62
4.5 Movimento de Flexão da Lâmina. . . 63
4.6 Movimento Horizontalde Flexão daTorre. . . 63
5.1 Modelo Completo -Turbina Eóli a PMSG. . . 66
5.2 Diagrama de Blo os da Estrutura Interna da Turbina Eóli a om PMSG. . 67
5.3 Diagrama de Blo os do modelo doVento. . . 70
5.4 Representação do SistemaAerodinâmi o. . . 71
5.5 Cara terísti as de potên ia daturbinaeóli a.. . . 72
5.6 Coe iente de Potên ia. . . 72
5.7 Curvas
C
p
(λ, β)
.. . . 735.8 Modelo de duas massas-SistemaMe âni o. . . 73
5.9 Diagrama on eitual dogerador de ímãpermanente. . . 74
5.10 Modelo daMáquina Sín rona de ÍmãPermanente. . . 74
5.11 Esquema interno da máquinasín rona de ímãpermanente. . . 75
5.12 Implementação da máquinasín ronade ímãpermanente modelo elétri o. . 76
5.13 Conversor PWM AC DC AC. . . 77
5.14 ControladorPWM. . . 78
5.15 Controladorde Tensão. . . 78
5.16 Controle Dis reto. . . 79
5.17 Representação Dis reto PLL.. . . 79
5.18 Controle doângulo das pás. . . 80
5.19 Implementação do ontrole da velo idadenoSimulink. . . 80
5.20 Velo idade doVento om perturbação de 40%. . . 81
5.21 Velo idade angulardaturbina.. . . 82
5.22 Velo idade angulardagerador. . . 82
5.23 Controle doÂngulo de Pit h. . . 83
5.24 Torque Elétri o. . . 83
5.25 Torque Aerodinâmi o. . . 83
5.28 Corrente doSistema. . . 85
6.1 Malhas de Controle. . . 87
6.2 Controle no espaço de estado utilizandoum ontrolador LQR onde K é a matriz de ganho. . . 91
6.3 Diagrama de blo os do ontroladorLQR om açãointegral- LQI. . . 99
6.4 ControladorLQG. . . 101
6.5 ControladorLQG om ação integral. . . 104
6.6 Sistema em malha aberta. . . 106
6.7 Fluxograma doControladorLQR om ação integral.. . . 108
6.8 O sistemade malhafe hada om ontroladorLQR. . . 109
6.9 Velo idade dovento de a ordo om (NICHITA etal., 2002). . . 109
6.10 Espe tro da velo idade dovento simulado. . . 110
6.11 Ângulo de Passo. . . 110
6.12 Velo idade Angulardo Rotor om ontrolador LQR. . . 111
6.13 Velo idade Angulardo Gerador om ontroladorLQR. . . 111
6.14 Movimento das Lâminas om ontroladorLQR. . . 112
6.15 Movimento HorizontaldaTorre om ontrolador LQR. . . 113
6.16 Diagrama de blo os em sistema de malha fe hada om ontrolador LQR om ação integral no simulink. . . 113
6.17 Velo idade Angulardo Rotor. . . 114
6.18 Velo idade Angulardo Gerador. . . 114
6.19 Movimento daLâmina . . . 115
6.20 Movimento de Flexão da Torre. . . 115
6.21 Diagrama de blo os dosistema emmalhafe hada para Potên ia Elétri a. . 116
6.22 Potên iaElétri a doSistema. . . 116
6.23 Fluxograma doControladorLQG om ação integral. . . 118
6.24 ControladorLQG om ação integral implementadonoSimulink. . . 119
6.25 Sinal de Controle do Ângulo de Passo om o ControladorLQG om ação integral. . . 119
6.26 Velo idade Angulardo Rotor om Controlador LQG. . . 119
6.27 Velo idade Angulardo Gerador om ControladorLQG. . . 120
6.28 Movimento de Flexão das Lâminas om ControladorLQG. . . 120
6.29 Movimento HorizontaldaTorre omControlador LQG. . . 120
Introdução
Abus aporfontes alternativasde energiatemlevado vários paísesainvestiremna
trans-formaçãoe omplementaçãode seus parques energéti os. Asquestões ambientais,
prin i-palmenteno quese refere aos impa tos ausados pelas formas tradi ionaisde geraçãode
energia,tem levado a uma pro ura porfontes de energiamais limpa.
Na última dé ada, o interesse pelo uso da energia eóli a res eu onsideravelmente.
Isto sedeve às preo upações om as questões ambientais, in entivadas pelo atendimento
àsmetasdoProto olo de Kyoto, aofatorde es alaque ageraçãoeóli a in orpora devido
àpossibilidadedainstalaçãodeparqueseóli os om entenasdemegawattsde apa idade
eàredução res ente dos ustos de produçãodos equipamentos, emfunção doavançoda
te nologia (SILVA, 2006).
Aenergiaeóli aé,semdúvida, umadasfontesalternativasdeenergia omexploração
mais bem su edida atualmente. Uma razão para este fato é a políti a de in entivo feita
por vários países, assegurando a ompra da energia eóli a produzida, ainda que ela não
ofereça preços ompetitivos. A Alemanha e a Dinamar a foram pioneiras neste
pro e-dimento, seguido por vários países, in lusive pelo Brasil, om a riação do Programa de
In entivo às Fontes Alternativas de Energia Elétri a, PROINFA. Além disso, pode-se
desta aroavançote nológi o,tantoempesquisaquantoemdesenvolvimento,fazendo om
que o orra uma rápida redução no usto de utilização desta forma de geração (LEITE;
FALCO; BORGES, 2006).
O ustonan eirodaenergiageradapelovento,quando omparadoao ustoasso iado
à emissão de gases tóxi os gerados pela produção de energia via ombustíveis fósseis,
são ompatíveis em toda a extensão de tempo que abrange a sua instalação e atividade
plena (JAIN, 2011). Destas energias onven ionais, a eóli a parti ularmente, aparenta
ter ondiçõesvantajosas para ompetir empreço e onabilidade.
nos últimos anos. Os avanços te nológi os al ançados na área de onstrução de
turbi-nas em onjunto om o desenvolvimento da Eletrni a de Potên ia e da Engenharia de
Controle, propor ionaram o aumento da e iên ia e da vida útil dos sistemas eóli os.
A utilização de materiais mais leves e exíveis tem reduzido os ustos de onstrução,
introduzindo a possibilidade daredução dos esforços internos de uma turbinaeóli a.
Atualmente,sãoproduzidasturbinas om apa idadedegerardesdealgunsquilowatts
até dezenas de megawatts para as mais diversas apli ações, desde a geração de energia
elétri apara a omplementaçãodademanda de energiaaté a implementaçãode sistemas
isoladospara bombeamentode águae arregamento de baterias.
Diantedeste avanço vertiginosodate nologiaeóli a, também res e aimportân iada
apli açãode té ni as modernas de ontrole de projeto de sistemas eóli os, ujas
ara te-rísti asdinâmi assão altamentedependentes davelo idade dovento,o que on ede uma
espe ial importân ia às in ertezas inerentes ao projeto. O problema do ontrole ótimo
representa uma das grandes metas de teoria de ontrole, que é agrupar a maioria dos
elementos da engenharia de pro esso sob a égide de uma síntese matemáti a formal. A
motivação para issoéque, uma vez queformalizadosob uma oberturamatemáti a,tais
elementos onstituemferramentas poderosasquepodemser apli adasquase que
automa-ti amenteem omplexas situações de projeto. As vantagens obtidas om a utilizaçãode
té ni as de ontrole ótimoemsistemasdeenergia eóli aestánamelhoriadae iên iada
onversão energéti a e noaumento daexibilidadeopera ional.
As té ni as de ontrole ótimo reunemdiversas ara terísti asque asseguram um alto
desempenho aoprojeto de ontroladores, garantindo aestabilidade ea robustez.
1.1 Motivação
O ontrole de potên ia das turbinasé feitopelavariaçãodoângulo de passo, emque um
ontrolador eletrni o veri a a potên ia me âni a gerada, diversas vezes por segundo.
Quando a potên ia de saída se torna muito elevada é enviada uma ordem para o
me a-nismo de ontrole do ângulo das pás que as move alterando o ângulo de ataque das pás
relativamenteàdireçãodovento. Inversamente, aspássão movidasdevoltaàaçãodireta
dovento sempre que há uma queda de produção. Para esta movimentação, re orre-se a
sosti adosme anismoshidráuli oseeletrni osquemovimentamaspásaoredorde seus
eixoslongitudinais.
No ontrole do ângulo de passo que é adotado pelos modelos de turbinas des ritos
ontrolador. Esta es olha não é uma atividade trivial e alguns autores relatam que sua
obtenção éfeita por tentativa eerro (MACEDO, 2012)
Diantedeste enáriopromissorede plena expansãode novosparques eóli osemnível
mundiale na ional,a apli abilidadedos sistemas de ontrole ótimo e robustodentrodos
diversos segmentos produtivos e estratégi os das so iedades industrializadas, foram os
motivadorespara otemadeste trabalho,tendo omoobjetivoproporumanova apli ação
do ontroladorrobusto om ação integral para o ontrole de um sistemade onversão de
energiaeóli a utilizandoum geradorsín rono de ímãpermanente.
Os ontroladores lineares quadráti os ótimos tem omo prin ípio o estabele imento
formalde um índi e de desempenho quadráti opara sintetizar ompensadores emmalha
fe hadaonde todosos estadosseen ontramdisponíveis. Eaprin ipalmotivaçãoem
usá-losedevea minimizaçãodovalore azde ruídos edistúrbios naresposta de um sistema
de ontrole.
No ontexto té ni o- ientí o, per ebe-se então que há a existên ia de um grande
poten ial a ser explorado om apli ação do ontrole ótimo ao projeto de sistemas de
onversão de energiaeóli a (ANDERSON;MOORE, 2007):
•
Estudo de estratégias emétodos de otimmização;•
Desenvolvimentoté ni o ientí o;•
Complementação daoferta de energia;•
Desenvolvimentoso ial;•
Desenvolvimentoe onmi o.Este ontrole pode ontribuir para a suavização da potên ia de saída da turbina e
na diminuição da arga aerodinâmi a para a melhoria do desempenho da estabilidade
dinâmi aetransitória do sistemaintegrado àrede elétri a.
Atualmenteo ontrole de passo variávelé o mais utilizado pelaindústria de turbinas
eóli as. Devidoàimportân iadesteaspe tono res ente enáriodegeraçãoeóli a,
propõe-se nesta dissertação a obtenção do ontrolador robusto, em alternativa ao ontrole PI
utilizadonamaioriadas turbinas.
1.2 Revisão Bibliográ a
logias de geração eóli a que adotam os geradores sín ronos de íma permanente (PMSG)
easdiversasestratégias de ontrole queforampropostasnaliteraturaaolongo dos anos.
Também será apresentada uma revisão bibliográ a sobre ontrole do ângulo de passo,
modelagemdaturbinaeóli a esobre ontrole ótimoe ontroladores robustos e suas
apli- ações.
1.2.1 Estado da Arte
Váriosmodelosde turbinaseóli astêmsido desenvolvidos. Elestêmnalidadesdiferentes
e,em onsequên iaeles tratamdiferentes ara terísti asde um sistemade energiaeóli a.
Por exemplo, pode-se in luir a aerodinâmi a no modelo para ser apaz de veri ar e
otimizar o projeto da lâmina, por exemplo, de a ordo om um ritério pres rito. Este
ritériopode ser denido em termos de maximizar as forças úteis que onduzem o rotor
ouparaaminimizaçãodas argasme âni as, omooajustamento das pás,a mde fazer
girar aturbina de formaideal para uma velo idadedo vento nominales olhida.
Modelosdeusogeral,enfatizandoaspropriedadeselétri asdeturbinaseóli astambém
são utilizados. Modelos prevendo as ondições meteorológi as e, onsequentemente, a
produção de energia orrespondente são essen iais ao planejar o ontrole de um sistema
de energia. Entre os modelos voltados para a otimização do fun ionamento da turbina,
tambémexistem modelos e onmi os que ofere em uma imagem da e á ia de usto de
fabri açãoeinstalaçãodasturbinaseóli as;outambémosmodelosque onsideramonível
de ruído produzido por uma turbina, ou até modelosque avaliem o impa to de turbinas
eóli asno ambiente (HAU, 2006).
Alguns modelos omputa ionais de turbinas eóli as foram propostos a partir do ano
1983, tais modelos para estudos dinâmi os, in luíam o ontrole simpli ado do ângulo
das pás (SALLES, 2009). Umadas propostas onsiderava turbinaseóli as om duas pás,
sendoque o ontrole de ângulode passo asrota ionavaapenas par ialmente.
As turbinas eóli as eram representadas, basi amente, por uma equação utilizando o
oe iente de potên ia. Modelos mais omplexos utilizam o Blade Element Momentum
(BEM), que onsiste na representação individual de diferentes seções ao longo das pás.
Porém,um estudoapresentado natese dedoutoradodefendidaporAkhmatov
(AKHMA-TOV, 2003), onstatou que arepresentação por urvas de oe ientede potên ia
(C
p
)
é su ientementepre isoparaestudosde estabilidadetransitória. Apre isãodas urvasre-sultantes dosvalorespropostosporAkhmatov (AKHMATOV,2003)foi omprovada om
ge-experimentalmente.
Emrelação àquantidade de pás quepropor ionamomelhor desempenho daturbina,
Hau(HAU,2006)armaqueamelhor onguraçãoseria om in opás. Porémoaumento
norendimentoemrelaçãoàsturbinasdetrêsouquatropás nãoésigni ativo, on luindo
que não é e onomi amente vantajoso utilizar turbinas om in o pás, portanto torná-se
viavela utilizaçãode turbinas om três pás.
Quanto aotipo de turbina eóli a,Zinger eMuljadi (ZINGER;MULJADI, 1997)
ar-mamque aprodução de energiapode ser aumentadaem até 40%, om ouso de turbinas
de velo idade variável, devido à possibilidade de ontrole da potên ia aptada. Já
Akh-matov eNielsen (AKHMATOV; NIELSEN, 2005) on luíram queturbinasde velo idade
xa transmitem fortes variações de potên ia à rede, quando da o orrên ia de variações
rápidasdavelo idade dovento.
Segundo Camblong (CAMBLONG; VIDAL; PUIGGALI, 2004) foi desenvolvido um
modelomatemáti ooqual onsideraosprin ípiosbási osparaoestable imentode
simula-çõesdavelo idadevariável,ângulodepasso,eaturbinaeóli a. Este modeloéusadopara
testarváriosalgoritmosde ontroleprojetados omoobjetivode maximizarorendimento
energéti o,a robustez e analisara dinâmi adas argas na transmissão.
Rolán(ROLANetal.,2009)propõemanalisara onguraçãotípi ade umsistemade
geraçãoeóli aWTGS(doinglêsWindTurbineGeneratorSystem)equipado omum
gera-dorde velo idadevariável. Osgeradores de induçãoduplamentealimentadosestão sendo
amplamente utilizadosemWTGS, apesar douso, aindagrande, de geradores sín ronos.
Existem diferentes tipos de geradores sín ronos, mas o gerador sín rono multipolo
de imã permanente PMSG (do inglês Permanent Magnet Syn hronous Generator) foi o
es olhido para estudo,já que ele ofere e um melhor desempenho devido auma e iên ia
mais elevada e menor frequên ia de manutenção, uma vez quenão tem orrente norotor
dogeradorelétri o epode ser utilizado sem aixade transmissão, oque tambémimpli a
emuma reduçãonopeso dagndolaeumaredução no usto. Alémdogerador, aWTGS
analisada onsiste emmais três partes: velo idade dovento,turbinaeóli a e onjuntode
a ionamento.
O geradorsín rono de ímãpermanente, apresenta uma importante ara terísti aque
vem despertando interesseempesquisadores de várias partesdo mundopara a utilização
em turbinas eóli as instaladas no mar. Entre as máquinas elétri as modernas, ela
apre-sentaamaiorrelaçãoentreo onjugadoeletromagnéti oeamassade suaparteativa(LI;
CHEN,2008), omotambémmostrouGieras,emseu estudoexperimental,em(GIERAS,
doresde ímãpermanentes, para estudosde estabilidade, in luindoaparterelativaa seus
ontrolestípi os. Esteartigo,des reveaapli açãodageraçãodeenergiaeóli a one tadaà
redeelétri a,apontandoàne essidadedeoperação omogerador omvelo idadevariável,
ontroladopelo onversor dolado gerador,ede injeçãode potên iareativapelo onversor
do lado da rede. Em 2005, novamente Akhmatov (ACKERMANN et al., 2005)
a res- enta uma dis ussão e um modelo de ontrole dos geradores a ímãpermanentes durante
urto- ir uitos na rede elétri a. Em 2007 e 2008, o ontrole para amorte imento ativo
das os ilaçõestor ionaisdo onjunto rotor-turbina-eóli a/eixo/rotor-do-gerador omeçou
a ser proposto, porém em alguns asos, om mais algumas outras ombinações. Conroy
e Watson (CONROY; WATSON, 2007) in luíram também o ontrole de um sistema de
BrakingResistor (resistordefrenagemdinâmi aparaabrandar oupararrapidamenteum
motordrenandooex esso detensãoemantê-lodentrode tolerân iasseguras) para
amor-te imentodovento. Jau h(JAUCH, 2007) in luiuum efetivo ontrole de amorte imento
ontra os ilações na rede elétri a (diminuindo a os ilação angular de geradores
sín ro-nos one tadosembarramentospróximos)eHanseneMi halke(HANSEN;MICHALKE,
2008),também, in luíramaomodelooamorte imentoduranteturbulên iasnavelo idade
dovento.
Bystryk e Sullivan (BYSTRYK; SULLIVAN, 2011) propõem analisar estratégias de
ontroleparaumaturbinaeóli adepequenoporte,usandoummodelo ombaseemdados
de vento oletados em sítioedados de simulaçãofeitos no omputador.
No íni io de 2003, Akhmatov (AKHMATOV etal., 2003) props a operaçãoem
on-junto omo ontroledeângulodaspásdaturbinaparamelhoraramargemdeestabilidade
dos geradores durante urto- ir uitosnarede elétri a.
1.2.2 Controle do Ângulo de Passo
MuljadieButtereld(MULJADI;BUTTERFIELD, 2001)analisaramalimitaçãode
po-tên iaatravésdo ontroledoângulode passoparaturbinaseóli asde velo idadevariável,
e on luíram que este arranjo possibilita a operação segura para velo idades do vento
a imado limiteté ni o dosistema de onversão.
Burton (BURTONetal.,2011)armaqueo ontroledepotên iaporânguloxo/estol
passivoéomodomaissimplesde ontrolar amáximapotên iaaser geradapelaturbina.
Suaprin ipalvantagem éasimpli idade,porémhádesvantagenssigni antes omo: alta
fadigame âni a ausadaporrajadasdevento,partidanãoassistidaevariaçõesnamáxima
Já Akhmatov (AKHMATOV, 2003) arma que o ontrole do ângulo de passo é
o-mumente utilizado na otimização da produção de potên ia provinda do vento. Ainda
exempli aos possíveis sinais de entrada do ontrolador do ângulo de passo. Quando a
velo idade do rotor é utilizada omo sinal de entrada do ontrolador,é possívelotimizar
apotên iade saída daturbinaporque apotên iadogeradoreavelo idadesão
inequivo- amenterela ionadas uma à outra. Outra opção éutilizar sinais que provenham da rede
forado parque omoa tensão noponto de a oplamento.
MotaeBarros (MOTA; BARROS,2005)analisaramaatuaçãodo ontroledoângulo
de passo através de simulaçõesdinâmi as. Para a turbinaeóli a modelada,o ontrole do
ângulopossibilitaa operação àpotên ia nominalaté velo idadesdo vento 20% a imada
média esperada; a máxima produção de potên ia o orre para velo idades do vento até
13%abaixo da média. O trabalho on luique estes limitesdependemdos parâmetrosde
projetoda turbinae que valores diferentes podem o orrerpara turbinas reais.
1.2.3 Modelagem na Turbina Eóli a
Sistemas de onversão de energia eóli a são de natureza muito diferente de geradores
onven ionais e, portanto, estudos dinâmi os devem ser abordadas a m de integrar a
energiaeóli a nosistema de energia (LUBOSNY, 2003).
Na modelagem,diversos níveisde omplexidade estão envolvidos omo,porexemplo,
apre isãoquesequerobter omomodelo,o ustonan eiroou omputa ionaleotempo
disponívelparaamodelagem. A apa idadede denira adanívelosaspe tos relevantes
deum problemade modelageméumaqualidadeexigida dospesquisadores eengenheiros.
Segundo Barbosa (BARBOSA, 1999), independente de qual o nível de modelagem for
es olhido, osseguintes passos são partes integrantes dopro esso de modelagem:
1. Des reverummodelofísi odosistema ontendoosaspe tosrelevantesparaoestudo
pretendido, om as respe tivas simpli ações;
2. Obter as equações onstitutivas que des revem matemati amente a dinâmi a do
sistema;
3. Resolver as equações resultantes analiti amenteounumeri amente;
4. Modi ar o sistema físi o propriamente dito ou, utilizar os resultados omo
reali-mentação dopro esso de projeto e on epção.
de desenvolver. A modelagem dinâmi a é ne essária para vários tipos de análise
rela- ionada om a dinâmi a do sistema: estabilidade, sistema de ontrole e de otimização
(MARTINEZ, 2007).
No asodemodelosdeumaúni aentradaparaumaúni asaída,SISO(doinglêsSingle
Input, Single Output), os métodos lássi os de regulação fun ionam bem, elas são fá eis
deimplementarepermitemobterosdesempenhos requeridos. Noentanto,eles tornam-se
ompli ados para apli ar em sistemas MIMO(do inglês multiple input, multiple output),
ondegeralmenteoobjetivoémais omplexoeexpressoemtermosde ompromissosentre
múltiplos propósitos. Os métodos lássi os tornam-se limitados, pois eles forne em um
baixonúmerodeparâmetrosquepodematuarsobreosistemaeéporissoqueosmétodos
de otimização baseados na representação de estado são usados de forma mais e iente.
A idéiado dimensionamento de equilibrioentre a e iên ia energéti a eaumentaravida
útil das turbinas de vento aliviando argas de fadiga está tendo uma atenção espe ial,
mesmoquando se emprega ontroladores PI ouPID.
De a ordo om Lubosny (LUBOSNY, 2003) no aso de sistemas de energia, om
fontes lássi as, amodelagemérelativamente simplesporque osmodelos e ontroladores
dos pro essos são bem onhe idos e padronizados; os dados estão disponíveis. Mas em
asos de modelagem da turbina eóli a, investigadores enfrentam problemas rela ionados
om afalta de dados e faltade estruturas dosistema de ontrole.
1.2.4 Controle Robusto
Muitas soluções de ontrole são propostas na literatura, todos sendo on ebidos para
um modelo espe í o, simpli ado ou sosti ado, linear ou não linear. Em geral, os
métodos de ontroleexistentes baseiam-senautilizaçãode modeloslinearesquedeveriam
aproximar-seomaispertodadinâmi anãolineardaturbina. Alémdisso,estudostêmsido
feitosde formaindependente para lassi açãodo regimeabaixo oua ima davelo idade
dovento, ouseja, em todaa área opera ional.
As metodologiasde ontrole ótimo são apresentadas em Kwakernaak e Sivan(KW
A-KERNAAK; SIVAN, 1972) e revisadas no trabalho de Johnson e Grimble (JOHNSON;
GRIMBLE, 1987) paraa solução doproblema ótimo através doregulador linear
quadrá-ti o (LQR) e regulador linear quadráti o Gaussiano (LQG). Também são apresentados
métodosparaaes olhadasmatrizesdeponderaçãoQeRque ara terizamodesempenho
dosistema de ontrole.
inglêsQuadrati -GaussianmethodwithLoopTransferRe overy)estãosendoin orporados
nosdiversossegmentosprodutivoseestratégi osdasso iedadesindustrializadasdea ordo
om Brito(FILHO, 2006).
Asté ni as de projetoLQR, LQGeLQG/LTRsãoatualmenteutilizadasemdiversos
segmentos omo podem ser eviden iados pelos trabalhos re entemente publi ados por
Kedjar (KEDJAR;AL-HADDAD, 2009) e Haibo(LIU et al.,2009), dentre outros.
Sistemaseóli os ontroladosporum ontroladorlinearquadráti o(LQR)jávemsendo
alvo de diversos estudos. Em Barros (BARROS, 2006) foi proposta a estratégia de
on-trole baseada na realimentação ótima dos estados do sistema one tado à rede elétri a.
Resultadosdesimulações omprovamqueaestratégiapropostamelhorao omportamento
dinâmi o omparado om o ontroladorPI onven ional. Sobre ontroleótimoapli adoa
geradores eóli os,tambémdeve ser desta adoo trabalhoapresentado por Mota(MOTA,
2006) om apubli açãodoseu livro,queno apítulo9 utilizoua teoriado ontrole ótimo
noprojeto de sinais estabilizadores naanálisede estabilidade dinâmi a.
Em Pinto (PPINTO etal., 2010) foi proposto o ontrole ótimo através do LQR om
açãointegralno ontrole do onversor dolado do rotor,emum sistema de geraçãoeóli a
om máquinasDFIG (do inglês - Doubly-Fed Indu tion Generator).
1.3 Objetivos
Adissertaçãodestina-seaofere erumades riçãodetalhadado omportamentodaturbina
eóli a om a nalidade de en ontrar um modelo adequado e um algoritmoque seadapte
melhorpara aum ontrole. Talmodelodeve ser apaz de ofere er informaçãonoque diz
respeito aos diversoselementos quefazem parte daturbinade vento,ouseja, ogeradore
aenergiaelétri adesaída,assim omoaexãodeamplitudedatorree omoasos ilações
das lâminasse omportam.
Constam omo prin ipaisobjetivos desta dissertação:
•
Avaliar o estado da arte sobre as turbinas eóli as e os métodos de ontrole da potên iaa ser gerada porela;•
Desenvolver ummodelomatemáti olinearizadodos omponentes daturbinaeóli a;•
Implementar o ontrole doângulo de passo (pit h) baseado nos ontroladores LQR e LQG omo alternativaao ontrole PI utilizadoatualmente;1.4 Contribuições
O estudo muda gradualmente a partir de um modelo muito simples usado apenas para
obter uma des rição do omportamento global para um problema omplexo que integra
vários graus de liberdade e que é mais exível para mudanças empossibilidades de
on-trole. Elepermiteestudara produçãode energiaelétri a oubemuma ara terizaçãodos
fenmenosme âni os que afetam aestrutura. O sistema a desta maneira transparente
para diferentes diagnósti os.
E omoprin ipais ontribuiçõesdesta amos:
•
A utilização do on eito dos ontroladores robustos LQR e LQG em um melhor aproveitamentode soluçõesde problemasasso iadosao ontrolede turbinaseóli as;•
Apresentação daestrutura do ontrolador robusto om açãointegral;•
Avaliaçãode uma alternativaaos ontroladores já onsolidadosna literatura, omo é o aso do Propor ional-Integral, utilizando ontroladores LQR e LQG, om analidadedeatingir ara terísti asdedesempenhoeestabilidadeemdiversospontos
de operação;
•
Implementaçãodo ontroleproposto, veri ando-se asuavizaçãodos sinais asso ia-dos àturbina eóli a,em omparação om os sinais obtidos om o ontrole PI.1.5 Organização do Texto
Aestruturadestetrabalhoestá divididaem7 apítulos,in luindoneste apítuloda
intro-duçãouma abordagemdopanoramasobre aenergia eóli a. Neste apítuloé apresentada
arevisão bibliográ asobreostemas rela ionadosàdissertação fo adonoestado daarte
das turbinaseóli as, o ontrole doângulo de passo, amodelagemdaturbina eo ontrole
robusto. Como omplemento a motivação para o trabalho, os objetivos da pesquisa e as
ontribuiçõesdamesma para o sistema.
No apítulo2 reúne-se informações gerais sobre turbinaseóli as, des reve o prin ípio
de fun ionamento,a sua problemáti a, e tambémdene-se os prin ipais parâmetrose as
forças que determinama produção de energia eóli a. Cara terísti as de vento e métodos
de modelagemsão tambémapresentados neste apítulo.
No apítulo3aborda-seo modelosimpli adodas turbinaseóli asde eixohorizontal,
No apítulo 4 aborda-se o modelo matemáti o desenvolvido, in luindo os efeitos da
pressão do vento forte na torre e nas lâminas. O multi resultado do modelo proposital,
permiteexaminaraextra çãodaenergia,juntamente omadinâmi adaslâminasetorre.
O apítulotermina om avalidaçãodomodelo linearizadoem omparação om omodelo
não linear,pormeio das equações de estado.
No apítulo5 é apresentado osistema implementado do modelo da turbinaeóli a no
Matlab/Simulinkequipada om ogeradorsín ronode ímãpermanente-PMSG,eoblo o
de ontrole doângulo de passo.
No apítulo6éabordadoum projetode ontroladorsistemáti o paraomodelolinear.
Vários métodos têm sido testados e um estudo foi feito de forma gradual. Assim, os
métodos quadráti oslinearesforam on ebidosebons resultadosforamobtidos. Um
on-troladorLQRsimplesédado, emseguida,um LQRestendido om ação integral,seguido
pelo LQG também om a ação integral. Também foi apresentado um LQG estendido
om estimativa de perturbação. Os resultados obtidos nomodelo linear são dis utidos e
omparadosepor ada umdestes ontroladores de uma validaçãodomodelonão linearé
feita om base no pressuposto de que o modelo linear aproxima-se bem a um não-linear
navizinhançado pontode linearização.
Por m no apítulo7 são apresentadas as on lusões nais sobre o estudo, e desta a
Aspe tos Gerais das Turbinas Eóli as
2.1 Introdução
Turbinas Eóli as ou também denominados Aerogeradores são dispositivos que
on-vertem a energia inéti a dos uxos de vento em energia me âni a. A turbina onverte
a força do vento em torque (força de rotação), que atua sobre as pás do rotor. O
dis-positivo de extração, hamado rotor, gira sob a ação do uxo de vento, olhendo assim
uma potên ia me âni a. O rotor por sua vez onduz uma máquina elétri a rotativa, o
gerador, que produz energia elétri a. As turbinas são lassi adas em turbinas de eixo
verti al ou horizontal e geram energia através de um gerador elétri o one tado ao seu
eixo(WENZEL, 2007).
Para projetar uma turbina eóli a são utilizados pers aerodinâmi os om seus
oe- ientes de sustentação e arrasto que variam de a ordo om o ângulo de ataque. Estes
perspossuemdiferentes dimensõese angulaçõesaolongo daspás, am de propor ionar
omelhor efeitoaerodinâmi oeuma melhor e iên ia nosistema.
Neste apítulo, uma introdução geral aos sistemas de onversão de energia eóli a é
apresentado. São abordados on eitos bási osda onguraçãodaturbinaeóli a;asforças
aerodinâmi as; aformaqueéextraída apotên iame âni a dos ventose ostiposde
gera-dores eóli os. Tambémsão des ritas as prin ipais te nologias dos sistemas de onversão
de energia eóli a utilizados atualmente, desta ando os aspe tos positivos e negativos de
2.2 Componentes da Turbina Eóli a
As turbinaseóli as são dispositivos me âni os projetados espe i amente para onverter
parte da energia inéti a do vento em energia me âni a útil. Diversos projetos foram
riadosaolongodotempo,a maioriadeles ompreendemum rotorquegiraimpulsionado
por forças de sustentação e/ou arrasto, que resultam da sua interação om o vento. As
turbinaseóli as se dividem, usualmente, em dois tipos prin ipais onforme mostrado na
Figura 2.1, que são: Turbinas Eóli as de Eixo Verti al (TEEV) e Turbinas Eóli as de
Eixo Horizontal (TEEH). Sendo a última, a de eixo horizontal, a mais difundida no
mer ado (BIANCHI; BATTISTA; MANTZ, 2006).
Figura2.1: Turbina(a) de eixo verti al e (b) de eixo horizontal.
As turbinaseóli as possuemtrês omponentes bási os: o rotor,a na ele(ou gndola)
e a torre de sustentação onforme mostrado na Figura 2.2. O rotor apresenta
geral-mente, um onjuntode três pás, podendoter ontrole passivo ouativopara operarnuma
determinada rotação. Na na ele estão os prin ipais omponentes tais omo o gerador
elétri o,eixos de transmissão, sistema de freios,sistema de ontrole, me anismos de giro
daturbina. A torre de sustentação daturbina suporta ana ele e orotor.
2.2.1 Rotor
O rotor é o omponente que efetua a transformação da energia inéti a dos ventos em
Figura2.2: Elementos prin ipaisde uma TurbinaEóli a.
muitas vezes, através de uma aixamultipli adora.
Pás ou Lâminas
O número de pás ou lâminas do rotor é uma das prin ipais ara terísti as do rotor e
frequentemente objeto de debates. A maioria das turbinas eóli as tem três lâminas. A
intensidade de vibração e ruídos são geralmente mais baixos para turbinas eóli as de
três lâminas em vez de dois. Um aumento do número de lâminas, a ima de três, afeta
negativamente ae iên ia, pois ada lâminaopera nasequên ia da outra. Alémdisso, o
usto daturbinaaumenta om o número de lâminas.
Um rotor om um número par de pás irão induzir problemas de estabilidade para
uma máquina om uma estrutura rígida. Projetos de turbinas eóli as de duas pás tem a
vantagemdepouparo ustodeumapádorotore, laro,oseupeso. Contudo,elestendem
a ter di uldade em penetrar no mer ado, em parte porque exigem maior velo idade
rota ionalparase obter amesma saída de energia(PINTEA, 2011).
As pás devem on iliardiversas ara terísti as, dentre as quaisse tem: leveza,
forta-leza, rugosidade e um bom rendimento aerodinâmi o. Pode possuir formaretangular ou
ótima. O omprimento pode variar de 0,4 m para unidades de 100 W de potên ia até
er ade 80m para turbinasde 7 MW;
Cubo
Éo elemento responsável pela onexão das pás, transmitindoforças, onjugados e
vibra-çõespara o eixodo rotor;
2.2.2 Na ele
Ana eleé o ompartimentoinstaladonoaltodatorre equeabriga todoome anismodo
gerador, o qual pode in luir: aixamultipli adora,freios, embreagem, man ais, ontrole
eletrni o,sistema hidráuli oe asunidades de ontrole.
Eixo do rotor
Éo omponenteresponsávelportransmitirotorque easvibraçõesparaa aixade
engre-nagens;
Caixa de Engrenagem
A aixa de engrenagem, formada pelatransmissão e aixa multipli adora, possui a
na-lidade de transmitir a energia me âni a produzida no rotor para o gerador e adaptar a
baixarotaçãoàvelo idademais elevadados geradores. Emgeral avelo idadede rotação
dos rotores situa-se numa faixa de 20 a 150 rpm (rotação por minuto), enquanto que a
velo idade dos geradores onven ionais estão entre 1200 a1800 rpm.
Gerador Elétri o
Ogerador transformaa energiame âni a dorotor emenergia elétri a. Pelosimples fato
de estar utilizando omo fonte de energia o vento, alguns fatores devem ser levados em
onsideração, omo: avariaçãodavelo idadedovento,o queforçaogeradora trabalhar
emumafaixamaiorderotação,avariaçãodotorquedeentrada,aexigên iadefrequên ia
etensão onstante de energianal.
Me anismo de Controle
O me anismos de ontrole das turbinas eóli as são projetadas para forne erem potên ia
Me anismo de Freio
Osfreios detêm a rotaçãodo eixo para o aso de uma sobre arga de energia ou falhano
sistema.
Equipamentos Elétri os
Os equipamentos elétri os transmitem a eletri idade do gerador através da torre e
on-trolamos diversos elementos de segurança da turbina.
Unidade de ontrole
Possui diferentes tarefas dentre elas o a ionamentodo deslo amento angulardas pás em
tornodo seu eixo eo a ompanhamentodadireção doventopelana ele;
2.2.3 Torre
Astorresqueelevamosrotoresauma alturadesejada,estãosujeitas àinúmerosesforços.
Primeiramente as forças horizontais devem ser levadas em onta: resistên ia do rotor,
drag-arrastoedaprópriatorreàforçadovento. Emseguida,forças torsionais,impostas
pelome anismode ontrolederotaçãoeesforçosverti ais(pesodopróprioequipamento),
não devemser desprezados.
Quantoaomaterial,astorrespodemserdeaço(emtreliçasoutubulares),outubulares
de on reto. Paraasturbinaseóli asmenores, épossívelautilizaçãodetorresdemadeira
sobre um poste de eu alipto om estais de aço.
A torre suporta a massa da na ele e das pás; as pás, em rotação, ex itam argas
í li as no onjunto, om a frequên ia darotação e seus múltiplos, e assim uma questão
fundamental no projeto da torre é a sua frequên ia natural, que deve ser desa oplada
das ex itações para evitar o fenmeno da ressonân ia, o qual aumenta a amplitude das
vibrações e tensões resultantes e reduz a vida em fadiga dos omponentes, entre outros
efeitos desagradáveis.
À medida que a ompreensão dos problemas dinâmi os de turbinas eóli as foi
au-mentando, durantea últimadé ada, tornou-se possívelaerogeradores mais leves, quesão
onsequentemente menos rígidos, mas também signi ativamente mais baratos que seus
2.3 Energia ontida no vento
Apotên iateóri ageradaporumaturbinaeóli a omoobjetivodeanalisaraviabilidade
dainstalaçãodamesma,é al uladaperanteasinformaçõessobreas ondiçõesdosventos.
Esta análise éapenas teóri a, já quenão onsidera perdas durante opro esso.
Potên ia éigual ao trabalho(Energia)dividido pelo tempo:
P =
W
∆t
(2.1)Otrabalho realizadopeloar, neste aso éigual a sua energia inéti a:
W = E
c
=
mv
2
2
(2.2)Portanto,tem se,
P =
mv
2
2∆t
(2.3)Analisando,a relaçãodamassa doar om a variação dotempo,tem se:
m
∆t
= ˙
m = Q = ρvA
(2.4)onde
m
˙
é a vazão em massa;Q
a vazão em volume;ρ
é a densidade do ar que é igual1, 2256kg/m
3
ao nível domar,
v
é ovelo idadedo ar(vento)eA
é aárea do rotor. Por m é obtidaa equação dapotên ia teóri ade uma turbina:P =
ρv
3
A
2
(2.5)A potên ia produzida aumenta om a área varrida pelo rotor. A Figura 2.3 dá uma
idéia dos tamanhos normais dos aerogeradores. Uma turbina típi a om um gerador
elétri o de 600KW possui um rotor de 40m. Dobrando-se o diâmetro obtêm-se uma
área quatro vezes maior. Signi a portanto, uma potên ia também quatro vezes maior.
A relação entre a diâmetro do rotor e a potên ia extraída é apresentada na Figura 2.3
(WAGNER; MATHUR, 2012).
A gama de potên ias dos aerogeradores estende-se desde os100 W (diâmetro das pás
daordem de 1 metro) até er a de 5 MW (diâmetro das pás e altura datorre superiores
a100 metros).
Porém alguns fabri antes têm adotado um índi eque rela ionaa apa idade do
Figura2.3: Relaçãoentreodiâmetrodorotoreapotên ianominaldaturbina(WAGNER;
MATHUR, 2012).
CNE =
P otencia nominal do gerador
Area do rotor
(2.6)onde
A =
π.d
2
4
(2.7)Para denir a apa idade de potên ia nominal da turbina, utiliza-se do artifí io do
ál ulode
CNE
, ondepara uma turbinade300kW
ediâmetrode30m
,oCNE
seria de:CNE =
π.30
300
2
4
= 0, 42kW/m
2
(2.8)A apa idade nominal espe í a da turbina aumenta om o diâmetro das pás,
resul-tandonuma e onomia de es ala para asgrandes turbinas.
O
CNE
variaentre0, 2kW/m
2
para umdiâmetrode
10m
e0, 5kW/m
2
para diâmetro
de
40m
podendo al ançarvalores próximosa1kW/m
2
.
Noentanto,diâmetrosderotorespodemapresentarvaloresdiferentesdosapresentados
naFigura2.3, tendo em vista que osfabri antes otimizamsuas máquinas emfunção das
2.4 O desempenho de uma turbina de eóli a
Odesempenho de uma turbina eóli a varia de um lo alpara outro. Existe um onjunto
de grandezas que inuen iam o omportamento da turbina eóli a. Para a avaliação do
poten ialeóli odeumaregiãofaz-sene essáriaà oletadedados ompre isãoequalidade,
poiseste seráoprimeiroefundamentalpasso aum projetode aproveitamentodore urso
eóli o omo fontede energia.
2.4.1 Dimensionamento da Turbina
A análise de uma turbina eóli a pode ser feita om base em uma héli e operando
rever-samente. Então, apli a-seomodelo idealizadode Rankine aoes oamentounidimensional
através daturbina (FOX; MCDONALD; PRITCHARD,2006).
O modelo de Rankine in lui algumas hipóteses importantes que limitam sua
apli a-bilidade. Primeiro, admite-se que a turbina eóli a afeta apenas o ar ontido dentro do
tubo de orrente mostrado na Figura 2.4. Segundo, a energia inéti a produzida omo
redemoinho atrás da turbina não é onsiderada e por m, qualquer gradiente radial é
ignorado(AVALLONE; BAUMEISTER; SADEGH, 2006).
Figura 2.4: Volumede ontrole para uma turbina eóli a de eixo horizontal.
Para ovolumede ontroleapli adoaumaturbinaeóli adeeixohorizontal,
observam-setrês velo idades:
•
A velo idade doventoafastado da turbina,denotada porv
;•
A velo idade da orrente de ar nodis o da turbina,v(1 − a)
;•
E a velo idadedo vento apóspassar pela turbina,v(1 − 2a)
de
0
a0, 5.
Dessa forma, uma orrente de ar hega às pás da turbina om determinada velo idade e édesa elerada, movendo-se ajusante om velo idademenor.Se o moinho de vento for arregado levemente (sendo
a
pequeno) ele afetará uma grande massa por unidade de tempo, mas a energia extraída porunidade de massa serápequenaeae iên iabaixa. A maiorpartedaenergia inéti apresentena orrentede ar
ini ialserádeixadanaesteiraedesperdiçada(FOX;MCDONALD;PRITCHARD,2006).
Aapli açãodiretadaequaçãodaquantidadedemovimentolinearaumvolumede
on-troleprevêoempuxoaxialnuma turbinade raio
R
, omo sendo(BIANCHI;BATTISTA; MANTZ,2006):F
T
= ˙
m∆v = 2πR
2
ρv
2
a(1 − a)
(2.9)A produçãode empuxo sempre deixaa orrente om alguma energia inéti a e
quan-tidade de movimento angular que não são re uperáveis, de forma que o pro esso não é
100%e iente.
Sendo a potên iao produto de uma forçapor uma velo idade, tem-separa aturbina
eóli a o produto da força de empuxo axialpela velo idadeda orrente de ar nodis o da
turbina
v(1 − a)
,onde resulta:P = F
T
.v = 2πR
2
ρv
3
a(1 − a)
2
(2.10)Esta potên ia pode ser não dimensionada om o uxo de energia
E
no vento e o montante que obre a área éigual ao dis o rotor,isto é,E = 1/2ρv
3
πR
2
(2.11)Assimo resultado do oe ientede potên iaé:
C
p
=
P
E
= 4a(1 − a)
2
(2.12)
Este oe iente de potên ia tem um máximo valor teóri o de
C
p
= 0, 593
. Este resultado foi previsto pela primeiravez por Betz, e mostra que a arga olo ada em ummoinho de vento deve ser otimizada para obter a melhor potên ia. Se a arga é muito
pequena (
a
sendo pequeno), muito da potên ia é levado om a esteira; se a arga for demasiadamentegrande(a
sendogrande),ouxoéex essivamenteobstruídoemaisvento aproxima-se ao passar em torno da turbina (AVALLONE; BAUMEISTER; SADEGH,Glauert(DURANDetal.,1935) onsideroupar ialmenteoredemoinhodaesteirapara
preveradependên ia dae iên iasobre arazão de velo idadeperiféri a,
λ = ωr/v
,ondeω
é avelo idade angulardaturbina,r
o raiodaturbinaev
a velo idade dovento.Figura2.5: Tendên ias de e iên ia para tipos de turbinas eóli a versus razão de
velo i-dade periféri a.
À medida que a razão de velo idade periféri a aumenta, a e iên ia ideal aumenta,
aproximando-sedovalordepi o(
η = 0, 593
)assintoti amente. Fisi amenteoredemoinho deixadona esteiraéreduzido àmedidaque arazão de velo idade periféri a,λ
,aumenta. Cadatipode turbinaeóli atem asuafaixa deapli açãomaisfavorável. Otradi ionalmoinhode ventoameri ano epásmúltiplastem umgrandenúmerode páseopera a
velo- idaderelativamentebaixa onformemostradonaFigura2.5. Por ausadasuavelo idade
de operação relativamente baixa, a sua razão de velo idade periféri a e o seu limite de
desempenho teóri osão baixos. O seu desempenho relativamentepobre, omparado om
o limite teóri o, é em grande parte devido às pás grosseiras, que são simples super ies
metáli asdobradas, emvez de aerofólios.
NaFigura2.5apresenta-seasdiferençasqualitativasnos oe ientesdepotên ia(o
en-velopedafamíliade ara terísti asdepotên iano asoderotoresajustáveldepasso)para
rotoresde várias ongurações. Asvantagensderotoresmodernos omaltavelo idadede
pontaem omparação om rotorestradi ionaissãobastanteevidentes. Considerando que
os rodemoinhos de vento históri os, que essen ialmente apenas operavam om o arrasto
superioridade do prin ípiodautilizaçãode sustentação aerodinâmi a.
Ainda de a ordo om a Figura2.5é ne essárioaumentar onsideravelmenteas razões
de velo idade periféri apara al ançaruma faixade operaçãomaisfavorável. Osprojetos
modernos de turbina eóli a de alta velo idade são aerofólios uidadosamente
onforma-dos e operam om razões de velo idade periféri a
(λ)
de ate 7 om duas ou três pás (MIGLIORE,1983).2.4.2 Coe iente de Potên ia
Odesempenho da turbinaeóli a é ara terizadapormeio de seu oe iente de potên ia
C
p
. Este oe iente, des reve a e iên ia de extração de energia de uma turbina eóli a através:C
p
(λ, β) =
P
extraida do vento
P
disponivel do vento
(2.13)
equedependedeumamaneiraaltamentenão-linearde doisparâmetrosquesão: arelação
davelo idadede ponta dalâmina
(λ)
, e oângulo de in linaçãodas pásβ
.Uma vez que nenhuma turbina pode extrair toda a energia existente nas orrentes
de vento, é óbvio que o valor de Cp será inferior a 1. Ainda mais, de a ordo om o
físi oAlbertBetz,nenhuma turbinapode apturarmais doque59,3%de energia inéti a
dovento (BIANCHI; BATTISTA; MANTZ, 2006). A demonstração deste resultado não
é o objetivo deste trabalho, mas para mais detalhes sobre este resultado, o leitor pode
onsultarHau(HAU,2006),Burton(BURTONetal.,2011)ouMunteanu(MUNTEANU
etal.,2008).
Arelaçãodevelo idadedapontadeumaturbinaeóli a,
λ
,éumavariávelqueexprime a relação entre a velo idade periféri a da lâmina e a velo idade do vento, e é al uladoomo:
λ =
ωr
v
(2.14)onde
ω
é a velo idade de rotação do rotor,r
é o raio das lâminas, ev
representa a velo idade do vento in idente sobre o rotor. A relação de velo idade de ponta é umimportante parâmetro de ontrole de turbinas eóli as e também é utilizado para denir
osníveis de ruído a ústi o (MUNTEANU etal.,2008).
O
C
p
eλ
são adimensionais. O ângulo entre o plano de rotação e a orda do perl é hamada de ângulo de ajuste, por vezes também referida omo "passo"ou "ângulo deFigura2.6: O ângulode in linaçãodas pás
Este ângulo é muito importante no ontrole de turbinas eóli as, porque a sua
varia-ção reduz a in idên ia das pás om os uxos de vento e, por onseguinte, pode levar à
a eleraçãoou desa eleração dorotor daturbina. Este parâmetro será usado na hamada
té ni a de "pit h ontrol"nas velo idades a ima do vento nominal. O oe iente de
po-tên ia
C
p
(λ, β)
daturbinaégeralmenteexpressaatravésdeumafórmulapolinomial omoC
p
(λ, β) =
P
i,j=1..4
a
ij
λ
i
.β
j
(PINTEA, 2011) onformeilustrado naFigura2.7.Figura 2.7: O oe ientede potên iade uma turbinade velo idade variável.
Algumas aproximações numéri as foram desenvolvidas para al ular o oe iente
C
p
ediferenteexpressõestem sidopropostas. Aseguir diferentes expressões apresentadasnaFigura 2.8 da forma de aproximações utilizadas em diferentes trabalhos ientí os para
determinaro oe iente de potên ia (NOUIRA; KHEDHER; BOUALLEGUE, 2012).
C
p1
(λ, β) = [0, 5 + 0, 167(β − 2)]sin
π(λ + 0, 1)
18, 5 − 0, 3(β − 2)
− 0, 00184(λ − 3)(β − 2)
(2.15)C
p2
(λ, β) = 0, 22
116
λ
i
− 0, 4β − 5
e
−12,5
λ
(2.16) onde1
λ
i
=
1
λ + 0, 08β
−
0, 035
β
3
+ 1
C
p3
(γ, β) = (γ − 0, 22β
3
− 5, 6)e
−
0,17γ
(2.17) ondeγ =
9
4
v
ω
C
p4
(λ, β) = 0, 73(
151
λ
′
− 0, 58β − 0, 002β
2,14
− 13, 2)e
−18,4
λ′
(2.18) onde1
λ
′
=
1
λ + 0, 02β
−
0, 003
β
3
+ 1
Figura 2.8: Estudo omparativo de expressões analíti as do oe iente de desempenho
(1-exponen ial,2-exponen ial,3-sinusoidal, 4-polinomial).
O oe iente de potên ia
C
p
(λ, β)
pode ser dado pelaexpressão empíri adaEquação (2.19)(SLOOTWEG, 2003):C
p
(λ, β) = c
1
(c
2
(
1
λ + 0, 08β
−
0, 035
β
3
+ 1
) − c
3
β − c
4
)e
(−c
5
(
λ+0,08β
1
−
0,035
β3+1
))
+ c
6
λ
(2.19) ondec
1
= 0, 5176; c
2
= 116; c
3
= 0, 4; c
4
= 5; c
5
= 21; c
6
= 0, 0068
O oe ientede potên ia 2.4.3 Coe iente de impulsoOutro importante oe iente da turbina é o oe iente de impulso
C
t
, no qual depende dosmesmosdoisparâmetros,arelaçãodevelo idadedeponta(λ)
eoângulodein linação(β)
, quedene a forçade propulsão exer idapeloventosobre o rotor daturbina.A expressão deste oe ienteé deduzida experimentalmenteem túnel de vento,
espe- í opara ada turbina (PINTEA etal.,2011).
A expressão matemáti autilizada neste trabalhopara o oe iente de impulso
(PIN-TEAet al.,2011):
C
t
(λ, β) = (0, 000018851β + 0, 000077364)λ
3
(2.20)+(−0, 00082131β − 0, 0052121)λ
2
+(−0, 0024011β + 0, 1595)λ
+0, 12105β − 0, 25697
2.4.4 Modelo das Pás ou Lâminas para TEEH
A teoria dinâmi a simples de Betz é baseado na modelagem de um uxo bidimensional
atravésdodis oatuador,ondeuxodearédesa eleradoeaslinhasdeuxosãodesviados
apenas emum plano onforme mostrado naFigura2.4.
A teoria elementar da lâmina é útil para derivar expressões de torque desenvolvido,
potên ia apturada e força de empuxo axial experimentado pela turbina. Esta teoria
baseia-se na análise das forças aerodinâmi asapli adas a um elemento da lâmina radial
de omprimentoinnitesimal(BIANCHI; BATTISTA; MANTZ,2006).
Para realizar a análise mostrada na Figura 2.9, o tubo de uxo que ontem apenas
a área varrida da turbina, pode ser dividida em tubos on êntri os de uxo anular de
omprimentoradial innitesimal, adaum dos quaispodendoser tratadode forma
Figura2.9: Controle de volume dotoqueanular.
Wilson (WILSON; LISSAMAN, 1974) e Eggleston (EGGLESTON; STODDARD,
1987)des revemateoriaelementardalâmina omoumme anismoparaanalisararelação
entre as propriedades de aerofólio individuais e o fator de interferên ia a uma potên ia
produzida e um impulsoaxial da turbina. Em vez do tubo de orrente da Figura 2.4, o
volume de ontrole onsiste no anel anular delimitadapelas linhas de orrente
represen-tadosnas Figura2.9. Supõe-se então queo uxo em ada anel anular éindependentedo
uxo em todos osoutros anéis.
As forças exer idas sobre um elemento da lâmina ao ser al ulado por meio de
a-ra terísti as dos aerofólios bidimensionais utiliza-seum determinado ângulo de ataque a
partir da velo idade resultante in idente no plano de orte transversal do elemento. Os
omponentes da velo idade em posição radial sobre a lâmina é expressa em termos de
velo idade do vento, fatores de uxo e velo idade de rotação do rotor que determinarão
oângulo de ataque.
Na realidade, um onversor de rotação,vaiadi ionalmentetransmitirum movimento
derotaçãoemumasequên iadorotor. Para manteromomentoangular,ogironaesteira
deve ser oposto ao torque do rotor. A energia presente ontida na rotação reduz a
pro-porçãoútildoteorenergéti o totalda orrente de ar omo usto daenergiame âni ade
modoque,emteoriaoimpulso estendido,tendo em onsideraçãoasequên iade rotação,
o oe iente de potên iada turbinadeve ser menor doque o valorde a ordo om Betz.
Além disso, o oe iente de potên ia torna-se agora dependente da relação entre os
omponentesdeenergiaapartirdomovimentode rotaçãoeomovimentode translaçãoda
emrelação ao uxo de ar axialsem perturbações, e da velo idade dovento denominada
de taxade velo idadede ponta
(λ)
,geralmentereferen iado para avelo idadetangen ial daponta dapádo rotor.As forças sobre o elemento da lâmina pode ser al ulado por meio de
ara terísti- as de aerofólio bidimensionais utilizandoum determinado ângulo de ataque a partir da
velo idade resultantein identenoplano de orte transversal do elemento.
A turbina é denida pelo número
N
de suas lâminas, raioR
, variação da orda e deneβ
ao ângulo de in linação medido entre a linha zero do aerofólio de sustenção e o plano do dis o. Tanto o omprimento da orda quanto o ângulo de in linaçãopodemvariar aolongo daextensão dalâmina.
As lâminas rota ionam a uma velo idade angular
ωr
e a uma velo idade do ventov
mostradas na Figura 2.10 e melhor detalhada na Figura 2.11 sobre à linha de orda dalâminade raio r.
Figura2.10: Velo idadese forçaaerodinâmi anum elementode pá.
A velo idade dovento
(v)
é afetadopelo fator1 − a
, onde a é ofatorde interferên ia axial, denido na subseção 2.4.1 e representa a redução de velo idade pelo aumento dapressãona regiãodo dis o de atuação.
Por sua vez, a velo idade tangen ial
(ωr)
é inuên iada pelo fator de1 + a
′
onde
a' é hamado de fatorde interferên ia rota ional e representa a mudança nadireção do
Figura 2.11: Diagramaesquemáti o da velo idadese forçadalâmina.
A partir daFigura2.11a a velo idaderelativaresultante para alâmina é
v
r
= v
r
(1 − a)
2
+ (
ωr
v
(1 + a
′
))
2
(2.21)v
r
=
pv
2
(1 − a)
2
+ ω
2
r
2
(1 + a
′
)
2
(2.22)queatua num ângulo
φ
em relaçãoao planode rotação,de talmodoquesen(φ) =
v(1 − a)
v
r
ecos(φ) =
ωr(1 − a
′
)
v
r
(2.23) assimtg(φ) =
v
ωr
1 − a
1 − a
′
.
(2.24)Como é mais fá il onhe er a direção do vento in idente e o ângulo de passo
(β)
, o qual segundo a Figura 2.11a é o ângulo existente entre o plano de rotação e a orda doperl, oângulo de ataque
(α)
a omo função desses parâmetros, talque:α = φ − β.
(2.25)Na Figura 2.10, o es oamento de ar gera uma diferença de pressão que resultamnas
forçasinnitesimaisde arrasto(
dF
D
doinglêsDrag),nadireçãodoes oamento,e susten-tação (dF
L
do inglês Lift), perpendi ular ao es oamento, as quais am denidas omo funçõesdavelo idade relativa dovento(v
r
)
e o ângulode ataque(α)
.O desenvolvimento matemáti o para determinar o valor destas forças é amplamente
en ontrado na literatura(BURTON et al., 2011). Assim a expressão nal das equações
dF
D
=
ρc
2
v
2
r
C
D
dr
(2.26)dF
L
=
ρc
2
v
2
r
C
L
dr
(2.27)onde
ρ
representaamassaespe ifí adoar,c
éo omprimentoda ordadoelementodepá eC
D
eC
L
são respe tivamenteos oe ientes de arrastoesustentação. Estes oe ientes são parti ulares para adatipode perl de pá.Uma formatípi a dos valores destes oe ientes em função do ângulo é mostrado na
Figura 2.12 no qual identi a que as urvas ara terísti as do oe iente de arrasto e
do oe iente de sustenção em função do ângulo de ataque, sofrem inuên ia do perl
de Eppler
F x
de63
paraC
D
e137
paraC
L
operando em uma ondição de número de Reynolds igual a360000.
Pode-se observar que a partir de12
◦
, aproximadamente, o
C
L
omeçaadiminuireoC
D
vaiaumentando,nestas ondiçõesoperlentranoregimestall, no qual o orre o desprendimento da amada de limite do es oamento de ar no perl dapá.
Figura 2.12: Coe ientes de arrasto e sustentação versus o ângulo de ataque
(GASPA-RETTO,2007).
As omponentesresultantesdasforçasaerodinâmi aedotorquedeimpulso,nadireção