ISAC MICAEL SANTOS ROSA
Guarda, 2012
Instituto Politécnico da Guarda
CET – Desportos de Natureza
Gestão de Eventos Desportivos e União, Bem-estar e
Vitalidade das Empresas
Orientador de Estágio: Júlio Santos
Docente/Orientador: Professora Doutora Teresa Fonseca
Guarda, 2012
Instituto Politécnico da Guarda
CET – Desportos de Natureza
Gestão de Eventos Desportivos e União, Bem-estar e
Vitalidade das Empresas
Relatório de estágio com vista à obtenção da especialidade de Técnico de Desportos de Natureza
I
Ficha de Identificação:
Nome: Isac Micael Santos Rosa Organização: Big Time
Morada: Estrada da Batalha – Rua Algar D’Água – 2495 – 450 Localidade: Fátima
Data de iniciação do estágio: 02/07/2012 Data do final do estágio: 08/09/2012
Supervisor na Organização: Júlio César Costa Carvalho Santos Orientador da ESECF-IPG: Profª Doutora Teresa Fonseca
II
Resumo do Trabalho Desenvolvido no Estágio
Ao longo do percurso deste estágio vim a realizar as tarefas que me foram propostas tentando responder de modo satisfatório todas as tarefas solicitadas que o orientador se encarregava de supervisionar e de me corrigir, tentando conseguir assim uma boa prestação no final do meu estágio, propondo-me as seguintes tarefas:
Apoio ao departamento comercial, na elaboração de propostas, base de dados de clientes e fornecedores. Analisou-se as necessidades dos clientes e criaram-se as atividades adequadas ao pedido que nos foi feito, ouve discussão de ideias para que se chegasse a uma boa conclusão, criando assim um leque de atividades para o pedido que cada empresa nos fazia.
Apoio ao departamento comercial, na preparação, na montagem, desmontagem e acompanhamento de atividade, outdoor. Antes das atividades se realizarem tinha que cooperar com a equipa de trabalho para os ajudar a transportar o material e fazer a respetiva montagem de cada um no recinto da atividade.
Apoio nas atividades de armazém. Depois de cada atividade o material tinha de ser arrumado no respetivo local, logo competia-me também ajudar a organizar o armazém e a fazer inspeções, tinha que verificar o material de maneira a que em próximas atividades ficasse-mos a saber se estava ou não em boas condições de funcionamento.
Palavras-Chave: Estágio; Big Time; Empresa; Eventos Desportivos; Gestão do
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Aos meus pais, principalmente que me acompanharam sempre no decorrer do meu percurso escolar, aos professores que me ajudaram ensinaram e acompanharam e sem esquecer os amigos que fiz no decorrer do ano, um grande obrigado.
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Índice
1. Introdução ... 1
2. Caraterização da Empresa ... 3
2.1. Caraterização da Empresa BigTime ... 3
3. Caraterização do local da Empresa ... 4
4. Caraterização Geral do Estágio e Objetivos ... 5
5. Atividades realizadas ... 6
6. Enquadramento teórico das temáticas abordadas no decurso do estágio realizado... 12
6.1. Desporto – Sociedade – Gestão ... 12
6.2. O Evento desportivo perspetivado enquanto negócio ... 17
6.3. Fase de Candidatura... 18
6.4. Parceiros envolvidos no negócio do Evento Desportivo ... 19
6.5. Marketing ... 21
6.6. Patrocínios ... 24
6.7. Clientes ... 26
6.8. Gestão de um Evento Desportivo ... 27
6.9. Risco e Coordenação... 30
6.10. Impactos ... 31
7. Conclusão ... 34
Bibliografia ... 35
Índice de Figuras
Figura 1 – Air Bunjee ... Pag 7
Figura 2 – Touro Mecânico...Pag 7
Figura 3 – Matraquilhos Humanos ...Pag 8
Figura 4 – Optimus Alive 20012 ...Pag 9
Figura 5 – Construção de Jangadas ... ……….Pag 10
Figura 6 – Rappel………...…... Pag 11 Figura 7 – Slide ... Pag 11
Figura 8 - Esquema das relações entre parceiros de eventos (adaptado Veloso, 2007) ... Pag 20
Figura 9 - Os quatro princípios de marketing mix - Década de 1960, Jerome McCarthy ... Pag 21
Figura 10 - Relacionamento de troca no patrocínio de eventos. (adaptado de Crompton, cit. por Allen et al., (2002)……….……… Pag 24
Figura 11 - Fases de gestão de um evento desportivo (adaptado de Ferrand, 1995 e Parante, 1999 cit. por Almeida, 2001)………... Pag 28 Figura 12 - Linhas de Comunicação entre o gestor (adaptado. Allen et al., 2002)………. Pag 31
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1. Introdução
As transformações sociais e culturais, são uma constante na nossa sociedade contemporânea. Envolvida numa esfera de novas aspirações e convicções encontra como corolário natural diferentes visões no desenvolvimento económico e social. Nela o Desporto ganha diferentes perspetivas, valores e crenças.
A sociedade moderna em que vivemos é um reflexo de um padrão de vida da população que se carateriza por um estilo de vida pouco ativo e até mesmo, sedentário. Confrontados com os malefícios para a saúde, os sujeitos buscam o seu Bem-estar e bem viver. O comportamento das populações em relação ao Desporto vem-se alterando, sendo hoje, quase que inquestionável a importância do mesmo.
A procura da satisfação das necessidades das populações no domínio da prática atividade física e Desportiva e a promoção de espaços para esse efeito, quer nas zonas urbanas quer nas zonas rurais fazem-se sentir de uma forma crescente.
Também nos é dito por Botelho que a prática de exercício físico como forma saudável de ocupação do tempo livre, justificou o aparecimento de uma grande quantidade de organizações desportivas, que apostam da diversidade de atividades, e que objetivamente, visam ir ao encontro das expectativas e necessidades das populações.
Há cada vez mais, uma envolvência massificada de toda a população, “o desporto ganha inexoravelmente a condição do serviço indispensável ao dia-a-dia das populações exigindo cada vez mais dos seus promotores” (Soares et al; 2007). O autor refere ainda, que a proliferação de oportunidades de prática de Atividade Física e Desportiva e a comercialização de vários serviços ligados ao Desporto têm estado nas noções académicas tradicionais de como os gestores desportivos podem ser eficientes e eficazes.
Pela curta história da Gestão Desportiva no nosso país, realizar um estágio profissionalizante neste âmbito revela ser pertinente e atual, e pensamos ser um contributo futuro a nível da Organização Desportiva Portuguesa.
Foi numa empresa de eventos desportivos empresariais chamada BigTime que decorreu o meu estágio, é cotada como uma empresa que visa a união e o bem-estar
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dentro de outras empresas, uma vez que expõem as suas atividades coletivas no âmbito de conseguir a entreajuda pelo grupo de funcionários que cada empresa tem de modo a que se consiga assim a vitalidade na empresa.3
2.
Caraterização da Empresa
Nesta parte do relatório procuro caraterizar e qualificar a empresa que me acolheu de modo a que se possa saber o seu historial enquadrando-a no panorama do meu estágio.
2.1. Caraterização da Empresa BigTime
É uma empresa especializada na motivação de pessoas e na construção e desenvolvimento de equipas. Com toda a capacidade logística da ação, prima por uma cultura de rigor, inovação e segurança. Eventos, Motivação e construção de Equipas são os principais serviços. A sua missão é contribuir de forma eficaz para o aumento da produtividade do tecido empresarial e promover um local de trabalho desafiante.
Na BIG TIME encontra-se vitalidade para empresas.
A equipa BIG TIME focaliza a sua atuação na satisfação dos seus clientes. Superando as expetativas pela excelência dos serviços que presta. É na satisfação dos seus clientes que reside a motivação dos seus profissionais. O compromisso com a inovação estende-se a todos os métodos e meios que utiliza nas ações.
Os serviços prestados pela Big Time têm o intuito de unir e conseguir acima de tudo espírito de equipa entre os clientes. Uma vez que a Big Time trabalha em função de outras empresas, tenta propor sempre um conjunto de atividades de modo a proporcionar dias diferentes daqueles que os empregados levam no seu dia-a-dia. Ou seja, outras empresas procuram na Big Time atividades que possam proporcionar espírito de equipa, união e motivação, para que, já no decorrer do trabalho sejam notórios esses aspetos.
A qualidade dos equipamentos aliada ao elevado sentido de responsabilidade, know-how1 e profissionalismo da equipa BIG TIME são o garante da máxima segurança das atividades e do rigor no cumprimento dos compromissos da empresa…
1 Traduzindo à letra seria: "Saber como". E é exatamente a isso que se refere a expressão. Saber como
realizar alguma coisa. Quando se diz que alguém tem Know-How em alguma atividade, diz-se que essa pessoa sabe realizar tal tarefa com conhecimento de causa e da sua experiência.
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3. Caraterização do local da Empresa
A empresa BigTime está situada na zona industrial de Fátima, sendo esta uma cidade que procura divulgar o sentido e a orientação da vida religiosa não faria muito sentido a empresa estar propriamente no centro da cidade, pois a principal projeção da empresa é a divulgação de atividades desportivas dentro de outras empresas para que haja união entre os trabalhadores das mesmas e principalmente a vitalidade delas.
Assim sendo, a zona industrial foi o local mais apropriado para a construção da BigTime, rodeada de outras empresas que permite assim um fácil acesso aos clientes que procuram as atividades propostas pela instituição onde decorreu o meu estágio.
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4. Caraterização Geral do Estágio e Objetivos
Esta fase diz respeito ao planeamento da atividade de estágio, tendo em consideração várias vertentes, tais como, a intervenção nas destintas fases dos eventos; o contexto ambiental da empresa acolhedora do estágio; os eventos/empresas deste âmbito existentes no país; o desenvolvimento das atividades nas empresas e os serviços prestados pela empresa (BigTime).
Acompanhar e interceder na Conceção, Planeamento, Operacionalização e Avaliação dos Eventos realizados pela empresa BigTime entre os meses de Julho e Setembro de 2012, constituiu o objetivo geral de estágio para a obtenção da especialidade de Técnico de Desportos de Natureza e que se reflete necessariamente na elaboração do relatório.
Contudo e para a operacionalização deste objetivo geral foram definidos outros, mais específicos, considerados pertinentes, para o seu desenvolvimento e que se apresentam:
Qualificar a Empresa BigTime, e as suas linhas estratégicas de intervenção Integrar a equipa de produção de eventos.
Descrever as várias fases de um evento. Caracterizar as destintas fases de um evento.
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5.
Atividades realizadas
O meu horário de entrada era às nove horas da manhã, sentava -me na minha secretária e diariamente eram-me atribuídas tarefas para realizar.
Passei grande parte do meu tempo de estágio no escritório, era lá que se tinha de discutir o planeamento das atividades que se colocaram em prática de maneira a satisfazer o pedido de um grupo ou de uma empresa (sendo a BigTime uma empresa que promove a vitalidade de outras empresas).
Em trabalho de escritório também fiz durante algum tempo um tratamento de fotos, aproveitando as melhores para que conseguíssemos expor aos clientes através do site da empresa, ou por mail, os circuitos de atividades que a BigTime pode fazer e os inúmeros jogos que a empresa tem.
A instituição possui armazéns enormes, onde guarda todo o material que a empresa precisa para por colocar em prática as suas atividades. Passei alguns dias também de volta da manutenção do equipamento, verificar se estava tudo bem, e caso não estivesse iria reparar com a ajuda do supervisor ou de outro funcionário da empresa. Tudo isto para que no decorrer das atividades não se verificassem anomalias no funcionamento do material.
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Atividade em Benavente
Uma das atividades que realizamos foi em Benavente. Dos participantes constavam 200 adultos e 30/50 crianças. O programa que foi estipulado para estas pessoas foi:
Programa: Atividades e jogos tradicionais - BIGTIME
(apostar em atividades divertidas e originais que coloquem adultos e crianças em interação) 13h00 Almoço, logo após, pelas 15h00 o programa de Animação Musical.
Atividade outdoor, com desafios dispostos “à vista” nas quais os participantes têm dois objetivos fundamentais. O primeiro: a máxima performance. O segundo: a pura diversão. A proposta aposta numas horas divertidas e bem passadas.
Montámos o Air Bungee, este equipamento permite realizar as mais originais cambalhotas no ar, proporcionando momentos inesquecíveis.
Permite a utilização simultânea de quatro participantes presos a uma gigantesca armação de metal, sendo estes propulsionados através de trampolins. Podem competir entre eles pelo maior número de cambalhotas que conseguem fazer no ar, sempre presos a uns elásticos que propiciam uma sensação única de voo. Consistiu essencialmente em ver quem seria o mais corajoso e ágil dos participantes fazendo o maior número de cambalhotas no ar possíveis.
Os matraquilhos humanos também foi uma atividade que proporcionou uma grande animação. As pessoas tinham que se colocar no lugar dos matraquilhos. Não lhes pareceu fácil. Este jogo “acontece” num campo de futebol insuflável, onde os jogadores permanecem atados a uma barra de ferro gigante e têm que se movimentar em conjunto, sempre lateralmente.
Figura 1 – Air Bunjee
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O jogo das latas é comum em jogos tradicionais e não pode deixar de se realizar na atividade sendo estas também de jogos tradicionais. Testar a pontaria dos participantes também foi engraçado, gozavam entre eles a falta de pontaria que tinham na prova.Não se estava no oeste mas querendo fazer da atividade uma boa animação nada melhor que o touro mecânico. Um indomável touro estava nas mãos dos participantes. Foi com muitas gargalhadas que decorreu esta prova, estavam todos à espera do primeiro que se atrevia a domar o “bicho”.
Perícia em BTT também foi uma atividade que teve como alvo muitas atenções, verificaram-se algumas quedas mas nada de grave. Muitos dos participantes revelaram-se bastantes bons nesta modalidade pois conrevelaram-seguiram fazer bons tempos no decorrer do circuito de BTT. Um percurso devidamente identificado e assinalado com engraçados obstáculos serviu de palco para o jogo. O objetivo foi a busca do percurso perfeito. Para terminar o jogo do burro e a tração à corda foram os últimos jogos do circuito, havendo depois Animação Musical que prolongou a boa disposição dos clientes. Arrumámos e ficamos em Benavente nesse dia, para descansar e seguimos viagem no dia seguinte até Fátima. Chegámos às instalações da Big Time, fomos descarregar o material utilizado na atividade.
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Optimus Alive 2012
Passados alguns dias, a empresa recebe uma proposta da empresa Buondi (café), que iria decorrer no Optimus Alive. A BigTime teve de arranjar o seguinte material; um Canhão (lança T-shirt) e Gás. Chegámos a Lisboa e tivemos de descarregar as botijas e levar os canhões para o local onde nos iriamos instalar. Foi-nos pedido para disparar shirts da Buondi. Eu e com a ajuda de outros funcionários tivemos de “díspar” 2000 t-shirts por dia. Disparávamos nos intervalos dos concertos até à meia -noite e arrumava-mos o material até ao dia seguinte. Foarrumava-mos chamados para os três dias. Foi muito bom pois consegui juntar o útil ao agradável e ouvir algumas bandas. Foi fantástico ver as pessoas a chegar ao local onde eram disparadas as t-shirts. Inicialmente começavam por olhar e passado pouco tempo já havia uma grande quantidade de pessoas a tentar apanhar as t-shirts aos empurrões, mas sem dúvida felizes. Assim que terminou o Optimus Alive voltámos para Fátima e fui tratar das fotos que tiramos no decorrer do evento, para o álbum pessoal e da empresa.
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Atividade com a empresa Grupo-Lena
Fizemos também uma atividade para a empresa “ Grupo Lena”. Sendo a Big Time uma empresa que promove a vitalidade de outras empresas com os seus jogos e animações, entendeu ser propício efetuar a atividade da autoconstrução de jangadas.
É uma atividade coletiva de modo a conseguir um trabalho de cooperação conseguindo assim uma parceria entre os empregados do Grupo Lena. Autoconstrução de Jangadas é uma prova de outdoor baseada nos princípios de Desporto Aventura, onde conceitos como TeamBuilding, Trabalho de equipa, Motivação, Planeamento e Estratégia são fundamentais para o maior sucesso de cada equipa.
A Equipa define a estratégia de construção e, utilizando o material à disposição, constrói a sua própria jangada. A Equipa, no processo de construção da sua jangada, deverá ter em conta que a construção deverá aguentar a travessia, transportando toda a equipa em segurança, até ao destino. Quanto mais rapidamente a equipa efetuar a construção, mais cedo poderá entrar na água rumo ao objetivo.
O objetivo desta atividade foi a conquista do Valor que se encontra localizado dentro de uma caixa-forte, localizado num local à vista mas inacessível por terra.
Esta atividade foi bastante divertida, muitos caíram à água por não terem definido a melhor estratégia para deslocar a jangada até ao final do percurso, mas houve quem o tivesse conseguido e portanto obteve o prémio que se encontrava no final do trajeto.
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Atividade com a empresa Auto Coelhinhos
A empresa “Auto-Coelhinhos” pediu-nos para organizar uma prova ao ar livre, com o intuito de criar equipas de modo a fortalecer o trabalho de grupo e que ao mesmo tempo oferecesse novas experiencias aos funcionários da empresa
Pensámos então que o CLASSIC CHALLENGERS seria a atividade mais apropriada dado esta ser uma atividade destinada a empresas.
Esta atividade reúne, durante três dias, equipas num contexto competitivo completamente diferente do que vivem no dia-a-dia.
Com uma forte componente estratégica e física, o CLASSIC CHALLENGERS é um evento de motivação que promove as relações interpessoais, numa perspectiva de desenvolvimento do espírito de equipa. As empresas, mais do que aptidões físicas, trabalham competências de negociação compromisso e trabalho de equipa, liderança, motivação, comunicação, flexibilidade, planeamento, organização e superação favorecendo sempre o espírito da própria empresa. A pé, de canoa, de bicicleta ou pelo ar em voos de slide ou suspensões em rappel, as equipas de cinco a seis elementos (masculinos e/ou femininos) tiveram oportunidade de conhecer a riqueza natural de uma região, ao mesmo tempo que se desenvolvem as melhores respostas para concluir os desafios. Nesta atividade fui alertado para ter o máximo de cuidado ao montar o material e a fazer a revisão do mesmo, pois, a empresa Big Time não queria como é óbvio que nada corresse mal. Fui acompanhando sempre os funcionários e ajudando naquilo que eles precisavam. Correu tudo bem, a empresa Auto Coelhinhos ficou satisfeita e nós também por ter tudo acabado da melhor forma.
Figura 7 – Slide
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6. Enquadramento teórico das temáticas abordadas no decurso do
estágio realizado.
Neste ponto pretende-se contextualizar a importância do desporto na sociedade, assim como justificar a necessidade da organização de eventos desportivos na sociedade.
6.1. Desporto – Sociedade – Gestão
O Desporto é um fenómeno humano tão ligado à origem, às estruturas ao funcionamento da sociedade que é impossível não analisar qualquer sociedade através dos desportos que pratica. A organização social está ligada à história dos jogos praticados pelos seus povos, e a nossa atual sociedade, não deixa de ser um reflexo dessa cultura humana.
Constantino (2006) reforça ainda que o Desporto ”pode constituir-se, nos dias de hoje, como um importante meio de socialização que permite transmitir normas e valores sociais e garantir direitos de cidadania”, contribuindo assim para a integração e coesão social. Submetendo-se assim que o universo desportivo é um excelente campo de observação da sociedade.
Verificamos que ao longo da história houve sempre a necessidade de planear, organizar e gerir organizações, e Segundo Pires (2005) a vida, a sociedade e o desporto complexificaram-se pelo que o próprio desporto tornou-se numa atividade com um nível de exigência que requer outras competências e atitudes na sua gestão; (…) gerir faz parte da essência da atividade humana.
De facto, a Gestão é uma ideia que nasceu no séc. XIX, deixando para trás a gestão numa perspectiva natural (orgânica) para se dar início a um perspectiva mecanicista (burocrática) – pós revolução industrial – para envolver o trabalho que era necessário realizar nas fábricas e nas burocracias das nações industrializadas.
Dentro dessa perspectiva, destaca-se a Gestão Desportiva que surge em meados da década de 70 na Europa Ocidental em função do desenvolvimento do conceito “Desporto para todos”.
Seria portanto, necessário a partir desse momento estruturar tal conceito e abrangência para toda a população (Pires e Sarmento, 2001). Ou seja, seria necessário implementar novos processos de gestão desde grandes decisões estratégicas, tomadas a
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nível de governos, ao planeamento e operacionalização, nos diversos organismos públicos ou privados.De acordo com Pires e Sarmento (2001), foi em 1968 que se iniciaram trabalhos para poder definir melhor o conteúdo da ideia “Desporto para Todos”. Os autores afirmam, que a gestão desportiva surge mais numa perspectiva de intervenção política da administração pública (apoio e promoção do estado) e da consequente generalização da prática desportiva através desse conceito.
Concluem referindo que, o pontapé inicial deste movimento em todo o mundo, para aquilo que hoje conhecemos como gestão do desporto, resultou da criação da Carta Europeia onde define as condições necessárias para que a população na sua totalidade tivesse acesso à prática desportiva.
Toda essa transformação põe em evidência a Gestão Desportiva, corolário do desenvolvimento do próprio desporto – prova disso são o crescente número e tipo de organizações que surgiram no contexto nos últimos 25 anos (Chelladurrai, 2001).
É o Desporto que tem de se adaptar às pessoas e a gestão encontrar as respostas convenientes e não o contrário”(Pires, 2005).
Desde a Antiguidade até aos nossos dias, o papel do Evento foi adquirindo diferentes características económicas, políticas e sociais, de acordo com as sociedades vigentes. Possivelmente, um dos mais antigos eventos da epopeia humana na Terra terá ocorrido há milhões de anos quando um primitivo grupo de humanos se reuniu para comemorar uma caçada (Poit, 2006).
São inúmeras as definições de Eventos encontradas, das quais destacamos, Simões (1995), que define Evento como um acontecimento criado com uma finalidade específica de alterar a história da relação organização pública, face às necessidades observadas. Sejam eles desportivos ou de outra natureza, brotam, do dia-a-dia da organização responsável pela sua operacionalização.
Segundo Correia (2001) e Poit (2006), eventos são acontecimentos previamente delineados, com objetivos bem definidos, onde as experiências marcadamente subjetivas, de difícil mensuração, constituem como massa crítica os praticantes e os espectadores, partes integrantes dos acontecimentos. Por sua vez, os eventos têm um
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perfil marcadamente: desportivo, cultural, social, religioso, entre outros. A sua realização obedece a um cronograma e tem como metas a interação entre os seus participantes, público, personalidades e entidades (Poit, 2006).Também Blanc (1999) menciona os Eventos desportivos como sendo todas as organizações humanas que têm como foco principal presentear serviços desportivos de uma forma ideal.
Por seu lado Barreau (2001) diz-nos que, um evento desportivo é um espetáculo, um produto e uma empresa. Um espetáculo, pois é organizado em torno de uma unidade de ação, de tempo e de espaço, ou seja, conduz à sua gestão no tempo, logo pressupõe uma planificação que conduz ao estudo da dimensão espacial do evento desportivo (espaço real ou virtual); um produto porque espera-se que gere receita, i.e., a organização do evento desportivo encerra uma abordagem de marketing e gestão do capital, marca do evento desportivo; e uma empresa, uma vez que, o estudo da organização enquanto Gestão de projeto permite realçar um carácter permanente e imutável a qualquer empresa, ou seja, o do risco ou dos riscos ocorridos.
Deste modo e em síntese atrevemo-nos a definir Evento como um marco de mudança, fomentado pela organização e operacionalização de u ma ideia com objetivos, claramente definidos, com um alto de nível representação social e lucros económicos garantidos. São exemplo disso, a Expo 98; o Euro 2004; o Rock -in Rio – Lisboa; e até a vinda do Papa Bento XVI a Portugal, pelas estratégias de marketing envolvida e os direitos de televisão, transformaram uma simples mensagem de fé, num autêntico fenómeno económico pelo volume de receitas envolvidas.
Na opinião de Point (2006), um evento desportivo comporta sete subdivisões: i) Campeonato: meio competitivo, de duração relativamente longa, onde os concorrentes se enfrentam pelo menos uma vez. Recomendável quando existe disponibilidade de recursos e tempo;
ii) Torneio: competição de caráter eliminatório, realizado num curto espaço de tempo. Normalmente, neste género de competição não ocorre confronto entre os participantes. Aconselhável quando se tem pouco tempo e um número elevado de participantes;
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despende vários dias na realização de diversas categorias;iv) Taça ou Copa: com a exceção da Copa do Mudo de Futebol e de alguns eventos tradicionais, é usual usar-se o nome Taça ou Copa juntamente com o nome oficial do torneio para se poder prestar alguma homenagem ou promover um patrocinador;
v) Festival: evento desportivo participativo e informal que visa a integração, promoção da modalidade, e particularmente motivar os participantes e familiares;
vi) Circuito Desportivo: atividade desportiva recreativa que encerra diversas estações e ou objetivos a serem alcançados;
vii) Desafios: competições, normalmente individuais, que tem os processos de escala como preferência. Após esta análise, um evento desportivo pode ser definido sob diferentes especificações técnicas ou a partir do seu valor figurativo para a comunidade.
Na opinião de Almeida (2001), o aumento da realização dos Eventos Desportivos nas mais diversas modalidades, como em campeonatos nacionais, internacionais e continentais, reflete a importância que este setor está a alcançar.
É do consenso geral, que os Eventos, sejam eles quais forem, têm um impacto significativo nos locais onde são realizados. Exemplo disso, é o próprio governo político que apoia e promove eventos como estratégias de marketing para o desenvolvimento económico e turístico sustentável das regiões.
Giaclaglia (2004) enumera os seguintes benefícios, como explicação do crescimento exponencial na área dos eventos, quer para as organizações quer para os consumidores:
i) o estreitamento das relações com os clientes, gera empatia e naturalmente coadjuva nas vendas;
ii) o abranger num curto espaço de tempo e de uma só vez, grande parte do público-alvo da organização;
iii) a aquisição de potenciais clientes, por meio da venda a curto, médio e longo prazo;
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iv) uma reciclagem profissional e do consumidor em relação às novas tendências, tecnológicas ou comerciais do mercado;v) o motor da imagem institucional;
vi) o estabelecimento de novos contactos comerciais por forma a poderem expandir o negócio;
vii) a divulgação de novos produtos ou serviços a um público específico;
Para Kotler & Armstrong (1991), os eventos, aos mesmo tempo que, ajudam as organizações a atingir muitos prospetos não conseguidos pelas suas vendas normais, também trazem benefícios para o consumidor (Cobra, 1990), pois permitem explorar e estabelecer comparações com produtos, serviços e empresas concorrentes. Os grandes Eventos Desportivos internacionais são dos projetos mais complexos a ter em consideração para o próximo século, principalmente pela dimensão e envolvência de elevados recursos humanos Almeida (2001). Deste modo, um evento seja ele de pequena ou grande dimensão serve para simbolizar um marco importante na vida ou nas vidas de pessoas cujos benefícios dependem do impacto que provocam.
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6.2. O Evento desportivo perspetivado enquanto negócio
Como em qualquer negócio toda a sua envolvência de interesses, a qual se denomina ambiente de negócio, exige um conjunto de pessoas e organizações empenhadas num mesmo projeto, que embora tenham diferentes expetativas, pretendem tirar algum proveito do mesmo.
A missão de uma empresa e do comportamento empresarial é a maximização de lucros e rentabilidade dos mesmos. Para tal, tem de haver o cliente, este é que determina o negócio, uma vez que é ele que tem disposição para pagar por um bem ou serviço que converte o recurso económico em riqueza e coisas em bens.
A criação e gestão de um projeto tem como objetivo um produto final, neste caso específico, o Evento, que pressupõe ter o melhor desempenho possível a fim de gerar capital em torno dos diversos setores envolvidos.
O acompanhamento, ainda que superficial, sobre a prática de negócio que envolve parceiros importantes, constituiu um maior interesse e perceção desta realidade durante o estágio na empresa BigTime.
Daí, que nos motivasse ter um conhecimento mais profundo sobre esta envolvência comercial que está intimamente ligada a um evento.
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6.3. Fase de Candidatura
Entender quais os processos que implicam a organização de um evento devem estar bem cientes na mente de qualquer gestor desportivo.
Dependendo da importância do Evento, poderá ou não existir fase de candidatura à sua organização. Desta forma, antes de se submeter uma candidatura carece de um estudo completo sobre a viabilidade da combinação Evento/Lugar para poder tomar uma decisão lógica e proactiva (Veloso, 2007).
Para Correia (2001), organizar um evento desportivo envolve uma dupla “batalha” concorrencial: 1) derrotar a concorrência a nível de candidatura; e 2) envolver na gestão do mesmo os condimentos indispensáveis capazes de superar as expectativas, e a organização ficar na história como uma organização única.
Segundo Brighenti et al. (2005), a candidatura à organização de um Evento é uma competição política e económica, na qual o objetivo é ganhar o direito à organização desse Evento. Para tal, o dossier de candidatura é de extrema importância onde não se pode deixar nada ao acaso.
Salienta Monteiro (2001), que a organização de um Mega Evento Desportivo pressupõe uma candidatura com regras bem delineadas, que não sendo iguais para todos os desportos, são na sua maioria muito semelhantes.
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6.4. Parceiros envolvidos no negócio do Evento Desportivo
O evento desportivo, visto como um negócio pressupõe que se torne profissionalizado. Como consequência o seu crescimento está inevitavelmente associado a um conjunto de solicitações às quais tem de dar resposta. Tem de responder não só, às necessidades do público, como a outros requisitos, nomeadamente os objetivos e a regulamentação governamental, as exigências dos media, patrocinadores e expectativas da sociedade.
Para Allen et al. (2002), o Gestor do Evento de Sucesso tem de saber identificar e gerir uma panóplia de expectativas dos parceiros. Saber quais os parceiros a satisfazer influencia substancialmente a natureza e o sucesso do Evento. Daí, ser da responsabilidade do organizador do evento escolher cautelosamente os seus parceiros e ir de encontro às expectativas legítimas.
Nos eventos, os parceiros são uma parte dos clientes que pretendemos alcançar. Contextualizando com a realidade da empresa BigTime, uma organização com uma estrutura pequena, se não tivesse um leque alargado de contactos importantes, como Disterm, Kriaeventos, Desafio Global, Up Talent, entre outros, dificilmente conseguiria o sucesso que tem vindo a alcançar, e portanto, rentabiliza assim os eventos. O sucesso do Evento, tal como os impactos, será julgado pelo equilíbrio entre as necessidades, expectativas e interesses conflituantes de uma diversidade de parceiros (figura 1).
Percebemos que para um evento ter êxito existem inúmeros parceiros/investidores sintonizados para o mesmo fim, resultados financeiros, aumento do mercado com novas oportunidades de negócios e investimentos e uma produção bem-sucedida, que promova o aumento do turismo, crescimento económico sustentável, contendo extensão televisiva, com os perfis de audiência segundo os consumidores, imagem de marca e hospitalidade (Veloso, 2007).
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Em seguida, após termos a fase de candidatura estudada, contactamos primeiro com o patrocinador ou definimos primeiro a estratégia de marketing para conseguirmos vender o produto? A literatura diz-nos que é após a seleção do patrocinador que pensaremos na melhor estratégia de persuadi-lo.No entanto, pensamos que dependerá do projeto que temos em mão e na forma de melhor vendê-lo. Seguimos o pensamento de que, ao definirmos a ideia para um evento, tomamos consciência dos custos e inevitavelmente existem duas decisões indissociáveis, definir a estratégia de marketing com as expectativas direcionadas para o potencial patrocinador.
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6.5. Marketing
O marketing corporiza, uma filosofia de gestão nas organizações cujas ferramentas, conhecimento e métodos, servem para influenciar e se adaptar aos comportamentos dos interessados, sem esquecer a efetivação dos objetivos. Tudo isto ponderando, passo a passo, os custos e os proveitos julgados e adequados.
Segundo Tripodi & Sutherland (2000), o desporto tornou-se num elemento central resultado de uma cultura cada vez mais global. Responsáveis pelo marketing nesta área reconheceram o patrocínio do desporto como uma ferramenta de comércio de comunicação internacional com competência de proporcionar um veículo às empresas para obterem uma vantagem competitiva sustentável.
Para Derzi (2005), o marketing desportivo diferencia-se do tradicional porque faz do consumidor um objeto a alcançar, permite a possibilidade do consumidor participar ativamente no mercado e apresenta-se de forma rápida e direta ao consumidor.
Vender Eventos é o processo de empregar o mix de marketing para atingir metas organizacionais através da criação de valor para os clientes e consumidores (Tavares, 2007). Ao observarmos a figura 3, percebemos que o marketing mix é o conjunto de instrumentos através dos quais se obtém o melhor ajuste entre a oferta de uma organização no mercado e a procura existente.
Figura 9 - Os quatro princípios de marketing mix -
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Existem várias opiniões sobre quais os objetivos do marketing desportivo, porém, todos sublinham os parâmetros bastante idênticos. Poit (2006), refere que os objetivos principais do marketing desportivo são:i. Fortalecer a imagem (atleta, produto ou empresa); ii. Fortalecer a marcar (empresa ou produto);
iii. Garantir o retorno espontâneo dos media; iv. Conquistar e manter o mercado;
v. Servir como ferramenta de comunicação; vi. Agregar valores à marca e ou imagem; vii. Aumentar o reconhecimento do público; viii. Conferir credibilidade à marca e ou imagem.
No entanto, para seguir estes objetivos a forma das organizações o operacionalizarem foi denominado de marketing estratégico. “O ideal é um marketing de Eventos que seja acima de tudo um marketing estratégico, onde a troca tem de ser obrigatoriamente contextualizada antes de ser operacionalizada” (Correia, 2001).
Na perspectiva dos autores, Allen et al. (2003), o planeamento de marketing estratégico de um evento não existe em separado dos objetivos e estratégias. Assim, este deve incorporar as seguintes etapas:
I) Definir a missão do Evento. A incumbência da gestão de um evento é o ponto de partida para qualquer planeamento estratégico, tendo como rumos e propósitos futuros os valores e ambições dos gestores.
II) Efetuar uma análise cuidadosa da Situação. Estudar os fatores externos (políticos, sociais, económicos e tecnológicos), a concorrência (evento, consumidores e concorrentes), os fatores internos (recursos humanos, recursos materiais e financeiros), e efetuar a análise SWOT (confrontar as forças e fraquezas com as oportunidades e as ameaças e imediatamente optar por uma estratégia);
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III) Efetuar decisões estratégicas. Determinar o mercado alvo segundo as variáveis que comprometem a decisão do consumidor a assistir ao evento, o posicionamento do evento no mercado e a estratégia competitiva;IV) Estabelecer os objetivos de marketing. Estes devem ser mensuráveis e claros de acordo com a natureza, necessidades e circunstâncias da organização e do ambiente de marketing.
V) Definir planos de ação. Implementá-los através do mix marketing (Produto – criar produtos que atendam às necessidades dos consumidores; Preço – nível de preços atrativos; Comunicação – boa divulgação para potenciais consumidores; e Distribuição – acesso fácil para usufruto do espaço). Nesta fase o gestor deve efetuar a atribuição de responsabilidades, elaboração de cronogramas, de orçamentos e definir resultados a atingir.
VI) Monitorizar. Controlar as áreas de desempenho principais de modo a identificar possíveis falhas acerca do planeado.
VII) Efetuar a emissão de feedback. Transmitir feedbacks positivos como forma de incentivo para o que está correto e conceber ações corretivas ou modificações do plano para o que está a correr menos bem.
É portanto fundamental para a efetivação do marketing estratégico de um Evento Desportivo, ter o controlo das diversas etapas de planeamento que permitirão a retroação constante de todo o processo.
Todos estes processos para chegar ao objetivo final de um negócio e o cliente será o veículo com capacidade de compra e de gerar lucro. Na empresa BigTime, uma das estratégias de marketing foi associar o desporto ao bem-estar e bom funcionamento das empresas.
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6.6. Patrocínios
Identificar um potencial patrocinador passa por elaborar uma lista onde conste as empresas diretamente relacionadas com o conteúdo do evento, empresas que apesar de não terem objetivos comuns, têm interesses relacionados com uma ou mais caraterísticas do evento (Giacaglia, 2006), assim como todas as possíveis parcerias que o organizador do evento consegue envolver no negócio.
Como ilustra a figura seguinte, o patrocínio envolve o desenvolvimento de um relacionamento entre a organização que promove o Evento e o organismo que o recebe.
Segundo Crompton (1993), o processo de seleção do patrocínio constitui um conjunto de etapas, o qual denominou de “CEDAR EEE”:
I. Customer audience (público consumidor);
II. Exposure potencial (potencial de exposição);
III. Distribuition channel audience (público como canal de distribuição);
IV. Advantage over competitiors (vantagem sobre outros concorrentes);
V. Resourse investiment involvement required (necessidade de benefícios em troca do investimento);
VI. Event’s characteristics (características do evento);
VII. Event organisation’s reputation (notoriedade da organização do evento);
Figura 10 - Relacionamento de troca no patrocínio de eventos. (adaptado de Crompton, cit. por Allen et al., 2002)
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VIII. Entertaiment and hospitality opportunities (oportunidades de entretenimento e hospitalidade).
Com o fim de atraírem patrocinadores, os gestores dos Eventos devem oferecer benefícios tangíveis aos mesmos, bem como programas e ferramentas para atingi-los. No entanto, é preciso ter em consideração que as necessidades do patrocinador podem não coincidir com as da organização.
Porém, é possível criarem-se sinergias entre atividades e negócios, marcas ou empresas diferentes que podem conduzir ao reforço de vantagens competitivas, de tal modo que a redução de custos e o aumento da diferenciação oferecem maior valor aos clientes do que ofereciam se estivessem isolados (Pires, 2002).
Para Allen et al. (2002), o gestor deve considerar o patrocinador como sócio do Evento, e aproveitar a oportunidade para ir além do acordo de patrocínio formal, ideias ousadas cruzando os determinados objetivos com uma política global de comunicação, e desta forma resultar numa supra valorização da marca e notoriedade que pode alcançar (Sá & Sá, 2002)
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6.7. Clientes
Numa organização a sua sobrevivência e o sucesso estão diretamente relacionados à sua capacidade de atender às necessidades e expetativas dos clientes, as quais devem ser identificadas e atendidas.
Sendo o cliente o bem mais valioso de uma organização, quanto mais uma organização souber sobre os seus clientes, mais fortalece a sua posição na venda de publicidade junto de empresas.
Para Allen et al. (2002) o cliente são os participantes/espectadores, é para eles que o Evento é dirigido. Assim, toda a gestão da organização deve tentar ir ao encontro dos vários perfis existentes, bem como os seus interesses, as suas preocupações, os seus desejos, as suas dificuldades, as suas necessidades, e tudo quanto se pudesse conhecer sobre os mesmos.
A verdadeira finalidade do evento (negócio) é criar clientes. É o cliente que determina o valor do produto, que não pode ser visto apenas como um produto pois este tem uma utilidade, o resultado/serviço que faz por ele.
Na organização de Eventos Desportivos, Brighenti et al. (2005) diz que existem três tipos de proprietários dos Eventos Desportivos: 1) Federações Nacionais; 2) Federações Internacionais; e 3) Companhias privadas.
Considerando a empresa BigTime como uma companhia privada, esta consegue envolver participantes em todas as suas provas que têm sempre associado o cariz lúdico e de união. Analisando bem, se não fosse a perspetiva lúdica quase sempre associada às atividades feitas nas empresas dificilmente haveria novos interessados nos trabalhos da empresa BigTime.
O gestor do evento identificou a necessidade e criou a oportunidade. Neste momento, pelo carisma e compromisso social que envolve cada um dos eventos, estes já se tornaram num hábito do cidadão, conseguindo ano após ano um número crescente de interessados.
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6.8.Gestão de um Evento Desportivo
Fases de criação
Elaborar e gerir um evento desportivo requer um conjunto de ações meticulosamente delineadas para que o seu produto final faça corresponder às expetativas esperadas, estando previstas inclusivamente, soluções de recursos para que não haja falhas.
Abaixo mencionados os pressupostos mencionados por Correia (2001), como essenciais para a gestão de eventos. O autor refere que a gestão de eventos deve comportar determinadas ações, tais como:
I. A análise estratégica que possibilite prever ganhos e perdas;
II. A conjugação dos objetivos da organização e a satisfação dos interessados;
III. A utilização do marketing estratégico, com objetivo de potenciar as trocas, ao conjugar visão global com visão analítica;
A posteriori, a própria organização deverá:
IV. Fazer a análise da situação; V. Definir objetivos;
VI. Definir opções estratégicas; VII. Definir programas;
VIII. Controlar o processo de gestão do evento desportivo.
No entanto, Pedro et al. (2005) refere que a rápida proliferação de eventos de sucesso não devem esquecer outros processos fundamentais, tais como:
A. O planeamento de eventos para definir o percurso a seguir pela organização no futuro, desenvolvendo estratégias e táticas para que atinjam os objetivos estabelecidos;
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B. O planeamento de marketing, corresponde ao plano de satisfação e divulgação para o mercado-alvo, neste caso através do marketing mix (combinação entre produto, preço, comunicação e distribuição);C. O patrocínio de eventos, conjunto de estratagemas para conseguir patrocínios e benefícios para os patrocinadores;
D. A avaliação de eventos, que se baseia no processo de observação, medição e acompanhamento crítico da sua implementação, através de parâmetros de avaliação de eventos;
Segundo Ferrand (1995) e Parent (1999) citado por Almeida (2001), como forma de sintetizar a criação de um Evento Desportivo, dividiram-no em quatro fases (figura 4), que podem ser organizadas cronologicamente desde a ideia inicial até ao final do Evento Desportivo, e são estudadas sob dois níveis – operacional e burocrático.
Almeida (2001), reportando a lógica dos autores referidos anteriormente, considera:
A primeira fase 1) a Criação de um Evento, como o nascimento/origem da ideia, i.e., ocorre o “espantamento” do criador. Nesta fase, deverá ser elaborado um Relatório de exequibilidade do Evento a realizar, no sentido de se trabalhar em bases de apoio consistentes e bem definidas, como por exemplo, federações desportivas nacionais
Figura 11 - Fases de gestão de um evento desportivo (adaptado de Ferrand, 1995 e Parante, 1999 cit por Almeida, 2001)
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agilizam-se no sentido de persuadir os órgãos com poder de decisão (líderes políticos fundamentalmente) que é possível, organizar um determinado evento numa certa região ou país.Deverá ser feito o reconhecimento das infraestruturas existentes, quer ao nível desportivo, de transportes e turístico, entre outros, quer ao nível das condições financeiras disponibilizadas, envolvimento social e a sua projeção futura.
A segunda fase 2) a Conceção, é considerada a gestão do Evento, resolve-se avançar para a realização do evento, de acordo com os resultados obtidos na fase anterior. Nesta etapa elabora-se o dossier de candidatura e formaliza-se a intenção de organizar o evento diante das entidades competentes.
Logo após ao consentimento da candidatura passamos à;
Terceira fase 3) a Atividade, que se caracteriza pelo desenvolvimento ou implementação de um conjunto de procedimentos e infraestruturas que terão que ser cumpridas para que o evento se realize. É elaborado um dossier de organização contendo a descrição de todas as etapas e tarefas a executar e por quem, são assim definidas as pessoas responsáveis por um determinado departamento ou área de intervenção e quais as funções a realizar nesse cargo, ou seja, são definidas as Estruturas da Organização. É ainda nesta fase que se faz o plano de recrutamento e formação dos recursos humanos necessários, quer sejam voluntários ou profissionais.
Por último, temos a;
Quarta fase 4) a Avaliação, é a fase onde se desenrola o evento desportivo e onde se avalia todo o processo anterior. Esta fase será o espelho da organização, onde as virtudes e fragilidades da gestão são evidenciadas, transmitindo ou não o sucesso da organização. Todo o trabalho desenvolvido até à data do evento será avaliado por especialistas/parceiros e por todos os participantes no evento desportivo. O que acontece muitas vezes, é a mediatização dos grandes eventos desportivos por parte da comunicação social, sendo o sucesso de um evento desportivo avaliado pelo número de notícias e transmissões televisivas que foram feitas.
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6.9. Risco e Coordenação
Para Barreau (2001), “gerir é prever”! O organizador de Eventos Desportivos tem de ter essa visão, pois as implicações mediáticas do Evento é desejada pelo mesmo, mas também têm os seus efeitos colaterais. Certamente, porque o “Desporto tem muito de paradoxal na sua génese e na sua essência, os desafios que se colocam à organização e à gestão dos Eventos Desportivos exigem, além da competência das ações da gestão, competências na compreensão do fenómeno e de todas as suas implicações” (Veloso, 2007). Com problemáticas comuns a todos os eventos de massas, Nunes (2006), menciona que os Eventos Desportivos têm um cariz genético associado à luta, ao prazer e às emoções que lhes conferem características especiais, devendo ser tomadas em conta. Ou seja, um evento será sempre cotado como um acontecimento invulgar, dito normal, porque se inclui na ordem do especial, do excecional e da transcendência.
O risco está inevitavelmente associado a qualquer negócio. O termo risco centra -se na incerteza de factos futuros. Só existe risco em relação ao futuro e com o facto de existirem expetativas sobre este. Como negócio que é, o Evento, pressupõe essa dose de incerteza constante. Riscos nos eventos poderão ser minimizado se usarmos instrumentos específicos para os determinar. Essa árdua tarefa cabe ao próprio organizador dominá-la ou por exemplo, fazendo-se recorrer de empresas especializadas em estudar esses mesmos riscos.
O organizador do Evento Desportivo enquanto realizador de um espetáculo, não é a vedeta do espetáculo mas acarreta com a responsabilidade. Segundo Barreau (2001), os riscos “são uma caixa de ressonância para todos os problemas e dificuldades encontradas pelos organizadores e são capazes de transformar um pormenor num risco importante”.
Portanto, no planeamento de um evento o gestor tem que saber gerir o fator risco em todas as suas valências. Como refere Almeida (2001), o planeamento antecipado é essencial para o sucesso de um Evento Desportivo, que depende das decisões que foram tomadas anteriormente.
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O sistema logístico dos eventos deve considerar todas as necessidades em torno do evento. Normalmente, é nomeado um gerente de logística que assegurará a gestão dos equipamentos e da manutenção (montagem e desmontagem das estruturas; limpeza e organização de equipamentos no local), gestão de pessoal, entre outros. Por sua vez, o gestor de logística nomeia vários responsáveis para intervirem nas diversas áreas da logística (figura 5) como explica Allen et al. (2002).6.10. Impactos Sociais e Culturais Impactos Positivos;
• Revitalização de tradições;
• Aumento de vivências compartilhadas dentro das empresas; • Expansão de perspetivas culturais (novas ideias);
Impactos Negativos
• Alienação e manipulação da comunidade;
• Imagem negativa da comunidade (comportamento destrutivo; abuso de drogas); • Perda de conforto;
Figura 12 - Linhas de Comunicação entre o gestor e ou outros gestores (adaptado. Allen et al., 2002)
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6.10.1 Físicos e Ambientais; Impactos Positivos
• Aumento da consciência ambiental; • Legado de infraestruturas
• Melhoria dos transportes e comunicações;
Impactos Negativos
• Destruição do património e do meio ambiente; • Perturbação acústica; 6.10.2 Políticos Impactos Positivos • Prestígio internacional; • Promoção de investimentos; • Coesão social; 6.10.3 Impactos Negativos • Desvio de fundos; • Propaganda enganosa;
• Perda do controlo comunitário;
6.10.4 Turísticos e Económicos Impactos Positivos
• Promoção do destino e incremento do turismo; • Aumento do tempo de permanência;
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Impactos Negativos • Resistência da comunidade ao turismo; • Preços inflacionados; • Perda de autenticidade;34
7. Conclusão
Neste ponto pretendo terminar o meu relatório, concluindo assim que toda a experiência ganha no estágio foi deveras importante, uma vez que de um modo mais prático pude adquirir conhecimento em atividades desportivas e empresariais.
Achei importante expor alguma teoria, uma vez que depois do conhecimento teórico a realização das tarefas neste âmbito tornam-se todas mais fáceis e completas.
As ideias dos autores deverão seguir-se, pois todos eles tiveram e têm as melhores projeções para que a gestão desportiva seja bem conseguida, tanto em clubes como em empresas (que foi o meu caso).
A dificuldade sentida no estágio foi no início, na integração da equipa, mas que aos poucos foi melhorando, fui sendo acolhido pelo grupo da empresa.
Irei anexar fotos para se ver algumas das atividades que a empresa tem, mostrando também parte do seu material.
A interação com as pessoas também foi bastante importante, uma vez que também temos de saber lidar com a maneira de ser das pessoas, pois nem todas têm o mesmo modo de estar de agir e de lidar, e como um técnico de desportos de natureza é de todo importante saber avaliar isso também e conseguir a proximidade ideal com as pessoas (clientes) para que se sintam à vontade e descontraídas para cada actividade.
Foi bastante importante a selecção das melhores atividades para conseguir resultados positivos. Resultados esses, que eram conseguidos após a execução das atividades; a motivação, o espírito de equipa, a estratégia em cada jogo, o planeamento e a união eram sem dúvida os aspetos cruciais a serem conseguidos.
Para finalizar, tenho a reter que o estágio é de todo importante para a obtenção de novos métodos e conhecimento, para que futuramente sejam úteis para o nosso desenvolvimento profissional.
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