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R E V I S T A M E N S A L ANO V - N? 55 - Maio/71» - Cr$ 8,00 Diretores-Editores MARCOS AURÉLIO DE SA MARCELO FERNANDES DE OLIVEIRA GerenteNúbia Fernandes de Oliveira
Redatores
Sebastião Carvalho
Nelson Hermógenes Freire Nelson Patriota
Jorge Batista Arte
Reinaldo Azevedo Fotos
João Garcia de Lucena Correspondente em Mossoró Colaboradores Alvamar Furtado Antônio Florêiicio Benivaldo Azevedo Cortez Pereira Dalton Melo
Domingos Gomes de Lima Edgar Montenegro Fabiano Veras Fernando Paiva Genário Fonseca Hélio Araújo HênioMelo Joanilson P. Rego João de Deus Costa João Wilson M. Melo Jomar Alecrim Luiz Carlos A. G a l v õ Manoel Leão Filho Moacyr Duarte Ney Lopes de Souza Nivaldo Monte Otto de Brito Guerra Severino Ramos de Brito Túlio Fernandes Filho Ubiratan Galvão
RN-ECONÔMICO, revista mensal es-pecializada em assuntos econômico-fi-nanceiros do Rio Grande do Norte, é de propriedade da Editora RN-ECO-NÔMICO Ltda. C.G.C.M.F. 08423279.
Rua Princesa Isabel, 670 — Térreo — Fone 2-4455 — Natal (RN). Impressa na Gráfica RN-ECONÔMICO — Rua Prudente de Morais, 1524, Fone 2-0706 Natal (RN). — É proibida a repro-dução total ou parcial de matérias contidas nesta edição. Preço de assi-natura anual: Cr$ 40,00; — Preço do exemplar: Cr$ 8,00. Número atrasado:
Cr$ 10,00.
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U M A E M P R E S A SE P R E O C U P A C O M C R I A N Ç A S C r é d i t o S A L V E 0 F I M D A S V E N D A S E M 3 6 M E S E S38
S i n d i c a l i s m o U M S I N D I C A T O Q U E F U N C I O N A / L f \ b a t e r i a P r i m a ^ ^ 0 I N C O N T R O L Ã V E L M E R C A D O DO P A P E L4
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EMPRESAS
QUEM C O N S T R U I R Á O H O T E L DA UEB ? Ainda não está definida a em-presa construtora que cuidará das obras complementares do Hotel Monte Líbano, hoje nas mãos do grupo UEB. As notícias dão conta de que existem duas empreiteiras disputando o trabalho: a Constru-tora Seridó (empresa local dirigida pelos engenheiros Flávio e Haroldo Azevedo) e a Imobiliária Santo Afonso S/A (firma carioca que se destaca entre as maiores construto-ras imobiliárias do país). Esta últi-ma empresa estaria altamente inte-ressada em penetrar no Nordeste e a conclusão do Hotel Monte Líba-no seria o início da sua investida.
Q U A T R O RODAS É COM A SERIDÓ
Por outro lado, está acertado que a Construtora Seridó execu-tará os projetos de construção dos motéis de luxo que a Quatro Ro-das vai implantar no Rio Grande do Norte (praia de Ponta Negra, lagoa cio Bonfim e Mossoró), bem como de um outro em Olinda (PE). As obras deverão ser iniciadas nos próximos 30 dias.
MAIS T R A T O R E S PARA O ESTADO
Sinval Coelho, diretor da firma Paula, Irmãos Comércio S/A, es-teve em fins de maio jm visita às fábricas dos tratores T o b a t t a e CBT, em São Paulo, mantendo contatos com os setores de distribuição, na tentativa de conseguir para o Rio Grande do Norte cotas maiores des-sas máquinas agrícolas aqui repre-sentadas pela sua empresa. A pro-cura de tratores continua sendo muito maior do que a oferta.
F. B E Z E R R I L
EM BELO H O R I Z O N T E Fernando Bezerril será o repre-sentante da CIBRESME também em Minas Gerais, já a partir das próximas semanas. Para tanto, ele deverá se deslocar até Belo Hori-zonte, onde implantará escritório e formará equipe de vendas. A CI-BRESME entregou a Fernando Be-zerril essa nova e importante área do mercado brasileiro como um prê-mio pela sua atuação nos Estados do Rio Grande do Norte e Paraí-ba, onde ele conseguiu vender nos primeirôs quatro meses deste ano a soma de Cr$ 8,5 milhões de estru-turas metálicas. A ida de F. Bezer-ril para Belo Horizonte não impli-cará na sua saída de Natal: ele fica-rá se revesando entre as duas capi-tais, desenvolvendo assim ativida-des mais intensas em favor da CI-BRESME.
IN PE T E R Á N O V O C O M P U T A D O R
Adauto Motta, diretor do Ins-tituto Nacional de Pesquisas Espa-ciais em Natal, informa que estará funcionando em julho o novo com-putador B-3.500, que a instituição já adquiriu. Trata-se de um mode-lo altamente avançado, em condi-ções de efetuar análises e prospec-ções de dados, que- atenderá à parte
científica da U F R N , dará estrutu-ra ao setor de análise do projeto SACI e atenderá, também, certos setores do Governo do Estado e da prefeitura. Virão de São José dos Campos técnicos especializados trei-nar pessoal local para operar com o B-3.500. O atual computador do I N P E — um B-500 — não sairá de uso. Com isso, Natal disporá do melhor sistema de computação do Nordeste.
RECOMAPE
REVENDE A D M I R A L A Recomape — Revendedora Costa de Máquinas e Peças — é a mais nova firma revendedora dos condicionadores de ar Admirai no Estado. Com essa representação, a Recomape completa a linha de ma-terial de escritórios, uma vez que já lidera o comércio desse ramo no que se refere a máquinas de escre-ver e de calcular, birôs, fichários (inclusive eletrônicos), relógios de ponto, arquivos de aço, estantes, etc.
MAIS UM C O N J U N T O H A B I T A C I O N A L
Interlagos é o mais novo con-junto residencial da cidade, inau-gurado dia 30 de maio, pela Souto Engenharia. Contando com 80 uni-dades, todas devidamente vendidas com financiamento do BNH, pela A P E R N , o conjunto está situado próximo ao Estádio Castello Bran-co. Foram investidos na obna Cr$ 6 milhões.
MÉDICO INSTALA FÁBRICA DE ZIPPER O médico anestesista Manoel Duarte constituiu uma sociedade anônima — a Zipperflex S/A — e já iniciou a implantação em Natal de uma indústria de feches com ca-pacidade de atender grande parte da demanda das indústrias de con-fecções locais. A fábrica, cujo pré-dio se acha em construção nas pro-ximidades da Sitex (fábrica de eti-quetas), produzirá anualmente 2,8 milhões de zippers. O investimento atinge a soma de Cr$ 2 milhões e o BNDE participa com financia-mentos de Cr$ 650 mil.
G I L B E R T O SE DESINCOMPATIBILIZA CIALDA JÁ VENDE A T É N O PARAGUAI Fernando Bezerril IDA A O U T R O G R U P O
CIMPARN e BB assinam novo convênio Sinval Coelho
A SUAPE, uma das maiores companhias de pesca de lagosta do R N , ligada ao grupo Fernando Ro-drigues (Pernambuco), passou para o controle acionário da Pesca Alto Mar Ltda., que agora — apesar de ainda não haver providenciado a unificação se transformou na prin-cipal empresa de pesca do Estado.
M O T E L P R O N T O EM O U T U B R O
O Motel que João Veríssimo da Nóbrega está construindo próximo ao trevo da BR-101, em Parnami-rim, estará funcionando em outu-bro, com 20 apartamentos todos com ar condicionado, alcatifados, com telefone e geladeira. O motel ainda não possui nome e João Ve-ríssimo está pedindo sugestões a amigos. Futuramente, mais 30 apar-tamentos serão construídos e o mo-tel contará com bar e restaurante.
A L P A R G A T A S VEM PARA VALER
Kenneth Rowland, diretor-pre-sidente de Alpargatas Confecções Nordeste S/A, em sua última vin-da a Natal informou aos diretores de R N - E C O N Ô M I C O q u e a sua empresa já adquiriu mais 15 mil metros quadrados de terreno, pas-sando agora a contar com uma área de 35 mil m2 na proximidade de Neópolis, onde já está sendo cons-truída a sua primeira unidade fa-bril do Rio Grande do Norte q u e terá capacidade de produzir, ini-cialmente, 2,4 milhões de camisas/ ano, e numa etapa posterior, até 50 mil camisas/dia. A Alpargatas pre-tende comprar mais terrenos, possi-velmente no município de Parna-mirim.
Gilberto Lins deixou a diretoria da Companhia de Fomento Agrí-cola Norteriograndense — COFAN, desincompatibilizando-se politica-mente, a fim de se candidatar a deputado estadual nas próximas eleições. Na sua gestão, a COFAN apresentou um lucro superior a meio milhão de cruzeiros. Gilberto Lins tem suas bases eleitorais no município de Currais Novos, de onde já foi prefeito. Ele conta com o apoio ostensivo de uma grande parcela da família Salustino, pro-prietário da maior empresa de mi-neração do Estado.
C I M P A R N CELEBRA C O N V Ê N I O COM BB A C I M P A R N obteve mais cré-ditos para ativar os trabalhos de implantação das Vilas Rurais, atra-vés de dois novos contratos cele-brados com o Banco do Brasil. O primeiro, no valor de
Cr$ 10.060.000,00, destinado a aqui-sição de 200 tratores; o segundo, de Cr$ 1.388.000,00, para compra de sementes selecionadas de algo-dão, amendoim, feijão, sorgo, ma-mona e milho. O ato de assinatura dos convênios foi presidido pelo governador Cortez Pereira e contou com a presença de secretários de Estado e outras autoridades. Pela C I M P A R N , assinaram Antenor Ma-druga, José de França Gomes e João Bosco Amorim de Carvalho. Pelo Banco do Brasil, os srs. Otá-vio Ribeiro Dantas, Antônio Lins e Francisco Dutra. A informação foi fornecida pelo jornalista Liszt Madruga, assessor de jmprensa da C I M P A R N
A CIALDA, fábrica do algodão hidrófilo Zaz, empresa do g r u p o Nóbrega & Dantas, está produzindo mensalmente 45 toneladas do pro-duto, vendidas em grande parte para a região Centro-Sul. Em Belo Horizonte, o algodão Zaz lidera o mercado. Francisco Nóbrega, dire-tor presidente da empresa, acaba de receber notícias dando conta tia excelente aceitação desse produto potiguar no Paraguai. A CIALDA — Cirúrgicos e Absorventes Ltda. — oferece 30 empregos diretos e está em fase de crescimento. Den-tro de algumas semanas, essa indús-tria começará a produzir gaze para hospitais e no próximo ano fabri-cará absorventes do tipo "Modess'.
C A D E R N E T A S R E N D E M MAIS
As cadernetas de poupança nun-ca proporcionaram rendimentos tão altos como os que lhes estão sendo creditados nestes dois primeiros trimestres do ano. Fernando Paiva, administrador geral da A P E R N , explica porque os rendimentos au-mentaram. O atual ministro da fa-zenda admitiu para este semestre um índice de inflação superior a 10%. Como a caderneta de pou-pança rende, além dos dividendos de 4%, mais correção monetária, isto significa que os rendimentos globais irão a mais de 14%, ou seja, quase 2,5% ao mês, sem con-tar com a dedução de 20% no im-posto de renda. Isso tem carreado um bom volume de depósitos para as cadernetas de poupança, pois o investidor esclarecido não quer dei-xar passar essa oportunidade de fa-turar mais. E quem está perdendo é a letra de câmbio.
bo/tic)o re/
INPASA R E Ú N E R E P R E S E N T A N T E S A INPASA reuniu — pela pri-meira vez, desde a sua fundação — os seus representantes, para uma reunião em Natal, dia 20 de maio. Compareceram homens de vendas da Bahia, Alagoas, Sergipe, Per-nambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. Segundo Getúlio Batista diretor-presidente da fábrica, o en-contro teve como objetivo traçar normas para a ampliação do mer-cado da INPASA, tendo em vista as transformações por que vem pas-sando o comércio de papel. Na reu-nião dos seus representantes, a di-reção da INPASA comunicou o funcionamento em julho da terceira empresa do grupo — a INPASA Distribuidora de Sacos e Papéis Ltda., que terá escritório na ave-nida Tavares de Lira. A nova fir-ma cuidará de vender no varejo, em Natal, sacos de papel semi-Kraft e bobinas de papel HD.
I N D Ú S T R I A S BUSCAM O BNDE
O Banco de Desenvolvimento do Rio Grande do Norte S/A, ór-gão repassador de recursos do BNDE — Banco Nacional de De-senvolvimento Econômico, registra um bom número de indústrias plei-teando financiamentos dessa insti-tuição. Entre outras, estão: Simas Industrial S/A — solicitando em-préstimo de Cr$ 6 milhões, para ampliação; SACOPLAST, indústria de sacos de sisal e plástico, em im-plantação — Cr$ 8 milhões; CIAL-DA, fábrica de algodão hidrófilo — Cr$ 4 milhões, para expansão e diversificação de produtos; e CISAF — Cr$ 4 milhões, para ins-talação de uma fábrica de baler twine (fiação de sisal).
F O R T E S A P R O D U Z EM A G O S T O
A F O R T E S A — Botões Forte S/A — poderá iniciar a produção experimental a partir de agosto
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ximo, segundo informa a sua dire-toria. Esta indústria, com projeto aprovado pela SUDENE há mais de cinco anos, só agora entra em ritmo intenso de implantação, de-pois de haver passado para as mãos de um grupo carioca. Ela tem mui-ta importância para o Esmui-tado, ape-sar de ser de pequeno' porte, pelo fato de vir a dar suporte ao setor de confecções, produzindo aqui bo-tões que atualmente são importa-dos do Sul do país. O investimen-to da FORTESA atinge Cr$ 3 milhões.
Álvaro Alberto Barreto S O U T O E N G E N H A R I A FAZ L A N Ç A M E N T O Dia 20 de junho, a firma Souto Engenharia realizará o lançamento do mais categorizado edifício resi-dencial de Natal. Trata-se do Ni-velles, na confluência da av. Ro-drigues Alves com a rua Alberto Maranhão, no bairro do Tirol. O prédio, com 20 apartamentos (dois por andar), ficará situado num ter-reno de 1.200 metros quadrados, dispondo de grande área verde, jardins e play-ground. O investi-mento a ser feito pela Souto En-genharia será da ordem de Cr$ 4 milhões, devendo cada apartamen-to vir a custar em apartamen-torno de Cr$ 220 mil. Isso significa que só famílias com renda mensal acima de Cr$ 8,5 mil poderão pleitear a compra de um deles pelo BNH. O nome Ni-velles vem por conta de uma ho-menagem à cidade da Bélgica onde Fittipaldi conquistou uma das suas mais espetaculares vitórias. As ven-das do Nivelles ficarão a cargo de Paiva, Irmão.
D A N T A S GUEDES D I S C U T E SISAL NA E U R O P A
Francisco Dantas Guedes, dire-tor da CISAF — maior exportadora de sisal do Rio Grande do Norte — participou em Roma, de 6 a 10 de maio, de uma reunião de países produtores de sisal, promovida pela FAO. A tônica da reunião foi o problema da retração do mercado comprador, fato gerado pela ação de grandes firmas importadoras da Europa e Estados Unidos que vem causando acentuada redução nos preços do sisal, nos últimos meses. Os países produtores lutam pela sustentação do preço da tonelada em 800 dólares, enquanto os com-pradores se fixam relutantemente na cifra de 500 dólares, que não satisfaz.
A viagem de Dantas Guedes prossegue, uma vez que do seu ro-teiro ainda consta uma visita à Ir-landa (onde ele visita a indústria que está fabricando as máquinas de beneficiamento de sisal compradas pela CISAF), e aos Estados Unidos (Maine, New York, Los Angeles e San Francisco). Na ausência de Dantas Guedes, responde pela pre-sidência da CISAF Ibanez Pereira, diretor-comercial.
E S C R I T Ó R I O DE A U D I T O R I A
Natal conta agora com o seu pri-meiro escritório especializado em au-ditoria de empresas. Coube ao con-j a b i l i s t a Eufran de Oliveira Souza
a iniciativa. Ele justifica a criação do serviço de auditoria como uma necessidade que decorrerá da alte-ração da Lei das Sociedades Anôni-mas, preconizada pelo ministro H e n r i q u e Simonsen, que tornará obrigatória a presença de auditores no lugar de conselhos fiscais. E u f r a n através do seu escritório — Natal, Contabilidade e Auditoria Ltda. — já faz auditagem da Mineração To-maz Salustino, do Frigonorte e da COFAN, entre outras empresas.
P A G I N A D O E D I 1
Um Terminal
J j Salineiro para Natal
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o longo de v a r i a s d é c a d a s , a i n d ú s t r i a s a l i n e i r a d o Rio G r a n d e do N o r t e se v o l t o u p a r a a p r e m e n t e n e c e s s i d a d e da c r i a ç ã o d e uma e s t r u t u r a de t r a n s p o r t e que p e r m i t i s s e o d e s e n v o l v i m e n t o da sua p r o d u ç ã o e q u e e s t a b e l e c e s s e m e i o s p a r a q u e o n o s s o sal p u d e s s e c o m p e t i r , e m t e r m o s de p r e ç o , n o m e r c a d o i n t e r n a c i o n a l . N u m d e t e r m i n a d o m o m e n t o — q u a n d o se lutava p e l a c o n s t r u ç ã o de d o i s t e r m i n a i s s a l i n e i r o s , u m e m M a c a u e o u t r o e m A r e i a B r a n c a , e o M i n i s t é r i o d o s T r a n s p o r t e s a p r o v o u o p r o j e t o d o p o r t o - i l h a de A r e i a B r a n c a — h o u v e m u i t a fé e e u f o r i a , p o i s a q u i l o e r a u m b o m c o m e ç o . A c r e d i t a - s e q u e o p o r t o - i l h a v i r i a s o l u c i o n a r p e l o m e n o s e m g r a n d e p a r t e o g r a v e p r o b l e m a d o t r a n s p o r t e , r e d u z i n d o suas a t u a i s e a n t i g a s d e f i c i ê n c i a s . A o b r a levou m u i t o t e m p o p a r a s e r i n i c i a d a . Q u a n d o c o m e ç o u a s e r c o n s t r u í d a , s o f r e u m u i t a s p a r a l i z a ç õ e s . E n f i m , sua i n a u g u r a ç ã o foi m a r c a d a e a d i a d a s u c e s s i v a m e n t e , p o r u n s três a n o s . I n a u g u r a d o o p o r t o - i l h a , m e s e s a t r á s , até hoje ele n ã o f u n c i o n o u . N e m se p o d e d i z e r c o m s e g u r a n ç a q u a n d o e l e vai f u n c i o n a r . J u n t a m e n t e c o m e s s e a s p e c t o , s e m p r e se d i s c u t i u m u i t o n o s m e i o s s a l i n e i r o s se de f a t o o p o r t o de A r e i a B r a n c a s e r i a a m a i s v i á v e l s o l u ç ã o p a r a os seus p r o b l e m a s . T é c n i c o s e e m p r e s á r i o s c o n c e i t u a d o s t ê m o p i n i ã o c o n t r á r i a a o p o r t o - i l h a , a l e g a n d o s u a p e q u e n a c a p a c i d a d e de e s t o c a g e m e sua d e p e n d ê n c i a a u m s i s t e m a d e a l i m e n t a ç ã o p o r b a r c a ç a s , as q u a i s p e r c o r r e r ã o m u i t a s m i l h a s p a r a l e v a r o sal d a s s a l i n a s a o p o r t o , n u m a o p e r a ç ã o q u e a i n d a será c a r a e d i f i c i l m e n t e s a t i s f a t ó r i a . A r e g i ã o de M a c a u , s e n d o a m a i o r p r o d u t o r a de sal d o p a í s , e v i n d o a s e r s e d e de uma g r a n d e i n d ú s t r i a de b a r r i l h a , f i c a s i t u a d a longe d e m a i s d o t e r m i n a l , c o m o d o b r o da d i s t â n c i a de A r e i a B r a n c a . A r g u m e n t a m e s s e s t é c n i c o s e e m p r e s á r i o s , a i n d a , q u e m e s m o se o t e r m i n a l de A r e i a B r a n c a f o s s e hoje c a p a z de a t e n d e r âs reais n e c e s s i d a d e s da i n d ú s t r i a d o s a l , d e n t r o de p o u c o s a n o s e l e e s t a r i a s u p e r a d o , t e n d o e m < v i s t a q u e o p r o g r e s s o n o s t r a n s p o r t e s m a r í t i m o s e x i g i r á o u s o d e n a v i o s c a d a v e z m a i o r e s ; e n q u a n t o q u e o p o r t o - i l h a mal a t e n d e r i a às p e q u e n a s e m b a r c a ç õ e s a t u a i s . 0 c u s t o do t r a n s p o r t e d o sal p a r a as i n d ú s t r i a s d o S u l e s t á s u p e r a n d o o p r e ç o d o p r o d u t o no a t e r r o . E n q u a n t o u m a t o n e l a d a de sal c u s t a Cr$ 6 6 , 0 0 , o seu t r a n s p o r t e c u s t a Cr$ 8 0 , 0 0 . C o m o g r a v í s s i m o i n c o n v e n i e n t e de q u a s e n ã o e x i s t i r n a v i o s d i s p o n í v e i s p a r a e s s a c a r g a , uma v e z q u e as c o m p a n h i a s m a r í t i m a s p r e f e r e m t r a n s p o r t a r m i n é r i o s , d o A m a p á , o u s o j a , d o R i o G r a n d e do S u l , com m e l h o r m a r g e m de l u c r o s . E s s a r e a l i d a d e p r e c i s a m u d a r , a c u r t o p r a z o , sob p e n a de v i r a se i n t e r p o r c o m o e n t r a v e ao d e s e n v o l v i m e n t o da p r o d u ç ã o s a l i n e i r a n a c i o n a l . 0 q u e se o b s e r v a é q u e , a p e s a r d o s m u i t o s p r o b l e m a s e x i s t e n t e s n o seu s e t o r , a r e g i ã o s a l i n e i r a c o n t i n u a r e c e b e n d o u m n o t á v e l v o l u m e de i n v e s t i m e n t o s p ú b l i c o s e p r i v a d o s . A C o m p a n h i a N a c i o n a l de A l c a l i s p a r t e p a r a c o n s t r u i r e m M a c a u a sua f á b r i c a de b a r r i l h a , q u e d e n t r o de m a i s t r ê s a n o s c o m e ç a r á a p r o d u z i r e , f a t a l m e n t e , a t r a i r á i n d ú s t r i a s de t r a n s f o r m a ç ã o . P o r seu t u r n o , as s o c i e d a d e s s a l i n e i r a s p r o s s e g u e m na e x e c u ç ã o d o s seus p r o g r a m a s de m e c a n i z a ç ã o e de a m p l i a ç ã o d a s á r e a s p r o d u t o r a s . A H e n r i q u e L a g e , p o r e x e m p l o , a c a b a de o b t e r f i n a n c i a m e n t o de Cr$ 15 m i l h õ e s , j u n t o a o B N D E , p a r a a p l i c a r n a s suas s a l i n a s , o b j e t i v a n d o m a i o r p r o d u ç ã o a m é d i o p r a z o . D e p o i s d e t o d o s e s s e s i n v e s t i m e n t o s , a l c a n ç a n d o - s e o a l a r g a m e n t o d o s h o r i z o n t e s i n d u s t r i a i s da r e g i ã o s a l i n e i r a , p o d e r á M a c a u p r e s c i n d i r de um p o r t o ? P o d e r ã o as s a l i n a s p e r m a n e c e r s u j e i t a s ao r e g i m e d a s b a r c a ç a s ? E c o m o o sal o b t e r á c u s t o s c o m p a t í v e i s c o m o s f i x a d o s p e l o m e r c a d o i n t e r n a c i o n a l , se o t r a n s p o r t e c o n t i n u a r a b s o r v e n d o m a i s d o q u e o v a l o r real d o p r o d u t o ? P a r a r e s p o n d e r a e s t e item da q u e s t ã o , o s t é c n i c o s e e m p r e s á r i o s — n o t a d a m e n t e os q u e a t u a m na á r e a de M a c a u — só têm e n c o n t r a d o e i n d i c a d o uma s o l u ç ã o : c o n s t r u i r um g r a n d e p o r t o c o n t i n e n t a l e m N a t a l , o b r a q u e c u s t a r i a m e n o s d o q u e a a m p l i a ç ã o d o p o r t o - i l h a de A r e i a B r a n c a o u d o q u e a c o n s t r u ç ã o de u m n o v o p o r t o - i l h a p a r a s e r v i r M a c a u . C o m o s o l u ç ã o e c o n ô m i c a , s e r i a e n t ã o N a t a l a m e l h o r o p ç ã o , p a s s a n d o M a c a u a d i s p o r de u m s i s t e m a f e r r o v i á r i o m o d e r n o e r á p i d o para se l i g a r c o m e s t e p o r t o . O s e s t u d i o s o s d o p r o b l e m a p o r t u á r i o já i d e n t i f i c a r a m sem r e s e r v a s N a t a l c o m o o m e l h o r p o r t o n a t u r a l d o N o r d e s t e , c a p a z d e r e c e b e r n a v i o s de g r a n d e c a l a d o , d e s d e q u e seja e s t r u t u r a d o p a r a i s s o . H a v e r i a n e c e s s i d a d e de se o p e r a r a p e n a s uma m u d a n ç a : a sua l o c a l i z a ç ã o d e i x a r i a de s e r n a m a r g e m d i r e i t a d o rio P o t e n g i , p a s s a n d o p a r a as p r o x i m i d a d e s da p r a i a da R e d i n h a , d o lado e s q u e r d o . . S o b r e o a s s u n t o , um p l a n o j á foi e n c a m i n h a d o ao M i n i s t é r i o d o s T r a n s p o r t e s , há a l g u m t e m p o . F a l t a , a g o r a , q u e os p o d e r e s p ú b l i c o s e as l i d e r a n ç a s e m p r e s a r i a i s d o E s t a d o e n c e t e m no p l a n o f e d e r a l a luta p e l a a n á l i s e d e s s e p r o j e t o e , se a sua v i a b i l i d a d e v i e r a se c o m p r o v a r , q u e se c o n s i g a a r e a l i z a ç ã o da o b r a q u e s e r i a de f u n d a m e n t a l i m p o r t â n c i a e s t r a t é g i c a p a r a o n o s s o d e s e n v o l v i m e n t o . S e m f a l a r q u e e s s e p o r t o p o d e r i a s e r a a r m a p r i n c i p a l d o R i o G r a n d e do N o r t e na luta p e l a r e f i n a r i a d e p e t r ó l e o d o N o r d e s t e . . .CIBRESME
vence a
concorrência da
CONTE
C a b e r á ã C I B R E S M E i m p l a n t a r 15 m i l m e t r o s q u a d r a d o s de e s t r u t u r a s m e t á l i c a s d a s n o v a s i n s t a l a ç õ e s i n d u s t r i a i s de T . B A R R E T O I N D Ú S T R I A E C O M É R C I O .S/A, f a b r i c a n t e d a s C o n f e c ç õ e s C o n t ê . A o b r a c u s t a r á Cr$ 3.5 m i l h õ e s e será e n t r é g u e n o p r a z o m á x i m o de 110 d i a s , s e g u n d o d e c l a r o u o s r . F e r n a n d o B e z e r r i l - r e p r e s e n t a n t e da C I B R E S M E n o s E s t a d o s d o Rio G r a n d e d o N o r t e , P a r a T b a e M i n a s G e r a i s .\
D i r e t o r e s d a s C o n f e c ç õ e s C o n t ê , e x p l i c a n d o p o r q u e p r e f e r i r a m e n t r e g a r a o b r a ã C I B R E S M E - a p e s a r d a sua p r o p o s t a n ã o t e r s i d o e x a t a m e n t e a m a i s baixa — d i s s e r a m q u e j á c o n h e c e m o e l e v a d o fndice de q u a l i d a d e d o s p r o d u t o s d e s s a i n d ú s t r i a c e a r e n s e e n ã o h a v i a p o r q u e d e i x a r de c o n t r a t a r os s e r v i ç o s d e uma e m p r e s a q u e e s t á e n t r e as m a i o r e s d o p a í s , n o seu r a m o , s e n d o a ú n i c a d o N o r d e s t e que n a o foi a t i n g i d a p e l a c r i s e d o a ç o g r a ç a s ao seu g r a n d e v o l u m e d e i m p o r t a ç ã o de m a t é r i a s p r i m a s . Na f o t o a c i m a , o r e g i s t r o d o a t o de a s s i n a t u r a de c o n t r a t o e n t r e as C o n f e c ç õ e s C o n t ê e a C I B R E S M E , a p a r e c e n d o e m p r i m e i r o p l a n o o s r . T e i m o B a r r e t o , d i r e t o r -p r e s i d e n t e d o g r u -p o T . B a r r e t o , t e n d o a o seu l a d o , e m p é , o s r . F e r n a n d o B e z e r r i l . A i n d a a p a r e c e m , d a e s q u e r d a p a r a a d i r e i t a , o s s e n h o r e s F e r n a n d o C y s n e i r o s J ú n i o r , M a r i n h o H e r c u l a n o e S e b a s t i ã o F i g u e i r e d o , todos d i r e t o r e s d a s C o n f e c ç õ e s C o n t ê .O Estado
é bom
empresário?
Reportagem de NELSON HERMÓGENES FREIREFotos de JOÃO GARCIA DE LUCENA
As empresas de economia mista do Rio
Grande do Norte, das quais o governo
estadual participa como acionista majoritário,
estão demonstrando que a velha imagem de
serviço público não tem mais razão de
ser. Aliás, o governo federal de há muito
sentiu o problema, transformando sempre
que possível as arcaicas repartições públicas
em empresas dinâmicas de capital misto.
Surgiram daí as pioneiras como a Petrobrás,
criada em 1953, a Companhia Vale do Rio
Doce, e outras mais.
Porém, não foi apenas para acabar com
a velha imagem que surgiram essas empresas.
Uma outra finalidade apareceu: a de passar
para o Estado o controle de setores
importantes para a nossa economia e a
segurança nacional, como o setor energético,
por exemplo. Em conseqüência, os Estados
da federação passaram a adotar a fórmula,
acarretando um aumento de suas receitas,
com a exploração dos setores vitais, de
penetração exclusiva.
O Rio Grande do Norte conta hoje com um
total de onze sociedades de economia mista,
uma delas inclusive em fase de implantação,
a CIMPERN — Cia de Implantação de
Projetos Pesqueiros do Rio Grande do Norte,
com objetivos já estabelecidos de incentivar
a produção do pescado. Na sua quase
totalidade, essas empresas têm fins lucrativos
e no ano passado seus respectivos Balanços o
comprovaram.
Por exemplo, a COSERN obteve lucros da \
ordem de Cr$ 4,9 milhões; o BANDERN
apresentou lucro líquido de Cr$ 3,5 milhões;
o BQRN, no período de julho a dezembro,
apresentou um resultado de CrS 1,8 milhão;
a CAERN atingiu CrS 1,3 milhão; a COFAN,
Cr$ 570 mil; a CERN superou a casa dos
Cr$ 300 mil; e a RIONORTE teve o maior
lucro desde a sua criação: Cr$ 450 mil.
As atividades das empresas de economia
mista progrediram mais do que o esperado,
contando com o total apoio do governo
Federal representado por convênios e
financiamentos altíssimos, concorrendo para
uma atuação sempre positiva e convincente
nas suas áreas pré-delimitadas.
Analisando a fundo essas empresas, chega-se
à conclusão se o Estado é ou não um bom
empresário. Faça, pois, a sua análise e dê
sua resposta, lendo o que faz cada uma das
empresas de economia mista e quanto cada
uma faturou em 1973.
I
COMPANHIA DE AGUAS E ESGOTOS
DO RIO GRANDE DO NORTE
A Companhia de Águas e Es-gotos do Rio Grande do Norte — CAERN, empresa de economia mis-ta do Esmis-tado, com a finalidade de prestação de serviços públicos de águas e esgotos sanitários, foi cria-d a . e m 1969, no governo cria-do mon-senhor Walfredo Gurgel, substituin-do o antigo Departamento de Sa-neamento. j Tem como objetivos o planejamento, a execução e o acom-panhamento da exploração industrial do sistema de água potável e esgo-tos sanitários, no âmbito estàdual.
A partir de 1967, o governo fe-deral tomou para si a responsabili-dade de dinamizar o setor de abas-tecimento de água no país, com a criação do Sistema Financeiro de Saneamento? tendo como metas de-finidas a mobilização e aplicação de recursos na execução do Programa de Financiamento para
Saneamen-Dois anos após, foi elaborado f> Plano Nacional de Financiamento Básico, para atender a 8 0 % da po-pulação do país com serviços de abastecimento, e 5 0 % com serviços de esgotos sanitários. ""
O Río Grande do Norte, a exem-plo doé demais Estados, veio a parti-cipar do Plano, efetuando, através da CAERN, convênios vultosos com a finalidade de concluir até o final deste ano o atendimento de 56
mu-nicípios, inclusive ampliação dos sis-temas de Natal e Mossoró, com in-vestimento total de aproximadamen-te Cr$ 44 milhões. Visa a CAERN deixar, até o início de 1957, 7 0 % da população urbana do Estado aten-dida pelo programa de saneamento R: i ot, c te tem am custo orçado
em p f S 110 milhões.
A. aiwjliação e modernização do
si :ema l i abastecimento c. Natal, segundo os diretores da CAERN, significa um investimento de Cr$
32 milhões, com contrato assinado
entre o Governo e o BNH, e cons-titui a primeira etapa do Plano Na-cional de Abastecimento de Agua — PAEG. Natal terá 31 poços
tubula-res novos e está previsto uma pro-dução de mais 90 mil metros cúbi-cos de água diários, para distribui-ção à cidade.
Com um capital social de Cr$ 4 0 . 1 6 8 . 4 4 0 , 0 0 , em 1973, contra Cr$ 30.001.600,00, no ano ante-rior, e um .ceio registrado de Cr$
1.300 mil no último balanço, ela é uma empresa em expansão. Ainda em 1973, atingiu uma receita de Cr$ 15.110.548,00, com despesas totalizando Cr$ 13.815.353,00. O Governo do Estado participa de aproximadamente 8 5 % do seu
ca-pital social e suas reservas ultrapas-savam Cr$ 8 milhões'(em 31 de dezembro último.
COMPANHIA DE FOMENTO AGRÍCOLA
NORTERIOGRANDENSE
Criada pela lei de n.° 3.784,
m*
Companhia de Fermento Agrícola Norte-Riograndense COFAN, veie, acionar em^Weverei.
f ($ com
a ati-ídade agropecuária no Effado.v Funcionando em ligação
Com a Secretaria da Agricultura e
'coordenada por esta no que tange a
Página 10
projetos e'investimentos, a COFAN
' - --: • r. . y
plantação • depostos- de distribuição e revenda de materiais agríc&las, in-sumos e sementes par?..,fortalecer a
i e a pecuáffcwíêrónta hoje com 18 postos no interior (Casas do Agricultor), alguns operando em áreas deficitárias, >orém com a con-trapartida daquelas de grande
co-mercialização como Mossoró, Açu, Caieó, etc. Além desses postos, con-ta com espitórios,£m diversos muni-cípios^ aumentando assim $215
cam-po de atuação em favor do
desenvol-vi. leoto do setor primário.
Utilizando-se de recursos da SUDENE, recursos estes de repasse para melhor átingir seus*objetivos, e ainda do INFAOL — Instituto
A Cofan vende rações e insumos agrícolas
destino de Fomento ao Algodão e Oleaginosas, suas atividades princi-pais são a comercialização de produ-tos agrícolas, a fabricação de rações balanceadas e o aluguel de sua pa-trulha motomecanizada, esta com 2 2 tratores de esteira, pesados.*
"Desde a época da fundação até o ano de 1972, a C O F A N vinha sendo uma empresa deficitária" — disse seu diretor-presidente, sr. Edgar Montenegro. "Porém, em 1973, nós alcançamos üm equilíbrio entre nossas despesas e receitas" — concluiu. De fato, o balanço do ano passado acusou um lucro de C r $
Sendo uma das mais antigas em-presas de economia mista do Estado, a C O S E R N — Companhia de Ser-viços Elétricos do Rio Grande do Norte, é a responsável pela produ-ção, transmissão, transformação e distribuição de energia elétrica no âmbito estadual.. Criada em 1961 e autorizada a funcionar em agosto de
1962, hoje ela conta com um total de 1.137 funcionários, além de es-critórios regionais em. 30" cidades, atendendo aos. municípios vizinhos, ao todo 138, devidamente eletrifi-cados. ^
O capital social da C O S E R N atinge a alta cifra de C r $
3 7 . 2 4 4 . 3 6 0 , 0 0 , cuja distribuição em termos relativos revela a partici-pação do Estado com 5 2 , 7 4 % do
RN-ECONÔMICO/maio/74
5 7 0 mil, suficiente para cobrir todo o prejuízo dos três últimos exercí-cios. Com um capital registrado de C r $ 2 milhões, integralizado, em 1974 ele se elevará para Cr$ 2 . 2 5 1 mil, já contabilizado a integralizar. Para o sr. Edgar Montenegro, os fertilizantes aumentam a produ-tividade por área sendo um insumo moderno cuja aplicação faz a agri-cultura se desenvolver a passos lar-gos. Por isso, a empresa dá enfase especial a venda de adubos. Outra meta da C O F A N é a utilização da semente selecionada cuja
multiplica-ção numa mesma área, em compara-ção com a comum, se eleva a 1 5 % . Com seus 112 funcionários em to-do o Estato-do, distribuíto-dos nas 18 ca-sas de distribuição dos vários muni-cípios, a C O F A N agora está vendo o retorno dos esforços nos campos em que se dispôs a atuar.
Os convênios com a S U D E N E e o I N F A O L chegam na casa dos Cr$ 9 4 5 mil. A sua fábrica de ra-ções tem um custo de aproximada-mente Cr$ 1.125 mil e em 1973 foram adquiridos 18 tratores para a patrulha motomecanizada, perfazen-do um investimento total de C r $ 3,1 milhões com o acréscimo de mais 2 tratores comprados já no pri-meiro trimestre deste ano, significan-do um investimento a mais de C r $ 2 milhões.
O lucro de seu setor comercial no ano passado chegou a CrS 7 6 2 mil, com sementes de algodão IAC-3 custando C r $ 1,80 o quilo e semen-tes de milho também numa base idêntica. Este setor é responsável pe-la venda de sementes, material agrí-cola, inseticidas e produtos veteriná-rios, estando ainda a Companhia com um departamento completo de veterinária, a serviço dos pecuaristas do Estado.
Página 11
COMPANHIA DE SERVIÇOS ELETRICOS
DO RIO GRANDE DO NORTE
A Cosern começa a levar energia aos campos, depois de eletrificar todas as cidades
i total, seguido pelas diversas prefei-turas municipais com 2 2 , 6 4 % ao todo; S U D E N E , com 1 2 , 7 4 % ; e
E L E T R O B R Á S com 1 0 , 1 3 % ; além de outros, com um percentual de apenas 1 , 7 5 % . O seu faturamento
cm 73 superou a casa dos Cr$ 46 milhõès, englobando todas as classes de consumidores, além de outras re-ceitas. Com um total de 8 3 . 3 5 9 consumidores, a Companhia vendeu só a classe dos consumidores indus-triais, ano passado, 8 3 . 7 5 4 . 1 8 2 ki-lowat/hora, segundo informação da Divisão de Tarifas da COSERN.
No exercício de 1973 a COSERN dispôs de Cr$ 3 1 . 2 0 7 , 5 0 8 , 2 5 em recursos para fazer face aos compromissos decorrentes dos serviços executados nos setores de eletrificação rural, ampliações de redes de distribuição e constru-ção de linhas de transmissão em
13.8KV e 69KV. Estes recursos fo-ram provenientes de convênios com o INCRA, SUDENE, Eletrobrás e BID — Banco Interamericarro do Desenvolvimento, além de
reinver-sões de dividendos, auxílios para construção, e outros.
Em 1973 foi arrecadado do con-sumidor e recolhido aos órgãos es-pecíficos um total de Cr$
5 . 5 0 6 . 7 3 9 , 8 0 referente ao Imposto Único sobre Energia Elétrica, bem como Cr$ 3 . 2 9 9 . 5 3 5 , 8 3 , do Em-préstimo Compulsório à Eletrobrás, e ainda Cr$ 8 2 1 . 4 7 7 , 4 1 da Quota de Previdência. As compras realiza-das no exercício excederam Cr$ 14 milhões. No mesmo período, suas receitas chegaram aos Cr$
4 4 . 6 4 6 . 9 1 3 , 4 4 contra Cr$
3 9 . 6 8 4 . 1 9 3 , 7 4 de despesas, apre-sentando assim um lucro líquido de Cr$ 4 . 9 6 2 . 7 1 9 . 7 0 .
Para o sr. Francisco Ferreira, As-sistente da Superintendência de
Contabilidade da COSERN, a situa-ção econômica da Companhia é excelente, conforme atestado próprio da sua Auditoria.
O programa da reforma e am-pliação da rede de Natal, iniciado em 1972, até agora já utilizou 9 0 0 0 postes com previsão para a instala-ção de mais 1000 até o final de
1974. A obra está orçada em torno de Cr$ 8 milhões e visa atender às exigências naturais de uma cidade como Natal. Para este ano a dire-toria prevê a realização do Plano Diretor de Eletrificação Rural do Estado, do Plano Cooperativo, do Programa de Propriedades isoladas e de vários estudos e projetos orça-dos em Cr$ 8 milhões, abrangendo toda a área do Estado.
COMPANHIA DE HABITAÇAO POPULAR
DO RIO GRANDE DO NORTE
A Cohab continua construindo casas populares
Com objetivo social de adminis-trar financiamentos concedidos pelo Sistema Financeiro da Habitação, na qualidade de aaente financeiro do BNH, a COHAB — Companhia de Habitação Popular do Rio Grande do Norte, criada em 1971, atua hoje com 48 funcionários, consciente da sua finalidade de planejar, elaborar e executar obras de infra-estrutura com entidades e pessoas físicas, além de sç preocupar com a urbanização de áreas para habitação de baixo custo e programas de ajuda mútua. Segundo o seu Diretor Adminis-trativo-Financeiro, sr. João Eudes Ferreira, a COHAB tem ainda para si a incumbência de incentivar a iniciativa das empresas na constru-ção de casas, além de negociar em-préstimos e financiamentos com en-tidades públicas e privadas, bem co-mo com pessoas físicas e jurídicas. Ainda nos seus estatutos há a pre-visão de construções para a própria COHAB, como também para tercei-ros, inclusive sobre a promoção de atividades referentes de uma manei-ra gemanei-ral a habitação.
Com um capital social de Cr$ 5 milhões e sem visar lucro, a
COHAB tem sido uma empresa de-ficitária ao longo -dos anos. Porém, algumas medidas estão sendo postas em prática pela sua diretoria, com o fim de superar essa deficiência. Será utilizada uma política de redu-ção dos débitos dos usuários, com a utilização persistente do SPC — Serviço de Proteção ao Crédito. A justificativa do déficit reside no fato dos seus mutuários não pagarem prestações em dia das unidades resi-denciais que lhe foram financiadas,
conforme afirmou seu Diretor Pre-sidente, sr. Ezeqfias Pegado Cortez Neto.
Em 1974, o capital social da COHAB se elevará para Cr$ 8 mi-lhões. No ano passado, a participa-ção do governo para formaparticipa-ção de ca-pital foi de Cr$ 9 0 0 mil, e em 72 foi de CrS 800 mil. A COHAB atua ainda com empréstimos de re-passe para obras de infra-estrutura, de responsabilidade da Prefeitura Municipal. Ela comercializa
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xial de construção, através da GE-MAC. — Gerência de Comercializa-ção de Materiais de ConstruComercializa-ção, em pleno funcionamento em Natal, vendendo a preço de custo às firmas que constroem casas populares, e
ainda visando lucro pela revenda de material a terceiros. A Compa-nhia de Habitação Popular do Rio Grande do Norte tem construídas 3.066 casas no Estado, provenien-tes da antiga F U N D H A P —
Fun-dação de Habitação Popular, da qual derivou, fora um total de 664 casas em construção, iniciadas em janeiro deste ano, e com uma pro-gramação para mais 1.280 unida-des, a serem construídas ainda em
1974.
COMPANHIA DE AGUAS E SOLOS
DO RIO GRANDE DO NORTE
A Companhia de Águas e Solos do Rio Grande do Norte — CASOL, tem como atividade principal a per-furação de poços e assistência técni-ca ao setor mineral. Criada em
1963 e constituída em novembro do mesmo ano, em 1964 a empresa per-furou dois poços, tendo até o final da década atuado apenas em per-furação. A segunda atividade teve início a partir de 1971, quando efe-tuou seu primeiro convênio com a Universidade Federal de Pernambu-co para estudos geológiPernambu-cos detalha-dos em ocorrências de scheelita no Estado.
Trabalhando ligada à Secretaria da Agriculturá, a algumas empresas de economia mista como a CAERN e a CIMPARN, além de outras par-ticulares, em 1973 a CASOL teve uma atuação positiva. Seu fatura-mento chegou aos Cr$ 3.234 mil cujo peso foi representado pelas em-presas particulares, seguidas da CAERN, Governo do Estado e CIM-PARN, tendo o Estado representado uma fatia de Cr$ 607 mil no com-puto geral da sua receita.
Novas perfuratrizes estão sendo adquiridas pela Casol
Atualmente, o capital social da CASOL é de Cr$ 1,5 milhão e es-pera-se para 74 um aumento de CrS 500 mil, acrescido do valor de duas máquinas perfutrizes pneumáticas a serem adquiridas através da Secre-taria da Fazenda, com finalidade de dinamizar ainda mais a avitidade de perfuração. Cada máquina terá ca-pacidade de perfurar um poço por dia, quando as atuais levam até um mês para fazê-lo. Hoje, a Com-panhia possui 9 perfuratrizes que
atendem aos serviços do Estado, bem como aos de empresas particulares.
Em 1972, foi feito um segundo convênio com a UFPE visando o mapeamento geológico e cadastra-mento de pesquisas minerais em scheelita, berilo, etc. No ano se-guinte, foi firmado novo convênio abrangendo uma área de 3.065 km2, também para mapeamento e verificação de ocorrências. Proveni-entes desses convênios que totaliza-ram Cr$ 1 2 4 . 8 5 0 , 0 0 , a CASOL conseguiu no final do ano passado ter detalhadas informações sobre as condições de mineralogia do Esta-do, segundo afirmou a assessoria técnica da empresa.
A Companhia de Águas e Solos está assistindo e apoiando o traba-lho de pesquisa para implantação da fábrica de barrilha em Macau, e nas suas previsões futuras consta o apro-veitamento das águas mães das sa-linas, ricas em iodo e cálcio. Está ainda sendo feito um inventário to-tal dos recursos hídricos do Rio Grande do Norte, com dados sobre os seus açudes, poços e rios.
EMPRESA DE PROMOÇÃO E DESENVOLVIMENTO
DO TURISMO DO RIO GRANDE DO NORTE
Com o objetivo de promover o turismo no Estado, foi criada em
1971 a E M P R O T U R N — Empre-sa de Promoção e Desenvolvimento do Turismo do Rio Grande do Nor-te, tendo como diretriz o Plano de Turismo Nacional, traçado pelo Governo Federal através da EMBRA-T U R . Sendo uma empresa normati-va, ela examina projetos e orienta os
interessados quanto ao aspecto téc-nico e legal dos empreendimentos. Conforme seu Diretor Comercial, sr. Humberto Pignataro, a EMPRO-E U R N tem cumprido seu papel da maneira esperada. "E apesar da pou-ca idade que tem, vem adotando normas e técnicas de turismo para sua promoção junto a outros órgãos, visando tornar Natal um centro de
turismo no Nordeste" — acrescen-tou José Amaral, Secretário Execu-tivo da empresa.
Com um capital de Cr$ 7 mi-lhões sendo o Governo do Estado seu quase único acionista, ela opera com recursos provenientes de con-vênios de prestação de serviço, cele-brados com outras empresas de eco-nomia mista, totalizando Cr$ 46
mil mensais. Parte de sua renda pro-vém ainda do aluguel de hotéis ou contrato de arrendamento, de que participam o Hotel Internacional dos Reis Magos com Cr$ 5 mil, se bem que este contribua mensalmen-te com apenas Cr$ 2 0 0 , 0 0 , mensalmen-tendo em vista as benfeitorias pagas pela empresa arrendatária sob a forma de aluguéis; o Esperança Palace Hotel e o Cabugí Hotel ambos totalizando Cr$ 3.318,00.
Sendo uma empresa que não visa
lucro, ela luta arduamente para dei-xar algo de positivo, como o Hotel Vila do Príncipe em Caicó, com um custo orçado em Cr$ 1.200 mil para func;onar totalmente, além dos
projetos da Pousada do Estudante, em Natal, que custará a EMPRO-T U R N Cr$ 500 mil, bem como o Centro de Turismo, a ser localizado na antiga Casa de Detenção de Na-tal, com gastos previstos em volta de Cr$ 800 mil, dependendo de captação de recursos federais para
sua realização.
Em 1973, foram iniciados os es-tudos para a localização do Camping Clube Potiguar, como ainda a cons-trução de um kartódromo, com a compra de um terreno no valor de Cr$ 35 mil. Nesse mesmo ano seu balanço acusou receitas de Cr$ . . 4 7 7 . 0 4 7 , 2 0 contra despesas na ordem de Cr$ 6 6 2 . 2 2 0 , 5 6 , não sig-nificando contudo que a empresa es-tá em más condições econômicas.
COMPANHIA EDITORA DO RIO GRANDE DO NORTE
COMPANHIA DE IMPLANTAÇAO DE
PROJETOS AGRARIOS DO RIO GRANDE DO NORTE
Instituída pela lei n.° 4.045, de 18.04.72, a C I M P A R N — Com-panhia de Implantação de
Proje-RN-ECONÔMICO/maio/74
tos Agrários do Rio Grande do Norte, foi idealizada pelo governo do Estado para ser o órgão
execu-tor da sua política de recolocação de mão-de-obra pela colonização planejada. Para tal foi levado em
Página 15
O extinto Departamento de Im-prensa do Estado deu lugar à cria-ção, em 1972, de uma nova empre-sa de economia mista, a CERN — Companhia Editora do Rio Grande do Norte.
A C E R N iniciou suas atividades com objetivos bem delineados:
edi-tar o Diário Oficial do Estado, o jor-nal "A Republica", e executar ser-viços editoriais e gráficos para órgãos do governo e para particulares.
Com um faturamento médio em torno dos Cr$ 350 mil mensais, em 1973, seu maior cliente foi o gover-no do Estado, seguido das sociedades de economia mista e d j s empresas privadas. Contudo, a "CERN sofre em conseqüência da falta de ingres-so líquido, sendo os pagamentos, da parte do Estado, geralmente efetua-dos meses após o faturamento. Mes-mo assim, todos os seus compromis-sos têm sido pagos em dia, aconte-cendo igualmente em relação ao pa-gamento dos seus 175 funcionários.
Para 1974, está programada a aquisição de um sistema off-set com-pleto para jornal, com rotativas im-portadas da Inglaterra e os equipa-mentos de fotolito e fotocomposição vindos dos Estados Unidos. A pre-visão de funcionamento dessas
má-A Cem e uma empresa rentável e s com a compra d
quinas é para o mês de setembro ou outubro. O custo do sistema off-set completo chegará à casa de Cr$ 1,5 milhão.
Além desse investimento, a ÇERN está adquirindo duas novas máquinas empressoras Heidelberg, para suas oficinas gráficas, que de-verão ser instaladas nos próximos dois meses.
A C E R N possuí capital social de Cr$ 3 milhões, dos quais já inte-gralizados Cr$ 1.780.070,00 (Cr$ . . 515.950,00 em espécie e Cr$
1.264.120,00 do acervo do antigo Departamento de Imprensa). Este
á uma das maiores editoras da região máquinas Off Set
ano deverá haver integralização de mais Cr$ 300 mil.
O faturamento total da Compa-nhia em 1973, foi da ordem de Cr$ 3.129.411,12. Suas despesas com pes-soal atingiram Cr$ 1.342.693,20. Foi faturado ao Governo do Esta-do Cr$ 1.678 mil, correspondenEsta-do em termos relativos a 53,6% do global, contra os 46,4% de outras empresas. Neste primeiro trimestre a C E R N já alcançou um fatura-mento médio superior a Cr$ 400 mil. O seu lucro, em 1973, foi su-perior aos Cr$ 300 mil.
BANCO DO RIO GRANDE DO NORTE S.A.
consideração as grandes extensões de terras inaproveitadas em regiões como a Serra do Mel e outros lo-cais, bem como outros fatores de vital importância para o desenvol-vimento do Estado.
A C I M P A R N apresentou, em 1972, o anteprojeto de colonização e implantação das Vilas Rurais, o qual mereceu a pronta aprovação d o . J N CR A em setembro do mesmo ano. Em 1973, o projeto estava aprovado, com todas as exigências legais cumpridas, merecendo pron-ta aproyação de outros órgãos fe-derais cfomo o F U N R U R A L , SU-DENE, CIBRAZEM além do pró-prio Banco do Brasil S/A.
Para a implantação das Vilas foram traçadas algumas diretrizes entre as quais a busca de integra-ção estadual e federal na execu-ção dos vários programas específi-cos. A implantação do conjunto de programas tem como finalidade mostrar a viabilidade de inversão q u a n d o aproximadamente 15.000 hectares de cajueiros estiverem em plena produção. Estima-se uma produção global de 20.000 tonela-das por ano, superando a produção do Estado do Ceará. Está prevista uma elevação do nível de renda do agricultor para sete salários míni-mos q u a n d o o projeto estiver em plena atividade de desenvolvimen-to, como ainda o surgimento de agroindústrias para beneficiamen-to direbeneficiamen-to da produção.
A diretoria da Companhia está satisfeita com a expectativa de uma ampliação da fronteira agrícola e a modificação da estrutura
fundiá-A Cimparn executa a mais arrojada obra do atual governo: as vilas rurais
ria atual, com o surgimento de em-presa rurais de porte médio im-plantando culturas rentáveis em uma área de mais de 60.000 ha.
A área tomada para implanta-ção do projeto abrange terras dos municípios de Areia Branca, Açu, Carnaubais e Mossoró. Houve o acréscimo de 2.000 ha. de terras, aumentando a sua extensão, com uma divisão de 23 Vilas onde se instalarão técnicos, agro-indústrias, sede de cooperativa, etc., além dos próprios colonos. Espera-se que o cultivo do caju de maneira racio-nal proporcione ao Estado uma grande potencialidade no forneci-mento do produto ao exterior, o que significa divisas para o país. O Capital Social da C I M P A R N , que em 1973 era de Cr$
6.323.463,00, com uma participação relativa do Governo do Estado de 99,99%, foi elevado no primeiro trimestre deste ano em Cr$ 500 mil, tendo seu Balanço acusado uma igualdade nas receitas e despesas
em exatamente Cr$ 625.002,52 cada. "O projeto da Serra do Mel es-tava orçado, inicialmente, em cer-ca de Cr$ 33 milhões" — comentou o Diretor Técnico da C I M P A R N , sr. João Bosco Amorim. "Porém, com as reavaliações e reestudos, hoje seu custo total está estimado em aproximadamente Cr$ 70 milhões" — concluiu. No ano passado, foram pagos Cr$ 90.624,04 de impostos estaduais bem como Cr$ 591.179,97 de despesas de pessoal relativas aos seus 283 funcionários em todo o Estado. Até 1973, foram gastos no projeto de implantação das Vilas Rurais um valor superior a Cr$ 18 milhões.
Além do projeto pioneiro da Serra do Mel, está em estudo um outro, com características semelhan-tes, em Boqueirão no município de Macau, que constará de 14.000 ha., de terras para a plantação de 1 mi-lhão de coqueiros, porém ainda sem nenhuma definição q u a n t o a dados financeiros.
O Banco do Rio Grande do Norte S/A é a mais antiga empre-sa de economia mista do Estado. Foi criado em 1905, por ato publi-cado no jornal "A República" no dia 12 de setembro do mesmo ano, no governo do sr. Tavares de Lira.
Com um capital de Cr$
13.774.747,34 até 31.12.73, suas aplicações atingiram o somatório de Cr$ 117.148.852,95, assim
distribuí-das produção — Cr$
36.061.639,34; comércio — Cr$ . . 9.591.799,00; atividades não especi-ficadas — Cr$ 13.489.151,49; Go-verno do Estado — Cr$
28.368.066,21; e, finalmente, autar-quias — Cr$ 29.638.196,91. Encer-rou seu Balanço com um total de depósitos a vista e a prazo de Cr$ Cr$ 64.797.319,41, tendo alcançado um lucro no ano passado de Cr$
3.539.301,97, superior em 73,15% em relação ao ano anterior.
Para seu Diretor de Operações, sr. José Vale de Melo, o B A N D E R N está crescendo dia a dia. Uma das metas prioritárias do exercício pas-sado foi a aprovação pelo Banco Central da abertura de mais três agências no interior, o que capaci-tará ainda mais o Banco como su-porte da política
ta do Governo.
O Banco sofreu uma redução do imobilizado de 82% para 21% na data base. Saliente-se que essa re-dução foi promovida principalmen-te com o aumento de reservas e o faturamento do ativo, permitindo que o Banco se enquadrasse nos ri-gores da Resolução 108, do Banco
Central. Os compromissos objetos de repasses estão totalmente atuali-zados, comportamento esse que en-sejou paralelamente um aumento do patrimônio líquido em volta de
12% sobre o capital social do Ban-co, confoime frisou seu Contador Geral, sr. José Reis de Oliveira.
Atualmente com 185
funcioná-rios nas 10 agências espalhadas em todo Estado, "o B A N D E R N é um Banco de tradição e de larga ex-periência voltado para os proble-mas do desenvolvimento do Rio Grande do Norte, procurando sem-pre modernizar seu sistema de tra-balho e objetivando a crescente va-lorização dos seus serviços.
BANCO DE DESENVOLVIMENTO
DO RIO GRANDE DO NORTE S.A.
Originário da antiga C O F E R N , com a Resolução 93 do Banco Cen-tral veio a tornar-se Banco de De-senvolvimento do Rio Grande do Norte no início desta década, com o objetivo de promover o desenvol-vimento do Estado nas áreas in-dustrial e rural. Atua no incentivo à elaboração de projetos, na parti-cipação acionária de empresas e ainda no custeio de obras de infra-estrutura para a instalação e loca-lização deapandes empreendimentos. Age, também, com financiamento para inversões fixas de empresas, bem como financiamento para ca-pital de giro. Seu maior acionista é o Governo do Estado que tem 98% do total de suas ações.
Os recursos do B D R N são pro-venientes de repasses. Eis alguns dos fundos repassados pelo B D R N : FIPEME — Financiamento para a Pequena e Média Empresa, recur-sos procedentes do B N D E ; FINA-ME — Agência Especial de Finan-ciamento Industrial, subordinada ao Ministério de Planejamento; PIS — Programa de Integração So-cial, repasse da Caixa Econômica Federal; R E G I R — Refinancia-mento do Capital de Giro das em-presas produtoras de material de
construção; R E I N V E S T — Progra-ma de Refinanciamento de Inves-timento no Ativo Fixo de Empresas produtoras e distribuidoras de ma-terial de construção. Os recursos próprios do Banco provêm do FI-P E R N — Fundo de Incremento da Produção do Estado do Rio Grande do Norte, e do F U N T Ê X T I L — Fundo de Desenvolvimento da In-dústria Têxtil do Rio Grande do Norte, além do F M R N — Fundo de Minérios do Rio Grande do Norte.
O B D R N analisa a proposta téc-nica de incentivos fiscais dados pe-lo Estado por dedução do ICM, bem como da utilização do crédito ,fiscal. Com um capital social de Cr$ 7,6 milhões, suas aplicações de
1971 a 1974 atingiram um total de Cr$ 51 milhões na sua Carteira In-dustrial, segundo informou o sr. João Batista Fernandes, chefe des-ta Carteira. O Banco opera ainda com prestação de garantias bem co-mo prestação de aval e fiança para as empresas conseguirem financia-mentos em outras fontes.
A Carteira R u r a l administra fundos próprios, mas há estudos vi-sando conseguir os recursos do P R O T E R R A e do PESACS —
Pro-gramas Estaduais de Aplicação do Crédito Rural. Essa Carteira atua no setor agropecuário e de miné-rios. As suas aplicações em 1973 chegaram a Cr$ 6.419.200,00, con-tra" Cr$ 1.326.000,00 no ano an-terior.
Para o Setor Primário há três programas de financiamento, atin-ígindo o montante de Cr$
7.493.328,00 divididos entre agricul-tura, pecuária e pesca. No setor Se-cundário as aplicações chegam a Cr$ 28.453.848,00 e no Terciário jalcançam Cr$ 497.027,00. Os finan-ciamentos com recursos de institui-ções oficiais chegam a Cr$ 16 mi-lhões e os com recursos de f u n d o público atingem Cr$ 407 mil.
No ano passado o seu resulta-do atingiu Cr$ 1.896.501,00 para o período compreendido de julho a dezembro. O B D R N ainda conta jcom três programas importantes, ique são: experiência do bicho da íseda,. ou .Sereckukura; »
Progra-ma Têxtil, com a colaboração do Governo Federal, no qual se provou essa vocação do Rio Grande do Norte; e, finalmente, o conhecido Projeto Camarão, com um labora-tório piloto nas margens do Po-tengi, tendo alcançado êxito abso-luto suas primeiras experiências.
COMPANHIA NORTERIOGRANDENSE DE
CREDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO
A Companhia Norteriogranden-se de Crédito, Financiamento e In-vestimento não é uma empresa de
RN-ECONÔMICO/maio/74
economia mista. Porém, mesmo sen-do subsidiária sen-do B D R N , tem ca-racterísticas próprias de
financei-ra, o que torna necessário uma ve-rificação à parte.
Até 1970 recebia subsídios da
C O F E R N , com os quais fazia suas operações. A partir de então, por circular do Banco Central, passou a pertencer ao BDRN, iniciando a captação dos recursos necessários para sua manutenção.
Visando a indústria e o comér-cio, com recursos de letras de câm-bio, proporciona financiamentos do crédito direto ao consumidor. Em
1973 teve um lucro de Cr$ 450 mil e suas aplicações chegaram à casa dos Cr$ 10 mil, com perspectiva de duplicação para este ano. "No
iní-cio era tudo muito difícil" — frisou' Kleiber Antunes Furta-do, seu Gerente Administrativo — "e até as companhias do
Como se observa, o ano de 1973 foi bastante generoso para a gran-de maioria das empresas gran-de eco-nomia mista, que encerraram o exercício com uma grande margem
de lucro. Algumas, que desde sua criação eram deficitárias, fecharam o Balanço com uma receita supe-rior às despesas, assegurando a co-bertura de dificits anteriores. Ou-tras, finalizaram com um equilíbrio
próprio Estado não queriam ope-rar conosco". Porém, as coisas me-lhoraram de maneira que o lucro em 73 cresceu em torno dos 25%. Com um capital em Reservas de Cr$ 3,6 milhões e apnas 13 fun-cionários, a R I O N O R T E opera com
financiamentos só até 24 meses.Sobre decreto-lei 6.024, de 13.04.74, o sr. Kleiber Furtado afirmou que a me-dida do governo Federal de dar po-deres ao Banco Central para inter-vir nas financeiras caso não sejam cumpridas suas determinações, dá mais garantia ao investidor, não permitindo uma má administração do seu dinheiro. E revelou que se-manalmente é enviado um mapa
CONCLUSÃO
nos seus gastos e recebimentos, além daquelas que sempre corres-ponderam, e que no ano passado chegaram a surpreender com índi-ces de variação antes não alcança-dos.
Diante dos fatos, volta-se ao ar-gumento inicial e se confirma que o Estado tem sido realmente um bom empresário e que explora cer-tos setores tão rentáveis que não
dão margem a prejuízos. Há, é bem
de posição, para o Banco Central, minunciando o total de aplicações e de recebimento no período.
Há pouco mais de dois meses foi criada a Letra de Câmbio Mensal, uma espécie de concorrente das Le-tras Imobiliárias. Ela acarretou um aumento no custo operacional, porém em compensação o capital gira com um prazo mais longo, além de servir como atrativo para o investidor, pelo fato dele mensal-mente ter uma renda certa para as suas eventualidades. Em 1973, as empresas do Estado (pie mais
in-vestiram em Letras de Câmbio RIO-N O R T E foram a COSERRIO-N e a C A E R N .
verdade, aquelas empresas que por sua própria finalidade não têm, ca-racterísticas cpie as indentifique co-mo de fins lucrativos. Porém, no cômputo geral, o resultado é positi-vo, pois as empresas de fins sociais criam condições de bem-estar para a população, completamente de acordo com as normas federais, as-sim com as de fins lucraitvos incre-mentam o desenvolvimento no Rio
Cirande do Norte. •
O MESMO
VIGOR D E H Á
V I N T E A N O S !
0 seu c a r r o , m e s m o de m o d e l o a n t i g o , p o d e ter u m m o t o r tio v i g o r o s o e e c o n ô m i c o q u a n t o o de um carro n o v o . CYRO C A V A L C A N T I tem m o d e r n a s retfficas e m á q u i n a s a u x i l i a r e s para o p e r a r e s s a t r a n s f o r m a ç ã o em m o t o r e s Diesel ou a g a s o l i n a . E a c e i t a m o t o r e s p a r areparo ou t r o c a , p e l a s m e l h o r e s c o n d i ç õ e s .
Cyro Cavalcanti Auto Peças e Retifica
A v . D u q u e d e C a x i a s , 1 7 0 - R i b e i ra - F o n e s 2 - 2 2 3 ^ e 2 - 2 0 7 2
Cyrauto Peças e Retifica
R u a P r . M á r i o N e g o c i o , 1 5 0 4 - A l e c r i m - F o n e s 2 - 3 9 6 3 e 2 - 4 8 3 0
A S E R T A N E J A , c a d e i a d e lojas d a o r g a n i z a ç ã o R a d i r P e r e i r a S C i a . , lidera o c o m é r c i o de e l e t r o d o m é s t i c o s n ã o a p e n a s de N a t a l , m a s de todo o Rio G r a n d e do N o r t e , p o r q u e a sua p r e s e n ç a é m a r c a n t e e m t o d a s as g r a n d e s c i d a d e s d o E s t a d o . A g o r a m e s m o , A S E R T A N E J A c o m e m o r a o s e g u n d o a n i v e r s á r i o da sua loja d e M o s s o r ó , bem c o m o o seu p r i m e i r o a n o de a t u a ç ã o n o c o m é r c i o de C a i c o . O s m e s m o s f a t o r e s q u e f i z e r a m de A S E R T A N E J A a m a i s i m p o r t a n t e o r g a n i z a ç ã o c o m e r c i a l d o r a m o _ d e e l e t r o d o m é s t i c o s e m N a t a l e s t ã o
i n f l u i n d o p a r a que as suas lojas d e M o s s o r ó e C a i c o se m a n t e n h a m a f r e n t e da c o n c o r r ê n c i a . 0 c o n h e c i d o " p r e ç o prá c i n e m a " e o " c r e d i - p r a z ã o " d e A S E R T A N E J A têm s e r v i d o de m o t i v o m a i o r para o seu ê x i t o t a m b é m n o i n t e r i o r d o E s t a d o A p r o v e i t a n d o a o c a s i ã o e m q u e c o m e m o r a os a n i v e r s á r i o s d e suas lojas d e M o s s o r ó e C a i c ó , A S E R T A N E J A de C u r r a i s N o v o s -m a t r i z d a o r g a n i z a ç ã o — r e s o l v e u d a r infcio e s t e m ê s a m a i s uma v a n t a j o s a p r o m o ç ã o , a t i n g i n d o as três c i d a d e s . D u r a n t e j u n h o , o s c l i e n t e s d a firma p o d e r ã o a d q u i r i r m ó v e i s e e l e t r o d o m é s t i c o s c o m u m d e s c o n t o real d e 1 0 % , g a n h a n d o a i n d a um b r i n d e e s p e c i a l e t a m b é m c o n c o r r e n d o a u m D o d g e 1.800 e a m u i t o s o u t r o s p r ê m i o s . E m A S E R T A N E J A é a s s i m : 0 A N I V E R S Á R I O É DA E M P R E S A E Q U E M G A N H A P R E S E N T E S É V O C Ê . !
O NATALENSE SOFRE NA CARN
O problema do abastecimento da carne em Natal tem várias faces, se entrelaçando num já tradicional sistema de jogo-de-empurra em que iniciativa privada e órgãos públicos se imiscuem ou se omitem. Adicio-nado a isso, existe também uma ga-ma de fatores naturais que estabe-lecem um quase caos — e quem sai perdendo, logicamente, é o consu-midor.
Dentre os fatores naturais, po-de-se alinhar: 1 ) insuficiência do rebanho bovino potiguar; 2 ) o nata-lense não gosta de comer carne con-gelada; 3 ) na falta de um rebanho natural, não existe estoque de gado para o corte.
Desses três principais fatores, os dois últimos só agora começam a ter programada uma ação que, a médio prazo, pode representar uma solu-ção para o problema do abasteci-mento. Quanto ao primeiro, certa-mente não depende de acertos de gabinete o aumento da população bovina do Estado, dado mesmo às nossas características climatéricas, um dos pontos básicos para a fixa-ção e sobrevivência do gado. C A R N E Q U E N T E
— "O natalense só sabe comer carne quente" — diz Boris Mari-nho, gerente geral da rede de açou-gues Frinat — "e isto implica em termos de sempre estar com boi em pé, para abater aqui mesmo".
Realmente, enquanto o natalen-se não sé acostumar a consumir car-ne congelada ou ao menos resfriada, estará sujeito à periódica escassez do produto e ao natural aumento do preço, conseqüência natural do de-saparecimento gradativo do produto.
O xis da questão do abasteci-mento pode ser estabelecido no sis-tema de transporte do boi em pé, que vem de Estados do centro-sul. Sendo bom frisar que praticamente toda carne que consumimos aqui, vem de fora — pequena exceção feita ao consumo dos meses de ju-nho — julho — agosto, quando lá se penetra na entre-safra e então se compra aqui mesmo o gado para o corte, porque o preço local nessa época se equipara ao dos Estadost
fornecedores. I
— "Transportamos o gado em pé em carretas, cada uma com 14 reses" — diz Boris Marinho — "o equivalente a 3 . 5 0 0 quilos. Se ao invés do' gado em pé viesse carne abatida, congelada ou até mesmo res-friada, a mesma carreta traria 1 8 . 0 0 0 quilos. O boi em pé, quan-do abatiquan-do aqui, perde casco, vísce-ras, parte dos ossos, etc. — e os 3 . 5 0 0 quilos que vieram ficam re-duzidos a bem menos. Isto, logica-mente, vai refletir no preço ao con-sumidor".
Adquirir gado fora é uma ins-tância natural, porque o gado local não dá para atender a 1 / 3 do con-sumo da cidade, sequer. Mas ron-dando o sistema de compra, abate e venda, existem vários interesses em jogo, que também refletem na bolsa popular.
Atualmente, Natal tem gado es-tocado para pelo menos um mês de consumo. Por isto, o F R I G O N O R -T E — Frigorífico Industrial Norte-riograndense S. A. — pertencente à Prefeitura, e de direito o órgão ofi-cial que deve controlar e orientar o abastecimento da carne, está progra-mando algumas medidas preventivas que poderão servir de base para uma solução parcial do problema. E S T O Q U E DE BOI
Toda carne a ser consumida pe-lo natalense deve ser abatida no
F R I G O N O R T E (*). Isto é o que de-termina uma lei municipal e o que vem sendo seguido à risca pelos "abatedores de bom caráter", como diz o atual diretor-presidente do órgão, economista Manoel Cipriano de Alencar, "mas certamente exis-tem ainda alguns matadouros clan-destinos, que devem suprir a cidade de pelo menos 3 0 % do que ela necessita de c a m e bovina, caprina e suina".
Inscritos no Frigorífico Indus-trial Norteriograndense S. A., hoje, há 15 abatedores, a saber: Frinat, Franco Muzzi, Ramiro Melo, João Martiniano, Francisco Lessa, Fran-cisco Pereira da Silva, Manoel Ba-tista, Luiz Gomes. Oliveira Garcia, Ademar Tavares, Ubaldo Pereira de Araújo, Valdemar Barbalho, Gentil de Almeida, José Luiz e Valdemar Horácio.
Desses, o mais importante é o Frinat, que pertence a Mair Varela, tem Boris Marinho como gerente peral, e possui onze açougues espa-lhados pela cidade, inclusive um em Parnamirim.
O gado do Frinat é conseguido a partir da Bahia, principalmente ali, e diz Boris Marinho que a situação da sua empresa hoje é excelente, com relação a gado estocado.
"Quantitativamente, vamos bem. Se hoje (meados de maio) não en-trar n e n h u m boi em Natal, mesmo assim poderemos suprir a cidade pelo menos durante 30 dias" — diz ele.
São muitos os problemas da carne e nem todos estão resolvidos