Quero saúda-lo em nome de Jesus, nosso Senhor desejando que esse tempo. juntos possa servir para a sua edificação e para outros que porventura estejam

Texto

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

Olá amigo, estamos iniciando mais um programa da série “Através da Bíblia”.

Quero saúda-lo em nome de Jesus, nosso Senhor desejando que esse tempo juntos possa servir para a sua edificação e para outros que porventura estejam com vocês ouvindo nossos comentários sobre a Bíblia. Quero estimular você a nos escrever compartilhando qual o valor dos nossos estudos. Para nós é importante esse retorno, por isso quero registrar logo no início do programa uma carta que recebemos de uma querida ouvinte da cidade de Maraba, no estado do Pará. Essa irmã nos dirige as seguintes palavras: “Escrevo para dizer que continuo ouvindo o programa Através da Bíblia. Este programa tem edificado a minha alma. Ele tem ajudado em minhas dificuldades e no entendimento da Palavra de Deus que estudo diariamente. Que Deus os abençoe”. Querida ouvinte, parabéns pela prática do culto diário devocional. Essa prática tem sustentado muitas famílias. Mas, também agradecemos a Deus porque Ele tem usado os nossos programas para a sua edificação. Por isso, oramos pedindo que Ele nos abençoe na preparação e apresentação de cada programa para que o Seu nome seja glorificado. Assim, chegamos ao momento de buscarmos a bênção de Deus, especificamente para este programa. Convido-a e a todos que nos ouvem, a orar comigo: “Pai amado, pedimos a Sua direção e a iluminação do teu Espírito para que aquilo que aqui for comentado sirva para edificação de muitos irmãos e amigos. Pedimos Senhor a tua bênção para a vida familiar, ministerial e social de cada um de nossos ouvintes, e, Senhor ajuda-nos a testemunhar sempre do Seu gracioso amor. Pai, oramos em nome de Jesus, Amém”.

Querido amigo durante esse programa temos a tarefa de estudarmos o capítulo 3

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

do livro do Êxodo. Como você deve se lembrar, terminamos o último programa considerando os últimos versos do capítulo 2 que nos relataram a morte do Faraó, o duro sofrimento do povo de Israel e a lembrança por parte de Deus da aliança que Ele mesmo tinha firmado com Abraão, Isaque e Jacó.

Moisés que é o personagem central deste livro estava em Midiã, constituindo sua família com Zípora e servindo como pastor dos rebanhos do seu sogro Jetro.

Moisés tinha ficado durante 40 anos na corte egípcia aprendendo toda a ciência disponível daqueles dias.

Querido amigo, alguns estudiosos dizem até que Moisés foi comandante das tropas do Egito numa campanha bélica na Etiópia. E, com isso podemos imaginar que Moisés foi um homem de grandes habilidades. Ele foi treinado em toda a ciência do Egito, o que significa que ele conhecia bastante sobre arquitetura, engenharia, química, matemática, literatura e outras matérias importantes. Moisés foi educado na melhor Universidade do Egito, porém não estava preparado para servir a Deus. Esta foi a razão porque Deus o colocou no deserto de Midiã, onde conheceu Zípora e formou sua família.

Muitos ouvintes têm curiosidade a respeito do relacionamento de Moisés com Zípora, como era ele como esposo. É possível que levando o tipo de vida que ele levava talvez não tenha sido o melhor esposo ou pelo menos não tenha dado ao lar, a família a assistência necessária. O lar estava condicionado ao seu trabalho, à sua missão de libertador. Uma coisa é certa, Moisés amava muito a sua esposa. Mas, infelizmente, as características singulares da sua missão não permitiam que ele tivesse condição de viver a vida do lar normalmente.

É possível constatar que Moisés não foi para o deserto meramente para casar-

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Carta - Extrato: Cidade: Estado:

se. Certamente fazia parte dos planos de Deus preparar Moisés para o desempenho da sua grande missão. O casamento certamente fez parte desta preparação, porém o lar de Moisés foi sacrificado por interesses ainda mais elevados. Moisés era um homem destinado a uma grande causa, a redenção do seu povo, da escravidão do Egito.

Deus lembrou-se da sua promessa para com os patriarcas e iniciou seus preparativos para promover a libertação do seu povo, e Deus desenvolveu seus planos preparando Moisés como o instrumento para essa salvação de Israel.

Moisés tinha sido treinado no Egito, no mais alto nível intelectual. Agora Deus o coloca em treinamento no deserto. Essa seria a escola de Deus.

A aflição do povo tinha chegado até o céu. E o Senhor preparou os meios para concretizar a libertação. Mas talvez você esteja perguntando: Por que Deus está fazendo isto? Se você pensar que Deus está fazendo isto porque o povo de Israel seja melhor do que os outros povos, ou porque o povo de Israel tem alguma superioridade, você está completamente enganado. Deus não diz aqui que o seu povo é superior aos egípcios, Deus não diz aqui que o povo de Israel esteja lhe servindo fielmente, não. Não diz que o povo de Israel tenha qualquer qualidade ou característica que o eleve acima dos demais povos. Deus nunca disse isto.

Aqui no texto vemos o povo escravo, estava sendo realmente torturado. E as torturas e os sofrimentos aumentavam cada vez mais. Então, por que Deus desejou libertar o seu povo? Bem, Deus iniciou essas ações de libertação por causa da aliança que tinha feito com Abraão, com Isaque e Jacó. Aquela antiga aliança, aquele pacto de abençoar todas as famílias da terra através de Israel

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começava a tornar-se realidade. Uma outra razão pela qual Deus começou a intervir em favor de Israel foi também o fato do povo estar completamente indefeso, sem qualquer condição de libertação. Nada podiam fazer por si mesmos. Todos os israelitas estavam perdidos. Jamais poderiam libertar-se por si mesmos, não havia saída nenhuma para eles. E Deus sempre ajuda aqueles que se acham assim.

Deus ouviu o gemido do povo que estava em escravidão. O clamor do povo subiu até o céu. O clamor do oprimido, o gemido do que sofre chega até a presença de Deus.

Mas a verdadeira razão porque Deus estendeu a mão para o seu povo no Egito foi devido a sua aliança com os patriarcas.

Querido amigo, não havia razão para Deus se compadecer deles. E esse é também o nosso caso. Não temos nenhuma razão para sermos justificados por Deus. Ninguém é justificado diante de Deus por sua condição racial ou religiosa ou social ou porque seja bom. Não há ninguém, querido amigo, salvo nesta base.

Somos salvos pela fé no que Cristo fez por nós na cruz. Deus nos achou nas trevas do pecado. Não foi olhando para qualquer mérito que tivéssemos que ele nos justificou. O amor providenciou o Salvador. A pessoa divina de Jesus diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito. Deus amou o mundo para que pudéssemos ter redenção. Assim, querido amigo nós somos salvos pela sua graça mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Esta é a base em que Cristo nos salva hoje. Espero que todos vocês que me ouvem agora estejam conscientes desta grande verdade de que ninguém tem qualquer mérito que possa ganhar a salvação.

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Não há bem nenhum na natureza da pessoa humana. Esta é a razão porque Deus vem até nós com os seus próprios recursos divinos para nos salvar. Vemos aqui Deus salvando o seu povo do julgo do Egito, quando o povo não podia fazer absolutamente nada em seu próprio favor.

Deus salvaria Israel por causa do pacto ou da aliança que fizera com Abraão.

Não havia nada de atrativo ou de agradável no povo de Israel. Porém, devido ao clamor do povo, por causa do pacto que ele fizera com Abraão e certamente por causa da sua própria palavra, por causa da Sua promessa Deus agiria em favor de Israel. E, Deus começa a agir chamando Moisés para o ministério de libertação.

Nos versos 1-3, enquanto Moisés apascentava o rebanho de ovelhas de Jetro seu sogro no monte Horebe, provavelmente o monte Jebel Musa, dos árabes, e o Sinai para os judeus, observamos Deus chamando a atenção de Moisés através do milagre da sarça, isto é, um espinheiro, que ardia em chamas, mas não se consumia. Mas nesses versos também temos mais uma teofania, pois o Anjo do Senhor apareceu no meio da sarça que não se queimava. Você se lembra do que é teofania? Isso mesmo! Parabéns! Teofania é a manifestação do Senhor de forma visível e concreta. Moisés, curioso quis ver de perto essa grande maravilha.

Nos versos 4-12 encontramos o chamado e a comissão de Moisés. Alguns pontos devem ser destacados: 1)Deus o chamou; 2)Moisés respondeu de imediato; 3)Deus pediu a Moisés que se fizesse adequado, isto é, tirasse o calçado de seus pés por ser ali um lugar santo, por causa da sua presença. É interessante notarmos que os muçulmanos ainda persistem neste costume de

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descalça-se quando entram em algum recinto sagrado; 4)Deus identificou-se a Moisés revelando-Se como havia Se revelado aos patriarcas, como Deus dos patriarcas; 5)Moisés temeu olhar para Deus, pois como o AT ensinava ninguém podia ver a Deus e continuar vivendo; 6)Deus revelou-lhe que estava sensível ao clamor do povo; 7)Deus apresentou seus planos redentores e abençoadores a Moisés. Ele daria uma terra que mana leite e mel, isto é, uma expressão que descrevia a abundância e a fecundidade da terra prometida; 8) Deus confirmou a Moisés a sua palavra de dar Canaã, a terra dos cananeus, heteus, amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus, para os israelitas; 9)Deus disse a Moisés que não apenas o clamor de Israel tinha chegado até Ele, mas também Ele estava vendo os maus tratos dos egípcios contra o Seu povo; 10)Deus convocou Moisés para que fosse o libertador do povo de Israel.

Querido amigo você percebeu esses 10 pontos? Todos eles revelam o amor e o cuidado de Deus para com o seu povo. Muitos séculos tinham se passado e alguém poderia supor que Deus tinha se esquecido das Suas palavras e da Sua promessa aos patriarcas. Mas o nosso Deus não se esquece. Terra e céu podem passar, mas a palavra de Deus se cumpre integralmente! Você confia nisso?

Você crê nisso?

Querido amigo, diante desse relato todo e ainda impressionado pela visão maravilhosa Moisés, cf. o verso 11, até de modo delicado recusou dizendo:

Quem sou eu para ir ao Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? Moisés viu a desproporção entre a sua capacidade e a enorme tarefa que Deus lhe designava.

Mas de imediato Deus lhe respondeu e lhe garantiu a sua presença junto com Moisés, “Eu serei contigo”, como Jesus prometeu estar conosco até a

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consumação dos séculos, e Deus ainda lhe deu um sinal: depois que o povo sair do Egito vocês todos virão a esse monte, o Monte Horebe, e aqui me servirão, isto é, me prestarão adoração. Tendo servido aos egípcios, os israelitas tornar- se-iam servos de Deus através da adoração.

Nos versos 13-15 temos um dos trechos mais importantes do Antigo Testamento, quando Deus se auto-revelou, se identificou dizendo o Seu nome à Moisés: Eu sou o que Sou. Seria nesse nome santo e maravilhoso que Moisés deveria se apresentar aos filhos de Israel. O significado interno do nome Yahweh – Eu sou aquele que é, enfatiza a autoridade ativa e dinâmica de Deus. Alguns estudiosos entendem que essa expressão “Eu Sou” é um verbo causativo, isto é, a “causa da existência”. Mas, Deus ainda disse a Moisés que ele deveria dizer aos israelitas, cf. o verso 15: O Senhor, o Deus de vossos pais, isto é, o Deus dos patriarcas me enviou a vós outros; sendo este o seu nome eternamente e assim Ele deveria ser lembrado de geração em geração.

Você sabe querido amigo que esse nome foi usado por Jesus, nos dias do Novo Testamento, quando, conforme o relato de João, em muitas conversas com os judeus Jesus se apresentou como Eu Sou, cf. Jo 6.35; 8.12; 8.58; 9.5 e outras referências, ocasionando acusações de blasfêmia por parte dos judeus. Na verdade, os judeus eram tão rigorosos quanto ao uso do nome de Deus que alguns judeus piedosos, com medo de violar o 3º mandamento, Êx. 20.7 não ousavam dizer o nome próprio de Deus, Yahweh e assim usavam a palavra adonai, que quer dizer Senhor todas as vezes que o nome Yahweh devesse ser pronunciado ou escrito.

O texto prossegue e nos versos 16-22 encontramos as orientações divinas dadas

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a Moisés para que o livramento de Israel acontecesse.

Moisés que estava ali no Monte Horebe, mais conhecido como Monte Sinai, no deserto, ouviu de Deus essas orientações quando já tinha por volta de 80 anos.

É isso mesmo! Moisés tinha passado os primeiros 40 anos na corte egípcia aprendendo toda a sabedoria secular disponível naquela época, e ele já estava no término dos seus segundos 40 anos, depois de freqüentar a escola de Deus, no deserto, cuidando das ovelhas de Jetro, seu sogro, e vivendo a vida comum do lar, junto com Zípora e seus filhos.

Nesse momento de sua vida, Moisés teve essa experiência com Deus e foi chamado para essa grande obra que o Senhor iria realizar. Você pode imaginar quais eram os sentimentos de Moisés? Quais seriam os seus sentimentos? Qual seria a sua reação diante de uma convocação como a que Moisés recebeu?

Querido amigo, enquanto você vai colocando os seus pensamentos diante de Deus, percebendo as oportunidades que Ele tem te oferecido vamos continuar a examinar o texto, e nos versos 16-17 encontramos as orientações de como Moisés deveria se apresentar aos anciãos de Israel. 1)Deveria dizer que tinha vindo a eles em nome de Deus; 2)Deveria identificar quem era Deus, o Deus dos patriarcas; 3)Deveria dizer que Deus conhecia o sofrimento do seu povo;

4)Deveria dizer que Deus tinha visto o que os egípcios tinham feito de mal ao seu povo; 5)Deveria confirmar-lhes que Ele Deus tinha planejado a libertação do seu povo; 6)Deveria confirmar-lhes que Ele lhes daria a terra prometida aos patriarcas; e , 7)Deveria, por fim levá-los junto de si para falar ao Faraó e lhe dizer que queriam ser libertos para servir ao Senhor, o Deus dos hebreus.

Querido amigo, você percebeu que nessas palavras Deus estava encorajando os

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anciãos de Israel, estava mostrando que Sua Palavra comprometida a tantos séculos atrás estava sendo resgatada? Deus os animava mostrando o seu amor e sua preocupação para com o seu povo. Sim, amigo, esse é o nosso Deus.

Mesmo quando pensamos que Ele está distante, Ele está presente conosco sempre sabendo o que acontece conosco e assim podemos contar com a sua proteção.

Deus também mostrou a Moisés que o Faraó iria colocar resistência e assim não liberaria Israel para sair do Egito para adorar a Deus. Mas, ao mesmo tempo em que Deus já os avisava dos obstáculos Ele se comprometeu também a estender a Sua poderosa mão e ferir o Egito com todos os seus prodígios que faria no meio deles. Deus garantiu a Moisés e aos anciãos que eles só iriam sair do Egito sob a mão forte de Deus, e garantiu que Ele é quem faria essas ações maravilhosas.

Você consegue perceber, querido amigo, a importância dessas palavras divinas?

O nosso Deus é maravilhoso pois além de nos advertir dos males que enfrentaremos, Ele também nos garante a Sua ação em nosso favor. Uma coisa é enfrentarmos as situações despreparados e outra coisa é estarmos prevenidos de antemão das dificuldades que nos cercam e contarmos com a presença forte e poderosa do nosso Deus.

Você se lembra de Jo 16.31? Creio que nesse ponto aquelas palavras devem ser recordadas por todos nós. Disse Jesus: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. Você percebe como é bom estarmos em comunhão com o nosso Deus? Como é bom termos a Jesus como nosso Senhor?

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Bom, chegando ao final do programa e ao final do texto, nos versos 21-22 Deus ainda orienta Moisés dizendo que o povo do Egito lhes seria favorável e lhes dariam as dádivas que fossem pedidas. Jóias de prata, jóias de ouro e vestimentas, tudo lhes seriam dados e assim na saída do Egito, Israel levaria tudo isso como despojo, isto é como um pagamento por tantos anos de escravidão, conforme Ele mesmo tinha prometido a Abraão, em Gn 15.14.

Querido amigo, Deus mesmo providenciaria para que os seus anos de escravidão fossem parcialmente recompensados! Esse é o nosso Deus!

Como é bom contar com Ele e ser filho de Deus!

Querido amigo, louvamos a Deus por concluirmos o estudo desse capítulo.

Agradecemos a sua companhia e esperamos encontrá-lo no próximo estudo.

Escreva para nós compartilhando suas experiências com este estudo.

Que Deus o abençoe grandemente.

2.770 palavras.

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