2013
2
ESPÍRITO SANTO SAÚDE - SGPS, SA Sociedade Aberta
Sede: Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, 17, 9.º, 1070-313 Lisboa
Número de matrícula na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa e de
identificação de pessoa coletiva: 504 885 367
Capital social integralmente subscrito
e realizado: 95.542.254 Euros
Espírito Santo Saúde
2.1 - Identidade e Estrutura 2.2 - Posicionamento Estratégico 2.3 - Dados Chave sobre o Grupo
03 Relatório de Gestão Consolidado
3.1 - Enquadramento de 2013
3.2 - Desempenho do Grupo e dos Segmentos de Negócio 3.3 - Principais Riscos e Incertezas para a Espírito Santo Saúde 3.4 - Informação Ambiental
3.5 - Perspetivas para 2014
3.6 - Autorizações Concedidas a Negócios entre a Sociedade e os seus Administradores 3.7 - Eventos Subsequentes
3.8 - Proposta de Aplicação de Resultados 3.9 - Anexo ao Relatório de Gestão Consolidado
04 Demonstrações Financeiras Consolidadas
05 Relatório de Governo da Sociedade
06 Responsabilidade Social e Corporativa
6.1 - Enquadramento
6.2 - O Compromisso da Espírito Santo Saúde com a Responsabilidade Social 6.3 - Sustentabilidade Ambiental
07 Demonstrações Financeiras Individuais
08 Contactos
22
42
102
154
162
206
DA COMISSãO
ExECuTIvA
6
2013 foi um ano particularmente exigente e desafiante, espe- cialmente devido ao contexto recessivo em Portugal, associado a níveis elevados de desemprego e à redução do rendimento disponível das famílias. Não obstante, a Espírito Santo Saúde apresentou um desempenho muito positivo, mantendo os níveis de crescimento de rendimentos, aliados a uma melhoria da ren- tabilidade.
No segmento de cuidados de saúde privados, o nosso posicio- namento de inovação e excelência continuou a suportar os ní- veis de atividade, reforçando o estatuto das nossas unidades nos respetivos mercados, permitindo-lhes atrair os melhores médicos nas suas áreas. Além disso, o nosso enfoque na efi- ciência gerou poupanças de custos que nos permitiram manter uma margem EBITDA de cerca de 20% no segmento privado.
No segmento de cuidados de saúde públicos, 2013 representou o primeiro ano completo de atividade do Hospital Beatriz Ânge- lo. O hospital conseguiu atingir níveis de EBITDA positivos, bem como desenvolver uma sólida reputação clínica entre a comuni- dade médica. Adicionalmente, o desempenho a nível da eficiên- cia, qualidade e acesso foi altamente positivo, com o Hospital Beatriz Ângelo a obter resultados significativamente acima da média no conjunto de indicadores analisados pela Administra- ção Central do Sistema de Saúde (ACSS). De realçar o desem- penho a nível dos custos operacionais por doente padrão, onde o Hospital Beatriz Ângelo apresentou o melhor resultado do
Mensagem da Presidente da Comissão Executiva
Isabel Vaz
PrESIDENTE DA COmISSãO ExECuTIVA DA ESPírITO SANTO SAúDE
grupo de hospitais comparáveis (2.313€ por doente padrão no Hospital Beatriz Ângelo versus uma média de 2.829€ nos hos- pitais comparáveis acumulado a setembro de 2013). Este resul- tado, a par com os excelentes indicadores de qualidade e aces- so, demonstram inequivocamente a capacidade do Grupo também no segmento de prestação de cuidados de saúde pú- blicos.
2013 foi também o ano em que o Grupo reforçou a sua aposta na formação e educação de profissionais de saúde, especial- mente a nível dos médicos, que cada vez mais escolhem as nossas principais unidades para realizar os seus programas de especialização médica.
A Espírito Santo Saúde demonstrou novamente a capacidade de
alcançar resultados sólidos nas várias unidades bem como a
nível consolidado no Grupo, gerando um nível significativo de
fluxos de caixa, apesar do ambiente económico adverso vivido
em Portugal. 2014 será um ano crucial para o futuro de Portu-
gal com o final do programa de assistência financeira e a retoma
do crescimento económico do País. A Espírito Santo Saúde irá
manter o foco no crescimento rentável e na criação de valor
para os seus acionistas e restantes stakeholders, ao serviço e no
melhor interesse de quem nos confia a sua saúde.
A Espírito Santo Saúde
demonstrou novamente a
capacidade de alcançar
resultados sólidos nas várias
unidades bem como a nível
consolidado no Grupo,
gerando um nível significativo
de fluxos de caixa, apesar do
ambiente económico adverso
vivido em Portugal.
SAÚDE
10
Identidade e Estrutura
02. 1.1 Identidade
A Espírito Santo Saúde - SGPS, SA, Sociedade Aberta, en- quanto sociedade gestora de participações sociais das suas subsidiárias, lidera um dos maiores grupos de prestação de cuidados de saúde em termos de rendimentos no mercado português, o qual se encontra em expansão. O Grupo presta os seus serviços através de 18 unidades (onde se incluem oito hospitais privados, um hospital do SNS explorado pela Espírito Santo Saúde em regime de Parceira Público-Privada (PPP), sete clínicas privadas a operar em regime de ambulatório e duas residências sénior) e está presente nas regiões Norte, Centro e Centro-Sul de Portugal, sendo detentor, em certas regiões, do único hospital privado em exploração. O Grupo tem uma presença significativa em duas das regiões do país com maior poder de compra (de acordo com os dados estatísticos do INE): Lisboa, onde opera o Hospital da Luz, o maior hospi- tal privado em Portugal, e no Grande Porto, onde opera o Hos- pital da Arrábida.
A estrutura do Grupo permite-lhe operar as suas unidades de
saúde de forma complementar e integrada, através da referen-
ciação de pacientes entre as várias unidades, da partilha de
know-how (clínico e relacionado com a gestão de processos) e
da facilidade de acesso às instalações de algumas das melho-
res unidades de prestação de cuidados hospitalares agudos do
país. O Grupo diferencia-se no mercado português de pres-
tação de serviços de saúde pela oferta de serviços especializa-
dos e complexos, sustentada pela utilização de equipamento
tecnologicamente avançado em várias das suas unidades –
que são, em alguns casos, os únicos equipamentos do seu tipo
em Portugal.
02. 1.2
História do Grupo
Desde 2000, ano da sua fundação, o Grupo Espírito Santo Saúde constituiu uma rede integrada, que inclui unidades hos- pitalares, clínicas ambulatórias e residências sénior.
2000
Em 2000, a Espírito Santo Saúde adquiriu uma participação maioritária no capital social da Cliria - Hospital Privado de Aveiro e do Hospital da Arrábida, em Vila Nova de Gaia.
2002
Em 2002, a Espírito Santo Saúde iniciou a gestão, em parceria com terceiros, do Hospital da misericórdia de Évora.
2003
Em dezembro de 2003, iniciou-se a construção do Complexo Integrado de Saúde da Luz, que inclui o Hospital da Luz e as Casas da Cidade - residências Sénior.
2004
Em 2004, a Cliria - Centro médico de Águeda iniciou a sua atividade e o Clube de repouso Casa dos Leões passou a estar totalmente integrado na Espírito Santo Saúde.
Em julho deste ano, iniciou-se a construção do Hospital do mar, no concelho de Loures.
2005
Em maio de 2005, iniciou-se a construção do Hospital da Luz - Clínica de Oeiras (anteriormente Clínica Parque dos Poetas), em Oeiras.
2006
Em 2006, entrou em funcionamento o Hospital do mar e a Espírito Santo Saúde adquiriu a totalidade do capital social do IrIO - Instituto de radioterapia.
Em março deste ano, a Espírito Santo Saúde passou a deter a totalidade do capital social da Hospor, com duas unidades hospi- talares, o Hospital de Santiago, em Setúbal, e a Clipóvoa - Hospi- tal Privado, na Póvoa de Varzim, além de três clínicas ambulató- rias - Clínica de Cerveira, Clínica de Amarante e Clínica do Porto.
2007
Em 2007, o Hospital da Luz, em Lisboa, e o Hospital da Luz -
Clínica de Oeiras (anteriormente Clínica Parque dos Poetas),
em Oeiras, iniciaram a sua atividade.
12
2009
Em 2009, entraram em funcionamento as Casas da Cidade - residências Sénior e o Hospital da Luz - Centro Clínico da Amadora e foi adquirida a Cliria - Clínica de Oiã.
No final deste ano, no âmbito do Programa de Parcerias Públi- co-Privadas da Saúde, foi assinado o contrato de gestão do Hospital Beatriz Ângelo, no concelho de Loures.
2010
Em 2010, o Hospital da Arrábida duplicou a sua capacidade, com novas áreas de cirurgia ambulatória e de internamento diferenciado, nomeadamente uma nova maternidade.
A Cliria - Hospital Privado, foi também amplamente renovada e iniciou a atividade do seu segundo pólo, duplicando assim a oferta de cuidados ambulatórios.
Na Póvoa de Varzim, a Clipóvoa - Hospital Privado continuou o seu processo de renovação, que envolveu o internamento, o bloco operatório e a maternidade. O Hospital de Santiago con- cluiu a nova área de Atendimento médico Permanente.
Em janeiro deste ano, foi realizada a cerimónia de lançamento da primeira pedra do Hospital Beatriz Ângelo.
2011
Em 2011, houve um forte enfoque na preparação da abertura do Hospital Beatriz Ângelo, com o desenvolvimento de todas as obras de acabamento, bem como a estruturação de todos os processos hospitalares e recrutamento das equipas.
O Hospital da Luz comemorou os seus cinco anos de atividade e abriu uma nova área de consultas de pediatria.
Este ano ficou também marcado pela conquista do prémio de Excelência no Trabalho pela Espírito Santo Saúde atribuido pela Heidrick & Struggles.
2012
O Hospital Beatriz Ângelo iniciou a sua atividade no dia 19 de janeiro, com a abertura das consultas de Pediatria e de Derma- tologia. Entrou assim em funcionamento a primeira unidade da Espírito Santo Saúde em regime de Parceria Público-Privada. O processo de abertura ficou concluído a 27 de fevereiro, com o início de atividade do Serviço de urgência Geral.
Em março deste ano, o Hospital do mar iniciou obras de ex- pansão para fazer face à elevada procura pelos seus serviços diferenciados. Em julho, a Cliria - Clínica de Oiã iniciou a sua remodelação.
2013
Em 2013, foram concluídas as obras de expansão do Hospital do mar e a remodelação da Cliria - Clínica de Oiã.
A marca da Clínica Parque dos Poetas foi alterada para Hospi- tal da Luz - Clínica de Oeiras.
O Hospital da Luz recebeu pelo terceiro ano consecutivo o
prémio de melhor Empresa no setor da Saúde, atribuído pela
revista Exame em parceria com a Informa D&B e a Deloitte.
Segmento de cuidados de saúde
privados
Participações financeiras Outras atividades
Segmento de cuidados de saúde
públicos
p p
Hospitais
• Hospital da Luz
• Hospital da Arrábida
• Clipóvoa - Hospital Privado
• Hospital de Santiago
• Cliria - Hospital Privado
• Hospital do Mar
Hospital
• Hospital Beatriz Ângelo (PPP)
Residências sénior
• Casas da Cidade - Residências Sénior
• Clube de Repouso Casa dos Leões
• Hospital da Misericórdia de Évora (50%)
• Genomed (24%)
• HL - Sociedade Gestora do Edifício (10%)
• Cliria - Clínica de Oiã p
Clínicas ambulatórias
• Hospital da Luz - Clínica de Oeiras
• Clipóvoa - Clínica do Porto
• Clipóvoa - Clínica de Amarante H it l d L C t
• Hospital da Luz - Centro Clínico da Amadora
• Clipóvoa - Clínica de Cerveira
• IRIO - Instituto de Radioterapia
• Cliria - Centro Médico de Águeda
22%
1%
Segmento privado Rendimentos operacionais por segmento (2013)
1,3%
20,3%
Segmento público Segmento privado
Margem EBITDA por segmento (2013)
Segmento público Outras atividades
15,8%
5,3%
Consolidado Outras atividades A Espírito Santo Saúde desenvolve um modelo de negócio di-
versificado, organizado em três segmentos operacionais prin- cipais: (i) o segmento de cuidados de saúde privados, onde se incluem as principais unidades hospitalares de prestação de cuidados agudos e a rede de clínicas em regime de ambulató- rio do Grupo; (ii) segmento de cuidados de saúde públicos, que corresponde à gestão do Hospital Beatriz Ângelo, ao abri- go do Contrato de Parceria Público-Privada (PPP) e (iii) Outras
Atividades, onde se incluem as duas residências seniores con- cebidas para oferecer uma solução residencial integrada para cidadãos sénior independentes ou que necessitem de assis- tência no desempenho das suas atividades quotidianas.
Adicio nalmente, a holding do Grupo e a Espírito Santo Saúde ACE estão incluídas no Centro Corporativo, um segmento cuja atividade se concentra na prestação de serviços centralizados às diversas unidades do Grupo.
02. 1.3
Estrutura do Grupo e segmentos de negócio
14
No topo da estrutura de gestão da Espírito Santo Saúde - SGPS, SA, Sociedade Aberta, encontra-se o Conselho de Administração, composto pelo seu Presidente e 15 Adminis-
tradores. Deste conjunto de Administradores, nove formam a Comissão Executiva da Sociedade, responsável pela estratégia e gestão corrente dos negócios do Grupo.
02. 1.4
Estrutura de gestão e órgãos sociais
Diogo José Fernandes Homem de Lucena* | Presidente do Conselho de Administração Isabel maria Pereira Aníbal Vaz | Presidente da Comissão Executiva
João Paulo da Cunha Leite de Abreu Novais | Vogal da Comissão Executiva Tomás Leitão Branquinho da Fonseca | Vogal da Comissão Executiva Ivo Joaquim Antão | Vogal da Comissão Executiva
Pedro Gonçalo da Costa Pinheiro Líbano monteiro | Vogal da Comissão Executiva António Davide de Lima Cardoso | Vogal da Comissão Executiva
Artur Aires rodrigues de morais Vaz | Vogal da Comissão Executiva José manuel malheiro Holtreman roquette | Vogal da Comissão Executiva maria do rosário Nunes Vicente rebordão Sobral | Vogal da Comissão Executiva Luís Espírito Santo Silva ricciardi | Vogal
João Carlos Pellon Parreira rodrigues Pena | Vogal José manuel Caeiro Pulido* | Vogal
Alexandre Carlos de melo Vieira Costa relvas* | Vogal Nuno de Carvalho Fernandes Thomaz* | Vogal Pedro Guilherme Beauvillain de Brito e Cunha | Vogal
* Administradores independentes
Da estrutura da holding do Grupo, combinada com a estrutura da Espírito Santo Saúde - Serviços, ACE, fazem parte as Direções Centrais, que prestam apoio ao Conselho de Adminis- tração, bem como serviços às diversas unidades operacionais do Grupo, obtendo assim economias de escala, de conheci- mento e de talento e garantindo homogeneidade a nível da estratégia e padrões das várias unidades. As Direções Centrais estão organizadas em áreas específicas: Acreditação e Certifi- cação de Qualidade; Central de Negociação; Comercial e de Controlo Operacional; Administrativa e Financeira; Diagnóstico por Imagem; Formação e Desenvolvimento; Infraestruturas e manutenção; Infraestruturas de TIC; International Patient Ser- vices; Jurídica; Logística; marketing e Comunicação; Novos Negócios; Organização e Processos; Planeamento e Controlo de Gestão e relação com Investidores; recursos Humanos; e Sistemas de Informação.
Em termos operacionais, as unidades da Espírito Santo Saúde
possuem, individualmente, um Conselho de Administração
que, para além de um responsável operacional da unidade,
inclui um conjunto de Administradores da Comissão Executiva
da holding, o que permite garantir homogeneidade na estraté-
gia das várias unidades e permitir a partilha de melhores prá-
ticas entre elas.
16
As vantagens competitivas do Grupo permitem-lhe beneficiar das tendências que, ao nível local e regional, impulsionam a procura no mercado português da prestação de cuidados de saúde e expandir-se, aproveitando as novas oportunidades, ao nível nacional e internacional. As vantagens competitivas do Grupo são, entre outras:
• uma posição de liderança em Portugal;
• uma rede de unidades de prestação de cuidados de saúde diversificada e geograficamente abrangente;
• investimento em património hospitalar moderno;
• relações de longo prazo com todas as principais entidades pagadoras que operam no setor da saúde em Portugal;
• um modelo assente nos melhores serviços e infraestruturas do setor;
• corpo clínico qualificado, experiente e motivado;
• integração no programa de PPP do setor da saúde; e
• uma equipa de gestão experiente com um historial de gestão do crescimento com base na excelência clínica.
02.2.1 visão
Ser um operador de referência na prestação de cuida- dos de saúde, pela prática de uma Medicina de excelên- cia e inovação.
O compromisso da Espírito Santo Saúde é total e absoluto:
garantir o melhor diagnóstico e tratamento médico que o talen- to, a inovação e a dedicação podem proporcionar.
A Espírito Santo Saúde disponibiliza uma oferta global que as- segura a continuidade de cuidados e que responde à evolução das necessidades de saúde ao longo da vida das pessoas.
02.2.2 Missão
Diagnosticar e tratar de forma rápida e eficaz, no respei- to absoluto pela individualidade do doente, e construir uma organização capaz de atrair, desenvolver e reter pessoas excecionais.
Posicionamento Estratégico
A partilha da missão e dos valores por todas as pessoas que colaboram nas unidades do Grupo Espírito Santo Saúde mate- rializa-se nas melhores práticas diárias para alcançar a exce- lência dos resultados.
Por forma a cumprir a sua missão, o Grupo Espírito Santo Saú- de, através dos seus colaboradores, assume o compromisso de:
EXCELÊNCIA
• Colocar os interesses dos doentes acima dos interes- ses da organização.
• Aderir aos mais elevados padrões ético-profissionais.
• Humanizar a medicina, criando empatia com os doen- tes e suas famílias.
• Desenvolver relações de longo prazo com os clientes - doentes e terceiros pagadores - baseadas na eficá- cia, integridade e confiança.
INOVAÇÃO
• Fornecer os melhores cuidados de saúde possíveis, na medida em que os avanços científicos e tecnológicos o permitam.
• Investir em tecnologia de ponta para a aplicação de tratamentos inovadores.
TALENTO
• Trabalhar com os melhores profissionais e promover o seu desenvolvimento contínuo através do investimen- to na sua formação e da implementação de uma cul- tura de elevada exigência e superação pessoal.
• Gerir uma estrutura de saúde de elevada qualidade e
eficiência, formada por uma equipa competitiva de
colaboradores, dinâmica e fortemente comprometida
com a organização, a sua missão e os seus valores.
02.2.3 valores
Oito valores fundamentais estão na base da cultura da Espírito Santo Saúde:
PROCURA INCANSÁVEL DE RESULTADOS
• Estamos determinados a atingir resultados ambiciosos e mensuráveis na concretização da nossa missão. As- sim, continuamos a perseguir com empenhamento os nossos objetivos finais, mesmo que encontremos difi- culdades e constrangimentos ao longo do percurso.
RIGOR INTELECTUAL
• Obrigamo-nos a ser críticos em relação a tudo o que fazemos, abordando cada assunto e decisão com rigor e de forma racional, procurando sempre a melhor ideia ou solução.
APRENDIZAGEM CONSTANTE
• refletimos e aprendemos com a nossa experiência, por forma a melhorarmos o nosso desempenho futuro.
RESPONSABILIDADE PESSOAL
• Damos o melhor de nós próprios e assumimos a res- ponsabilidade por atingir os melhores resultados pos- síveis na nossa área de atuação.
RESPEITO E HUMILDADE
• respeitamos os outros e as suas ideias e contamos com o seu contributo. Assumimos as limitações da nossa experiência e valorizamos outras perspetivas.
ATITUDE POSITIVA
• Somos ambiciosos nos objetivos, acolhemos novas ideias com entusiasmo e temos orgulho nos resulta- dos.
INTEGRIDADE
• Somos honestos, leais e sérios em tudo o que faze- mos, tendo sempre presente os valores e expectativas dos nossos acionistas e, acima de tudo, dos nossos clientes.
ESPÍRITO DE EQUIPA
• Acreditamos que o esforço coletivo é a melhor forma
de alcançar os nossos objetivos e potenciar o impacto
da nossa ação na comunidade.
18
Chart 6
Consolidated free cash flows (EUR million)
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2 35,9
3,5
41,2
Dados Chave sobre o Grupo
Gráfico 1
Rendimentos operacionais consolidados (milhões de euros)
341,4
373,6
273,6
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
Rendimentos operacionais consolidados
Unidade: milhões de euros
Gráfico 3
Resultado líquido atrib uível aos acionistas da empresa (milhões de euros)
14 14,0
5,0
2 1
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
-2,1
Resultado líquido atribuível aos acionistas da empresa
Unidade: milhões de euros
Fluxos de caixa livres consolidados
Unidade: milhões de euros
Gráfico 2
EBITDA e margem EBITDA consolidados (milhões de euros)
59,0
17,0% 11,4% 15,8%
46,5
38,8 EBITDA
Margem EBITDA
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
EBITDA e margem EBITDA consolidados
Unidade: milhões de euros
Gráfico 4
Dívida líquida e rácio dívida líquida / EBITDA (milhões de euros)
255,0
5,5 5,7* 3,6
251,5
210,3
Dívida líquida Rácio dívida líquida / EBITDA
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
* Considerando EBITDA recorrente, excluindo imparidades de ativos fixos (5,0 milhões de euros) em 2012”)
Dívida líquida e dívida líquida/EBITDA
Unidade: milhões de euros
* Considerando EBITDA recorrente, excluindo imparidades de ativos fixos (5,0 milhões de euros em 2012)
Gráfico 5_novo Ativos totais consolidados (milhões de euros)
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
541
493
478
Ativos totais consolidados
Unidade: milhões de euros
Gráfico 7 Número de consultas (milhares)
1.323
1.517
1.131
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
Número de consultas
Unidade: milhares
Gráfico 9
Número de cirurgias e partos (milhares)
45 7
49,4
37,6
45,7
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
Número de cirurgias e partos
Unidade: milhares
Gráfico 8
Número de atendimentos de urgência (milhares)
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
Número de atendimentos de urgência
Unidade: milhares
Gráfico 10
Número de exames de Imagiologia (milhares)
878
617
765
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
Número de exames de Imagiologia
Unidade: milhares
Número de colaboradores do Grupo
Unidade: milhares
Número de camas
Gráfico 11 Número de camas
701
1.131 1.179
Chart 12
Number of Group employees (Thousands)
6,6
8,4 9,0
Gráfico 4
Dívida líquida e rácio dívida líquida / EBITDA (milhões de euros)
255,0
5,5 5,7* 3,6
251,5
210,3
Dívida líquida Rácio dívida líquida / EBITDA
3 1 0 2 2
1 0 2 1
1 0 2
* Considerando EBITDA recorrente, excluindo imparidades de ativos fixos (5,0 milhões de euros) em 2012”)
20
0 3 DE GESTãO RELATÓRIO
CONSOLIDADO
22
Enquadramento de 2013
O ano de 2013 ficou marcado por uma ligeira recuperação da atividade económica global, com uma aceleração do cresci- mento nos EuA no 2.º semestre, suportada pela recuperação dos mercados do trabalho e da habitação e por fortes estímu- los da política monetária, e com uma melhoria do sentimento em relação à Zona Euro. O PIB da Zona Euro regressou a crescimentos trimestrais positivos no 2º trimestre, sustentando a expectativa de um crescimento em torno de 1% em 2014, após queda de 0,4% em 2013. O ano de 2013 foi ainda mar- cado por uma estabilização do crescimento na China, em torno de 7,7%. No entanto, nos países emergentes tem-se observa- do uma evolução menos favorável, em resultado de uma desaceleração dos preços do petróleo e das matérias-primas em geral.
Em Portugal, o desempenho favorável das exportações e uma tendência de estabilização na procura interna traduziram-se numa recuperação da atividade a partir do 2º trimestre. O crescimento manteve-se, no entanto, condicionado pelo pro- cesso de desalavancagem em curso nos diferentes setores. O PIB registou uma queda anual de 1,5% em 2013, mas com a perspetiva de um crescimento próximo de 1% em 2014. O desemprego reduziu-se de 17,7% para cerca de 15,3% da população ativa entre o 1.º e o 4.º trimestre de 2013, tendo ocorrido um aumento de 12,8% na criação de novas empresas no nosso país, que terá superado as 35 mil novas sociedades, registo largamente superior ao das empresas dissolvidas, que terão atingido cerca de 14 mil (-20% face ao ano de 2012).
Na área da Saúde, ao nível do setor público, 2013 caracteri- zou-se pela manutenção da situação orçamental deficitária, que conduziu a uma pressão orçamental adicional sobre a base de custos do sistema. Esta situação apresenta diversas implicações sobre os níveis de acesso, grau de modernização dos hospitais públicos e motivação dos colaboradores. Adicio- nalmente, e do ponto de vista do Serviço Nacional de Saúde em Portugal, observou-se a manutenção de um setor público estagnado com sérias dificuldades financeiras.
relativamente ao setor privado de prestação de cuidados de saúde, manteve-se o movimento de consolidação devido ao efeito combinado da pressão financeira sobre os prestadores de menor dimensão, sobretudo aqueles com maior dependên- cia do Estado, com a preferência por parte dos pagadores e clientes pelos grupos de maior dimensão, com um portfolio diversificado de serviços e enfoque na inovação e excelência, apresentando uma vantagem competitiva neste ambiente de mercado, especialmente na atração dos melhores médicos.
Estima-se que estes operadores de maior dimensão, não obs-
tante o abrandamento de algumas áreas do mercado, como por exemplo os volumes de cirurgias provenientes do SIGIC, conseguiram atingir, na sua generalidade, aumentos da ativi- dade assistencial, através do crescimento natural do mercado e, sobretudo, pela captura de quota de mercado devido ao movimento de consolidação referido anteriormente.
No que diz respeito ao setor dos Seguros de Saúde, espera-se
um crescimento superior a 3% no valor dos prémios do ano
anterior (para cerca de 571 milhões de euros), apesar do
ambiente económico vivido, estimando-se que mais de 2,2
milhões de Portugueses recorram já a este tipo de seguros. Em
conjunto com os restantes subsistemas de Saúde (ADSE,
IASFA, SAmS, entre outros), prevê-se que mais de 4,2 milhões
de Portugueses tenham dupla cobertura em relação ao SNS.
Desempenho do Grupo e dos Segmentos de Negócio
Demonstração de Resultados Consolidados
Unidade: milhões de euros
2012 2013 Var.
Rendimentos operacionais 341,4 373,6 9,4%
Custos operacionais (302,6) (314,6) 4,0%
EBITDA 38,8 59,0 51,8%
Margem EBITDA 11,4% 15,8% 4,4 p.p.
Depreciações e Amortizações (28,5) (28,1) -1,3%
EBIT 10,4 30,9 197,4%
margem EBIT 3,0% 8,3% 5,2 p.p.
resultados financeiros (12,4) (10,4) -16,5%
EBT (2,0) 20,5 N.A.
Impostos (0,0) (6,5) N.A.
Resultado líquido (2,0) 14,1 N.A.
resultado atribuível aos interesses que não controlam 0,1 0,0 -68,3%
Resultado líquido atribuível aos acionistas
da Espírito Santo Saúde (2,1) 14,0 N.A.
EPS (Euros) (0,02) 0,16 N.A.
Em 2013, apesar do contexto económico recessivo em Portu- gal, dos elevados níveis de desemprego e da redução dos ní- veis de rendimento disponível das famílias, a Espírito Santo Saúde aumentou os seus rendimentos operacionais consolida- dos em 9,4%, atingindo os 373,6 milhões de euros, impulsio- nados principalmente pelo crescimento da atividade do Hos- pital Beatriz Ângelo no segmento de cuidados de saúde públicos (crescimento de 57,2%).
O EBITDA atingiu os 59,0 milhões de euros em 2013 (cresci- mento de 51,8% em relação a 2012 e 33,5% em relação ao EBITDA recorrente em 2012, que exclui imparidades asso- ciadas à desvalorização de terrenos, no montante de 5,0 mi- lhões de euros) e a margem EBITDA foi de 15,8%, um acrés- cimo de 4,4 p.p. face a 2012 (3,0 p.p. em relação à margem EBITDA recorrente no ano transato). Este desempenho positi- vo foi impulsionado por dois fatores principais: i) o turnaround do Hospital Beatriz Ângelo (PPP), que evoluiu de um EBITDA negativo de 12 milhões de euros em 2012 para um EBITDA positivo de 1 milhão de euros em 2013 e ii) a melhoria da margem EBITDA no segmento de cuidados de saúde privados, com um aumento de 0,8 p.p. face à margem de EBITDA re- corrente (excluindo imparidades relacionadas com desvalori-
zação de terrenos) de 2012, atingindo os 20,3%. Esta última foi influenciada pela decisão favorável à Espírito Santo Saúde num processo legal relacionado com o IVA (0,6 milhões de euros) e por uma reversão de provisões de dívidas a receber, devido à recuperação de dívida de clientes com maior antigui- dade e à melhoria dos processos de cobranças (1,4 milhões de euros).
O resultado líquido atribuível aos acionistas atingiu os 14,0
milhões de euros, impulsionado pelo crescimento do EBITDA
já mencionado e melhoria da margem, bem como pela
melhoria dos resultados financeiros, como consequência da
diminuição das taxas Euribor e da redução dos spreads prati-
cados pelas instituições financeiras.
24
Demonstração da Posição Financeira Consolidada
Unidade: milhões de euros
2012 2013
Ativo fixo 367,6 351,2
Fundo de maneio 11,4 0,8
Capital acionista 127,5 141,7
Dívida líquida 251,5 210,3
Dívida líquida / EBITDA
15,7 3,6
1 EBITDA de 2012 recorrente (excluindo imparidades associadas à desvalorização de terrenos)
Durante 2013, o CAPEx consolidado da Espírito Santo Saúde foi de 12,5 milhões de euros, dos quais 5,2 milhões de euros representam investimento em capacidade adicional, especifi- camente no Hospital Beatriz Ângelo, Hospital do mar e Cliria - Clínica de Oiã. Os restantes 7,3 milhões de euros correspon- deram a investimentos de manutenção, distribuídos pelas vá- rias unidades do Grupo, representando 1,9% dos rendimentos operacionais.
No final de 2013, a dívida líquida consolidada da Espírito San-
to Saúde totalizava 210 milhões de euros, representando uma
redução de 41 milhões de euros face ao valor de 2012, impul-
sionada principalmente pela geração de fluxos de caixa
operacionais das diversas unidades do Grupo. O rácio dívida
líquida/EBITDA atingiu 3,6 vezes versus 5,7 vezes em 2012.
Rendimentos operacionais por segmento
Unidade: milhões de euros
2012 2013 Var.
Rendimentos operacionais consolidados 341,4 373,6 9,4%
Cuidados de saúde privados 286,3 288,8 0,9%
Cuidados de saúde públicos 52,2 82,1 57,2%
Outras atividades 2,9 3,5 21,4%
Centro corporativo 12,2 8,9 -27,0%
Eliminações (12,0) (9,6) -19,9%
Em 2013, os rendimentos operacionais da Espírito Santo Saú- de atingiram os 373,6 milhões de euros, um crescimento de 9,4% em relação a 2012. Num contexto económico recessivo, com elevados níveis de desemprego e redução do rendimento disponível das famílias, a Espírito Santo Saúde obteve este crescimento dos rendimentos sem qualquer expansão signifi- cativa da capacidade instalada.
Os rendimentos operacionais do segmento de cuidados de saúde privados totalizaram 288,8 milhões de euros, 0,9% aci- ma de 2012. Na análise deste crescimento é necessário tomar em consideração dois fatores relevantes: i) a alteração do perí- metro de consolidação em 2013, devido às novas regras de contabilização de joint ventures, resultou na contabilização do Hospital da misericórdia de Évora pelo método de equivalência patrimonial em 2013, enquanto em 2012 a consolidação foi realizada pelo método proporcional, representando um impac- to de 1,2 p.p. no crescimento dos rendimentos, para 2,1%; e ii) a redução significativa dos volumes de cirurgia do SIGIC (sistema de gestão de listas de espera para cirurgia nos hospi- tais públicos), que corresponde a um impacto de 2,1 p.p. no crescimento dos rendimentos operacionais. No geral, excluin- do estes dois efeitos, os rendimentos do segmento privado de saúde cresceram 4,2%.
O crescimento em 2013 foi impulsionado por um aumento generalizado da atividade ambulatória (6%, 8% e 7% de crescimento do volume de consultas, atendimentos em urgên- cia e exames e tratamentos, respetivamente) em todas as uni- dades, compensando o efeito observado no rendimento médio por ato assistencial, positivo nas consultas (+1%), negativo nos atendimentos em urgência (-2%) e exames de Imagiologia (-6%) e neutro nos outros exames e tratamentos. Adicional- mente, ocorreu uma redução da atividade cirúrgica por dimi- nuição do volume em 2%, devido essencialmente ao decrés- cimo na atividade proveniente do SIGIC, com um aumento de 1% no rendimento médio por procedimento. Nas duas princi- pais unidades do segmento privado, o Hospital da Luz e o
Hospital da Arrábida, o primeiro obteve um crescimento dos rendimentos operacionais de 4,4%, com crescimento da ativi- dade em todas as áreas clínicas, enquanto o segundo, apesar do crescimento generalizado da atividade, sofreu uma diminui- ção dos rendimentos operacionais de 1,8%, não tendo conse- guido compensar totalmente a redução no volume de atividade cirúrgica (-9,6%), relativamente à atividade proveniente do SIGIC, a que estava historicamente mais exposto.
Os rendimentos operacionais do segmento de cuidados de saúde públicos (Hospital Beatriz Ângelo) atingiram os 82,1 milhões de euros, crescendo 57,2% face ao ano anterior. Este crescimento foi justificado pelo facto de 2012 ter sido o primei- ro ano do Hospital Beatriz Ângelo, com abertura gradual dos vários serviços clínicos a partir de 19 de janeiro até 28 de fe- vereiro e subsequente período de crescimento da atividade até setembro, resultando num nível inferior de rendimentos. Já em 2013, o Hospital teve seu primeiro ano completo de operação, com níveis de atividade superiores. A melhoria da articulação entre a rede de referenciação dos cuidados primários com o Hospital e da rede de transportes públicos foram dois fatores importantes para potenciar o acesso da população ao Hospital.
O segmento de outras atividades (atualmente composto pelas
residências sénior) obteve 3,5 milhões de euros de rendimen-
tos operacionais, um crescimento de 21,4% em relação a
2012. Esta evolução foi impulsionada principalmente pelas
Casas da Cidade através do desenvolvimento de serviços para
doentes em fase inicial de demência (iniciado em 2012), que
permitiu aumentar os níveis de utilização da capacidade ins-
talada com um produto de valor acrescentado e que tira pro-
veito do know-how extenso da Espírito Santo Saúde nesta área.
26
15,3%
22,0%
Segmento Público (HBA)
7,5% 8,3%
5,5% 3,4%
SNS Subsistemas
Privados
14,8% 15,2%
Particulares
84,7%
78,0%
Segmento Privado e Outras
Atividades
38,3% 38,4%
Subsistemas Públicos
33,8% 34,8%
Companhias de Seguros
2012 2013 2012 2013
Rendimentos de vendas e serviços prestados por tipo de pagador (inclusão de todos os segmentos de negócio)
O mix de pagadores da Espírito Santo Saúde alterou-se em 2013, principalmente devido ao aumento de atividade do Hospital Beatriz Ângelo (PPP). De destacar no segmento de cuidados de saúde privados, as companhias de seguros e os subsistemas de saúde privados aumentaram a sua quota nos rendimentos totais do segmento, de 33,8% para 34,8% e de 7,5% para 8,3%, respetivamente. Os clientes privados manti- veram a sua quota nos rendimentos do segmento em cerca de
15%, bem como os subsistemas de saúde públicos (ADSE,
forças armadas, forças policiais, entre outros, que mantiveram
uma quota de cerca de 38%), enquanto ocorreu uma diminui-
ção significativa nos serviços prestados aos hospitais públicos
(de 5,5% para 3,4% dos rendimentos do segmento privado),
devido à redução na atividade cirúrgica proveniente do sistema
de gestão de listas de espera, tal como mencionado anterior-
mente.
Figura 2
Evolução do EBITDA por segmento (milhões de euros)
56,8 58,5 59,0
5,0*
43,8
51,8
5,0*
1,1 0,2
38,8
-11,7
-0,3 -1,0
,
-0,8
Segmento privado Segmento público Outras atividades Centro corporativo Consolidado
* Valor associado a imparidades devido a reavaliação de ativos fixos
03.2.2 Resultados
EBITDA e margem EBITDA consolidados
2012 2013
€ milhões Margem € milhões Margem Var.
EBITDA consolidado 38,8 11,4% 59,0 15,8% 51,8%
Cuidados de saúde privados 51,8 18,1% 58,5 20,3% 12,9%
Cuidados de saúde públicos (11,7) -22,4% 1,1 1,3% N.A.
Outras atividades (0,3) -11,9% 0,2 5,3% N.A.
Centro corporativo (1,0) N.A. (0,8) N.A. 16,6%
Contribuição para a evolução do EBITDA consolidado
Unidade: milhões de euros
O EBITDA consolidado da Espírito Santo Saúde foi de 59,0 milhões de euros, o que representa um crescimento de 51,8% quando comparado com 2012. A margem EBITDA au- mentou de 11,4% em 2012 para 15,8% em 2013. Esta evo- lução deveu-se sobretudo à melhoria da rentabilidade no seg- mento de cuidados de saúde públicos.
No segmento privado, excluindo o efeito das imparidades con- tabilizadas em 2012, devido à diminuição do valor de terrenos não operacionais (perdas por imparidade de 5,0 milhões de euros), a margem EBITDA aumentou de 19,8% em 2012 para 20,3% em 2013. Este crescimento foi influenciado pela de- cisão favorável à Espírito Santo Saúde num processo legal rela- cionado com o IVA (0,6 milhões de euros) e por uma reversão de provisões de dívidas a receber, devido à recuperação de dívida de clientes com maior antiguidade e à melhoria dos pro-
No segmento público (Hospital Beatriz Ângelo), o aumento da atividade face a 2012 gerou um aumento significativo nos ren- dimentos operacionais (crescimento de 57,2%), o que permi- tiu a diluição de custos fixos, especialmente custos com pes- soal, já presentes desde a abertura da Hospital, permitindo atingir um EBITDA positivo já no segundo ano de atividade, o primeiro ano completo do Hospital.
O resultado líquido consolidado atribuível aos acionistas atingiu os 14,0 milhões de euros, com base na melhoria significativa da margem EBITDA e na diminuição dos custos financeiros (-16,5% face a 2012), devido a taxas Euribor mais reduzidas e diminuição dos spreads cobrados pelas instituições financeiras.
* valor associado a imparidades devido a reavaliação de ativos fixos
28
Posição Financeira
Unidade: milhões de euros
2012 2013
Ativos fixos tangíveis 271,2 253,9
Ativos fixos intangíveis 94,6 95,7
Outros 1,8 1,5
Ativos fixos 367,6 351,2
Inventários 7,9 7,4
Clientes e outras contas a receber 91,9 84,4 Fornecedores correntes e out. contas a pagar (81,5) (78,2)
Outros
1(6,9) (12,7)
Fundo de maneio 11,4 0,8
Ativos fixos + Fundo de maneio 379,0 352,0
A nível dos ativos fixos, durante 2013, o CAPEx consolidado da Espírito Santo Saúde atingiu 12,5 milhões de euros, dos quais 5,2 milhões de euros representam investimento em ca- pacidade adicional e em renovações significativas. mais espe- cificamente, o Hospital do mar sofreu um aumento de capaci- dade de 25%, considerando a procura significativa pelos seus serviços e as elevadas taxas de ocupação; o Hospital Beatriz Ângelo investiu em equipamento clínico adicional, de acordo com o seu plano funcional; e a Cliria - Clínica de Oiã sofreu uma remodelação profunda, de forma a atualizar as ins- talações à imagem e padrões do Grupo. Os restantes 7,3 milhões de euros correspondem a investimentos de manu- tenção/substituição, distribuídos pelas várias unidades do Gru- po, e que representam 1,9% dos rendimentos operacionais consolidados.
O fundo de maneio decresceu para 0,8 milhões de euros, prin- cipalmente devido a uma redução da rubrica de clientes e outras contas a receber (de 99 dias de rendimentos de vendas e serviços prestados em 2012 para 83 dias em 2013), que resultou de pagamentos extraordinários por parte de alguns pagadores no último trimestre e da melhoria contínua do pro-
cesso de faturação e cobrança. Verificou-se também uma di- minuição da rubrica de fornecedores correntes e outras contas a pagar (de 102 dias de inventários consumidos e vendidos, materiais e serviços consumidos e custos com pessoal em 2012 para 94 dias em 2013), justificado pela oferta por alguns fornecedores de melhores condições em troca de uma re- dução de prazos de pagamento.
No final de 2013, a dívida financeira consolidada totalizava 245 milhões de euros, com 207 milhões de euros em emprés- timos bancários e 38 milhões de euros em contratos de lo- cação financeira. Os empréstimos bancários eram constituídos por programas de curto e médio-longo prazo de papel comer- cial (174 milhões de euros), empréstimos de médio a longo prazo (28 milhões de euros) e linhas de crédito de curto prazo (5 milhões de euros), com um spread médio global sobre a Euribor de 2,7% e uma maturidade média de 4 anos. A dívida líquida atingiu 210 milhões de euros, representando uma re- dução de 41 milhões de euros face a 2012, justificada princi- palmente pela geração de fluxo de caixa operacional pelas várias unidades do Grupo e pela melhoria do nível de fundo de maneio. O rácio dívida líquida / EBITDA atingiu 3,6 vezes ver- sus 5,7 vezes em 2012.
03.2.3
Posição financeira
2012 2013 Capital e prémios de emissão 136,2 136,2 Reservas, res. transitados e res. líquido (8,8) 5,5
Capital acionista 127,5 141,7
Emp. bancários e fornecedores não correntes 144,7 140,6 Empréstimos bancários correntes 83,9 66,1 Locações financeiras não correntes 35,9 27,4 Locações financeiras correntes 11,3 11,1 Caixa e equivalentes de caixa (24,3) (34,8)
Dívida líquida 251,5 210,3
Capital acionista + Dívida líquida 379,0 352,0
1 Impostos sobre o rendimento a receber deduzido de interesses que não controlam, provisões, passivos por impostos diferidos, e imposto corrente sobre o rendimento a pagar.
Principais Riscos e Incertezas para
a Espírito Santo Saúde
O Grupo Espírito Santo Saúde gere os seus riscos tendo como prioridade a deteção e cobertura dos riscos que possam ter um impacto negativo materialmente relevante nos resultados e nos capitais próprios, ou que criem restrições significativas à prossecução do desenvolvimento do negócio.
Os principais riscos identificados são de ordem operacional e financeira. A política do Grupo engloba a tomada das medidas julgadas necessárias para a cobertura ou minimização desses riscos.
No que diz respeito aos riscos de ordem operacional, de notar que:
Todos os rendimentos da Espírito Santo Saúde têm origem em operações localizadas em Portugal, pelo que os resultados ope- racionais são afetados pelos desenvolvimentos financeiros, económicos e políticos no país
As condições macroeconómicas adversas em Portugal acen- tuaram os problemas orçamentais no setor público, o que tem conduzido a uma forte pressão sobre os gastos do Estado com o Serviço Nacional de Saúde. Apesar de parte substancial da atividade do Grupo Espírito Santo Saúde estar concentrada no segmento de cuidados de saúde privados, o mesmo encontra- -se exposto ao Serviço Nacional de Saúde, principalmente através do Hospital Beatriz Ângelo, o qual operamos em par- ceria com o Estado.
Por outro lado, e tendo em conta que uma parte importante dos rendimentos do Grupo Espírito Santo Saúde é gerada atra- vés dos planos de saúde privados dos funcionários públicos, a redução dos encargos do Estado com os planos de saúde des- tes beneficiários (onde se incluem os funcionários de entidades públicas, reformados e quaisquer dependentes dos funcionári- os públicos) poderá ter efeito na atividade do Grupo. No entan- to, as recentes mudanças levadas a cabo no modelo contribu- tivo deste plano e as reduções de preços que foram praticadas ao longo dos últimos anos tornaram-no menos dependente do financiamento público.
Para além do efeito que a contração económica tem de forma direta sobre o Estado, esta tem estado na origem do aumento pronunciado do nível de desemprego, da contração dos rendi- mentos no setor público e privado, assim como da dificuldade em aceder a crédito, entre outros aspetos.
No entanto, e contrariamente às tendências macroeconómi- cas, as unidades do Grupo Espírito Santo Saúde têm demons- trado uma enorme resiliência face ao contexto adverso que o País atravessa, sendo também de salientar que ao longo deste período se continuou a assistir a um crescimento real do mer- cado privado de seguros de saúde.
Concorrência no setor dos serviços de saúde em Portugal A concorrência entre hospitais e outros prestadores de cuida- dos de saúde por pacientes e clientes intensificou-se nos últi- mos anos, como resultado, em grande parte, de um certo grau de consolidação do setor. O Grupo enfrenta também concor- rência de outros prestadores de serviços de saúde, tais como hospitais públicos, clínicas independentes, centros em regime de ambulatório e centros de diagnóstico, e pode enfrentar ain- da a concorrência de sociedades de cuidados de saúde inter- nacionais, que podem começar a prestar, no futuro, serviços de saúde em Portugal.
Os hospitais competem em fatores como reputação, excelên- cia clínica, tecnologia, satisfação dos clientes e preço. A capacidade de recrutar médicos e outros profissionais de saú- de experientes, tais como enfermeiros e técnicos de elevada qualidade, é fundamental para a capacidade do Grupo em atrair e manter clientes.
Num cenário de crescente nível de concorrência, e com o ob- jetivo de reforçar a sua posição de liderança no mercado, o Grupo deverá continuar (1) a apostar no recrutamento de mé- dicos e outros profissionais de saúde experientes de elevada qualidade; bem como (2) a melhorar de forma contínua as suas instalações com os mais recentes avanços tecnológicos de equipamento de diagnóstico e cirúrgico.
Por outro lado, a transposição para o ordenamento jurídico
nacional da diretiva europeia sobre cuidados de saúde trans-
fronteiriços, a qual estabelece regras de acesso e consagra o
direito ao reembolso dos custos de cuidados de saúde incorri-
dos noutros Estados-membros, até ao limite da assunção de
custos que esse Estado teria assumido se os cuidados tives-
sem sido prestados no seu território, poderá representar uma
oportunidade para o Grupo Espírito Santo Saúde, já que as
nossas unidades poderão receber cidadãos da união Euro-
peia, aos quais temos as condições de oferecer qualidade clí-
30
nica a preços competitivos, especialmente quando compara- dos com as principais referências europeias a nível de cuidados de saúde.
Pressão sobre os preços por parte das empresas de seguros de saúde e de planos de saúde
De forma a mitigar o efeito da pressão exercida pelas segura- doras e pelos empregadores privados, o Grupo Espírito Santo Saúde procura acompanhar de forma sistemática as mais re- centes evoluções a nível tecnológico e clínico, no sentido de dotar o seu portfolio clínico de serviços e produtos, equipa- mentos e técnicas diferenciadoras e de maior valor acrescen- tado. Este posicionamento, juntamente com a dimensão e cobertura abrangente do Grupo em termos geográficos, fazem parte da proposta de valor que é disponibilizada à sua base de clientes e que lhe tem permitido minimizar as reduções de preços que se têm feito sentir ao longo dos últimos anos em algumas das suas áreas de negócio.
A Espírito Santo Saúde gere o Hospital Beatriz Ângelo em parceria com o Estado
A Espírito Santo Saúde gere o Hospital Beatriz Ângelo através da SGHL ao abrigo de um contrato de Parceria Público-Privada com o Estado Português. A HL-SGE, na qual a Sociedade de- tém uma participação de 10%, é também parte do Acordo de PPP e é responsável pela construção (agora completa) e gestão do edifício do Hospital Beatriz Ângelo e das respetivas instalações.
Nos termos do Contrato de PPP, a SGHL está obrigada a prestar cuidados de saúde no âmbito do SNS, através do Hospital Be- atriz Ângelo, pelo período de 10 anos, contados a partir da entrada em funcionamento do Hospital Beatriz Ângelo (a 19 de janeiro de 2012). O período de duração do Contrato de PPP pode ainda ser renovado por mútuo acordo por períodos suces- sivos, sendo que cada período não pode ultrapassar 10 anos.
Sem prejuízo, a duração total do Contrato de PPP, incluindo o período inicial e quaisquer períodos adicionais, não pode exce- der 30 anos contados da data de produção de efeitos do Cont- rato de PPP (i.e., a partir de 31 de dezembro de 2009).
No que diz respeito à gestão do Hospital, o Acordo de PPP regula as relações entre o Estado e a SGHL, define os preços e as formas de pagamento, os parâmetros de qualidade, deve- res de comunicação e informação, níveis de cumprimento (clí- nicos e não clínicos), as regras de funcionamento do hospital (por exemplo, recursos humanos) e outras obrigações e res- ponsabilidades de cada parte e sanções em caso de não- -cumprimento das obrigações contratuais.
Além disso, o Acordo de PPP estabelece que os volumes anu- ais de tratamento de pacientes do Hospital Beatriz Ângelo (de- finidos por referência a consultas médicas, atendimentos de emergência e serviços de internamento e de ambulatório cirúr- gicos e não cirúrgicos) são acordados através de um processo de negociação anual entre o ministério da Saúde e a adminis- tração do hospital, com base em informação histórica res- peitante à procura por serviços de saúde públicos pela popu- lação da área de influência do Hospital. No entanto, de notar que o referido nível de produção é definido com base em da- dos históricos relacionados com os níveis de procura por ser- viços públicos de saúde por parte da população que vive na área de captação do Hospital.
Por outro lado, os preços a praticar pelo Hospital ao SNS estão contratualmente acordados e são ajustados anualmente pelo crescimento verificado ao nível da inflação.
O Acordo de PPP prevê ainda que no início de cada mês o Es- tado tenha que pagar 90% de 1/12 do valor anual de produção contratada (independentemente do valor real de produção veri- ficado), sendo que o valor de acerto (que pode incluir os 10%
remanescentes mais alguma eventual produção adicional rea- lizada acima do valor contratado, já que existem áreas em que é permitido ultrapassar o limite definido de produção, tais como os atendimentos de emergência e os episódios de internamento) é liquidado no decurso do exercício seguinte.
Determinados contratos de financiamento celebrados pela So- ciedade e algumas das suas subsidiárias contêm cláusulas de mudança de controlo societário (change of control provisions) que serão acionadas se a ESI deixar de ter uma posição de controlo direto ou indireto na Sociedade.
Determinados contratos de financiamento, nos quais a Socie-
dade e algumas das suas subsidiárias são partes, contêm cláu-
sulas de mudança de controlo societário (change of control
provisions) que obrigam a que a ESI mantenha uma posição
de controlo, direto ou indireto, na Sociedade. A 31 de dezem-
bro de 2013, o valor total de dívida existente ao abrigo destes
contratos era de € 172 milhões. Algumas destas cláusulas de
mudança de controlo podem ser acionadas se a participação
direta ou indireta da ESI descer abaixo dos 51% do capital
social da Sociedade, ou se a participação direta ou indireta da
ESI descer abaixo dos 51% do capital social e dos direitos de
voto da Sociedade, ou se a ESI deixar de deter, direta ou indi-
retamente, a maioria do capital social e dos direitos de voto da
Sociedade. A ESI detém atualmente uma participação de do-
mínio na rF através da participação de 100% no seu capital
social, que por sua vez detém 55% do capital social da ESHCI,
que, por seu turno, detém 51% da Espírito Santo Saúde. Caso,
no futuro, a participação direta ou indireta de domínio da
ESI na Sociedade desça abaixo dos limites aplicáveis, estas cláusulas de mudança de controlo podem ser acionadas, po- dendo ainda desencadear mecanismos de incumprimento de obrigações de pagamento cruzado (disposições de cross default) e vencimento antecipado cruzado (disposições de cross acceleration) por força de incumprimento de alguns ou de todos esses contratos. Nesse caso, os credores, ao abrigo dos respetivos contratos, terão direito de exigir o pagamento antecipado dos montantes em dívida à Sociedade e/ou às sub- sidiárias da Sociedade relevantes. No caso de se verificar esta situação e a Sociedade ser incapaz de obter financiamento para o pagamento antecipado dessa dívida, tal poderá ter um efeito materialmente adverso nos negócios, condição financei- ra, resultados operacionais ou perspetivas futuras da Socieda- de. Para além disso, as cláusulas de mudança de controlo societário destes contratos podem limitar a capacidade da Sociedade para angariar capital no futuro ou procurar financia- mento adicional, o que pode limitar a flexibilidade operacional da Sociedade e as suas perspetivas futuras de expansão.
No que diz respeito aos riscos de natureza financeira, o Grupo apresenta uma exposição aos seguintes tipos de riscos como resultado da utilização de instrumentos financeiros:
(i) risco de crédito (ii) risco de liquidez (iii) risco de mercado Risco de crédito
O risco de crédito resulta da possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento de um cliente relativamente às obrigações contratuais estabelecidas com o Grupo no âmbito da sua atividade. É efetuada uma gestão permanente das carteiras de clientes e dos seus saldos em aberto.
Esta abordagem é complementada pela introdução de melho- rias contínuas, tanto no plano das metodologias e ferramentas de avaliação e controlo dos riscos associados à fase de aceitação de clientes e de definição de limites de crédito, como ao nível dos procedimentos e circuitos de cobrança.
O acompanhamento do perfil de risco de crédito do Grupo, nomeadamente no que se refere à evolução das exposições de crédito e monitorização das perdas por incobrabilidade, é efe- tuado regularmente pelas Direções Operacional e Financeira.
São igualmente objeto de análises regulares o cumprimento dos limites de crédito aprovados.
A exposição do Grupo ao risco de crédito prende-se essencial- mente com os saldos a receber decorrentes da sua atividade operacional e é influenciado pelas características individuais
de cada cliente. As características demográficas e geográficas dos clientes não influenciam significativamente o risco de cré- dito de cada cliente.
O Grupo definiu uma política de crédito segundo a qual cada novo cliente é analisado individualmente do ponto de vista do seu risco de crédito previamente à sua aceitação como cliente.
Esta revisão passa por análise de informação externa e, quando disponível, referências de terceiros relativamente à entidade.
Os ajustamentos para saldos a receber são estimados em função das perdas estimadas na carteira, tendo por base uma análise de cada uma das posições em aberto à data da análise.
Ao abrigo do sistema de pagamentos em vigor no Hospital Be- atriz Ângelo, no início de cada mês o Estado paga 90% de 1/12 do valor contratado de produção anual (independentemente do valor real de produção verificado), sendo que o valor de acerto (que poderá incluir os 10% remanescentes mais alguma even- tual produção adicional realizada acima do valor contratado, já que existem áreas em que é permitido ultrapassar o limite de- finido de produção, tais como os atendimentos de emergência e os episódios de internamento) é liquidado no decurso do exercício seguinte. De salientar que, até à data, este mecanis- mo contratual, nomeadamente a realização dos acima menci- onados pagamentos mensais, tem sido cumprido pelo Estado.
Isto significa que a quase totalidade do valor registado na rubrica de clientes a nível consolidado diz respeito ao segmen- to de cuidados de saúde privados (uma vez que, no segmento de cuidados de saúde públicos, apenas os saldos devedores relativos a taxas moderadoras e a entidades que não o SNS são registados nesta rubrica), sendo que a 31 de dezembro de 2013 este saldo representava aproximadamente 64 dias de rédito das vendas e de prestação de serviços do segmento de cuidados de saúde privados (a clientes externos ao Grupo Es- pírito Santo Saúde). Este valor reflete o histórico de cumpri- mento atempado por parte da ADSE e das principais segura- doras e subsistemas privados com quem o Grupo trabalha.
Em 31 de dezembro de 2013, o saldo de clientes consolidado desagregava-se da seguinte forma:
Segmento de cuidados de saúde privados
Outros segmentos e eliminações Saldo de clientes
50 449 147,96
406 466,90
50 855 614,86
Montantes
Unidade: euros
32
Em 31 de dezembro de 2013, a antiguidade do saldo de clien- tes relativo ao segmento de cuidados de saúde privados a partir da data de emissão da respetiva fatura é detalhada como segue:
Locações Financeiras
Empréstimos Bancários
Papel Comercial
Outros
Passivos 1 Total
< 1 ano 1-2 anos 2-3 anos 3-4 anos 4-5 anos
> 5 anos
11 091 102 8 180 960 4 709 372 3 079 146 2 511 990 8 891 266 38 463 837
22 266 812 2 601 063 3 259 728 1 021 431 185 095 2 500 000 31 834 129
43 787 765 33 501 654 12 700 000 16 700 000 19 500 000 47 899 758 174 089 177
78 200 106 399 061 299 296 - - -
78 898 464
155 345 786 44 682 739 20 968 396 20 800 577 22 197 085 59 291 024 323 285 607
1