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GEORGE MELO RODRIGUES

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Academic year: 2021

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VOLTADO PARA OS CONCURSOS DE TÉCNICO E ANALISTA DOS TRIBUNAIS E OUTROS ÓRGÃOS • Teoria

• Questões comentadas

• Questões de concursos separadas por tópicos • Simulados elaborados pelo autor

• Testes de memorização

• Inclui o Decreto nº 7.845, de 14 de novembro de 2012, a Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012, o Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012 e a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de acesso à informação).

Arquivista graduado pela UFBA, pós-graduado em Direito do Estado (FTC). Servidor Público Federal do TRE-BA

(cargo atual efetivo de concurso público, empossado em 2006). O autor foi habilitado em vários outros concursos públicos como:

Tribunal de Justiça da Bahia (ex-servidor, 2000 a 2006), Tribunal Regional do Trabalho (nomeado em 1995), Ministério Público do Estado da Bahia (nomeado em 2006), Ministério Público da União (9º lugar, 2006; 3º lugar, 2010), entre outros.

[email protected]

4ª edição

Revista, ampliada e atualizada

2016

(3)

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I

CONCEITOS

FUNDAMENTAIS

Sumário • 1.1. Introdução à Arquivologia; 1.1.1. Evolução da comunicação e suportes da

in-formação; 1.1.2. Arquivo; 1.1.2.1. Conceitos; 1.1.2.2. Finalidade e função do arquivo; 1.1.2.3. #@N@BPDNƦOPHB@OƤCçƤ@NMQHâçƤƤ!NMQHâçOƤ/ĥAJHBçOƤƤ!NMQHâçOƤ/NHâ@CçOƤhƤƤ/NHáBƦLHçOƤ @NMQHâƦOPHBçOƤhƤƤ3DNKHáçJçFH@Ƥ@NMQHâƦOPHB@ƤhƤƤ#HBJçƤ5HP@JƤCçOƤCçBQKDáPçOƤƤ#çáBDHPQ@-ção, evolução e relação com outras ciências – 1.5. Teoria das Três Idades; 1.5.1. Arquivo Corren-te (1ª idade ou setorial); 1.5.1.1. Atividades do Arquivo CorrenCorren-te; 1.5.2. Arquivo InCorren-termediário ƴƤHC@CDƤçQƤLNĚ @NMQHâç ƤƤ!NMQHâçƤ/DNK@áDáPDƤƴƤHC@CDƤçQƤGHOPĠNHBç ƤhƤƤ/@JDçFN@f@ Ƥ $HLJçKĔPHB@ƤDƤçQPN@OƤCHOBHLJHá@OƤ@QSHJH@NDOƤƤ/@JDçFN@f@ƤƤ$HLJçKĔPHB@ƤƤ.QPN@OƤ disciplinas auxiliares.

1.1. INTRODUÇÃO À ARQUIVOLOGIA

2DFQáCçƤçƤ$HBHçáĔNHçƤ"N@OHJDHNçƤCDƤ3DNKHáçJçFH@Ƥ!NMQHâƦOPHB@ Ƥ@Ƥ!NMQHâçJçFH@ Ƥ P@KAĚKƤBG@K@C@ƤCDƤ@NMQHâƦOPHB@ Ƥbé a disciplina que estuda as funções do

arquivo e os princípios e técnicas a serem observados na produção, organiza-ção, guarda, preservação e utilização dos arquivos”.

A Arquivologia trabalha com o documento que, na descrição da terminolo-FH@Ƥ@NMQHâƦOPHB@ Ƥá@C@ƤK@HOƤĚƤCçƤMQDƤ@Ƥinformação registrada, independente do

suporte que a contém. Já informação vem a ser o conhecimento extraído dos dados para a formação de um juízo de valor.

#çOPQKDHN@KDáPDƤ DOP@KçOƤ G@AHPQ@CçOƤ @Ƥ çQâHNƤ @Ƥ L@J@âN@Ƥ bCçBQKDáPçpƤ NDJ@BHçá@C@Ƥ@ƤQKƤNDFHOPNçƤçfBH@JƤCDƤHCDáPHfB@ŒĖç ƤG@AHJHP@ŒĖç ƤBDNPHCĖç ƤCH-plomação, etc., ou seja, àquilo que nos remete a um documento elaborado, quase sempre, pelo governo, e, quase sempre, em um suporte de papel. De agora em diante saberemos que qualquer informação registrada, em qual-quer que seja o suporte ou formato, sempre será um documento, e, a sua importância será determinada pelo conteúdo das informações como pelo

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seu contexto naquele momento, por exemplo: um anel achado em um deter-minado local com algumas iniciais de um nome pode, para algumas pessoas, não ser nada mais que um metal que pode ser facilmente descartado, mas, para uma investigação criminal, pode ser um documento (nesse caso com o IQƦUçƤCDƤâ@JçNƤCDƤbLNçâ@p ƤCDƤOQK@ƤHKLçNPĕáBH@ƤQK@ƤLHOP@ ƤL@N@ƤDJQBHC@ŒĖçƤ CDƤQKƤE@PçƤQK@ƤEçPçFN@f@ƤCDƤQK@ƤBN@PDN@ƤB@QO@C@ƤLDJ@ƤMQDC@ƤCDƤQKƤKDPD- çNçƤLçCD ƤL@N@ƤCDPDNKHá@CçƤHáCHâƦCQç ƤáĖçƤODNƤá@C@ƤK@HOƤMQDƤQK@ƤEçPçFN@-f@ ƤK@O ƤL@N@ƤQKƤFDĠJçFç ƤNDLNDODáP@ƤQKƤNDFHOPNçƤCçBQKDáP@JƤMQDƤPN@áOKHPDƤ diversas informações.

1.1.1. Evolução da comunicação e suportes da informação

A informação pode ser encontrada sob diversas formas, entre elas: a es-BNHP@ ƤçOƤCDODáGçO ƤçOƤOƦKAçJçO ƤçOƤFDOPçO ƤçOƤOçáO Ƥ@OƤHK@FDáOƤfS@OƤçQƤDKƤ movimento), etc.

(ĔƤKQHPçƤPDKLçƤDN@ƤBçKQKƤ@ƤbfFQN@pƤCçƤKDáO@FDHNçƤMQDƤPN@áOKHPH@Ƥ@ƤHá-formação, percorrendo longas distâncias, passando-a de pessoa para pessoa MQDKƤIĔƤáĖçƤçQâHQƤE@J@NƤá@Ƥ@PQ@JHC@CDƤCçƤBG@K@CçƤbPDJDEçáDƤODKƤfçpƤçQƤbNĔ-CHçƤBçNNDCçNp Ƥ.BçNNDƤMQDƤDOODƤPHLçƤCDƤPN@áOKHOOĖçƤLçOOHAHJHP@â@ƤçƤbNQƦCçpƤá@Ƥ comunicação, provocando perdas e desvios na mensagem, de tal forma, que o ODQƤBçáPDĥCçƤfá@JƤCHEDNH@ƤMQ@ODƤMQDƤPçP@JKDáPDƤCçƤBçáPDĥCçƤHáHBH@J

Na antiguidade a comunicação era feita através de gestos, evoluindo de-LçHOƤL@N@Ƥ@ƤEçNK@ƤçN@JDKHOOĖçƤCDƤOçáOƤD ƤLçNƤfK ƤL@N@Ƥ@ƤDOBNHP@Ƥ.ƤOQNFHKDáPçƤ C@ƤDOBNHP@ƤLHBPçNH@JƤCDODáGçOƤDKƤLDCN@O ƤJçFçFNĔfB@ƤOƦKAçJçO Ƥ@JE@ADPçƤJD-PN@O Ƥ@JPDNçQƤOHFáHfB@PHâ@KDáPDƤDOO@ƤND@JHC@CD ƤLçHOƤçƤNDFHOPNçƤC@ƤHáEçNK@ŒĖçƤ DKƤQKƤOQLçNPDƤPçNáçQƤKQHPçƤK@HOƤBçáfĔâDJƤçƤBçáPDĥCçƤC@MQHJçƤMQDƤODƤMQDNH@Ƥ transmitir. .OƤOQLçNPDOƤK@HOƤBçKQáOƤC@ƤĚLçB@ƤDN@KƤçƤKĔNKçND ƤçƤK@NfK ƤçƤBçAND Ƥ@OƤ tábuas, os tabletes de argila, etc. Em tempos recentes temos o papiro, o perga-KHáGçƤDƤçƤL@LDJ ƤD Ƥá@Ƥ@PQ@JHC@CDƤDáBçáPN@KçOƤOQLçNPDOƤBçKçƤfP@ƤK@FáĚPHB@Ƥ 5(2 Ƥå ƤfJKDƤCDƤáHPN@PçƤLDJƦBQJ@OƤçQƤfJKDO ƤCHOBçOƤĠPHBçOƤ#$ Ƥ$5$ ƤAJQ N@T Ƥ etc.), chip ou circuito integrado (pen drive ou memória USB Flash Drive), papel, CHOBçƤK@FáĚPHBçƤ($ ƤDPB

Obs.:Ƥ-@Ƥ@PQ@JHC@CDƤâHâDKçOƤ@ƤND@JHC@CDƤCçƤbCçBQKDáPçƤâHNPQ@Jp ƤáçâçƤ

recurso utilizado por conta da economia de recursos naturais (principalmen-te a madeira utilizada na fabricação do papel), (principalmen-tendo em vista a escassez de matéria prima.

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CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Em diversos órgãos governamentais como: Senado, Câmara dos Deputa-dos, CNJ, STF, STJ, TST, TSE, STM, TRT, TRE, TRF, Tribunais de Justiça, entre outros; os registros processuais, os procedimentos administrativos, as comunica-ções internas, contestacomunica-ções, etc., são atualmente efetuados em ambiente virtual, descartando o uso indiscriminado de papel, o que, sem sombra de dúvida, contribui para a diminuição de acúmulo de documentos, redução do DOL@ŒçƤEƦOHBçƤL@N@ƤçƤ@NK@UDá@KDáPç ƤDBçáçKH@ƤCDƤF@OPçOƤBçKƤLDOOç@J ƤDPB

A informação registrada, como já vista anteriormente, deu origem ao documento propriamente dito, e esse documento juntamente com tantos outros que foram sendo criados ou recebidos, precisavam ser guardados DKƤ@JFQKƤJQF@N ƤOQNFHáCçƤC@ƦƤçƤ@NMQHâçƤJçB@JƤCDƤFQ@NC@ ƤCDLĠOHPç ƤDPB 

1.1.2. Arquivo

Segundo estudiosos, a origem da palavra arquivo tem duas vertentes: a primeira diz que é originária do grego arché (palácio dos magistrados), pas-sando depois a se chamar archeion (local utilizado para guardar e depositar documentos); e a segunda, que é originária do latim, archivum, quer dizer: local CDƤFQ@NC@ƤCDƤCçBQKDáPçOƤDƤçQPNçOƤPƦPQJçOƤ

1.1.2.1. Conceitos

¿¢œÊ‹`kÅ?™ŠÊkÒ?ź܋â¢Ê]Ò«?Å?Ò¢ÊÒxœÊÒ`kÊÔ?ғk‹]Ò¢ÊÒV¢œÜœÔ¢ÊÒ`kÒ`¢-VܙkœÔ¢ÊÒ«Å¢`Üè‹`¢ÊÒkÒÅkVkK‹`¢ÊÒ«¢ÅÒğÅ~ĕ¢ÊÒ«ĤK“‹V¢Ê]ҋœÊԋÔ܋ƨġkÊÒ`kÒ V?ÅēÔkÅÒ«ĤK“‹V¢ÒkÒkœÔ‹`?`kÊҫŋâ?`?Ê]Òk™Ò`kV¢ÅÅ̜V‹?Ò`¢ÒkäkÅVƫV‹¢Ò`kÒ ?ԋâ‹`?`kÊÒkÊ«kVƫxV?Ê]ÒKk™ÒV¢™¢Ò«¢ÅÒ«kÊÊ¢?ÒwƫʋV?]ÒºÜ?“ºÜkÅÒºÜkÒÊk?Ò ¢ÒÊÜ«¢ÅÔkÒ`?ҋœw¢Å™?ƨĕ¢Ò¢ÜÒ?Ҝ?ÔÜÅkè?Ò`¢ÊÒ`¢VܙkœÔ¢ÊÀ±Ò­?ÅÔ±ÒÛƸÒ`?Ò k‹ÒœƸÒl±©yžÑž©® ¿`kʋ~œ?ƨĕ¢Ò~kœęŋV?Ò`kÒܙÒV¢œÜœÔ¢Ò`kÒ`¢VܙkœÔ¢ÊÒ«Å¢`Üè‹`¢ÊÒkÒÅk- VkK‹`¢ÊÒ«¢ÅÒܙ?Ò«kÊÊ¢?ÒwƫʋV?Ò¢ÜҐÜÅƫ`‹V?]Ò«ĤK“‹V?Ò¢Üҫŋâ?`?]ÒV?Å?V-Ôkŋè?`¢Ò«k“?Ҝ?ÔÜÅkè?Ò¢Å~Ĕœ‹V?Ò`kÒÊÜ?Ò?Vܙܓ?ƨĕ¢ÒkÒV¢œÊkÅâ?`¢Ò«¢ÅÒ kÊÊ?ÊÒ«kÊÊ¢?ÊÒ¢ÜÒ«¢ÅÒÊkÜÊÒÊÜVkÊÊ¢ÅkÊ]Ò«?Å?ÒxœÊÒ`kÒ«Å¢â?Ò¢Üҋœw¢Å™?-ƨĕ¢ÀÒ­!Ƽ-,®± ¿ĀÒ¢ÒV¢œÜœÔ¢Ò`kÒ`¢VܙkœÔ¢ÊÒ¢xV‹?“™kœÔkÒ«Å¢`Üè‹`¢ÊÒkÒÅkVkK‹`¢ÊÒ«¢ÅÒ Ü™Ò~¢âkŜ¢]Ò¢Å~?œ‹è?ƨĕ¢Ò¢ÜÒxř?]Ҝ¢Ò`kV¢ÅÅkÅÒ`kÒÊÜ?ÊÒ?ԋâ‹`?`kÊ]Ò?Å-ºÜ‹â?`¢ÊÒkÒV¢œÊkÅâ?`¢ÊÒ«¢ÅÒʋÒkÒÊkÜÊÒÊÜVkÊÊ¢ÅkÊÒ«?Å?Òkwk‹Ô¢ÊÒwÜÔÜÅ¢ÊÀ]Ò /¢“¢œÒÜV‘Ò­/¢Üè?]Ò©žyé®Ò­V‹Ô?`¢Ò«¢ÅÒ(Ƽ /]Ò?ŋ“kœ?Òk‹Ôk]Ò©žlЮ± ¿ęÒ?Ò?Vܙܓ?ƨĕ¢Ò¢Å`kœ?`?Ò`¢ÊÒ`¢VܙkœÔ¢Ê]Òk™ÒÊÜ?ҙ?‹¢Å‹?ÒÔkäÔÜ?‹Ê]Ò Vŋ?`¢ÊÒ«¢ÅÒܙ?ҋœÊԋÔ܋ƨĕ¢Ò¢ÜÒ«kÊÊ¢?]Ҝ¢ÒVÜÅÊ¢Ò`kÒÊÜ?Ò?ԋâ‹`?`k]ÒkÒ «ÅkÊkÅâ?`¢ÊÒ«?Å?Ò?ÒV¢œÊkVÜƨĕ¢Ò`¢ÊÒÊkÜÊÒ¢Kkԋâ¢Ê]Òâ‹Ê?œ`¢ÒĒÒÜԋ“‹`?`kÒ ºÜkÒ«¢`kÅĕ¢Ò¢wkÅkVkÅҜ¢ÒwÜÔÜÅ¢ÀÒ­(Ƽ /]Ò?ŋ“kœ?Òk‹Ôk]Ò©žlЮ±

(6)

Obs.: O termo arquivo, em suas várias acepções, também é usado para

designar: entidade, mobiliário, setor, repartição, conjunto documental, local EƦOHBçƤCDOHFá@CçƤL@N@ƤBçáODNâ@NƤçƤ@BDNâç ƤĠNFĖçƤCçƤFçâDNáç ƤPƦPQJçƤCDƤLDNH-ódicos, etc.

-çƤ@NMQHâçƤb.OƤCçBQKDáPçOƤOĖçƤLNçCQUHCçOƤDƤBçáODNâ@CçOƤBçKƤçAIDPHâçOƤ EQáBHçá@HOp Ƥb2ĖçƤLNçCQUHCçOƤáQKƤĥáHBçƤDSDKLJ@NƤçQƤDKƤJHKHP@CçƤáĥKDNçƤCDƤ BĠLH@Op Ƥb(ĔƤQK@ƤOHFáHfB@ŒĖçƤçNFĕáHB@ƤDáPNDƤçOƤCçBQKDáPçOpƤDƤb%SHFDƤBçáGD-cimento da relação entre as unidades, a organização e funcionamento dos órgãos”. (PAES, Marilena Leite, 1986)

Documento de arquivo

Documento de arquivo é àquele que tem sua origem tanto no âmbito das NDJ@ŒĢDOƤ HáPDNá@OƤ DƤ DSPDNá@OƤ C@OƤ HáOPHPQHŒĢDOçNF@áHU@ŒĢDOƤ LDOOç@Ƥ IQNƦCHB@ Ƥ públicas ou privadas, quanto nas atividades desempenhadas por uma pes-Oç@ƤEƦOHB@ƤĚƤLNçCQUHCçƤçQƤNDBDAHCçƤL@N@Ƥ@PDáCDNƤ@ƤCDPDNKHá@C@Ƥfá@JHC@CDƤ DOLDBƦfB@ Ƥ ODNâHáCçƤ EQPQN@KDáPDƤ BçKçƤ DJDKDáPçƤ LNçA@PĠNHç Ƥ PDOPDKQáG@JƤ DƤ informativo. ¿!Ò`¢VܙkœÔ¢Ò`kÒ?ź܋â¢ÒÊğÒÔk™ÒÊkœÔ‹`¢ÒÊkÒÅk“?V‹¢œ?`¢Ò?¢Ò™k‹¢ÒºÜkÒ ¢Ò«Å¢`Üè‹Ü±Ò/kÜÒV¢œÜœÔ¢ÒÔk™Ò`kÒÅkÔÅ?Ô?ÅÒ?ҋœwÅ?ŠkÊÔÅÜÔÜÅ?ÒkÒ?ÊÒwܜƨġkÊÒ `¢ÒğÅ~ĕ¢Ò~kÅ?`¢Å±Ò-kzkÔk]Òk™Ò¢ÜÔÅ?ÊÒ«?“?âÅ?Ê]ÒÊÜ?ÊÒ?ԋâ‹`?`kʊ™k‹¢Ò kÒÊÜ?ÊÒ?ԋâ‹`?`kʊx™±Ò ÊÔ?ÒęÒ?ÒK?ÊkÒ`?ÒÔk¢Å‹?Ò`kÒwܜ`¢Ê±±Ò “?ÒęÒºÜkÒ «Åkʋ`kÒ?Ò¢Å~?œ‹è?ƨĕ¢Ò`¢ÊÒ?ź܋â¢ÊÒ«kř?œkœÔkʱÀÒ­ !11!]Òk“¢ƫÊ?Ò ‹KkÅ?““‹]ÒÛééЮ

1.1.2.2. Finalidade e função do Arquivo

A principal w›>’Š_>_j do arquivo é servir como fonte de consulta à admi-nistração, pois, constitui-se, em sua essência, de documentos produzidos e/ou recebidos pela entidade mantenedora do acervo, podendo, com o passar do tempo, servir de base para o conhecimento da história.

O arquivo tem como função principal:ƤPçNá@NƤ@BDOOƦâDJCHOLçáƦâDJƤ@ƤHáEçN-mação contida no acervo documental sob sua guarda aos diversos consulentes e, como função básica: armazenar, guardar e conservar os documentos.

1.1.2.3. Características do arquivo

a) o arquivo possui essência funcional/administrativa, constituindo-se na

maioria das vezes de um único exemplar ou de um limitado número de cópias;

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CONCEITOS FUNDAMENTAIS

b) conteúdo exclusivamente formado por documentos produzidos e/ou

rece-AHCçOƤLçNƤQK@ƤDáPHC@CD ƤE@KƦJH@ ƤODPçN ƤNDL@NPHŒĖç ƤLDOOç@ ƤçNF@áHOKçƤçQƤ instituição;

c) tem origem no desempenho das atividades que o gerou (servindo de

pro-va) e;

d) possui caráter orgânico, ou seja, relação entre documentos de arquivo

per-tencentes a um mesmo conjunto (um documento possui muito mais valor quando está integrado ao conjunto a que pertence do que quando está desagregado dele).

Obs.:Ƥ2DFQáCçƤ/!%2 ƤbáĖçƤODƤBçáOHCDN@Ƥ@NMQHâçƤQK@ƤBçJDŒĖçƤCDƤK@áQO-critos históricos, reunidos por uma pessoa”.

Arquivo, biblioteca e museu, respectivamente vinculados à Arquivologia,

"HAJHçPDBçáçKH@ƤDƤ,QODçJçFH@ ƤDKAçN@ƤODI@KƤN@KHfB@ŒĢDOƤC@Ƥ#HěáBH@ƤC@Ƥ)áEçN-mação, distinguem-se basicamente pelos seguintes aspectos:

OBJETIVO FINALIDADE ORIGEM/TIPO DE

EN-TRADA DO MATERIAL CONSTITUIÇÃO

ARQUIVO Provar, Testemunhar, Informar. Funcional, *QNƦCHB@ Ƥ Administrativa, Cultural (apenas para o conhecimento da história).

Criação e/ou recepção de documentos no

curso natural das atividades particulares, organizacionais e familiares. Único exemplar ou limitado número de documentos (na maioria textuais). BIBLIOTECA Instruir, Educar, Subsidiar a pesquisa. Didática, Educativa Cultural, Técnica, #HDáPƦfB@ Compra, Permuta, Doação. 5ĔNHçOƤ exemplares (na maioria impressos). MUSEU Preservar, Conservar, Entreter. Didática, Cultural, !NPƦOPHB@ Ƥ3ĚBáHB@ Ƥ #HDáPƦfB@ %SLJçN@ŒĖçƤBHDáPƦfB@ Ƥ Permuta, Doação, Coleção, Compra. Peças e objetos históricos, Coleções diversas, Legado @NPƦOPHBçƤDƤ familiar. .ƤbAççKpƤC@ƤHáEçNK@ŒĖç ƤBçáODMħěáBH@ƤCçƤLNçFNDOOçƤBHDáPƦfBçƤDƤPDBáçJĠ- FHBçƤOĚBQJçƤ7)7 ƤLçOOHAHJHPçQƤçƤOQNFHKDáPçƤCDƤCHâDNO@OƤLNçfOOĢDO ƤDOLDBH@JHU@-ções, descobertas, invenções etc., resultando na criação/produção de novos CçBQKDáPçOƤDƤODQOƤâ@NH@CçOƤOQLçNPDOƤ.NHFHáçQ ODƤ@ƤL@NPHNƤC@ƦƤçOƤBG@K@CçOƤ

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LDJ@Ƥ NDQáHĖç Ƥ @áĔJHOD Ƥ PN@P@KDáPçƤ PĚBáHBç Ƥ BJ@OOHfB@ŒĖç Ƥ ODJDŒĖç Ƥ @NK@UDá@-mento e disseminação de todo e qualquer tipo de docu@NK@UDá@-mento e informação). Neles se reúnem documentos de arquivo, biblioteca e museu, ou seja, são cen-tros, colecionadores ou de referência, formados por elementos pertencentes as três entidades citadas.

1.1.2.4. Arquivos Públicos

2DFQáCçƤ@Ƥ+DHƤáƵƤ ƤCDƤƤCDƤI@áDHNçƤCDƤ Ƥ@NPƵ Ƥ#@LƦPQJçƤ)) ƤMQDƤCHO- LĢDƤOçANDƤ@ƤLçJƦPHB@Ƥá@BHçá@JƤCDƤ@NMQHâçOƤLĥAJHBçOƤDƤLNHâ@CçOƤDƤCĔƤçQPN@OƤLNç-vidências: “Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos

e recebidos, no exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do distrito federal e municipal, em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias”.

Igualmente importante, os dois parágrafos do mesmo artigo diz:

ËÒ©ƸÒ/ĕ¢ÒÔ?™Kę™Ò«ĤK“‹V¢ÊÒ¢ÊÒV¢œÜœÔ¢ÊÒ`kÒ`¢VܙkœÔ¢ÊÒ«Å¢`Üè‹`¢ÊÒkÒ ÅkVkK‹`¢ÊÒ«¢ÅҋœÊԋÔ܋ƨġkÊÒ`kÒV?ÅēÔkÅÒ«ĤK“‹V¢]Ò«¢ÅÒkœÔ‹`?`kÊҫŋâ?`?ÊÒ kœV?ÅÅk~?`?ÊÒ`?Ò~kÊÔĕ¢Ò`kÒÊkÅâ‹ƨ¢ÊÒ«ĤK“‹V¢ÊҜ¢ÒkäkÅVƫV‹¢Ò`kÒÊÜ?ÊÒ?ԋ-vidades. ËÒÛƸÒƼÒVkÊÊ?ƨĕ¢Ò`kÒ?ԋâ‹`?`kÊÒ`kҋœÊԋÔ܋ƨġkÊÒ«ĤK“‹V?ÊÒkÒ`kÒV?ÅēÔkÅÒ«ĤK“‹- V¢Ò‹™«“‹V?Ò¢ÒÅkV¢“ˆ‹™kœÔ¢Ò`kÒÊÜ?Ò`¢VܙkœÔ?ƨĕ¢ÒĒҋœÊԋÔ܋ƨĕ¢Ò?ź܋âƫÊԋ-V?Ò«ĤK“‹V?Ò¢ÜÒ?ÒÊÜ?ÒÔÅ?œÊwkÅ̜V‹?ÒĒҋœÊԋÔ܋ƨĕ¢ÒÊÜVkÊÊ¢Å?±

Atenção! Todos os documentos produzidos e/ou recebidos por órgãos

públicos ou entidades privadas revestidas de caráter público (mediante de-legação de serviços públicos) são considerados arquivos públicos, indepen-dentemente da esfera de governo.

Ex: Arquivos Públicos das esferas: federal, estadual, do distrito federal e

municipal.

Obs.: Conforme o art. 175 inserido na Constituição da República

Federa-

PHâ@ƤCçƤ"N@OHJƤCDƤƤb)áBQKADƤ@çƤ/çCDNƤ/ĥAJHBç Ƥá@ƤEçNK@ƤC@ƤJDH Ƥdireta-mente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de

licita-ção, a prestação de serviços públicos”, ou seja, a titularidade dos serviços públicos é do poder público, mas, esses serviços, poderão ser exercidos indiretamente pelo particular (entidades privadas) mediante concessão ou permissão.

(9)

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

1.1.2.5. Arquivos Privados

Segundo o art. 11 da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991: “Consideram-se

arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em decorrência de suas atividades”.

Obs.: !Ƥ !CKHáHOPN@ŒĖçƤ /ĥAJHB@Ƥ LçCDƤ OQAKDPDN ODƤ @Ƥ NDFHKDƤ IQNƦCHBçƤ CDƤ

CHNDHPçƤLNHâ@CçƤçQƤNDFHKDƤIQNƦCHBçƤCDƤCHNDHPçƤLĥAJHBç ƤODáCçƤ@OOHK ƤGĔƤ@NMQH-âçOƤCDƤLDOOç@OƤIQNƦCHB@OƤCDƤCHNDHPçƤLNHâ@CçƤMQDƤOĖçƤ@NMQHâçOƤLĥAJHBçOƤDƤáĖçƤ arquivos privados, como é o caso dos arquivos das sociedades de economia

mista (Banco do Brasil, Petrobrás, etc., cujas ações com direito a voto

per-tencem em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta) e das empresas públicasƤ#@HS@Ƥ%BçáġKHB@Ƥ&DCDN@J #%& Ƥ%KLNDO@Ƥ"N@OHJDHN@ƤCDƤ Correios e Telégrafos-ECT, as subsidiárias da Petrobrás, etc., que são admi-nistradas unicamente pelo Poder Público, visto que há participação exclusiva do capital público na sua constituição, seja somente da União ou da União com outros entes governamentais.)

Exemplos:

• Institucional: Igrejas, clubes, associações, etc.

• Pessoais: EçPçOƤCDƤE@KƦJH@ ƤB@NP@O ƤçNHFHá@HOƤCDƤPN@A@JGçO ƤDPB

• Comercial: companhias, empresas, etc.

1.2. PRINCÍPIOS ARQUIVÍSTICOS

!ƤCHOBHLJHá@ƤCDƤ!NMQHâçJçFH@ƤDáFJçA@ƤQK@ƤOĚNHDƤCDƤLNHáBƦLHçO ƤMQ@HOƤODI@K

I. Princípio da proveniência, procedência ou de respeito aos fundos (respect

des fonds):ƤODFQáCçƤDOODƤLNHáBƦLHç ƤçOƤ@NMQHâçOƤCDâDKƤODNƤçNF@áHU@CçOƤLçNƤ

fundos ou núcleos de uma mesma fonte produtora/geradora, não deven-do, portanto, ser misturados aos de outras fontes;

II. Princípio da cumulatividade: diz respeito à acumulação natural,

progressi-va e orgânica dos arquivos;

III. Princípio da organicidade ou do respeito pela estrutura: os arquivos

re-gDPDKƤ@ƤDOPNQPQN@ Ƥ@PHâHC@CDOƤDƤEQáŒĢDOƤCçƤçNF@áHOKçƤDáPHC@CDƤBçJDPHâ@ Ƥ LDOOç@ƤçQƤE@KƦJH@ ƤMQDƤçOƤBNHçQ ƤDKƤOQ@OƤNDJ@ŒĢDOƤHáPDNá@OƤçQƤDSPDNá@O

IV. Princípio da pertinência ou temático: conceito que não leva em

considera- ŒĖçƤ@ƤçNF@áHU@ŒĖçƤçNHFHá@JƤDƤ@ƤLNçâDáHěáBH@ƤCçOƤCçBQKDáPçO ƤNDBJ@OOHfB@á-do-os tematicamente (por assunto);

Referências

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