• Nenhum resultado encontrado

UMA BANDEIRA o professor que queremos. DOCENTE e DOCÊNCIA Concepções em confronto. PROFESSOR TÉCNICO prático X PROFESSOR INTELECTUAL CRÍTICO REFLEXIVO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "UMA BANDEIRA o professor que queremos. DOCENTE e DOCÊNCIA Concepções em confronto. PROFESSOR TÉCNICO prático X PROFESSOR INTELECTUAL CRÍTICO REFLEXIVO"

Copied!
17
0
0

Texto

(1)

UMA BANDEIRA – o professor que queremos

DOCENTE e DOCÊNCIA

Concepções em confronto

PROFESSOR TÉCNICO prático

X

PROFESSOR INTELECTUAL CRÍTICO REFLEXIVO

SELMA GARRIDO PIMENTA

(2)

Professor técnico prático?

NÃO!!!!!!

Identidade frágil: p. ex. “agente institucional de ensino”

Executores dos scripts produzidos por agentes externos

Docência reduzida a habilidades;

Saberes ausentes / reduzidos à prática;

Formação Prática – sem ‘teoria’

Para os filhos dos outros: os pobres das escolas públicas.

Estatuto profissional precário: contratado por tempo

determinado; descartável

SELMA GARRIDO PIMENTA

(3)

Essa concepção predomina no setor

privado

mercadológico

que domina a formação presencial

e EaD no Brasil :

68% das matrículas

(Fonte MEC/INEP - Censo 2014)

e

Que se insere nos CEs e investe na desvalorização

das IEs públicas de Ensino e Pesquisa

Excesso de ´teoria´! Dizem...

(4)

PROFESSOR CRÍTICO REFLEXIVO –

PESQUISADOR DE SUA PRÁXIS E DA

PRÁXIS EDUCATIVA NOS CONTEXTOS

ESCOLARES

(5)

 Considera o ato docente situado nos contextos escolares e sociais;  Amplo e sólido conhecimento dos contextos social e político que

envolvem os sujeitos;

 Sobre as realidades onde vivem seus alunos;

 Conhecimentos da educação e da pedagogia em conexão com a

práxis pedagógica docente; para analisar, compreender e criar condições de diálogo emancipador;

 Para que sejam participantes ativos na reinvenção da práxis

docente e das escolas;

 Sólida formação teórica que lhes permita compreender as

realidades em que atua / atuará e propor coletivamente caminhos para assegurar a emancipação humana no processo de ensinagem;

 Desenvolvimento da sensibilidade social e humana; compromisso

com a superação das desigualdades educacionais.

(6)

Estatuto profissional: quadro de carreira,

ingresso concurso; permanência e

desenvolvimento profissional

Essa concepção predomina no meio acadêmico de

ensino e pesquisa – instituições públicas

(exceto algumas privadas)

(7)

com

FORMAÇÃO

em

cursos de

LICENCIATURA

em

UNIVERSIDADES

05/04/2016

SELMA GARRIDO PIMENTA 7

(8)

ARS – Letras

A proposta da escola pública era ficar o ano inteiro nessa

lenga-lenga (...) lendo a conta de água, de luz, falando de

remetente da carta. Eu falei

“é tudo isso que a gente vai

fazer aqui?” Ela me falou que fazia parte da realidade dos

alunos.

Só que eu venho dessa realidade e eu

não

consegui engolir isso

; porque para quem não vem da

realidade de pobreza, de

querer ter aula, sim, porque

sabe que é isso que faz a diferença,

aquilo era uma

afronta, é pior que xingamento.

(9)

ABN - HistóriaNossa coordenadora foi quem começou a atualizar o projeto

pedagógico. A gente partiu do estudo do meio, (...) nós professores fomos ao lugar onde vivem os alunos. Moram num morro e conhecer essa realidade me ajudou a entender a dificuldade que os alunos tinham de diferenciar o que é público e coletivo do que particular e pessoal (...) um pegava a caneta do outro e

eu tinha de explicar que não era dele, que tinha de pedir para pegar...)

Visitando o local onde eles moram eu entendi essa dificuldade

– é uma viela, você passa dentro da sala das pessoas, o espaço

é muito coletivo e isso reflete diretamente na vida deles. Eu até compreendi muito das dificuldades de eles entenderem a existência de regras (...) Acho que amadureci muito.

(10)

E O QUE A DIDÁTICA JÁ DISSE? E O QUE PRECISA DIZER?

II. Do ato didático colonizado

(cf. Araya, 2015)

ao ato

didático emancipador (cf. Franco & Pimenta, 2014)

“O ensino é uma prática social complexa.

Considerá-lo como uma prática educacional

em situações historicamente situadas significa

examiná-lo nos contextos sociais nos quais se

efetiva – nas aulas e demais situações de

ensino das diferentes áreas do conhecimento,

nas escolas, nos sistemas de ensino, nas

culturas, nas sociedades – estabelecendo-se os

nexos entre tais contextos”.

(11)

III. Valorizar os professores

“Penso, pois, que na atual conjuntura, os movimentos de

professores deveriam concentrar sua luta na conquista de salários, dignos e melhores condições de trabalho(...) e que a principal bandeira de luta deveria ser a criação de uma carreira (...)com regime de tempo integral e jornada em uma única escola”.

Saviani, 2010“(...) além das aulas, tempo para prepará-las, orientação de

estudos dos alunos, participação coletiva na elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do projeto político-pedagógico curricular dos cursos, nos órgãos

colegiados de gestão, na solução dos problemas da comunidade na qual se situa a escola)”.

“(...) predomina a visão de que a profissão vive um período de

profunda desvalorização. Essa visão faz coro com a literatura que há mais de quatro décadas vem trazendo à luz análises que evidenciam o descaso das políticas educacionais em todos os níveis”.

(12)

IV. Sobre a socialização profissional e o aprender da profissão –“o início da aprendizagem profissional da docência é avassalador...”

MP - HistóriaDependendo de como as coisas acontecem no início, as pessoas

decidem se vão ficar ou não. Tenho vários colegas que chegaram numa escola e foram embora no mesmo dia ...

NKQ – Educação FísicaNo começo tive muito choque de realidade por eu ter estudado

sempre em escola particular. E a primeira vez que tive contato com escola pública foi na Faculdade quando fiz estágio (...) encontrei, de fato, um mundo que eu não conhecia (...)

MMCM - GeografiaNo início foi bem difícil, o meu primeiro contato com sala de

aula me fez desistir da faculdade. Depois de 2 anos eu voltei. E comecei a trabalhar no último ano do curso,

(13)

PÚBLICA? ESTADUAL? MUNICIPAL? PARTICULAR?

MCS - Geografia

prestei concurso para o Estado e Prefeitura e ingressei

no Estado. E logo fui chamado para assumir na

Prefeitura e tive que escolher e optei pela Prefeitura,

principalmente pela estrutura de trabalho e evolução

na carreira. No Estado a situação é muito drástica,

muito triste.

ARS – Letras

(...) obviamente o retorno financeiro não é aquilo que

me motiva totalmente. Mas eu encontrei alí (escola

pública), apesar de todas as lutas que a gente tem

que travar, uma liberdade de trabalho. E isso é

importante.

(14)

E quais as expectativas dos egressos

pesquisados têm para o seu futuro

profissional?

Indique qual a sua principal expectativa profissional futura?

163 41% 136 34% 52 13% 11 3% 34

9% Pretendo continuar na carreira docente. Vou me dedicar à atividade acadêmica e buscar um curso de pós-graduação.

Vou prestar concurso para outra atividade no setor público.

Pretendo trabalhar em outra atividade em empresa privada.

Vou me dedicar a outros projetos pessoais.

(15)

PROPOSTA

(que faço às Instituições)

SOMAR

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

(400hs)

PRÁTICAS

(400hs)

como componentes curriculares

que

PERCORRAM O CURSO DESDE O INÍCIO ATÉ O FINAL

(16)

PROJETO FORMATIVO ARTICULADO ÀS ESCOLAS

PÚBLICAS

Para que a universidade e escola sejam parceiras na

formação inicial (de seus alunos de licenciatura) e

contínua (dos docentes da escola pública e dos

docentes da universidade)

Para que o estágio se realize com e como pesquisa

da realidade

Para evitar / dificultar (?) a concepção tecnicista da

formação

(17)

ESCOLA PÚBLICA

PORQUE NELA CENTRAR A FORMAÇÃO

(Censo INEP set. 2009)

Total Matrículas:

49.771.371 ≅ 50 milhões

Públicas: 82% (41 milhões)

Particulares: 18% (9 milhões)

Referências

Documentos relacionados

moagem levou à necessidade de reprojetar alguns dos minimizar os problemas de quebra. desde a elaboração do projeto detalhado para o equipamentos até sua montagem nas

To demonstrate that SeLFIES can cater to even the lowest income and least financially trained individuals in Brazil, consider the following SeLFIES design as first articulated

Os indicadores aqui analisados convergem para as características das dimensões da gestão escolar, quais sejam Gestão Pedagógica, de Resultados Educacionais e a Participativa,

análise dos documentos legais norteadores da Política de Formação do Estado do Rio de Janeiro. No terceiro capítulo é elaborado um plano de intervenção em que são

(2009) sobre motivação e reconhecimento do trabalho docente. A fim de tratarmos de todas as questões que surgiram ao longo do trabalho, sintetizamos, a seguir, os objetivos de cada

O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência da prática regular de exercício físico sobre a adequação da massa óssea, indicadores bioquímicos do

Este trabalho buscou, através de pesquisa de campo, estudar o efeito de diferentes alternativas de adubações de cobertura, quanto ao tipo de adubo e época de