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Academic year: 2021

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Biologia III

Marion do Rocio Foerster

Adriana Ferreira Gama

Ivonete Aparecida dos Santos-Gouvea

Curitiba-PR

2011

PARANÁ

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e-Tec Brasil

Sumário

Palavra do professor-autor ... 283

Aula 1 - A diversidade dos cordados ... 285

1.1 Caracterizando os cordados ... 285

1.2 A classificação dos cordados ... 286

Aula 2 - Os vertebrados, o maior grupo de cordados ... 289

2.1 As características dos vertebrados ... 289

2.2 A evolução e classificação dos vertebrados ... 290

Aula 3 - Os Agnatos - vertebrados sem mandíbulas ... 293

3.1 Agnatos, também chamados de ciclostomados ... 293

3.2 As lampreias ... 294

3.3 As feiticeiras ... 294

Aula 4 - Vertebrados I - peixes ... 297

4.1 Características gerais dos peixes ... 297

4.2 As classes dos peixes ... 299

Aula 5 - Vertebrados II - anfíbios ... 305

5.1 Os exemplos de anfíbios ... 305

5.2 As características dos anfíbios e sua dependência da água ... 306

5.3 A reprodução dos anfíbios e sua relação com o ambiente aquático ... 307

5.4 Classificação dos anfíbios ... 308

Aula 6 - Vertebrados III - répteis ... 311

6.1 A classificação dos répteis ... 311

6.2 As características dos répteis e suas adaptações ao ambiente terrestre ... 312

6.3 Aspectos reprodutivos dos répteis ... 312

Aula 7 - Vertebrados IV - aves ... 317

7.1 A classificação das aves ... 317

7.2 As principais características das aves ... 318

7.3 As adaptações para o voo ... 319

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Biologia III e-Tec Brasil

Aula 8 - Vertebrados V - mamíferos ... 323

8.1 Características gerais dos mamíferos ... 323

8.2 A reprodução dos mamíferos ... 325

8.4 As principais ordens de mamíferos placentários... 325

Aula 9 - Chondrichthyes - peixes cartilaginosos I ... 329

9.1 Características gerais dos Condrictes ... 329

9.2 Estrutura corporal dos condrictes ... 329

9.3 Classificação dos condrictes ... 331

Aula 10 - Chondrichthyes - peixes cartilaginosos II ... 337

10.1 Musculatura ... 337

10.2 Esqueleto ... 337

10.3 Órgãos dos sentidos ... 338

Aula 11 - Osteichthyes - peixes ósseos I ... 343

11.1 Características gerais dos osteíctes ... 343

11.2 Estrutura do corpo ... 344

11.3 Peixes Abissais ... 345

Aula 12 - Osteichthyes - peixes ósseos II ... 349

12.1 Tegumento ... 349

12.2 Escamas ... 349

12.3 Barbatanas – nadadeiras ... 350

12.4 Bexiga natatória ... 351

Aula 13 - Fisiologia dos peixes cartilaginosos ... 355

13.1 Sistema digestório ... 355

13.2 Sistema respiratório ... 356

13.3 Sistema circulatório ... 356

13.4 Sistema excretor ... 357

13.5 Sistema nervoso ... 357

Aula 14 - Fisiologia dos peixes ósseos ... 359

14.1 Sistema digestório ... 359

14.2 Sistema respiratório ... 360

14.3 A bexiga natatória ... 360

14.4 Sistema circulatório ... 360

14.5 Sistema excretor ... 361

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e-Tec Brasil

Aula 15 - Reprodução de peixes cartilaginosos ... 363

15.1 Características gerais da reprodução dos condrictes ... 363

15.2 Reprodução dos Tubarões ... 364

Aula 16 - Reprodução de peixes ósseos ... 367

16.1 Característica da reprodução dos peixes ... 367

16.2 Comportamento de reprodução... 367

16.3 Fertilização dos óvulos ... 368

16.4 Característica embrionária dos peixes - do ovo ao Alevino ... 369

16.5 - Reprodução ... 372

Aula 17 - Conceitos fundamentais de genética ... 375

17.1 O que é a genética? ... 375

17.2 Conceitos importantes ... 376

Aula 18 - As aplicações da genética ... 379

18.1 Melhoramento genético ... 379

18.2 Clonagem ... 380

18.3 Transgênicos ... 382

18.4 O projeto genoma humano ... 384

Aula 19 - Genética de peixes I ... 387

19.1 Cromossomos de Peixes ... 387

Aula 20 - Genética de peixes II ... 395

20.1 Criação de peixe em cativeiro ... 395

20.2 Genética em peixes de cativeiro ... 396

Referências ... 403

Atividades autoinstrutivas ... 407

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e-Tec Brasil

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Palavra do professor-autor

Prezado Estudante,

Começaremos agora nosso terceiro e último livro de Biologia. Ao longo do Livro II conhecemos os mais diferentes grupos de seres vivos. Aprendemos a caracterizá-los e conhecemos a importância de cada um dos grupos para o ambiente e para a humanidade.

Estaremos no Livro III conhecendo um pouco mais sobre estes grupos, porém agora, estaremos falando sobre o grande grupo dos vertebrados, onde incluímos animais bem mais conhecidos como os peixes, os anfíbios, os répteis, as aves e os mamíferos.

Logo após, nos deteremos a estudar o foco do nosso Curso, ou seja, os peixes. Aprenderemos aspectos relacionados à biologia, fisiologia, reprodução e genética dos peixes ósseos e cartilaginosos.

Esperamos que ao final da nossa disciplina de biologia vocês possam ter uma maior compreensão do ambiente em que vivemos, sabendo como usufruir deste ambiente de forma consciente e empenhados em contribuir com atitudes positivas frente à natureza.

Bons estudos!

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Aula 1 - A diversidade dos cordados

Aula 1 - A diversidade dos cordados

Dando continuidade à nossa disciplina de Biologia, nesta primeira aula iremos relembrar quem são os cordados e conhecer quais os animais que fazem parte deste grande e diverso grupo.

Ao final desta aula você será capaz de reconhecer estes animais dentre toda a diversidade de fauna conhecida, bem como aprender que existem cordados que não são tão comuns para nós. Então, mãos à obra!!!

1.1 Caracterizando os cordados

Neste primeiro momento vamos relembrar um pouco da última aula do nosso livro II de Biologia. Sendo assim, vamos pensar e responder:

1.1.1 Quem são os Cordados?

Todos os animais pertencentes a este grupo, como na figura 1.1, apresentam algumas características exclusivas (figura 1.2) que os diferem dos outros grupos de animais. São elas:

- Notocorda: estrutura com a função de sustentação, a qual está presente

pelo menos na fase embrionária dos cordados.

- Fendas faringeanas: estrutura com a função de trocas gasosas, presente

na fase embrionária. Esta persiste nos cordados aquáticos adultos e regride nos terrestres.

Figura 1.1 A diversidade dos Cordados.

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Química - Tubo nervoso dorsal: característica que diferencia os cordados de todos

os outros animais, nos quais o sistema nervoso é composto por cordões nervosos maciços localizados na região ventral do corpo.

- Cauda: região do corpo que se prolonga além do ânus e que está presente

nos embriões de todos os cordados. Na espécie humana esta estrutura desaparece completamente durante o desenvolvimento embrionário.

Figura 1.2 Características exclusivas dos cordados: tubo nervoso dorsal, notocorda, fendas branquiais e cauda pós-anal.

Fonte: http://curlygirl.no.sapo.pt

1.2 A classificação dos cordados

E então, vocês lembram como é a classificação deste grupo?

Existem cerca de 45 mil espécies de cordados descritas, as quais estão divididas em três subfilos: Urochordata (Urocordados), Cephalochordata (Cefalocordados) e Vertebrata (vertebrados), sendo este último o grupo mais diversificado.

Vejamos as características de cada um deste grupos:

- Subfilo Urochordata ou Tunicata: animais marinhos filtradores que

apresentam uma túnica envolvendo o corpo. A notocorda está presente apenas nas larvas, estando ausente nos adultos, os quais vivem fixos ao substrato. Como exemplo destes animais temos as ascídias.

Figura 1.3 Ascídias, exemplos de urocordados.

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Aula 1 - A diversidade dos cordados

- Subfilo Cephalochordata: animais marinhos que preservam a notocorda

por toda a vida. Não apresentam encéfalo e sim, uma pequena vesícula encefálica. Como exemplo temos o Anfioxo.

- Subfilo Vertebrata ou Craniata: animais onde a notocorda, presente

no embrião, é substituída pela coluna vertebral na fase adulta. Também possuem o crânio e o encéfalo bem desenvolvidos (figura 1.5). Neste grupo temos a presença de animais bastante comuns como representantes dos peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Figura 1.4 Anfioxo

Fonte: http://www.pucrs.br

Figura 1.5 Esqueleto de vertebrado

Fonte: http://leonardoeeduardops.blogspot.com

Saiba mais

Quadro resumo da classificação e alguns significados.

Filo Subfilo

Filo Chordata

Subfilo Urochordata ou Tunicata

(com túnica) Protochordata (sem coluna vertebral) ou

Acraniata (sem crânio) Subfilo Cephalocordata (com

vesícula encefálica)

Grupo Classe

Subfilo Vertebrata ou craniata (com coluna vertebral, crânio e encéfalo)

Pices

Cyclostomata Agnata (sem mandíbula) Chondrichthyes Gnathostomata (com mandí-bula) Osteichthyes Tetrapoda (com extremidades pares) Amphibia Reptilia Aves Mammalia

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Química

Resumo

Nesta aula pudemos rever as características que definem alguns animais como pertencentes ao grande Filo dos Cordados, como a notocorda, as fendas branquiais e o tubo nervoso dorsal.

Vimos, ainda, a classificação deste grupo e demos exemplos destes animais.

Atividades de aprendizagem

Vamos fixar alguns termos relacionados ao assunto que vimos hoje. Então escreva o significado dos seguintes termos:

a. Chordata - ___________________________________________________ b. Tunicata - ____________________________________________________ c. Protochordata - _______________________________________________ d. Acraniata - ___________________________________________________ e. Cephalochordata - ____________________________________________ f. Craniata - ____________________________________________________ g. Vertebrata- __________________________________________________

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Aula 2 - Os vertebrados, o maior grupo de cordados

Aula 2 - Os vertebrados, o maior grupo de cordados

Vamos a partir de agora dar mais ênfase ao terceiro grupo de cordados do qual falamos na aula passada, o grupo dos vertebrados. Aprenderemos a caracterizá-los e conheceremos como são classificados e como se deu a evolução deste grupo de animais.

Ao final deste encontro vocês poderão diferenciá-los diante de todos os animais e poderão concluir por que o nome Craniata é mais adequado para designar este grupo de animais.

2.1 As características dos vertebrados

O subfilo Vertebrata, refere-se a presença da coluna vertebral, no entanto, o nome deste subfilo vem sendo substituído por Craniata,

referente à presença do crânio. Tal modificação dá-se pelo fato de alguns

representantes deste grupo, como os peixes-bruxas, possuírem crânio e serem desprovidos de coluna vertebral.

Além do crânio, outra característica importante é a presença do

endoesqueleto, o qual apresenta as funções de proteção do sistema nervoso central e outras estruturas vitais, bem como auxiliam na movimentação destes animais. A presença do endoesqueleto também favorece o crescimento, o que explica por que os vertebrados são normalmente bem maiores que os invertebrados (Amabis & Martho, 2004).

O crânio, juntamente com a coluna vertebral, formam o esqueleto axial (figura 2.1) e desempenham um importante papel na proteção do sistema nervoso central, uma vez que o encéfalo encontra-se dentro do crânio e a medula espinhal dentro de um canal formado pelas vértebras da coluna vertebral. Já o esqueleto apendicular é constituído pelas estruturas esqueléticas que dão sustentação aos apêndices como nadadeiras, asas, pernas ou braços.

Encéfalo: estrutura composta por vários órgãos, como cérebro, bulbo, cerebelo, tálamo e hipotálamo.

Endoesqueleto: estruturas ósseas de sustentação que se encontram internamente no corpo de alguns animais.

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Química

2.2 A evolução e classificação dos

vertebrados

Podemos dividir os vertebrados em dois grupos: um, onde encontramos os animais que apresentam mandíbula (Gnathostomata) e outro dos organismos em que esta estrutura é ausente (Agnatha).

Os agnatos são os vertebrados mais primitivos, desprovidos de coluna vertebral e mandíbula e que ainda preservam a notocorda por toda a vida. Já os gnatostomados são divididos em várias classes, a saber: Chondricthyes,

Osteicthyes, Actinistia, Dipnoi, Amphibia, Reptilia, Aves e Mammalia. Destas

classes, as quatro primeiras são pertencentes ao grande grupo dos Peixes e as quatro seguintes ao grupo dos Tetrápodes. Conheceremos cada um destes grupos mais adiante.

Peixes Tetrápodes Chondricthyes Osteicthyes Actinistia Dipnoi Amphibia Reptilia Aves Mammalia

A evolução dos vertebrados ocorreu no sentido da água para o ambiente terrestre (figura 2.2). Os peixes evoluíram no mar e partir daí alguns invadiram e se adaptaram à água doce. A partir deste ambiente (água doce), alguns passaram a conquistar o ambiente terrestre originando os primeiros anfíbios. Estes, por sua vez, foram os ancestrais dos répteis e a partir destes surgiram as aves e os mamíferos.

Mandíbula: estrutura que se articula a caixa craniana e que permite ao animal abrir e fechar a boca.

Figura 2.1 Esqueleto axial (em azul) e esqueleto apendicular (em amarelo)

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Aula 2 - Os vertebrados, o maior grupo de cordados

Resumo

Hoje pudemos entender que o termo Craniata (presença de crânio) e mais adequado para designar alguns animais do que o usual termo Vertebrata (presença de coluna vertebral).

Vimos ainda que a evolução dos vertebrados teve início no ambiente marinho, seguindo para a água doce e por fim o ambiente terrestre. O grupo é constituído por uma grande diversidade de animais, onde quatro classes são de peixes e quatro são pertencentes ao grupo dos tetrápodos.

Atividades de aprendizagem

Com base no que você aprendeu na aula de hoje, responda as seguintes questões (Adaptado de Amabis e Martho, 2004).

1. Por que o termo Craniata deve substituir o termo Vertebrata na designação do subfilo dos cordados?

________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________

Figura 2.2 Esquema mostrando a evolução dos vertebrados

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Biologia III

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2. O que significam os termos gnatostomados e agnatos na classificação dos vertebrados?

________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________

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Aula 3 - Os Agnatos - vertebrados sem mandíbulas

Aula 3 - Os Agnatos - vertebrados sem mandíbulas

Veremos nesta aula um grupo bastante particular de vertebrados que não possuem coluna vertebral. Este fato parece estranho, e por isso o termo Vertebrata vem sendo substituído pelo termo Craniata. Mesmo assim, por ser o termo mais usual, continuaremos a tratar os Agnatos como um grupo dentro dos vertebrados. Vamos então ver quem são estes animais!!

3.1 Agnatos, também chamados de

ciclostomados

Este grupo de organismos inclui representantes como as lampreias, as quais podem ser marinhas ou de água doce e feiticeiras (peixes-bruxa), espécies exclusivamente marinhas (figura 3.1).

Apresentam como característica o fato de não possuirem mandíbulas (Agnatha). Ao invés disto, apresentam boca circular com dentes córneos (figura 3.2), motivo pelo qual são também conhecidos como ciclostomados (boca circular). Diferem dos outros grupos de peixes também pelo fato de não possuírem escamas, nem nadadeiras pares.

Figura 3.1 Os representantes dos ágnatos: Peixe-bruxa e lampreia

Fonte: http://animal-planet-brasil.blogspot.com Fonte: http://jpn.icicom.up.pt

Figura 3.2 Detalhe da boca circular de uma lampreia, característica dos ágnatos

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Biologia III

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3.2 As lampreias

As lampreias possuem o corpo cilíndrico e bastante liso, pois secretam muco e podem atingir até um metro de comprimento. Devido ao fato de não possuírem nadadeiras, utilizam-se da boca para fixarem-se nas rochas quando as correntezas estão muito fortes. Muitas espécies são ectoparasitas de peixes, ou seja, se fixam externamente ao corpo dos animais, a alimentando-se do sangue (hematófagas) e fluidos corporais.

3.3 As feiticeiras

Também conhecidas com peixes-bruxas, possuem o corpo alongado de coloração rosa-acinzentada e podem chegar a cerca de um metro de comprimento. Produzem uma espessa camada de muco sobre o corpo e vivem enroladas e enterradas no fundo dos mares. Nos países asiáticos são utilizadas na culinária e sua pele é usada para fazer sapatos e bolsas.

Os oceanos primitivos do período Cambriano, cerca de 510 milhões de anos atrás, deram origem aos primeiros tipos de peixes, denominados de “Ostracodermas”. Os Ostracodermas viveram nos oceanos antigos durante um curto período de tempo geológico, que durou do Cambriano até o final do Período Devoniano, cerca de 310 milhões de anos atrás. Os Ostracordermas eram organismos muito diferentes dos peixes que hoje nós conhecemos. Eram peixes que não apresentavam mandíbulas, tendo o corpo recoberto por placas ósseas. Os Ostracodermas são atualmente incluído na classe Agnatha ou Ciclostomata, são peixes viventes atualmente que também não apresentam mandíbula, incluem peixes como as lampreias e feiticeiras. Logo depois, na árvore evolutiva, viriam os Conodontes, peixes que teriam registro fóssil provenientes do final do período Cambriano e início do

Triássico. Basicamente nestes organismos foram registradas o que seriam

as primeiras brânquias. No ano de 1983 alguns fósseis completos foram recuperados.

Estes organismos possuíam corpo alongado e olhos grandes, suportados por cartilagem. As brânquias indicavam uma alimentação por filtração por formarem um sistema de malhas, porém alguns outros do grupo apresentavam estruturas modificadas que eram utilizadas para captura das presas. De maneira geral, os Conodontes são similares aos ciclostomados, entretanto mais evoluídos que os ciclostomados hoje existentes.

Apesar do surgimento dos peixes no Cambriano, a diversificação deles ocorreu no Período Siluriano, cerca de 443 milhões de anos a 417 milhões de anos, sendo que no Devoniano surgiram os primeiros peixes com mandíbulas (417 m.a a 354 m.a).

Um pouco sobre a origem e evo-lução dos peixes Fonte: http://www.infoescola. com/biologia/origem-e-evolu-cao-dos-peixes/

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Aula 3 - Os Agnatos - vertebrados sem mandíbulas

Com a diversificação dos peixes ocorrendo no Siluriano, surgiram então depois de diversas modificações (estruturas ósseas, corpo, boca, trato digestivo, placas dérmicas e escamas, modo de natação) duas classes hoje conhecidas como  Classe Chondrichthyes (peixes cartilaginosos-  Ex: raia, tubarões) e Classe Osteichthyes (peixes ósseos- Ex: bacalhau).

Resumo

Na aula de hoje pudemos conhecer um grupo bastante particular de peixes, os agnatos. Estes animais, representados pelas lampreias e pelas feiticeiras, não apresentam mandíbulas e possuem uma boca circular. Também está ausente neste grupo de organismos a coluna vertebral, no entanto pertencem ao grupo Craniata, pois possuem crânio.

Atividades de aprendizagem

Caracterize os agnatos. Por que eles também são chamados de ciclóstomos? ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________

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Aula 4 - Vertebrados I - peixes

Aula 4 - Vertebrados I - peixes

Na aula de hoje vamos começar as estudar cada grupo de vertebrados de forma mais aprofundada. Vocês irão perceber que a evolução deste grupo de organismos segue uma tendência de saída do ambiente aquático em busca de um ambiente terrestre. Esta aula, portanto, será dedicada ao estudo dos peixes

mandibulados (figura 4.1), principalmente as classes

Chondricthyes e Osteicthyes, onde nos deteremos às características

principais deste grupo. Como se trata do grupo de organismos que é o foco deste curso, estaremos detalhando aspectos referentes à biologia, fisiologia, reprodução e genética deste grupo em aulas posteriores.

4.1 Características gerais dos peixes

Vamos ver então ver quais são as características mais importantes deste grupo animal.

Os peixes são animais exclusivamente aquáticos, podendo ser marinhos ou de água doce (dulcícolas). Como são aquáticos, os peixes apresentam

respiração branquial, característica de animais que vivem neste tipo de

ambiente. As brânquias (figura 4.2) são estruturas ricamente vascularizadas encontradas entre as fendas faringeanas.

Brânquias:

estrutura relacionada à respira-ção em ambientes aquáticos.

Figura 4.1 Mandíbula de tubarão

Fonte: http://gmirabeau.sites.uol.com.br

Figura 4.2 Brânquias

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Biologia III

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Os peixes, assim como os anfíbios e os répteis (próximos grupos a serem estudados), são animais chamados de ectotérmicos (= pecilotérmicos, termo antigo), pois a temperatura corporal varia de acordo com a temperatura do ambiente.

Outra característica importante é o fato destes animais apresentarem como estruturas de locomoção as nadadeiras.

Os peixes apresentam sistema digestório completo e a excreção é realizada por rins, onde o produto de excreção é principalmente a uréia. O coração destes animais apresenta duas cavidades, um átrio e um ventrículo.

Quanto aos aspectos reprodutivos encontramos grande diversidade neste grupo de animais. A maioria das espécies são dióicas, ou seja, existem indivíduos machos e indivíduos fêmeas (os sexos são separados). Porém também existem indivíduos que apresentam os dois sistemas reprodutores (masculino e feminino), ou seja, são monóicos, também conhecidos como hermafroditas.

Muitas espécies apresentam fecundação externa, onde os gametas femininos (óvulos) e masculinos (espermatozóides) são lançados no ambiente onde ocorre a fecundação. Vale lembrar que este tipo de reprodução só é possível de ocorrer em ambientes aquáticos, onde não ocorre a dessecação dos gametas. A fecundação interna, onde a união dos gametas ocorre dentro do corpo das fêmeas, também é comumente encontrada em várias espécies de peixes.

Quanto ao desenvolvimento, temos espécies em que este é direto e espécies com desenvolvimento indireto. Os filhotes dos peixes são denominados alevinos (figura 4.3).

Figura 4.3 Alevinos, a forma jovem de peixes

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e-Tec Brasil

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Aula 4 - Vertebrados I - peixes

4.2 As classes dos peixes

4.2.1 Classe Chondricthyes – Os peixes

cartilagi-nosos

Neste grupo encontramos os peixes que possuem esqueleto cartilaginoso, como os tubarões, arraias e quimeras (figura 4.4). Nestes peixes, a boca se localiza na parte de baixo do corpo (Boca ventral) e possuem nadadeiras pares.

4.2.2 Classe Osteicthyes – Os peixes ósseos

Aqui temos os peixes que apresentam o esqueleto ósseo e neste grupo entram a maioria dos peixes que conhecemos. Vejamos alguns exemplos na figura abaixo (figura 4.5).

Figura 4.4 Os representantes dos peixes cartilaginosos: Tubarão, Arraia, Quí-mera

Fonte: http://www.webciencia.com Fonte: http://boock.wordpress.com

Fonte: http://animal-planet-brasil.blogspot.com

Diferentemente dos peixes cartilaginosos, estes peixes apresentam a boca anterior (localizada na frente do corpo) e nadadeiras sustentadas por raios ósseos.

4.2.3 – Classe Actinistia

Encontramos aqui peixes marinhos de esqueleto ósseo. O que caracteriza estes peixes é a presença de nadadeiras lobadas (carnosas e sustentadas por raios ósseos). São considerados fósseis vivos, com poucas espécies viventes. Como exemplos temos os peixes do gênero Latimeria (figura 4.6).

Figura 4.5 Alguns exemplos de peixes ósseos

Fonte: http://www.inoveambiental.com.br Fonte: http://conceitodeecologia.blogspot.com Fonte: http://pescabr.blogspot.com

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4.2.4 – Classe Dipnoi

Peixes de água doce que possuem esqueleto ósseo. Apresentam como principal característica a respiração através de um pulmão primitivo e são por isso chamados de peixes pulmonados. São conhecidos apenas três gêneros atuais, entre eles Lepidosirem encontrados na América do Sul (figura 4.7).

Figura 4.6 Latimeria sp., considerado fóssil vivo

Fonte: http://underwateruniversity.wordpress.com

Saiba mais

O cavalo marinho, um peixe bem estranho!!

Figura 4.7 Lepidosiren sp., exemplo de peixe pulmonado

Fonte: http://www.ucmp.berkeley.edu

http://www.fish-islands.com

Classificação

Nome Científico: Hippocampus sp Classe: Osteichthyes

Ordem: Gasterosteiformes Família: Syngnathidae Temperatura: de 24 a 26ºC

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Aula 4 - Vertebrados I - peixes

Características: são animais marinhos e estuarinos; bentônicos, com uma

espécie pelágica, presentes até os 90 m de profundidade.

Morfologia: o nome deste peixe vem da semelhança de sua cabeça com

a do cavalo. Nada com o corpo em posição vertical e a cabeça para frente, movimentando-se pela vibração das barbatanas dorsais. A cauda, longa e preênsil, permite-lhe agarrar-se às plantas submarinas enquanto come pequenos crustáceos. O cavalo-marinho possui placas dérmicas formando uma couraça que os protege dos inimigos. Possui boca pequena, terminal, usualmente no final do focinho tubular; aberturas branquiais fusionadas no corpo e no istmo; 4 arcos branquiais completos e com as brânquias lobadas; espinhos ausentes na dorsal, pélvicas ausentes; dimorfismo sexual presente; os machos incubam os ovos sob o tronco ou cauda.

Habitat: vive nos fundos aquáticos, arenosos ou lodosos, em profundidades

que variam de 8 a 45 metros. Seu habitat preferido são os campos de algas. Alimentação: são monofágicos, ou seja alimentam-se somente de pequenos crustáceos, como artêmia salina e dáfnias. Alimentos que não se movimentam não serão comidos.

Comportamento: na natureza ficam presos aos corais e gorgônias com

suas caudas. Somente nadam em busca de alimento quando há falta deste. Adaptam-se bem em aquários comunitários com outros peixes pequenos e lentos.

Reprodução: é o macho que fica grávido, a fêmea deposita os óvulos numa

bolsa da região ventral; ali eles são fecundados e depois incubados durante dois meses. O cavalo-marinho tem cerca de 15 centímetros de comprimento. O tronco e a cauda são recobertos por anéis. A cabeça é separada do tronco por uma espécie de pescoço. Quando os ovos eclodem, o macho realiza violentas contorções para expelir os filhotes. Ao nascer, estes são transparentes e medem pouco mais de 1 centímetro.

Distribuição Geográfica: a área de distribuição do cavalo-marinho inclui

os Oceanos Atlântico, Índico, Pacífico e Mediterrâneo. As 32 espécies de cavalos marinhos existentes no mundo estão listadas como vulneráveis na IUCN Red List (Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza). Porém muito pouco se sabe sobre sua biologia em ambientes naturais. No Brasil existem duas espécies de cavalo-marinho o Hippocampus

reidi e H. erectus.

Interesse Econômico: mundialmente, por ser espécie de interesse

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Biologia III

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tornou-se espécie vulnerável, entrando para a IUNC Red List em 1996. A partir de 1997, todas as espécies de cavalos marinhos foram incluídas no Anexo D da Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Comunidade Européia. Pesca Abusiva: tem diminuído os estoques naturais de cavalos marinhos em todo o mundo. A China é o maior consumidor deste peixe em termos farmacêuticos, seguida por Taiwan, Hong Kong e Singapura. Os remédios é base de cavalos marinhos dizem aliviar desde asma até a impotência sexual. Em uma farmácia de Hong Kong, o preço de tal droga varia entre 120 e 400 dólares/Kg

Dados brasileiros sobre pesca de peixes ornamentais marinhos não são conhecidos ou divulgados. Não há controle sobre a pesca para o comércio interior ou para a exportação e não existe lei, em âmbito nacional, de proteção a tais peixes. Entretanto, sabe-se que a pesca do cavalo marinho é abusiva. Os locais de criadouro natural não são respeitados, nem idade ou sexo dos espécimes coletados. São jovens que saem do mar antes de estarem aptos a reproduzir, bem como adultos maduros sexualmente e muitos machos já grávidos, que acabam perdendo seus filhotes, ainda dentro da embalagem plástica de viagem, devido ao estresse a que são submetidos, ou nos aquários das lojas que não são adequados a recebê-los.

Ameaçados de Extinção: nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo

e Rio de Janeiro, verifica-se a extrema pressão antrópica sofrida pelas barras de rios e manguezais do litoral destes estados. Infelizmente grande parte das regiões estuarinas foram transformadas em corpos receptores de efluentes, tanto da população ribeirinha quanto do comércio e indústria locais. Este fato naturalmente concorre para o desaparecimento dos cavalos marinhos que encontram nessas regiões, o seu habitat.

Redação Ambientebrasil

Resumo

Nesta aula conhecemos o primeiro grupo de vertebrados mandibulados, os peixes. Aprendemos a caracterizá-los e a diferenciar suas quatro classes: os peixes cartilaginosos, os peixes ósseos, os peixes pulmonados e os peixes com nadadeiras lobadas. Vimos ainda exemplos de todas as classes.

Vale ressaltar que estaremos detalhando o estudo deste grupo de vertebrados em aulas posteriores.

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e-Tec Brasil

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Aula 4 - Vertebrados I - peixes

Atividades de aprendizagem

1. Preencha o quadro abaixo com as principais diferenças entre as classes de peixes.

Classe Chondricthyes Osteicthyes Actinistia Dipnoi

Como podem ser chamados Esqueleto Boca Nadadeira Respiração Exemplo

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Aula 5 - Vertebrados II- anfíbios

Aula 5 - Vertebrados II - anfíbios

Vamos agora começar a sair do ambiente aquático, porém não totalmente! Vamos conhecer este importante grupo de animais que vivem parte de seu ciclo de vida na água e parte em terra. Bem vindo ao belíssimo mundo dos anfíbios, ou classe Amphibia!! Com esta aula, aprenderemos como ocorreu a evolução dos vertebrados, com a busca pela conquista do ambiente terrestre e veremos que os anfíbios são exatamente este elo de transição entre estes dois ambientes. Aprenderemos a caracterizar estes animais e também entenderemos por que o Brasil é o campeão na diversidade deste grupo de organismos.

Lembre-se: a própria palavra Amphibia, do grego, já nos diz:

Amphi = duas Bio = vida

5.1 Os exemplos de anfíbios

Neste grupo encontramos representantes bastante conhecidos nossos como os sapos, as rãs e as pererecas. Estes podem ser bem pequenos (do tamanho de um dedo), como algumas rãs (figura 5.1) ou podem ser bastante grandes como alguns tipos de sapo (figura 5.2).

Figura 5.1 O menor anfíbio do mundo

Fonte: http://coisaslegaisdesaber.com.br

Figura 5.2 O maior sapo do mundo

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Biologia III

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Além destes, encontramos também organismos não tão característicos como as salamandras, os anfíbios que apresentam cauda e as cobras-cegas, anfíbios que não apresentam patas.

Vejamos o que animais aparentemente tão diferentes apresentam em comum.

5.2 As características dos anfíbios e sua

dependência da água

A primeira característica que nos chama a atenção com relação a estes animais e o fato da forma larval (girino) apresentar um modo de vida aquático e a fase adulta ser terrestre.

Larvas – vida aquática Adultos – vida terrestre

Os girinos não têm pernas, possuem uma cauda bastante desenvolvida e respiram através de brânquias. Com o desenvolvimento, gradualmente a cauda e as brânquias vão desaparecendo. Os pulmões vão aparecendo e ocorrem transformações também no coração que passa de um átrio e um ventrículo para dois átrios e um ventrículo. A este processo de transformação chamamos de metamorfose (figura 5.3).

Larvas – respiração branquial Adultos – respiração pulmonar

Figura 5.3 O processo de metamorfose dos anfíbios

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Aula 5 - Vertebrados II- anfíbios

Todos os anfíbios apresentam a pele lisa, vascularizada e com muitas glândulas mucosas, o que auxilia a mais um tipo de respiração utilizada por estes animais, a respiração cutânea (através da pele). São, assim como os peixes, animais ectotérmicos (temperatura corporal varia de acordo com a temperatura do ambiente) e apresentam um coração com três cavidades.

5.3 A reprodução dos anfíbios e sua relação

com o ambiente aquático

Outras características que demonstram a dependência destes organismos da água dizem respeito aos aspectos reprodutivos.

Os anfíbios apresentam a fecundação externa, típica de ambientes aquáticos, onde os gametas (masculinos e femininos) são eliminados na água onde ocorrerá a fecundação. Outro aspecto é que os ovos destes animais não apresentam casca e são gelatinosos (figura 5.4) e a partir deles eclode uma larva, chamada girino (figura 5.5), que caracteriza o desenvolvimento

indireto.

Figura 5.4 Ovos de anfíbios. Gelatinosos e sem casca

Fonte: http://anfibiosdeportugal.blogspot.com

Figura 5.5 Girino. Fase larval dos anfíbios

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Biologia III

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5.4 Classificação dos anfíbios

A classe dos anfíbios é dividida em três ordens, veja no quadro abaixo quais são:

Ordem Anura Ordem Caudata ou Urodela

Ordem Gymnophiona ou Apoda

Anfíbios desprovidos de cauda e com quatro patas:

Sapos, râs e pererecas

Anfíbios de corpo alongado, quatro pernas e cauda longa:

Salamandras

Anfíbios de corpo cilíndrico e alonga-do, patas atrofiadas:

Cobras Cegas

Fonte: http://www.sobiologia.

com.br Fonte: http://www.infoescola.com

Fonte: http://www.portalsaofrancisco. com.br

Curiosidade

Saiba mais

Brasil... país com maior diversi-dade de anfíbios. O Brasil é pródigo em espécies de anfíbios. Está entre os maiores do mundo, com cerca de 650 espécies conhecidas, sendo 150 delas esti-madas para o Cerrado. Mas este é um número considerado pequeno diante do que o bioma ainda es-conde. “Esse fato mostra o quanto estamos longe de um conhecimento minimamente satisfatório em rela-ção às nossas espécies, sobretudo no Cerrado”, diz o pesquisador Reuber Brandão. Falta de recur-sos para pesquisas e a velocidade com que se avança a destruição do bioma são fatores que impe-dem o avanço das investigações. “No primeiro caso, ainda se pode recuperar o tempo perdido. Resta saber se no futuro haverá Cerrado para abrigar as espécies para que as estudemos”, questiona. A lista ofi-cial do Ibama apresenta 16 espécies de anfíbios em perigo de extinção. Número que, provavelmente, é bem maior considerando a escassez de dados mais abrangentes sobre as perdas da biodiversidade nacional. Jaime Gesisky Fonte: http://360graus.terra.com.br/ ecologia/ Autor: Redação 360 Graus Data: 20/7/2004

As rãs arborícolas encontram-se entre os anfíbios mais belos do Planeta, mas nos últimos anos as suas populações decaíram. São muito sensíveis à qualidade do ar e da água, a alterações climáticas e muitas espécies estão ameaçadas por perda do seu habitat. As mais coloridas são venenosas, mas ainda assim, estas pequenas e impressionantes criaturas são animais de estimação muito populares e muitas vezes são capturados na natureza.

Resumo

Na aula de hoje descobrimos por que os anfíbios são considerados o elo entre animais de vida exclusivamente aquática e aqueles de vida terrestre. Vimos que estes animais passam pelo processo de metamorfose e ainda possuem grande dependência da água, principalmente nos aspectos relacionados à respiração e a reprodução destes animais. Pudemos descobrir ainda que o

Figura 5.6 Rã arborícola

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Aula 5 - Vertebrados II- anfíbios

Brasil, por ser um país tropical, com um clima quente e bastante úmido, proporciona que exista uma grande diversidade de anfíbios, sendo o país mais rico com relação a este grupo de animais.

Atividades de aprendizagem

1. Por que os anfíbios apresentam a vida restrita a ambientes úmidos ou próximos a ambientes aquáticos?

________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________

2. A fase larval dos anfíbios é denominada: a) plânula

b) alevino

c) trocófora

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Aula 6 - Vertebrados III- répteis

Aula 6 - Vertebrados III - répteis

Na aula de hoje conhecermos um pouco sobre os répteis. Estes são os primeiros vertebrados tipicamente terrestres, sem a dependência da água para a respiração e a reprodução.

Estes animais que dominaram o nosso planeta por quase 150 milhões de anos (entre 200 milhões e 65 milhões de anos atrás – Idade dos répteis), onde viviam em todos os tipos de ambiente e podiam apresentar cerca de alguns metros de tamanho, com até toneladas de peso, são ainda hoje representados por uma grande diversidade de organismos, como as serpentes, as tartarugas, os jacarés e os lagartos. Vamos lá então, conhecer a classe Reptilia.

6.1 A classificação dos répteis

A classe dos répteis é dividida em quatro ordens: Squamata, Chelonia,

Crocodilia e Rhyncocephalia. Vamos conhecê-las (quadro 6.1) para que

então possamos entender mais sobre suas características e modos de vida.

Quadro 6.1 As quatro ordens de répteis

Fonte: http://www.vivaterra.org.br Fonte:http://www. fotoplatforma.pl

Squamata

Representada pelas serpentes e pelos lagartos, constitui a ordem mais abundante e com maior diversidade entre os répteis.

http://www.sobiologia.com.br

Chelonia (Testudinae)

Ordem representada pelas tartarugas (que vivem em água doce e salgada), cágados (que vivem em água doce) e os jabutis (que são terrestres).

http://www.portalsaofrancisco.com.br

Crocodilia

Reúne os jacarés e crocodilos, os quais vivem principalmente em água doce e com poucas espécies marinhas.

http://beforeitsnews.com

Rhyncocephalia (Sphenodontia)

Representadas apenas por duas espécies que vivem na Nova Zelândia e que são conhecidas por tuataras.

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Biologia III

e-Tec Brasil

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6.2 As características dos répteis e suas

adaptações ao ambiente terrestre

Os répteis, assim como os peixes e os anfíbios são animais ectotérmicos (antigo pecilotérmicos), ou seja, aqueles em que a temperatura do corpo não é constante. Estes animais variam sua temperatura corporal de acordo com o ambiente e se utilizam de adaptações comportamentais para controlar esta temperatura. Você já deve ter ouvido o termo “lagartear ao sol”, o termo é exatamente uma menção a estes animais que procuram muitas vezes se manter ao sol para subir sua temperatura corporal.

6.2.1 Revestimento corporal

Estes animais apresentam a pele seca e sem glândulas (diferentes dos anfíbios), uma vez que não realizam trocas gasosas através da pele (respiração cutânea).

A pele apresenta ainda placas córneas, escamas ou carapaças que ajudam a evitar a dessecação que seria natural em um ambiente terrestre.

6.2.2 Respiração e excreção

Outros aspectos que demonstram bem a adaptação dos répteis ao ambiente terrestre dizem respeito à respiração a ao tipo de produto excretado.

A respiração destes animais é pulmonar, onde apresentam pulmões bem mais desenvolvidos do que os anfíbios.

A excreção dos répteis é realizada por um par de rins e a excreta nitrogenada produzida é o ácido úrico, substância menos tóxica do que a amônia e que necessita de bem menos água para ser excretada, o que possibilita economia de água, de extrema importância no ambiente terrestre.

6.3 Aspectos reprodutivos dos répteis

A partir de agora os animais passaram a não depender tanto da água para a reprodução. Vamos entender o porquê!

Os répteis são animais dióicos, com desenvolvimento direto e na sua grande maioria ovíparos (colocam ovos). A fecundação é típica de ambiente terrestre, ou seja, fecundação interna, onde o macho introduz os espermatozóides dentro do corpo da fêmea.

Os ovos (figura 6.1), também como adaptação para o ambiente terrestre, apresentam casca e anexos embrionários.

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Aula 6 - Vertebrados III- répteis

Saiba mais

Serpentes peçonhentas brasileiras

Note o padrão de coloração típico das corais.

Figura 6.1 Ovos de tartarugas

Fonte: http://projamora2008tartarugas.pbworks.com

As serpentes são animais pertencentes ao Filo Chordata, Classe Reptilia e Ordem Squamata. Possuem corpo alongado, desprovido de patas e recoberto por escamas; e a temperatura corporal varia de acordo com o ambiente, sendo, por isso, classificadas como animais ectotérmicos. Muitas são venenosas sem, no entanto, serem consideradas peçonhentas, já que esta classificação implica que tenham condições de inocularem este veneno. Em nosso país existem pelo menos 365 espécies de serpentes, distribuídas em dez famílias: Anomalepididae (6), Leptotyphlopidae (14), Typhlopidae (6), Aniliidae (1), Tropidophiidae (1), Boidae (11), Viperidae (28), Elapidae (27), Colubridae (34) e Dipsadidae (237). Destes indivíduos, os pertencentes às famílias Viperidae e Elapidae são os peçonhentos.

Serpentes da família Viperidae são as jararacas, surucucus e cascavéis.

Estas possuem fosseta loreal: um orifício localizado entre o olho e a narina da serpente, semelhante a uma narina.

O par de dentes para inoculação de veneno dos indivíduos desta família é longo, dianteiro e curvado para trás – se movimentando para frente no

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Biologia III

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momento do bote; enquanto os demais são poucos e pequenos. Este tipo de dentição é chamado solenóglifa. Estes animais, assim como jiboias, salamantas e dormideiras, possuem a pupila com fenda.

Cascavéis possuem, no fim da cauda, uma estrutura semelhante a um

chocalho. Surucucus, nesta região, têm escamas eriçadas e um pouco salientes. No caso das jararacas, a ponta da cauda é normal. Estas últimas também têm, como padrão para identificação, escamas com desenhos semelhantes a “v” invertidos, ou ganchos de telefone.

Serpentes da família Elapidae são as corais verdadeiras. Apesar de não

possuírem a fosseta loreal, apresentam um padrão de cor característico:

vermelho, preto e branco ou amarelo. A dentição é do tipo proteróglifa: dentes inoculadores dianteiros, fixos, pequenos e que pouco se destacam entre os demais.

OFIDISMO

O nome dado a acidentes envolvendo serpentes chama-se ofidismo. Em nosso país, a ocorrência anual destes eventos é de aproximadamente quinze casos a cada cem mil habitantes, com maior frequência nos meses quentes e chuvosos do ano. Medidas como: não andar descalço em ambientes propícios para ocorrência de serpentes, ter cuidado ao manipular lixo e entulho e manter quintais e casa limpos, são essenciais para evitar este problema. Acidentes envolvendo jararacas são campeões no ranking: aproximadamente 90% dos casos. O veneno destas espécies tem ação inflamatória aguda (proteolítica), coagulante e hemorrágica, e pode provocar necrose. Já o das cascavéis é neurotóxico, e provoca visão dupla, dores musculares, urina de cor escura e dificuldades respiratórias. É o que apresenta maior letalidade, geralmente com morte causada por insuficiência renal. Surucucus

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Aula 6 - Vertebrados III- répteis

apresentam veneno neurotóxico e coagulante, provocando braquicardia, hipotensão, diarreia e hemorragias. E, finalmente, o das corais verdadeiras, apresenta ação neutotóxica, provocando visão dupla, dilatação da pupila, dores musculares e insuficiência respiratória.

Em caso de acidentes, o indivíduo não deve fazer torniquetes e tampouco sugar o veneno. Lavar com água e sabão o local afetado, manter a região o mais imóvel possível e procurar imediatamente por auxílio médico, a fim de receber o soro antiofídico, são as medidas corretas.

Por Mariana Araguaia - Graduada em Biologia Equipe Brasil Escola

Fonte: http://www.brasilescola.com

Resumo

Na aula de hoje aprendemos sobre esta importante classe de vertebrados, os répteis, os quais já dominaram o nosso planeta por milhões de anos e que são hoje em dia representados por muitos animais conhecidos nossos como as tartarugas, os jacarés, as cobras e os lagartos.

Vimos que estes organismos precisaram adquirir várias adaptações para poder sobreviver em uma ambiente terrestre, em que não necessitassem tanto da água para a respiração ou para a reprodução.

E ainda na leitura complementar, pudemos aprender como identificar as serpentes peçonhentas, aprendendo sobre os sintomas de seus venenos e os cuidados e providências a serem tomadas em caso de acidentes.

Atividades de aprendizagem

Vamos relembrar algumas adaptações dos répteis ao ambiente terrestre. Então complete as frases abaixo:

a. Os réptéis, diferente dos anfíbios, apresentam a pele revestida por __________________, ___________________ ou ___________________, que os auxiliam a evitar a ____________ de água.

b. A partir de agora a respiração dos animais é do tipo _____________________, típica de ambientes ____________________.

c. Com relação a reprodução, os répteis apresentam fecundação ___________________ e desenvolvimento _________________________. Os ovos, assim como as aves, apresentam ____________________ e ____ ______________________________________ que auxiliam na proteção e evitam a dessecação do embrião.

d. O produto de excreção dos répteis é o ______________________________, o qual necessita de menos água para ser eliminado.

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Aula 7 - Vertebrados IV - aves

Aula 7 - Vertebrados IV - aves

Hoje conheceremos um pouco sobre a ornitologia, que se dedica ao estudo da grande classe das aves. Este grupo é bastante diversificado, e inclui desde organismos pequenos, como o conhecido beija-flor, até grandes organismos como os avestruzes, além de algumas espécies bastante peculiares, como os famosos pinguins.

Vamos dar ênfase às adaptações que estes animais adquiriram para o voo e conhecer suas características principais.

Vejamos a belíssima classe das aves!! (figura 7.1)

http://www.infoescola.com http://www.ask.com http://revistaproagri.webs.com

http://www.centrovegetariano.org http://www.baixaki.com.br http://www.fotosdebichos.com.br

Figura 7.1 A diversidade das aves.

7.1 A classificação das aves

As aves são divididas em 18 ordens, as quais são distribuídas em dois grupos principais (superordens), as Paleognathae (Ratitas) e as Neognathae (Carenadas). Vejamos quem são:

Paleognathae (Ratitas) – são as aves que não voam, consideradas mais

primitivas, como os avestruzes (Africanos) e as emas (Sul americanas) (figura

7.2).

Obs.: algumas aves como galinhas e os pinguins, apesar de não voarem, não são colocados neste grupo.

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Biologia III

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Figura 7.4 Penas, estruturas características das aves

Fonte: acervo do autor

Neognathae (Carenadas) – são consideradas mais modernas e possuem

uma estrutura chamada quilha (figura 7.3), para inserção de músculos que auxiliam no voo. Entram neste grupo todas as outras aves que conhecemos.

Figura 7.2 Emas e avestruzes, exemplos de Ratitas, aves que não voam

Fonte: http://www.treknature.com

7.2 As principais características das aves

As aves, diferente dos três grupos de vertebrados que vimos anteriormente são organismos endotérmicos (antigo homeotérmicos). Assim como os mamíferos, a temperatura do corpo das aves não varia de acordo com a temperatura do ambiente, ou seja, esta permanece mais ou menos constante, característica que é adquirida devido à presença das penas (figura 7.4). Tais estruturas, além de auxiliar na manutenção da temperatura, protegem o corpo, impermeabilizam a pele e auxiliam no voo. A impermeabilização das penas é feita graças às glândulas

uropigianas, localizadas próximas à parte superior da cauda.

Estes animais realizam respiração pulmonar, possuem um coração com quatro cavidades (dois átrios e dois ventrículos) e apresentam como produto de excreção o ácido úrico.

Figura 7.3 A quilha das aves

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Aula 7 - Vertebrados IV - aves

7.3 As adaptações para o voo

Muitas das características encontradas nos grupo das aves dizem respeito a adaptações que este organismos foram adquirindo para chegar a um importante comportamento das aves: o voo.

Certamente que se lhe fosse perguntado sobre uma destas características, prontamente você responderia que as estruturas responsáveis pelo voo seriam as asas. Sem dúvida a resposta é correta, porém existem tantas outras características que também estão relacionadas com estas adaptações. Vejamos quais são:

Além da presença de asas e penas, as aves possuem um osso na caixa torácica que tem a forma de quilha (figura 7.3) e que serve para a inserção dos músculos peitorais, fundamentais para o voo. Ainda, os ossos das aves são porosos (chamados ossos pneumáticos) e portanto são bem mais leves. As aves não possuem dentes, nem bexiga urinária o que contribui para a redução do peso do corpo destes animais.

Além disso, nas aves existe uma estrutura chamada de sacos aéreos, relacionada à respiração deste organismos, mas que também, ao inflar, permitem que estas se mantenham mais leves e facilitam desta forma o voo.

7.4 A reprodução das aves

As aves são animais dióicos e como são terrestres, apresentam fecundação interna. Apresentam desenvolvimento direto e são ovíparas, mantendo os ovos sempre aquecidos para que ocorra um bom desenvolvimento do embrião.

Estas apresentam na maioria das espécies uma grande diferença entre machos e fêmeas (dimorfismo sexual), sendo os machos bem mais vistosos que as fêmeas. Além disso, possuem muitos ritos comportamentais relacionados com a reprodução e delimitação do território, como por exemplo, a exibição da plumagem e o canto.

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Biologia III

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Saiba mais

A origem evolutiva das aves.

A maioria dos cientistas parece estar de acordo que as aves evoluíram a partir dos répteis. Admite-se mesmo, que durante este percurso evolutivo de milhões de anos, existissem criaturas possuidoras de estruturas intermédias entre as coberturas escamosas, características dos répteis e as plumagens das aves. O mais antigo fóssil que permite esta relação evolutiva (dinossauros/aves) foi encontrado em meados do séc.XIX no sul da Alemanha. O Archaeopterix, como foi designado, viveu há cerca de 150 milhões de anos. Da dimensão sensivelmente de um corvo, apresentava asas e o corpo coberto de penas. No entanto, ao contrário das aves dos nossos dias, o Archaeopteryx tinha dentes, possuía ossos na cauda como um pequeno dinossauro e 3 finos dedos em forma de garra nas extremidade das asas, de que se serviria para se agarrar aos galhos e trepar às árvores. Provavelmente não era capaz de levantar voo, devido ao facto de não possuir o esterno em forma de quilha, osso que as aves tem no peito e onde se inserem os poderosos músculos que permitem o bater de asas. Contudo, seria, sem dúvida, capaz não só de executar enormes saltos impulsionados pelas asas, bem como de “voar” planando.

A seguinte fase evolutiva das aves chegou até nós através de bem preservados fósseis com cerca de 90 milhões de anos. Deste grupo de aves as que melhor se conhecem são o Hesperornis e o Ichthyornis, ambas aves aquáticas que viveram onde hoje se situa a América do Norte. Por essa altura um enorme mar interno cobria a região. É quase certo que a base alimentação do

Hesperornis e do Ichthyornis era o peixe. Tal como o Archaeopterix ambos

possuíam dentes, embora estejam evolutivamente mais próximos das aves que hoje conhecemos.

O Hesperornis assemelha-se ao mergulhão dos nossos dias. Embora fosse incapaz de voar, era um nadador exímio. O Ichthyornis, que se assemelha à

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e-Tec Brasil

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Aula 7 - Vertebrados IV - aves

actual gaivota, também  mergulhava em busca das suas presas, mas com as suas longas asas era capaz de voar.

As primeiras aves que em tudo são idênticas às dos dias de hoje apareceram há cerca de 65 milhões de anos atrás. A grande maioria destas aves eram aves aquáticas que já não possuíam dentadura e são os antepassados directos de patos, flamingos e pelicanos. Os antepassados das outras aves que conhecemos actualmente evoluíram entre o período dos 65 e 13 milhões de anos. Entre estes incluem-se os primeiros falcões, avestruzes, corujas, mochos e pinguins. Finalmente, há cerca de 11.500 anos,  no fim dos glaciares, existia já a grande maioria das espécies de aves que chegaram até aos nossos dias.

Fonte: http://www.azibo.org/aveevo.html

Resumo

Nesta aula pudemos conhecer sobre o belíssimo mundo das aves. Aprendemos sobre as características deste grupo e as adaptações estruturais destes animais que facilitam o voo.

Vimos ainda que se trata de um grupo extremamente diversificado, inclusive nas suas características comportamentais e reprodutivas.

Atividades de aprendizagem

Assinale as alternativas corretas:

1. São características exclusivas das aves:

a. endotermia, penas e coração com quatro cavidades.

b. endotermia, sacos aéreos e penas.

c. coração com quatro cavidades.

d. sacos aéreos e penas.

2. O principal produto de excreção das aves é o:

a) ureia b) amônia c) ácido úrico d) guanina

3. Quais são as adaptações do esqueleto das aves relacionadas ao voo?

________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________

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Aula 8 - Vertebrados V - mamíferos

Aula 8 - Vertebrados V - mamíferos

Vamos nesta aula falar um pouco do último grupo de vertebrados, a classe Mammalia. Estes animais começaram a se expandir a cerca de 65 milhões de anos (figura 8.1), após a extinção dos grandes dinossauros, tendo sua origem, assim como as aves, de um grupo de répteis primitivos.

Os mamíferos, nos quais nós seres humanos também nos classificamos, ocupam todos os ambientes terrestres, sendo encontrados também em ambientes aquáticos. Temos neste grupo desde pequenos roedores até grandes animais como a baleia-azul, maior animal existente.

Vamos então saber um pouco mais sobre estes animais, suas características e sua diversidade.

Figura 8.1 Os grandes mamíferos já extintos

Fonte: http://www.grupoescolar.com

8.1 Características gerais dos mamíferos

O próprio nome já diz Mammalia, o que diz respeito à presença de glândulas mamárias, sem dúvida, a principal característica destes animais. Todos os mamíferos mamam, sem exceção (figura 8.2).

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Biologia III

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http://conhecendoazoologia.blogspot.com http:// www.allwetterzoo.de

http://portaldoprofessor.mec.gov.br http://www.imagem.ufrj.br

Figura 8.2 Presença de glândulas mamárias, principal característica dos mamíferos

Estes animais, assim como as aves, são organismos endotérmicos (homeotérmicos), mantendo a temperatura corporal constante, agora com o auxílio dos pelos (figura 8.3) que recobrem total ou parcialmente o corpo destes animais. A presença de glândulas sebáceas e sudoríparas são comuns também no corpo destes animais.

Figura 8.3 Presença de pelos nos mamíferos

Fonte: http://aletp.com/2007

Ainda como características exclusivas, os mamíferos possuem os dentes

diferenciados em incisivos, caninos, pré-molares e molares.

Todos os mamíferos possuem respiração pulmonar, inclusive os mamíferos aquáticos como baleias e golfinhos e apresentam como produto de excreção a ureia.

Lembre-se!!

Características exclusivas dos mamíferos: Glândulas mamárias

Pelos

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Aula 8 - Vertebrados V - mamíferos

8.2 A reprodução dos mamíferos

Assim como os demais vertebrados, os mamíferos são animais dioicos, com dimorfismo sexual bastante evidente e fecundação interna.

O desenvolvimento embrionário é o que vária entre os mamíferos, o que inclusive serve para separar estes animais em três subclasses, onde podem ser vivíparos (a maioria) ou ovíparos.

8.3 As três subclasses de mamíferos

Vejamos no quadro abaixo quais as subclasses de mamíferos...

Quadro 8.1 – As subclasses de mamíferos

Prototheria (Monotremados) Metatheria (Marsupiais) Eutheria (Plancentários)

- São os únicos mamíferos que põe ovos (ovíparos).

- Encontrados atualmente apenas na Austrália e Nova Guiné.

Ex. Ornitorrinco e equidnas (figura 8.4)

- Mamíferos vivíparos.

- Com marsúpio (bolsa onde os filho-tes terminam seu desenvolvimento) Ex. Gambás, cangurus, coalas (figura 8.5).

- Mamíferos vivíparos. - Os filhotes se desenvolvem no interior do útero materno e já nascem formados.

Ex. Compreende 95% das espécies de mamíferos. Ver as principais ordens de placentários.

Figura 8.5 Coala (A), canguru (B) e gambá (C), exemplos de marsupiais

http://oglobo.globo.com/ciencia

http://www.portalsaofrancisco.com.br http://www.brasilescola.com http://www.baixaki.com.br

Figura 8.4 Ornitorrinco (A) e equidna (B), exemplos de monotremados

http://www.infoescola.com

8.4 As principais ordens de mamíferos

placentários

Como os placentários compreendem mais de 95% de todos os mamíferos, vamos conhecer algumas das principais ordens, a grande maioria bastante conhecida.

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Biologia III

e-Tec Brasil

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Quadro 8.2 – As principais ordens de mamíferos placentários

Ordem Proboscidea http://www.ecologiaonline.com Ordem Edentada http://tatucaminhadentro.com Ordem Sirenia http://bionarede.blogspot.com Ordem Pilosa http://daniloeco18.blogspot.com Ordem Lagomorpha http://www.bicharada.net Ordem Rodentia http://www.fotoplatforma.pl Ordem Primata http://absadesign.hd1.com.br Ordem Chiroptera http://naturezabiologica.blogspot.com Ordem Cetácea http://biologiadehoje.blogspot.com Ordem Carnívora http://www.fiocruz.br Ordem Artiodactyla http://www.imagensgratis.com.br Ordem Perissodactyla http://www.imagensgratis.com.br.html

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e-Tec Brasil

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Aula 8 - Vertebrados V - mamíferos

Saiba mais

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em

unidades de conservação.

Fonte: http://biologias.com/noticias/915

Brasília – Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado hoje (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.

Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.

Referências

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