VII SEPECEL – Seminário de Ensino, Pesquisa e Extensão
do Centro de Educação e Letras.
Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus Foz do
Iguaçu, PR.
IDOSOS COM HIPERTENSÃO: CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS NO MUNICIPIO DE FOZ DO IGUAÇU, PARANÁ, BRASIL.
Paulo Sergio Lemke (Apresentador)1, Marcos Augusto Moraes Arcoverde (Orientado) 2
Curso de Enfermagem1 ([email protected]); Curso de Enfermagem2
Palavras-chave: Envelhecimento, Idoso, Hipertensão. Introdução
O envelhecimento humano pode ser definido como um conjunto de modificações onde se inicia no nascimento e prossegue ao longo da vida, onde todos os seres vivos sofrem com o percorrer do tempo, onde a idade provecta é a fase final desse ciclo de vida (CANTERA; DOMINGO, 2000).
Na atualidade, o envelhecimento populacional é uma realidade mundial que faz parte de quase todas as sociedades existentes. Esse aumento populacional é devido principalmente das alterações dos indicadores de saúde, no aumento da expectativa de vida e na diminuição de mortalidade (BRASIL, 2006).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a população idosa como aquela a partir dos 60 anos de idade, valido somente em países em desenvolvimento, e o limite de 65 anos quando se trata de países desenvolvidos. Assim, empregaremos 60 anos ou mais como referencial para o ingresso na terceira idade, conforme o Estatuto do Idoso vigente na Lei nº 10.741 de 1º de outubro de 2003 (BRASIL, 2003).
É esperado que em 2025 a população de indivíduos com 60 anos ou mais represente 1,2 bilhões de pessoas no mundo, sendo que as pessoas com 80 anos ou mais seja a faixa etária com o maior crescimento, sendo que 75% dessas pessoas residem em países desenvolvidos (SOUSA, GALANTE, FIGUEIREDO, 2003).
Atualmente, o Brasil ocupa o sétimo lugar do mundo em relação ao número de idosos e estima-se que até em 2025 devemos chegar à sexta posição, com aproximadamente 32 milhões de pessoas idosas. Portanto, em torno de 2050, a cada três pessoas que estiver vivendo no Brasil, uma terá mais de sessenta anos (RODRIGUES, 2009; BRASIL, 2010).
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no censo 2010, estima-se que existam, atualmente, cerca de 20,5 milhões de idosos no Brasil, que representam hoje 10,8% da população.
A Hipertensão Arterial atualmente apresenta alta prevalência e que atinge, em dados proporcionais, uma a cada quatro pessoas adultas. Nem mesmo crianças e adolescentes estão livres desse problema. Nesse contexto, estima-se que pelo menos 25% da população Brasileira adulta é
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atingido por essa doença e mais de 50% em pessoas com 60 anos ou mais (SBH, 2012).
Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde aponta que a proporção de brasileiros diagnosticados com Hipertensão Arterial teve um grande aumento nos últimos cinco anos, que em 2006 representava 21,6 % passando para 23,3% em 2010 (BRASIL, 2010).
A pessoa acometida por essa doença tem aumento nas chances de sofrer um infarto agudo do coração, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e renal, impotência sexual, entre outras doenças que modificam drasticamente na qualidade de vida (BRASIL, 2012).
Assim, é de grande importância para a sociedade explorar a qualidade de vida dos idosos, na melhoria de idealizar ações preventivas para alcançarmos cada vez mais um envelhecimento saudável, observando de múltiplas dimensões, em formas individuais e sociais, como também em seus aspectos físicos, psicológicos e sociais (LITCOV; BRITO, 2004).
Objetivos
Desenvolver uma revisão de literatura sobre a relação do processo de envelhecimento com a Hipertensão Arterial.
Revisão de literatura.
Na história da humanidade, nunca a população conseguiu atingir uma expectativa de vida tão alta como nos tempos atuais, devido à implantação de políticas de saúde pública e da medicina preventiva, como exemplo, a vacinação contra diversas doenças infecto-contagiosas, planejamento e controle sanitário, pois o avanço da pesquisa e sua disponibilidade têm ajudado nesses níveis de abordagem antes desconhecidos (NETO; CUNHA, 2006).
O envelhecimento trata de um conjunto decorrente ou de efeitos da passagem do tempo. Quando considerado biologicamente, observamos a involução morfofuncional que de certa forma, afeta todos os sistemas fisiológicos, de uma forma variável. Entretanto essa involução não depende somente do ponto de vista biológico, para o individuo manter-se ativo, independente e feliz, outros aspectos deve ser considerados, como os aspectos psíquicos e sociais (MORAES; MORAES; LIMA, 2010).
Vários conceitos, a maioria conflitantes, buscam definir as variáveis envolvidas no processo de envelhecimento, que por meio de suas características causam uma grande diversidade de definições para esse processo. Como consequência desse fenômeno, surgem múltiplas teorias que tendem a explicar esse processo, cada qual com suas características que se propõem a esclarecer os conceitos, fatos e indicadores Para isso, cientistas desenvolveram teorias na intenção de tentar explicar a sua causa, embora nem uma delas tenha sido aceita, porém ajudam a esclarecer o processo de envelhecimento e morte (NETO; CUNHA, 2006; CANCELA, 2007).
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Dados epidemiológicos demonstram, tanto internacionais como nacionais, que a hipertensão está diretamente relacionada com o processo de envelhecimento (BARROSO et al, 2008).
Embora a maiorias das pessoas idosas consideram-se estar em uma boa condição de saúde, quatro entre cinco sofrem de, pelo menos, uma doença crônica (SMELTZER; BARE, 2000).
As Doenças Cardiovasculares, especialmente a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), aponta hoje altos índices de mortalidade, além de gerar altos custos aos serviços de saúde. Assim, vem sendo uma das principais causas que interferem na qualidade de vida de milhões de indivíduos, especialmente em idosos, que representa a grande maioria (TOSCANO, 2004).
A Hipertensão Arterial pode ser definida como o aumento persistente da pressão sistólica, acima de 140 mmhg, e acima de 90 mmhg na pressão diastólica. Já nos idosos, é caracterizada a hipertensão quando os níveis da pressão sistólica chegam acima de 160 mmhg e na pressão diastólica superior a 90 mmhg (CARNELOSE; LAZAROTTO, 2006).
A alteração da pressão arterial é uma consequência das modificações das estruturas e da função do sistema vascular periférico, que se sucedem com a idade. Essas modificações estruturais resultam na diminuição dos vasos atuarem na capacidade de distensão e compressão, ocasionados pela resistência da elasticidade do tecido conjuntivo e do relaxamento do músculo liso vascular. Com isso, estruturas do coração, principalmente grandes artérias e aorta, reduzem o acomodamento de sangue bombeado pelo coração, gerando diminuição do débito cardíaco e no aumento da resistência periférica (SMELTZER; BARE, 2000).
Estudos apontam a grande importância do controle da hipertensão arterial para a redução da morbimortalidade. Entretanto, a causa da hipertensão arterial, na maioria dos casos é desconhecida. Porém, alguns fatores são considerados em associação a elevação da pressão, como a falta de atividade física, estresse, tabagismo, processo do envelhecimento, hereditariedade, raça, gênero e alimentação (MOLINA; et al, 2003).
Neste contexto, é necessário buscar desenvolver e conhecer o máximo de alternativas possíveis e eficazes, não somente para prevenir, como também para diferir o surgimento das doenças crônicas e seus agravos provocados por elas (LITCOV; BRITO, 2004).
Referências
CANTERA, I. R.; DOMINGO, P. L. Guia prático de Enfermagem: Geriatria. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill, 2000.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.
Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e Saúde da Pessoa
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portuguesa. Revista Saúde Pública. São Paulo; v.37, n.3, p.364-371, 2003. RODRIGUES, R. P. Prefácio. IN: WOLFF, S. H. Vivendo e envelhecendo:
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Fontes de Financiamento