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DoençasExantemáticas10-Out

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(1)

D

OENÇAS

EXANTEMÁTICAS

Filipa Prata

Curso de Mestrado Integrado em Medicina

Unidade de Infecciologia Pediátrica

Coordenadora: Paula Valente

Serviço de Pediatria

Directora: Celeste Barreto

Departamento de Pediatria

Directora: Maria do Céu Machado

Doenças exantemáticas

Doenças agudas infecciosas, cujas manifestações cutâneas são essenciais para o seu diagnóstico

Exantema (erupção generalizada) resulta de reacção imunológica nos vasos sanguíneos da pele, desencadeada pelos agentes etiológicos

(2)

Mácula

Pápula

Nódulo

Vesícula

Pústula

Crosta

Tipo de lesões cutâneas

Tipo de lesões cutâneas

Petéquia

Sufusão

(3)

Doenças exantemáticas

Muitas situações não infecciosas exantema

(4)

Algumas doenças infecciosas podem cursar com exantema embora este não faça parte do seu quadro clínico habitual

(5)

Algumas doenças infecciosas podem cursar com exantema embora este não faça parte do seu quadro clínico habitual

Vírus Epstein-Barr

Doenças exantemáticas

Diagnóstico diferencial :

História anterior doenças infecciosas e imunizações

Inquérito epidemiológico

Tipo do período prodrómico

Características do exantema

Presença de sinais patognomónicos ou característicos

(6)

Doenças exantemáticas

Classificação de acordo com as características morfológicas do exantema

Exantema eritematoso máculo-papular ou punctiforme

(morbiliforme, rubeoliforme, escarlatiniforme)

Escarlatina - Eritema infeccioso

Sarampo - Rickettsioses

Rubéola - Infecções por enterovírus

Exantema súbito

Doenças exantemáticas

Classificação de acordo com as características morfológicas do exantema

Exantema pápulo-vesicular – Varicela-Zoster – Impétigo – Varíola – Herpes Simplex – Doença boca-mão-pé

(7)

Agente

• Streptococcus -hemoliticus do grupo A de Lancefield

(toxina eritrogénica)

Epidemiologia

•Associada habitualmente à faringo-amigdalite estreptocócica

•Contágio por via respiratória

• Mais frequente nos meses frios

• Rara abaixo dos 3 anos

Escarlatina

•Período de incubação: 2 a 4 dias

•Início brusco: febre alta, vómitos, dor de garganta, cefaleias, calafrios, mal-estar geral, dores abdominais, prostração

•Amígdalas hiperemiadas, hipertrofiadas, exsudado purulento; faringe edemaciada, vermelha; petéquias úvula e véu do paladar

•Adenopatias cervicais anteriores aumentadas e dolorosas

Escarlatina

(8)

secreções brancas (saburrosa), bordos e ponta congestionados, posteriormente vermelha, brilhante, papilas hipertrofiadas

Face vermelha, sem exantema; palidez circumoral

Exantema

• 12 a 72 horas após início dos sintomas

• Maculo-papular, coalescente, eritematoso, áspero ao tacto • Início nas pregas, onde é mais intenso (pescoço, virilhas, axilas) • Áreas de hiperpigmentação, por vezes com petéquias nas pregas

da região do sangradouro (Sinal de Pastia)

(9)
(10)
(11)

Descamação com início entre o 3º e 7º dia ; “em farrapos”, “em luva”

Diagnóstico

• Tríade: febre + dor de garganta (amigdalite exsudativa) + erupção eritematosa punctiforme

•Isolamento agente, testes rápidos de detecção de antigénios no exsudado faríngeo, subida do TASO, anticorpos anti-DNA-se B

•Leucocitose com neutrofilia, eosinofilia, PCR alta

•D.D. difícil entre infectado / portador / infecção viral

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Aguardar até

9

dias pela confirmação

NÃO

aumenta risco de complicações

Escarlatina

Tratamento:

Penicilina G benzatínica IM

600000 U < 15 Kg

1200000 U > 15 KG

Amoxicilina 50 mg/kg/d de 12/12 horas, 10 dias

Alergia penicilina

Eritromicina 40-50 mg/kg/d 8/8 h, 10 dias

Azitromicina 20mg/Kg/dia, 3 dias

(13)

Isolamento até 48 horas de terapêutica correcta

estreptococo erradicado da orofaringe

Indicação para cultura e ulterior tratamento nos contactos :

sintomáticos

c/ história de FR ou GNA

c/ contacto intra-familiar com FR ou GNA

c/ história intra-familiar de faringite estreptocócica recorrente

quando há um surto epidémico

(14)

Complicações

Precoces

Adenite cervical supurada

Sinusite, otite média, mastoidite

Abcessos

Tardias

Febre Reumática (FR)

Glomerulonefrite aguda (GNA)

Escarlatina

(15)

Sarampo

• Agente etiológico – paramixovírus

• Período de incubação – 15 dias

• Importante causa de mortalidade em países em vias de desenvolvimento

• Diminuição drástica da doença devido à introdução da vacina em 1968 no PNV

• Período prodrómico – 3 a 4 dias com febre alta mantida, catarro respiratório intenso, conjuntivite, “ar doente”

Sarampo

Manchas de Koplik – patognomónicas, ponteado branco

nacarado sobre fundo eritematoso na mucosa jugal. Surge entre o 3º e 4º dia e desaparece em 24 a 48 horas

(16)

Exantema do Sarampo

Máculo-papular com início na região

retroauricular e linha de inserção do cabelo

Atinge de forma confluente toda a superfície corporal

em 3 dias (distribuição céfalo-caudal)

Desaparecimento pela ordem de aparecimento

5º-6º dia

Descamação furfurácea, poupa mãos e pés

Complicações: pneumonia, sobre-infecção bacteriana, convulsões febris, panencefalite esclerosante subaguda, etc

(17)

Diagnóstico clínico leucopénia e neutropénia isolamento de vírus serologia Tratamento sintomático

Prevenção

vacina

isolamento –

até 4º dia de exantema

(18)
(19)

RUBÉOLA

Rubéola

Agente etiológico Togavírus

Período de incubação – 15 dias

da doença - introdução da vacina em 1968 no PNV

Período prodrómico discreto e raro na criança – febrícula,

catarro respiratório, mal-estar, artralgias (1 a 5 dias)

(20)

Exantema da Rubéola

Máculo-papular com início na face

Não coalescente

Distribuição céfalo-caudal rápida (24-48h)

Fugaz

Desaparecimento pelo 3º dia

Sem descamação

Rubéola

Complicações

– Muito raras – artrite e púrpura trombocitopénica

– Infecção da mulher no 1º trimestre de gravidez risco de

embriofetopatia

•Cardiopatia (persistência canal arterial, estenose artéria pulmonar) •Catarata, surdez, microcefalia, atraso psico-motor

(21)

Eritema infeccioso (5ª doença)

Eritema infeccioso ( 5ª doença )

Agente

• Parvovirus B19

Epidemiologia

• Mais frequente - Inverno e Primavera

• Pico de incidência entre 5 e 14 anos

• Na criança não tem período prodrómico, febre baixa

• Contagiosidade prolongada nos imunodeprimidos

(22)

Eritema infeccioso

Clínica

Período de incubação 4 a 14 dias (até 20 dias)

Infecções sub-clínicas, sobretudo em crianças

Febre, cefaleias, arrepios, mialgias, mal-estar (2 – 3 dias) em adolescentes e adultos

Exantema

1ª fase – maculo-papular de cor vermelha acentuada na região malar poupando a zona peri-bucal face “esbofeteada”

(23)

2ª fase (1–4 d dp) – exantema eritematoso tronco, face

de extensão dos membros; maculo-pápulas com palidez central (7 a 10 dias), aspecto rendilhado de contornos irregulares, cor-de-rosa

3ª fase – recrudescência com factores externos, durante

semanas (exercício, exposição ao sol, calor, frio)

Eritema infeccioso

Complicações

• Queixas articulares (artralgia, artrite), raras na criança - joelhos, tornozelos, interfalângicas proximais

• Crises aplásticas reversíveis, em portadores de anemia hemolítica crónica (p. ex. drepanocitose)

• Anemia crónica em imunodeficientes

• Grávida – hidrops foetalis e morte fetal Diagnóstico

(24)

Eritema infeccioso

Tratamento

• Sintomático; transfusões; IGIV

Prevenção

As crianças com exantema não são contagiosas

(contagiosidade desaparece na altura da erupção) não necessitam de isolamento

Doentes com crises aplásticas e imunodeprimidos

altamente contagiosos isolamento

(25)

Exantema súbito

(Roséola infantil, febre dos 3 dias, 6ª doença)

Agente

Vírus herpes humano tipo 6 Epidemiologia

• Ocorre ao longo do ano, mais frequente na Primavera e Verão

• Crianças idade < 3 anos; mais frequente (95% casos) 6-24 meses

• Transmissão ? Período de maior contagiosidade ?

• Vírus “persistente” possibilidade reactivação em imunocomprometidos

• Período de incubação 5-15 dias

Exantema súbito

Manifestações clínicas

• Inicio súbito com febre alta (39,5-40ºC)

• Criança activa, brinca, não parece estar gravemente doente

• Febre contínua, persiste por 3 a 4 dias e desaparece

• Após desaparecimento da febre aparece exantema – manchas planas, eritematosas no tronco pescoço, membros

(26)
(27)

Exantema súbito

Diagnóstico

•Clínica característica

Laboratório – período febril leucocitose, neutrofilia,

2º d – leucopénia, neutropénia absoluta, linfocitose relativa

Quadro clínico semelhante causado por outros vírus

Complicações

• Convulsões febris

Tratamento

• Sintomático

(28)

Febre escaro-nodular

Agente etiológico – Rickettsia conori

Período de incubação de 1 semana

Reservatório - carraça do cão

Doença típica dos meses quentes nos países mediterrâneos

Período prodrómico 4 a 5 dias (S. Gripal) com febre alta,

cefaleias, mialgias e prostração

Febre escaro-nodular

Exantema máculo-papular e nodular, início nos membros,

não poupa palma das mãos nem planta dos pés

Diagnóstico – local de inoculação onde a carraça se

alojou dá origem a uma pequena zona de necrose (tâche noir) -lesão arredondada, 1 cm de diâmetro cor

castanha/negra habitualmente no couro cabeludo, região retroauricular, inguinal ou nadegueira

(29)

Febre escaro-nodular

Tratamento

Doxiciclina

Azitromicina

Adenovírus – exantema eritematoso que desaparece à pressão, máculo-papular, generalizado associado a faringite, conjuntivite não purulenta. Adenopatia pré-auricular

Enterovírus – exantema máculo-papular, inespecífico, com distribuição e duração variáveis. Diagnóstico de

(30)

Atenção ao diagnóstico de “virose” perante uma

criança com febre e exantema máculo-papular !

(31)

Doença de Kawasaki

S. Linfomucocutânea

Vasculite aguda artérias musculares pequeno/médio calibre

Sem agente etiológico comprovado

Mais frequente em crianças menores que 5 anos

(6M – 5 A) pico entre os 9 e os 11 meses

Discreto predomínio sexo masculino

Mais frequente nos meses de Inverno e Primavera

Doença de Kawasaki

Diagnóstico baseia-se:

– Febre alta com mais de 5 dias de evolução de duração e sem foco infeccioso reconhecido

– Conjuntivite bilateral, bulbar, não supurativa (90%)

– Alteração dos lábios e boca (70%): fissuras labiais, língua vermelha, hiperémia da orofaringe

(32)

Doença de Kawasaki

Diagnóstico baseia-se:

–Alteração das extremidades: edema duro do dorso das mãos e dos pés(67%), eritema palmar e plantar (80%), descamação dos dedos no fim da primeira semana de doença

D. Kawasaki

Diagnóstico baseia-se:

• Exantema polimorfo eritematoso do tronco, pode ser + acentuado no períneo (90%) (morbiliforme, maculo-papular ou escarlatiniforme)

• Adenopatias cervicais não supuradas de diâmetro > 1,5 cm, unilaterais

Outras alterações:

– Uretrite com piúria

– Artralgias, artrite

Meningite asséptica, hydropsis da vesícula

(33)

Doença de Kawasaki

Diagnóstico laboratorial

– Aumento das proteínas de fase aguda

– Neutrofilia

– Aumento da VS

– Trombocitose no final da 2ª semana

Anemia + neutrofilia + hipoalbuminémia – pior resposta à

terapêutica

(34)

Doença de Kawasaki

• Causa mais frequente de doença cardíaca adquirida em países desenvolvidos - aneurismas das coronárias

• 20 a 40% dos doentes não tratados - anomalias cardíacas

• 50% regridem ao fim de 5 anos e ligeiras dentro de 2 anos

• Aneurismas gigantes trombose das coronárias e enfarte do miocárdio

• Mortalidade de 3,7%

Doença de Kawasaki - Tratamento

• Imunoglobulina - 2g/kg em única infusão em 10-12 horas • Ácido acetilsalicílico (AAS) 30-50 mg/kg/d de 6/6 horas • ECG e ecocardiograma

• AAS 2-5 mg/kg/d quando parar febre, mínimo 6 sem. • Repete Ecocardiograma às 2 e 6 semanas

Sem aneurismas

suspende AAS ás 6 sem.

Com aneurismas < 8 mm mantém AAS

Repete ECO 6/6 meses

Com aneurismas > 8 mm mantém AAS, Warfarina? Repete ECO 6/6 meses

(35)

Varicela-zoster

Infecção primária pelo vírus da Varicela-zoster (VVZ)

(vírus Herpes)

O vírus persiste no organismo de forma latente e a sua

reactivação origina o herpes zoster

A varicela pode ocorrer todo o ano

(36)

Varicela-zoster

Transmissão por via aérea e por contacto directo. Período

de transmissão 1 a 2 dias antes de surgir o exantema até que as lesões estejam todas em fase de crosta e não surjam novas vesículas (9 dias)

Período de incubação: 14-16 dias (10-21 dias)

Zoster predomina no idoso e imunodeprimido pode ocorrer

em crianças. Contágio exige contacto directo com o doente

Varicela

Exantema cujas lesões evoluem rapidamente de máculas

pápulas vesículas pústulas crostas

Vesícula ocupa quase toda a área da lesão halo

eritematoso muito reduzido

Distribuição centrípeta

Lesões em diferentes fases na mesma área com

(37)
(38)
(39)

Varicela

Na criança evolução é geralmente benigna, o exantema

inicia a doença e a febre é baixa ou ausente, prurido varia de intenso a inexistente

• Grande nº de lesões 2oscasos intrafamiliares • Febre alta Adolescentes

• Mal-estar geral Adultos

(40)

Complicações da Varicela

Infecção da pele e tecidos moles

Celulite, Piodermite

• Impétigo

• S. Pele escaldada

Complicações da Varicela

Neurológicas

Cerebelite (ataxia cerebelosa transitória)

Encefalite, Encefalopatia do sind. Reye, ....

Hematológicas

Trombocitopenia

(41)

Complicações raras da Varicela

Pneumonia

Fasceíte necrosante

Fetopatia

Zoster na Criança

Primo-infecção gestacional ou precoce Zoster mais cedo

Na criança a nevralgia pós herpética é rara

Risco disseminação no

imunodeprimido

Zoster oftálmico – risco de

(42)

Prevenção da Varicela

Gamaglobulina hiperimune

RN de mãe com varicela no período perinatal

Prematuro (< 28 sem. ou < 1 kg; > 28 sem. com mãe não imune)

Grávida

Imunocomprometido

(familiar de imunocomprometido)

1 ml/kg, toma única, até 96 h após exposição

Vacina da Varicela

• Vírus vivo atenuado (estirpe Oka)

• Infecção persistente

• Risco de transmissibilidade

• Não pode ser administrada a:

– imunocomprometidos

– grávidas

– menores de 1 ano

(43)

Vacina da Varicela

-

Eficácia

• Prevenção da varicela – 71 a 90%

• Prevenção da varicela “moderada/grave” – 95 a 100%

(A gravidade e as complicações não se relacionam com nº de lesões)

Eficácia inferior quando a criança:

• Vacinada com VASPR há menos de um mês

• Idade < 14 meses aquando da 1ª dose de vacina

• Utilização concomitante de corticóides sistémicos

Vacina contra a varicela

Adolescentes e adultos susceptíveis

Crianças de risco:

medicação crónica com salicilatos, corticóides

Dermatoses extensas

Pré transplante de orgão sólido

Contactos de doentes com imunossupressão grave

(44)

Vacina contra a varicela

Esquema de administração

Criança – 1ª dose aos 15 meses

reforço aos 4 – 6 anos

Adolescentes e adultos – 1ª dose + reforço após 4 a 8 sem.

Serologia pré-vacina só em casos duvidosos

Podem ser administradas com outras vacinas do PNV

(1 mês de intervalo com a VASPR)

(45)

Terapêutica da Varicela

Aciclovir no doente previamente saudável ?

Efeito moderado

Necessidade de iniciar no 1º dia de doença

Redução da incidência de complicações não

demonstrada

Varicela

Promover a prevenção da sobre-infecção cutânea

Tratar precocemente o imunodeprimido e as

complicações

Evitar AAS e outros AINE

(46)

Tratamento

•Crianças saudáveis - Terapêutica sintomática

• Risco de varicela moderada ou grave - Susceptíveis com mais de 12 anos - Doença pulmonar ou cutânea, crónica

- Tratamento prolongado com AAS ou corticóides

- Casos secundários no domicílio, graves desde o início do quadro

Aciclovir per os

• Doentes imunodeprimidos, manif. Graves no imunocompetente

Aciclovir intravenoso

Tratamento sintomático

• Banho diário em água tépida

• Ao limpar ter o cuidade de não esfregar para não romper as vesículas

• Cortar as unhas rentes

• Como antipirético apenas usar paracetamol

• Anti-inflamatórios não esteróides (ac. acetilsalicilico) contra-indicados

• Antipruriginoso ( Atarax )

• Em caso de febre alta, tosse produtiva, vesículas região ocular, alterações do comportamento, cefaleias contactar

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Doença boca-mão-pé

Agente etiológico – enterovírus Coxsackie vírus

Grupo A16

Período de incubação – 2 a 6 dias

Muito contagiosa

Pico de incidência no Verão e início do Outono

Doença boca-mão-pé

Período prodrómico discreto com febrícula, mal-estar, odinofagia e anorexia

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Doença boca-mão-pé

• Úlceras amareladas com halo eritematoso, vesículas na mucosa labial e oral, gengivas, língua, palato mole, úvula e pilares anteriores

• Enantema moderadamente doloroso

• Máculas na superfície palmar e plantar e nas zonas interdigitais Por vezes existe envolvimento da região glútea

• Evoluem rapidamente para pequenas vesículas com base eritematosa

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Gengivoestomatite herpética

Vírus Herpes Simplex tipo 1 – forma mais comum de

infecção primária na criança

10 meses e 3 anos

Vesículas nos lábios, gengivas, língua, palato que

evoluem para úlceras extensas, sangrantes e muito dolorosas

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Gengivoestomatite herpética

• 2 semanas de evolução

• Comer e beber torna-se bastante doloroso pelo que a criança perde habitualmente peso podendo mesmo desidratar-se

• Tratamento sintomático, Aciclovir casos graves, Vitamina B

• Explicar aos pais que é uma situação prolongada que não se faz tratamento específico

• Oferecer bastantes líquidos, dieta liquida ou mole, morna ou fria, sem condimentos nem citrinos

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Herpes Labial

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Referências

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