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JEAN CARDOSO- TCC II

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Academic year: 2021

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Estudo comparativo de orçamentos utilizando método paramétrico e analítico para

uma residência unifamiliar no município de Sinop-MT.

Comparative study of budget using the parametric and analytic method for a single

family residence in Sinop city.

Jean Carlos Silva Cardoso1, Arnaldo Taveira Chioveto2

Resumo: É indiscutível a posição e relevância da indústria da construção civil no país nos dias atuais. O setor possui a capacidade de alterar a economia do país mesmo meio a crises. Demonstrada a importância da construção civil, é valido destacar a maneira como os custos que envolvem obras são obtidos. Logo esse trabalho objetiva apresentar um estudo comparativo de dois tipos de metodologia de orçamento, a analítica tendo em vista todos os custos de insumos pesquisados na cidade de Sinop-MT, e a metodologia paramétrica possuindo como base de refência de todos os custos a tabela SINAPI. Para o desenvolvimento da pesquisa foi avaliado um projeto residencial hipotético unifamiliar de 71,86 m² para região de Sinop-MT. O estudo resultou em sua maioria dos casos nas etapas da obra, a predominância dos custos da mão de obra a responsável pelo aumento significativo nos orçamentos estudados. Em relação aos custos dos materiais observou uma diferença pequena no comparativo, sendo esse pouco aumento no método analítico.

Palavras-chave: Construção civil; Sinop-MT; Orçamento paramétrico; Orçamento analítico.

Abstract: It is incontestable the position and relevance of the civil construction industry in the country in the current days. The sector has the capacity to modify the country economy even amid the crisis. Demonstrated the importance of the civil construction, it is valid to highlight the mode how the costs that involves buildings are obtained. So the objective of this paper is to present a comparative study of two estimate methodology types, the analytic in view of all the input costs searched in Sinop-MT, and the parametric methodoly having all the cost’s reference based in SINAPI’s index. For the development of the research was evaluated a single-family hypothetical residence project having 71,86 m² for Sinop’s region. The study resulted, in most of the cases, in the buildings stage, the predominance costs of the labor, the responsible of the significant growth in the quotation studied. In relation to material costs was observed a little difference in the comparative, being this little growth in the analytical method.

Keywords: : Civil construction; Sinop-MT; Parametric budget; Analytical budget.

1 Introdução

A indústria da construção é um setor que tem uma grande hegemonia na economia do país. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC, a qual representa politicamente e efetua noticias e informações do andamento do setor em vários aspectos, apontam que em 2012 as empresas de construções realizaram incorporações, obras e serviços no valor de R$ 336,6 bilhões de reais, significando um crescimento de 10,2% em relação ao ano anterior.

Comprovada a importância do setor, nas circunstâncias do mercado brasileiro é fundamental a maneira como os custos são calculados. Compete destaque à forma como a composição de custos é estimada. Para Tisaka (2011), com a competitividade atual, se os profissionais envolvidos no tema não estiverem aptos para calcular um orçamento ou honorários, ficam sucetíveis a oferecer preços incondizentes com a realidade. Estimando ao cliente, portanto, valor inadequado para cubrir os custos da obra.

Os insumos que compõem os orçamentos na construção civil, quando não obtido através de pesquisa de preços locais, são elaborados a partir de

instrumentos destinados a estivativa de valores. Uma das ferramentas oferecidas aos profissionais consiste no Sistema Nacional de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI, que se baseia em pesquisas realizadas nas capitais estaduais brasileiras no intuito de determinar um parâmetro regional.

De acordo com a Associação Brasileira de Engenheiros Civis – ABENC, a Lei 5.194/66 estabelece que os serviços do setor, disponibilizam de Anotação de Reponsabilidade Técnicas – ART, não apenas de projeto e execução, como também registros de orçamento, cronograma físico-financeiro, por exemplo.

Este estudo tem como objetivo comparar duas metodologias de orçamentação: a paramétrica utilizando a SINAPI como referência de preços, e a analítica realizando uma coleta de preços em pesquisas de mercado no município de Sinop – MT, considerando a execução de uma edificação hipotética.

2 Referencial teórico 2.1Orçamento

O orçamento é um documento que reúne informações correspondentes a todos os projetos e especificações. Portanto, pode ser entendido como uma ótima fonte de informações para fins de estudo do projeto, ou de auditoria do empreendimento. (CARDOSO, 2011).

1Acadêmico de Engenharia Civil, UNEMAT, Sinop - MT,

Brasil, E-mail: [email protected]

2Mestre, Professor , UNEMAT, Sinop - MT, Brasil, E-mail

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2.1Método analítico

Mattos (2006) define como um orçamento mais aproximado, e procura-se chegar a um valor bem próximo ao custo “real” do empreendimento, relacionando os serviços a serem executados com seus índices de consumo unitário. A composição analítica em princípio só pode ser efetuada com todos os projetos gráficos (arquitetônico, estrutural, hidráulico, etc.) concluídos, com memoriais descritivos, e todos os detalhes construtivos a disposição.

2.1.1 Composição analítica de custos unitários Segundo Tisaka (2011), a quantidade de material, horas de equipamento e o número de horas do pessoal utilizado para a execução de uma unidade de serviço, multiplicados pelo custo dos materiais, do aluguel/horário dos equipamentos e pelo salario/hora dos trabalhadores, acrescentados os devidos encargos sociais, é chamado de composição dos custos unitários.

Os coeficientes de produtividades, quando não obtidos por experiência própria, são embasados em ferramentas especializadas em estimar esses índices. Um exemplo é a Tabela de Composições Para Orçamento – TCPO, que de acordo com Mattos (2006), é a mais difundida e completa no mercado. 2.1.1.1 Custo de material

Segundo Tisaka (2011), os materiais podem se apresentar de forma natural, como areia a granel, semi processadas, e de outras formas industrializadas, tais como cimento, aço de construção, fios elétricos, cerâmicas, como também produtos acabados para instalações hidráulicas e elétricas. Esses materiais podem estar representados em unidades de volume, áreas, comprimentos, pesos etc.

No custo dos materiais deve estar incluso o valor frete, caso o fornecedor não entregue sob suas expensas. Deve-se também ser considerados todos os impostos e taxas que incidirem sobre o produto. 2.1.1.2 Custo de mão de obra

Para Tisaka (2011), esse item é representado pelo salario dos trabalhadores de produção, somados os encargos e outras despesas que envolvem a participação dos trabalhadores na obra. Os funcionários participantes na produção são em geral remunerados pelas horas trabalhadas, variando pela função e características do trabalho, os quais podem ter prolongamento ou redução na carga de trabalho. Nos custos de mão de obra, além dos salários, também são adicionados as Leis Sociais e os Encargos Complementares de mão de obra referentes às despesas de alimentação, transporte, equipamento de proteção individual – EPI, e ferramentas de uso pessoal.

2.1.1.3 Custo de equipamento

Conforme Mattos (2006), a maneira convencional de atribuir valor a um equipamento é por hora de produção, pois é nessa unidade que o equipamento aprece nas composições de custos unitários.

Tisaka (2011) complementa, que quando os equipamentos são do próprio construtor, para

obtenção do custo horário considera-se fatores decorrentes do prazo da obra e condições de utilização. Podemos citar a depreciação dos mesmos, juro capital investido na compra, combustível e custos de manutenção com reposição de peças, além de outras despesas eventuais.

2.3 Método paramétrico

É uma estimativa de gastos baseados em custos históricos e projetos similares já executados. Em geral, é feita a estimativa com base em índices padronizados para cada tipo de construção que são gerados por entidades da área (MATTOS, 2006). Gonzáles (2008, p. 9) define orçamento paramétrico como um orçamento aproximado, adequado para verificações iniciais, como estudos de viabilidade ou consultas rápidas de cliente. Se os projetos não estão disponíveis, o custo da obra pode ser determinado por área ou volume construído. Os valores unitários são obtidos de obras anteriores ou de organismos que calculam indicadores. Por exemplo, o CUB (Custo Unitário Básico), definido pela NBR 12721 e calculado pelo Sindicato da Construção Civil de cada estado é um indicador do custo unitário de construção (ABNT, 2006). Outros exemplos são o SINAPI (CAIXA), os indicadores da Fundação Getúlio Vargas (coluna 35, por exemplo) e os custos médios publicados pela editora Pini, na revista Construção e Mercado. O orçamento paramétrico serve como estimativa de custo total.

2.3 1 SINAPI

O Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI é um conjunto corporativo utilizado como referência em obras habitacionais no Brasil. No SINAPI, além de preços, são fornecidas composições de serviços com seus respectivos coeficientes.

2.3.1.1 Metodologia SINAPI

Os relatórios de preços de insumos do SINAPI são divulgados mensalmente no site da Caixa Econômica Federal para todas as capitais brasileiras. A responsabilidade segue o acordo de cooperação corrente entre o IBGE e a CEF.

Como tarefa do IBGE, cabe a coleta mensal de preços de insumos (materiais, salário, equipamentos e serviços) e efetuar a revisão das famílias homogênea, coeficientes e formação de novas famílias de insumos.

A CEF fica a cargo das definições e atualizações das especificações técnicas dos insumos a partir de critérios de engenharia, e definir o conjunto de famílias com as especificações dos insumos que as compõem.

2.3 1.1 Coleta de Preços

Segundo a CEF (2014), para cada família de insumos é selecionado o mais recorrente – nomeado como representativo – sendo os demais denominados representados. O preço dos insumos representativos é coletado mensalmente. Os representados são obtidos por meio da utilização de coeficientes de representatividade, que indicam a proporção entre preços dos chefes de família (insumos representativos) e os preços de cada um dos demais insumos. Os preços são coletados nas 27 capitais do país.

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A CEF (2014), ainda comenta que os salários são obtidos junto às construtoras e também são divididas em famílias (insumos representativos e representados), mas não captam regimes de empreitada ou terceirização. Sobre os insumos de mão de obra incidem Encargos Sociais, com cálculo específico para cada estado do Brasil.

2.3.1.1 Aferição das composições

Para a CEF (2014), aferir as composições significa dimensionar produtividades de mão de obra e equipamentos, além de consumos e perdas de materiais envolvidos na execução dos serviços. As aferições das composições são baseadas na maioria das vezes em dados de campo, coletados e analisados com a utilização de uma metodologia reconhecida na área de estudo de produtividade. São realizadas medições em canteiros de obras distribuídos em todo o país, sejam elas obras públicas e privadas, de pequeno e grande porte.

As composições de custo horário de equipamentos são aferidas por meio de pesquisa no mercado dos equipamentos disponíveis, manuais de fabricantes e referenciais bibliográficos.

3 Objeto de estudo

O objeto de estudo localiza-se no município de Sinop – MT. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2014), Sinop conta com uma população estimada de 126.817 habitantes. Sinop se distancia 500 quilômetros da capital do estado (Cuiabá). De acordo com Chioveto (2014), a cidade se encontra no corredor viário da BR-163, sendo esta rodovia uma importante via de transporte de mercadorias entre o sul e norte do estado. A Figura abaixo mostra a localização de Sinop no Mato Grosso, dentro do bioma Amazônia, e na Amazônia Legal.

Figura 1: Mapa de localização do município de Sinop-MT. Fonte: Chioveto, 2014.

O estudo é embasado em uma residência térrea unifamiliar de 71,86 m², constituída de sala/cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. A Figura 2 contém a planta baixa modelo.

Figura 2: Planta baixa da residência de estudo. Fonte: Acervo Pessoal, 2015.

4 Metodologia

Avaliou-se nesse projeto, o comparativo do custo global de uma edificação para duas metodologias de orçamento. A Figura 3 contém o resumo do desenvolvimento da pesquisa

Figura 3: Fluxograma do processoo da pesquisa. Fonte: Acervo pessoal, 2015.

4.1 Levantamento de quantitativos

Com o projeto definido, foi realizado o levantamento de quantitativos onde se obteve os tipos de materiais utilizados, a especialidade do tipo de mão de obra e equipamentos necessários. Em resumo, o processo seguiu os seguintes passos.

DEFINIÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO QUANTITATIVOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS COTAÇÃO DE PREÇOS DE INSUMOS SINAPI COMPOSIÇÃO DE CUSTO UNITÁRIO PLANILHA DE CUSTO ANALÍTICO sfsadf PLANILHA DE CUSTO PARAMÉTRICO ÁNALISE DOS VALORES

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 Reunião de todos os projetos gráficos (arquitetônico, sanitário, hidráulico, elétrico etc.), especificações técnicas, memoriais descritivos, detalhes construtivos;

 Planilha, descriminando todos os serviços envolvidos, quantitativos, unidades;

 Levantamento da quantidade de cada serviço, e definição de suas unidades de medidas (m², m³, kg, un, etc.).

4.2 Orçamento paramétrico

A partir dos levantamentos dos serviços da obra especificados, o método paramétrico foi executado seguindo as composições de custos unitários e preços de todos os insumos baseados no SINAPI. Todos os preços foram coletados no mês de outubro de 2015. 4.3 Orçamento analítico

Por sua vez, o método analítico recebeu a atribuição de preço dos insumos feita com base em uma pesquisa de mercado no munícipio de Sinop-MT. Todos os preços foram coletados no mesmo mês do outro método.

Os preços dos materiais envolvidos foram pesquisados em três fornecedores diferentes especializados no setor da construção, onde posteriormente foram utilizados para projeto valores concebidos de uma média ponderada de todos esses preços pesquisados, de cada material específico. Produtos em madeira, foram utilizados como base, preços estabelecidos pelo sindicato dos madeireiros de Sinop-MT, onde são apresentados referências de custos para as empresas do setor.

No envio do orçamento para cada loja proposta, foi especificado que todos os itens presentes no relatório de materiais fossem cotados com os preços mais baratos, afim de não ocorrer interferências significativas no custo de cada composição de custo. Para equipamentos, todos os preços de locação horária foram pesquisados em três empresas especializadas, e assim como em materiais será utilizado um valor médio para cada tipo de equipamento. Foram incluso no custo horário a mão de obra e materiais na operação do equipamento. Para mão de obra, os valores dos salários foram obtidos junto a uma construtora da cidade de Sinop-MT e também com a utilização do documento de Convenção Coletiva (2014/2015), de onde são retiradas referências de preços de mão de obra para o município de Sinop. Foram inclusos também os percentuais relacionados a Encargos Sociais e Encargos complementares efetivos em Sinop-MT. Estabelecidos os preços de materiais, custo horário de mão de obra e equipamentos necessários para cada tipo de serviço, calculou-se o custo unitário de cada um desses serviços. Onde para produtividade de mão de obra, o consumo de material e quantidade de horas de equipamento para realização dos serviços a serem efetuados na obra, foram utilizados assim como no método paramétrico, índices baseados SINAPI pelo fato de não ocorrer variações no custo final global recorrente a coeficientes.

4.4 Custo global

Foram transportados para a planilha todos os custos unitários envolvidos e multiplicados pelas quantidades levantadas nos projetos, a fim de obter o custo de cada serviço realizado na obra. A soma de todos os custos unitários dos serviços formou o Custo Global da edificação.

4.5 Proposta de ánalise

Com os resultados finais estabelecidos para cada método, foi feito o comparativo dos valores de cada etapa da obra a fim de apontar e especificar as variações detalhadamente. As etapas da obra para as especificações foram dividas da seguinte forma:

 Serviços preliminares;  Movimento de terra;  Infraestrutura/Superestrutura;  Alvenaria;  Esquadrias;  Cobertura;  Instalações hidráulicas;  Instalações elétricas;  Revestimentos;  Pintura.

5 Análise dos resultados 5.1 Serviçoes preliminares

Nesse item, o percentual em relação ao custo total da obra pode ser observado para os dois métodos na Figura 4, no qual foi encontrada uma diferença de

custo dos orçamentos estudados de

aproximadamente R$ 760,00.

Figura 4: Parcela dos serviços preliminares em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

Foi observado que a maior motivação para essa divergência aconteceu devido ao custo mão de obra utilizada para os serviços. Dentre os serviços dessa etapa da obra, vale observar, a fim de demonstrar a importância da mão de obra para essa depariedade de valores, a execução do barracão para depósito, no qual foi a que apresentou a maior difrença de custo final entre os métodos, totalizando R$ 325,71 sendo a mão de obra responsável por 72,25% dessa diferença.

5.2 Movimento de terra

Nos serviços de movimento de terra o unico insumo presente é o de mão de obra, que é executado pelo servente. A diferença de custo para os métodos nessa etapa foi de oproximadamente R$ 80,00. Na Figura 5 é apresentada a participação de movimento de terra no custo global. R$ 4.751,62; 5,75 R$ 77.900,12; 94,25% R$ 5.515,83; 6,13% R$ 84.535,70; 93,87%

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Figura 5: Parcela dos serviços de movimento de terra em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

O desequilíbrio aconteceu, pelo fato do custo horário do servente apressentado na tabela de referência SINAPI ser 10, 72 % menor que o pesquisado na cidade de Sinop-MT. O Figura 6 traz essa relação dos custos para os tres serviços realizados nessa etapa da edificação, são eles, escavação, reaterro e regularização.

Figura 6: Serviços de mão de obra prestados pela etapa de movimento de terra.

5.3 Infraestrutura/Superestrutura

Nas etapas de serviços estruturais da obra, a variação do orçamento analítico para o paramétrico ficou aproximadamente no valor de R$ 1.260,00. A figura 7 mostra esses resultados.

Figura 7: Parcela dos serviços de infraestrutura/ superestrutura em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

Um dos serviços onde acontece o maior desvio de custo dessa etapa da obra, esta no item de formas

para estrutura de concreto. Observou nesse item que materiais em madeira apresentaram no método analítico uma diminuição de 4,55% em relação ao custo dado pelo paramétrico que é o pesquisado na tabela SINAPI. Isto pode estar ligado ao fato da região de Sinop-MT estar mais propícia ao acesso de produtos em madeira. A próxima Figura mostra a relação dos custos totais em produtos de madeira presente na execução do serviço de formas.

Figura 8: Custos dos produtos em madeira envolvidos na execução de formas para estrutura de concreto.

Logo, o motivo para a variação no custo final do item de formas para estrutura de concreto, esta no custo horario de mão de obra para carpinteiro de formas, onde para a tabela SINAPI o custo aparece 25,62% mais baixo que o pesquisado na cidade de Sinop-MT. Por esse motivo o valor final desse serviço no método analitico se tornaram maiores.

5.4 Alvenaria

O serviço de Alvenaria, mostrou ser um dos mais caros do orçamento como um todo. A variação do orçamento analítico para o paramétrico chegou aproximadamente aos R$ 3.120,00. A Figura 9 demonstra essa observação em relação ao custo global da edificação.

Figura 9: Parcela dos serviços de alvenaria em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

Nesse item proposto, foi necessária a mudança da composição de custos unitária fornecida pelo SINAPI pelo fato da indisponibilidade de alguns materias apresentados na composição. As Tabelas abaixo mostram as mudanças efetivadas.

Tabela 1: Composição de custo unitário original

Execução de alvenaria de

vedação Und Índice

Argamassa traço 1:2:8 m³ 0,014

Pedreiro com encargos

complementares h 3,1 R$ 646,83; 0,78% R$ 82.004,91; 99,22% R$ 727,43; 0,81% R$ 89.324,10; 99,19% R$ 18.823,51; 22,77% R$ 63.828,23; 77,23% R$ 20.089,27; 22,84% R$ 69.962,26; 77,16% R$ 18.823,27; 20,90% R$ 71.228,26; 79,10% R$ 20.088,27; 22,31% R$ 69.963,26; 77,69%

Método paramétrico Método analítico

Método paramétrico Método analítico

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Servente com encargos

complementares h 1,55

Bloco cerâmico un 55,85

Tela de aço m 0,805

Pino de aço cento 0,019

Fonte: SINAPI, 2015

Tabela 2: Composição de custo unitário modificada

Execução de alvenaria de

vedação Und Índice

Argamassa traço 1:2:8 m³ 0,014

Pedreiro com encargos

complementares h 3,1

Servente com encargos

complementares h 1,55

Bloco cerâmico un 55,85

Fonte: Acervo pessoal, 2015

Na execução de alvenaria, o motivo das maiores intervenções na variação do custo final do serviço para os métodos propostos, aconteceu pela diferença do custo horário de mão de obra do pedreiro, almentando 21,22% do pesquisado em Sinop-MT em relação a o valor estabelecido pelo SINAPI. E junto com a carga horaria elevada da para execução do serviço, houve o aumentou significativo do custo final. A figura 10 aponta o domínio do serviço de mão de obra do pedreiro em relação ao custo total do serviço para cada método.

Figura 10: Custo da mão de obra do pedreiro em relação ao custo total para execução de alvenaria.

5.5 Esquadrias

Em serviços envolvendo esquadrias, a variação na comparação dos métodos chegou próximo aos R$ 360,00. A Figura abaixo mostra a participação desse item nos custos globais da obra.

Figura 11: Parcela dos serviços de esquadrias em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

Entre os seviços realizados nessa fase da edificação, o serviço que se destaca por essa maoir diferença de custo entre o método análitico e o paramétrico prevalecer, foram às execuções das quatro portas de madeira compensada de 80X210CM, no qual representa mais de 70% da variação total da etapa de esquadrias. Sendo 30% deste, relacionados a trabalhos de mão de obra, e mais de 60% relacionadas a materiais como batentes e guarnições. 5.6 Cobertura

Na execução da cobertura da edificação, a ediferença dos custos finais chegou aproximadamente a R$ 320,00 de um orçamento para o outro como pode ser observado na Figura12.

Figura 12: Parcela dos serviços de cobertura em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

Foi observado novamente nesse item o custo do metro cubico da madeira mais elevado nos preços dados pelo SINAPI. Logo, a pouca diferença encontrada nos custos finais na prestação do serviço da cobertura se deu pela mão de obra.

5.7 Instalações hidráulicas

No item de Instalções hidráulicas, estão envolvidos a execução de serviços de agua fria, esgoto, pluvial, e louças, metais e aparelhos sanitários.

Foi encontrado como valor final do somatório desses itens uma diferença de aproximadamente R$ 760, 00. O Figura abaixo mostra o resumo dos custos finais para cada etapa desenvolvida.

R$ 4.209,16; 5,09% R$ 78.442,58; 94,91% R$ 4.570,73; 5,08% R$ 85.480,80; 94,92% R$ 6.090,19; 7,37% R$ 76.561,55; 92,63% R$ 6.416,32; 7,13% R$ 83.635,21; 92,87%

Método paramétrico Método analítico

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Figura 13: Parcela dos serviços de instalações hidráulicas em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

A motivação para as diferenças encontradas são balanciadas entre custos de materiais e custo de mão de obra. Podem ser observadas mais detalhadamente as variações que aconteceram envolvendo todos os serviços de instalações hidráulicas na Figura abaixo.

Figura 14: Custo de mão de obra e materiais relacionados ao custo total para execução de instalações hidráulicas.

5.8 Instalações elétricas

Esta etapa de serviços, o orçamento paramétrico que é basaeado em custos da SINAPI, pela primeira vez apresentou valor total acima dos pesquisado na cidade de Sinop-MT. A diferença ficou em aproximadamente R$ 300,00. A Figura 14 mostra os resultados encontrados para cada método.

Figura 15: Parcela dos serviços de instalações elétricas em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

Os preços dos materiais foram os principais responsáveis pela variação encontrada. A figura traz a importância do custo dos materiais para os resultados obtidos.

Figura 16: Custo de materiais relacionado ao custo total para execução de instalações elétricas.

5.9 Revestimentos

Em obras de revestimentos na edificação, foi obtida uma diferença de mais de R$ 900,00 do método analítico para o paramétrico. Próxima figura esclarece esses dados.

Figura 17: Parcela dos serviços de revestimentos em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

Foi observado que onde aconteceram os maoires desvios de custos, foram nos serviços de produção de argamassas e concretos não estruturais, pois envolvem uma grande quantidade de material e mão de obra. São os itens como, chapisco para alvenaria, emboço e a execução do contrapiso. A Figura 18 traz os custos de mão de obra e materiais para esses serviços. R$ 5.925,90; 7,17% R$ 76.725,84; 92,83% R$ 6.695,77; 7,44% R$ 83.355,76; 92,56% R$ 4.426,99; 5,36% R$ 78.224,75; 94,64% R$ 4.118,61; 4,57% R$ 85.932,92; 95,43% R$ 14.358,08; 17,37% R$ 68.293,66; 82,63% R$ 15.292,27; 16,98% R$ 74.759,26; 83,02% Método paramétrico Método paramétrico Método analítico Método analítico

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Figura 18: Custo de mão de obra e materiais relacionados ao custo total para execução de revestimentos na obra.

È valido discutir, o valor do custo horário do equipamento presente nas composicões de custo unitária nos itens comentados anteriormente. Apesar da pequena interfefência no custo final, a betoneira de 400 litro elétrica trifásica, apresentou na cidade de Sinop-MT um custo a mais de 150% em relação a tabela SINAPI.

5.10 Pintura

Nos serviço de pintura da obra, o comparativo dos métodos de orçamentos propostos ficou muito próximo. A diferença ficou aproximadamente em R$ 80,00, a Figura abaixo mostra a parcela de participação da etapa de pintura com o custo global.

Figura 19: Parcela dos serviços de pintura em relação ao custo total da obra para os dois métodos estudados.

A variação dos custos finais, foi principalmente motivada por serviços de mão de obra presentes nas composições unitárias. A Figura 20 mostra o custo de mão de obra nessa etapa da obra, relacionada com o custo total de pintura na edificação.

Figura 20: Custo de mão de obra relacionado ao custo total para execução de pintura na obra.

É possível perceber que a desparidade do custo de serviços de mão de obra ficou acima da diferença total encontrada pela comparação dos resultados finais do item, isso se deu, pois o custo de alguns produtos dos serviços de pintura ser mais elevados na tabela SINAPI.

5.11 Custo global

Com relação ao compartivo do custo global da edificação proposta, a diferença dos valores finais obtidos foi de exatamente R$ 7.399,79 na relação do orçamento analítico para o paramétrico. As tabelas abaixo apresentam o resumo de todas as etapas estudadas, seus respectivos valores finais e diferenças de porcentagem.

Tabela 3: Resumo dos custos das etapas da obra

Etapas da Obra Analítico (R$) Paramétrico (R$) Serviço Preliminar 5.515,83 4.751,62 Movimento de Terra 727,43 646,83 Estrutura 20.089,27 18.823,51 Alvenaria 20.569,14 17.444,38 Esquadrias 4.570,73 4.209,16 Cobertura 6.416,31 6.090,19 Ins. Hidráulicas 6.695,76 5.925,90 Ins. Elétricas 4.118,61 4.426,99 Revestimento 15.292,27 14.358,08 Pintura 6.506,18 5.975,07 Total 90.051,53 82.651,74

Fonte: Acervo pessoal, 2015

Tabela 4: Resumo das diferenças de porcentagens das etapas da obra

Etapas da Obra Percentual

(%) Método

Serviço Preliminar 16,08 Analítico Movimento de Terra 12,46 Analítico

Estrutura 6,72 Analítico

Alvenaria 17,91 Analítico

Esquadrias 8,59 Analítico

Cobertura 5,35 Analítico

Ins. Hidráulicas 12,99 Analítico

Ins. Elétricas 6,97 Paramétrico

Revestimento 6,51 Analítico

Pintura 1,36 Analítico

Total 8,95 Analítico

Fonte: Acervo pessoal, 2015 R$ 5.975,07; 7,23% R$ 76.676,67; 92,77% R$ 6.056,18; 6,73% R$ 83.995,35; 93,27%

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6 Conclusões

A maior parte das etapas da obra apresentaram em seu custo final uma maior variabilidade do orçamento analítico para o paramétrico decorrente dos custos necessários para cobrir a mão de obra.

Essa desconformidade nos custos de mão de obra estabelecidos pelo SINAPI com os obtidos na cidade de Sinop-MT pode estar relacionado com a utilização de coeficientes de representatividade e a alguns preços atribuidos na cidade de São Paulo-SP utilizados na metodologia de captura de custos da ferramenta do governo. Outro ponto tambem esta na distinção da modalidade de mão de obra necessária para alguns serviços.

Em relação aos custos dos materiais envolvidos, observou uma diferença pequena em grande parte dos insumos nas composições unitárias, sendo essa pouca diferença no aumento no método analítico, podendo estar ligado ao transporte de mercadorias para região de Sinop-MT, diferentemente do produtos em madeira, mostrando ser menores no orçamento analítico pela facilidade do acesso na região de Sinop-MT.

Por fim, conclui que é necessária uma maior atenção quando se utiliza custos de alguns insumos da tabela SINAPI, mais ainda sim essa ferramenta de dados continua sendo uma boa referência para parâmetros inicias de um planejamento de obra.

Agradecimentos

Primeiramente gostaria de agradecer a Deus por ter conseguido chegar até aqui. A minha mãe Vilma da Silva Cardoso, meu pai Carlos Cardoso e meu irmão José Henrique da Silva Cardoso por representarem a importância de família mesmo distante.

E representando minha família na cidade Sinop, queria muito agradecer Ivone Maria Leal e seus filhos Ana Paula de Souza e Felipe Lucas de Souza pelo carinho nesses cinco anos morando juntos. Queria agradecer também a meu amigo de infância, Felipe Dias por ter me apoiado e ajudado em momentos difíceis.

Ao meu orientador, Professor Arnaldo Taveira Chioveto, por todo o conhecimento transmitido e paciência para ensinar. Agradeço ainda aos meus amigos, Gustavo Nunes, Danielle Paludo, Douglas Garcia, Ítalo Sartoreio, Leonardo Dias, Renata Novaes, Renato Guastaldi, Victor Rissotti, Weberth Novaes e Wdson Gutierizz por estarem junto comigo sempre nesse percurso da graduação.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHEIROS CIVIIS – ABENC. ART de Orçamento. 2014. Disponível em: <http://www.abenc-ba.org.br/- artigos/15-artigos-diversos/458-art-de-orcamento- essa-desprezada-exigencia-tem-consequencias-graves>. Acesso em: 02 maio 2015.

BRASIL. Caixa Econômica Federal. Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil

– SINAPI. Disponível em:

<http://www.caixa.gov.br/Downloads/sinapi-a-partir-jul-2014mt/SINAPI_Custo_ref_Composicoes_MT_08201 5_Desonerado.pdf>

CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA

CONSTRUÇÃO. Pesquisa anual da indústria da construção em 2012. 2014. Disponível em: <http://www.cbicdados.com.br/menu/home/pesquisa-anual-da-industria-da-construcao-2012>. Acesso em: 20 abril 2015.

CHIOVETO, A. T. Mensuração da ocupação da área urbana por meio de ferramenta do sistema de informação geográfica (SIG): um estudo em Sinop-MT. Sinop, 2014.

CARDOSO, R. S. Orçamento de obras e foco: Um novo olhar sobre a engenharia de custos. 2°ed. São Paulo: Pini, 2011.

GONZALEZ, M. A. S. Noções de Orçamento e Planejamento De Obras. São Leopoldo– RS. 2008. 49f.

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MATTOS, A. D. Como Preparar Orçamento de Obras: Dicas para o Orçamentista, Estudo de Caso, Exemplos. 1° Ed. São Paulo: Pini, 2006.

TISAKA, M. Orçamento na construção civil: consultoria, projeto e execução. 2°. Ed. São Paulo: Pni, 2011.

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