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A inteligência emocional na visão de pós-graduandos do noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

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Academic year: 2021

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1 Trabalho de Conclusão de Curso MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas - UNIJUI

2 Estudante do MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas – UNIJUI. E-mail: [email protected] 3 Docente do MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas – UNIJUI. E-mail: [email protected] Tatiana dos Reis Kremer2 Adriane Fabrício3

RESUMO

Pessoas que possuem altos níveis de Inteligência Emocional (IE) conseguem identificar e descrever os seus e os sentimentos dos outros, além de controla-los e agir de forma inteligente e consciente, direcionando-os a fim de obter melhores resultados. Deste modo, o objetivo deste estudo é identificar se as dimensões da inteligência emocional (autoconsciência, autocontrole, automotivação, empatia e habilidade social) estão presentes em estudantes de Pós-Graduação Lato Sensu de uma Universidade do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, e se há alguma relação entre a IE e o perfil da amostra. No intuito de atingir este objetivo, aplicou-se um questionário adaptado de Travis Bradberry e Jean Greaves (Bradberry e Greaves, 2016), em uma amostra de 69 estudantes de quatro Pós-Graduações distintas. Sendo uma pesquisa de natureza aplicada, descritiva, quantitativa e qualitativa, e de levantamento do tipo Survey, e para análise dos dados utilizou-se o software SPSS®. A partir dos resultados obtidos percebeu-se que a maioria dos estudantes possui alta IE, sendo que a dimensão autocontrole apresentou o menor índice, e a habilidade social o maior. Além disso, também foi possível perceber algumas relações entre o perfil da amostra e a Inteligência Emocional, sendo possível afirmar que, há relação entre a idade e o curso de pós-graduação com os níveis da IE, ainda é possível afirmar que o uso de ferramentas auxilia no desenvolvimento e aumenta os níveis de IE.

Palavras-chave: Inteligência Emocional, Pós-Graduação, Perfil.

INTRODUÇÃO

O trabalho tem grande importância na vida das pessoas, segundo Freud (1974) “É pelo trabalho que o homem se reinventa e supera-se. A importância do trabalho está no seu papel fundamental para o equilíbrio do homem, bem como para sua inserção no meio social, para sua saúde física e mental”. (FREUD, 1974; MENDES e BELLINI, 2004, p. 168)

Seja motivado pela realização pessoal, ou pela necessidade financeira, o trabalho exige tempo e energia para sua realização, ocupa um espaço importante na vida das pessoas, e é uma das principais atividades do ser humano atualmente.

As relações no trabalho e a forma como as pessoas reagem a determinadas situações são cruciais para o bem estar e para o desempenho profissional de cada um. E é neste sentido que a inteligência emocional pode colaborar, Cobêro (2006) diz que é maior a probabilidade de uma pessoa emocionalmente inteligente ter um melhor desempenho no trabalho, do que uma pessoa com baixa IE.

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O autor Goleman (2011, p. 191) complementa que: “o custo-benefício proporcionado pela inteligência emocional é uma ideia relativamente nova nas empresas, que alguns administradores hesitam em levar em consideração”. O autor ainda afirma que esse modelo do que significa ser inteligente, coloca as emoções no centro das aptidões, que as forças de trabalho começam a valorizar a IE para um desempenho melhor no trabalho e estão remodelando a vida profissional das pessoas, além de citar como o equilíbrio emocional preserva a saúde e o bem-estar.

Esta realidade competitiva em que as organizações estão inseridas torna o desenvolvimento da IE cada vez mais importante para seu sucesso e sobrevivência. As emoções passaram a representar um papel importante no local de trabalho, e Weisinger (1997) constatou durante anos de trabalho como psicólogo-consultor que:

Quando empregados usam sua inteligência emocional, ajudam a construir uma organização emocionalmente inteligente, na qual cada um se responsabiliza pelo crescimento da sua própria inteligência emocional, pela aplicação da sua inteligência emocional no relacionamento com as outras pessoas e pela aplicação das aptidões da sua inteligência emocional na organização como um todo (WEISINGER, 1997 p. 16).

Goleman (2011), complementa que:

...estar sintonizado com os sentimentos daqueles com quem tratamos, saber lidar com discordâncias para que elas não cresçam, saber entrar em fluxo na execução de um trabalho [...] em termos de condução da própria carreira, talvez não haja nada mais essencial do que saber o que sentimos a respeito do quê — e que mudanças nos deixariam de fato satisfeitos com o nosso trabalho (GOLEMAN, 2011 p. 191).

Neste sentido percebe-se que além de ser um fator importantíssimo nas relações do trabalho, a inteligência emocional torna-se indispensável para cargos de liderança e gestão, pois desenvolver estas habilidades, pode contribuir para mudanças positivas no ambiente organizacional, bem como nas relações interpessoais.

Desta forma, o objetivo deste estudo é identificar se as dimensões da Inteligência Emocional (autoconsciência, autocontrole, automotivação, empatia e habilidade social) estão presentes em estudantes de Pós-Graduação Lato Sensu de uma Universidade do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, e se há relação entre a Inteligência Emocional e o perfil dos respondentes.

Sendo relevante o estudo do tema, visto a importância que um gestor com as habilidades da IE desenvolvidas e o papel fundamental que estes desenvolvem dentro das organizações. Portanto, a elaboração desta pesquisa possibilita visualizar quais são as dimensões da IE que estão presentes nos estudantes pós-graduandos que já atuam em cargos

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de gestão e/ou liderança, bem como nos que almejam o sucesso profissional independentemente do cargo em exercício.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Inteligência Emocional

Quando se fala de inteligência, automaticamente as pessoas são remetidas à inteligência intelectual, que em suma trata-se da inteligência analítica, a qual ganhou ênfase há muito tempo atrás, tornou-se bem valorizada perante a sociedade e consegue ser medida através do QI - Quociente de Inteligência. Porém quando se mede a inteligência intelectual, não se considera outras inteligências ou habilidades, como por exemplo, a inteligência emocional que, conforme Goleman (2011, p. 32): “São as nossas emoções, [...], que nos orientam quando diante de um impasse e quando temos de tomar providências importantes demais para que sejam deixadas a cargo unicamente do intelecto”.

Goleman (2011, p. 59) ainda complementa que: “Num certo sentido, temos dois cérebros, duas mentes - e dois tipos diferentes de inteligência: racional e emocional. Nosso desempenho na vida é determinado pelas duas - não é apenas o QI, mas a inteligência emocional também conta.”.

Inteligência Emocional ou simplesmente IE, trata-se de um termo relativamente recente que vem sendo utilizado pelos pesquisadores comportamentais. Proposto pelos psicólogos Salovey e Mayer (1990) em um artigo teórico, tornou-se conhecido em 1995, após a publicação do livro “Inteligência Emocional: A Teoria Revolucionária que Redefine o que é ser Inteligente”, de autoria do escritor e psicólogo Daniel Goleman.

Porém, pesquisas nesta área não são tão recentes quanto o termo, a partir do século XIX inúmeras pesquisas foram se desenvolvendo no campo da inteligência. Segundo a Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional – SBIE (2018), em 1920, Edward Thorndike, um renomado psicólogo, conceituou a “inteligência emocional”, descrevendo-a como a habilidade de entender e controlar/administrar as emoções para agir de forma mais sensata nas relações humanas.

A Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional – SBIE (2018), ainda diz que em 1940, David Wechsler sugeriu que outros fatores além da habilidade intelectual, estão envolvidos em um comportamento inteligente, seus estudos indicaram que muitas vezes, o desempenho intelectual de uma pessoa não é o fator que está associado mais intimamente com seu êxito ou com o seu fracasso. Abraham Maslow juntamente com outros psicólogos humanistas, 10 anos depois, em 1950, descreveram como as pessoas poderiam construir sua

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força emocional. Já o psicólogo Howard Gardner, em 1980, propôs que a vida humana requer o desenvolvimento de vários tipos de inteligências, o qual identificou e definiu oito tipos diferentes de inteligência, introduzindo assim, a teoria das inteligências múltiplas.

Em sua tese de doutorado, a qual foi intitulada de: Um estudo da emoção: Desenvolvendo a Inteligência Emocional, em 1985, Wayne Payne, introduziu o termo Inteligência Emocional, o qual em 1990 foi conceituado pelos pesquisadores Peter Salovey e John Mayer, e, em 1995, Daniel Golleman popularizou após publicar um livro sobre o tema, o qual aborda a importância das emoções e como a capacidade para lidar com elas impactam o desenvolvimento humano.

Sendo assim, de acordo com Salovey e Mayer, inteligência emocional é “a capacidade de o indivíduo monitorar os sentimentos e as emoções dos outros e os seus, de discriminá-los e de utilizar essa informação para guiar o próprio pensamento e as ações”. (SALOVEY e MAYER 1990, p. 189; HANSEN et al., 2017)

Para Soto (2002), a inteligência emocional:

...é uma descrição das funções cerebrais e mentais que diz respeito às emoções, é um apelo ao descobrir e ao explorar; em palavras mais simples, é a mente emocional, essa que desde o surgimento do homem tem sido descrita com imagens, poesias e filosofias (SOTO, 2002 p. 2).

Soto (2002) complementa ainda que a inteligência emocional:

Explica como, em resposta aos estímulos cotidianos ou auto-estímulos psíquicos (ideias, lembranças, emoções), ativar um conjunto de partes, sistemas e conexões entre a área emocional ou sistema límbico e as áreas cerebrais indispensáveis para a atenção, percepção, memória, lógica, enfim, um conjunto psíquico denominado mente emocional determinante para entender expressões humanas como personalidade, caráter, temperamento, condutas, decisões e ideias (SOTO, 2002 p. 2).

Nessa mesma linha Goleman (1995) diz que quem possui inteligência emocional, tem a capacidade de motivar-se e persistir em um objetivo, de controlar seus impulsos e saber aguardar pela satisfação dos seus desejos, de manter-se positivo e impedir que as emoções como a ansiedade interfiram na capacidade de racionar, além de ser empático e autoconfiante.

Em outras palavras, pode-se dizer que pessoas com altos níveis de IE conseguem identificar e descrever os seus e os sentimentos dos outros, além de controla-los, também conseguem agir de forma inteligente e consciente, de modo a direcioná-los a fim de obter melhores resultados.

Goleman (2011) ainda complementa que a inteligência emocional se baseia em cinco habilidades básicas, denominadas por autoconsciência, autocontrole, automotivação, empatia

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e habilidade social. As três primeiras dizem respeito à capacidade do indivíduo de administrar as próprias emoções e usá-las a seu favor, e as duas últimas referem-se à capacidade de compreender os sentimentos e emoções dos outros, colocar-se no lugar deles, além de saber ouvir e extrair o melhor de cada um.

2.2 Dimensões da Inteligência Emocional e Gestão

A primeira dimensão ou habilidade que compõe a Inteligência Emocional é a autoconsciência, Goleman (2011) cita que nas palavras de John Mayer, psicólogo da Universidade de New Hampshire a autoconsciência se trata de “estar consciente ao mesmo tempo de nosso estado de espírito e de nossos pensamentos sobre esse estado de espírito”, (Goleman, 2011 p. 78), ou seja, é a compreensão das próprias emoções no momento em que ocorrem.

Goleman (2011) ainda complementa que:

A incapacidade de observar nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à mercê deles. As pessoas mais seguras acerca de seus próprios sentimentos são melhores pilotos de suas vidas, tendo uma consciência maior de como se sentem em relação a decisões pessoais, desde com quem se casar a que emprego aceitar (GOLEMAN, 2011 p. 73).

Deste modo, a autoconsciência se refere então à compreensão das próprias emoções, porque ocorrem e o impacto positivo ou negativo que elas podem causar, contribuindo para uma maior assertividade nas possibilidades do dia a dia, bem como, na tomada de decisões.

Para um gestor, é interessante que esta habilidade seja desenvolvida, visto que as emoções do líder podem gerar um impacto nas pessoas ao seu redor, e a partir do momento em que possui a autoconsciência desses sentimentos, é possível desenvolver as outras habilidades da IE, o que pode possibilitar uma maior assertividade nas relações.

Sendo assim, a autoconsciência é talvez a mais importante habilidade da IE, pois a partir do momento em que se conhece as próprias emoções, torna-se possível controlá-las, não no sentido de anulá-las, mas sim de compreendê-las, usando essa compreensão para modificar as situações a seu favor (WEISINGER, 1997). Mersino conceitua o autocontrole – 2º dimensão da IE – como a capacidade de estar no controle de nossas emoções para que elas não nos controlem (MERSINO, 2009, p. 57; BATISTA, s.d.).

O autocontrole permite que as pessoas não se tornem reféns de suas emoções, pois possibilita escolher as melhores respostas e comportamentos para cada situação. É uma habilidade de grande importância para os gestores, visto que ajuda a influenciar o ambiente sem se deixar influenciar por ele, nem permite que as ações alheias controlem o que se sente.

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Um gestor com autocontrole é capaz de refletir e ponderar melhor suas ações, é mais flexível, e adapta-se a mudanças com maior facilidade, além de controlar mais facilmente seus impulsos.

A 3º dimensão da IE trata-se da automotivação, que em suma é a capacidade de motivar-se, sem a necessidade de estímulos externos. Quem possui essa capacidade se percebe como o principal responsável pelas suas conquistas. Goleman (2011) descreve as pessoas que possuem automotivação:

...pessoas com altos níveis de esperança têm certos traços comuns, entre eles poder motivar-se, sentir-se com recursos suficientes para encontrar meios de atingir seus objetivos, tendo a certeza, mesmo diante de uma situação difícil, de que tudo vai melhorar, de ser flexível o bastante para encontrar meios diferentes de chegar às metas, ou trocá-las se não forem viáveis, e de ter a noção de como decompor uma tarefa grande em parcelas menores, mais fáceis de serem enfrentadas (GOLEMAN, 2011 p. 123).

Relacionada ao desenvolvimento pessoal de cada um, a automotivação se reflete na capacidade de motivar-se desde as atividades mais simples, como para fazer o dever de casa, concluir um trabalho ou levantar-se pela manhã, até as mais complexas, como o caso de um profissional ter sua produtividade ampliada.

A empatia é a 4º dimensão da inteligência emocional, que Krznaric (2015, p. 10) define como: “a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar as próprias ações”, ou seja, uma pessoa empática tem a capacidade de colocar-se no lugar do outro e sentir emoções que não são suas, sendo este um ponto importante em todas as relações interpessoais.

É na autoconsciência que a empatia se desenvolve, Goleman (2011, p. 133) diz que: “quanto mais consciente estivermos acerca de nossas próprias emoções, mais facilmente poderemos entender o sentimento alheio”. O autor ainda complementa que: “As pessoas empáticas estão mais sintonizadas com os sutis sinais do mundo externo que indicam o que os outros precisam ou o que querem. Isso as torna bons profissionais no campo assistencial, no ensino, vendas e administração” (p. 74).

Essa capacidade — de saber como o outro se sente — entra em jogo em vários aspectos da vida, quer nas práticas comerciais, na administração, no namoro e na paternidade, no sermos piedosos e na ação política. A falta de empatia é também reveladora. Nota-se em criminosos psicopatas, estupradores e molestadores de crianças (GOLEMAN 2011, p. 133).

As pessoas capazes de ajudar outras a aliviar seus sofrimentos possuem um produto social especialmente valorizado, são as almas para as quais se voltam às outras quando se encontram em dificuldades (GOLEMAN, 2011 p. 154).

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Acima, Goleman descreve a dimensão habilidade social – 5º e última dimensão da IE – que se trata da habilidade de conviver em sociedade, saber relacionar-se, falar a coisa certa na hora certa, defender seu ponto de vista sem que isso cause conflitos com outro.

Sendo também uma competência importante para o exercício da liderança, pois Goleman (2011, p. 151) acrescenta que: “Poder exercer controle sobre as emoções do outro é a essência da arte de relacionar-se”. Mas para isso é necessário que outras duas aptidões emocionais sejam amadurecidas: o autocontrole e a empatia.

De posse disso, amadurecem as “aptidões pessoais”. São competências sociais eficazes na relação com os outros; aqui, as deficiências conduzem à inépcia no mundo social ou a repetidos desastres. Na verdade, é precisamente a falta dessas aptidões que pode fazer com que, mesmo aqueles que são considerados brilhantes do ponto de vista intelectual, naufraguem em seus relacionamentos, pareçam arrogantes, nocivos ou insensíveis. Essas aptidões sociais nos permitem moldar um relacionamento, mobilizar e inspirar os outros, vicejar em relações íntimas, convencer e influenciar, deixar os outros à vontade (GOLEMAN, 2011 p. 152).

Relacionada às emoções, e visto que elas detêm um papel importante na vida das pessoas, a IE pode ser aplicada nos mais diversos aspectos, seja quando ligada aos desafios sociais do trabalho, na liderança de uma equipe, ou nos relacionamentos pessoais e desafios do dia a dia.

Cooper (1997) cita vários fatores cruciais do sucesso de uma carreira ou de uma empresa em que a inteligência emocional pode fazer diferença, sendo eles: a tomada de decisão, liderança, aproveitamento dos talentos e capacidade de iniciativa de cada um no local de trabalho, comunicação aberta e honesta, descontentamento construtivo, criatividade e inovação, relacionamentos na base da confiança e trabalho em equipe, compromisso, lealdade e responsabilidade, gerenciamento da mudança, inovações estratégicas e técnicas. (COOPER, 1997, p. 16).

Desta forma, com um enfoque no âmbito profissional e tratando-se de relacionamentos na esfera do trabalho, no que tange ao gerenciamento de equipes, é de grande valia que o gestor apresente bons índices nas habilidades da IE, a fim de perceber melhor as emoções da sua equipe, e ajustar a sua reação a elas, além de conseguir reconhecer mais facilmente os pontos fracos, entender e aceitar que as pessoas são diferentes umas das outras.

Neste ambiente de competição global e mudanças cada vez mais rápidas em que as organizações estão inseridas, onde os gestores precisam apresentar resultados imediatos, desenvolver a Inteligência Emocional pode ocasionar inúmeras mudanças no ambiente interno organizacional.

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Sendo assim, as emoções têm grande influência nas relações entre pessoas em suas particularidades, e no ambiente de trabalho. No caso dos gestores, estas ainda acabam envolvendo sua equipe, Goleman (2018) diz que grandes líderes são aqueles que lidam com as emoções:

A compreensão do poderoso papel das emoções no ambiente de trabalho distingue os bons líderes dos demais - não só em aspectos tangíveis, como melhores resultados empresariais e retenção de talentos, mas também nos importantíssimos aspectos intangíveis, como moral mais elevado, motivação e dedicação (GOLEMAN, 2018 p. 18).

Dessa forma, gestores com IE passam a ter maiores chances de obter sucesso profissional, alcançando os resultados desejados, por conseguirem trabalhar com o seu emocional e o dos colaboradores, buscando o melhor desempenho das atividades, além de conseguir gerenciar melhor conflitos, o que proporciona um clima mais harmônico e um bom relacionamento interpessoal.

Pesquisas afirmam que um executivo ou profissional tecnicamente capaz com um alto QE é quem capta – de forma mais total, hábil e rápida que os outros – os crescentes conflitos que exigem solução, os pontos fracos da equipe e da empresa que precisam ser corrigidos, as lacunas a serem identificadas ou preenchidas, as conexões ocultas que dão acesso a oportunidades e as obscuras e misteriosas interações que parecem mais indicadas – e mais lucrativas (COOPER, 1997 p. 15).

Ou seja, organizações que possuem gestores com alta Inteligência Emocional, podem apresentar melhores resultados, e ter maiores chances de crescimento e desenvolvimento tanto na própria carreira do gestor, quanto nos resultados organizacionais como um todo.

3 METODOLOGIA

No intuito de atingir o objetivo desta pesquisa, utilizou-se o mesmo questionário que HANSEN (2017) aplicou em sua pesquisa, sendo uma adaptação ao instrumento Emotional Intelligence Appraisal ®, elaborado por Travis Bradberry e Jean Greaves (BRADBERRY & GREAVES 2016). Sendo assim, o questionário foi aplicado em uma amostra de 69 estudantes de 4 Pós-Graduações Lato Sensu de uma Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre os dias 29 e 30 de junho de 2018.

Desta forma, este estudo trata-se de uma pesquisa aplicada, descritiva, quantitativa e qualitativa, e de levantamento do tipo Survey. Após a tabulação dos dados obtidos na aplicação dos questionários, utilizou-se o software SPSS® para análise dos resultados, o qual além de apresentar os índices de estatística descritiva, tabela de frequência e tabelas cruzadas,

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também indicou o grau de consistência interna (confiabilidade) entre os indicadores - Alpha de Cronbach.

4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

A fim de responder ao objetivo deste estudo, que é identificar se as dimensões da Inteligência Emocional estão presentes em estudantes de Pós-Graduação Lato Sensu de uma Universidade do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul e, ainda, identificar se há relação entre a Inteligência Emocional e o perfil dos respondentes, inicia-se com a apresentação do perfil desse grupo, bem como, qual é o percentual destes que já ouviram falar sobre IE.

4.1 Perfil

Verificou-se que nesta amostra existe uma predominância do público feminino, conforme Tabela 1, 60,87% dos estudantes respondentes são mulheres, e os homens representam 39,13% da amostra. Uma maioria de 49,28% corresponde à faixa etária entre os 26 e 35 anos de idade, seguido dos com menos de 25 anos que caracterizam 24,64% da amostra e 18,84% e 7,25% com 36 a 45 anos e com mais de 46 anos de idade respectivamente. Quanto ao estado civil, 55,07% do grupo são casados, em união estável ou morando junto com o companheiro, e os solteiros representam 42,03% da amostra, sendo ainda que 2,90% dos estudantes são separados ou divorciados.

A pesquisa foi aplicada em quatro turmas de Pós-Graduações Lato Sensu distintas, sendo que os estudantes da Pós-Graduação em Controladoria e Gestão Empresarial representam 31,88% da amostra, 30,43% dos respondentes são estudantes de MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas, seguido dos estudantes de Pós-Graduação em Direito do Trabalho que representam 20,29% do grupo, e MBA em Finanças e Mercado de Capitais com 17,39%.

Dentre estes estudantes verificou-se que 33,33% já atuam em cargos de gestão e uma maioria de 66,67% não atua como gestor. Quando questionados se já ouviram falar sobre inteligência emocional, 68,12% responderam que sim, e 31,88% que não. Nesse contexto, Cherniss (2002) argumenta que intervenções no local de trabalho para aumentar a Inteligência Emocional (IE) são imprescindíveis, porque muitos adultos estão inseridos no contexto organizacional sem aptidões de IE necessárias para seu crescimento e das organizações. (CHERNISS, 2002; GONZAGA e MONTEIRO, 2011).

Segundo Lampoglia (2009), em um artigo publicado no site www.rh.com.br, o investimento das organizações no treinamento e desenvolvimento dos profissionais em

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Inteligência Emocional cresceu 48%, nos últimos cinco anos anteriores à publicação do artigo. Ainda, segundo o mesmo autor as empresas que têm um RH forte e estratégico estão influenciando as lideranças na percepção de que se pode lidar com as emoções, da mesma forma como se lida com a matemática e a física.

Tabela 1: Perfil dos Respondentes

Variáveis Alternativas Frequência Percentual

(%) Gênero Feminino 42 60,87% Masculino 27 39,13% Faixa Etária Menos de 25 anos 17 24,64% 26 a 35 anos 34 49,28% 36 a 45 anos 13 18,84% Mais de 46 anos 5 7,25% Estado Civil Solteiro (a) 29 42,03%

Casado (a)/União Estável/Morando com companheiro (a) 38 55,07%

Viúvo (a) 0 0,00%

Separado/Divorciado (a) 2 2,90%

Qual Pós-Graduação está cursando?

MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas 21 30,43%

MBA em Finanças e Mercado de Capitais 12 17,39%

Pós-Graduação em Controladoria e Gestão Empresarial 22 31,88%

Pós-Graduação em Direito do Trabalho 14 20,29%

Atualmente desempenha cargo de gestão/liderança?

Sim 23 33,33%

Não 46 66,67%

Já ouviu falar sobre Inteligência Emocional?

Sim 47 68,12%

Não 22 31,88%

Fonte: Dados da Pesquisa (2018). 4.2 Análise das Dimensões

A seguir na Tabela 2 apresenta-se a estatística descritiva - média e desvio padrão - da primeira habilidade de inteligência emocional, a autoconsciência. Um dos pressupostos desta habilidade é a compreensão das próprias emoções no momento em que ocorrem. Para Goleman (2011, p. 73): “a incapacidade de observar nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à mercê deles”, o autor Weisinger (1997, p. 17) ainda complementa que: “um grau elevado de autoconsciência é o alicerce sobre o qual são construídas todas as outras aptidões da inteligência emocional”.

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Tabela 2: Inteligência Emocional – Dimensão Autoconsciência

Questão (Autoconsciência) Média Desvio Padrão

1) Tem total consciência de suas capacidades 4,61 1,11

2) Admite e reconhece seus defeitos/fraquezas 4,52 1,23

3) Consegue entender as emoções no momento em que ocorrem 3,87 1,30

4) Reconhece o impacto do seu comportamento nos outros 4,01 1,14

5) Percebe que os outros influenciam seu estado emocional 4,43 1,29

6) Sente-se responsável pela situação emocional em que se encontra atualmente 4,87 1,09

Média Geral da Dimensão: 4,39 1,24

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

É possível verificar a partir desta tabela que a questão: “6) sente-se responsável pela situação emocional em que se encontra atualmente”, foi a que obteve a maior média com 4,87 e o menor desvio padrão - 1,09 da dimensão, isso significa que quanto menor for o desvio padrão mais homogêneo são os dados, ou seja, mais próximo da média. Já a questão: “3) Consegue entender as emoções no momento em que ocorrem”, foi a que apresentou a menor média desta habilidade - 3,87 e um desvio padrão de 1,30. Dessa forma, a dimensão autoconsciência apresentou uma média geral de 4,39 e um desvio padrão de 1,24.

A autoconsciência está no centro de cada uma das demais dimensões, como por exemplo, o autocontrole e a automotivação, pois a autoconsciência permite monitorar-se e observar-se em ação, compreendendo primeiramente o que o faz agir e como age, antes de alterar qualquer comportamento em busca de melhores resultados. (WEISINGER, 1997, p. 26).

Sendo a autoconsciência o alicerce sobre o qual são construídas todas as outras aptidões da IE, é importante se conhecer, saber quais são os motivos que o fazem agir, para então exercer o autocontrole.

A tabela 3, apresenta a estatística descritiva da amostra, referente a segunda habilidade da inteligência emocional, o autocontrole. Sendo considerada como uma virtude (Goleman, 2011), o autocontrole trata-se da capacidade de suportar o turbilhão emocional que o acaso impõe. “O autocontrole emocional - saber adiar a satisfação e conter a impulsividade - está por trás de qualquer tipo de realização” (p. 73).

Tabela 3: Inteligência Emocional – Dimensão Autocontrole

Questão (Autocontrole) Média Desvio Padrão

7) Lida bem com pressões profissionais 4,49 1,06

8) Lida bem com momentos de estresse do dia-a-dia 4,16 1,15

9) Consegue identificar com facilidade a origem de seus sentimentos (bons e ruins) 4,22 1,13

10) Tolera frustrações com certa facilidade 3,63 1,29

11) Considera muitas opções antes de tomar uma decisão 4,29 1,32

12) Esforça-se para aproveitar ao máximo as situações (boas ou ruins) 4,51 1,17

Média Geral da Dimensão: 4,17 1,30

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Conforme resultados obtidos no que se refere à habilidade autocontrole (Tabela 3), a questão “12) Esforça-se para aproveitar ao máximo as situações (boas ou ruins)”, foi a que apresentou a maior média 4,51 e um desvio padrão de 1,17. Já a questão “10) Tolera frustrações com certa facilidade” obteve a menor média com 3,63 e um desvio padrão de 1,29. De modo geral esta dimensão foi a que apresentou a menor média e o maior desvio padrão dentre as dimensões da inteligência emocional, sendo assim, a média geral da dimensão autocontrole 4,17 e o desvio padrão de 1,30.

É interessante apontar que: “nenhum líder pode encarar emoções negativas, como raiva, pânico, ansiedade ou frustração, porque as emoções são contagiantes, especialmente as provenientes dos líderes. Esses não poderão ser eficazes no gerenciamento de pessoas se não adquirirem a habilidade de lidar com as próprias emoções” (GOLEMAN, 1999; HANSEN et al., 2017).

Já a terceira dimensão da IE, a automotivação, apresentada na tabela 4, se manifesta quando o indivíduo acha que faz sentido enfrentar qualquer situação independentemente da dificuldade que esta apresente (HANSEN et al., 2017 p. 54).

Tabela 4: Inteligência Emocional – Dimensão Automotivação

Questão (Automotivação) Média Desvio Padrão

13) Tem facilidade em pensar positivo mesmo em situações adversas 4,39 1,35

14) Tem consciência do que o motiva 4,68 1,16

15) Possui objetivos claros e foco no seu atingimento 4,62 1,31

16) Tem facilidade de recuperar-se de situações adversas (resiliência) 4,35 1,08

17) Busca identificar rapidamente a origem dos seus sentimentos negativos 3,80 1,04

18) Busca alternativas para reverter situações de incomodo e estresse 4,13 1,07

Média Geral da Dimensão: 4,31 1,25

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

Verifica-se a partir desta tabela, que a questão com maior média é a “14) Tem consciência do que o motiva”, com média de 4,68 e um desvio padrão de 1,16. Já a questão que obteve a menor média é a que trata da dificuldade de identificar a origem de sentimentos negativos – “17 Busca identificar rapidamente a origem dos sentimentos negativos”, pois apresentou uma média de 3,80 e o menor desvio padrão da dimensão - 1,04, demonstrando uma certa homogeneidade nos dados. A média geral desta dimensão é de 4,31, e o desvio padrão de 1,25.

Sendo a automotivação a capacidade de motivar a si mesmo, sem a necessidade de estímulos externos, e o sujeito percebendo-se como principal responsável pelas suas conquistas, Goleman (2011) diz que as pessoas com automotivação tendem a ser mais produtivas e eficazes nas atividades que exercem. O autor ainda complementa que: “na

(13)

medida em que somos motivados por sentimentos de entusiasmo e prazer no que fazemos - ou mesmo por um grau ideal de ansiedade -, esses sentimentos nos levam ao êxito” (p. 116).

A quarta dimensão da IE, trata-se da empatia, a qual é possível visualizar os resultados apresentados pela amostra na tabela 5.

Na visão de Goleman (2011), a empatia é alimentada pelo autoconhecimento, pois quanto mais consciente das próprias emoções, mais facilmente será possível entender o sentimento alheio. O autor ainda diz que a empatia é uma aptidão social fundamental:

Uma aptidão social fundamental é a empatia, ou seja, a compreensão dos sentimentos dos outros e a adoção da perspectiva deles, e o respeito às diferenças no modo como as pessoas encaram as coisas. Os relacionamentos são um foco importante, incluindo aprender a ser um bom ouvinte e um bom questionador; distinguir entre o que alguém diz ou faz e nossas reações e julgamentos; ser mais assertivo, e não raivoso ou passivo; e aprender as artes da cooperatividade, solução de conflitos e negociação de compromissos (GOLEMAN, 2011 p. 319).

Tabela 5: Inteligência Emocional – Dimensão Empatia

Questão (Empatia) Média Desvio Padrão

19) Sente-se aberto a Feedback 4,83 1,22

20) Percebe com facilidade o sentimento dos outros 4,41 1,22

21) Tem facilidade de entender o ponto de vista do outro, mesmo quando ele o

critica 4,19 1,12

22) Demonstra aos outros que você se importa com que eles estão sentindo 4,33 1,20

23) Usa a sensibilidade em relação ao sentimento do outro para moldar suas atitudes 4,07 1,24

24) Procura explicar o seu ponto de vista, ponderando o ponto de vista do outro 4,39 1,05

Média Geral da Dimensão: 4,36 1,22

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

A questão que apresenta a maior média nesta habilidade é a: “19) Sente-se aberto a feedback”, a qual somou 4,83 de média e um desvio padrão de 1,22. Já a questão “23) Usa a sensibilidade em relação ao sentimento do outro para moldar suas atitudes”, foi a que obteve a menor média entre as questões desta habilidade, com 4,07 e um desvio padrão de 1,24. Sendo assim, a dimensão Empatia apresentou uma média geral de 4,36 e um desvio padrão de 1,22.

Krznaric (2015) aponta que:

A empatia é, de fato, um ideal que tem o poder tanto de transformar nossas vidas quanto de promover profundas mudanças sociais. A empatia pode gerar uma revolução. Não uma daquelas revoluções antiquadas, baseadas em novas leis, instituições ou governos, mas algo muito mais radical: uma revolução das relações humanas (KRZNARIC, 2015 p. 9).

A quinta e última dimensão da IE trata-se da habilidade social, a qual é possível verificar na tabela 6 os resultados obtidos, apresentados a partir da média e desvio padrão.

(14)

Goleman (2015) diz que:

Pessoas socialmente hábeis tendem a ter um amplo círculo de conhecidos e têm um dom para chegar a um denominador comum com pessoas de todos os tipos — um dom para desenvolver afinidades. Isso não significa que tenham contatos sociais constantes. Significa que atuam segundo o pressuposto de que sozinho não se realiza nada importante. Tais pessoas têm uma rede disponível quando chega a hora da ação. A habilidade social é a culminância das outras dimensões da inteligência emocional. As pessoas tendem a ser bem eficazes em gerir relacionamentos quando conseguem entender e controlar suas próprias emoções e conseguem ser empáticos (GOLEMAN, 2015 p. 24).

Tabela 6: Inteligência Emocional – Dimensão Habilidade Social

Questão (Habilidade Social) Média Desvio Padrão

25) Tem bons relacionamentos nos ambientes em que convive 5,32 0,69

26) Comunica-se de maneira clara e eficaz 4,72 0,88

27) Tem facilidade de perceber o clima do ambiente 4,77 1,04

28) Sente-se bem em fazer parte de um grupo/equipe 5,10 0,99

29) Busca envolver os outros em suas atividades 4,35 1,27

30) Tem facilidade em trabalhar em ambientes com várias pessoas 4,91 1,20

Média Geral da Dimensão: 4,85 1,10

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

A Tabela 6 apresenta as questões relacionadas à dimensão habilidade social, a qual obteve a maior média geral dentre as dimensões da IE - 4,85 e o menor desvio padrão - 1,10. Quanto às questões desta dimensão, a que apresentou maior média foi a “25) Tem bons relacionamentos nos ambientes em que convive” a qual atingiu uma média de 5,32, e também apresentou o menor desvio padrão desta dimensão 0,69. Já a questão “29 Busca envolver os outros em suas atividades” foi a que apresentou a menor média 4,35 e o maior desvio padrão da dimensão 1,27.

Goleman (2015) ainda complementa que a habilidade social é considerada uma habilidade de liderança básica na maioria das empresas quando comparada as outras habilidades da IE, pois:

As pessoas parecem saber intuitivamente que os líderes precisam lidar de forma eficaz com os relacionamentos: nenhum líder é uma ilha. Afinal, a tarefa de um líder é fazer com que o trabalho seja realizado por outras pessoas, e a habilidade social torna isso possível. Um líder incapaz de expressar sua empatia possivelmente não possui nenhuma. E a motivação de um líder será inútil se não conseguir comunicar sua paixão à organização. A habilidade social permite aos líderes colocar em prática sua inteligência emocional (GOLEMAN, 2015 p. 26).

De modo geral, entre todas dimensões da IE, a questão que apresentou menor média foi a “10) Tolera frustrações com certa facilidade” pertencente a dimensão autocontrole, e a que apresentou a maior média, estava dentro do grupo de questões ligados a habilidade social - “25) Tem bons relacionamentos nos ambientes em que convive”.

(15)

Tabela 7: Média e Desvio Padrão Geral das Dimensões de Inteligência Emocional

Dimensão Média Desvio Padrão

Autoconsciência 4,39 1,24

Autocontrole 4,17 1,30

Automotivação 4,31 1,25

Empatia 4,36 1,22

Habilidade Social 4,85 1,10

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

A Tabela 7 apresenta a média e desvio padrão geral que as dimensões obtiveram. A menor média e maior desvio padrão respectivamente, foram às dimensões habilidade social e autocontrole. Porém a variação, considerando todas as dimensões, não são significativas (médias entre 4,17 e 4,85).

Este resultado vai ao encontro dos resultados encontrados por Hansen (2018), o qual também utilizou-se do questionário adaptado de Travis Bradberry e Jean Greaves (Bradberry e Greaves, 2016), e aplicou sua pesquisa em uma amostra aleatória de profissionais que ocupam cargo de gestão e/ou são membros de equipes que possuam atividade formal de trabalho remunerado e atuam no estado do Rio Grande do Sul, para ele a dimensão que obteve a maior média, também foi a habilidade social, e a que registrou a menor média foi a dimensão autogestão, que Goleman chama de autocontrole.

4.3 Cruzamentos

A fim de mensurar os níveis de inteligência emocional da amostra desta pesquisa, o questionário aplicado foi elaborado a partir de uma escala Likert, Lopes (2016), diz que é preciso esclarecer o nível atingido por cada conjunto de variáveis, pois a padronização destes escores permite a qualificação da soma dos resultados em medidas classificatórias, seguindo este conceito, os níveis foram definidos como baixo, médio e alto (LOPES, 2016; HANSEN et al., 2017).

Sendo assim, a padronização destes escores é obtida por meio do seguinte cálculo: soma-se os valores válidos subtraídos da menor soma possível, o resultado e dividido pela maior soma possível subtraído da menor soma possível, multiplicado por 10 ou 100 (valor em percentual). (LOPES, 2016; HANSEN et al., 2017).

Sendo assim, a partir da análise dos resultados obtidos, verificou-se, que 76,81% da amostra possui um nível de alta inteligência emocional, e 23,19% apresentaram média inteligência (Gráfico 1). Considerando os resultados, para esta amostra não ocorreu incidência de baixa IE.

(16)

Goleman (2011) afirma que:

As pessoas com prática emocional bem desenvolvida têm mais probabilidade de se sentirem satisfeitas e de serem eficientes em suas vidas, dominando os hábitos mentais que fomentam sua produtividade; as que não conseguem exercer nenhum controle sobre sua vida emocional travam batalhas internas que sabotam a capacidade de concentração no trabalho e de lucidez de pensamento (GOLEMAN, 2011, p. 65).

Gráfico 1: Índice Inteligência Emocional

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

Foi realizado cruzamentos dos principais resultados da pesquisa, os quais permitem visualizar se há relação entre a inteligência emocional e o perfil dos respondentes. De acordo com o gênero e o nível de inteligência emocional (Tabela 8), não existe grande variação, pois 78,57% da amostra feminina e 74,07% da amostra masculina possui um alto índice de inteligência, não sendo possível afirmar assim, que há relação entre o gênero e seus níveis de IE.

Tabela 8: Gênero x Inteligência Emocional

Alta Média Total

Feminino Frequência 33 9 42 Percentual 47,83% 13,04% 60,87% Row Pct 78,57% 21,43% Masculino Frequência 20 7 27 Percentual 28,99% 10,14% 39,13% Row Pct 74,07% 25,93%

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

No que se refere ao cruzamento da faixa etária e o nível de inteligência emocional, os resultados apresentaram uma variação significativa, pois dentre os respondentes com menos de 25 anos de idade, a IE alta apresentou um índice de 70,59%, os com a faixa etária entre 26

76,81% 23,19%

(17)

a 35 apresentaram um percentual um pouco maior 76,47%, já 80% da amostra com mais de 46 anos possuem alta IE, e o maior percentual foi à amostra que possui entre 36 e 45 anos de idade, onde 84,62% destes apresentaram alta IE. Assim, para esta amostra é possível afirmar que há relação entre idade e a IE, pois, os resultados obtidos mostraram que quanto maior a idade, maior o nível de inteligência emocional, visto que as pessoas na faixa etária entre 36 e 45 anos possuem 14,03% maior incidência alta de IE, em relação aos jovens com menos de 25 anos de idade. Conforme os pesquisadores Mayer, Salovey, et. al. (2000) o nível da habilidade aumenta com a idade. (MAYER, SALOVEY, et. al. 2000; WOYCIEKOSKI e HUTZ, 2009). Porém, para esta amostra também é possível afirmar que, a partir dos 46 anos de idade a IE apresenta leve declínio nos níveis.

Tabela 9: Faixa Etária x Inteligência Emocional

Alta Média Total

Menos de 25 Frequência 12 5 17 Percentual 17,39% 7,25% 24,64% Row Pct 70,59% 29,41% 26 a 35 Frequência 26 8 34 Percentual 37,68% 11,59% 49,28% Row Pct 76,47% 23,53% 36 a 45 Frequência 11 2 13 Percentual 15,94% 2,90% 18,84% Row Pct 84,62% 15,38% Mais de 46 Frequência 4 1 5 Percentual 5,80% 1,45% 7,25% Row Pct 80% 20%

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

Já em relação ao estado civil e o nível de inteligência emocional da amostra (Tabela 10), a variação obtida não pode ser considerada significativa, pois 75,86% dos solteiros e 76,32% dos casados/união estável ou morando junto com o companheiro, possuem alta IE, já 100% dos separados/divorciados possuem alta IE, porém, estes representam apenas 2,90% da amostra, não sendo possível afirmar que, há relação entre o estado civil e a IE.

Tabela 10: Estado Civil x Inteligência Emocional

Alta Média Total

Solteiro (a)

Frequência 22 7 29

Percentual 31,88% 10,14% 42,03%

Row Pct 75,86% 24,14%

Casado/ União Estável/ Morando Junto com o

Companheiro Frequência 29 9 38 Percentual 42,03% 13,04% 55,07% Row Pct 76,32% 23,68% Separado/Divorciado Frequência 2 0 2 Percentual 2,90% 0,00% 2,90% Row Pct 100,00% 0,00%

(18)

Quanto ao curso de Pós-Graduação cursado pelos respondentes (Tabela 11) verificou-se que a incidência mais alta de IE ocorreu nos estudantes do MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas, pois 85,71% possuem alta IE, já a mais baixa verificou-se nos estudantes da Pós-Graduação em Direito do Trabalho, dos quais somente 64,29% apresentaram alta IE. Sendo que os estudantes da Pós-Graduação em Controladoria e Gestão Empresarial e MBA em Finanças e Mercado de Capitais apresentaram índices de 77,27% e 75% de alta IE respectivamente. Sendo possível afirmar, portanto, que estudantes do MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas possuem 21,42% maior incidência de alta IE em relação aos estudantes da Pós-Graduação em Direito do Trabalho. Acredita-se que este resultado seja pelo fato do curso MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas ser ofertado com diversas disciplinas que se utilizaram de ferramentas teóricas e práticas de coaching, as quais propiciam um maior autoconhecimento aos estudantes.

Tabela 11: Pós-Graduação x Inteligência Emocional

Alta Média Total

MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas Frequência 18 3 21 Percentual 26,09% 4,35% 30,43% Row Pct 85,71% 14,29% MBA em Finanças e Mercado de Capitais Frequência 9 3 12 Percentual 13,04% 4,35% 17,39% Row Pct 75,00% 25,00% Pós Graduação em Controladoria e Gestão Empresarial Frequência 17 5 22 Percentual 24,64% 7,25% 31,88% Row Pct 77,27% 22,73% Pós Graduação em Direito do Trabalho Frequência 9 5 14 Percentual 13,04% 7,25% 20,29% Row Pct 64,29% 35,71%

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

A fim de analisar quem são as pessoas que possuem altos índices de IE, também foi realizado cruzamento dos dados dos respondentes que possuem ou não, cargos de gestão. Verificando-se a partir disso, que a incidência de alta IE ficou bem próxima, apresentando pouca variação, pois 78,26% dos que atuam em cargos de gestão possuem alta IE e 76,09% dos que não gerenciam equipes também apresentaram alta IE.

(19)

Tabela 12: Gestão x Inteligência Emocional

Alta Média Total

Sim Frequência 18 5 23 Percentual 26,09% 7,25% 33,33% Row Pct 78,26% 21,74% Não Frequência 35 11 46 Percentual 50,72% 15,94% 66,67% Row Pct 76,09% 23,91%

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

Com o objetivo de verificar a confiabilidade entre os indicadores dos fatores utilizou-se o Alpha de Cronbach, que é uma ferramenta estatística que quantifica, em uma escala de 0 a 1, a confiabilidade dos resultados. Para considerar os resultados confiáveis, o valor mínimo aceitável é 0,7, Field (2009) considera que valores < 0,6 indicam escala não confiável, valores entre 0,7 ≤ a < 0,8 representam índices aceitáveis, entre 0,8 ≤ a < 0,9, diz respeito a um bom índice, e valores > 0,9 são considerados um ótimo índice. (FIELD, 2009; HANSEN et al., 2017 p. 60).

Tabela 13: Alpha de Cronbach

Dimensão Alpha de Cronbach

Autoconsciência 0,620 Autocontrole 0,664 Automotivação 0,807 Empatia 0,797 Habilidade Social 0,804 Geral 0,892

Fonte: Dados da Pesquisa (2018).

De modo geral, a amostra apresentou um Alhpa de Cronbach de 0,892, que pode ser considerado um bom índice conforme Field. Analisando as dimensões de forma individual, é possível perceber que a autoconsciência e o autocontrole apresentam uma escala não confiável - α de 0,620 e 0,664 respectivamente. Já a Empatia apresenta um α de 7,97, sendo considerado um índice aceitável, e as dimensões Automotivação e Habilidade Social apresentam índices de α 0,807 e 0,804, sendo considerados um bom índice de confiabilidade.

Sendo assim, pode-se afirmar que o objetivo deste estudo foi atingido, visto que foi possível identificar quais são as dimensões da IE estão mais presentes nos estudantes, ainda foi possível perceber que o desenvolvimento da IE pode ter relação com a idade, bem como, que ela pode ser desenvolvida com o uso de ferramentas, o que ficou comprovado devido ao alto índice de estudantes com alta IE que cursam o MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas.

(20)

É importante ressaltar que a pesquisa foi realizada a partir de um auto relato dos estudantes, ou seja, a partir do sentimento de ter ou não a habilidade pesquisada. A pesquisa também identificou que algumas dimensões ainda precisam ser mais desenvolvidas que outras, como por exemplo, o autocontrole que obteve os menores índices na pesquisa.

5 CONCLUSÃO

A Inteligência emocional passou a representar um papel importante no ambiente de trabalho, pois são as emoções que orientam cada pessoa, quando diante de impasses e decisões a serem tomadas, podendo contribuir positivamente no ambiente organizacional, e nas próprias relações interpessoais.

Desta forma, concluso o levantamento de dados e a análise da pesquisa aplicada, verificou-se que o perfil predominante da amostra são mulheres, que totalizaram 60,87% dos respondentes, sendo que a maioria apresentou a idade entre 26 a 35 anos - 49,28%, e estão casados em união estável ou morando junto com o companheiro - 55,07%.

Ainda sobre o perfil da amostra, identificou-se o percentual do grupo que atua em cargos de gestão/liderança, sendo que somente 33,33% destes gerenciam equipes. A pesquisa foi aplicada em quatro turmas de Pós-Graduações – Lato Sensu, sendo elas: Pós-Graduação em Controladoria e Gestão Empresarial, Pós-Graduação em Direito do Trabalho, MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas e MBA em Finanças e Mercado de Capitais.

Verificou-se também que a amostra possui uma alta incidência de inteligência emocional, totalizando 76,81% do grupo, e 23,19% apresentaram um nível de média inteligência, não ocorrendo incidência de baixa IE na amostra. Dentre as dimensões da IE a habilidade autocontrole foi a que apresentou um menor índice, e a habilidade social o maior, o que demonstra que os respondentes possuem autoconsciência, porém ainda não consegue ter total autocontrole sobre suas ações e pensamentos no momento em que ocorrem.

Em relação aos cruzamentos de dados a partir dos resultados da pesquisa, é possível afirmar que para esta amostra a IE não tem relação com o gênero, estado civil ou o fato de o respondente exercer cargo de gestão, por sua vez, o desenvolvimento da IE tem relação com a idade, pois os resultados mostraram que quanto maior a idade, maior é a incidência de alta IE no grupo, os resultados também apontaram para que o fato de que a IE pode ser desenvolvida nas pessoas através de ferramentas, pois estudantes de uma MBA que trabalhou isso em seu currículo apresentaram uma variação significativa com alto índice de Inteligência Emocional em relação aos demais respondentes.

(21)

As limitações do presente estudo estão justamente no fato de que a ferramenta utilizada na pesquisa ser um auto relato e, ainda representar um corte transversal, mensurando o momento de vida do pesquisado, sendo que, se a mesma pesquisa for aplicada em outro momento podem haver diferenças nos níveis de IE. Sugere-se para futuras pesquisas que as novas turmas do MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas respondam ao questionário no início e fim do curso para que seja possível afirmar efetivamente que, o curso propicia este maior nível de IE.

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Salovey, P. & Mayer, J. D. (1990). Emotional Intelligence Imagination. Cognition and Personality, 9, 185-211.

SOTO, Eduardo. Comportamento Organizacional: o impacto das emoções. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

(24)

WEISINGER, Hendrie. Inteligência Emocional no Trabalho. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.

WOYCIEKOSKI, Carla; HUTZ, Claudio Simon. Inteligência emocional: teoria, pesquisa,

medida, aplicações e controvérsias. Psicologia: Reflexão e Crítica, [s.l.], v. 22, n. 1, p.1-11,

2009. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0102-79722009000100002.

ANEXO

UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

DACEC – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: TATIANA DOS REIS KREMER

Este questionário busca identificar se as dimensões da Inteligência Emocional estão presentes em alunos de pós-graduação de uma Universidade do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, sendo que faz parte do trabalho de conclusão de curso do MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas e tem como cunho estritamente acadêmico.

PERFIL DO ENTREVISTADO 1) Gênero a. ( ) Feminino b. ( ) Masculino 2) Faixa Etária a. ( ) menos de 25 anos b. ( ) 26 a 35 anos c. ( ) 36 a 45 anos d. ( ) mais de 46 anos 3) Estado Civil a. ( ) Solteiro (a)

b. ( ) Casado (a)/União Estável/Morando com companheiro (a) c. ( ) Viúvo (a)

d. ( ) Separado/Divorciado (a)

3) Qual Pós-Graduação está cursando?

a. ( ) MBA em Coaching e Gerenciamento de Pessoas b. ( ) MBA em Finanças e Mercado de Capitais

c. ( ) Pós-Graduação em Controladoria e Gestão Empresarial d. ( ) Pós-Graduação em Direito do Trabalho

4) Atualmente desempenha cargo de gestão/liderança? a. ( ) Sim

b. ( ) Não

5) Já ouviu falar sobre Inteligência Emocional? a. ( ) Sim

(25)

ADAPTAÇÃO DE EMOTIONAL INTELLIGENCE APPRAISAL®

Questionário de Inteligência Emocional

Adaptado de Travis Bradberry e Jean Greaves (Bradberry & Greaves 2016).

Neste questionário você encontrará perguntas específicas sobre o seu comportamento. Suas respostas devem ser sinceras e, você precisa estar disposto a uma autoavaliação. Ao ler cada afirmativa, visualize-se em diferentes situações e com que frequência você apresenta o comportamento em questão no seu âmbito profissional. Suas respostas serão usadas somente para propósitos de pesquisa, junto com outras respostas, de modo a preservar seu anonimato. Leia atentamente cada um dos itens a seguir e responda se já experimentou o que é

relatado, em relação a seu trabalho/carreira. Caso nunca tenha tido tal sentimento,

responda “0” (zero) na coluna ao lado. Em caso afirmativo, indique a frequência (de 1 a 6) que descreveria melhor seus sentimentos, conforme a descrição abaixo.

___________________________________________________________________________

Nunca Quase

Nunca As vezes Regularmente Frequentemente

Quase Sempre Sempre 0 1 2 3 4 5 6 Nenhuma vez Algumas vezes por ano Uma vez um menos por mês Algumas vezes por mês

Uma vez por semana Algumas vezes por semana Todos os dias

1. ____ Tem total consciência de suas capacidades. 2. ____ Admite e reconhece seus defeitos/fraquezas.

3. ____ Consegue entender suas emoções no momento em que ocorrem. 4. ____ Reconhece o impacto do seu comportamento nos outros.

5. ____ Percebe que os outros influenciam seu estado emocional.

6. ____ Sente-se responsável pela situação emocional em que se encontra atualmente. 7. ____ Lida bem com pressões profissionais.

8. ____ Lida bem com momentos de estresse do dia-a-dia.

9. ____ Consegue identificar a origem de seus sentimentos (bons ou ruins). 10. ____ Tolera frustrações com certa facilidade.

11. ____ Considera muitas opções antes de tomar uma decisão.

12. ____ Esforça-se para aproveitar ao máximo as situações (boas ou ruins). 13. ____ Tem facilidade em pensar positivo mesmo em situação adversas. 14. ____ Tem consciência do que o motiva.

15. ____ Possui objetivos claros e foco no seu atingimento.

16. ____ Tem facilidade de recuperar-se de situações adversas (resiliência). 17. ____ Busca identificar rapidamente a origem dos sentimentos negativos. 18. ____ Trabalha para reverter situações de incomodo e estresse.

19. ____ Sente-se aberto a feedback.

20. ____ Percebe os sentimentos dos outros.

21. ____ Tem facilidade de entender o ponto de vista do outro, mesmo quando ele o critica. 22. ____ Demonstra aos outros que você se importa com o que eles estão sentindo.

23. ____ Usa a sensibilidade em relação ao sentimento do outro para moldar suas atitudes. 24. ____ Procura explicar seu ponto de vista, ponderando o ponto de vista do outro. 25. ____ Tem bons relacionamentos nos ambientes em que convive.

26. ____ Comunica-se de maneira clara e eficaz.

27. ____ Tem facilidade em perceber o clima do ambiente. 28. ____ Sente-se bem em fazer parte de um grupo/equipe. 29. ____ Busca envolver os outros em suas atividades.

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