• Nenhum resultado encontrado

Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Constro celoricense, Lda (Celorico da beira)

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Constro celoricense, Lda (Celorico da beira)"

Copied!
88
0
0

Texto

(1)
(2)

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

R E L AT Ó R I O D E E S T Á G I O

N U N O D A N I E L T R I N D A D E M E R U J E N º 1 0 1 0 2 5 1

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO DIPLOMA DE ESPECIALIZAÇÃO TECNOLOGICA EM CONDUÇÃO DE OBRAS

(3)

O Aluno

Nome: Nuno Daniel Trindade

Meruje

Nacionalidade: Portuguesa

Data de Nascimento: 21/11/1988

Morada: Rua 25 de Abril nº1

Código postal: 6360

Localidade: Celorico da beira

Nº Aluno: 1010251

Curso: CET - Condução de Obra

Telemóvel: 964858234

E-mail: [email protected]

A Instituição

Nome: Constro celoricense, Lda.

Matricula e NIPC: 1139

Morada: Rua Fernando Pessoa

nº16

Fax:

Localidade: Celorico da Beira

Telefone: 271 742777

Supervisor da instituição:

Mário Miguel Gonçalves Mendes

Grau académico: Licenciado em Engenharia Civil

Orientador de estágio:

Professor Carlos Aquino

Grau académico: Licenciado em Engenharia Civil

(4)

Agradecimentos

Após a conclusão desta etapa, quero agradecer a todos aqueles, que de alguma forma contribuíram para edificar esta construção.

Principalmente à minha mãe e à minha namorada, por toda a dedicação, apoio, paciência, carinho e amor que sempre me deram e por me fazerem crescer e ser uma pessoa mais destemida e credível nas suas capacidades.

Quero deixar uma palavra de agradecimento a todos os meus colegas de turma, pelo apoio que me prestaram durante a preparação para as frequências, realização de trabalhos.

À empresa de Construções Constro Celoricense, Lda., Funcionários e Direcção dirijo o meu reconhecimento e o meu muito obrigado pela oportunidade que me deram de ai realizar o estágio uma vez que me proporcionaram a aplicação em contexto real de trabalho, dos conhecimentos teóricos adquiridos, durante e após o estágio curricular.

Agradeço ao meu orientador directo pertencente à empresa Eng.º Mário Miguel pela paciência, disponibilidade, atenção e pela transmissão dos seus conhecimentos.

Finalmente, um agradecimento especial a todos os formadores, que foram excepcionais na forma como se relacionaram com toda a turma, e nos transmitiram todos os seus conhecimentos, ao meu orientador, Professor Eng.º Carlos Aquino, pela sua disponibilidade e pelo acompanhamento prestado.

(5)
(6)

      

Índice

Introdução  Capítulo I  1.Identificação da Empresa  1.1.Caracterização da Instituição  1.2.Alvará da empresa  1.3.Meios Humanos  1.4.Listagem de equipamentos  Capítulo II 2.Actividades desenvolvidas  ! 2.1.Plano de estágio  !    "   #    $ %   &                 '    

2.4. Trabalhos desenvolvidos no decorrer do Estágio  

2.4.1.Como interpretar um projecto  

2.4.2.Orçamentação   2.4.3.Celebração de Contratos  ! 2.4.3.1Tipos de procedimentos  ! 2.4.3.2.Esclarecimentos (artigo 50.º do CCP)  ! 2.4.3.3. Erros e Omissões   2.4.3.4. Elaboração de propostas   2.4.3.5. Modo de entrega  

2.4.3.6. Entrega de documentos, após intenção de adjudicação  

2.4.3.7. Selecção de materiais e pedido de cotação  (

2.4.3.8. Cálculo de materiais  

(7)

      

2.4.4.Propostas de Concursos Públicos

2.4.5.Auto de consignação  )

2.4.6.Auto de medição  )

2.4.7.Autos de recepção provisória e definitiva 

2.4.8.Pagamentos 

2.4.9.Controlo da Qualidade: 

2.5.Controlo na qualidade na execução de trabalhos numa obra:  

2.6. Controlo da Qualidade do Betão  (

           *     $      (           $  +  '    ,  '    -               *    .   '        /     0    '       1   2   )     "    '    #   3 *    2   )   (     '    2   ) 4   5     ( 

3.Obras em curso durante o estágio ( (

3.1.Lista de algumas obras efectuadas pela Empresa ( (

3.2. Metodologia utilizada ( 

  

  '     0     '  0    

 ( 

3.4. Acompanhamento de obras (

4.Apresentação Das Obras  !

4.1- Apresentação da Obra Fazenda da Esperança  !

4.2-Localização   Conclusão  / 6 $     3    ) 7 $   3    )

(8)

      

Índice de Figuras

Figura nº1 – Organigrama da Empresa Constro Celoricense, Lda……….4

Figura nº2 - Régua de escalas apresenta várias escalas a fim de determinar as distâncias reais que estão representadas no projecto………14

Figuranº3 - Trabalhador com todo o equipamento individual………. 33

Figura.4 Tipos de protecções colectivas………34

Figura.5 - Representação de abaixamento (slump) ………36

Figura nº 6 - Moldes utilizados………. 39

Figura nº 7 - Enchimento dos moldes………...40

Figura nº 8 – Vibração dos moldes………...40

Figura nº 9 – Acabamento superficial……….… 41

8    nº 10 – Marcação do molde……….42

Figura nº 11 – Mapa de Localização………52

Figura nº 12 - Sapatas e pilares do piso térreo………53

Figura nº 13 - Sapata de fundação ………...53

Figura nº 14 e 15 - Preparação da cofragem para a aplicação das vigas do piso -1 para o piso 0………54

Figura nº 16, 17 e 18 - Nesta imagem pode-se verificar que a placa do piso 0 já se encontra aplicada e que já se está a preparar a cofragem para a placa do piso 1. ………. 55

Figura nº 19, 20 e 21 – Aplicação de Vigotas ….……… 56

Figura nº 22 - Aplicação das tijoleiras………. 57

Figura nº 23 - Construção da escada………57

Figura nº 24 - Aplicação da malhasol………...58

Figura nº 25 - Rega da tijoleira para a betonagem da laje Aligeirada de piso…………...58

Figura nº 26 e 27 - Betonagem da laje e da escada do piso…………. ………. ……59

Figura nº 28 e 29 - Laje de cobertura………...60

Figura nº 30 e 31 - Limpeza das lajes para se iniciar a Alvenaria………61

Figura nº 32 - Caixa de escadas do piso térreo………..……….….62

Figura nº 33 - Marcação das divisões (Quartos) ……….…62

Figura nº 34 – Alvenaria ………...63

(9)

9      

Figura nº 36 - Vista exterior do alçado………64 Figura nº 37 - Vista do alçado principal………...64 Figura nº 38 - Abertura de valas e colocação de caixas de visita para passagem de tubos de electricidade e tubagem de águas. ………65 Figura nº 39 - Colocação de entulho para aumento da cota do piso térreo (Garagem) ………. 65 Figura nº 39 e 40 - Colocação da pedra pelo exterior do edifício……….66

(10)

9      

Índice de Tabelas

Tabela nº 1 - Classes de abaixamento………...………36 Tabela nº 2 - Classes de resistência do betão………..………. 37

Índice de Anexos

(11)

     

Introdução

Este relatório é o resultado da realização do estágio enquadrado no Plano Curricular do diploma de nível IV do curso de Especialização Tecnológica de Condução de Obras da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico da Guarda.

Assim sendo teve o prazer e privilégio de realizar o estágio curricular na empresa Constro Celoricense, Lda., onde aplicou os conhecimentos adquiridos ao longo deste ano de formação, mas também tive a mais-valia de adquirir inúmeras situações que só a pratica nos pode transmitir.

Este relatório é uma descrição suscita deste estágio, sendo dividido em quatro capítulos.

O capítulo I, irá descrever de forma simples e objectiva a entidade receptora ao estágio.

No capítulo II, descrevem-se as actividades desenvolvidas durante o período de estágio, com base em documentos da empresa.

No capitulo III relata – se algumas das obras realizadas pela empresa durante a sua existência e também algumas das obras acompanhadas pelo estagiário.

(12)

     

(13)

     

1.Identificação da Empresa

O estágio foi realizado na empresa Constro Celoricense, Lda. – Construção Civil e Obras Públicas com o número de contribuinte nº501843060, titular do alvará de construção nº1139 desde 12-04-1989, com a classe máxima de nível 5.

A empresa foi fundada a 07-07-1987 tendo como Administradores o Sr. António Domingos e o Sr. Mário Silva.

A 04-12-2009 a empresa foi trespassada para o Sr. Sérgio Campos e para o Sr. Carlos Campos, ficando os mesmos como gerentes da mesma.

A empresa desenvolve a sua actividade na construção e reconstrução de obras privadas e públicas, tendo uma média de 10 obras anuais.

A sua natureza jurídica é uma sociedade por quotas, sedeada na rua Fernando Pessoa nº16, 6360 Celorico da Beira, cujos contactos são: Telefone 271 742777, E-mail: [email protected].

O horário de funcionamento coincidiu com o horário que o estagiário cumpriu. Horário este compreendido entre as 9:00 – 12:30, seguido de uma hora e meia de almoço e das 14:00 – 18:00.

1.1.Caracterização da Instituição

A empresa é uma sociedade por quotas, composta por dois sócios, ambos exercem funções na mesma, um ligado ao sector financeiro e administrativo e o outro no acompanhamento de obras. O quadro técnico é composto por 2 técnicos em gestão informática e por um engenheiro técnico civil.

(14)

     

O engenheiro técnico civil tem como funções a orçamentação de obras, acompanhamento das mesmas e o contacto com vendedores/fornecedores de modo a garantir a disponibilidade de material nas alturas correctas.

Na empresa trabalham mais 16 funcionários, com as mais variadas especializações, desde encarregado geral até serventes, o que permite geralmente a realização de todos os trabalhos, embora em algumas situações se recorre a subempreiteiros, quando se justifique financeiramente, por questões de prazos ou quando se julgue que outras empresas estão mais vocacionadas para a realização de uma determinada tarefa (carpintarias, electricidade, redes de água/esgotos, rede de gás etc.)

(15)

     

1.2.Alvará da empresa

HABILITAÇÕES

Descrição Subcategoria Classe

1ª CATEGORIA - EDIFÍCIOS E PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO

Empreiteiro Geral ou Construtor Geral de Edifícios de Construção

Tradicional 4

1ª Estruturas e elementos de betão 5

4ª Alvenarias, rebocos e assentamento de cantarias 5 5ª Estuques, pinturas e outros revestimentos 5

2ª CATEGORIA - VIAS DE COMUNICAÇÃO, OBRAS DE URBANIZAÇÃO E OUTRAS INFRA-ESTRUTURAS

Empreiteiro Geral ou Construtor Geral de Obras de Urbanização 1 1ª Vias de circulação rodoviária e aeródromos 1

2ª Vias de circulação ferroviária 1

3ª Pontes e viadutos de betão 1

5ª Obras de arte correntes 1

6ª Saneamento básico 1

8ª Calcetamentos 1

9ª Ajardinamentos 1

3ª CATEGORIA - OBRAS HIDRÁULICAS

1ª Obras fluviais e aproveitamentos hidráulicos 1

5ª CATEGORIA - OUTROS TRABALHOS

1ª Demolições 1

2ª Movimentação de terras 1

5ª Reabilitação de elementos estruturais de betão 5

7ª Drenagens e tratamento de taludes 1

9ª Armaduras para betão armado 4

10ª Cofragens 4

12ª Andaimes e outras estruturas provisórias 4

13ª Caminhos agrícolas e florestais 1

(16)

     

1.3.Meios Humanos

Os meios humanos que constituem a empresa são 19, e a seguir passo a fazer a sua listagem:

2 Directores/Gestão Informática;

1 Engenheiro Técnico Civil (Director de serviços); 1 Contabilista;

3 Encarregados;

2 Pedreiros de 1º;

2 Trolhas ou pedreiro de acabamentos;

2 Pintores;

6 Serventes;

1.4.Listagem de equipamentos

O parque mecânico da empresa é extenso e variado, dispondo de toda a maquinaria necessária para levar a cabo a sua actividade com sucesso, do qual se destaca os seguintes elementos:

Agulhas de vibrador a ar;

Andaimes e prumos ou vigas em ferro para escoramento; Andaimes metálicos;

Aparelho de nível Wild;

Aparelho de nível “Plumb pointer”; Betoneira 270L trifásica;

(17)

     

Betoneira 280L trifásica; Betoneira eléctrica monofásica; Balde de descarga lateral;

Cilindro vibrador a dois rolos (pedonal);

Cilindro vibrador a dois rolos (com maquinista); Central de betão eléctrica – 350L;

Carro para grua basculante; Cavaletes mecânicos;

Conjunto de taipais em chapa quinada com 0,45 de altura 0,30 de largura; Depósito de ferro para água;

Escoras metálicas;

Empilhador Manitou 4x4;

Equipamento de segurança composto por guarda corpos, cintas, fitas de sinalização, etc.;

Elemento de andaime 2m e 1,5m; Gerador 40 KVA Perking;

Giratória Komatsu;

Giratória Caterpillar mod.225 LC; Grua Soíma automontante – 24x27; Grua Soíma 18x20;

Grua Hugler 22x30;

Mini central eléctrica 350L – Soíma;

Máquina de execução de betão, argamassa e bombagem Putz Meister; Mini pá carregadora Bobcat;

Medidor laser Hilti PD10;

Maquina de lavar paredes, a jacto de água; Painel de cofragem 2,5x0,75; Pranchas; Pá carregadora Caterpillar; Porta paletes – 1500 kg; Pilares de cofragem 0,5x2,5; Painéis de cofragem 0,9x2,65;

(18)

     

Prumos metálicos;

Retroescavadora Case SLE580; Retroescavadora Massey Fergusson ; Semi-reboque porta máquinas Traillor; Semi-reboque Robuste Kaiser;

Tractor Volvo TF12; Travessas para andaime; Vibrador trifásico Technoflex;

Vibrador monofásico Rabbit incluindo agulha; Vibrador de ferro com tubo e ponteira;

Viaturas:

Bedford NKR – pesado de mercadorias; Ford Transit – ligeiro de mercadorias; Mercedes Benz – ligeiro de mercadorias; Opel Corsa – ligeiro de mercadorias; Renault – ligeiro de mercadorias; Renault Clio – ligeiro de mercadorias; Renault Kangoo – ligeiro de mercadorias; Toyota – ligeiro de mercadorias;

Toyota Dina – ligeiro de mercadorias; Toyota Corolla – ligeiro de mercadorias.

O parque de equipamento é composto por várias máquinas como por exemplo berbequins, rebarbadoras, máquinas de cortar azulejo, máquinas de soldar, máquinas de rasgos, máquinas de cortar e dobrar aço, pistolas de pintura, compressores, maçaricos, etc.

O que permite concluir que para uma empresa de pequena dimensão está bem equipada para realizar as obras a que se propõe.

(19)

     

(20)

     

2.Actividades desenvolvidas

2.1.Plano de estágio

Terminada a componente lectiva do CET de Condução de Obra, que foi ministrada na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda, é chegada a altura da realização da componente de formação em contexto de trabalho, que consiste na realização de um estágio numa empresa ou instituição que labore no âmbito da construção civil.

Nesta conformidade o estagiário encetou contactos com a empresa Constro Celoricense, Lda., no sentido de lhe ser permitido a realização do estágio. Nas reuniões que se seguiram à concessão do estágio por parte da empresa, foi definido o plano de estágio e apresentaram-se os objectivos a atingir com o plano de trabalhos/estágio a seguir enumerados:

a) Acompanhamento de obra;

b) Acompanhamento, visionamento e aconselhamento da obra;

c) Execução de tarefas e actividades em obra;

d) Implementação do plano de estaleiro;

e) Prevenção de possíveis acidentes em obra, controle de segurança;

f) Medição em projecto e em obra;

g) Medição de projectos de arquitectura e estabilidade;

(21)

     

i) Contacto com entidades licenciadoras;

j) Contacto com Fornecedores e Subempreiteiros;

k) Orçamentação.

2.2. Duração e objectivo principal

Esta fase de experiência no escritório da empresa Constro Celoricense, Lda. – Construção Civil e Obras Públicas teve como duração 12 semanas que se distribuíram entre 4 de Julho de 2011 a 7 Outubro de 2011, cumprindo assim o regulamento da instituição educacional.

Este estágio foi o primeiro contacto com o mundo da construção por parte do estagiário. Assim, a aprendizagem adquirida pelo estagiário durante este curto espaço de tempo, remete para uma grande discrepância entre a vida académica e a profissional. E sem sombra de dúvidas a componente teórica é essencial, mas a prática é fundamental.

O estagiário procurou acompanhar todos os procedimentos e técnicas que envolvem a construção de um edifício, desde a fase de projecto, a implantação da obra no terreno.

Em obra, o estagiário procurou compreender todos os processos de como se construir um edifício, controlar as tarefas dos operários, tomar conhecimento de todos os materiais e equipamentos envolvidos e analisar os diferentes projectos.

No escritório, acompanhou a execução de orçamentos, realizou um planeamento de obra e efectuou o controlo das medições e custos de uma determinada obra.

(22)

     

2.3.Resumo

Durante o período em que decorreu o estágio, o estagiário esteve envolvido em vários trabalhos que a instituição de acolhimento tinha em curso, o que lhe permitiu adquirir experiência prática, nos domínios das disciplinas que lhe foram leccionados durante a parte curricular do curso de Especialização Tecnológica (CET) em Condução de Obra.

Os trabalhos efectuados no estágio, relacionaram-se com a elaboração de planos de segurança e saúde, análise, interpretação, organização e desenho de projectos de arquitectura e especialidades de engenharia civil tendo também realizado visitas a obras, para efeitos de levantamento do existente e para fiscalização dos trabalhos que se encontravam a ser executados pelos empreiteiros.

Os projectos que foram estudados e trabalhados durante o período de estágio foram:

O projecto da Fazenda da Esperança, localizado no Maçal do Chão, Celorico da Beira;

Reconstrução do Lar de São Francisco, localizado em Celorico da Beira;

(23)

     

2.4. Trabalhos desenvolvidos no decorrer do Estágio

2.4.1.Como interpretar um projecto

Normalmente para um edifício existem dois tipos de projectos, que são:

Projectos de licenciamento – Compostos pela arquitectura e especialidades e destinam -se a submeter a intenção do requerente à apreciação e outras especialidades;

Projectos de Execução - permitem definir com rigor os materiais e acabamentos a

utilizar, bem como a sua quantificação, através de um mapa de medições, e uma estimativa de custo. Normalmente, integram também um caderno de encargos com especificações técnicas a observar em obra.

Os projectos têm que ter todos os dados necessários para que sejam determinados com exactidão:

As suas Medidas;

Localização de todos os seus elementos construtivos;

A forma da construção.

A Planta é a representação plana de uma superfície horizontal paralela ao terreno, que

contém a área onde estabelece a construção e identifica com precisão onde se encontram todos os elementos construtivos que possam existir.

Os alçados representam as superfícies verticais perpendiculares ao terreno existentes

numa construção indicando as medidas em altura de todos os elementos que intervêm na obra.

(24)

     

Os Cortes definem as formas e as medidas de um projecto. As plantas correspondem a

um corte de uma secção perpendicular ao solo e servem para pormenorizar o edifício.

Escalas numéricas representa-se num projecto em fracção, sendo o numerador sempre

a unidade, indicando a distância e o denominador, indica sempre a distância real.

Representa-se das seguintes formas:

Escala gráfica representa-se como um segmento de recta, fragmentado onde se

registam as distâncias reais na dimensão deste segmento.

"1 cm" representa a distância, enquanto que o "100 cm" representa a distância real. Isto significa que 1 cm no mapa corresponde a 100 cm na realidade, ou seja 1 m.

Figura.2: Régua de escalas apresenta várias escalas a fim de determinar as distâncias reais que estão representadas no projecto

Através de uma leve aprendizagem de como interpretar um projecto, o estagiário recorreu através de uma régua de escala à medição de vários projectos a fim de realizar orçamentos, tendo sempre em atenção ao tipo de escala usado pela régua e ao seu erro na escala.

(25)

     

2.4.2.Orçamentação

O estagiário também realizou alguns orçamentos ao longo do estágio. Pode-se concluir que se poderiam realizar orçamentos através dos projectos que eram fornecidos pelos clientes, como também se faz um levantamento do local, onde se executará a obra, deslocando-se ao local de implantação, para uma melhor percepção de estudo de trabalho.

O orçamento é a soma das despesas que as empresas prevêem ter em determinada empreitada, acrescido da previsão de lucro. As despesas, habitualmente dividem-se em:

- Custos directos;

- Custos de estaleiro;

- Custos indirectos.

Custos Directos

São os custos imputáveis, sem margem de erro significativa, a cada uma das actividades ou tarefas em que se divide a obra. A lista de actividades é a mesma que dá origem à lista de medições.

Aos custos directos podem atribuir-se quatro tipos de recursos:

Custos de mão-de-obra: despesas com salários do pessoal envolvido directamente na produção, incluindo os respectivos encargos sociais previstos na lei ou da iniciativa da empresa, transportem, alojamento, etc.

(26)

     

Materiais: os custos com os materiais devem incluir encargos com IVA a taxa normal, desde que não dedutível (o IVA é dedutível nas empreitadas e não dedutível na promoção imobiliária) e transporte até ao local da obra.

Equipamento: consideram-se apenas, neste tipo de custos, os equipamentos utilizados directamente na realização dos trabalhos e em que seja possível valorizar a sua comparticipação em cada tarefa com algum rigor. Por exemplo: uma grua, que realize inúmeros trabalhos e cujo custo está mais associado à permanência em obra do que à sua produção, logo, não deve ser aqui ponderada.

Serviços de terceiros: fornecimento de produtos ou prestação de serviços, por terceiros, correspondendo às subempreitadas, gerando trabalho produtivo e podem consistir no fornecimento conjunto de qualquer dos três tipos de recursos anteriores

Custos de estaleiro

Despesas que podendo ser imputáveis a uma determinada obra, não são imputáveis separadamente a actividades ou tarefas directas.

Igualmente, devem-se incluir nestes custos as despesas que, embora atribuíveis a actividades bem definidas, sejam contabilizadas com mais rigor de forma global do que individualmente, por actividade.

Genericamente, os custos de estaleiro podem ser discriminados da seguinte forma:

a) Montagem de estaleiro:

Plataformas, acessos e vedação; Infra-estruturas provisórias;

(27)

     

Montagem de equipamento; Manutenção do Estaleiro.

b) Mão-de-obra do estaleiro, incluindo os respectivos encargos:

Pessoal técnico e administrativo da obra (director de obra, controladores, preparadores de obra, etc.);

Apontadores;

Chefia (encarregados, seguidores); Ferramenteiros;

Manobradores (do equipamento não directo – gruas, centrais betoneiras,

dumpers), (cujo o custo não esteja incluído no respectivo aluguer);

Guardas;

Mecânicos e electricistas;

Pessoal para cargas, descargas, arrumações e limpezas; Cozinheiros e ajudantes;

Enfermeiros, etc.

Aluguer de equipamento; Aluguer de instalações;

Aluguer de equipamento produtivo (gruas, britadores, centrais de betão, etc.) e Equipamento ligeiro (vibradores, bombas, escadas, etc.);

Aluguer de mobiliário de escritório, camas, mesas, etc.

Despesas gerais do estaleiro (Consumos de água, electricidade e combustível do equipamento não directo; telecomunicações, seguros, taxas, impostos e outras despesas correntes).

c) Desmontagem de estaleiro:

Desmontagem do equipamento e instalações do estaleiro e arranjo final da zona envolvente.

(28)

     

Custos Indirectos

Os custos indirectos compreendem as despesas suportadas pela empresa e que não podem ser imputadas directamente a qualquer das suas obras. Dividem-se em:

a) Custos de estrutura:

Vencimentos e encargos do pessoal dirigente e administrativo da empresa; Honorários de consultores especializados;

Gastos de exploração e conservação da sede social;

Amortizações e conservações do mobiliário e equipamento da direcção dos serviços centrais;

Consumo corrente;

Amortização e consumos de viaturas ao serviço da direcção e serviços centrais; Seguros (quando não imputáveis aos custos directos ou de estaleiro);

Encargos financeiros;

Despesas de carácter comercial (contencioso, publicidade, despesas de representação, etc.);

Contribuições e taxas.

b) Custos industriais:

Vencimentos e encargos do pessoal técnico (engenheiros, arquitectos, medidores, controladores, planeadores, etc.) quando não imputáveis aos custos do estaleiro;

Vencimentos e encargos do pessoal afecto ao serviço de admissão e gestão do pessoal;

Custos de patentes e licenças;

Gastos com o estaleiro central da empresa (carpintaria, serralharia, parque de máquinas, armazém, etc.) quando não imputáveis em obra.

(29)

     

É a partir destes custos que se determinam os custos reais unitários de cada actividade, também se deve mencionar que se acrescenta ao custo real unitário uma percentagem, para que este custo dê lucro para prevenir incertas dificuldades técnicas na sua execução, mas tendo sempre em conta a competitividade das empresas concorrentes.

Esta empresa adjudica empreitadas de menor valor directamente com os clientes. O orçamento leva sempre a “folha de rosto” da empresa com referência à obra em causa. O orçamento é entregue ao cliente juntamente com a “folha de rosto” da empresa, aguardando-se depois a resposta sobre à possível entrega ou não da empreitada.

No Anexo I é apresentado um orçamento realizado pelo estagiário referente á obra Fazenda da Esperança.

(30)

     

2.4.3.Celebração de Contratos

2.4.3.1Tipos de procedimentos

Ajuste directo (artigo 112.ºdo CCP1): procedimento em que a entidade adjudicante convida directamente uma ou várias entidades, à sua escolha, a apresentar proposta, podendo com elas negociar aspectos da execução do contrato a celebrar.

Concursos públicos (artigo 130.ºCCP): procedimento publicitado no Diário da República através de anúncio, ao qual podem concorrer empresas ou agrupamentos de empresas, que possuam as habilitações solicitadas.

Existem outros tipos de procedimentos, para além dos acima descritos, os quais não são comentados, uma vez que não se enquadram no tipo de procedimentos respondidos pela empresa.

2.4.3.2.Esclarecimentos (artigo 50.º do CCP)

Os esclarecimentos necessários à boa compreensão e interpretação das peças do procedimento devem ser solicitados, por escrito, no primeiro terço do prazo fixado para a apresentação das propostas. Até ao termo do segundo terço do prazo fixado para a apresentação das propostas, a entidade adjudicante deverá responder, por escrito, a todos os interessados.

(31)

     

2.4.3.3. Erros e Omissões

Segundo o artigo 61.º do CCP, devem ser apresentados até ao quinto sexto do prazo de entrega das propostas, expondo inequivocamente os erros e omissões detectados na análise do projecto/visita ao local dos trabalhos, entre eles, espécie ou quantidade de prestações estritamente necessárias à integral execução do objecto do contrato a celebrar. A apresentação dos mesmos por qualquer concorrente suspende o prazo de entrega das propostas, até a entidade adjudicante se expressar sobre os mesmos até ao termo do prazo fixado para apresentação das propostas, considerando-se rejeitados todos os que não sejam por ele expressamente aceites.

2.4.3.4. Elaboração de propostas

Durante o estágio, e conforme indicado anteriormente, para a elaboração de propostas seguiram-se as seguintes regras:

Documentos (apresentação de propostas):

Regulamentados pelo artigo 57.º do CCP, de acordo com o tipo de procedimento e o solicitado no Programa de Concurso, os documentos necessários são:

Declaração de aceitação do conteúdo do caderno de encargos, elaborada em conformidade com o modelo do anexo I do CCP;

Proposta: onde consta o valor pelo qual se propõem a executar a empreitada em algarismos e por extenso, assim como o prazo de execução;

Lista de Preços Unitários, com todas as espécies de trabalho prevista e mencionadas no Mapa de Quantidades fornecido com as restantes peças de concurso;

(32)

     

Um plano de trabalhos, como definido no art. 361.º do CCP, destinando-se, com respeito pelo prazo de execução da obra, à fixação da sequência e dos prazos parciais de execução de cada uma das espécies de trabalhos previstas e à especificação dos meios com que o empreiteiro se propõe a executá-los, bem como à definição do correspondente plano de pagamentos (Plano de Trabalhos, Plano de Mão-de-Obra, Plano de Equipamentos e Plano de Pagamentos com cronograma financeiro). Para elaboração destes planos, têm-se em consideração todos os factores relativos a estes, nomeadamente, rendimentos de mão-de-obra/equipamentos, etc.

Nota: Algumas entidades adjudicantes podem solicitar mais documentos ou suprimir a entrega de outros, pelo que o estipulado anteriormente nem sempre é aplicável.

2.4.3.5. Modo de entrega

Suporte papel e plataformas electrónicas. A partir de 1 de Novembro de 2009, a entrega das mesmas, assim como todas as suas peças constituintes e em todos os tipos de procedimentos, ocorrerá através das plataformas electrónicas. O modo de entrega durante o estágio, correspondeu à entrega em suporte papel, encerrada dentro de envelope opaco, mencionando o nome da Empreitada e o Dono de Obra. A entrega da mesma nos serviços competentes era registada, com data e hora da mesma.

2.4.3.6. Entrega de documentos, após intenção de adjudicação

Documentos de habilitação (artigo 81.º do CCP):

- Declaração conforme anexo II do CCP;

- Documentos comprovativos de não impedimentos, previstos nas seguintes alíneas do artigo 55.º do CCP:

(33)

     

b) “Tenham sido condenadas por sentença transitada em julgado por qualquer crime que afecte a sua honorabilidade profissional, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação, no caso de se tratar de pessoas singulares, ou, no caso de se tratar de pessoas colectivas, tenham sido condenados” – Registo Criminal da pessoa que tenha poderes para obrigar a Sociedade;

c) “Não tenham a sua situação regularizada relativamente a contribuições para a segurança social em Portugal ou, se for o caso, no Estado de que sejam nacionais ou no qual se situe o seu estabelecimento principal”;

d) Declaração emitida pelo Instituto Nacional de Segurança Social, em como a Empresa não possui dívidas a favor daquela instituição;

e) “Não tenham a sua situação regularizada relativamente a impostos devidos em Portugal ou, se for o caso, no Estado de que sejam nacionais ou no qual se situe o seu estabelecimento principal” – Declaração emitida pelo Serviço de Finanças, em que esteja mencionado a regularização de impostos e o fim a que se destina tal declaração;

i) “Tenham sido condenadas por sentença transitada em julgado por algum dos seguintes crimes, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação, no caso de se tratar de pessoas singulares, ou, no caso de se tratar de pessoas colectivas, tenham sido condenados pelos mesmos crimes os titulares dos órgãos sociais de administração, direcção ou gerência das mesmas e estes se encontrem em efectividade de funções, se entretanto não tiver ocorrido a sua reabilitação:

i) Participação em actividades de uma organização criminosa, tal como definida no n.º 1 do artigo 2.º da Acção Comum n.º 98/773/JAI, do Conselho;

ii) Corrupção, na acepção do artigo 3.º do Acto do Conselho, de 26 de Maio de 1997, e do n.º 1 do artigo 3.º da Acção Comum n.º 98/742/JAI, do Conselho;

(34)

     

iii) Fraude, na acepção do artigo 1.º da Convenção relativa à Protecção dos Interesses Financeiros das Comunidades Europeias;

iv) Branqueamento de capitais, na acepção do artigo 1.º da Directiva n.º91/308/CEE, do Conselho, de 10 de Junho relativa à prevenção da utilização do sistema financeiro para efeitos de branqueamento de capitais;

Alvará (ou títulos de registo) emitido pelo Instituto da Construção e do Imobiliário, I. P., contendo as habilitações adequadas e necessárias à execução da obra a realizar (anexo I);

Exigido pelo Caderno de Encargos, a apresentação de caução sob a forma de garantia bancária, no valor de 5% do preço contratual, devendo apresentar um documento pelo qual um estabelecimento bancário legalmente autorizado assegure, até ao limite do valor da caução, o imediato pagamento de quaisquer importâncias exigidas pela entidade adjudicante em virtude do incumprimento de quaisquer obrigações a que a garantia respeita. Apresenta-se no anexo II, pedido de garantia bancária à instituição bancária, para os caminhos adjudicados.

2.4.3.7. Selecção de materiais e pedido de cotação

Após recepção de qualquer programa de concurso ou pedido de orçamentação, é elaborada uma lista com o material e quantidades necessárias à sua execução, para posteriormente, ser efectuado contacto com os fornecedores e solicitar a sua cotação. O pedido de cotação é realizado, por escrito, antecedido ou não de contacto telefónico e/ou presencial, solicitando o preço do material a aplicar, os descontos efectuados, características dos materiais, entre outras.

Aquando resposta dos mesmos, é elaborado um quadro comparativo, onde constam os dados necessários para avaliação da cotação e selecção do valor com o qual se vai efectuar o orçamento, assim como o fornecedor.

(35)

     

2.4.3.8. Cálculo de materiais

O cálculo dos materiais a aplicar é efectuado com respeito pelo definido nas peças constituintes do convite/concurso. Para definir as quantidades de materiais a aplicar em cada obra, tem, necessariamente de se saber a priori o tipo e dimensões do mesmo.

Neste caso, e para obter essas quantidades, é necessário ter em consideração as áreas e espessuras a aplicar, assim como a baridade de cada material. A baridade é definida como a massa por unidade de volume do agregado contida num recipiente, ou seja, o volume inclui os espaços entre as partículas do agregado. A classificação da baridade é equivalente à classificação segundo a massa volúmica. No quadro seguinte apresentam-se algumas baridades utilizadas (são consideradas as baridades após compactação).

2.4.3.9. Aprovisionamento de materiais

O aprovisionamento de materiais tem como principal objectivo, a determinação das quantidades de materiais a aplicar em obra, tendo de ter conhecimento dos rendimentos diários do equipamento/mão-de-obra, de forma a estes não faltarem em obra.

2.4.4.Propostas de Concursos Públicos

A empresa para além de realizar obras privadas, por vezes também concorre a obras públicas. As propostas para concursos públicos têm que cumprir determinados parâmetros:

A empresa só pode concorrer até ao valor que a classe do seu alvará estabelece, tendo em conta cada trabalho específico uma categoria e subcategoria;

(36)

     

A empresa tem que ter em atenção ao prazo de entrega da proposta, cumprindo a data e hora;

A proposta tem que ser composta por duas partes, a proposta em si e os documentos necessários;

A Proposta normalmente é constituída pelos seguintes documentos:

Nota justificativa do preço proposto;

Lista dos preços unitários, com ordenamento dos mapas-resumo de quantidades de trabalho;

Programa de trabalhos, incluindo plano de trabalhos, mapa de mão-de-obra e mapa de equipamento;

Cronograma financeiro (plano de pagamentos);

Memória justificativa e descritiva do modo de execução da obra;

Declarações de compromisso subscritas pelo concorrente e por cada subempreiteiro.

Documentos que constituintes da proposta:

Documento comprovativo da regularização da situação contributiva para com a segurança social portuguesa, emitido pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social;

(37)

     

Declaração prevista no artigo 3º do Decreto-Lei nº 236/95 de 13 de Setembro, comprovativa da regularização da situação tributária perante o Estado Português;

Documento emitido pelo Banco de Portugal no mês em que o concurso tenha sido aberto ou no mês anterior, que mencione as responsabilidades da empresa no sistema financeiro;

Balanços ou extractos desses balanços sempre que a publicação dos balanços seja exigida pela legislação do Estado a que a empresa pertence;

Cópia autenticada da última declaração periódica de rendimentos para efeitos de IRS, na qual esteja o carimbo “recibo;

Declaração sobre a quantidade de negócios integral da empresa e a sua porção de negócios em obra, assinada pelo respectivo representante legal da empresa;

Certificados de habilitações literárias e profissionais dos quadros da empresa e dos responsáveis pela orientação da obra;

Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, acompanhada de certificados de boa execução relativos às obras de maior importância, os certificados devem referir o montante, data e local de execução das obras e se as mesmas foram executadas de acordo com as regras da arte e regularmente concluídas;

Lista de obras realizadas de carácter da obra em concurso, acompanhada de certificados de boa realização;

Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, que apresente o equipamento e as ferramentas específicas a utilizar na obra;

Declaração, assinada pelo representante legal da empresa, relativa aos efectivos médios anuais da empresa e ao número dos seus quadros nos últimos três anos;

(38)

     

A Proposta é apresentada ao promotor da seguinte forma: todos os elementos atrás referidos são introduzidos num envelope identificado com a palavra “Proposta”, todos os documentos são inseridos num outro envelope que diz “Documentos”. Estes dois envelopes são fechados e lacrados. Depois estes dois envelopes são metidos noutro envelope, que é o Invólucro Exterior, no qual constará a identificação da empresa, da empreitada e da entidade adjudicante, sendo este fechado e lacrado.

Em tempo de estágio a Empresa não concorreu a nenhuma Obra Pública, não sendo possível a realização de uma Proposta de Concurso Público pela estagiária.

No anexo II é apresentada uma proposta de um concurso público.

2.4.5.Auto de consignação

A consignação deve ser efectuada após 30 dias da assinatura do contrato, mediante convocação do dono de obra, e será formalizado o Auto de consignação, a partir do qual se iniciará a Empreitada e a contagem dos prazos de execução da mesma.

2.4.6.Auto de medição

A medição é efectuada mensalmente, devendo estar concluída até ao 8.º dia do mês imediatamente seguinte àquele a que respeita. As medições são feitas no local da obra com a colaboração do empreiteiro e são formalizadas em auto. As regras de medição a aplicar são definidas no Caderno de Encargos, e na sua ausência devem ser elaboradas de acordo com legislação em vigor (LNEC2, Normas Nacionais em vigor). As medições efectuadas pelo estagiário têm por base as normas referidas anteriormente.

K L

(39)

     

2.4.7.Autos de recepção provisória e definitiva

Regulamentado pelo artigo 394.º, do CCP, a recepção provisória deve ocorrer por meio de vistoria à obra, assim que a mesma esteja concluída, devendo ser solicitada por escrito ou por iniciativa do dono de obra, tendo em conta o termino do prazo de execução. Da vistoria é lavrado um auto, no qual deve ser mencionado se a obra está em condições de ser recebida. Caso seja solicitada pelo empreiteiro, e o dono de obra não agende a vistoria para assinatura desse no prazo de 30 dias, a obra considera-se tacitamente recebida.

A recepção definitiva – artigo 398.º do CCP – deve ser formalizada em auto, antecedido de vistoria, na qual deverá ser observada a existência de deficiência que possam ser imputadas ao Empreiteiro.

2.4.8.Pagamentos

Os pagamentos são efectuados após 30 dias (indicação do Caderno de Encargos), após recepção de factura, emitida posteriormente ao processamento do auto de medição e sua aprovação por parte do Dono de obra. Aquando do pagamento é efectuado um reforço da caução (artigo 353.º) apresentada, com um valor de 5% sob os valores a liquidar, sem o respectivo valor do IVA3. Esse valor será liquidado, mediante solicitação, aquando a recepção definitiva da obra, se a mesma não apresentar defeitos.

2.4.9.Controlo da Qualidade:

O controlo de qualidade tem como finalidade evitar grandes desperdícios com materiais e equipamentos e ainda evitar altos índices de acidentes de trabalho, implicando drasticamente a redução a economia da empresa e não atende às necessidades do cliente. Para se tornarem mais competitivas as empresas necessitam de reduzir custos, esbanjamentos e descobrir planos de limitação.

R ST U

(40)

     

Preparação da actividade: descrever de forma clara o conteúdo das tarefas e das

exigências que a realização deve satisfazer.

Execução da actividade:

Escolher os trabalhadores mais competentes para a realização das tarefas.

Informar os trabalhadores sobre o conteúdo da actividade.

Disponibilizar meios e recursos necessários à execução da actividade como por exemplo, desenhos, especificações, materiais, equipamentos, etc.

Para garantir uma boa qualidade na Obra é necessário, dispor no estaleiro o mínimo de documentação, ter um bom conhecimento do projecto e ter conhecimento das exigências do cliente (dono de obra).

Documentação da Obra:

1. Documentação técnica da empresa referente à sua actividade:

Caderno de encargos;

Documentação geral sobre máquinas e equipamentos;

Regulamentação em vigor (segurança, qualidade, instalações, ambiente, etc.).

2. Documentação de execução da obra

Documentos contratuais:

(41)

     

Programa de concurso; Caderno de encargos; Projecto de execução; Desenhos de execução;

Cálculos técnicos e justificativos; Mapas de medições;

Proposta de venda e processo de orçamentação; Planeamento

Plano de Qualidade especialmente estabelecido para a obra (descreve organização e controlo da qualidade).

2.5.Controlo na qualidade na execução de trabalhos numa obra:

Autocontrole: os trabalhadores recebem formação da própria empresa na qualidade dos trabalhos que estes realizam.

Promover e verificar o do plano de segurança e saúde, bem como das outras obrigações da entidade executante, dos subempreiteiros e dos trabalhadores independentes, nomeadamente no que se refere à organização do estaleiro, ao sistema de emergência, às condicionantes existentes no estaleiro e na área envolvente, aos trabalhos que envolvam riscos especiais, aos processos construtivos especiais, às actividades que possam ser incompatíveis no tempo ou no espaço e ao sistema de comunicação entre os intervenientes na obra.

Promover a divulgação mútua entre todos os intervenientes no estaleiro de informações sobre riscos profissionais e a sua prevenção.

(42)

     

Registar as actividades de coordenação em matéria de segurança e saúde no livro de obra, de acordo com um sistema de registos apropriado que deve ser estabelecido para a obra.

Informar regularmente o dono da obra sobre o resultado da avaliação da segurança e saúde existente no estaleiro.

Regularmente existe a verificação da utilização de EPI’s4 de todos os funcionários em obra.

Os EPI’s são fornecidos pela própria empresa de modo assegurar a protecção de eventuais danos, para cada tarefa é obrigatório a utilização dos EPI’s.

Os EPIs podem dividir-se em termos da zona corporal a proteger:

Protecção da cabeça:

Capacete

Protecção auditiva:

Abafadores de ruído (ou protectores auriculares) e tampões

Protecção respiratória:

Máscaras

Protecção ocular e facial:

Óculos, viseiras e máscaras

X O Y Z > U E T N B C@ A = N F D@ CN J [ \ @ S B = >Q >= Z E I

(43)

     

Protecção de mãos e braços:

Luvas, feitas em diversos materiais e tamanhos conforme os riscos contra os quais se quer protegerem.

Protecção de pés e pernas:

Sapatos, botas, apropriados para os riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos, químicos, eléctricos e de queda.

Protecção contra quedas:

Cintos de segurança, sistemas de pára-quedas, Arnês.

Figura.3 - Trabalhador com algum equipamento individual

Sistema de segurança colectiva (EPC’S)

No decorrer da obra, consoante o desenvolvimento das actividades, houve a necessidade de colocar protecções colectivas de forma a diminuir o risco de acidentes. Assim de forma a evitar quedas em altura optou-se por colocar em toda a periferia das lajes guarda corpos e também a aplicação de uma linha de vida para executar os trabalhos de cofragem.

(44)

     

De referir que se teve-se em atenção manter a obra o máximo limpa e arrumada de forma a evitar pequenas quedas.

Figura.4 Tipos de protecções colectivas

2.6. Controlo da Qualidade do Betão

Foram utilizados para determinar a qualidade do betão dois ensaios:

Ensaio de abaixamento (slump test); Ensaio de resistência a compressão.

(45)

     

2.6.1.1.Ensaio de abaixamento (slump test)

O ensaio de abaixamento (slump test) tem como principio a compactação de betão fresco no interior de um molde com a forma tronco - cónica. Quando o cone é removido, subindo-o, o abaixamento do betão estabeleça a medida da sua consistência.

Aplica-se para dimensões máximas do agregado menores ou iguais a 40mm, assim como o abaixamento depois de desmoldagem deve ser entre 10mm e 200mm. Se num minuto após a desmoldagem, o abaixamento continuar a variar, este ensaio não é adequado à medição da consistência.

Deve-se executar toda a operação de desmoldagem em 5s a 10s, através de um movimento firme para cima sem transmitir movimentos laterais ou torsionais ao betão. Executar toda a operação, desde o início do enchimento até à remoção do molde, sem interrupção, durante 150s.

Equipamento necessário:

Molde tronco-cónico (cone de Abrams): d=100±2mm;D=200±2mm; H=300±2mm; e=1,5mm; duas pegas perto do topo e elementos de fixação ou abas para colocar os pés junto da base.

Varão de compactação: d=16±1mm; L=600±5mm.

Escala graduada de 0 a 300mm. Divisões = 5mm, com o zero marcado na extremidade.

Técnica de realização

Retira-se uma amostra representativa do betão

Enchimento do molde em três camadas apioladas com 25 pancadas e regularização superficial da terceira camada

(46)

     

Figura.5 - Representação de abaixamento (slump)

O ensaio só é válido no caso de se verificar um abaixamento verdadeiro, no qual o betão permaneça substancialmente intacto e simétrico.

Se o provete se deformar deve colher-se outra amostra e repetir o procedimento. Se em dois ensaios consecutivos se verificar deformação de uma porção de betão da massa do provete, o betão não apresenta a plasticidade e coesão adequadas a este ensaio.

Imediatamente após remover o molde, medir e registar o abaixamento, determinar a diferença entre a altura do molde e o ponto mais alto do provete que abaixou.

Tabela nº 1 - Classes de abaixamento

Classe Abaixamento (mm) S1 10 a 40 S2 50 a 90 S3 100 a 150 S4 160 a 210 S5 ≥220

(47)

     

2.6.1.2.Ensaio de resistência à compressão

O ensaio de resistência à compressão é realizado ao betão endurecido em que a resistência característica é o valor da resistência abaixo do qual se espera que ocorra 5% da população de todos os possíveis resultados de resistência, relativos ao volume de betão em consideração.

Tabela nº 2 - Classes de resistência do betão

Como exemplo temos uma amostra de betão C25/30, betão cuja resistência característica, isto é, em que o valor com probabilidade de ser ultrapassado em 95% dos casos é de 25MPa em cilindros de 30cm de altura e 15cm de diâmetro ou de 30MPa em cubos de 15cm de aresta aos 28 dias de idade.

(48)

     

2.6.2. Equipamento utilizado:

Moldes em conformidade com a EN 12390-1 (cubos 15x15cm) e com produto desconfrante;

Dispositivo de compactação do betão (vibrador de agulha com uma frequência mínima de 120Hz, varão de compactação de secção transversal circular ou barra de compactação; Colher de trolha; Pá; Maço de borracha.

2.6.3. Documentação de referência:

NP EN 12390 – 1:2003 NP EN 12350 – 1:2002 NP EN 12390 – 2:2003

2.6.4.Procedimento:

Os moldes a utilizar (cubos 15 x 15 cm), devem estar limpos, com aplicação de produto descofrante e serem estanques e não absorventes;

(49)

     

Figura nº 6 - Moldes utilizados

Dependendo do uso pretendido para à amostra, deve optar-se ou pela amostra pontual ou pela amostra composta. Tomar no mínimo 1,5 vezes a quantidade estimada como necessária para os ensaios;

Quando se faz à amostragem duma descarga de betão de uma betoneira ou camião betoneira, não considerar a primeira e a ultima parte da descarga.

(50)

     

Figura nº 7 - Enchimento dos moldes

Logo após a colocação no molde, compactar imediatamente o betão de forma a obter uma total compactação sem que produza segregação excessiva nem exsudação. A compactação deverá ser realizada por um vibrador de agulha em que a compactação completa obtém-se, quando deixam de aparecer grandes bolhas de ar no betão e a superfície apresenta-se relativamente lisa, com aspecto vibrado e sem segregação excessiva;

(51)

     

Para o nivelamento da superfície deve-se remover o betão excedente acima do bordo superior do molde usando a colher, originando ao mesmo tempo movimentos tipo serra (nivelar com cuidado a superfície)

Figura nº 9 – Acabamento superficial

O provete de ensaio deve ser marcado claramente e indelevelmente, sem danificar o provete. O registo deve ser conservado para se garantir a rastreabilidade do provete desde a amostragem até ao ensaio;

(52)

     

Figura nº 10 – Marcação do molde

Deixar o provete de ensaio no molde pelo menos 16 horas, mas não mais de três dias, protegido contra choques, vibrações e desidratação à temperatura de 20ºC ±5ºC (25ºC ± 5ºC em períodos mais quentes);

Em todas as etapas da amostragem, transporte e manuseamento, proteger as amostras de betão da contaminação, ganho ou perda da água e variações extremas de temperatura;

Assegurar, quando se retira o betão dos recipientes, que não é deixada mais do que uma fina película de argamassa aderente aos recipientes;

Após remoção do molde, curar o provete de ensaio até imediatamente antes do ensaio, em água à temperatura de 20ºC ± 2ºC, ou em câmara a 20ºC ± 2ºC e humidade relativa ≥95%.7

(53)

     

(54)

     

3.Obras em curso durante o estágio

Durante o estágio a empresa Constro Celoricense executou trabalhos em quatro obras: Fazenda da Esperança – Maçal do Chão;

Ampliação do Lar de idosos de São Francisco - Celorico da Beira;

Reconstrução de uma moradia unifamiliar – Vila Franca do Guião – Guarda; Construção de um condomínio (Bloco 15) – Trancoso;

A empresa concorreu ainda a três obras privadas.

3.1.Lista de algumas obras efectuadas pela Empresa

Adaptação de edifício a Solar do Queijo, adjudicada em 1997 pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de 106.872,00€ + IVA;

Cobertura das bancadas do Estádio Municipal de Celorico da Beira, adjudicada em 1997 pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de 111.361,00€ + IVA;

Construção de um Bloco Habitacional na Guarda, adjudicada em 1997 pela firma Miguel Roque, Lda., pelo valor de 483.834,00€ + IVA;

Construção de cinco Blocos habitacionais com garagens e aproveitamento

de sótão, concluída em Junho de 1998, pelo valor de 1.551.760€ + IVA;

Construção de um Hotel em Celorico da Beira, adjudicada em 1998 pela firma Oliveira & Marcelino, Lda., pelo valor de 483.834,00€ + IVA;

Associação de solidariedade da Rapa, adjudicada em 1999 pela associação de solidariedade social da Rapa, pelo valor de 127.218,18€ + IVA;

(55)

     

Centro de Dia e Lar da 3ª Idade de Videmonte (2ªfase), adjudicada em 2000 pela Comissão de Melhoramentos de Videmonte, pelo valor de 96.221,34€ + IVA;

Museu do Agricultor e do Queijo, adjudicada em 2001, pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de 333.637,21€ + IVA;

Recuperação e adaptação do Lagar Municipal, adjudicada em 2001, pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, pelo valor de 388.025,30€ + IVA;

Recuperação da ala lateral poente do Seminário maior da Guarda, adjudicada em 2003, pelo Seminário Maior da Guarda, pelo valor de 872.192,00€ + IVA;

Recuperação da Casa dos Retiros, na zona histórica de Celorico da Beira, em Janeiro de 2006, pela Santa Casa da Misericórdia de Celorico da Beira, pelo valor de 84.240,00€ + IVA;

Reconstrução de uma moradia unifamiliar, em Prados da Serra, em Janeiro de 2006, pelo valor de 253.240,00€ + IVA;

Construção de um equipamento industrial, terrenos Às Amarantes – Gouveia, em 2008 pelo valor de 800.000,00€ + IVA;

Edifício de Apoio, Posto de Abastecimento Combustíveis, em Cortiço da Serra – Celorico da Beira, em Janeiro de 2009 pelo valor de 150.000,00€ + IVA;

Reconstrução de uma moradia unifamiliar, em Prados da Serra, em 2010 pelo valor de 20.000,00€ + IVA.

(56)

     

3.2. Metodologia utilizada

No decorrer do estágio a realização de trabalho de escritório / administrativo desempenhou um papel maioritário, sendo efectuadas visitas às obras com o acompanhamento do Engenheiro Mário, podendo também contar com a colaboração dos restantes funcionários da empresa

Os métodos utilizados para a realização de medições, de cálculos de quantidades de materiais para orçamentação e aplicação em obra foram explicados passo a passo, com recurso a exemplos reais e acompanhamento dos mesmos por parte de toda a equipa de trabalho de forma a minimizar possíveis erros e falhas.

3.3. Rendimentos de equipas e máquinas

No decorrer do estágio foi proposto fazer os cálculos dos rendimentos de diversas actividades de forma a rentabilizar ao máximo as equipas e equipamentos, bem como ter um maior controlo no cumprimento dos prazos.

Assentamento de tijolo:

Preço de parede de tijolo de 30x20x11cm – 8,5€/m2

Tijolo:

Preço/m2 – 0.14€

(57)

     

Então:

0.0704m2 --- 1 tijolo 1m2 --- X

X= 1÷0.00704 = 14.20 tijolos/m2

Considerando um desperdício de 10% temos:

X=14,20×1,10= 15,62; ou seja aproximadamente 16 tijolos/m2

Custos de tijolo = 16×0.14€=2.24€/m2

Argamassa:

Cálculo do volume de argamassa por tijolo = (0.3×0.01×0.11×2) +(0.22×0.11×0.01×2) = 0.001144 m3 / tijolo

Então:

0.001144 --- 1 Tijolo X --- 14.20 Tijolos

X=0.016 m3 de argamassa por m2 de parede

Considerando um desperdício de 5% Temos

(58)

     

Custos de argamassa

Considerando um traço 1:4 (300Kg de cimento e 1m3 de areia)

Temos Areia – 20€/m3 =0.0168×20€=0.336€/ m2 de parede Cimento – 1 saco de 35kg – 3.60€ =300÷35=8.5 Sacos e cimento Então

=8.5×3.6€=30.6€ de cimento por m3 de argamassa

Assim sendo

=0.0168×30.6€=0.51€ por m2 de parede

Total de custos de material

Custo do material = Custo de tijolo+Custo de areia+Custo de cimento

Custo de material/m2 de parede = 2.24€ + 0.336€ + 0.51€ = 3.09€/m2 de parede.

Mão-de-obra:

Como temos um preço por m2 de parede de 8,5€ vamos secar o preço Considerando uma percentagem de lucro de 20% temos:

(59)

     

mão-de-obra:

=6.8€−3.09€=3.71€/m2 de parede

Obtenção dos rendimentos das equipas de trabalho: Considerando uma equipa de:

Quadro nº 5 – equipa de trabalho

Equipa Custos

1 Servente 55€ /dia/servente

2 Trolhas 80€/dia/trolha

Temos um custo por equipa de:

Custo de equipa=55+(80×2)=215€/dia

Assim sendo a equipa tem que obter um rendimento mínimo de: =215÷3.71€=58 m2/dia

Ou seja

A equipa tem que executar no mínimo 58 m2 de parede de alvenaria de tijolo 30x20x11 para à actividade não dar prejuízo.

3.4. Acompanhamento de obras

Nota: Todos os valores monetários [euros] calculados/assumidos neste relatório, são

fictícios, uma vez que os valores reais podem constituir valores de propostas futuras, caso existam obras de idêntica natureza/localização das apresentadas.

(60)

     

4.Apresentação Das Obras

4.1- Apresentação da Obra Fazenda da Esperança

A construção de um Edifício Habitação Fazenda da Esperança, é um forte investimento da firma Constro Celoricense, sita na freguesia do Maçal do Chão, concelho de Celorico da Beira.

Trata-se de uma construção num terreno com uma área total de 48 453.00 m2.

O edifício projectado será constituído por dois pisos de habitação e uma cave, no piso cave funcionará arrumos e casa de máquinas, podendo funcionar também como espaço de tratamento de roupa com fácil acesso ao exterior para eventual estendal. Terá comunicação vertical interior de acesso aos pisos superiores através de caixa de escadas projectada no centro do edifício. No piso térreo será a habitação propriamente dita, constituída pela zona de entrada (átrio) que se fará de nível através de passagem deck, será esta no volume resultante da varanda do piso superior.

Existirá uma sala de estar, uma de jantar com acesso a varanda, uma cozinha com despensa de dia e tratamento de lixos. Terá uma pequena instalação sanitária de apoio ao espaço funcionando com vestíbulo e arrumos afectos à cozinha. Na zona de entrada e com carácter multiuso, projectou-se um gabinete de trabalho, com instalação sanitária de apoio a sala de jantar, estar, cozinha e átrio. O percurso para a zona de quartos far-se-á através de um corredor de distribuição que culmina numa varanda que contorna pelo exterior o alçado oeste e sul do edifício. Pretende-se a construção de cinco quartos, todos com instalação sanitária e vestíbulo (guarda fatos) de apoio privativos. Todas as instalações sanitárias e espaços restantes projectados cumprem o DL5 n.º 163/2006 de 8 de Agosto, sendo elas de acesso fácil a pessoas com mobilidade condicionada.

No piso 1 funcionará um espaço de actividades, um pequeno gabinete de trabalho e uma varanda semi-coberta.

] ^ N J DN C@ _

L

(61)

     

Área de construção, Volumetria, Área de Implantação, Cércea, e Número de Pisos acima e abaixo da cota de soleira:

Área de construção – 499,80m2

Área habitável – 395,12 m2

Volumetria – 1517,50 m3

Area de Implantação – 457,15 m2

Cércea (cota soleira cave/ Platibanda) – 9,20m Nº de pisos acima da cota de soleira – 2 Nº de pisos abaixo da cota de soleira – 1 Área impermeabilizada – 457,15 m2

(62)

     

4.2-Localização

Fonte: Google Earth

Figura nº 11 – Mapa de Localização

Referências

Documentos relacionados