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AULA 7- Noções de enzimologia

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(1)
(2)

É o ramo da Bioquímica que trata do estudo

(3)

Constituem

um

complexo

protéico, de peso molecular

alto,

que

atuam

como

CATALISADORES

DE REAÇÕES

BIOLÓGICAS.

Catalisador

é toda e qualquer

substância que acelera uma

reação, diminuindo a energia

de ativação, diminuindo a

energia do complexo ativado,

durante o processo.

Modelo da enzima Purina nucleósido fosforilase (PNP) gerado por computador.

(4)

As enzimas convertem uma substância, chamada de

substrato

, noutra denominada

produto

, e são

extremamente específicas para a reação que

catalisam. Isso significa que, em geral, uma enzima

catalisa um e só um tipo de reação química.

A atividade enzimática pode depender da presença

de

determinadas

moléculas,

genericamente

chamadas cofatores. A natureza química dos

cofatores é muito variável, podendo ser, por

exemplo, um ou mais

íons metálicos

(como o ferro),

ou uma

molécula orgânica

(como a vitamina B

12

).

Estes cofatores podem participar ou não

diretamente na reação enzimática.

(5)

 As enzimas apresentam diferentes formas e, portanto,

desempenham diferentes papéis biológicos.

 Para que um enzima atue, é necessário que os substratos "se

encaixem" na enzima. Esse "encaixe", porém, depende da forma, isto é, do "contorno" da enzima. Por isso, substratos que se "encaixam" em uma determinada enzima não se "encaixam" em outras diferentes, e a reação não ocorre; daí a especificidade das enzimas quanto aos substratos em que atuam.

 Uma vez ocorrido o "encaixe", forma-se o complexo

enzima-substrato, que se assemelha ao sistema "chave-fechadura". O local da enzima onde o substrato se "encaixa" é denominado sítio ativo (ou centro ativo). No caso de substâncias que reagem entre si, sob a ação catalisadora das enzimas, a reação é facilitada, tornando-se mais rápida, pois a proximidade entre as moléculas "encaixadas" acelera o processo reativo; após a reação, a enzima desliga-se do substrato e permanece intata.

(6)

Substrato entrando no centro ativo da enzima Complexo enzima/substrato Complexo enzima/produto Produtos deixando o centro ativo da enzima

Produtos Substrato

Centro ativo

A enzima altera ligeiramente a sua forma à medida que o substrato se liga

(7)
(8)

Cofatores são pequenas moléculas orgânicas ou inorgânicas que podem ser necessárias para a função de uma enzima. Estes cofatores não estão ligados permanentemente à molécula da enzima mas, na ausência deles, a enzima é inativa. A fração protéica de uma enzima, na ausência do seu cofator, é chamada de apoenzima.

Enzima + Cofator, chamamos de holoenzima.

 

      

 Cofatores são pequenas moléculas orgânicas ou inorgânicas que

podem ser necessárias para a função de uma enzima.  Estes cofatores não estão ligados permanentemente à molécula da enzima mas, na ausência deles, a enzima é inativa.

 A fração protéica de uma enzima, na ausência do seu cofator, é

chamada de apoenzima.

(9)

Coenzimas são compostos orgânicos, quase sempre

derivados de vitaminas, que atuam em conjunto com as enzimas. Podem atuar segundo 3 modelos:

   - Ligando-se à enzima com afinidade semelhante à do substrato.

- Ligando-se covalentemente em local próximo ou no próprio sítio catalítico da apoenzima.

   - Atuando de maneira intermediária aos dois extremos acima citados.

(10)

As alterações dos alimentos

Microrganismos Atividade enzimática

• A velocidade da reação catalisada por uma enzima é aumentada devido ao abaixamento da energia de ativação necessária para converter o substrato no produto. O aceleramento da reação pode ser da ordem dos milhões de vezes: por exemplo, a enzima orotidina-5'-fosfato descarboxilase diminui o tempo da reação por ela catalisada de 78 milhões de anos para 25 milissegundos

•Acredita-se que cada célula tenha, pelo menos, mil enzimas. •A primeira enzima a ser cristalizada foi a urease, em 1926.

(11)

 Focalizadas em suas funções no setor de indústria de

alimentos, as enzimas desenvolvem importante papel, por permitir seu desempenho, isolado ou juntamente com outras enzimas, a obtenção de inúmeros produtos alimentícios.

 A evolução da enzimologia aplicada à industrialização tem

possibilitado:

 A produção de novos alimentos;

 Melhoria dos caracteres organolépticos;

 Gastos operacionais menores, em relação ao que poderia ser

(12)

Para utilização das enzimas, deve-se

selecioná-la e controlar sua atividade:

Possibilidade de inativação quando de seu

comportamento indesejável;

Favorecimento de sua atividade quando útil

(13)

As enzimas podem ser classificadas de acordo com vários critérios. O mais importante foi estabelecido pela União Internacional de Bioquímica (IUB), e estabelece 6 classes:

Oxidorredutases: São enzimas que catalisam reações de transferência de elétrons, ou seja: reações de oxi-redução. São as Desidrogenases e as Oxidases.

Se uma molécula se reduz tem que haver outra que se oxide.

(14)

 Transferases: Enzimas que catalisam reações de transferência de grupamentos funcionais como grupos amina, fosfato, acil, carboxil, etc. Como exemplo temos as Quinases e as Transaminases.

 Hidrolases : Catalisam reações de hidrólise de ligação covalente. Ex: As peptidades.

(15)

 Liases: Catalisam a quebra de ligações covalentes e a remoção de moléculas de água, amônia e gás carbônico. As Dehidratases e as Descarboxilases são bons exemplos.

Isomerases: Catalisam reações de interconversão entre isômeros ópticos ou geométricos. As Epimerases são exemplos.

(16)

Ligases:

Catalisam reações de formação e novas

moléculas a partir da ligação entre duas já

existentes, sempre às custas de energia (ATP).

São as Sintetases.

(17)

ou glicosidades

(18)

1- Tem ação hidrolítica sobre os ésteres de ácidos

graxos.

2- Hidrolisam ésteres fosfóricos de amidos

fosforilados, glicerofosfatos e de outros

complexos.

3- Mantêm a coloração de clorofila, através de

vários tratamentos a base de substâncias

alcalinas.

4- Hidrolisam a pectina, produzindo ácido péptico

ou poligalacturônico e metanol.

5- Atuam sobre a sacarose, formando açúcares

redutores: glicose e frutose.

(19)

6- Atacam a lactose gerando glicose e galactose.

7- Agem sobre as ligações a-1,4 e 1,6 do amido.

8- Provocam a degradação de substâncias

celulósicas.

9- Desdobram, por hidrólise, as ligações

glicosídicas das cadeias de pectina ou do

amido péptico.

10- Rompem ligações péptídicas de proteínas.

11- Quebram ligações peptídicas até a liberação

de aminoácidos.

(20)

12- Responsáveis pelos processos autolíticos da maturação da carne.

13- Participam da coagulação do leite.

14- Ocasionam a perda de cor e odor de vegetais congelados. 15- Por sua ação podem catalisar reações do tipo: AH+ H2O2 

AOH + H2O.Onde AH poderá ser ácido ascórbico, fenol, etc.

16- Ocasionam o escurecimento enzimático de vegetais.

17- Catalisa a oxidação da xantina e aldeídos como o fórmico; permite detectar a presença de leite de vaca no leite humano.

18- Catalisa a oxidação de ácidos graxos poliinsaturados e pelos peróxidos resultantes a do caroteno de verduras e frutas desidratadas.

(21)

  Temperatura: Quanto maior a temperatura, maior a

velocidade da reação, até se atingir a temperatura ótima; a partir dela, a atividade volta a diminuir, por desnaturação da molécula. T°C de 70 a 90°C por dois a cinco minutos inativa a maioria das enzimas (blanching ou branqueamento térmico)

   pH: Idem à temperatura; existe um pH ótimo, onde a

distribuição de cargas elétricas da molécula da enzima e, em especial do sítio catalítico, é ideal para a catálise.

 Além dos fatores acima citados, existem outros fatores que

podem desnaturar as enzimas (destruir sua estrutura): agentes oxidantes, radioatividade, íons metálicos pesados, alguns ácidos, agitações mecânicas, etc.

(22)

  Os inibidores enzimáticos são compostos que podem

diminuir a atividade de uma enzima. A inibição enzimática

pode ser

reversível ou irreversível

;

Existem 2 tipos de inibição enzimática reversível:

 Inibição Enzimática Reversível Competitiva:

Quando o

inibidor se liga reversivelmente ao mesmo sítio de ligação

do substrato. O efeito é revertido aumentando-se a

concentração de substrato. Este tipo de inibição depende

das concentrações de substrato e de inibidor.

Inibição Enzimática Reversível Não-Competitiva:

Quando o inibidor liga-se reversivelmente à enzima em um

sítio próprio de ligação, podendo estar ligado à mesma ao

mesmo tempo que o substrato. Este tipo de inibição

depende apenas da concentração do inibidor.

Inibição enzimática irreversível:

há modificação

(23)

 Pode-se obter enzimas para diversas finalidades a partir de microrganismos, vegetais superiores ou animais.

Algumas enzimas são indesejáveis no alimento, e por isso, devem ser inativadas.

Enzimas mais importantes: glicosidases (amilases, invertases e lactase), enzimas pécticas (pectinesterase, poligalacturonase),

estearases (fosfatase e lipase), proteolíticas (pepsina, tripsina, quimiotripsina, papaína, ficina, bromelina, renina, etc), oxidases

(24)

AMILASES

 São enzimas que atuam sobre ligações α-1,4 de polímeros de

glicose como o amido, o glicogênio, etc. transformando-os em moléculas de menor peso molecular.

 As mais importantes amilases: alfa-amilase e a beta- amilase.  A beta-amilase age sobre a amilose (enzima sacarificante)

quebra o amido (molécula grande) fornecendo maltose.

 A alfa-amilase age sobre a amilopectina (enzima dextrinizante)

ataca ligações ao acaso fornecendo dextrinas.

 São enzimas obtidas por microrganismos (bactérias) ou através

do malte e da batata doce (cevada ou outro vegetal germinado)

 São importantes para fabricação de bebidas obtidas a partir de

(25)
(26)

INVERTASES

São enzimas que atuam sobre a

sacarose

transformando-as em uma mistura de

açúcares redutores 

glicose e frutose

As leveduras (microrganismos)

caracterizam-se por possuir esta enzima e são utilizadas na

fermentação alcóolica ou produção industrial

da invertase.

(27)

LACTASE

A lactase ataca a

lactose

transformando-a e

glicose e galactose

.

Apresenta importância porque esse açúcar do

leite, de poder adoçante baixo, pode ser

transformado em açúcar com poder adoçante

bem maior.

Serve também para reduzir o teor de lactose

(28)

ENZIMAS PÉCTICAS

Tem sido relativamente bem

estudadas por causa de sua

importância na indústria de

alimentos;

São utilizadas para facilitar a

filtração e clarificação dos sucos

de frutas (maçã, uva);

São indesejáveis quando causam

excessivo

amolecimento

de

muitas frutas e hortaliças e na

formação de precipitados no

suco de laranja.

(29)

ENZIMAS PROTEOLÍTICAS – PAPAÍNA

É das enzimas proteolíticas mais utilizadas no

amolecimento de carnes;

Tratamento de cerveja para evitar formação de

precipitado e como auxiliar de digestão;

É extraída do látex do mamoeiro;

ENZIMAS PROTEOLÍTICAS –RENINA

É encontrada no estômago de bezerros e já foi

sua principal fonte de obtenção;

Hoje em dia é obtida a partir dos microrganismos.

Especialmente de fungos das espécie de Muco

(30)

ENZIMAS PROTEOLÍTICAS – RENINA

É uma das enzimas de maior utilização,

principalmente na elaboração de queijos pois

coagulam o leite, para obtenção do coalho

ou coalhada.

(31)

POLIFENOL-OXIDASE

 São enzimas responsáveis pelo escurecimento enzimático

em muitos produtos por exposição de sua estrutura ao ar ambiente.

LIPOXIDASE

 São importantes por gerarem produtos rançosos e

destruírem ácidos graxos essenciais (gorduras

necessárias);

 É utilizada em panificação para proteger a farinha, já

que os hidroperóxidos formados podem oxidar pigmentos (carotenóides e clorofilas), formando produtos incolores.

(32)

1) Conceitue enzimas.

2) O que significa a afirmativa “a enzima é

um catalisador biológico”.

3)Explique o mecanismo de atividade

enzimática.

4) Qual o papel das coenzimas e cofatores?

5) Qual a importância das enzimas para a

(33)

6) Quais as classes de enzimas que existem?

7) Quais os principais fatores que controlam

a atividade enzimática?

8) Cite as principais enzimas utilizadas pela

indústria de alimentos.

9) Escolha uma enzima glicosidase e descreva

sobre sua ação.

10) Agora escolha uma proteinase e fale

sobre sua atividade na produção de

alimentos.

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