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VESUVIANITA Ca10(Mg, Fe)2Al4(SiO4)5(Si2O7)2(OH,F)4

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Academic year: 2021

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VESUVIANITA – Ca10(Mg, Fe)2Al4(SiO4)5(Si2O7)2(OH,F)4

A vesuvianita é um sorosilicato de ocorrência mais restrita, típica de mármores impuros que sofreram metamorfismo de contato. Não possui importância econômica além do uso ocasional como gema.

Um nome antigo para vesuvianita, ainda bastante usado, é “idocrásio”.

A vesuvianita integra o Grupo da Vesuvianita e é isoestrutural com flúor-vesuvianita, mangan-vesuvianita e wiluita. Impurezas comuns são muitas: Be, B, F, Cu, Li, Fe, Mn, Na, K, Cr, Zn e H2O. Possui

nove variedades, baseadas geralmente em teores mais elevados de elementos como Be, Ce, Cr, Mg e Mn. Quando com cores amareladas ou marrons, prismática curta a arredondada, facilmente é confundida em amostra de mão com as granadas (grossulária e andradita) que ocorrem na mesma paragênese.

1. Características:

Sistema Cristalino Cor Hábitos Clivagem

Tetragonal, bipiramidal ditetragonal

Marrom, caramelo, amarelo, marrom preto,

verde bem claro, verde azulada, branca, vermelha, púrpura, azul.

Zonação é comum.

Prismática curta a longa, granular, maciça. Cristais de grande complexidade morfológica. {110} má {100} e {001} muito más Tenacidade Quebradiça

Maclas Fratura Dureza Mohs Partição

Muito finas. Subconchoidal a irregular

6,5 não

Traço Brilho Diafaneidade Densidade (g/cm3)

Branco Vítreo a resinoso Transparente 3,32 – 3,43

2. Geologia e depósitos:

Ocorre comumente com mármores e calcários impuros que sofreram metamorfismo de contato (escarnitos, rochas calcosilicatadas).

Também em gabros com granadas, serpentinitos e rochas máficas e ultramáficas. Às vezes ocorre em rochas ígneas alcalinas.

Também ocorre em veios em rochas básicas e ultrabásicas hidrotermalmente alterados, bem como fase primária em nefelina sienitos.

3. Associações Minerais:

Associa-se aos minerais característicos e comuns de escarnitos, como calcita, granada (grossulária, andradita), diopsídio, titanita e wollastonita.

Também ocorre com fassaita (uma variedade de augita), epidoto, pectolita, hessonita, clinocloro, escapolita e espinélio.

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4. MICROSCOPIA DE LUZ TRANSMITIDA:

Índices de refração: nω: 1,703 – 1,752 nε: 1,700 – 1,746

ND Cor / pleocroísmo: incolor, verde pálido, marrom pálido, amarelo pálido.

Normalmente não tem pleocroísmo. Muito raramente possui pleocroísmo muito fraco entre:

X = incolor a amarelado;

Y = amarelado, esverdeado, amarronzado.

Relevo: alto

Clivagem: {110} má; {100} e {001} muito más, geralmente não são visíveis.

Hábitos: prismas curtos e longos, mas normalmente é anédrica granular.

Também ocorre maciça. Raramente é acicular, podendo formar agregados esferulíticos.

Pode mostrar zonas de crescimento com características ópticas diferentes (setorizada).

NC Birrefringência e cores de interferência:

birrefringência de 0,003 – 0,006: corresponde a cores cinzentas de meio de 1ª ordem. Muito comum, entretanto, são cores anômalas intensas: cinza, azul-lavanda, azul-indigo, marrom-do-couro, cinza-verde ou púrpuro. Na seção paralela ao eixo maior, pode haver texturas de ampulheta.

Extinção: tende a ser paralela.

Sinal de Elongação: SE(-). A variedade wiluita apresenta SE(+).

Maclas: podem ocorrer, em escala muito pequena, por setores.

Zonação: normalmente zonada ou com cores em faixas (“patchy”)

LC Caráter: U(-), pode ser B(-) anômala.

A variedade wiluita (muito rara) é U(+) e possui SE(-) e SE(+).

Ângulo 2V: não apresenta.

Se biaxial anômala, 2V de 17 – 33º.

Alterações: é um mineral muito robusto, mas em alguns casos altera a prehnita. Pode ser confundida com: vários outros minerais.

Vesuvianita é um mineral de identificação mais difícil. Diagnósticos são o relevo alto, a ausência de clivagem, a baixa birrefringência (cores cinzentas) e, quando tiver, as cores de interferência anômalas e distribuídas por setores. Paragênese é importante: a presença de calcita e clinopiroxênios (diopsídio) sugere a possibilidade da ocorrência de vesuvianita.

Andalusita possui um ângulo 2V maior e seu hábito geralmente é prismático.

Apatita de carbonatito pode ser muito semelhante, mas não apresenta cores de interferência anômalas nem grãos setorizados nem zonação concêntrica, o que em vesuvianita é comum.

Melilita possui índices de refração menores, outro hábito e outra paragênese.

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Cristais de vesuvianita tendendo a idiomórficos. A ND (à esquerda) apresentam-se tipicamente incolores, com relevo alto e sem clivagem. A NC (à direita) mostram cores de interferência anômalas em amarelo-marrom e violeta, com manchas. A extinção é paralela e o Sinal de Elongação é negativo.

Vesuvianita com alguns cristais de diopsídio a ND (à esquerda) e a NC (à direita). A NC a vesuvianita é incolor e sem clivagem. Neste caso, a avaliação do relevo é mais difícil. A NC apresenta cor de interferência cinza, o que dificulta a sua identificação. Diopsídio apresenta-se colorido a NC.

Grão idiomórfico de vesuvianita em escarnito. A ND (esquerda), mostra relevo alto e cor marrom muito pálida com zonação (borda com cor mais forte). A NC (direita) mostra cores de interferência baixas (cinza, branco) com setorização.

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Vesuvianitas a NC com cores de interferência anômalas: à esquerda com cores cinzentas e marrons, zonada. À direita, com cores amarelo-marrons e violetas. Estas cores anômalas, sua distribuição em manchas e eventualmente zonação são bastante típicas para a vesuvianita.

A NC, grãos idiomórficos de vesuvianita com cores anômalas por setores. Seções basais são isótropas.

A NC, grãos prismáticos de vesuvianita com uma discreta zonação nas cores de interferência anômalas.

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5. MICROSCOPIA DE LUZ REFLETIDA:

A microscopia de Luz Refletida evidentemente não é o método analítico recomendado para a identificação da vesuvianita. Entretanto, é importante a confecção de uma lâmina ou seção polida para a identificação dos minerais opacos que ocorrem associados à vesuvianita.

Preparação da amostra: o polimento da vesuvianita não requer cuidados especiais e acaba ficando com

qualidade muito boa, equivalente ao polimento de quartzo e calcita que geralmente a acompanham em escarnitos.

ND Cor de reflexão: Cinza escura, mais clara que calcita, piroxênios e anfibólios, aproximadamente a mesma do quartzo.

Pleocroísmo: Não

Refletividade: Baixa (<<10%) Birreflectância: Não NC Isotropia / Anisotropia: Não se observa anisotropia.

Reflexões internas: Generalizadas nas cores macro do mineral, geralmente marrom, podem ser amareladas a caramelo. Influencia na intensidade de cor a espessura do mineral no ponto considerado: quando mais espesso o grão, mais intensa a cor e vice versa.

Pode ser confundida com: considerando a paragênese, pode ser confundida com granada grossulária,

que pode apresentar uma cor semelhante.

Esquerda: a ND, no centro da imagem, dois grãos de vesuvianita com polimento muito bom em escarnito.

A cor de reflexão não é diagnóstica nem há qualquer outra feição que permita sua identificação. Em preto, buracos na seção polida. Ao redor das vesuvianitas, calcita e quartzo.

Direita: a mesma situação a NC. Vesuvianita apresenta, neste caso(!), reflexões em amarelo marrom em

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A NC, vesuvianita em escarnito com reflexões em várias tonalidades de amarelo-marrom e algumas reflexões multicoloridas associadas. A NC, na mesma amostra da imagem acima,

vesuvianita com intensas reflexões em vermelho-marrom, mostrando a grande variação das tonalidades das reflexões internas.

Calcita e quartzo com reflexões em branco.

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Referências

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