O
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Evangelho
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segundo
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Jesus
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Um Novo Testamento para Nosso Tempo
Um Novo Testamento para Nosso Tempo
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modo. modo.
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Um Novo Testamento para Nosso Tempo Um Novo Testamento para Nosso Tempo
(Versão Mini-Ebook)
(Versão Mini-Ebook)
Paul Ferrini
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. .A maior parte dos meus ensinamentos chegou até você intacta. No entanto, há erros e distorções que precisam ser corrigidos. Meu ensinamento é de amor, não de medo. A linguagem do medo não pode ser utilizada em nenhum testamento que venha de mim.
Não se sinta surpreso se alguns—até aqueles tão sábios quanto os meus apóstolo—o levarem a acreditar em um Deus vingativo que o pune por seus pecados. Eu lhe asseguro que eles estão enganados. Nosso Deus não é um Deus rancoroso, mas um Deus compassivo que o ajuda a encontrar o perdão tanto para os seus próprios erros quanto para os dos outros. Por meio do aprendizado da compaixão e da prática do perdão, você atravessa seu medo, corrige seus erros e abre mão dos seus julgamentos. Gradualmente, sua vergonha é lavada em um batismo de aceitação e de amor.
Por favor, apenas faça a sua parte. Peça perdão a todos a quem você tenha de alguma forma prejudicado, seja em pensamento, palavra ou ação, estenda o seu perdão para quantos o peçam e esteja também disposto a perdoar a si mesmo. Deus fará o restante.
condições. Quando você se ama incondicionalmente, torna-se fácil amar os outros. Quando você contorna-segue aceitar os outros com todas as suas falhas, torna-se fácil aceitar as suas próprias.
Aqueles que compreendem e interpretam equivocada-mente as minhas palavras tenderiam a me colocar acima de você. Por favor, não faça isso. Todo aquele que me coloca em um pedestal também me coloca na cruz, pois não pode haver uma coisa sem a outra. Portanto, não se refira a mim ou a quem quer que seja como sendo inferior ou superior a você, pois fazer isso é criar o único pecado contra o filho do Homem.
Eu ensino e sempre ensinei a Lei Espiritual da Igualdade. Aceite este ensinamento e tudo aquilo que separa você dos
outros se desvanecerá; você descansará no Coração de Deus, onde todos os seres são igualmente amados e abençoados.
Eu não ensino uma coisa para uma pessoa e algo dife-rente para outra. Meu ensinamento é o mesmo para todos. Portanto, pense bem quando alguém lhe pedir para, em meu nome, julgar, acusar, difamar, enganar, prejudicar ou rejeitar qualquer dos seus irmãos. Eu lhe digo que isso é uma blasfêmia, o avesso da verdade, e que só pode levar ao sofrimento.
Eu lhe disse uma vez, e lhe digo novamente, todos são bem-vindos à minha casa: ricos e pobres, negros e brancos, homossexuais e heterossexuais, homens e mulheres, crianças e idosos, altos e baixos, magros e gordos, sadios e doentes, fisicamente capazes e deficientes.
Não tenho um templo para aqueles que vivem em suas mentes e outro para os que vivem em seus corações. Tenho um templo para todos e as portas desse templo estão sempre abertas para qualquer um que queira entrar. Todo aquele que fecha a porta ou bloqueia o caminho de qualquer irmão
usa meu nome em vão e distorce meu ensinamento.
Não dê atenção às palavras de tal pessoa, mas observe suas ações a fim de verificar se são consistentes com o que diz. Como eu já lhe disse, seja prudente e examine a árvore antes de comer o fruto que pende de seus galhos.
A porta do meu templo e a porta do meu coração estão sempre abertas para você, querido irmão. Na verdade, eu o acolho assim que ouço seus passos se aproximando. Se eu tanto o honro e lhe quero bem, como poderia nosso Deus, que é tão maior do que eu, agir de outro modo? Não, meus amigos, o amor de Deus por você é mais profundo do que qualquer amor que jamais venha a conhecer. Até mesmo o meu amor por você empalidece se comparado com o Dele.
Ambos somos filhos de um Deus que nos ama, disso você pode ter certeza. Tudo o que Deus me deu lhe será dado quando estiver preparado para recebê-lo. Por isso, não importa de que mãos você receba a Dádiva, pois todos aqueles que O servem compartilham o Seu amor por você e lhe estendem a Sua benção, agora e para todo o sempre.
Não se desespere, querido irmão. Abra o seu coração e sinta o meu Amor por você. Segure a minha mão sempre que precisar. Apesar de às vezes parecer que você caminha só, nessa trilha, saiba que estarei ao seu lado toda vez que me chamar.
Que Deus lhe propicie uma jornada rápida e sem obstáculos. Logo você estará em Casa. Até lá, saiba que estarei guardando o seu lugar.
Meus Ensinamentos
Palavras e conceitos não podem abrir o seu coração. Apenas o amor pode abrir o seu coração.
Passaram-se cerca de 2000 anos desde o meu nascimento. E meus ensinamentos, que já foram como uma impetuosa torrente, agora se reduziram a escassos pingos d’água. Você racionalizou minha figura e me colocou onde achou fosse meu lugar—um lugar talvez enaltecido—mas um lugar distante. Colocou-me acima de si mesmo, de onde não tenho como contestá-lo. Ao fazer de mim uma divindade, filho único de Deus, você se exime de ter que viver de acordo com o meu exemplo. Entretanto, meu exemplo é o cerne do meu ensina-mento. Se você não procura ter-me como modelo, qual é o sentido da sua crença em mim?
Meu ensinamento não é intelectual. É prático. “Ame ao seu próximo” não é um conceito abstrato, mas uma ideia simples e instigante que o convida à prática. Eu não o convidei para uma tarde de discursos e questionamentos, não lhe pedi para professar ou debater as escrituras. Pedi-lhe para fazer o que você acha tão difícil fazer: ir além do seu limitado conceito sobre seu próprio ser. Qualquer uma
das práticas que lhe ensinei o manterá ocupado pelo resto da sua vida. Embora meus ensinamentos sejam simples de compreender, o desafio está na sua prática.
Se eu morri por seus pecados, então nada mais resta para você fazer. Por que então não ascender ao céu pela força da sua fé em mim?
Eu lhe direi o porquê: porque, apesar da sua crença, você não está feliz, não está em paz. Você me colocou acima de si, de onde não posso tocá-lo.
Tire-me do pedestal, meu irmão, e coloque-me ao seu lado, onde é o meu lugar. Somos absoluta e incondicional-mente iguais. O que eu fiz você também fará, e mais. Você não será salvo pelos meus pensamentos e ações, mas pelos seus próprios. A não ser que você se torne o Cristo, a paz não reinará no mundo. Se você me vir como rei, então você mesmo terá que ser rei.
Não ponha essa distância entre nós, pois não sou diferente de você. Quem quer que você seja—mendigo ou ladrão, homem santo ou rei—isso também sou. Não há pedestal ao qual eu não tenha sido elevado, tampouco sarjeta na qual eu não tenha sido atirado. É tão somente por eu ter provado a essência tanto da alegria quanto da dor que posso adentrar as portas da compaixão.
Nasci de uma mulher simples, em um estábulo. Ela não era mais virgem do que a sua mãe. Você a faz especial pelo mesmo motivo pelo qual o faz a mim—para pôr distância entre nós, e assim poder alegar que o que fiz você não pode fazer.
Se minha vida tem algum significado para você, deveria saber que não reclamo um lugar especial. Nem Maria, nem eu, somos mais espiritualizados do que você. Somos iguais a você em todos os sentidos. Sua dor é nossa dor; sua alegria, nossa alegria. Se isto não fosse verdade, não poderíamos vir para ensinar.
Não nos mantenha à distância. Acolha-nos como seus semelhantes. Maria poderia ter sido sua mãe. Eu poderia ter sido seu filho.
AÇÕES, NÃO PALAVRAS
A linguagem do amor não é uma linguagem de palavras.
Qualquer um que pratique ser amoroso retorna ao Lar Divino. Não importa que caminho tome ou como o chame.
Nenhum caminho é melhor do que qualquer outro. Você não chegará ao Lar mais rapidamente por acreditar em mim, do que o fará se acreditar em Krishna ou Buda. Os que, homem ou mulher, amarem mais, farão progresso maior. Esta é a simples verdade.
Religiões, seitas, dogmas nada são além de obstáculos na jornada de volta ao Lar. Quem quer que pense possuir a única verdade constrói sua casa sobre areia movediça. Não demorará muito para descobrir que seu orgulho, visão estreita e intolerância em relação aos outros foram a causa do seu fracasso.
Se você é uma pessoa amorosa, o que importa se é judeu, muçulmano ou taoista? O amor se expressa independente-mente daquilo em que você acredite. A linguagem do amor não é uma linguagem de palavras. Umas poucas e simples palavras e um gesto que parte do coração são suficientes para transmitir seu amor e sua aceitação em relação a outrem.
Palavras e conceitos não irão abrir seu coração. Somente o amor pode abrir seu coração. Pratique meu ensinamento de amor e perdão. Pratique dar e receber amor em todos os aspectos de sua vida: em sua família, com seus amigos, em sua comunidade, mesmo com estranhos.
cultura, ou a cor de sua pele o mantenham à parte dos outros, pois estas coisas são apenas o manto exterior que cobre a verdade de quem você é. Se você quer conhecer a verdade, tem que aprender a olhar além das aparências, a olhar não apenas com os olhos, mas com o seu coração. Ao fazer isso, verá não um adversário, mas um irmão, uma
irmã, um amigo.
Ao olhar com o coração, você sente a dor e a confusão do seu amigo. Sente compaixão pela experiência universal do sofrimento que ambos partilham. Dessa compaixão, o amor brota—não o amor que quer corrigir ou mudar os outros—mas o amor que aceita, afirma, se estende, acolhe e confere poder aos outros.
O amor é a única porta para uma vida espiritual. Sem amor, há apenas dogmas e crenças rígidas que inspiram medo. Sem amor, não há compaixão ou caridade. Aqueles que julgam os outros, pregam para eles e procuram salvá-los estão apenas projetando o seu próprio medo e a sua inad-equação. Usam as palavras da religião como um substitutivo para o amor que são incapazes de dar ou receber. Muitos dentre os mais desamparados e carentes de amor vivem na sombra do púlpito e sobem os degraus do julgamento a cada domingo para espalhar a mensagem do seu próprio medo. Não os julgue, pois essa é a sua maneira dolorosa de clamar por amor. Mas não aceite a culpa que eles venham colocar aos seus pés, pois esta não lhe pertence.
Os que vivem uma vida espiritual autêntica—indepen-dentemente da tradição que sigam—centram-se em seu amor por Deus e por seus companheiros de jornada. Quando se encontram, manifestam apenas bons votos e elogios uns aos outros. Para eles, rótulos nada significam. Para aqueles que praticam sua fé, Deus é o único Rei dos Reis, e homens e mulheres, não importa em que acreditem, são absoluta e
incondicionalmente iguais. Todos são igualmente amados e valorizados por Deus. Não há párias nem pagãos.
Eu já o disse antes, e o direi novamente: dogma religioso, farisaísmo e falso orgulho criam divisão, exclusão e alien-ação. São instrumentos do julgamento, não do amor.
Meus discípulos aprendem a olhar, de coração e mente abertos, para tudo o que ocorre em volta. Eles estão cada vez mais dispostos a abrir mão de suas crenças limitantes e de seus preconceitos. Abstêm-se de condenar a si mesmos ou aos outros pelos erros que cometam, mas procuram aprender a partir desses erros, de modo a não repeti-los.
Meus discípulos tornam-se a cada dia mais respeitosos e íntimos em seus relacionamentos diários com Deus. Eles aprendem a permitir que o Deus interior os guie pelo caminho de suas vidas. O pensar em mim e o estar atento ao meu exemplo os ajudam a assim proceder.
O caminho que eu lhe preparei é um caminho aberto a todos. Qualquer um que queira poderá segui-lo. Não há pré-requisitos necessários, batismos, confissões ou comun-hões. Nada exterior poderá impedi-lo de acolher o meu ensinamento.
Mas isto não significa que você estará pronto para percorrer esse caminho. Se você ainda estiver apegado a dogmas ou credos, não conseguirá dar o primeiro passo. Se estiver convencido de que você ou outrem seja mau ou culpado, não poderá seguir adiante. Se acredita já ter as respostas, poderá começar a caminhar, mas estará em um caminho diferente.
Meu caminho está aberto a todos, porém poucos o seguirão. Poucos estão dispostos a abrir mão do que acreditam saber a fim de aprender o que ainda não sabem. Assim foi quando eu percorri este caminho pela primeira vez, e assim é hoje. Muitos são os chamados, mas poucos respondem ao chamado.
QUEM SÃO OS MEUS DISCÍPULOS?
Por ensinar o amor, eles estão repletos de paz.
Um ensinamento vive apenas na medida em que as pessoas o compreendam e o vivam. É como uma composição musical que só ganha vida quando alguém a executa.
Meus discípulos praticam o amor e o perdão todos os dias. Não são perfeitos em sua prática, mas são sinceros. Cometem erros, vem a reconhecê-los e se empenham em aprender com eles.
Meus discípulos são sábios, mas não alardeiam sua sabedoria. Não procuram atrair a atenção para si mesmos; ao contrário, dedicam-se a fortalecer os outros em seus pensamentos, palavras e ações.
Meus discípulos não colocam obstáculos no caminho daqueles que procuram entrar no caminho da verdade. Eles mantêm a porta aberta a todos os que estejam prontos para passar por ela. Vivem o amor que pregam, dando forma ao ensinamento.
Meus discípulos sabem que eu não vim para morrer por seus pecados. Sabem que vim para chamá-los de volta à sua inocência e para encontrar essa inocência nos demais. Meus discípulos veem a luz em cada alma. Não se focalizam na escuridão, pois sabem que a escuridão, na verdade, não é real. Focalizam-se na bondade interior de todos os seres, pois o mal nada mais é do que a ausência de algo que nunca pode ser totalmente excluído.
Meus discípulos não se detêm no que está faltando ou precisa ser corrigido. Concentram-se no que está sempre presente e nunca pode ser excluído, no que é certo e no que é bom. Eles não procuram fraquezas e, portanto, inspiram força; não procuram feridas e, portanto, ajudam as pessoas a encontrar sua gratidão.
Meus discípulos sabem que todo ato de crueldade que uma pessoa venha infligir a outra se deve a uma falta apar-ente de amor na vida dessa pessoa. Quem ataca a outrem o faz por não saber que é amado.
Meus discípulos ensinam o amor, amando e aceitando os outros como eles são. Em todas as suas ações, ensinam aos demais serem eles merecedores de amor. Por ensinar o amor, estão repletos de paz. E quanto mais paz sentem, mais amorosos podem ser.
Meus discípulos sabem que as pessoas frequentemente esquecem a verdade sobre si mesmas. Elas se perdem em seus papéis e suas responsabilidades. Não dão a devida importância umas às outras e se esquecem de abrir os seus corações. Eles não as recriminam por tal esquecimento. Apenas lhes lembram, gentil e repetidamente, serem elas
capazes de dar e receber amor.
Meus discípulos reforçam o bom e o verdadeiro, deixando a ilusão e a falsidade dissolverem-se por si mesmas. Não repreendem as pessoas por cometer erros, pois isso apenas reforçaria o seu sentimento de culpa. Em vez disso, as elogiam por sua disposição de aprender e crescer a partir dos erros que cometem.
UM ENSINAMENTO DE IGUALDADE
Eu o desafio a aceitar como criança de Deus a cada pessoa que venha a encontrar.
O meu ensinamento é de igualdade absoluta e incondi-cional. Eu o convoco a se tornar a personificação do amor, do não-julgamento e da compaixão. Eu o desafio a aceitar cada pessoa que venha a encontrar como uma criança de Deus, não menos perfeita do que você ou eu o somos.
Desafio-o a dar aos outros o amor e a liberdade que Deus lhe deu.
Se você quer se tornar um veículo para o amor, precisa praticar tanto o dar quanto o receber, guiar e ser guiado, falar e ouvir, agir e abster-se de ação. Ao aceitar as polari-dades inerentes à sua experiência, integrando-as e dando-se conta de sua própria totalidade, o amor fluirá naturalmente de você e para você.
Você é uma criança de Deus, assim como eu. Sendo um homem, deve espelhar-se no pai e acolher as qualidades da mãe. Sendo uma mulher, deve espelhar-se na mãe e acolher as qualidades do pai. Assim como Deus não é nem masculino, nem feminino, mas ambos, você também é uma síntese de qualidades masculinas e femininas dentro de um veículo particular dotado de corpo e mente.
No meu ensinamento, as mulheres estão em uma posição de igualdade. Aqueles que negam às mulheres o seu lugar de direito no meu templo, distorcem e desfiguram o meu ensin-amento. Todos—homossexuais, negros, asiáticos, hispânicos, fundamentalistas, budistas, judeus e outros grupos—têm um lugar na comunidade da fé. Todos são bem-vindos; ninguém pode ser excluído. E todos os que participam da comunidade devem ter a oportunidade de servir em posições de liderança. Meu ensinamento nunca foi hierárquico ou restrito a alguns apenas. Tampouco pode ser usado para justificar qualquer forma de discriminação, desigualdade ou injustiça. Aqueles dentre vocês que procuram usar meu ensinamento desse modo estão distorcendo-o e utilizando-o incorreta-mente. O local de culto tem sido transformado em uma prisão de medo e culpa. É tempo de se arrependerem de seus atos e palavras cruéis. É tempo de transformarem seu relacionamento com aqueles a quem tenham prejudicado ou julgado de modo desleal.
Seus erros não o condenam, a não ser que você insista em apegar-se a eles. Solte-os. Você tem a capacidade de crescer e de mudar. Você pode ser mais sábio do que já o foi. Pode deixar de ser um porta-voz do medo e se tornar um arauto do perdão e do amor.
A Questão Central
Você utiliza todos em sua experiência como um espelho para lhe mostrar o que acredita sobre si mesmo.
Como todos os seus irmãos e irmãs, você sofre de um senso básico de inadequação e de desmerecimento. Percebe que cometeu erros terríveis que mais cedo ou mais tarde o alcan-çarão. Supõe que será punido pelos seus pecados e aguarda o inevitável.
Essas questões não resolvidas referentes ao seu próprio valor são as condições da sua encarnação. Em outras palavras, você está aqui para resolver essas questões. Você escolheu seus pais para exacerbar a sua vergonha, de modo a poder tornar-se consciente dela. Portanto, culpá-los pelos seus problemas não o ajudará a remover as condições que você impôs ao amor.
Procurar alguém especial para prover o amor que seus pais não puderam lhe oferecer tampouco ajudará. Não se surpreenda se o parceiro que escolher for a personificação perfeita de um de seus pais, aquele em relação ao qual você mais necessita curar-se. Sua vida está estruturada de tal modo que você irá deparar-se com as suas feridas interiores.
Pais, cônjuges e filhos estão aqui para ajudá-lo a olhar para a sua necessidade de cura e você desempenha a mesma função na vida deles.
A busca por amor incondicional em um mundo que impõe condições inevitavelmente está predestinada ao fracasso. Uma vez que todos os seus irmãos estão agindo a partir de padrões baseados na vergonha, eles não podem oferecer-lhe o amor que você sabe merecer e tampouco você pode oferecê-lo a eles. O melhor que cada um pode fazer é conscientizar-se da necessidade do amor e começar a assumir a responsabilidade de dá-lo a si mesmo.
Se não assumir a responsabilidade de levar amor para as suas próprias feridas, você não escapará do círculo vicioso da culpa e da vergonha. Seus sentimentos de raiva, dor e traição, aparentemente justificados, apenas alimentam o fogo do conflito interpessoal e continuam a reforçar a sua crença inconsciente de que você não merece ser amado.
Você precisa aprender a ver a extensão do seu ódio por si mesmo. Enquanto não se olhar no espelho e vir as suas próprias crenças lá refletidas, você estará usando cada irmão, na sua experiência, como um espelho a lhe mostrar o que você acredita sobre si mesmo. Conquanto essa prática possa, ao final, levar à conscientização desse padrão, ela não é o caminho mais curto ou mais fácil de volta ao Lar, já que sempre há a tendência de achar que aquilo que você vê seja a lição de outrem.
Se quiser sair da psicologia viciosa do mundo, você terá que parar com esse jogo de projeção. Isso, de fato, é irônico mas, no mesmo momento em que você proclama a sua inocência às custas do seu irmão, também reforça a sua inconsciente vergonha e inferioridade.
Não há nenhuma maneira de evitar o círculo da culpa a não ser parando de culpar. Porém, esteja preparado. Se
sair do ciclo do sofrimento, você poderá descobrir que não é muito popular. Aqueles que não aderem ao jogo universal da projeção são os primeiros a ser atacados. Se você aprendeu alguma coisa a partir da minha vida, deveria ter aprendido isso.
A FUTILIDADE DA PUNIÇÃO
Você não pode amar de uma maneira não amorosa. Você não pode estar certo e atacar o que está errado.
Na sociedade humana existe o certo e o errado. Aqueles que fazem a coisa certa são recompensados e os que fazem a coisa errada são punidos. Isso sempre foi assim.
Meus ensinamentos atentam contra essa suposição básica. No nível mais superficial, desafiam a ideia de que os erros deveriam ser punidos. Diante do apelo para a retribuição, eu me levantei e continuarei a me levantar em prol do perdão. Em um nível mais profundo, meus ensinamentos desafiam a própria ideia de que alguém deveria ser conde-nado em razão do seu comportamento. Se alguém age de maneira errada, é porque alimenta pensamentos falsos. Se ele puder perceber a falácia no seu modo de pensar então poderá mudar o seu comportamento. E é do interesse da sociedade ajudá-lo a fazer isso. Mas se a punição for aplicada, suas ideias falsas serão reforçadas e a elas será adicionada a culpa.
Você ouviu a expressão “dois errados não fazem um certo”. Essa é a essência do meu ensinamento. Tudo o que é errado deve ser corrigido da maneira adequada. Caso contrário, a correção torna-se ataque.
Procurar derrotar ou rebater uma ideia falsa só vem a reforçá-la. Essa é a via da violência. Meu caminho, ao
contrário, é o da não-violência. Ele aponta para a resposta na maneira de abordar o problema. Ele leva amor—e não ataque—àqueles que sentem dor. Os seus meios são consis-tentes com os seus fins.
Fazer o errado é ensinar a culpa e perpetuar a crença de que a dor e o sofrimento são necessários. Fazer o certo é ensinar o amor e demonstrar o seu poder de superar todo sofrimento. Dito simplesmente, você nunca está certo ao fazer o errado ou errado ao fazer o certo. Para estar certo, faça o certo.
Você não pode amar de uma maneira não amorosa. Não pode estar certo e atacar o que esteja errado. Erros devem ser desfeitos. E uma vez que na raiz de todo erro está o medo, somente o desfazimento do medo trará a correção.
O amor é a única solução que desfaz o medo. Se você não acredita nisso, tente. Ame a qualquer pessoa ou situação que evoque medo em você e ele desaparecerá. Isto é verdadeiro, nem tanto por ser o amor o antídoto do medo, mas porque o medo é a “ausência do amor”. Portanto, ele não pode existir se o amor estiver presente.
AMOR SEM CONDIÇÕES
Aquele que ama sem condições não impõe limites à sua liberdade ou à de outrem.
Você aprendeu amor condicional com aqueles cujo amor por você estava comprometido pelos seus próprios senti-mentos de culpa e medo. Eles têm sido seus modelos de comportamento. Você não tem que se envergonhar disso, precisa apenas estar consciente deste fato.
Desde a sua infância, você foi condicionado a se valo-rizar somente quando as pessoas reagiam positivamente
em relação a você. Aprendeu que o seu próprio valor era estabelecido a partir do exterior. Esse erro fundamental perpetuou-se ao longo da sua vida.
A experiência dos seus pais não foi diferente da sua e a dos seus filhos poderá ser semelhante. Todos vocês precisam curar-se das mesmas feridas. Todas as transgressões e abusos devem ser trazidos à mente consciente e as emoções a elas associadas devem ser liberadas. Esta é a maneira pela qual todos os seres feridos avançam da experiência do amor condicional para a experiência do amor sem condições.
No processo da cura, você aprende a dar a si mesmo o amor incondicional que nunca recebeu dos seus pais biológicos. Neste processo, cria uma nova relação parental, não com outras figuras de autoridade, mas com a Fonte do Amor dentro de si.
Ao aprender a dar amor à criança ferida no seu interior, inicia-se o processo de reverter a sua crença de que o seu próprio valor tem que se basear em como os outros reagem em relação a você. Aos poucos você aprende a valorizar-se assim como é, aqui e agora, valorizar-sem condições. Ninguém mais pode fazer isso por você. As pessoas podem assisti-lo e encorajá-lo, mas ninguém pode ensiná-lo a amar a si mesmo. Essa é a tarefa de cada um.
Cada alma ingressa na experiência física com a intenção de enfrentar essas questões de autovalorização. Porém, logo no início da sua jornada, certas condições são postas no que concerne à sua habilidade natural de amar e incluir outros na sua experiência.
É essencial reverter tais condições. Se a alma deixa o mundo físico acreditando ser a vitima da sua experiência aqui, será trazida de volta para desaprender essa crença. Entretanto, se a alma desperta para a verdade de que o seu
valor não depende de nada nem de ninguém fora da sua mente ou experiência, ela se ancorará na Fonte do Amor e despertará do sonho do abuso.
Despertar do abuso significa rejeitar a falsa crença de que você não pode ser amado assim como é e aprender a levar amor àquelas partes de si que não se sentem amadas ou valorizadas. Ao fazer isso, você atrai para a sua vida aqueles que são capazes de amá-lo sem condições.
Sua tentativa de encontrar amor fora de si mesmo sempre falha porque você não pode receber de outrem algo que não tenha dado a si próprio. Ao negar-se a dar amor a si mesmo, você atrai para a sua vida pessoas que fazem o mesmo.
A experiência do amor incondicional começa no seu coração e não no de outrem. Não condicione a sua habili-dade de amar a si mesmo à habilihabili-dade de outrem amá-lo. Não coloque a sua fé nas condições que cercam o amor ou na forma em que este se apresenta, pois estas são imperma-nentes e sujeitas às vicissitudes do dia a dia.
O amor verdadeiro não muda. Existe independentemente da forma pela qual se expressa. A Fonte desse Amor eterno, onipresente e sem forma está no seu interior. Eis onde a sua fé deve ser colocada, pois este Amor é tão real quanto qualquer outra coisa que você possa vir a conhecer. Uma vez que isto esteja firmemente estabelecido no seu coração, você jamais terá que buscar por felicidade fora de si mesmo. As pessoas entrarão e sairão da sua vida. Algumas o tratarão bem; outras o tratarão de modo rude ou cruel. Você aceitará o amor que lhe é oferecido e perceberá a falta de amor pelo que ela é: um apelo por ajuda por parte de alguém que está sofrendo. Você encorajará outros a encon-trar a Fonte do Amor em si mesmos, assim como você o fez, com a plena consciência de que não pode resolver os
pequenos problemas deles. A tragédia de suas vidas somente pode ser abordada pela disposição de olhar para o interior de seus próprios corações e mentes.
Aquele que ama sem condições não põe limites à sua liberdade nem à de quem quer que seja. Não procura reter o amor, pois retê-lo é perdê-lo. O amor é uma dádiva que precisa ser constantemente oferecida, na medida em que cada situação a requer. E o doador sempre sabe quando e para quem a dádiva deve ser dada.
Não há nada complicado em relação ao ato de amor. Torna-se complicado apenas quando alguém o retém, mas então deixa de ser amor o que se oferece.
Aquele que ama incondicionalmente não ama com quais-quer amarras nem mede seu amor. Não procura por alguém especial para amar. Ama a todos os que estão diante de si. Ninguém é mais nem menos merecedor do seu amor do que qualquer outro. Este é o tipo de amor que eu lhe ofereço e que peço que estenda aos demais.
O amor não faz reféns, nem negociações. Não é compro-metido pelo medo. De fato, onde o amor se faz presente, o medo, com todas as suas miríades de condições, não pode existir.
ABRINDO A PORTA
Eu sou a porta do amor sem condições.
Ao atravessá-la, você também se tornará a porta.
Para focar a atenção em qualquer pessoa ou situação, você não pode ter uma escala própria de interesses. Se tem expectativas em relação a si mesmo, a outrem ou à situação em geral, você não pode estar plenamente atento àquele momento.
Sua habilidade para estar atento depende de ter uma mente aberta, uma mente que seja livre de julgamentos e livre de expectativas; depende de ter um coração aberto, um coração repleto de compaixão por si mesmo e pelos outros. Isso significa que você vê e trata os outros como iguais a si próprio e compreende que o seu bem-estar e o deles são um e o mesmo.
Uma mente e um coração abertos abrem a porta para o amor. Mas esta é uma porta que se abre e se fecha. Quando se fecha, é preciso ser paciente e estar pronto a perdoar, ou a porta não se abrirá novamente.
É preciso não só sentir a presença do amor, mas também a sua ausência. Ao sentir a sua ausência, aprende-se a ouvir e a abrandar o coração. Ao se sentir separado dos outros, aprende-se a olhar para os julgamentos sutis que estão sendo feitos. A transformação do julgamento em aceitação, da separação em empatia, é a essência da cura.
Ser um curador significa aceitar a sua capacidade natural de ser livre de conflitos, livre de culpa, livre de julgamentos ou acusações. Se aceitar esta capacidade dentro de si mesmo, você produzirá milagres em sua vida, assim como eu o fiz.
A cura não é apenas possível, ela é necessária. Cada um de vocês é um curador dos danos e das injustiças que em si percebe, e uma testemunha do poder do milagre. A cura é o seu único propósito aqui. Quanto antes você se der conta disso, tanto melhor.
Lembre-se, por favor, de que toda prática espiritual autêntica começa com o cultivar o amor por si mesmo e o trabalhar a autoaceitação. Não tente amar outras pessoas antes de aprender a se amar. Você não conseguirá.
Seja paciente e compassivo consigo mesmo. Dê pequenos passos. Comece curando os seus próprios pensamentos e sentimentos. Toda vez que você curar um pensamento
julgador ou um sentimento de separação, isso será perce-bido por todas as mentes e corações do universo. Sua cura não pertence apenas a você, mas a todos os seres.
Ao você acessar a paz, a paz do mundo torna-se iman-ente. Se há uma responsabilidade sua para com os outros, é somente esta: que você traga paz ao seu coração e à sua mente.
Um coração e uma mente abertos são a porta que se abre à presença do amor. Mesmo quando a porta está fechada, o amor o convida a abri-la. Mesmo quando você julga e se sente separado de outrem, ele o chama desde o seu interior. Eu lhe disse que, não importa quantas vezes você se tenha recusado a entrar no santuário, basta você bater e a porta se abrirá. Eu lhe disse “peça, e lhe será dado”, mas você se recusa a acreditar em mim. Você acha que alguém está contando os seus pecados, os seus momentos de indecisão ou de obstinação, mas isso não é verdade. Você é o único que está contando.
Eu lhe digo, irmão, “pare de contar, pare de criar desculpas, pare de fingir que a porta está trancada. Eu estou aqui na entrada. Segure a minha mão; nós abriremos a porta e entraremos juntos”.
Eu sou a porta do amor sem condições. Ao atravessá-la, você também se tornará a porta.
Integridade
O oleiro não se define pelo barro,
e sim pelo que ele escolhe fazer com o barro.
Integridade é definida como a “qualidade ou estado de ser completo ou indiviso”. Enquanto vocês aspiram por integ-ridade, muitos dentre vocês não se sentem nem completos, nem indivisos. Sentem-se desencorajados quando olham para dentro de si, e a sua procura pela felicidade através dos outros exacerba as suas mais profundas feridas.
Não há soluções mágicas para esta situação. É a matéria-prima da vida que lhe foi dada para moldar e transformar em uma obra de arte.
O barro é moldado pela sua vontade de permanecer no seu processo. Na sua luta e na sua entrega, o barro toma forma. A obra de arte é oferecida, desfeita e novamente oferecida. Em determinado ponto, você sabe que o trabalho está terminado e que você não tem mais como aperfeiçoá-lo. Então o deixa de lado e prossegue em sua jornada e, antes que você se dê conta, mais barro é colocado em suas mãos. Ele tem uma consistência diferente, um potencial diferente e traz novos desafios.
Integridade é um dom universal. Todos o possuem. É inerente ao próprio barro. O que quer que você se dedique a construir em sua vida manter-se-á de pé. Estará lá, para você refletir a respeito e para que os outros o vejam.
Você pode escolher deixar sua obra em pé ou despedaçá-la. A escolha é sua. Outros talvez a olhem assombrados e a censurem. É escolha deles. Nada disso significa coisa alguma.
Não há “certo” ou “errado” nesse processo. Você não pode dizer que o que uma pessoa constrói em sua vida é menos valioso do que o que outra pessoa constrói. Na verdade, só pode dizer que prefere o que uma pessoa construiu ao que a outra construiu.
Integridade não é algo que você precisa adquirir. Está na essência de quem você é. Não há ninguém aqui que não tenha integridade, assim como não há ninguém aqui que não mereça amor.
É claro que há muitas pessoas que não acreditam possuir integridade. Elas têm o lamentável hábito de tentar encon-trar a sua totalidade por meio do ato de exigir dos outros tempo, atenção ou bens. Essas pessoas não são más, estão apenas confusas. Elas não sabem que suas vidas são uma obra de arte; não sabem que são mestres da escultura e acreditam ter uma péssima mão.
Um dia elas dar-se-ão conta de possuir uma mão perfeita. Daí começarão a trabalhar consciente e energicamente. Até lá, desempenharão o papel de vítimas. Atuarão como se estivessem em pedaços, doentes e fragmentadas.
Uma pessoa confinada a uma cadeira de rodas talvez não se sinta inteira, mas não tem menos integridade do que qualquer outra. Não lhe foi dado um barro inferior. Não há acidentes nesta vida. Ninguém recebeu o barro destinado a outrem.
presente em cada um. O problema é você acreditar que não é inteiro; acreditar que precisa ser consertado ou que pode consertar outrem. Sente um falso senso de responsabilidade em relação aos outros e não assume a devida responsabilidade para consigo mesmo. Você é impelido pelo desejo, pela ganância, pela culpa e pelo medo. Ataca, se defende e então tenta reparar os danos. Obviamente, isso não funciona.
Na verdade, nada está quebrado e nada precisa ser consertado. Se você pudesse ancorar-se nessa consciência, todas as suas feridas se curariam por si mesmas. Milagres aconteceriam, pois a estrutura do ego que bloqueia o fluxo espontâneo da energia criativa se dissolveria.
Esse drama humano parece dizer respeito ao abuso mas, na verdade, trata-se de aprender a assumir responsabilidade. Todo sofrimento é uma construção temporária criada para o seu aprendizado. E todas as ferramentas de que precisa para pôr fim ao seu sofrimento encontram-se em suas mãos.
Quando vocês não estão se culpando uns aos outros por seus problemas, estão culpando Deus. Vocês acham que a sua infelicidade é culpa Dele. Vocês não gostam de ser postos à prova. Tampouco Jó o quis. Não é divertido ter as suas crenças mágicas destruídas.
Você precisa encarar o fato de que nenhuma mágica abrirá a porta da sua prisão. Não é assim que funciona. A liberdade é muito mais simples e disponível.
“Bem”, você pensa, “se ao menos eu tivesse um helicóptero ou um 747, poderia sair deste buraco!” Você não percebe quão absurdo isso soa.
Esqueça o 747, irmão, use apenas a escada.
“Essa coisa velha e reles? Isso jamais poderia me tirar daqui!”
Você conhece o diálogo. Nós já tivemos essa conversa. Outros continuam a apontar para a escada, mas você
insiste em olhar em outra direção. Você tem certo apego ao seu papel de vítima.
O problema é que a vítima nunca aceitará a escada. Nunca admitirá que dispõe das ferramentas necessárias para liberar-se do sofrimento. Pois tão logo admita possuir essas ferramentas, deixará de ser vítima. Ninguém mais sentirá pena dela. O jogo de agir como um criador incapacitado chegará ao fim.
Portanto, se quer descobrir a sua integridade, você precisa parar de se fingir de vítima. Precisa parar de fingir que não lhe foram dadas as ferramentas corretas. Precisa pegar o barro e trabalhá-lo.
Qualquer um que assim aja cessará de reclamar e prosse-guirá com a sua vida. Aprenderá a tomar conta de si e a dar espaço aos outros para tomarem conta de si mesmos. De fato, ele libera todo o senso de obrigação para com os outros e dos outros para com ele, de tal modo a estar livre para seguir os impulsos da sua mente e do seu coração. Para ele, não há pretextos e, portanto, não há necessidade de procrastinar. Nada o separa da sua alegria.
A sua vida é a obra de arte da qual se ocupa, assim como a abelha se ocupa em polinizar as flores. Se você fala com ele sobre sacrifício, ele ri e diz: “Trabalho que não traz alegria não realiza nada de valor no mundo”. E, é claro, ele estará certo.
Um artista não trabalha para outro a menos que esteja aprendendo algo de valor para o seu ofício. Quando deixa de aprender, ele busca outro mestre, ou começa a trabalhar por conta própria. Ninguém pode apartá-lo do seu ofício. Ninguém pode afastá-lo da sua própria vida, pois sua vida e seu trabalho são um.
Em um mundo onde todos são gênios, não há patrões, nem empregados. Há apenas mestres e alunos voluntari-amente associados.
Se você não gosta de onde está, deve deixar esse local ou você não estará respeitando a si mesmo. Não se force a permanecer em um ambiente em que você se esquece de que é o criador da sua vida.
Eu lhe disse uma vez: “deixe as suas redes”. Não lute para ser merecedor quando já o é. Deixe aquele trabalho ou rela-cionamento no qual você não pode ser você mesmo. Deixe de lado a sua barganha neurótica por amor e aceitação. Avance através dos seus medos. Você nunca encontrará as
suas asas enquanto não aprender a usar os seus braços e pernas. Não peça a Deus para fazer por você o que precisa aprender a fazer por si mesmo.
Para honrar a si mesmo, você não precisa encontrar erro em quem quer que seja. Faça apenas o que é bom para você e expresse a sua gratidão aos outros. Ao longo da sua caminhada, não se afaste dos outros de forma abrupta ou com raiva. Despeça-se e abençoe aquele com o qual você compartilhou a vida, bem como o lugar em que viveu. Ao abençoar o passado, torna-se livre para deixá-lo.
Você não pode “deixar as redes” e levar os peixes consigo. Em pouco tempo, os peixes apodrecerão e deixarão um horrível mau cheiro. Por milhas ao redor, as pessoas pres-sentirão a sua chegada: “o pescador vem vindo”. Seu passado caminha à sua frente, e esse não é o caminho para a liberdade.
Seja forte em suas convicções sobre a sua própria vida, mas seja gentil com os outros. Não julgue as necessidades deles apenas por não poder satisfazê-las. Seja honesto sobre o que você pode ou não fazer e deseje-lhes o bem. Lembre-se, aquele a quem rejeita o perseguirá. Somente a aceitação trará realização.
Você saberá no seu coração e na sua mente quando estiver pronto para deixar os emaranhados que criou na sua vida e
seguir o caminho simples do amor e do perdão. Não haverá luta, nem questionamento.
Em sua clareza e generosidade, outros se descontrairão e o liberarão. E você os guardará em seu coração aonde quer que vá.
As únicas prisões do mundo são aquelas que você mesmo constrói. E somente aquele que ignora a sua própria geniali-dade poderia manter alguém refém contra a sua vontade. Lembre-se, caro irmão: para cada prisão que você cria em sua mente, há uma chave que destranca a porta. Se não consegue desfazer a prisão, ao menos reivindique a chave da porta.
Você não é vítima do mundo, mas aquele que tem a chave para a liberdade. Em seus olhos está a centelha da luz divina que conduz todos os seres para fora da escuridão do medo e da desconfiança. E em seu coração se encontra o amor que dá nascimento a todas as miríades de seres no universo. Sua essência é intacta, inteira, dinâmica e criativa. Ela tão somente espera por sua confiança.
CRIATIVIDADE E TRANSFORMAÇÃO
Quando uma pessoa parte para a individuação, ela dá a todos permissão para fazer o mesmo.
Seu comprometimento em expressar o seu dom transfor-mará a sua vida. Todas as estruturas que limitam a sua vida começam a ruir tão logo você se compromete interiormente consigo mesmo. Tentar mudar essas estruturas a partir do exterior é fútil, pois não é assim que a mudança ocorre.
A mudança ocorre de dentro para fora. Quando você abraça o seu dom e avança através do seu medo de expressá-lo, estruturas velhas e antiquadas restam enfraquecidas. Sem
receber nova energia de você, essas estruturas se dissolvem. Ao se dissolverem, abrem um espaço maior no interior da sua consciência para o dom ser reconhecido e afirmado e assim ser estimulada a sua expressão.
A sua situação no trabalho, a sua vida familiar, os seus padrões de sono e de alimentação, tudo começa a mudar quando você assume a tarefa de respeitar a si mesmo e de avançar em direção à sua alegria. Sem luta, você se libera de papéis e relacionamentos que não mais servem ao seu contínuo crescimento. Isso ocorre espontaneamente, não envolvendo qualquer obrigação ou transgressão.
Quando confrontados com o seu firme comprometi-mento consigo mesmo, os outros ou se juntam a você ou se afastam prontamente do seu caminho. Os espaços cinzentos criados por sua ambivalência—seu desejo de ter algo e, ao mesmo tempo, de abrir mão disso—se definem para “sim” ou “não”. A clareza emerge quando as nuvens do apego e da dúvida em relação a si mesmo são dissipadas pelo seu ser comprometido e radiante.
Quando uma pessoa parte para a individuação, ela dá permissão a todos para fazer o mesmo. Estruturas familiares disfuncionais se desfazem e novas estruturas que respeitam os indivíduos envolvidos são colocadas em seu lugar.
Isso é o que o comprometimento consigo mesmo produz. Ele destrói o desleixo, a codependência, as barganhas neuróticas por amor, o tédio, a apatia e o comportamento crítico. Libera cada indivíduo para ser ele mesmo e alinhar-se com os outros de uma forma mais honesta e autêntica.
A fidelidade a si mesmo e a vontade de viver o seu sonho fazem ruir toda a construção de medo que cerca cada pessoa. É simples assim. E tudo isso ocorre tão gentilmente quanto o primeiro “sim” dito no silêncio do coração.
Se você pensa diversamente, criará uma prisão de medo e culpa à sua volta. Seu “sim” para o seu ser essencial e para o seu propósito de vida é também um “sim” para os outros que lhe querem bem. Você não pode amar outrem aban-donando a si mesmo.
Barganhas neuróticas por amor, em que os limites de cada um são constantemente comprometidos, não podem se sustentar ante a luz da autoafirmação. Ao se liberar, você convoca outros à sua respectiva liberdade. Se respondem ou não ao chamado, é escolha deles.
O chamado para a autorrealização não é um chamado para abandonar os demais, para separar ou esquivar-se da responsabilidade. O chamado para honrar a si mesmo é também um chamado para honrar os outros. Somente é possível dele desfrutar quando o coração se mantém aberto. Às vezes—para ser honesto e autêntico—você terá que agir de uma maneira que outros não conseguirão entender ou apoiar. Isso talvez seja difícil para você, mas é impre-scindível que você aprenda a se manter firme no seu comprometimento com o que é melhor para você. Por favor, não capitule diante daqueles que o fariam sentir-se culpado por seguir o seu coração. Todavia, mantenha-se aberto para eles. Ame-os, abençoe-os, fale com eles e eles virão a compreender e a respeitar a sua decisão.
Seu comprometimento com os outros deve ser uma extensão do seu comprometimento consigo mesmo, não uma contradição em relação a ele. Como poderia escolher entre o seu próprio bem e o de outrem? Não é possível. Ninguém lhe pede para fazer tal escolha.
Há uma escolha que respeita tanto você quanto os outros. Encontre essa escolha, tome essa decisão. Não abandone a si mesmo; não abandone os outros.
emergir, em seu próprio ritmo, da nova forma. Adentre de boa vontade o espaço aberto do “não saber”. Cada vez que você liberar o passado, você deverá entrar neste espaço. Não tenha medo, não se sinta constrangido. Não há mal algum em não saber, em deixar as coisas seguirem o seu curso.
Apenas esteja presente e diga a verdade. Seja paciente, pois o crescimento é um processo. Seja gentil consigo e com os demais.
O MITO DA PROSPERIDADE MATERIAL
Você não pode medir riquezas espirituais com uma régua.
O mundo não apoia a sua jornada rumo à autenticidade. O mundo somente apoia o que compreende. E, neste momento, tudo o que ele compreende são obrigações e sacrifícios. Isso mudará com o tempo, mas não espere que aconteça logo. Não espere apoio ou aprovação do mundo ao se debruçar sobre a sua tarefa de vida.
Aqueles que compreendem os meus ensinamentos e tentam vivê-los são frequentemente tratados com desdém pelo mundo. Se isso acontecer, tolere pacientemente. Esteja comprometido com a sua jornada e a sua paciência e determinação serão recompensadas. Quando os outros virem que você tem o bem maior deles na intenção do seu coração, eles abrandarão a sua postura. Entretanto, se você buscar aprovação ou reconhecimento, provavelmente ficará desapontado.
Não dê atenção à religião da abundância. Ela não é mais verdadeira ou útil do que a religião do sacrifício. Deus não necessariamente recompensa o trabalho espiritual com o sucesso material. Todas as recompensas são espirituais: feli-cidade, alegria, compaixão, paz, sensibilidade—estas são as
recompensas de uma vida vivida com integridade.
Se o sucesso material não ocorrer, não importa. Se isso parecer importante e o ressentimento se desenvolver, então será preciso extirpar mais expectativas do ego. Você precisa aprender, de uma vez por todas, a parar de medir riquezas espirituais com uma régua.
Se o sucesso material ocorrer, geralmente será um teste para ver se você é capaz de transcender a ganância e seus próprios interesses. A riqueza material, tal como todas as outras dádivas, é dada para que possa ser compartilhada. Se você está retendo a sua riqueza, não colherá a recompensa da verdadeira prosperidade, que é a felicidade e a paz.
Não cometa o erro de achar que a sua tarefa de vida deve lhe proporcionar um cheque de alto valor ou sucesso como o mundo o vê. Por outro lado, não cometa o erro de achar que deve ser pobre para servir a Deus. Uma pessoa rica pode servir a Deus tão bem quanto uma de condição humilde, contanto que esteja disposta a compartilhar suas riquezas. O que importa é se suas mãos estão ou não estendidas para o seu irmão.
CRIATIVIDADE E ABUNDÂNCIA
A energia dentro de você nunca é a mesma. Você nunca está limitado ao passado.
Toda energia é potencialmente criativa. Esse potencial criativo encontra limitações quando a energia se expressa através da forma. É da natureza da forma limitar e restringir. Ao limitar o potencial criativo da energia, a forma a canaliza e a direciona de modo específico.
A forma enfatiza alguns aspectos e desprivilegia outros. Ela prioriza, constrói uma figura. Sem forma, não haveria
obras de arte. A manifestação é fruto de energia empregada em determinado objetivo ou direção. É o movimento do ilimitado para o limitado, do abstrato para o concreto, do invisível para o visível.
Toda criatividade é um diálogo entre energia e forma. Portanto, não faz sentido falar de energia sem também falar de forma.
Você é uma forma animada, um corpo com energia. A consciência do seu corpo e da sua mente é um recipiente temporário para a energia universal da criação. Essa energia se expressa através de você de uma maneira única, através dos seus cromossomos e genes, assim como da estrutura da sua personalidade.
Ao expandir a sua consciência com amor, você se torna mais aberto para dar e receber a energia universal da criação. Inversamente, ao se contrair com medo, você se torna menos apto a dar ou receber essa energia criativa dinâmica.
A energia da criação quer abrir e expandir o seu ser, mas a estrutura da sua mente e do seu corpo resiste a essa expansão. A estrutura pertence ao passado, enquanto a energia somente existe no momento presente. É como a água que flui diante de você, enquanto você a observa da margem do rio. Nunca é a mesma água que você vê. Da mesma maneira, a energia dentro de você nunca é a mesma energia de cinco minutos atrás. É sempre energia nova.
Isso é realmente promissor, pois significa que você nunca está limitado ao passado. Toda correção de consciência que você faz no momento presente tem um efeito imediato sobre a qualidade da energia que está apta a circular através de você. Enquanto o seu corpo físico se torna mais saudável e a estrutura da sua personalidade mais flexível e integrada, você se torna cada vez mais capaz de dar e receber energia física, emocional, mental e espiritual.
Você é um diálogo contínuo entre energia e forma. Quando sente medo, você se contrai em todos os níveis do seu ser. A energia fica presa no seu corpo e na sua mente e você sente tensão ou dor físicas, desequilíbrio emocional e ansiedade mental. Esses sintomas, se desconsiderados, podem levar a males maiores: doenças físicas, ruptura de um relacionamento, problemas profissionais ou financeiros. Por outro lado, quando sente amor, a energia flui sem esforço através de você. Você se sente fisicamente confor-tável, emocionalmente aberto e mentalmente presente e alerta. Vivencia gratidão pela sua vida e abertura para novas possibilidades.
Uma atitude de medo diante da vida leva a um compor-tamento defensivo e controlador que o afasta do amor e da abundância. Uma atitude amorosa leva a um compor-tamento confiante que respeita os outros e os inspira a apoiá-lo.
O amor abre o veículo do corpo e da mente ao seu potencial energético máximo, permitindo aos demais sentir a energia da aceitação, da gratidão e da bondade fluindo diretamente para eles. Isto abre os seus corações e mentes para os seus próprios potenciais e capacita-os a compartilhar os seus dons criativos. Eis como a abundância é gerada no mundo.
OS BLOQUEIOS DO EGO À ABUNDÂNCIA
Ações egoístas não são apoiadas pelo universo.
A energia da criação flui de você para os outros e deles para você. Embora essa energia lhe dê suporte em aspectos essen-ciais, a sua posse não ocorrerá. Ninguém tem uma conexão especial com a energia. Tão logo alguém reivindique a sua
propriedade, a sua conexão com a energia é abalada.
Quando o seu relacionamento com o outro é de confiança e respeito mútuos, cria-se uma conexão energética que é sustentada pela energia do amor do universo.
O seu alinhamento com a energia da criação requer a renúncia da escala de interesses do seu ego. Esta escala opera a partir da crença de que você pode manipular as pessoas e os eventos para obter o resultado que deseja. Por ser egoísta e míope, não considera o bem dos outros e, portanto, não considera o seu próprio bem, embora você possa pensar que o faz.
Quando você trapaceia e retira de alguém o que ele merece, perde não apenas o que acreditou que ganharia, mas o que teria ganho se tivesse agido de um modo menos egoísta. Toda tentativa de ganho de forma egoísta leva, ao final, à perda e à derrota, porque ações egoístas não são apoiadas pelo universo.
Aqueles que levam vantagem sobre os outros podem possuir grande determinação ou habilidade, mas isso não compensa a perda da sua conexão com a energia da criação. Outros igualmente determinados irão se unir e, apoiados por forças invisíveis, ao final os derrotarão, pois Davi sempre derrota Golias. E não por ser maior ou mais forte, mas porque a sua intenção é clara e ele tem amor em seu coração.
Embora o medo às vezes pareça arregimentar mais forças para o seu lado do que o amor, ele jamais manterá essas forças unidas. Forças que provêm do medo sempre se repelem e separam. Quando as expectativas egoístas de um grupo não são mais satisfeitas, ele deserta ou muda de lado. Eu disse que “aqueles que vivem pela espada perecerão pela espada”. Aqueles que tentam levar vantagem sobre os outros cairão vítimas de suas próprias ações equivocadas. Essa é a natureza da jornada cármica. Cada vez que tenta ferir alguém,
você realmente fere apenas a si mesmo. Pois tudo o que pensar e fizer em relação a outrem, ao final retornará para si. Apenas aquele que verdadeiramente perdoa e se abstém da
vingança rompe o viciado ciclo egoico da violência.
Se quiser abrir a sua vida à abundância, você deve desistir da ideia de que pode ganhar através da perda de outrem. Esse é o pensamento de medo gerado pela mente do ego, que deve ser reconhecido e recusado a fim de que novos padrões venham a ser postos em movimento na sua vida.
Felizmente, outro caminho tem início quando você reconhece que seu bem e o de seu irmão são um e o mesmo. Ao aceitar a sua igualdade com os outros, você se reconecta à energia da criação, e essa energia o apoia de tal modo que você não trabalha em vão. Os resultados vêm espontanea-mente e no tempo devido.
Embora possa ser dono da sua área de trabalho, você nunca tem a propriedade exclusiva do trabalho como um todo, pois o trabalho da criação é essencialmente colabora-tivo. Ele não pode ser feito sem a contribuição de muitos. A sua peça precisa encaixar-se com outras, caso contrário a
integridade do todo estará comprometida.
As exigências desse caminho são tão grandes quanto aquelas postas pelo caminho de manipulação e luta do ego. Mas as recompensas do caminho do Espírito são largamente maiores, pois aqueles que seguem esse caminho encontram a verdadeira felicidade. Por servirem os outros, o amor os serve. Por darem sem pensar em retribuição, o universo lhes traz dádivas inesperadas. Por viverem com alegria no presente, o futuro se desdobra graciosamente diante deles. Ao se depararem com desafios, eles os enfrentam. Ao surgirem decepções, olham no seu interior e abrem mão das barreiras emocionais que os impedem de vivenciar a presença do amor em suas vidas.
A DINÂMICA DO AMOR
A dinâmica do amor baseia-se na entrega. A dinâmica do medo baseia-se no controle.
Paz e felicidade não virão ao mundo enquanto não vierem aos corações e mentes de todas as pessoas que nele vivem.
Pessoas cujas mentes e corações estão abertos natural-mente vivenciam e estendem amor, gratidão e abundância. Estando abertas, o que necessitam vem a elas. Sendo bondosas e compassivas, dão aquilo de que não necessitam para aqueles que necessitam. Essa é a lei do amor, baseada na confiança e na fé.
Pessoas que se alinham com a lei do amor não procuram guardar ou proteger o que possuem, pois sabem que tudo o que têm lhes é dado apenas temporariamente. Permanecerá com eles enquanto for necessário e se irá quando não mais for necessário.
A dinâmica do amor baseia-se na entrega. A dinâmica do medo baseia-se no controle. A dinâmica do amor ancora-se na compreensão de que há o suficiente para todos. A dinâmica do medo ancora-se na crença de que não há o suficiente para se compartilhar.
Ao contrário da opinião popular, abundância não significa ter muito dinheiro ou posses materiais. Abundância significa ter o que se necessita, utilizá-lo com sabedoria e dar aos outros o que não se necessita. Sua vida tem equilíbrio, estabilidade e integridade. Você não tem de menos, nem demais.
Por outro lado, escassez não significa que você não tenha dinheiro ou posses materiais suficientes. Significa que você não valoriza o que tem, não o utiliza com sabedoria ou não o compartilha com os outros. Escassez pode significar que você tem de menos, mas também pode significar que tem
demais. Sua vida está desequilibrada. Você quer o que não tem e tem o que não quer.
Eu lhe asseguro que você não aumentará a sua felici-dade ao aumentar os seus bens materiais. A sua felicifelici-dade aumenta somente ao aumentar a sua energia, a sua autoex-pressão e o seu amor. Se isso também aumentar o volume da sua carteira, então, tudo bem. Você terá mais para desfrutar e compartilhar com os outros.
O objetivo, na vida, não deve ser o de acumular recursos de que você não necessite e que não possa utilizar. Deve ser o de receber o que necessita, usufruí-lo e compartilhá-lo com alegria com os demais.
A pessoa que goza de abundância não tem nem mais nem menos do que ela possa utilizar com responsabilidade e de forma produtiva. Ela não vive obcecada em proteger o que tem ou em obter o que não tem. Está contente com o que tem e aberta para dar e receber todos os recursos que Deus trouxer à sua vida.
Retidão Religiosa
Seu dever não é o de condenar, mas o de compreender e abençoar.
Somente aqueles que estão cheios de orgulho acreditam ter a compreensão exclusiva da verdade e o direito de julgar ou de ensinar aos outros. A religião cristã—aquela que se diz inspirada em mim—encontra-se eivada de inúmeros casos de orgulho espiritual.
É inevitável, a meu ver, que alguém sempre esteja em busca de um palanque para se exibir. E que outros que se encontrem inseguros em sua fé venham lhe dar ouvidos e chamá-lo de Messias. Ao proclamar os seus ensinamentos, negligenciarão a sabedoria que reside em seus corações. Mas tais ídolos inevitavelmente cairão e, ao cair, o medo dos seguidores virá à tona para ser curado.
Sua tarefa não é a de condenar, mas a de compreender e abençoar, a de ver o medo nos olhos das pessoas e lembrá-las de que são amadas. Por que você bateria, queimaria ou excomungaria aqueles que mais precisam do seu amor? Por favor, não utilize meus ensinamentos como um porrete para bater nas pessoas.
Eu lhe dei apenas duas regras: amar a Deus e amar uns aos outros. Estas são as duas únicas regras de que você precisa. Não me peça mais do que isso, não me peça para tomar partido nas batalhas dos seus dramas. Sou a favor da vida ou a favor da escolha? Como poderia eu ser um, sem também ser o outro? É impossível.
Quando a verdade vier até você, não mais verá neces-sidade de atacar o seu irmão. Ainda que você pense estar certo e ele errado, não o atacará com “a verdade”, mas lhe oferecerá a sua compreensão e o seu apoio. Pois a partir do amor e da gentileza que compartilhar, você se aproximará mais da verdade.
Eu lhe ofereço a chave para a porta interior. Por favor, utilize-a e não se preocupe com os pensamentos e as ações dos outros. Trabalhe em si próprio. Quando houver estabe-lecido a verdade no seu coração, então poderá compartilhar essa verdade com outrem.
Não seja porta-voz de palavras e crenças que você não tenha totalmente incorporado ao seu ritmo de vida. Todos os que estendem os meus ensinamentos o fazem a partir do mesmo nível de conscientização que possuo. Se assim não fosse, o ensinamento que estendem não poderia ser meu.
A AUTORIDADE ÚNICA
Não aceite nenhum outro ensinamento além daquele que provém do seu coração.
Este é o ensinamento único de Deus.
Não espere que o seu relacionamento com Deus se pareça com o de mais ninguém ou você sabotará o relaciona-mento. A presença de Deus em sua vida é totalmente única. Não procure medir a sua espiritualidade
compa-rando o que lhe acontece com o que acontece aos outros. Cultive diretamente o seu relacionamento com Deus. Entre no silêncio do seu coração. Fale com Deus, ore e peça orientação. Abra o diálogo e ouça as respostas de Deus, dentro de si e nos sinais que Ele lhe envia em sua vida.
Conheça a Deus em sua própria experiência. Não aceite substitutos. E saiba, com absoluta certeza, que nenhuma mensagem de medo provém de Deus, nem de mim.
Não procure um mestre e nem seja um deles. Em lugar disso, seja um irmão. Nada prescreva aos outros e não permita que os outros lhe prescrevam coisa alguma, mas ouça a voz de Deus e deixe-se guiar por ela.
Não comungue de espaços presididos por tolos e nos quais o rebanho encontra-se mental e espiritualmente ador-mecido. Aqueles que desejam que alguém lhes diga o que fazer logo descobrirão que ninguém tem as respostas para eles. Não dê o seu poder a impostores. Aceite somente os ensinamentos de Deus em sua vida e entre em comunhão no silêncio, onde você O encontra.
Basta você, meu amigo, você é suficiente. Todas as joias da sabedoria podem ser encontradas dentro da sua mente. Todas as joias do espírito podem ser descobertas no seu coração.
Reúnam-se com outros em mútua apreciação e gratidão a Deus, mas não sigam instruções uns dos outros. Em vez disso, respeitem a experiência alheia. Ela é sagrada e se situa além de comentários ou avaliações.
Celebrem suas experiências comuns, meditem e orem juntos, partam juntos o pão. Deem, recebam e sirvam juntos. Mas não aceitem nenhuma outra autoridade em
suas vidas além da de Deus.
Cada um de vocês é guiado de maneira única e tem dádivas únicas a oferecer. Celebre essa orientação e essas
dádivas, mas não tente orientar outrem e tampouco aceite ser orientado, se alguém se oferecer para tanto. Essa é uma dádiva falsa, pois o que funciona para um não necessaria-mente funcionará para outro.
O único conselho que você pode dar a quem busca é: procure a verdade dentro do seu coração, pois somente lá poderá encontrá-la.
Compartilhe sua experiência—sua história poderá inspirar outras pessoas—mas os limites desta oferta são claros. Essa é a sua experiência, não uma receita para os outros. Qualquer que seja a verdade que outra pessoa nela veja, será a verdade que ela está destinada a receber.
Em última análise, somente você é responsável pelas crenças que aceita. Alguém pode lhe contar mentiras terríveis, mas nunca será responsabilidade dele o fato de você acreditar nelas. Portanto, não perca o seu tempo culpando o guru, o culto ou a igreja. Em vez disso, agradeça-os. Se não tivesse percebido a fraqueza e a hipocrisia deles, continuaria a idolatrá-los e a lhes entregar o seu poder. Agora você pode reivindicar o seu poder e reassumir o seu caminho para a paz. Todos, em algum momento, entregam o seu poder, tão somente para aprender a resgatá-lo. Essa é uma lição importante e profunda no caminho espiritual. Se aprendeu essa lição, sinta-se agradecido. Significa que você está mais próximo da sua própria verdade e, portanto, mais próximo de Deus, a verdade universal.
Você chega à unicidade não através do conformismo, mas da autenticidade. Quando tem a coragem de ser você mesmo, encontra a mais alta verdade que você é capaz de receber.
Uma pessoa autêntica não capitula perante os outros ou lhes usurpa o poder. Afirma a liberdade de ser ele mesmo e oferece a mesma liberdade aos outros. Não deseja estar em
uma prisão, ainda que as barras sejam de ouro, tampouco deseja manter ninguém em cativeiro, pois sabe que tem que abrigar e alimentar aqueles que mantém como reféns.
A liberdade resulta de você rejeitar todas as formas de autoridade exterior e se recusar a ser uma autoridade para quem quer que seja. Portanto, seja um irmão ou irmã, um amigo ou amiga, mas não aceite outro mestre além Daquele que vive no seu coração.
PERMISSÃO PARA TRAIR
Todas as formas de manipulação estão enraizadas no medo e na insegurança.
Podem prometer amor, mas não podem entregá-lo.
Ao entregar o seu poder a alguém, você está se colocando em posição de ser explorado ou traído. Isso é especialmente verdadeiro em relação a qualquer um que você aceite como um salvador.
Você pode dizer: “mas eu não sabia que ele iria se aproveitar de mim”. Eu lhe digo: “Fique atento, assuma responsabili-dade pela sua vida, compreenda que você assinou o contrato. Pare de tentar culpar os outros pelas suas próprias escolhas”.
Você deu a permissão, entregou o seu poder. Talvez não soubesse quão ruim isso se tornaria. O abuso se consumou, como geralmente ocorre, disfarçado em doces promessas. Ofereceu-se amizade, ou segurança financeira, ou redenção espiritual, ou sexo, ou amor. Diga-me o que mais. Não importa qual tenha sido a isca—você a engoliu e se fisgou. Seja mais sábio da próxima vez, veja a oferta pelo que ela verdadeiramente é. Você entregou o seu poder a fim de ganhar aceitação e amor, mas o amor nunca advém de alguma forma de manipulação. Todas as formas de manipulação estão