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A historiografia marxista inglesa A historiografia marxista inglesa

Revista inaugurada pelo Revista inaugurada pelo

 marxismo inglês  marxismo inglês

O

O qquue e éé?? É É uum m coconjnjuuntnto o de de trtraababallhohos s prprododuuzizidodos s ppor or uum m grgruuppo o dede

historiadores e de teóricos de outras áreas formado na década de 60, que historiadores e de teóricos de outras áreas formado na década de 60, que adoto

adotou uma u uma linha de pesquisa da história a partir da obra de linha de pesquisa da história a partir da obra de Marx, porém emMarx, porém em contraposi!o a perspecti"a dogmática do marxismo, chamada de #marxismo contraposi!o a perspecti"a dogmática do marxismo, chamada de #marxismo "ulgar$ por %ric &obsba'm( %sse historiador é um dos expoentes do marxismo "ulgar$ por %ric &obsba'm( %sse historiador é um dos expoentes do marxismo ingl)s, assim como %( *( +hompson, hristopher &ill, *err- .nderson, +om ingl)s, assim como %( *( +hompson, hristopher &ill, *err- .nderson, +om /airn, a-mond 1illiams e outros(

/airn, a-mond 1illiams e outros( %x

%xististem em didi"e"ergrg)n)nciacias s teteóróricicas as e e memetotododolólógigicacas s enentrtre e os os pepesqsquiuisasadodoreress ma

marxrxisistatas s dedessssa a cocorrrrenente te de de pepensnsaamementnto, o, poporérém m popodedemomos s didizezer r quque e aa pr

propopostosta a do do grgrupupo o bubusca sca coconstnstruruir ir umuma a ananálálisise e da da socsocieiedadade de cocomo mo umumaa totalidade em mo"imento, na qual a experi)ncia humana n!o se encontra totalidade em mo"imento, na qual a experi)ncia humana n!o se encontra submissa a qualquer forma de determinismo mec2nico( Mais do que isso, além submissa a qualquer forma de determinismo mec2nico( Mais do que isso, além das abordagens socioecon3micas relati"as ao interesse sobre os processos das abordagens socioecon3micas relati"as ao interesse sobre os processos estruturais de desen"ol"imento do capitalismo, bastante comuns 4 tradi!o do estruturais de desen"ol"imento do capitalismo, bastante comuns 4 tradi!o do ma

marxrxisismomo, , tatambmbém ém háhá aborabordagedagens ns ao ao cultuculturalral  que até ent!o era uma  que até ent!o era uma

car)ncia no pensamento marxista( car)ncia no pensamento marxista(

. reno"a!o da perspecti"a marxista surgiu após o diálogo com as obras de . reno"a!o da perspecti"a marxista surgiu após o diálogo com as obras de

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história produzidas pela re"ista francesa dos  Annales, que destacaram o papel

do social e do econ3mico em combate a historiografia praticada no século 5 que ala"a a esfera pol7tica como centro da história protagonizada por heróis, reis, autoridades, %stado, 8greja atra"és da narra!o de e"entos factuais e lineares pesquisados em documentos oficiais, considerados neutros( 9 marxismo ingl)s foi também uma resposta contrária a política stalinista

da :ni!o ;o"iética e a produ!o historiográfica ligada a ela(

Hobsbawm (1911-2012)

;egundo &obsba'm <5=>, o marxismo vulgar, do qual quer se distanciar,

n!o representa o pensamento marxista maduro e está calcado mais em escolhas de pontos da obra de Marx do que em sua totalidade( %le elenca sete caracter7sticas presentes nas pesquisas do #marxismo "ulgar$( *rimeira, uma

interpretação economicista da história( . economia é o fator fundamental

do qual os demais seriam apenas reflexos( ;egunda, o modelo de #base e superestrutura”, usado como simples rela!o de depend)ncia da primeira

sobre a segunda( +erceira, a superestrutura era explicada simplesmente pelo

interesse de classe e pela luta de classes( ?uarta, defesa de leis históricas e inevitabilidade histórica( .credita"a@se acertadamente no desen"ol"imento

sistemático e necessário da sociedade humana na história, com exclus!o do contingente em longo prazo( ;ó que isso acaba"a por cair numa regularidade r7gida e imposta de determinismo mec2nico, a ponto de n!o admitir alternati"as na história( ?uinta, os temas de in"estiga!o da história

deri"a"am dos próprios interesses de MarxA ou ent!o <sexta>, dos movimentos sociais animados por sua teoria( ;étima, a natureza e os limites científicos da historiografia eram justificados pela história economicista,

supostamente estes ser"iam para explicar moti"aBes e métodos de historiadores que diziam fazer a busca pela "erdade de maneira imparcial( %mbora hou"essem grandes problemas neste tipo de pesquisa, o marxismo

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"ulgar, no entender de &obsba'm, ser"iu para destruir paulatinamente a "elha história <do séc( 5>(

*ara o historiador ingl)s, a maior import2ncia do marxismo foi penetrar as ci)ncias sociais com a teoria da Cbase e superestruturaC que disserta sobre os di"ersos n7"eis em intera!o na sociedade, independentemente se o pesquisador aceita ou n!o uma hierarquia entre eles( Mais do que isso, a teoria estrutural@funcionalista do marxismo criticou o positi"ismo por querer estudar fatos humanos baseado em fatos n!o@humanos, ou seja, equiparar as ci)ncias sociais 4s ci)ncias naturais da maneira de omte( Dois fatores principais tornam o marxismo diferente das outras teorias estrutural@funcionalistasE a hierarquia dos fen3menos sociais F tais como base e superestrutura F, e a exist)ncia de tensBes internas <contradiBes> na sociedade que contrabalanam a tend)ncia do sistema se manter como um interesse "igente, ou seja, a insist)ncia na mudana atra"és da história <tempo>(

R. Williams (1921-19)

*or outro lado, preocupados com questBes socioculturais ou culturais, autores como a-mond 1illiams e %d'ard *( +hompson criticaram o modelo estrutural@ funcionalista de base econ3mica absoluta do marxismo( +hompson n!o poupou cr7ticas nem a membros do marxismo ingl)s como *err- .nderson e +om /airn( +anto +hompson, como 1illiams, propBe uma interpreta!o ino"adora do conceito #modos de produ!o$ da teoria materialista de Marx( odos de produção, na opini!o destes teóricos, n!o se referem somente 4s esferas

produti"as da economia, do trabalho e de suas relaBes sociais durante o processo de fabrica!o de produtos e mercadoriasA ou seja, de uma suposta  #base econ3mica$ que hierarquicamente determina a cultura( *orém, se

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referem 4s maneiras atra"és das quais os sujeitos em suas relaBes sociais com os outros e com o ambiente <atra"és de suas experi)ncias> produzem cultura( . consci)ncia é determinada pelo ser social em diferentes práticas, econ3micas eGou n!o@econ3micas( .pesar do trabalho de 1illiams ser "oltado para a literatura <para entender contra@hegemonia>, o qual poder7amos situar como uma especialidade dos estudos culturais, o conceito de cultura nestes dois autores é mais abrangente, tomada num significado antropológico de totalidade dos fen3menos humanos( /esse sentido, todas as práticas sociais, inclusi"e as artes, as religiBes, os costumes, os rituais s!o modos de produ!o da realidade e constituem a maneira como os sujeitos pensam e agem( É a chamada #história de baixo para cima”(

*ara 1illiams <H00I>, a teoria da cultura no marxismo clássico le"a em conta a base determinante e a superestrutura determinada( Mas de"e@se abandonar este princ7pio por outroE #a proposi!o de que a exist)ncia social determina a consci)ncia$( *ois, Marx rejeita a ideologia que enfatiza o poder de certas foras exteriores ao homem como uma consci)ncia abstrata determinante, e coloca a origem da determina!o nas próprias ati"idades humanas( 9 significado de determina!o comporta dois sentidos pelo menosE o de

teologia! de que uma fora controla de fora toda a ati"idade humanaA e o de experi"ncia da prática social, uma no!o de determina!o como algo que

estabelece limites e exerce pressBes( %m geral o marxismo tem usado o  #segundo$ como se fosse o #primeiro$, de pre"is!o e controle( É preciso, portanto, se afastar dele para n!o acreditar que os modos de produ!o s!o estáticos e homog)neos(

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+hompson concorda com boa parte das proposiBes de 1illiams( 9 autor se tornou conhecido após escre"er A Formação da Classe Operária Inglesa #$%&'(, uma obra em tr)s "olumes que solapa as interpretaBes

deterministas econ3micas do marxismo clássico, inclusi"e algumas ideias de %ngels( *ara +hompson <5=J>, a classe operária inglesa n!o foi um produto mec2nico da explora!o do trabalho na e"olu!o 8ndustrial, toda"ia sua consci)ncia foi formada a partir de um modo de produ!o cultural ligado as experi)ncias sociais anteriores ao trabalho nas fábricas( /uma análise histórica de transforma!o das condiBes materiais do ambiente, muitos fatores s!o considerados para a constitui!o da consci)ncia de classeE o cercamento de terras no #pré@capitalismo$, as especificidades dos of7cios de trabalho, com mais autonomia ao trabalhador, mudanas nas maneiras de "i"er, sobretudo com o tempo do relógio, os direitos consuetudinários sobre a terra produti"a, as tradiBes coorporati"as que uniam e protegiam os trabalhadores, o florescimento de religiBes e"angélicas <como o metodismo> que solidifica"am os laos entre os membros em momentos de fraqueza, o imaginário social da 8nglaterra sobre um tempo m7tico, a fragmenta!o das concepBes morais calcadas nos usos e costumes e etc( ;!o tantas especificidades relati"as a cada grupo e regi!o que o autor prefere usar o termo #classes operárias$ para operacionalizar conceitualmente a pluralidade de trabalhadores e of7cios(

%m Costumes em Comum, +hompson <5=> no"amente "olta sua aten!o

para os costumes ingleses do século 5= e 5( .tra"és de uma perspecti"a etnográfica, ele quer compreender determinados rituais enquanto formas de resist)ncias e lutas da cultura popular 4 cultura da elite( 9 historiador desen"ol"e também o conceito de #economia moral$, baseado na ideia de que

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o termo economia designa"a um significado um pouco diferente do que temos hoje em rela!o a época em que Marx escre"eu( %sta no!o se refere 4s práticas culturais antigas que regulamenta"am os costumes, inclusi"e, as relaBes de troca, e"itando os aambarcamentos e poss7"eis usuras dos comerciantes( %ntre outras coisas, era aquilo que impedia moralmente os fazendeiros de "enderem suas colheitas para intermediários, obrigando@os a irem "ender seus produtos no mercado para que o preo n!o aumentasse com a inclus!o de atra"essadores nas transaBes comerciais(

;obre as concepBes marxistas que ressaltam a primazia do econ3mico <como  #mais real$> a partir da qual as normas, os costumes, os hábitos e os pensamentos seriam meramente reflexos secundários <#menos reais$>, +hompson escre"e o seguinteE #:ma di"is!o arbitrária como essa, de uma base econ)mica e uma superestrutura cultural, pode ser feita na cabea e

bem pode assentar@se no papel durante alguns momentos( Mas n!o passa de uma ideia na cabea( ?uando procedemos ao exame de uma sociedade real, seja qual for, rapidamente descobrimos <ou pelo menos de"er7amos descobrir> a inutilidade de se esboar respeito a uma di"is!o assim( 8nclu7dos os marxistas, os antropólogos t)m insistido longamente sobre a impossibilidade de se descre"er a economia de sociedades primiti"as independentemente tanto dos sistemas de parentesco segundo os quais estas se estruturam quanto das obrigaBes e reciprocidades de parentela que s!o endossadas quanto impostas pelas normas e pelas necessidades( Mas é igualmente "erdade que nas sociedades mais a"anadas, distinBes daquele mesmo tipo n!o s!o "álidas( Mal podemos comear a descre"er as sociedades feudal ou capitalista em termos Kecon3micosL, independentemente das relaBes de poder e domina!o, dos conceitos de direito de uso ou de propriedade pri"ada <e leis correspondentes>, das normas culturalmente sancionadas e das necessidades culturalmente formadas caracter7sticas de um modo de produ!o( /enhum sistema agrário fica em pé após um dia sem os complexos conceitos de direito de uso, de acesso e de propriedade( 9nde de"emos colocar esses conceitosE na  KbaseL ou na KsuperestruturaL <H005, p( HIN@I>C(

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*efer"ncias+

O.O9;., 1( Marx e a &istoriografia no século PP( 8nE .Q%/., M( <9rg(>( , -istória da -istória( Roi2niaE %ditora :R, H00H, p( 6I@50S(

&9O;O.1M, %( 9 que os historiadores de"em a Tarl Marx 8nEUUUUUU( .obre história( ;!o *auloE ompanhia das Qetras, 5=(

;&:%Q%, .( Marxismo e historiografia no reino de VitóriaE as contribuiBes de %d'ard *almer +homspon( /erinotio+ *evista On0line de 1ducação e 2i"ncias, nW 6, ano 888, maio de H00J(

+&9M*;9/, %( *( Xolclore, antropologia e história social( 8nEUUUUUU( ,s peculiaridades dos ingleses e outros artigos( ampinasE %d( :nicamp,

H005, p( HHJ@H6(

+&9M*;9/, %( *( , formação da classe operária inglesa( io de YaneiroE

*az e +erra, 5=J(

+&9M*;9/, %( *( ostumes em comumE estudos sobre a cultura popular tradicional( ;!o *auloE ompanhia das Qetras, 5=(

18QQ8.M;, ( Oase e superestrutura na teoria marxista( *evista 3.4, ;!o

Referências

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