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ÍNDICE. Alameda Roentgen 2A 1º E Lisboa (+351)

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 1

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO ... 2 2. CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO ... 3 3. ALDEAMENTO TURÍSTICO ... 8 3.1 Alojamento ... 8 3.2 Edifício Principal ... 11 3.3 Animação Turística ... 14

3.4 Aplicação móvel APP - WENATURE ... 20

3.5 Sustentabilidade Ambiental ... 20

3.6 Carbono Vivo ... 24

4. MERCADO HOTELEIRO NA REGIÃO DO GERÊS ... 26

4.1 Concorrência ... 26

4.2 Indicadores estatísticos da oferta hoteleira ... 31

4.3 Indicadores da procura turística ... 32

4.4 Análise Swot ... 38

4.5 Conclusão ... 40

5. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA ... 41

5.1 Pressupostos de base ... 41

5.2 Análise dos parâmetros do estudo económico e financeiro ... 45

5.3 Conclusões... 56

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1. INTRODUÇÃO

O presente documento incide no estudo económico e financeiro para a aquisição e finalização do futuro Aldeamento Turístico de 4 estrelas, “Nature View Retreat”, localizado na freguesia de Louredo, concelho de Vieira do Minho.

A metodologia de trabalho utilizada partiu da conjugação dos seguintes fatores:

 Localização do terreno, aliada à proximidade com o Parque Nacional da Peneda Gerês;  Características do projeto em análise;

 Mercado turístico da região e tendências do setor;

 Análise concorrencial de um conjunto de empreendimentos turísticos que reúnem características semelhantes ao projeto;

 Plano de Marketing, instrumento que visa definir a estratégia da empresa;

 Avaliação económica e financeira expectável relativamente à exploração operacional da unidade.

O desenvolvimento do projeto turístico teve como princípio base a oportunidade de criar um produto diferenciador, integrado na natureza da região, com características que relevam a importância da preservação do meio ambiente e com a implementação de um produto turístico gerador de valor para a economia local.

Neste encalço, a empresa EUROALBUM, S.A. pretende adquirir o terreno com o intuito de desenvolver este projeto na sua plenitude, desde o período de obras à exploração turística, sendo exequível a concretização desta ação através de uma candidatura a financiamento bancário.

Nos próximos capítulos serão mencionadas todas as informações necessárias para uma adequada avaliação do projeto turístico.

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 3 14% 12% 51% 23%

N . º D E H A B I TA N T E S E M 2 0 1 1

-C O N -C E L H O V I E I R A D O M I N H O

0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 64 Anos

2. CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO

O projeto encontra-se localizado no Lugar de Cubo, freguesia de Louredo, concelho Vieira do Minho, distrito de Braga. O município é limitado a norte pelo concelho Terras de Bouro, a norte e leste por Montalegre, a sueste por Cabeceira de Basto, a sul por Fafe, a sudoeste por Póvoa do Lanhoso e a noroeste por Amares.

O concelho de Vieira do Minho é composto por 16 freguesias. Em termos demográficos, verifica-se um decréscimo constante da população desde a década de 60 do século passado, concentrando em 2011 (ano do último Census) cerca de 12.997 habitantes. Na freguesia de Louredo a redução demográfica mais recente ocorreu a partir da década de 80, constatando-se em 2011 uma população de 436 habitantes.

Distribuição das 16 freguesias no concelho de Vieira do Minho.

A localidade de Louredo encontra-se implantada no sopé da Serra da Cabreira, rodeada de floresta e mato, separada do Parque Natural da Peneda Gerês pelo rio Cávado. Próxima a várias aldeias locais, onde ainda vigoram os costumes de outrora no cultivo da terra, numa relação de proximidade entre a natureza e o Homem, Louredo encontra-se acessível pela via rodoviária CM1392, ligada à Estrada Nacional 103.

Situada no extremo norte do país, o quadro que se segue menciona a distância de Louredo a cidades que potenciam a ocupação contínua do empreendimento:

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 4 Localidades Distância (Km) Distância (Horas) Vieira do Minho 14,2 0,18 Gerês 15,1 0,26 Braga 38 0,44 Porto 95,2 1,2 Guimarães 44,7 1 Vila Real 106 1,39 Chaves 90,4 1,36 Lisboa 401 4,2 Vigo (Espanha) 148 1,49 Ourense (Espanha) 132 2

Quadro n.º 1: Distância geográfica do empreendimento a outras localidades. Fonte: Google.

Para uma melhor perceção sobre o posicionamento geográfico de Louredo, segue no mapa abaixo a indicação da distância entre esta localidade e a cidade de Braga.

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 5 São várias as razões que motivam o turista a visitar por uns dias o concelho de Vieira do Minho. Os pontos turísticos referentes ao património cultural e monumental refletem a herança histórica. As estruturas pré-industriais ligadas à atividade agro-pastoril, a gastronomia e os recursos naturais são alguns dos principais motivos de visita.

Atualmente a economia do concelho mantem uma forte componente agrícola, nomeadamente na criação de gado. O pequeno comércio, a construção civil, os serviços e o turismo, este último assente no património ambiental e cultural, são outras das principais atividades.

A presença da Serra da Cabreira potencia a economia da região através da oferta de matéria-prima para a construção civil, neste caso a pedra granítica, e na oferta de excelentes condições para a produção de energia renovável, onde se encontra instalado um parque eólico composto por dez aerogeradores.

O turismo de natureza dispõe de um grande potencial para quem visita o concelho de Vieira do Minho, com destaque para a Serra da Cabreira, que se estende pelos territórios deste concelho e outros (Cabeceiras de Basto e Montalegre) e encontra-se na separação entre o Minho e os Trás-os-Montes. Com uma altitude de 1.262 metros, a Serra da Cabreira apresenta uma paisagem de excelência, onde se destaca a diversidade faunística com a presença de espécies raras de anfíbios (Salamandra-Lusitana, Tritão-de-Ventre-Laranja, etc.), aves (Tartaranhão-Caçador, Melro-D’água, Felosadas-Figueiras e o Dom Fafe) e mamíferos (a Toupeira de Água, o Lobo, a Lontra e o Gato Bravo). Em relação à flora, a serra apresenta 256 espécies de plantas recenseadas, 43 das quais consideradas raras, vulneráveis, com caracter endémico ou em perigo de extinção, como o Azevinho.

O Rio Ave nasce nesta serra, proporcionando maravilhosas paisagens com cascatas, destaque para a Cascata da Candosa e o Poço Negro, lagoas naturais e meia centena de moinhos e pontes antigas.

A presença de albufeiras nos vales da região, as albufeiras da Caniçada, Ermal, Salamonde e Venda Nova facilitam a realização de atividades náuticas de recreio, principalmente durante as épocas de veraneio.

O touring cultural e paisagístico estende-se na visita às aldeias da Serra da Cabreira (Agra, Campos, Lamalonga, Ruivães e Espindo) que se encontram localizadas em redor de Louredo. Estas aldeias foram requalificadas de forma a atrair maior fluxo turístico. Para além do

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 6 património religioso, o concelho dispõe de um vasto património pré-industrial recuperado, com destaque para os seguintes locais:

 Lagar de azeite de Vilarchão, com mais de 300 anos;

 Conjunto hidráulico de Rossas, composto por um lagar de azeite, um moinho, uma serra e um engenho do linho;

 Fornos comunitários.

Existem três miradouros com paisagens deslumbrantes sobre a floresta e aldeias serranas: Miradouro da Senhora da Fé, Miradouro da Senhora da Lapa e o Miradouro da Serradela.

Na Serra da Cabreira o turista encontra diversos vestígios arqueológicos, como abrigos pré-históricos, sepulcros megalíticos, mamoas, gravuras rupestres, que confirmam a antiguidade da ocupação humana nesta região.

O concelho de Vieira do Minho está infraestruturado para a concretização de diversas atividades desportivas, quer ao nível da competição como do lazer, designadamente:

 Pólo de Canoagem, na freguesia de Guilhofrei;

 Teleski: estrutura invulgar e única no país. Localizada na Albufeira do Ermal, possibilita a prática de wakeboard, mono-ski e kneeboard através de um perímetro com 800 metros. O fator velocidade e a distribuição de kickers (pistas aquáticas) na pista são os principais fatores de divertimento;

 Barco de recreio, que navega durante todo o ano na Albufeira da Caniçada;

 Complexo Desportivo e Cultural de Vieira do Minho, composto por um pavilhão polidesportivo, piscinas municipais, cortes de ténis, estádio municipal, biblioteca, auditório e centro cultural.

A gastronomia tem por base os produtos endógenos, com realce para os presuntos, enchidos, Couves com Feijão, o Anho, o cabrito das terras altas do Minho e queijo da serra da Cabreira, para além do bife à moda da casa e a Vitela assada.

Os eventos e romarias em Vieira do Minho promovem os agentes económicos locais, de cariz rural, que se realizam em diferentes épocas do ano. Assim, destacamos os seguintes acontecimentos:

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 7  Feira da Ladra: ocorre no primeiro sábado, domingo e segunda-feira de Outubro. Apresenta um vasto programa de atividades que engloba as chegas de bois, as corridas de cavalos, os concertos, o folclore, as bandas filarmónicas, as concertinas, o cortejo etnográfico, o espetáculo de pirotecnia, entre outros acontecimentos;

 Feira do Fumeiro: realiza-se no penúltimo fim-de-semana anterior ao Carnaval, onde se realiza a comercialização do fumeiro, produtos da terra e artesanato e animação musical;

 Mercado da Castanha: este evento acontece no fim-de-semana anterior a 11 de Novembro e caracteriza-se por valorizar os produtos da região e da época e aproximar o consumidor dos produtores da região;

 Feira semanal e feiras mensais: acontecem essencialmente aos fins-de-semana;  Romarias: ocorrem no verão, entre os meses de Junho e Agosto.

Assim se verifica a oferta diversificada de produtos turísticos que valorizam a região, com destaque para o Turismo de Natureza, o Touring Cultural e Paisagístico e a Gastronomia e Vinhos, produtos geradores de fluxos turísticos não massificados e que são motivo de visita ao longo de todo o ano.

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3. ALDEAMENTO TURÍSTICO

Situado em pleno meio rural, o projeto de arquitetura tem como premissa a preservação e manutenção da flora existente, propondo-se a implementação de edifícios de baixa volumetria e de construção rústica, construídos com materiais da região, em granito, e com alpendres em madeira, reproduzindo no seu conjunto uma aldeia tipicamente serrana e minhota. No terreno verifica-se que grande parte do investimento foi realizado de acordo com o projeto de arquitetura.

O projeto “Nature View Retreat” foi desenvolvido desde a sua génese com a finalidade de implementar um empreendimento turístico com a certificação de Turismo de Natureza, de acordo com os critérios de reconhecimento do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e Florestas. Este é aliás um dos fatores de maior diferenciação face à restante oferta turística, não só existente na região como em todo o país, uma vez que será o primeiro aldeamento turístico com esta certificação.

Concentrado numa área de 20.000 m², o aldeamento turístico de 4 estrelas tem as seguintes características:

 Alojamento: capacidade para 28 camas fixas (7 T1 + 3T2 + 1T3);  Restaurante

 Bar  Spa

 Piscina exterior com água aquecida  Estacionamento privado

 Jardim e miradouro com equipamentos de lazer

3.1 Alojamento

O alojamento é composto por 11 unidades de alojamento, com as tipologias mencionadas acima, totalizando 28 camas fixas. As sete tipologias T1’s são compostas por uma sala comum com cozinha, um quarto com cama de casal e uma instalação sanitária. Nas três tipologias T2’s o hóspede encontra dois quartos, cozinha, instalação sanitária e uma sala comum com acesso a um alpendre. O único apartamento de tipologia T3 será composto por três quartos, uma cozinha, uma sala comum e uma instalação sanitária. Cada casa será associada a um tema que

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 9 a associe às características e antepassados da região. Para o efeito, serão instaladas as seguintes unidades de alojamento:

1. Casa da Boavista (T1): tem como tema o cobre. A casa apresenta elementos

decorativos inspirados neste material, ainda hoje representativo da região, havendo ainda alguns latoeiros em atividade. Na região, a produção de peças em cobre é singular devido ao processo de produção tradicional, com destaque para os alambiques para fazer a aguardente, tachos de doce para as pastelarias, braseiras, cestos para lenha, vasos e bengaleiros.

O apartamento tem capacidade para 4 pessoas, duas pessoas em cama de casal e duas em sofá-cama, na sala. Esta situação verifica-se em todos os T1 do aldeamento.

2. Casa da Formiga (T1): O tema desta casa é o linho, com a decoração modelada ao

cultivo do linho e aos materiais que eram usados pelos nossos antepassados. A sua fibra era muito utilizada na confeção de roupas e têxteis-lar e remontam a 2.500 a.C. Tem capacidade para 4 pessoas, 2 pessoas em cama de casal, mais 2 em sofá-cama usufruindo de todas as comodidades. Esta habitação pode ser reconfigurada num T1+T1, ou seja, existe uma comunicação interior na casa, que permite entrar na casa do lado, quando requisitado.

3. Casa da Choqueira (T1): O tema desta casa é a cortiça. Elemento natural proveniente

da árvore do Sobreiro, Quercus Suber. É umas das espécies de árvores mais predominante em Portugal, considerada Árvore Nacional. A decoração tem por base a utilização da cortiça, quer ao nível dos revestimentos como nos elementos decorativos, nomeadamente candeeiros, peças de artesanato, etc.

4. Casa do Sudro (T1): Semelhante à Casa da Formiga, esta unidade de alojamento pode

ser reconfigurada num T1+T1, ou seja, existe uma comunicação interior na casa, que permite entrar na casa do lado, quando requisitado. O tema desta casa tem por base os utensílios utilizados no mundo rural, nas gerações dos antepassados, quer na lavoura como nas habitações.

5. Casa de Cela (T1): Esta casa também pode ser modificada num T1+T1. Inspirada no

pastoreio, na criação do gado, atividade que ainda se observa nas imediações do aldeamento, a decoração representa a temática através de imagens e elementos decorativos que reflitam materiais utilizados neste tipo de cultura.

6. Casa do Outeiro (T1): tem como tema de inspiração a madeira, elemento muito

utilizado na região para a construção de casas, nomeadamente alpendres e tetos, mobiliário e aquecimento de casas. Esta unidade de alojamento apresentará

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 10 revestimentos em madeira e serão realizados contrastes entre este material e soluções modernas compostas por outros materiais. Também neste apartamento será possível reconfigurar para T1+T1, através de uma ligação pelo interior a outra unidade de alojamento.

7. Casa do Cubo (T1): A decoração foi inspirada nos moinhos de água localizados no lugar

do Cubo, na freguesia de Louredo, junto às margens de pequenos ribeiros, onde em tempos estes mecanismos aproveitavam a energia cinética das águas para moer os cereais. Atualmente, ainda é possível observar este tipo de infraestruturas perto do aldeamento. A Casa do Cubo tem ligação interior com outra casa, sendo possível reconfigurar para T1+T1.

8. Casa da Várzea (T2): nesta unidade de alojamento a azulejaria portuguesa será a

temática da decoração, através da implementação de painéis decorativos nas paredes interiores da casa, com iluminação própria com a finalidade de enaltecer a presença destes elementos. Os azulejos irão focar as atividades do mundo rural da região, bem como a arquitetura e as gentes do Norte de Portugal. Este apartamento, bem como os restantes T2, tem capacidade para 6 pessoas, duas camas de casal e um sofá-cama para duas pessoas.

9. Casa de Fornelos (T2): tem como tema a pesca artesanal de rio, que se realiza há

centenas de anos nas margens do Rio Cávado, no lugar de Fornelos, freguesia de Louredo. Outrora. Esta atividade servia de sustento às famílias da zona através da pesca de espécies como a Enguia, a Truta-Marisca, Tainha, Carpas, Barbo e Boga.

10. Casa do Covelo (T2): outras das atividades e estruturas agrícolas existentes na região,

são os lagares de azeite. Em tempos, estes equipamentos utilizavam a corrente dos rios para moer a azeitona e produzir azeite. Atualmente, ainda persistem alguns destes equipamentos como pontos de visita turística.

11. Casa da Nascente (T3): esta casa tem como tema a água, onde o hóspede terá a

oportunidade de ver uma nascente de água a brotar da pedra de forma natural. Uma parte do revestimento do piso será em vidro, proporcionando a visualização da corrente de água dentro de casa. Será uma experiencia única e partilhada em família ou entre amigos.

A Casa da Nascente tem capacidade máxima para hospedar 8 pessoas, distribuídas por 3 quartos com cama de casal ou twin e um sofá-cama na sala com capacidade para duas pessoas.

A arquitetura desta casa destaca-se das restantes por apresentar traços modernos, com quartos embutidos no interior da terra, tendo iluminação natural.

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 11 Todas as unidades de alojamento incluem o sistema de ar condicionado, cozinha equipada e TV por satélite, Wi-Fi gratuito e parque de estacionamento privativo. A decoração de cada apartamento é inspirada na sua própria identificação.

3.2 Edifício Principal

Para além das casas que compõem o alojamento, o aldeamento terá ainda a seguinte configuração:

 Edifício Principal:

Constitui-se como o edifício de maiores dimensões do aldeamento e apresenta três funcionalidades distintas: zona de lazer para os clientes, zona de serviço e zona técnica. Este edifício engloba 3 pisos, dos quais 2 estão acima da cota de soleira. O piso 0 dispõe de uma zona de armazém, zonas técnicas, uma área de descanso destinada aos funcionários, vestiários, chuveiros e instalações sanitárias para os funcionários e uma zona comum que inclui a receção (front-office e back-office) aos clientes.

No piso 1, o cliente encontra os seguintes compartimentos:

 Restaurante TALEFE: Tem capacidade para 100 lugares. Este espaço é composto por duas salas, criando polivalência na utilização, nomeadamente, na comercialização de eventos diversos. A cozinha encontra-se neste piso junto ao restaurante e bar.

O restaurante terá uma ementa de pratos típicos de Vieira do Minho e do Norte de Portugal, como a Vitela Barrosã, o Cabrito, Couves com Feijões, entre outros. As iguarias terão por base a utilização de produtos endógenos contratados diretamente a produtores locais ou oriundos das atividades lúdicas de apanha de cogumelos e outros elementos pelos hóspedes.

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 12  Bar: O restaurante inclui um balcão com serviço de bar, onde o cliente terá a oportunidade de provar snacks com as iguarias da região ou beber um cocktail ou chocolate quente, consoante a época do ano, usufruindo de um espaço confortável, quer nas instalações comuns, no interior, como na zona exterior junto à piscina.

Neste âmbito, os serviços de restauração estendem-se pelo terreno do empreendimento, ou mesmo para fora deste, permitindo aos hóspedes usufruírem de uma refeição com iguarias endógenas em miradouros e na floresta, com paisagens soberbas sobre as Serras da Peneda-Gerês.

 Acesso à Piscina de água aquecida: será coberta no inverno de forma a potenciar a sua utilização durante todo o ano. Tem o apoio de instalações sanitárias com balneários para homens e mulheres;

 O segundo piso está infraestruturado com equipamentos de Spa. Este espaço inclui um serviço de relaxamento composto por duas salas de massagem,

jacuzzi, sauna, banho turco, zona de chuveiros, zona de relaxamento e

instalações sanitárias.

Neste âmbito, o aldeamento visa oferecer um menu de massagens que abranja um mercado mais amplo de interessados nos serviços de bem-estar. Será um menu com a seguinte oferta:

- Massagem Geotermal: proporciona uma importante ação desintoxicante, relaxante e drenante, devido a uma estimulação profunda do metabolismo com pedras quentes de basalto ricas em ferro e magnésio, juntamente com óleos essenciais terapêuticos;

- Ayurveda: Estimulação de pontos e órgão vitais, visando o equilíbrio físico, mental, psíquico, energético e espiritual;

- Reflexologia: permite tratar diversos problemas de saúde tais como: dor,

stress, disfunções viscerais, obstetrícia, entre outros;

- Shiatsu: Permite tratar a pessoa de forma holística procurando o equilíbrio do corpo-mente-espirito;

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 13 Indicado para o restabelecimento do equilíbrio da nossa energia bem como na aura de diversas patologias tais como: stress, tensões musculares, dores, depressão, desequilíbrio emocional.

- Tailandesa: As várias técnicas utilizadas permitem facilitar e estimular correntes de energia intrínsecas, libertando bloqueios que impedem o equilíbrio essencial à manutenção de um corpo saudável e livre de dores;

- Tui Na: Permite restaurar e tratar tecidos lesados, lubrificar articulações, acalmar e aliviar a dor bem como ansiedade e tensão, estimula a atividade física, drena canais, regula a nossa energia permitindo bem-estar.

O cliente desfruta de uma excelente vista sobre o vale do Rio Cávado e a Serra do Gerês em todos os pisos do edifício principal, seja na piscina, no restaurante ou no Spa.

No espaço exterior o hóspede encontra outros pontos de interesse, com destaque para os seguintes elementos:

 Espigueiro: também designado por canastro, caniço ou hôrreo, foi devidamente requalificado e transformado em espaço de lazer e leitura, tendo sido transportado da Casa dos Nogueiras no lugar de Cela, onde se encontrava completamente degradado. A sua recuperação, permite salvaguardar o nosso património;

 Miradouro, com 60 m², assente num maciço rochoso e com uma vista deslumbrante. Neste local os visitantes podem contemplar a paisagem enquanto desfrutam de uma refeição ou da leitura de um livro;

 Jardim de plantas aromáticas e medicinais, descrito nas atividades de animação turística.

As acessibilidades estão circunscritas às zonas edificadas, reduzindo ao máximo o impacto sobre a fauna e flora local. No sentido de minimizar a impermeabilização do solo, os acessos rodoviários e pedestres são constituídos por calçada portuguesa.

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3.3 Animação Turística

Para além da oferta de alojamentos e serviços complementares infraestruturados no aldeamento, o empreendimento terá uma vasta oferta de serviços de animação turística, subdividindo-se da seguinte forma:

a) Atividades realizadas dentro do empreendimento;

b) Atividades realizadas fora do empreendimento e organizadas pelo promotor e parceiros de negócio.

As atividades apresentam uma envolvência passiva ou ativa, num meio ambiente com forte presença do mundo rural e de biodiversidade natural, servindo de escape ao quotidiano de quem reside nas áreas urbanas. Passamos a descrever as atividades em cada umas das rúbricas descritas acima:

a) Atividades realizadas dentro do empreendimento:

i. Jardim de plantas aromáticas e medicinais: O projeto prevê a criação de uma zona agrícola para a plantação de ervas aromáticas e medicinais, devidamente integradas com as restantes áreas verdes do empreendimento. As plantas serão identificadas e utilizadas para fins gastronómicos. Pretende-se envolver os clientes na manutenção deste espaço, através de workshops e atividades diversas. Por exemplo, os clientes poderão colher porções das mesmas para fazerem infusões ou condimentar alimentos. Estão previstas a cultura das seguintes plantas: Tormentelo, Erva-de-São-João, Camomila-Romana, Mil-Folhas e Poejo. Pretende-se desta forma enriquecer a experiencia do turista dando-lhe a conhecer os melhores produtos endógenos na forma de serviços inovadores;

ii. Apanha de cogumelos autóctones, a sua confeção e degustação;

iii. Workshops de cozinha tradicional, utilização de produtos biológicos e típicos

da região;

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b) Atividades realizadas fora do empreendimento e organizadas pelo promotor:

i. Birdwatching: associada a uma vertente contemplativa dos recursos endógenos locais, a observação de aves constitui atualmente uma atividade turística com elevado crescimento na Europa. Esta atividade ocorre durante todo o ano, embora tenha maior incidência no verão e nas épocas migratórias de aves (primavera e outono). O aldeamento vai criar ações que promovam esta atividade, contemplando para o efeito o aluguer de equipamentos apropriados (binóculos) e a instalação de ninhos e comedouros nas imediações do aldeamento. A promoção de atividades associados a este tema estende-se a outras ações, sobretudo fotografia e pintura. Estas são algumas das espécies de aves com probabilidade de ocorrência no local de implantação do projeto: Águia-Real, Águia-Cobreira, Águia-Calçada, Tartaranhão Caçador, Falcão Peregrino, Mocho-Pequeno-D’Orelhas, Laverca, Melro Azul, Dom-Fafe, Chapim-Preto, entre muitos outros.

ii. Observação da fauna e flora da região: no seguimento do ponto anterior, o

aldeamento irá desencadear ações que se estendem à observação de plantas e outros animais. Este fator é relevante devido à localização do empreendimento. No caso dos animais podem ser observados: Lobo-Ibérico, Gato-Bravo, Lontra, Toupeira-d’água, Cabra do Gerês e o Lagarto-d’água. Em relação à vegetação, destaca-se a observação de manchas verdes de Pinhal Silvestre, Urzais Tojais húmidos, Vidoais ripícolas, Carvalhais, Tomilhais, Azevinhais, Prados com narcisos e Carvalhais seculares.

Estes são alguns dos percursos catalogados por técnicos especialistas na vertente da fauna e flora:

 Percurso da Víbora;  Percurso Águia-Cobreira;  Percurso Garranos;  Percurso Corvos;  Percurso Lobos;

 Percurso do Vale do Monte das Carvalhas;  Percurso do Vale do Outeiro;

 Percurso da Serra da Cabreira;  Percurso Recantos com História;  Percurso Caminhos da Água;  Percurso dos Recantos rurais;

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 16  Percurso Mistérios da Serra;

iii. Observação do Património Arquitetónico e Arqueológico: serão realizados

circuitos que promovam visitas à oferta de património existente na região. Estas visitas serão guiadas e incluem a interação entre os turistas e as gentes locais.

iv. Observação do património geológico: a Serra da Cabreira apresenta um

maciço granítico, com uma altitude de 1.262m, onde é possível observar afloramentos originais, lajes graníticas, caos de blocos de pedra, penhas, fontes e exsurgências de água. Estes afloramentos graníticos verificam-se dentro e fora do aldeamento, fator de relevo para a definição de percursos de património geológico e geomorfológico, geradores de interesse turístico. v. Percursos Mistos: a possibilidade de organizar percursos com base em pontos

de interesse associados aos percursos anteriores ou parte dos mesmos de modo a que o turista possa adquirir uma visão holística do património existente.

vi. Apanha de cogumelos comestíveis na área envolvente ao projeto.

Considerada tradição local, a apanha de cogumelos será uma atividade a desempenhar em conjunto com os hóspedes, no âmbito de workshops de cozinha (utilização desta iguaria na cozinha tradicional nortenha) e serão igualmente utilizados pelo aldeamento para refeições (pequeno-almoço, snacks, refeições principais).

vii. Equipamentos para a deteção de morcegos: o empreendimento tem como

objetivo proporcionar aos hóspedes atividades noturnas com um equipamento específico para a identificação da espécie. Irão ser criados abrigos para os quirópteros, espalhados nas imediações do Aldeamento Turístico, a fim de, poder concentra-los nas imediações. Desta forma, o turista terá a oportunidade de percecionar da melhor forma a rotina desta espécie.

viii. Serviços associados ao turismo de aventura e montanha: para além da

realização de trilhos pedestres, associados ou não aos percursos anteriormente mencionados, estão previstas as seguintes atividades, a maior parte das quais a concretizar com parceiros de negócio locais (empresas de animação turística):

1) Prática de BTT, através da disponibilização de bicicletas de

todo-o-terreno que permitam a prática de exercício físico moderado/intenso com contemplação do meio ambiente local;

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2) Passeios Todo-o-Terreno, com a organização de passeios em

veículos TT, com paragens em locais estratégicos para visitas guiadas, refeições, etc.;

3) Passeios a Cavalo, através de uma parceria de negócio local. Este

serviço permite aos hóspedes o passeio a cavalo, com várias raças disponíveis, inclusive o Garrano e a raça autóctone da Cabreira e Gerês, em vias de extinção. Estes passeios englobam o “batismo a cavalo”, passeios pela serra e os passeios a charrete;

4) Paintball, atividade a realizar em grupo, com a disponibilização de

equipamento;

5) Kart Cross, possibilita um passeio por caminhos onde outros veículos

não conseguem chegar, nas Serras da Cabreira e Gerês. Estes equipamentos transportam duas pessoas e tem o acompanhamento de um técnico especializado na atividade;

6) Passeios em balões de ar quente, a realizar em parceria com o Clube

de Balonismo da Caniçada. O Balonismo é uma modalidade aeronáutica ecológica, recreativa e relaxante, em que se desfruta da sensação de flutuar ao vento, sem destino definido, com a amplitude total da paisagem;

7) Canyoning, são caminhadas aquáticas, neste caso, consiste na

descida a pé e a nado, ao longo do curso de um rio com elevado desnível, geralmente no troço montante e em áreas montanhosas, onde ocorrem cascatas e canyons, utilizando diversas técnicas de progressão, tal como o rapel e saltos. Esta atividade realiza-se entre os meses de Março a Outubro e possibilita observar a vasta fauna e flora existente nas margens dos rios e nos seus leitos;

8) Canoagem, desporto náutico praticado em canoa ou em caiaque, na

descida de rios e albufeiras;

9) SUP, desporto náutico que implica o uso de uma prancha para

deslizar sobre a água calmas de um rio, albufeira ou mar. Trata-se de uma prática desportiva com forte crescimento;

10) Rafting, os leitos dos rios na região promovem a realização desta

atividade, que consiste em descer um rio com uma embarcação insuflável e vencer os diversos obstáculos que aparecem, uma vez mais num ambiente selvagem e natural;

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11) Rappel, atividade de manobra de cordas, que consiste em descer,

através de uma corda, um obstáculo vertical;

12) Passeios de Gaivota nas albufeiras;

13) Katakanu, são canoas do tipo catamaran, muito estáveis, com

capacidade para 6 pessoas. Se necessário, tem espaço para levar um lanche;

14) Barco a motor, é uma das atividades mais exploradas na Barragem

da Caniçada. Ideal para conhecer vários locais interessantes junto às margens da albufeira;

15) Wakeboard, desporto aquático praticado com uma prancha tipo

snowboard, puxado por uma lancha;

16) Esqui aquático, implica a presença mínima de duas pessoas, pois

enquanto uma conduz o barco a outra é puxada por uma corda;

17) Wakeskate, é uma adaptação do Wakeboard, e permite ao

desportista realizar manobras na água através de uma prancha semelhante à de um skate;

18) Arvorismo, a realizar no Gerês, consiste na travessia de um

percurso suspenso entre plataformas montadas nas árvores. É uma atividade radical, cujo percurso é preparado de maneira estratégica, utilizando cabos de aço e cordas, com o objetivo maior de aumentar o desafio e a adrenalina dos aventureiros;

19) Atividades na neve, com o aproveitamento da queda de neve na

Serra da Cabreira e no Parque Nacional Peneda Gerês. Este produto será uma novidade e pretende aproveitar locais com e sem inclinação onde se possa concretizar atividades lúdicas, tais como jogos em equipas na neve, construções na neve, entre outras atividades.

As atividades descritas nos pontos anteriores, foram devidamente estudadas por uma equipa especializada em biologia, geologia, história e as atividades desportivas foram definidas em reunião com as empresas de animação turística situadas na região. Estas atividades geram

(19)

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Com base nessa diversidade, o aldeamento terá capacidade de comercializar o serviço de alojamento, em conjunto com os serviços complementares, dentro e fora do empreendimento turístico. Estes são alguns dos exemplos:

a. Pacote Aventura inclui:

i. Alojamento ii. Paintball iii. Rafting

iv. Orientação pedestre v. Exploração de grutas

vi. Rapel em ponte ou barragem

b. Pacote romântico inclui:

i. Alojamento

ii. Massagem a dois no alojamento.

iii. Jantar confecionado por um chefe, no alojamento. iv. Picnic na Serra em locais pouco ou nada movimentados

v. Passeio de charrete ou a cavalo

c. Pacote Família inclui:

i. Alojamento

ii. 1 Passeio pedestre com guia iii. Passeio em barco a motor iv. Canoagem

v. Arvorismo vi. Passeio a cavalo

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3.4 Aplicação móvel APP - WENATURE

Os promotores estão a preparar uma aplicação móvel digital, multilingue, que permita ao turista obter informações sobre diversos conteúdos que caracterizam o conceito e a imagem do aldeamento turístico, bem como da região.

A nível de conteúdos, a aplicação WENATURE irá dispor da seguinte informação:

 Apresentação do aldeamento turístico de forma genérica (conceito) e serviços disponíveis;

 Apresentação da região e dos parceiros de negócio, incluindo as atividades complementares ao aldeamento, com destaque para as atividades náuticas de lazer e desportos radicais em terra;

 Percursos pedestres, de BTT e de Jeep TT. A app faz uma apresentação de cada percurso, menciona o nível de dificuldade e de perigosidade, a extensão, o tipo de trilho, o tempo de viagem, pontos de interesse referentes à fauna, flora e outros conteúdos que irão encontrar em diferentes fases do trajeto. Dispõe, ainda, de um mapa que irá acompanhar a viagem do turista via GPS.

Pretende-se desta forma dinamizar a região e o aldeamento através de uma ferramenta digital atual, importante na divulgação e obtenção de conhecimento.

3.5 Sustentabilidade Ambiental

Os promotores do Aldeamento Turístico “Nature View Retreat” têm como objetivo central converter o empreendimento em Turismo de Natureza, através da certificação do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). Existe até ao momento em Portugal 16 empreendimentos com este reconhecimento (lista anexa), sendo que o Aldeamento Turístico será o 17º a ser reconhecido. O projeto engloba todas as condições para obter esta categoria, por se afirmar como um produto que propicia a criação de serviços turísticos inovadores e sustentáveis na vertente da conservação e preservação da natureza, desenvolvimento local promovido através da criação de emprego e de parcerias de negócio (principalmente ao nível da animação turística),

(21)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 21 qualificação da oferta turística, diversificação de serviços, divulgação e valorização do património cultural e paisagístico. (Logo da Certificação a expor, emitida pelo ICNF.)

Assim que abrir ao público, o aldeamento turístico irá requerer a certificação de Turismo de Natureza, sendo, o primeiro aldeamento turístico a obter esta classificação pelo ICNF.

Dos 16 empreendimentos com a classificação de Turismo de Natureza, metade são empreendimentos turísticos em espaço rural – Casas de Campo, 5 unidades são parques de campismo e caravanismo, 2 são turismo de habitação e um é hotel rural.

Neste universo de empreendimentos, destacamos somente os que se encontram nos municípios em redor ou próximos do Parque Nacional Peneda Gerês e do concelho Vieira do Minho.

Nome do

Empreendimento Tipologia Concelho Freguesia

Casa Entre Palheiros

Empreendimento de Turismo no Espaço Rural - Casa de

Campo

Montalegre Sezelhe

Parque de Campismo da Cerdeira

Parque de Campismo e

Caravanismo Terras de Bouro Campo do Gerês ArcosHouse - Casa do

Forno

Empreendimento de Turismo no Espaço Rural - Casa de

Campo

Arcos de Valdevez Grade/Carralcova

ArcosHouse - Casa da Nascente/Troncos

Empreendimento de Turismo no Espaço Rural - Casa de

Campo

Arcos de Valdevez Grade/Carralcova

ArcosHouse - Casinha de Oucias

Empreendimento de Turismo no Espaço Rural - Casa de

Campo

Arcos de Valdevez Grade/Carralcova

Quadro n.º 2, Fonte: ICNF

Desta forma, passamos a descrever os principais fatores de sustentabilidade ambiental do aldeamento turístico:

 Gestão da Água

Devido à localização do empreendimento em plena montanha, com 20.000m², e à elevada precipitação anual na região, o projeto apresenta a particularidade de infraestruturar o empreendimento com o sistema de captação de águas potáveis à cota mais elevada, com o armazenamento e distribuição gravítica a cada edifício.

(22)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 22 O promotor revela uma clara preocupação em minimizar o impacto ambiental que a implementação do projeto turístico possa gerar no local. Através do duplo sistema de gestão de águas, o aldeamento racionaliza os recursos naturais existentes de forma eficiente e controlada.

A mesma preocupação estende-se ao tratamento das águas residuais. O projeto engloba a introdução de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR), destinada ao tratamento de efluentes oriundos de todos os edifícios do aldeamento, funcionando como um sistema primário de tratamento. Esta infraestrutura inclui a pré-instalação de equipamentos que visam o tratamento de lamas (eco friendly) para posterior utilização nas culturas agrícolas locais, nomeadamente para recuperar e adubar os solos.

Todos os sistemas de gestão de águas estão devidamente articulados com a finalidade de adequar a utilização da água de forma eficiente e ecológica, 100% reciclável.

 Gestão Energética

Também a este nível o empreendimento pretende posicionar-se a um nível de autossustentabilidade, através da implementação de painéis solares de aquecimento de águas e painéis fotovoltaicos, havendo a possibilidade de articular ambos os sistemas produtivos de energia renovável. Vão ser instalados equipamentos de suporte que visam acumular energia captada durante o dia. Estes acumuladores garantem o abastecimento energético para o período noturno e estão ligados a um sistema de automatização que permita a monitorização à distância.

No caso do sistema fotovoltaico, irá permitir uma autossuficiência/poupança em 15% de energia, no consumo nominal no edifício principal e serão instalados no telhado deste edifício, minimizando o impacto paisagístico.

Em relação aos painéis solares, serão igualmente instalados nos telhados dos edifícios, estimando-se um rendimento de 80%.

(23)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 23  Arranjos Exteriores

Localizado em plena Serra da Cabreira, o projeto paisagístico do aldeamento turístico teve como principal preocupação o seu enquadramento na paisagem circundante, valorizando a natureza existente e o equilíbrio com a vasta amplitude visual.

A conceção da arquitetura paisagista do aldeamento teve, entre outros aspetos, considerações relevantes para o desenvolvimento de um empreendimento ligado ao turismo de natureza e à sustentabilidade ambiental do terreno. Neste encalço, o projeto prevê a preservação das espécies vegetais existentes e a introdução de diferentes espécies autóctones, fator que gera a criação de vários habitats para a fauna local, em quatro tipologias de vegetação:

 Estrato arbóreo: para a proteção da vertente norte e contextualização do espaço. Exemplos: Castanheiros, Freixos, Carvalho Alvarinho, Carvalho Negral e Pinheiro Silvestre;

 Estrato arbustivo: criação de cortinas visuais em locais estratégicos, nomeadamente próximo das casas. Exemplos: Medronheiro, Urze branca e vermelha, Pereira Brava, Loureiro, Salgueiro e Sabugueiro;

 Estrato subarbustivo: criação de um estrato intermédio de ligação entre o estrato arbustivo e o estrato herbáceo. Exemplos: Giesta Branca, Torga, Urze do Gerês, Poejo e Oregão;

 Estrato herbáceo: será potenciado em zonas de clareira. Exemplos: prado florido e relvado.

(24)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 24 Pretende-se criar uma componente pedagógica dentro do aldeamento. Nesse sentido, as plantas vão ser identificadas com uma placa, contendo informações da espécie, localização predominante e aplicação medicinal caso se aplique.

A requalificação da linha de água existente e a preservação dos elementos geológicos existentes foram outras das componentes naturais a conservar.

A estes somam-se fatores associados à gestão da mobilidade no terreno, sobretudo na criação de percursos pedonais e acessos para as viaturas automóveis, através de arruamentos em calçada portuguesa, elemento positivo para a adequada permeabilização dos solos. Foram criados estacionamentos junto às casas e ao edifício principal. Não foram realizadas alterações significativas à morfologia do terreno.

A iluminação exterior será composta por candeeiros com lâmpadas LED, com a projeção da iluminação limitada a um campo de raio menor, de forma a evitar constrangimentos ao meio ambiente local nas horas noturnas.

3.6 Carbono Vivo

Em consonância com os princípios de desenvolvimento sustentável defendidos pelo projeto encontra-se previsto que o mesmo disponibilize ao seus hóspedes a possibilidade de mediante um pagamento voluntário compensarem as emissões de dióxido de carbono emitidas durante a sua estadia. O referido pagamento será utilizado para a plantação de árvores que procedam ao sequestro de dióxido de carbono teoricamente emitido.

(25)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 25 Nesse sentido o projeto pretende estabelecer uma parceria com uma empresa de consultoria ambiental que se prontifica a disponibilizar o serviço CARBONO VIVO (marca registada, propriedade da FLORADATA – Biodiversidade, Ambiente e Recursos Naturais, Lda) para utilização no empreendimento. Desse modo, todos os turistas serão convidados durante o

check-out a proceder ao pagamento voluntário das suas emissões de dióxido de carbono,

demonstrando a sua inerente preocupação pelas questões associadas às alterações climáticas.

Estamos perante uma cultura de sustentabilidade ambiental, onde o equilíbrio entre a presença humana e o respeito pelo meio ambiente são fundamentais para o sucesso do projeto. A capacidade elevada de autossustentabilidade do empreendimento e a certificação como turismo de natureza, vem de encontro às crescentes preocupações com a preservação da biodiversidade da natureza. Existe um cuidado em deixar uma herança sustentável para as gerações futuras, através de projeto gerador de valor, pelas razões apresentadas neste capítulo, bem como pela vertente pedagógica sobre todas as gerações que terão o prazer de visitar o empreendimento.

Como se pode verificar, foi tudo pensado ao pormenor no sentido de maximizar a rentabilidade e sustentabilidade do empreendimento turístico.

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4. MERCADO HOTELEIRO NA REGIÃO DO GERÊS

O presente capítulo caracteriza a oferta e procura turística dos concelhos que rodeiam o Parque Nacional Peneda Gerês, e em particular o concelho de Vieira do Minho, tendo como ponto de partida a identificação de potenciais empreendimentos turísticos concorrentes a este projeto. Assim, nas próximas páginas passamos a referenciar um conjunto alargado de empreendimentos turísticos existentes na região, como forma de reconhecer a abrangência do mercado, bem como a respetiva concorrência ao futuro aldeamento turístico.

4.1 Concorrência

No contexto da oferta turística existente, balizada no tipo de empreendimento turístico que se pretende implementar, com a categoria de aldeamento turístico de 4 estrelas, constata-se que a região não dispõe de nenhum empreendimento turístico com esta classificação.

Na região norte apenas 3 empreendimentos desta categoria se encontram registados no Turismo de Portugal, sendo que 2 estão localizados no concelho de Caminha (Aldeamento Turístico do Camarido, 3* e Prazer da Natureza Resort & Spa Aldeamento Turístico, 4*) e o terceiro localiza-se no concelho de Vila Pouca de Aguiar (Pedras Salgadas Spa & Nature Park, 4*).

Neste contexto, dadas as características rurais do local onde o aldeamento turístico “Nature View Retreat” está localizado, aliado ao tipo de turismo que se pretende praticar, procedemos à análise de outras tipologias que poderão ter, de uma forma genérica, alguma semelhança em termos dos serviços prestados e infraestruturas oferecidas, nomeadamente o Turismo em Espaço Rural.

A caracterização do universo do Turismo em Espaço Rural abrange 4 categorias distintas de empreendimentos e que são eles: Casas de Campo, Turismo de Habitação, Agroturismo e Hotéis Rurais.

Da análise sobre a oferta turística existente deste tipo de empreendimentos turísticos, tendo por base os dados oficialmente publicados pelo Turismo de Portugal e respetivas autarquias dos concelhos abrangidos por este estudo, resulta a seguinte conclusão:

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 27 Concelhos Casas de Campo Turismo de Habitação Agroturismo Hotéis

Rurais Total Camas

Amares 10 0 7 0 186 Arcos de Valdevez 39 5 11 1 442 Cabeceiras de Basto 18 2 2 0 274 Montalegre 23 1 0 2 295 Ponte da Barca 25 1 5 1 238 Póvoa do Lanhoso 12 1 4 2 233 Terras do Bouro 17 1 2 0 206 Vieira do Minho 55 1 0 1 628 Total Geral 2.502

Quadro n.º 3: Oferta Turística, fontes: Câmaras Municipais e Turismo de Portugal, IP.

No universo dos empreendimentos analisados percebe-se que a grande maioria da oferta se caracteriza por unidades autónomas (casas ou apartamentos) registadas de forma isolada, e as infraestruturas e serviços essencialmente destacam-se por alojamento, sala de estar, cozinha ou kitchenette. Em grande número também dispõem igualmente de jardim, terraço, piscina e churrasqueira.

No caso dos equipamentos desportivos e de lazer complementares, tais como spa, massagens, ténis, parque infantil ou outros, já só nos casos dos hotéis rurais é que se verifica ser mais comum essa oferta.

Verifica-se que, na generalidade, em termos de animação turística, desportiva e/ou cultural, de acordo com a sua localização, os empreendimentos promovem a oferta existente deste tipo de equipamentos nas proximidades, destacando-se atividades como Passeios Pedestres, Rapel, Escalada, Passeios a Cavalo, BTT e Atividades Náuticas em Barragem/Albufeira.

Não encontrámos nenhum empreendimento com as características exatas do aldeamento turístico que a Euroalbum, S.A. se propõe gerir, no entanto existem alguns casos que, pelo tipo de enquadramento que têm, pelos serviços oferecidos e proximidade do aldeamento turístico “Nature View Retreat”, consideramos relevante salientar, uma vez que poderão tratar-se de um tipo de concorrência direta ao produto que se pretende vender.

(28)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 28 Em termos de cálculo de distâncias comparativamente com o local onde se encontra o empreendimento “Nature View Retreat”, tomámos por base a localidade de Cubo, e recorremo-nos da ferramenta informática “Google Maps” para recolha da informação necessária sobre acessos entre os vários casos analisados.

De seguida identificamos os casos que nos mereceram atenção no aspeto atrás mencionado:

Quinta dos Carqueijais

http://www.quintadoscarqueijais.pt/

Encontra-se junto à albufeira da Barragem da Caniçada e está rodeada de montanhas verdes. Localizada a 12,6 km do aldeamento, apresenta um serviço de elevada qualidade, apesar de estar registado como Alojamento Local.

No site designam-se como "um luxo de simplicidade". O empreendimento distribui-se de forma airosa pelo relevo do terreno, com uma arquitetura adequada às características da região e com especial relevo para os materiais como a pedra e a madeira.

Oferece 26 camas fixas: 6 suites, que compartilham o espaço de uma casa, com sala comum, cozinha equipada, churrasqueira e piscina interior aquecida; 4 T1 e 1 T3, todos com cozinha, sala, churrasqueira e acesso à piscina.

Destaca-se do site o link “blogue” onde regularmente são publicadas notícias da região, para além de informações sobre os vários eventos que por ali acontecem.

No que se refere a atividades complementares e de animação turística, no link “descobrir” são várias as opções promovidas e com ligação direta para as entidades parceiras, em áreas tão distintas como:

 Aventura (Trilhos e passeios pedestres, desportos náuticos, BTT, moto4 e kart cross, passeios a cavalo, passeios de jipe, atividades com cordas, etc.);

 Cultura (referência de locais histórico-culturais para visitar);  Gastronomia (restaurantes existentes nas proximidades);

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 29  Lazer (atividades variadas entre animação desportiva e histórico-cultural);

 Natureza (identificação de vários trilhos de passeios pedestres, com indicação de distâncias, graus de dificuldade, e principais pontos de interesse).

Para além do mercado de famílias, o empreendimento está focado no mercado sénior, pois na sua tabela de preços apresenta a redução de 15% para hóspedes com mais de 55 anos.

Os preços variam consoante a casa, tipologia e época do ano (alta e baixa). Para os T1’s os preços variam entre os 95,00€ e os 125,00€/dia; uma casa completa com suite e dois quartos, os valores variam entre os 190,00€ e os 260,00€/dia; e para o conjunto das seis suites varia entre os 590,00€ e os 700,00€/dia. A tabela de preços é bastante longa devido às várias configurações possíveis de comercializar os alojamentos. Apresentam estadias mínimas de 2 a 4 noites, consoante a época do ano.

Têm descontos de 20% para quem reservar 2 noites de estadia entre 2ª e 4ª feira – Escapadinha à Semana.

Quinta do Agrinho

http://www.villasdoagrinho.com/pt

A curta distancia do anterior empreendimento, a Quinta do Agrinho é um agroturismo e dispõe de uma capacidade aprovada para 48 camas (24 quartos). Contudo, no respetivo site as unidades de alojamento em exploração correspondem a 8 apartamentos (4 T1, 3 T2 e 1 T3), perfazendo um total de 26 camas (13 quartos).

Atualmente, o empreendimento pretende reformular o seu produto com a implementação de um restaurante. As casas têm denominações individualizadas e distribuem-se ao longo do terreno, com uma arquitetura perfeitamente enquadrada com o meio ambiente e de onde se destaca a valorização de materiais como a madeira e a pedra.

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Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 30 O empreendimento agrega ainda um court de ténis, piscina, jacuzzi, múltiplos jardins e um cais com vista privilegiada para a Albufeira da Caniçada – Gerês.

Apresentam estadias mínimas de 2 a 4 noites, consoante a época do ano, e os preços variam de acordo com a dimensão da casa, tipologia e época do ano (alta, média e baixa). Ao longo do ano e para os T1’s os preços diários variam entre os 90,00€ e os 140,00€; para os T2’s variam entre os 140,00€ e os 200,00€; e para o T3 varia entre os 175,00€ e os 230,00€. Os apartamentos podem ser alugados à semana.

Aldeia Turística do Louredo

http://www.aldeiaturisticadelouredo.com.pt/apresentacao.html http://www.aldeiasportugal.pt/sobre/28/#.WEhE89WLTIV

Este empreendimento encontra-se em Louredo, a cerca de 1,1 km do Aldeamento Turístico “Nature View Retreat”. Constituída como casas de campo, apresenta características funcionais diferentes e com uma configuração mais simples. Merece destaque por ser o único empreendimento promovido e certificado pela Associação do Turismo de Aldeia (ATA) – Aldeias de Portugal.

A Aldeia Turística do Louredo dispõe de 26 camas distribuídas por 1 T1, 4 T2 e 1 T3, sendo que todas as unidades de alojamento estão equipadas com instalação sanitária, sala de estar e jantar, kitchenette e churrasqueira.

O empreendimento dispõe de uma piscina exterior, uma casa de apoio com balneários, bar, zona de estar e como atividade complementar é dado enfase ao centro de artesanato e à exposição local, com possibilidade de atividades ligadas à tecelagem, embora atualmente se encontre encerrado, assim como o restaurante que já funcionou no local.

Os três estabelecimentos concorrentes dispõem de site na internet e utilizam como principal meio de divulgação os diversos canais digitais. Existem elementos diferenciadores entre os empreendimentos com maior evidência à oferta de serviços complementares, localização e qualidade na prestação dos serviços.

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4.2 Indicadores estatísticos da oferta hoteleira

A análise à oferta turística na região Norte do país teve como intuito centrar o estudo nos estabelecimentos associados ao Turismo no espaço rural e Turismo de habitação, aldeamentos e apartamentos turísticos, nos concelhos potencialmente concorrentes com o presente projeto. A análise sobre a oferta turística da região Norte teve como base a recolha de dados, referentes a Portugal e em específico os concelhos distribuídos pelas sub-regiões de Alto Minho (Arcos de Valdevez, Ponte da Barca), Cávado (Amares, Terras de Bouro), Ave (Cabeceiras de Basto, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho) e Alto Tâmega (Montalegre), que se encontram na zona envolvente ao Parque Nacional Peneda Gerês e ao empreendimento em estudo.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) são referentes ao ano de 2015 e à tipologia de estabelecimentos mencionados no parágrafo anterior. A oferta deste tipo de unidades totalizou em 1.298 estabelecimentos e 21.780 camas, distribuídas por todo o país, com destaque para a região do Norte (37.8%), Centro (23,1%) e Alentejo (21,2%), as quais concentram mais de 82% da oferta.

Comparativamente com o ano anterior (2014), na região Norte verificou-se um acréscimo de 48,3% no número de estabelecimentos desta tipologia, atingindo 491 unidades, e consequentemente um incremento de 58,7% no número de camas, totalizando 7.956 camas. Este incremento na capacidade da oferta na região, e também no país, está sobretudo relacionada com as alterações na legislação, e naturalmente com a nova segmentação das tipologias definidas para os estabelecimentos, neste caso por parte do INE, deixando de classificar os estabelecimentos como Pensões e como Outros e passou a classificar estes estabelecimentos como Alojamentos Locais e Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação, mantendo a Hotelaria com a mesma designação. Estas alterações ocorreram em 2013 e continuaram a ter efeitos nos anos subsequentes.

Facilmente se depreende que não existe uma forte concorrência, devido à quase inexistência de empreendimentos turísticos com a tipologia de aldeamento turístico e com características semelhantes a este tipo de empreendimentos.

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4.3 Indicadores da procura turística

N.º de Hóspedes e Dormidas

Em 2015 as unidades de turismo rural e de habitação receberam aproximadamente 530 mil hóspedes (+53,3% face a 2014) em todo o país, traduzindo-se em 1,3 milhões de dormidas (+48,7%). A uma escala municipal, e apenas com informação referente a 2014, os concelhos que se destacaram com o maior número de dormidas foram Póvoa do Lanhoso (9.156 dormidas), Vieira do Minho (9.124 dormidas), Montalegre (4.149) e Terras de Bouro (3.417 dormidas). Considera-se que estes números estejam abaixo do número de dormidas que efetivamente se concretizam todos os anos, nestes e noutros municípios da região.

Gráfico n.º 1, Fonte: INE - 2014

Como se verifica no gráfico acima, o concelho de Vieira do Minho encontra-se acima do número médio de dormidas entre os concelhos da região com esta informação estatística.

Ao avaliar a proporção de dormidas entre Julho e Setembro, verifica-se um maior assentamento de turistas neste período do ano nos municípios de Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Arcos de Valdevez. Tal como se verifica no gráfico a seguir, estes concelhos apresentam maior dependência da época de veraneio, refletindo-se níveis elevados de sazonalidade anual nos meses de época baixa.

3 417 4 149 6 434 6456 9 124 9 156 Terras de Bouro Montalegre Arcos de Valdevez N.º Médio de Dormidas Vieira do Minho Póvoa de Lanhoso 0 1 000 2 000 3 000 4 000 5 000 6 000 7 000 8 000 9 000 10 000

N.º de Dormidas em 2014/Município

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Gráfico n.º 2, Fonte: INE - 2014

O concelho de Vieira do Minho encontra-se numa posição mais confortável, próxima da média anual de sazonalidade.

Hóspedes e Dormidas por país de residência

O Turismo em Espaço Rural, bem como o Turismo de Habitação, caracterizam-se por manterem uma forte presença do mercado emissor interno, em comparação com o mercado internacional. Apesar do forte crescimento na procura por estas tipologias turísticas, esta diferença mantem-se em todo o país, com 353,2 mil hóspedes nacionais e 216,5 mil hóspedes internacionais, em 2015.

Contudo, quando se analisa o número de dormidas, a diferença entre o mercado interno e o internacional reduz significativamente, visto que os turistas estrangeiros pernoitam, em média, mais noites que o turista nacional.

A região Norte de Portugal destaca-se, não só pela maior oferta de estabelecimentos de turismo em espaço rural, como mantem a liderança na procura por este tipo de unidades de alojamento. Em 2015, obteve um total de 383,8 mil dormidas, das quais 216,3 mil pertenceram ao mercado nacional e 167,5 mil dormidas pertenceram a outros mercados emissores. No geral, a região Norte teve um crescimento de 59,8% face a 2014.

25,3 39,4 39,7 43,9 45,8 46,6 61,9 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0

Montalegre PORTUGAL Vieira do Minho Média destes municípios Arcos de Valdevez Póvoa de Lanhoso Terras de Bouro

Proporção de dormidas entre Julho

(34)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 34 69% 4% 7% 5% 2% 9% 4%

Dormidas - Vieira do Minho

Portugal Alemanha Espanha França Reino Unido Resto da Europa Resto do Mundo 64% 11% 5% 16% 4%

Dormidas - Arcos de

Valdevez

Portugal França Espanha Resto da Europa Resto do Mundo

Ao analisar as dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico (inclui hotelaria, alojamento local e turismo em espaço rural e turismo de habitação) à escala municipal, e especificamente em três concelhos que envolvem o Parque Peneda Gerês (Arcos de Valdevez, Terras de Bouro e Vieira do Minho), no ano de 2014 verificaram-se os seguintes dados:

Gráficos n.º 3, 4 e 5: Dormidas por nacionalidade. Fonte: INE - 2014

Facilmente se depreende uma forte presença do mercado interno, sendo este, essencialmente, o único denominador comum entre os três concelhos. Deparamo-nos com diferentes realidades na segmentação de mercado por nacionalidade. Enquanto Arcos de Valdevez apresenta a França como o segundo mercado emissor, Vieira do Minho destaca a Espanha. Este último concelho oferece maior diversidade de mercados emissores.

93% 6%

1%

Dormidas - Terras de Bouro

Portugal Resto da Europa Resto do Mundo

(35)

Alameda Roentgen 2A – 1º E 1600-759 Lisboa | (+351) 217 155 305 | [email protected] | www.financertus.pt 35 Estada Média

A estada média nos estabelecimentos de Turismo no espaço rural e Turismo de habitação (N.º de Noites) nesta região do país apresenta algumas discrepâncias de valores entre os municípios, com destaque para a relação entre Arcos de Valdevez e Póvoa de Lanhoso.

Estada Média nos

estabelecimentos de

Turismo no espaço rural e

Turismo de habitação

(N.º de Noites)

PORTUGAL 2,3

Média destes municípios 2,2

Arcos de Valdevez 2,9

Montalegre 2,0

Póvoa de Lanhoso 1,9

Terras de Bouro 2,0

Vieira do Minho 2,3

Quadro n.º 4, Fonte: INE - 2014

Em relação à estada média de hóspedes estrangeiros, verifica-se que a nível nacional os mercados emissores internacionais prolongam a estadia por mais do que uma noite quando comparados com o mercado interno. No entanto, essa diferença é menos visível nos municípios em análise. Em 2013 verificou-se uma estadia média de 1,85 noites em Vieira do Minho.

Estada Média de

Hóspedes Estrangeiros

(N.º de Noites)

PORTUGAL 3,4

Média destes municípios 2,3

Arcos de Valdevez 3,0

Montalegre 1,5

Póvoa de Lanhoso 2,5

Terras de Bouro 2,0

Vieira do Minho 2,4

Quadro n.º 5, Fonte: INE - 2014

A estadia média de hóspedes estrangeiros tem vindo a aumentar consecutivamente nos últimos anos, no concelho de Vieira do Minho, verificando-se em 2013 um registo médio de 2,1 noites e em 2014 o registo de 2,4 pernoitas.

Referências

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