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Desenvolvimento Infantil

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(1)

Desenvolvimento Infantil

ERM

031

1

Cui

dado Integ

ral

em

Saúd

e II

(2)

“Crianças são seres em crescimento e desenvolvimento,

com necessidades específicas em cada fase, pertencendo

a diferentes classes sociais, apresentando desigualdades

não

apenas

biológicas

ditadas

pelas

etapas

de

amadurecimento

de

suas

funções

orgânicas,

mas

socialmente

determinadas,

havendo

uma

relação

diretamente proporcional entre suas vulnerabilidades, riscos

de adoecer, danos e suas condições de existência e

qualidade de

vida”.

(3)

Crescimento

Desenvolvimento

Conceito

 Aumento de massa corporal, com mudança de tamanho e peso.

Avaliação

 Antropometria (Peso, Altura, PC, IMC)

Conceito

 Processo pelo qual os indivíduos adquirem capacidade funcional, através de

fenômenos de maturação, diferenciação e integração de funções.

(4)

Desenvolvimento Infantil

 É um processo contínuo que envolve a aquisição de novas funções e habilidades

(intelectuais, sociais e motoras).

 Ordenado por estágios sequenciais.

 Único para cada criança.

 Ocorre na direção céfalo-caudal, próximo-distal e do geral para o específico.

 Conhecer o desenvolvimento normal e suas variações

 Crescimento e Desenvolvimento

Orientar a família, e se necessário,

encaminhar

para

diagnóstico

e

intervenção de modo precoce.

-Eixos centrais da atenção à criança

-Identifica grupos de maior risco para intervenções apropriadas

-Promove cuidado para diminuição da morbimortalidade infantil

(5)

Desenvolvimento

PESSOAL-SOCIAL

• Desenvolvimento de habilidades e atitudes pessoais frente ao meio sociocultural.

MOTOR

• Controle dos movimentos do corpo (movimentos grosseiros até movimentos finos).

ADAPTATIVO

• Desenvolvimento de atividades com maior complexidade; envolve coordenação entre

sensação, percepção, elaboração, planejamento e execução.

LINGUAGEM

(6)

Desenvolvimento Infantil

Jean Piaget

•Sensório-motor (0 a 2 anos);

•Pré-operatório (2 a 7/8 anos);

•Operatório-concreto (8 a 11 anos);

•Operatório-formal (12 anos em diante)

Postulou a Teoria sobre o desenvolvimento da criança

(7)

Desenvolvimento Infantil

Período sensório-motor (0 a 2 anos)

 Desenvolvimento do recém-nascido (0 a 27 dias) e do lactente (28 dias a 1a11m29d);

 Predomínio do desenvolvimento das percepções e dos movimentos;

 O desenvolvimento físico é acelerado;

 Os desenvolvimentos ósseo, muscular e neurológico permitem a emergência de novos

comportamentos, como sentar-se, engatinhar, andar, o que propiciará um domínio

(8)

Etapas do Desenvolvimento – Recém-nascido

 Dorme muito (18 a 20h/dia)  Levanta a cabeça  Reflexos primitivos  Sucção  Produz sons por prazer  Reconhece voz humana, preferência pela voz materna

 Visão: foco a 20-30 cm  Emite sons

(vocalizações)

 Falar com a criança com voz natural  Conversar com a criança olhando-a nos olhos  Estimular a mãe a interagir com a criança quando amamentar  Respeitar os horários de sono e de alimentação

(9)

Etapas do Desenvolvimento – 1 a 3 meses

 Dorme muito (18 a 20h/dia)  Levanta a cabeça  Afina e adapta reflexos primitivos  Sucção  Produz sons por prazer  Segue com os olhos  Leva objetos à boca  Cessa choro à chegada da mãe e ao escutá-la  Sorri (>2meses)  Se imobiliza ao ouvir voz familiar  Reconhece os pais  Balbucia

espontaneamente e por resposta

 Falar com a criança com voz natural  Conversar com a

criança olhando-a nos olhos

 Objetos que a criança manipula devem ser laváveis  Respeitar os

horários de sono e de alimentação

(10)

Etapas do Desenvolvimento – 3 a 6 meses

 Apoia-se nos antebraços, levanta a cabeça (bruços): ampliar o campo de visão  Permanece sentada com apoio  Pega objetos voluntariamente e estende as mãos para algo que lhe oferecem  Pega objetos

com a palma das mãos e quatro dedos  Sucção  Produz sons por prazer  Segue com os olhos  Leva objetos à boca  Reage ao chamado por seu nome

virando a cabeça  Sorri para pessoas

que sorriem para ela  Contatos físicos (apalpa, comunica-se)  Reconhece os pais  Emite balbucio e vocalizações prolongados (riqueza nas emissões vocais)

 Falar com a criança com voz natural  Conversar com a

criança olhando-a nos olhos

 Objetos que a criança manipula devem ser laváveis  Respeitar os

horários de sono e de alimentação

(11)

Etapas do Desenvolvimento – 6 a 9 meses

 Vira sobre o abdome  Permanece em pé com apoio  Pega objetos entre polegar e indicador  Permanece sentada sozinha, sem apoio  Começa a engatinhar

 Toca seu reflexo no espelho e sorri  Transfere objeto

de uma mão para outra  Diverte-se ao lançar objetos (ação e reação)  Atenção sobre si  Inicia a socialização  Participa de brincadeiras de relação social (palmas, esconder)  Gosta de morder  Reconhece rostos

familiares, tem medo de estranhos

 Balbucia

espontaneamente e por resposta

 Falar com a criança e incentivar a linguagem correta  Satisfazer curiosidade com objetos para despertar sentidos e atitudes  Estimular a deambulação com apoio (atentar para locais; perigo de acidentes)

(12)

Etapas do Desenvolvimento – 9 a 12 meses

 Fica em pé sozinha, com apoio  Caminha segurando em algum lugar com as duas mãos  Larga ou pega objetos quando solicitada  Segura objetos em movimento de pinça  Age com intenção (levanta roupas, abre armários para pegar algo)  Imita gestos, sons, ruídos  Imita e aprende a pronunciar duas ou três palavras  Compreende uma proibição (“não”)  Reconhece os pais  Interesse em explorar o

ambiente, ver tudo, tocar tudo e levar a boca

 Colabora mais  Cuidar da segurança e da proteção  Cuidados com a estrutura do ambiente e com objetos  Sono (manhã e tarde)  Manter produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance  Permitir algumas experiências, mas sem riscos

(13)

Etapas do Desenvolvimento –12 a 18 meses

 Caminha sozinha  Ajoelha sozinha  Sobe escadas usando as mãos  Capaz de empilhar objetos  Enche recipiente  Amassa  Ciúme  Rivalidade nas brincadeiras  Egocentrismo  Cuidar da segurança e da proteção  Cuidados com a estrutura do ambiente e com objetos  Sono (manhã e tarde)  Manter produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance  Permitir algumas experiências, mas sem riscos

(14)

Etapas do Desenvolvimento –18 a 24 meses

 Corre; porém, cai com frequência  Sobe escadas sem

auxílio  Larga ou pega objetos, quando solicitado  Apresenta movimento de pinça  A liberação, apreensão, e alcance de objetos estão bem desenvolvidos  Capaz de fazer

traços com maior controle  Aprendizado mediante manipulação ativa dos objetos  Estuda os efeitos das suas atividades e atitudes  Capaz de formar frases rudimentares  Interesse por outras crianças  Confiança básica -senso de autonomia  Birra – forma exacerbada de negativismo  Maior tolerância à separação dos pais

 Cuidar da segurança e da proteção (ambiente e objetos)  Sono (manhã e tarde)  Manter produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance  Permitir algumas experiências, mas sem riscos  Treino do controle esfincteriano e vesical

(15)

Desenvolvimento Infantil

Período pré-operatório (2 a 7/8 anos)

 Organismo estruturalmente capacitado para o exercício de atividades psicológicas mais

complexas (ex: uso da linguagem articulada).

 2 aos 4 anos: pensamento egocêntrico

 4 aos 7 anos: pensamento intuitivo (a criança usa a inteligência e o pensamento).

 Não aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é a fase dos "por quês").

 Já pode agir por simulação,

“como se” (ideia de fantasias, super-heróis).

(16)

Etapas do Desenvolvimento – 3 a 5 anos

 Corre com

habilidade, fica sobre um pé

 Sobe escadas com os pés alternados  Bicicleta, skate, salta

e pula, caminha para trás, na ponta dos pés

 Desenha pessoas (traços evoluem com a idade)

 Copia figuras geométricas

 Faz laço nos sapatos (5a)  Corta papel/figuras  Processos mentais (percepção, memória, raciocínio pré-lógico)  Pensamento mágico (superpoderes; amigo imaginário)  Reconhece diferenças como alto/baixo, atrás/diante  Iniciativa  Egocentrismo permanece  Certo/errado de acordo com regras  Desenvolvimento moral  Pergunta muito  Interesse nas atividades dos adultos  Cuidar da segurança e da proteção (ambiente e objetos)  Poucos brinquedos de cada vez  Brinquedos para construção da imaginação e da lógica  Jogos em grupo  Cuidar da boa pronúncia  Ajudá-la a organizar o pensamento

(17)

Desenvolvimento Infantil

Período operatório concreto (8 a 11 anos)

 Desenvolvimento das noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade.

 Capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade.

 Capacidade da criança de interiorizar as ações, ou seja, ela começa a realizar

operações mentalmente e não mais apenas através de ações físicas típicas da

inteligência sensório-motor.

(18)

Etapas do Desenvolvimento – 6 a 12 anos

 Escreve com mais destreza  Movimentos mais complexos e seguros  Imaginação em pleno florescimento  Necessidade de expressão  Escrita cursiva (>8a)  Operações lógicas  Progressão da autonomia  Repete no meio extrafamiliar as experiências vividas em casa  Prefere brincadeiras grupais (exercer habilidades)  Possibilitar situações que ajudem a expressão (música, teatro, dança)  Incentivar a autonomia, com prevenção de riscos

(19)

Desenvolvimento Infantil

Período operatório formal (12 anos em diante)

 Raciocina sobre hipóteses à medida em que é capaz de formar esquemas conceituais

abstratos.

 Possui padrão intelectual que persistirá durante a idade

adulta (não significa estagnação das funções cognitivas).

 O desenvolvimento posterior consistirá numa ampliação de

conhecimentos tanto em extensão como em profundidade,

mas não na aquisição de novos modos de funcionamento

mental.

- adquire capacidade de criticar os sistemas sociais e propor novos códigos

de conduta

- discute valores morais de seus pais e constrói os seus próprios (adquirindo,

portanto, autonomia);

(20)

 Foi desenvolvida por Willian K. Frankenburg em 1967, na Universidade de Colorado,

Denver (Estados Unidos) para ser aplicada em crianças de até 6 anos de idade.

 Tem como objetivos:

 Screening (triagem) de crianças assintomáticas com possíveis problemas de

desenvolvimento;

 Monitorização

de

crianças

que

tenham

risco

para

problemas

de

desenvolvimento (crianças prematuras, por exemplo).

 Vantagem:

 Praticidade

 Itens a serem avaliados (em forma de gráfico)

 Limites mínimo e máximo da idade de aparecimento da habilidade

 Extremidades esquerda e direita de cada uma das barras indicam as idade em que 25% e

90% das crianças normais executam os itens.

Escala de Denver

Avaliação do desenvolvimento Infantil

(21)
(22)

Referências

 Stefane JMJ. A enfermagem, o crescimento e desenvolvimento infantil. In: Schmitz EM. A

enfermagem em pediatria e puericultura. Atheneu: São Paulo, 2005. p. 1-24.

 Ribeiro MO, Sigaud CHS, Rezende MA, Veríssimo MDLO. Desenvolvimento infantil: a

criança nas diferentes etapas de sua vida. In: Fujimori E, Ohara CVS. (organizadoras).

Enfermagem e a saúde da criança na atenção básica. Manole: São Paulo, 2009. p. 61-90

 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção

Básica. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento / Ministério da Saúde.

Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.

– Brasília: Ministério

da Saúde, 2012. 272p. Cadernos de Atenção Básica, nº 33. Disponível em:

http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/caderno_33.pdf

 Hockenberry MJ. Wong Fundamentos de enfermagem pediátrica. 8ª ed, Rio de Janeiro,

Elsevier Editora Ltda, 2011.

 Falbo BCP, Andrade RD, Furtado MCC, Mello DF. Estímulo ao desenvolvimento infantil:

produção do conhecimento em enfermagem. Rev Bras Enferm 2012; 65(1): 148-154.

 Pilatti I, Haas T, Sachetti A, Fontana C, Oliveira SG, Schiavinato JCC. Oportunidades

para o desenvolvimento motor infantil em ambientes domésticos. Rev Bras Ciênc Saúde

2011; 27: 22-27.

 Rocha SMM, Scochi CGS, Lima RAG, Mello DF, organizadores. Memorial do grupo de

estudos em saúde da criança e do adolescente: 1991 a 2002. Ribeirão Preto (SP):

FIERP; 2002. 150 p.

Referências

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