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DIAL9CP_Caderno Do Professor

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Academic year: 2021

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Texto

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Diálogos

Fernanda Costa | Olga Magalhães | Vera Magalhães

Português 9.

o ano

Caderno

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(3)

DIAL9CP © Porto Editora

A planificação anual – considerações gerais ……… 4

■ Proposta de planificação anual ……… 7

■ Índice de recursos multimédia ……… 13

■ Planos de aula (exemplo) ……… 16

■ Testes de compreensão escrita 6 testes ……… 18

Soluções ……… 30

■ Testes de avaliação / Modelos de Prova Final 6 testes e cotações ……… 31

Soluções ……… 69

■ Grelhas de registo de avaliação e Modelo de plano de aula ……… 72

■ Propostas de resolução de atividades do manual ……… 73

de atividades do caderno Chegar a bom porto… Preparar a Prova Final ……… 76

Nota: Os materiais deste caderno estão disponíveis, para o Professor, no CD de Recursos e no e-Manual que

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fotocopiáv

el

DIAL9CP © Porto Editora

Literária, Gramática) e cinco no 3.º (os mesmos, mas com separação dos domínios da Leitura e da Escrita);

em cada domínio, são indicados os objetivos pretendidos e respetivos descritores de desempenho dos alunos.” (MC, pág. 4)

Relativamente às obras e textos a trabalhar obrigatoriamente no âmbito da Educação Literária, é indi-cada a lista abaixo. Nela, destacámos as nossas escolhas e as páginas do manual onde se encontram os textos e as respetivas propostas de atividades.

Lista de obras e textos para Educação Literária – 9.º ano Manual Passos de Os Lusíadas, de Luís de Camões, com incidência nos seguintes episódios

e estâncias

Canto I – est. 1-3, 19-41; Canto III – est. 118-135; Canto IV – est. 84-93; Canto V – est. 37-60; Canto VI – est. 70-94; Canto IX – est. 18-29 e 75-84; Canto X – est. 142-144, 145-146 e 154-156.

158-233 (Unidade 3) – todos os episódios e estâncias indicados

1 PEÇA TEATRAL DE GIL VICENTE • Farsa chamada Auto da Índia

• Auto da Barca do Inferno 82-157 (Unidade 2) –

texto integral 2 NARRATIVAS DE AUTORES PORTUGUESES

• Pero Vaz de Caminha, Carta a El-Rei D. Manuel sobre o Achamento do Brasil • Eça de Queirós, “A aia” ou “O suave milagre” ou “Civilização” in Contos • Camilo Castelo Branco, “Maria Moisés” in Novelas do Minho

• Vergílio Ferreira, “A galinha” ou “A palavra mágica” in Contos

33 – texto integral

40 – texto integral

2 CRÓNICAS

• Maria Judite de Carvalho, “História sem palavras”, “Os bárbaros”, “Castanhas assadas”, “As marchas” in Este Tempo

• António Lobo Antunes, “Elogio do subúrbio”, “A consequência dos semáforos” in Livro

de Crónicas; “Subsídios para a biografia de António Lobo Antunes”, “Um silêncio

refulgente” in Segundo Livro de Crónicas

22 – texto integral

28 – texto integral

>>

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DIAL9CP © Porto Editora

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1 CONTO DE AUTOR DE PAÍS DE LÍNGUA OFICIAL PORTUGUESA • Machado de Assis, “História comum” ou “O alienista”

• Clarice Lispector, “Felicidade clandestina” 50 – texto integral

1 TEXTO DE AUTOR ESTRANGEIRO • Oscar Wilde, “O Fantasma de Canterville”

• Gabriel García Márquez, “A sesta de 3.ª feira” ou “Um dia destes” in Contos Completos • John Steinbeck, A Pérola

56 – texto integral

1 TEXTO DE LITERATURA JUVENIL

• Peregrinação de Fernão Mendes Pinto (adapt. Aquilino Ribeiro) • José Gomes Ferreira, Aventuras de João sem Medo

• José Mauro de Vasconcelos, Meu Pé de Laranja Lima* 70-76 – excerto* + guião de leitura*

ESCOLHER 4 POEMAS

• Fernando Pessoa, “O menino da sua mãe”; “Se estou só, quero não estar”, “Ó sino da minha aldeia”; in Obra Poética; “O Mostrengo”, “Mar Português”, in Mensagem

244, 248, 202 e 193

ESCOLHER 12 POEMAS DE PELO MENOS 10 AUTORES DIFERENTES

• Camilo Pessanha, “Floriram por engano as rosas bravas”; “Quando voltei encontrei meus passos”; in Clepsidra

• Mário de Sá-Carneiro, “Quasi” in Dispersão; “Recreio” in Indícios de Oiro

• Irene Lisboa, “Monotonia”, “Escrever” in Um Dia e outro Dia… Outono Havias de Vir

Latente, Triste

• Almada Negreiros, “Luís, o poeta, salva a nado o poema” in Obras Completas – Poesia • José Gomes Ferreira, “V (Nunca encontrei um pássaro morto na floresta)” in Poeta

Militante I; “XXV (Aquela nuvem parece um cavalo…)” in Poeta Militante II; “III (O tempo

parou)”, “XIX (Errei as contas no quadro)” in Poeta Militante III

• Jorge de Sena, “Uma pequenina luz”, “Camões dirige-se aos seus contemporâneos”, “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya” in Poesia II

• Sophia de M. B. Andresen, “As pessoas sensíveis”, “Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal”, “Porque”, “Camões e a tença” in Obra Poética • Carlos de Oliveira, “Vilancete castelhano de Gil Vicente”, “Quando a harmonia chega” in

Terra da Harmonia

• Ruy Belo, “Os estivadores”; “E tudo era possível”; “Algumas proposições com pássaros e árvores…” in Obra Poética

• Herberto Helder, “Não sei como dizer-te que minha voz te procura” in A Colher na Boca

249 252 166 236 254 e 226 258 e 259 261 240 >>

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6

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el

* Em relação a este texto, o professor poderá optar por trabalhar apenas o excerto da obra Meu Pé de Laranja Lima, sem prejuízo de cumprir a determinação das Metas Curriculares de analisar “1 texto de literatura juvenil”, considerando o esclarecimento do Ministério da Educação e Ciência a seguir reproduzido relativamente ao entendimento da palavra “texto”:

“Pergunta

Qual o sentido do termo “textos”, usado nos Programas para se referirem algumas leituras? Resposta

Dado os Programas não elucidarem de forma definitiva qual o entendimento deste termo, considerou-se que com ele se designam “excertos das obras que tenham unidade, algum tipo de autonomia temática e uma extensão de, pelo menos, duas páginas”. É neste sentido que ele é utilizado no âmbito das Metas Curriculares.”

Perguntas frequentes: Metas Curriculares de Português – Ensino Básico,

in http://www.dgidc.min-edu.pt

(7)

DIAL9CP © Porto Editora fotocopiáv el 1.º período Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação (modalidades e instrumentos)

Unidade 0 Cais de embarque Unidade 1 Primeira etapa História sem palavras

(pág. 22) – Artigo de imprensa (pág. 25) – Elogio do subúrbio (pág. 28) – A aia (pág. 33) – A galinha (pág. 40) – Felicidade clandestina (pág. 50) – Recensão (pág. 54) – Um dia destes (pág. 56) – Um cartão misterioso (pág. 61) – A algaravia (pág. 64) –

Meu pé de laranja lima

(pág. 70)

(Guião de leitura – pág. 74)

Educação Literária Texto literário. Crónica. Conto. Romance. Texto dramático

(ato, cena, fala e indicação

cénica).

Tema. Ideias principais. Pontos de vista. Universos de referência. Narrativa: elementos constitutivos (estrutura, ação, personagens, narrador, contextos espacial e temporal). Ponto de vista das personagens. Processos de construção ficcional (organização das

sequências

narrativas)

.

Recursos expressivos

(metáfora,

comparação, hipérbole, antítese, ironia, alegoria, eufemismo)

.

Sentido figurado. Sinais de pontuação – valores discursivos. Valores culturais, éticos e políticos manifestados. Contexto social, histórico, cultural e geográfico. Recriação de obra literária. Escrita para fruição estética. Leitura Texto narrativo, texto expositivo, texto de opinião, recensão de livro, descrição, retrato. Texto argumentativo

(crítica,

cartoon

)

.

Leitura expressiva. Tema. Ideias principais. Pontos de vista. Deduções e inferências. Estruturação do texto. Coerência e coesão textual. Título. Paratexto. Sentido global. Expressão idiomática. Escrita Texto narrativo

(crónica)

.

Texto argumentativo: comentário crítico. Coerência e coesão. Conectores discursivos. Sinais de pontuação. Guião para uma dramatização. Planificação do texto. Revisão do texto. Citação.

Caderno

Chegar

a bom porto… Preparar a Prova Final Caderno de Atividades Consultar

Índice

de recursos multimédia

nas

páginas 13-15 deste Caderno.

Avaliação de diagnóstico (págs. 15-19 do manual)

Avaliação da compreensão oral (págs. 39, 47, 68, 76, 84 e 90 do manual e CD de Recursos)

Produção de textos e resolução de questionários de natureza diversa

(manual, caderno

bom porto

Preparar a Prova Final

Caderno de Atividades)

Autoavaliação (pág. 77 do manual)

Testes de compreensão escrita (1 e 2 – págs. 18 e 20 do Caderno do Professor e CD de Recursos)

Testes de avaliação (1 e 2 – págs. 31 e 37 do Caderno do Professor e CD de Recursos)

Obser vação: Nesta planificação, indicamos apenas os “conteúdos fundamentais que de vem ser ensinados aos alunos”

, de acordo com as Metas Cur

(8)

8 fotocopiáv el 1.º período Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos

Unidade 2 À barca, à barca! Textos expositivos

(págs. 85, 87)

Auto da Barca do Inferno •Introdução

(pág. 89)

O Arrais do Inferno e o Fidalgo

(pág. 92) – Cartoon (pág. 87) – Carta (pág. 100)

Oralidade Registo e tratamento de informação: ideias-chave; tomar notas. Tema e assunto. Intencionalidade comunicativa. Manifestação de ideias e pontos de vista. Apreciação crítica. Debate. Planificação do texto oral

(tópicos)

.

Argumentar. Variedades do português

(contexto

geográfico)

.

Utilização de ferramentas tecnológicas como suporte de intervenção oral. Gramática Formação de palavras. Palavras polissémicas. Relações semânticas: hiperonímia e holonímia. Classes de palavras

(revisão)

:

Adjetivo. Advérbio. Pronome. Determinante. Nome. Verbo

(flexão)

.

Preposição.

Pronome pessoal em adjacência verbal. Discurso direto e indireto. Funções sintáticas

(revisão)

:

Sujeito. Predicado. Complemento direto. Complemento indireto. Complemento oblíquo. Complemento agente da passiva. Predicativo do sujeito. Modificador. Vocativo.

Frase ativa e frase passiva. Arcaísmo. Processos fonológicos. Palavras divergentes e convergentes. Registos de língua. Variedade brasileira do português. Conectores.

Caderno

Chegar

a bom porto… Preparar a Prova Final Caderno de Atividades Consultar

Índice

de recursos multimédia

nas

páginas 13-15 deste Caderno.

(9)

DIAL9CP © Porto Editora fotocopiáv el 2.º período Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação (modalidades e instrumentos)

Unidade 2 À barca, à barca! (continuação) Auto da Barca do Inferno •O Onzeneiro

(pág. 103)

O Parvo

(pág. 108)

•

Cenas V a X – trabalho de grupo

(págs. 113-137) Os Quatro Cavaleiros

(pág. 138)

– Levando um velho avarento

(pág. 103)

– Uma viagem atribulada

(pág. 143)

– Graça e desgraça de Mestre Gil

(pág. 147)

– Cartoons

(págs. 140, 145, 146, 147)

Educação Literária Texto literário. Texto dramático

(estrutura)

.

Epopeia

(estrutura)

.

Valores culturais, éticos e políticos manifestados. Contexto social, histórico, cultural e geográfico. Tema. Ideias principais. Pontos de vista. Universos de referência. Recursos expressivos

(alegoria, ironia,

eufemismo, antítese, personificação, hipérbato, perífrase, apóstrofe, símbolo, comparação)

.

Sentido figurado. Relações de intertextualidade. Recriação de obra literária. Escrita para fruição estética

(carta,

notícia, entrevista, prefácio)

.

Leitura Texto expositivo, texto de dicionário, cartoon

, letra de canção.

Tema. Ideias principais. Pontos de vista. Deduções e inferências. Estruturação do texto. Coerência e coesão textual. Título. Sentido global. Expressão idiomática. Oralidade Registo e tratamento de informação: ideias-chave; tomar notas. Exposição oral. Reconto. Planificação do texto oral. Utilização de ferramentas tecnológicas como suporte de intervenção oral. Manifestação de ideias e pontos de vista. Argumentar. Variedades do português

(contexto

geográfico)

.

Caderno

Chegar

a bom porto… Preparar a Prova Final Caderno de Atividades Consultar

Índice

de recursos multimédia

nas

páginas 13-15 deste Caderno.

Avaliação da compreensão oral (págs. 108, 164, 174 e 188 do manual e CD de Recursos)

Produção de textos e resolução de questionários de natureza diversa

(manual, Caderno

bom porto… Preparar a Prova Final Caderno de Atividades)

Autoavaliação (pág. 149 do manual)

– Testes de compreensão escrita (3 e 4 – págs. 22 e 24 do Caderno do Professor e CD de Recursos) – Testes de avaliação 43 e 50 do Caderno do Professor e CD de Recursos) – Teste de verificação de leitura do

Auto da Barca do Inferno

(10)

10 fotocopiáv el 2.º período Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos

Unidade 3 Miradouro do Restelo – Sabemos muito pouco de Camões

(pág. 160) – Má fortuna (pág. 165) –

Luís, o poeta, salva a nado o poema

(pág. 166) – Textos expositivos (págs. 167, 169) Os Lusíadas •Proposição (pág. 171)

Consílio dos deuses

(pág. 174) Inês de Castro (pág. 182) Despedidas em Belém (pág. 190) O Adamastor (pág. 195) – Mar Português (pág. 193) Letra de canção (pág. 194) – O Mostrengo (pág. 202)

Escrita Texto expositivo – planos, resumos e sínteses. Texto argumentativo. Comentário crítico. Paráfrase. Planificação do texto. Guião para uma dramatização. Pontuação e sinais auxiliares de escrita. Gramática Funções sintáticas: Modificador do nome restritivo e apositivo. Processos fonológicos. Evolução semântica. Formação de palavras. Palavras polissémicas. Campo semântico. Registos de língua. Frase simples e complexa. Divisão e classificação de orações. Coordenação

(revisão)

.

Subordinação: Orações subordinadas adverbiais

(revisão).

Oração subordinada adverbial concessiva. Oração subordinada adverbial consecutiva. Oração subordinada adjetiva relativa.

Classes de palavras: Conjunção coordenativa e

subordinativa.

Locução conjuncional. Pronome.

Arcaísmo. Palavras divergentes e convergentes. Discurso direto e indireto. Conectores.

Caderno

Chegar

a bom porto… Preparar a Prova Final Caderno de Atividades Consultar

Índice

de recursos multimédia

nas

páginas 13-15 deste Caderno.

(11)

DIAL9CP © Porto Editora fotocopiáv el 3.º período Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos Avaliação (modalidades e instrumentos)

Unidade 3 Miradouro do Restelo (continuação) Os Lusíadas •Tempestade e chegada à Índia

(pág. 204)

•

A Ilha dos Amores – preparativos (pág. 212) •A Ilha dos Amores – a (a)ventura de Lionardo

(pág. 219)

•

Despedida de Tétis e regresso a Portugal (pág. 222) – Elogio da couve portuguesa

(pág. 216)

Camões dirige-se aos seus contemporâneos

(pág. 226)

Depoimento

(pág. 227)

Educação Literária Texto literário. Epopeia. Poesia lírica

(elementos constitutivos)

.

Soneto

(características)

.

Valores culturais, éticos e políticos manifestados. Contexto social, histórico e cultural. Tema. Ideias principais. Pontos de vista. Universos de referência. Recursos expressivos

(comparação,

hipérbole, perífrase, enumeração, apóstrofe, metáfora, antítese, símbolo, ironia, anáfora, sinédoque, pleonasmo).

Relações de intertextualidade. Sinais de pontuação – valores discursivos. Escrita para fruição estética. Leitura Texto de opinião

(crónica)

.

Texto expositivo, texto científico, cartoon

, letra de canção,

comentário, entrevista.

Leitura expressiva. Tema. Ideias principais. Pontos de vista. Deduções e inferências. Coerência e coesão textual. Estruturação do texto. Título. Organização da informação em tópicos. Sentido global. Paráfrase. Oralidade Debate. Descrição. Exposição de ideias e opiniões. Apreciação crítica. Argumentar. Registo e tratamento de informação: ideias-chave; tomar notas. Intencionalidade comunicativa.

Caderno

Chegar

a bom porto… Preparar a Prova Final Caderno

de

Atividades Consultar

Índice

de recursos multimédia

nas

páginas 13-15 deste Caderno.

Avaliação da compreensão oral (págs. 240, 244, 255 e 257 do manual e CD de Recursos)

Produção de textos e resolução de questionários de natureza diversa

(manual, caderno

bom porto… Preparar a Prova Final Caderno de Atividades)

Autoavaliação (págs. 228 e 267 do manual)

Testes de compreensão escrita (5 e 6 – págs. 26 e 28 do Caderno do Professor e CD de Recursos)

Testes de avaliação 57 e 63 do Caderno do Professor e CD de Recursos)

Teste de verificação de leitura de Os Lusíadas

(12)

12 fotocopiáv el 3.º período Unidades / Textos Domínios / Conteúdos Recursos

Unidade 4 Praça dos poetas 12 poemas

(págs. 236-266) Texto científico (pág. 238) Entrevista (pág. 242) Comentário (pág. 246) – Cartoons (págs. 246, 260)

Escrita Texto expositivo. Síntese. Texto de opinião. Texto argumentativo

(opinião)

.

Gramática Formação de palavras

(derivação não

afixal)

.

Valores de prefixos. Família de palavras. Expressão idiomática. Palavras polissémicas. Campo semântico. Relações semânticas entre palavras. Funções sintáticas

(consolidação)

.

Divisão e classificação de orações. Subordinação

(consolidação)

.

Oração subordinada substantiva relativa. Classes de palavras

(consolidação)

.

Processos fonológicos. Conectores.

Caderno

Chegar

a bom porto… Preparar a Prova Final Caderno de Atividades Consultar

Índice

de recursos multimédia

nas

páginas 13-15 deste Caderno.

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el

DIAL9CP © Porto Editora

Tipo de recurso Título Página do

Manual Unidade 1

Vídeo O dia em que um sorriso parou São Paulo (Brastemp) 23

BRIP Animação sobre a crónica 24

Áudio “A aia”, de Eça de Queirós 33

Vídeo Eça de Queiroz, Episódios da vida romântica (RTP) 39

Áudio “A galinha”, de Vergílio Ferreira 40

Vídeo A Neve no Teatro das Beiras (Beira TV) 47

Áudio “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector 50

Áudio Comentário à obra Casos do Beco das Sardinheiras 68

PDF e Word Proposta de resolução do Guião de Leitura – Meu Pé de Laranja Lima 74

Vídeo Ler + Ler Melhor (RTP) 76

Unidade 2

Vídeo Grandes Livros, Auto da Barca do Inferno – excerto 1 84

Vídeo Grandes Livros, Auto da Barca do Inferno – excerto 2 90

Áudio “O Arrais do Inferno e o Fidalgo”, cenas I e II do Auto da Barca do Inferno 92 PDF e Word Quadro geral de análise – Auto da Barca do Inferno 102

Áudio “O Onzeneiro”, cena III do Auto da Barca do Inferno 103

BRIP Representações da cena do “Onzeneiro” 103

Vídeo Parvo: os significados para lá da palavra (Sapo Notícias) 108

Áudio “O Parvo”, cena IV do Auto da Barca do Inferno 108

BRIP Sequência didática sobre a cena do “Parvo” 108

Áudio “Os Quatro Cavaleiros”, cena XI do Auto da Barca do Inferno 138 BRIP Sequência didática sobre as orações subordinadas relativas restritivas e

explicativas 141

PDF e Word Propostas de redação de textos 146

PPT e Flipchart Teste de verificação de leitura do Auto da Barca do Inferno 152 BRIP Animação sobre a estrutura do Auto da Barca do Inferno 152 BRIP Animação sobre os tipos de cómico no Auto da Barca do Inferno 153 BRIP Animação sobre os tipos sociais no Auto da Barca do Inferno 154

Unidade 3

Vídeo Grandes Livros, Os Lusíadas – excerto 1 164

Áudio Canção “Má fortuna”, Auto da Pimenta, Rui Veloso 165

PPT Soneto “Erros meus, má fortuna, amor ardente”, de Luís de Camões 165 PPT e Flipchart “Luís, o poeta, salva a nado o poema”, de Almada Negreiros 166

Vídeo Grandes Livros, Os Lusíadas – excerto 2 174

Áudio “Inês de Castro”, episódio de Os Lusíadas 182

(14)

14

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PPT e Flipchart “Camões dirige-se aos seus contemporâneos”, de Jorge de Sena 226 PPT e Flipchart Teste de verificação de leitura de Os Lusíadas 228

Unidade 4

Áudio “Aquela nuvem parece um cavalo…”, de José Gomes Ferreira 236 PPT e Flipchart “Aquela nuvem parece um cavalo…”, de José Gomes Ferreira 236

PDF Esquematização do texto da página 238 239

Vídeo “E tudo era possível” – Voz – vídeo-poemas em língua portuguesa (RTP) 240

PPT e Flipchart “E tudo era possível”, de Ruy Belo 240

BRIP Sequência didática sobre Ruy Belo – vida e obra; análise de um poema 240

PDF “Meus dias de rapaz, de adolescente”, de António Nobre 241

PPT e Flipchart “Meus dias de rapaz, de adolescente”, de António Nobre 241

BRIP Animação sobre o soneto 241

PPT e Flipchart Poemas de Fernando Pessoa 244

Áudio Canção “O menino da sua mãe”, Mafalda Veiga 244

PDF Cartoons 246

Áudio Canção “Estou além”, António Variações 248

Áudio “Quási”, de Mário de Sá-Carneiro 249

PPT e Flipchart “Quási”, de Mário de Sá-Carneiro 249

Áudio “Escrever”, de Irene Lisboa 252

PPT e Flipchart “Escrever”, de Irene Lisboa 252

Áudio “Uma pequenina luz”, de Jorge de Sena 254

PPT e Flipchart “Uma pequenina luz”, de Jorge de Sena 254

Áudio “Quem a tem”, de Jorge de Sena 255

Vídeo Um Poema por Semana (RTP) 256

Vídeo Grandes Livros, Navegações 257

PPT e Flipchart Poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen 258

Vídeo “Quando a harmonia chega” – Câmara Clara (RTP) 261

PPT e Flipchart “Quando a harmonia chega”, de Carlos de Oliveira 261

PDF Imagens para escrita de um texto 261

PPT e Flipchart “Contas”, de Nuno Júdice 262

Áudio “Receita de Ano Novo”, de Carlos Drummond de Andrade 264

PPT e Flipchart “Receita de Ano Novo”, de Carlos Drummond de Andrade 264 PPT e Flipchart “Receita para fazer um herói”, de Reinaldo Ferreira 266

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DIAL9CP © Porto Editora

Auto da Barca do Inferno… cena a cena

PDF e Word Resposta à atividade 1. (Fidalgo) 2

PDF e Word Resposta à atividade 2. (Onzeneiro) 4

PDF e Word Resposta à atividade 3. (Parvo) 6

PDF e Word Resposta à atividade 4. (Sapateiro) 7

PDF e Word Resposta à atividade 5. (Frade) 9

PDF e Word Resposta à atividade 6. (Alcoviteira) 10

PDF e Word Resposta à atividade 7. (Judeu) 11

PDF e Word Resposta à atividade 8. (Corregedor e Procurador) 12

PDF e Word Resposta à atividade 9. (Enforcado) 13

PDF e Word Resposta à atividade 10. (Os Quatro Cavaleiros) 14

Os Lusíadas… episódio a episódio

PDF e Word Resposta à atividade 1. (Proposição) 15

PDF e Word Resposta à atividade 2. (Consílio dos Deuses) 16

PDF e Word Resposta à atividade 3. (Inês de Castro) 18

PDF e Word Resposta à atividade 4. (Despedidas em Belém) 20

PDF e Word Resposta à atividade 5. (O Adamastor) 21

PDF e Word Resposta à atividade 6. (Tempestade e chegada à Índia) 23 PDF e Word Resposta à atividade 7. (A Ilha dos Amores – preparativos) 24 PDF e Word Resposta à atividade 8. (A Ilha dos Amores – a (a)ventura de Lionardo) 25 PDF e Word Resposta à atividade 9. (Despedida de Tétis e regresso a Portugal) 26 Redigir… vários tipos de texto

PDF e Word Texto narrativo 27

PDF e Word Texto expositivo 29

PDF e Word Texto argumentativo 31

Caderno do Professor

PDF Lista de obras e textos para Educação Literária – 9.º ano (Metas Curriculares) 4

PDF e Word Planificação anual 7

PDF e Word Planos de aula para todas as unidades 16

PDF e Word 6 testes de compreensão escrita 18

PDF e Word 6 testes de avaliação / Modelos de Prova Final 31

PDF e Word Grelha de avaliação dos testes de compreensão escrita 72 PDF e Word Grelha de registo de avaliação da leitura em voz alta 72

PDF e Word Grelha de registo de avaliação da expressão oral 72

PDF e Word Grelha de registo de avaliação da escrita 72

PDF e Word Modelo de plano de aula 72

Observação: Para além destes recursos, selecionámos várias animações e sequências didáticas do BRIP

sobre obras abordadas no 9.º ano, seus autores, contextualizações históricas e conteúdos gramaticais. A lista destes recursos será enviada antes do início do ano letivo de 2013-2014.

(16)

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Plano de aula

Unidade Didática:

Primeira etapa (Texto narrativo em prosa)

Ano / Turma:

9.º

Aulas n.º 1 e 2 Data:

-Sumário: Crónica: características. Tema. Recursos expressivos: metáfora; adjetivo. Artigo de imprensa. Atividade de oralidade a partir de vídeo. Redação de crónica. Formação de palavras. Palavras polissémicas. Relações semânticas: hiperonímia e hiponímia.

Tempo:

4 + [1] tempos letivos

Domínio / Conteúdos

Objetivos / Descritores de desempenho

Desenvolvimento da aula

Educação Literária Texto literário. Crónica. Tema. Ideias principais. Recursos expressivos (metáfora, adjetivo) Oralidade Tema e assunto. Intencionalidade comunicativa. Manifestação de ideias e pontos de vista. Registo e tratamento de informação: tomar notas. Escrita Texto narrativo (crónica)

EL9 – 20.

Ler e interpretar textos literários

.

Identificar temas, ideias principais, pontos de vista e universos de referência, justificando. Identificar e reconhecer o valor expressivo dos recursos expressivos já estudados. Reconhecer e caracterizar textos de diferentes géneros ([…] crónica […]). O9 – 3.

Participar oportuna e construtivamente em

situações de interação oral

.

Debater e justificar ideias e opiniões. Considerar pontos de vista contrários e reformular posições. O7 – 2.

Registar, tratar e reter a informação

.

– Tomar notas. E9 – 14.

Redigir textos com coerência e correção

linguística

.

Dar ao texto a estrutura e o formato adequados, respeitando convenções tipológicas e (orto)gráficas estabelecidas.

1.

Leitura em voz alta do texto “História sem palavras” e resolução individual dos exercícios

2.

e

3.

2.

Resolução oral dos exercícios

4.

e

5.

, com

registo, no caderno diário, das metáforas identificadas.

3.

Sistematização das características da crónica a partir da visualização da animação “Crónica”.

4.

Visualização do vídeo “O dia em que um sorriso parou São Paulo”, seguida de troca de opiniões, de acordo com os passos indicados na

Fase 1 da rubrica Oralidade e Escrita (p. 23) . Esta atividade

servirá de preparação para a atividade apresentada na

Fase 2

da mesma rubrica:

redação de uma breve crónica a partir de indicações dadas.

5.

Apresentação dos trabalhos de grupo à turma, sendo avaliado o cumprimento das indicações previamente definidas.

6.

Leitura silenciosa do artigo de imprensa “Aconchego”.

7.

Resolução, individual ou em pares, dos exercícios 2. e

3.

(p. 26)

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Domínio / Conteúdos

Objetivos / Descritores de desempenho

Desenvolvimento da aula

Recursos

Avaliação

(modalidades e instrumentos)

Leitura Ideias principais. Deduções e inferências. Coesão e coerência. Gramática Formação de palavras. Polissemia. Relações semânticas (hiperonímia e holonímia).

L9 – 9.

Interpretar textos de diferentes tipologias

e graus de complexidade. – Explicitar temas e ideias principais […]. L7 – 8.

Interpretar textos de diferentes tipologias

e graus de complexidade. – Fazer deduções e inferências. – Detetar elementos do texto que contribuem para a construção da continuidade e da progressão temática e que conferem coerência e coesão ao texto: b) substituições por pronomes (pessoais, demonstrativos e possessivos); c) substituições por sinónimos e expressões equivalentes; d) referência por possessivos. G7 – 21.

Explicitar aspetos fundamentais da

morfologia. – Sistematizar padrões de formação de palavras complexas: derivação (afixal e não afixal) e composição (por palavras e por radicais). G8 – 25.

Reconhecer propriedades das palavras

e formas de organização do léxico. – Identificar palavras polissémicas e seus significados. – Reconhecer e estabelecer as seguintes relações semânticas: sinonímia, antonímia, hiperonímia e holonímia.

8.

Correção coletiva dos exercícios.

9.

Revisão dos seguintes conteúdos gramaticais: processos de formação de palavras, polissemia e relações semânticas de hiperonímia e hiponímia. Estes conteúdos podem ser revistos a partir da consulta da ficha informativa

Formação de

palavras e relações semânticas

de

A minha

gramática

, pp. 278-288.

10.

Resolução individual dos exercícios

1. a 4. da rubrica Gramática (p. 27) .

Observações: a. Os processos irregulares de palavras (exercício 1.2.1.

, p. 27) não integram as Metas

Curriculares, não sendo, pois, um conteúdo considerado essencial.

b.

Poderão ser marcados, para trabalho de casa e/ ou para treino na sala de aula, alguns exercícios do

Caderno de Atividades sobre os conteúdos gramaticais revistos: fichas 2 , 3 e 4 – pp. 6 a 16.

Manual – A minha gramática, pp. 278-288. Caderno de Atividades: exercícios das pp. 6 a 16. Este e os restantes

planos de aula

para todas as unidades estarão disponíveis em setembro de 2013.

Nota:

Sendo,

atualmente,

variá

vel a duração de cada aula (45 ou 50 minutos),

optámos por indicar apenas o total de tempos letivos. Em cada caso,

terá de ser feito

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Um livro por semana

As pessoas que trabalham e tiram uma semana de férias voltam com o cérebro descansado mas intacto no que diz respeito às ligações ao trabalho. Quando as férias são mais longas, pode haver uma queda acentuada de sinapses1 cerebrais associadas às atividades do trabalho. Daí aquela sensa-ção de preguiça que nos invade após umas férias mais prolongadas.

Ao retomar o trabalho, o cérebro precisa de ser reeducado e exercitado para recuperar o empe-nho que, de alguma forma, perdeu. É justamente por precisar de ser permanentemente estimulado que o cérebro das pessoas que se reformam e não se dedicam a nenhuma atividade, muitas vezes, acaba por envelhecer mais precocemente.

Especialistas em Neurociência recentemente citados pela revista brasileira Veja garantem que a melhor maneira de exercitar o cérebro é dedicar todos os dias algum tempo à leitura. Para quem não gosta particularmente de ler sugerem jogos de xadrez, viajar ou aprender a falar línguas.

Jogar xadrez é um excelente exercício mental porque exige concentração e capacidade de inven-tar saídas para novas situações. E quem diz xadrez, diz bridge ou um jogo de cartas mais complexo do que a clássica bisca ou o burro em pé.

Aprender uma nova língua é, por outro lado, um desafio permanente para o cérebro e, por isso, um dos mais estimulantes. Conforme dizem os especialistas citados, “esta atividade provoca uma espécie de reação em cadeia no cérebro que se vê obrigado a criar novas combinações para decifrar e armazenar palavras até então desconhecidas”.

Viajar e ler são alternativas possíveis para manter as nossas capacidades cerebrais despertas e ativas.

“Quando alguém lê está a criar novas imagens, a aprender novos conceitos e, até, a exercitar a fala. Enquanto lemos os músculos da língua mexem quase impercetivelmente”.

Posto isto, ler um livro por semana é uma das melhores apostas que podemos fazer nos dias que correm. Embora todos se queixem da falta de tempo, todos temos a secreta certeza de que, organi-zado de outra maneira, o nosso pouco tempo pode render muito mais. Basta fazer as coisas de outra maneira e, em vez de ficarmos esquecidos à frente da televisão noites a fio, programar aquilo que queremos mesmo ver e, nos outros dias, desligar o aparelho e pegar num livro, num jornal ou numa revista.

Tudo a pensar no prazer mas, também, na nossa saúde mental!

Laurinda Alves, XIS ideias para pensar, 20.ª ed., Oficina do Livro, 2009

1. sinapse: termo que designa a região de contacto entre dois neurónios, onde se efetua a transmissão da atividade

ner-vosa propagada. 5 15 25 10 20 DIAL9CP_F02_20123709_2P_CImg.indd 18 19/02/2013 16:54

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1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).

V F

a. A cronista defende a leitura de um livro por semana para ampliar a cultura dos por tugueses.

b. As férias mais prolongadas são benéficas para as atividades de trabalho, pois acentuam as sinapses cerebrais.

c. O cérebro das pessoas que se reformam, mas mantêm outra atividade, envelhece precocemente.

d. A autora cita especialistas em Neurociência para dar força à sua opinião. e. O cérebro pode ser exercitado lendo, viajando, jogando damas e aprendendo

línguas.

f. Jogar bridge, a bisca ou o burro em pé apresenta as mesmas vantagens que jogar xadrez.

g. A expressão “Posto isto” (linha 23) introduz uma conclusão. h. Uma melhor organização do tempo permitirá ler mais.

2. Assinala, em cada item (2.1. a 2.4.), a opção correta, de acordo com o sentido do texto. 2.1. A palavra “que” (linha 6) tem como antecedente

a. “o trabalho”. b. “o cérebro”. c. “o empenho”.

2.2. A palavra “precocemente” (linha 8) pode ser substituída por a. prematuramente.

b. lentamente. c. prudentemente.

2.3. A palavra “impercetivelmente” (linha 22) pode ser substituída por a. rapidamente.

b. subtilmente. c. calmamente.

2.4. A palavra “Embora” (linha 24) pode ser substituída por a. Ainda que.

b. Conforme. c. A menos que.

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SMS de Natal – um caso a estudar

SILÊNCIO, por favor. Calem-se todos por um minuto e ouçam, deixem soar o triunfo da tecnologia sobre a gramática. Hoje é antevéspera de Natal e um cântico polifónico1 ecoa pelo país. Refiro-me à melodia dos avisos de mensagens dos nossos telemóveis debitando os melhores votos de um “f. natl na comp. de tds” e de “mt paz e mts bjs” e “q o men. Jes. ponha no v. spatnho td o q + desejarem”. Os portugueses falam mau português, queixam-se os especialistas. A escrever ainda somos piores, lamenta o Ministério da Educação. O serviço de sms disponibilizado pelas operadoras de telemó-veis veio resolver os dois assuntos de uma penada. E em época de festas, o frenesi atinge níveis mundialmente inauditos2. No Natal do ano passado, de acordo com os dados oficiais, os portugueses passaram dez séculos a mandar sms uns aos outros. O próprio Einstein ficaria aturdido com esta relação espaço/tempo. São estas coisas que nos fazem diferentes dos outros povos. Escrevemos pouco e mal e lemos mal e pouco? Mentira. Nos teclados dos nossos pequenos aparelhos celulares, somos os maiores escritores e os maiores leitores do mundo. E inventámos códigos, neologismos e associações curtas de consoantes, fulminantes de significados. Espertos como somos, substituímos longos enunciados de perguntas óbvias pelo simples sinal de interrogação, num processo de economia narrativa de fazer inveja a catedráticos. Talentosos como somos, estabelece-mos uma rara cumplicidade no entendimento do texto entre o emissor e o recetor, efeito somente ao alcance dos grandes inovadores. Ao contrário dos telegramas, os sms são rápidos e dispensam intermediários. Ora, num país em que tudo é lento e não se dispen-sam os intermediários, as virtualidades deste serviço merecem uma apologia3. Atribuo esta febre de comunicar em cifras ao facto de o país ter vivido centenas de anos sob o domínio da Inquisição e metade do século XX sob o domínio da polícia secreta do Estado Novo, traumas históricos que nos moldaram o código genético de forma a ser-mos cautelosos, quase impercetíveis, nas nossas mensagens pessoais. Cautelosos, imper-cetíveis e, sobretudo, económicos. “Manda um toque quando chegares, ok?” Não lhes daremos dinheiro a ganhar!

Leonor Pinhão, Expresso, Única, 23 de dezembro de 2006

1. polifónico: com multiplicidade de sons. 2. inauditos: que nunca se ouviu dizer; incríveis. 3. apologia:

elogio; louvor. 5 15 25 10 20 DIAL9CP_F02_20123709_2P_CImg.indd 20 19/02/2013 16:54

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1. Seleciona, em cada item (1.1. a 1.6.), a opção correta relativamente ao sentido do texto. 1.1. A autora da crónica pede silêncio para

a. escutar os cânticos de Natal.

b. destacar o número de mensagens enviadas. c. chamar a atenção de todos para a sua crónica.

1.2. A expressão “o triunfo da tecnologia sobre a gramática” (linha 2) significa que

a. a cronista considera mais importante aprender a trabalhar com tecnologias do que aprender a falar e escrever corretamente.

b. as novas tecnologias colocam em segundo plano os restantes saberes.

c. as mensagens de telemóveis, apesar de não respeitarem as normas gramaticais, são muito utilizadas.

1.3. A palavra “debitando” (linha 4) pode ser substituída por

a. retirando. b. registando. c. cantando.

1.4. A cronista diz que é mentira que escrevemos e lemos pouco porque a. escrevemos e lemos, constantemente, sms.

b. existem grandes escritores e declamadores portugueses. c. todas as crianças portuguesas sabem ler e escrever.

1.5. A autora considera, ironicamente, que as sms vieram resolver dois problemas: a. a distância entre entes queridos e a necessidade de comunicar rapidamente. b. a incapacidade de interação com as tecnologias e o desconhecimento da

gramá-tica.

c. as deficiências na comunicação oral e as dificuldades na escrita dos portugueses. 1.6. Leonor Pinhão sugere, com ironia, que utilizamos cifras nas sms devido

a. aos regimes repressivos que dominaram o país durante séculos. b. ao desejo de pertencer a um grupo com um código secreto. c. à complexidade da gramática portuguesa.

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Pontapé de saída

Costumo dizer aos meus alunos de Escrita Criativa que o título é o cartão de visita de uma obra – para o bem e para o mal. Muitas vezes, quem passeia por entre as estantes de uma livraria detém-se num romance porque o seu nome suscita curiosidade ou causa estranheza. Há pouco tempo, adquiri o segundo volume da saga Millenium, de Stieg Larsson, precisamente por causa do título provo-cante: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo. Tanto os escritores como as editoras prestam atenção à escolha do título de uma obra, porque um nome apelativo vende. No entanto, batizar um livro nem sempre constitui uma tarefa fácil ou consensual. Certos textos que hoje fazem parte da biblioteca da maioria dos leitores apresentaram, provisoriamente, títulos banais ou disparatados. O célebre romance de aventuras A Ilha do Tesouro, de Robert Lewis Stevenson, esteve quase para ser chamado O Cozinheiro Marítimo. Talvez um pirata gourmet o comprasse, sem hesitação, mas duvido seriamente do êxito de um livro com tal nome. Lev Tolstoi, o mestre da literatura russa, rejeitou o horrendo lugar-comum Tudo está Bem quando Termina em Bem a favor de um título lapidar: Guerra e Paz. Charles Dickens foi outro autor que magicou constantemente no batismo dos seus romances. Para Tempos Difíceis, uma obra-prima que espelha as dificuldades do povo durante a Revolução Industrial, listou catorze títulos possíveis, entre os quais o risível Dois e

Dois São Quatro! Qual o segredo de um bom título? Usando uma metáfora futebolística, o nome de

um livro deve ser como o pontapé de saída de um jogo: curto e bem apontado. Um título breve, como Tubarão, de Peter Benchley, é mais facilmente memorizável do que um longo. Uma exceção de cinco estrelas é o nome do romance histórico de Mário de Carvalho, Um Deus Passeando pela Brisa

da Tarde. É extenso, mas a sua beleza quase lírica torna-o irresistível.

Outros títulos apelam diretamente à curiosidade do leitor: O Diário Secreto de Adrian Mole, o célebre romance de Sue Townsend, inclui palavras-chave cruciais, que convidam à coscuvilhice. Afi-nal, quem não tentou espreitar o diário de uma irmã mais nova, para conhecer os esqueletos que guarda no armário? Contudo, por vezes, a simplicidade funciona brilhantemente. De longe, a esco-lha mais prática de um título cabe ao meu ex-professor Helder Macedo, que chamou Sem Nome ao seu romance mais satírico. O motivo foi simples: era esta a designação do ficheiro Word em que estava a trabalhar e acabou por se habituar a ela.

Sugiro-lhe que elabore sempre uma lista de títulos possíveis para as suas narrativas ou poemas, e que a discuta com colegas e amigos. Qual é o nome mais original? Será adequado ao assunto e conteúdo do texto, focando um aspeto relevante deste? É facilmente memorizável pelo leitor? Não se confunde com outros títulos já existentes no mercado? Se a resposta a estas quatro questões for afir-mativa, o escritor aprendiz terá dado um bom pontapé de saída.

João de Mancelos, in Os meus livros, julho de 2010

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1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V), falsas (F) ou indeterminadas (I).

V F I

a. O título da crónica remete para as características de um bom título. b. Os títulos das obras são decididos pelas editoras.

c. A venda de uma obra é influenciada pelo seu título.

d. A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo foi o livro mais vendido de Stieg Larsson.

e. Existem obras famosas cujos títulos provisórios eram pouco apelativos. f. Os escritores listam títulos possíveis, discutindo-os depois com os que

lhes são próximos.

g. Os títulos longos são irresistíveis.

h. O cronista não apresenta estratégias para escolher um bom título.

2. Assinala, em cada item (2.1. a 2.5.), a opção correta, de acordo com o sentido do texto. 2.1. A palavra “lapidar” (linha 13) pode ser substituída por

a. antagónico. b. perfeito. c. conflituoso. 2.2. A palavra “magicou” (linha 13) pode ser substituída por

a. cismou. b. inovou. c. fracassou. 2.3. A expressão “os esqueletos que guarda no armário” (linhas 23-24) significa a. “as suas ideias”.

b. “os seus objetos mais preciosos”. c. “os seus segredos”.

2.4. A palavra “que” (linha 22) tem como antecedente a. “palavras-chave cruciais”.

b. “Outros títulos”.

c. “O Diário Secreto de Adrian Mole”. 2.5. A palavra “para” (linha 23) pode ser substituída por a. apesar de.

b. não obstante. c. a fim de.

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Cinema, literatura e cultura geral

O grande sucesso de maus produtos culturais e nomeadamente de algum cinema que têm chegado às salas passa muito pela falta de exigência do público e dos especta-dores. A sociedade global tende cada vez mais para a banalização e, infelizmente, cada vez mais para uma certa pobreza cultural. As duas guerras mundiais que assolaram a Europa no século passado criaram, entre outras coisas, uma necessidade de liberdade e maior poder de escolha nas pessoas. No entanto, algo que foi muito positivo acabou por criar igualmente nas sociedades ocidentais, distintas e diferenciadas, muitas dúvi-das e carências culturais que se refletem cada vez mais nos dias de hoje, sob o efeito da televisão e da Internet. Se pensarmos, por exemplo, apenas na sociedade portuguesa pós-25 de Abril, reconhecemos que mudaram muitas coisas, para melhor obviamente, mas a cultura perdeu terreno e as pessoas leem e vão cada vez menos ao cinema. É neste contexto que igualmente o cinema português, além da falta de grandes estímulos à criação, financiamento, relação com o seu público, sofre de um mal interno geral que diz respeito aos próprios argumentos e à necessidade de contar boas histórias. É ver-dade que somos um país de poetas e que a nossa literatura não é muito rica. É certo igualmente que não temos J. K. Rowling nem um universo mitológico como o da cul-tura anglo-saxónica. Mas temos muito melhor, um Lobo Antunes ou um José Sara-mago (que Fernando Meirelles1 adaptou), que têm uma grande relevância internacio-nal e cultural e que dariam, entre outros, muito boas adaptações ao cinema. O desinteresse do público em geral por determinados filmes mais complexos passa, em primeiro lugar, pela falta de hábitos de leitura, por outro porque efetivamente a estru-tura de um filme passa sempre pelo argumento, que, no fundo, pode vir ou não da literatura. E como as pessoas não estão habituadas a ler, torna-se mais difícil interpre-tar. As gerações mais velhas, pouco influenciadas pelo efeito massivo da televisão e da Internet, encontraram na leitura de romances uma grande fonte de conhecimento, entretenimento, enriquecimento cultural. A literatura foi o ponto de partida para aprender a ler o cinema e obviamente a sua primeira arma para combater o empobre-cimento cultural. Desta vez, apeteceu-me falar de livros. Boas férias, com muitos filmes e boas leituras!

José Vieira Mendes, in Premiere, agosto de 2009

1. Fernando Meirelles: cineasta brasileiro. 5 15 25 10 20 DIAL9CP_F02_20123709_2P_CImg.indd 24 19/02/2013 16:54

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1. Seleciona, em cada item (1.1. a 1.7.), a opção correta relativamente ao sentido do texto. 1.1. Ao longo do texto, o autor defende que

a. o sucesso de produtos culturais de má qualidade deve-se às características do público.

b. os maus produtos culturais são criados por um público pouco exigente.

c. a qualidade dos produtos culturais é independente da sociedade em que surgem. 1.2. Após os conflitos mundiais do século XX, na Europa, as pessoas

a. começaram a ir mais ao cinema e a ler mais livros.

b. sentiram necessidade de ter uma maior liberdade de escolha. c. tornaram-se mais exigentes relativamente aos produtos culturais. 1.3. A expressão “a cultura perdeu terreno” (linha 11) significa que

a. a importância da cultura tem vindo a diminuir. b. as culturas agrícolas diminuíram após o 25 de Abril. c. os resultados escolares pioraram nos últimos anos.

1.4. São indicados diversos problemas do cinema português, nomeadamente a. falta de financiamento e equipamento cinematográfico.

b. má relação com o público e argumentos demasiado complexos.

c. inexistência de incentivos à criação e relacionamento com os espectadores. 1.5. De acordo com José Vieira Mendes,

a. não existem obras literárias portuguesas que possam ser adaptadas ao cinema. b. algumas obras literárias portuguesas são relevantes e poderiam originar filmes. c. a literatura portuguesa não possui relevância internacional suficiente para ser

adap-tada ao cinema.

1.6. O desinteresse do público em geral por filmes mais complexos deve-se a. ao facto de estes serem aborrecidos.

b. à preferência por obras literárias. c. à sua dificuldade de interpretação.

1.7. A conjunção “como” (linha 22) pode ser substituída por

a. uma vez que. b. se.

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Compromisso geracional

A questão ambiental surge como problema significativo a nível mundial por volta dos anos 70, evidenciando um conjunto de contradições entre o modelo dominante de desenvolvimento econó-mico e industrial, baseado no crescimento sem regras, e a realidade social e ambiental. Essas contra-dições revelaram-se na degradação dos ecossistemas e da qualidade de vida das populações levan-tando ameaças à continuidade da vida, primeiro de algumas espécies e por fim dos seres humanos, a longo prazo. O problema dos resíduos nucleares, a contaminação de linhas de água e o desapareci-mento da floresta tropical foram os primeiros sinais sérios de aviso.

[…]

A questão ambiental veio agregar à realidade contemporânea uma faceta inovadora pela sua capacidade de relacionar problemas até então aparentemente desligados, por mostrar a universali-dade – embora com variações regionais – dos temas ambientais contemporâneos e por alertar para a necessidade de se promoverem mudanças efetivas que garantam a continuidade e a qualidade da vida a longo prazo.

O nosso tempo colocou o problema de um compromisso geracional, da necessidade de um pacto de preservação das gerações futuras e o princípio da utilização prudente e racional dos recursos naturais, bem como a noção da sua finitude e universalidade. Em suma, o conceito de desenvolvi-mento sustentável. Tudo isto significa que, às ameaças sociais, políticas e económicas de sempre, acrescem agora os imperativos ambientais de como administrar e garantir recursos vitais e finitos como o ar, o solo, a água e os recursos energéticos – para citar os mais óbvios.

O crescimento ininterrupto da população e a globalização (que levou a cultura do consumo ao mundo todo) levaram a um aumento fenomenal do uso de energia. A procura de petróleo e gás con-tinua a crescer. Concomitantemente, cresce exponencialmente a poluição do ar e dos solos.

[…]

No leque de escolhas que se nos apresentam, algumas realidades quotidianas clamam que não haja leviandade na resposta aos apelos de reintrodução de hábitos de frugalidade e de procura de soluções energéticas de longo prazo. O aumento de doenças relacionadas com a alimentação, com os níveis de ruído e com a poluição do ar, bem como as alterações climáticas são apenas exemplos.

Podemos reinventar a escrita, a arte, o design, a moda e a arquitetura. Podemos reinventar a economia, o direito, a sociologia e todas as outras criações humanas. O mesmo não acontece ao ar, à água e ao solo. Esses não são nossos, sempre lá estiveram e lá continuarão, se os deixarem. É uma decisão coletiva e muito, muito urgente.

Manuel Tavares, in Notícias Sábado, 26 de abril de 2008

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1.1. Na década de 70, tornaram-se evidentes

a. os confrontos sociais devido a questões ambientais e económicas.

b. as contradições entre o modelo de desenvolvimento económico e a indústria. c. as contradições entre a realidade ambiental e o desenvolvimento económico.

1.2. Os primeiros indícios de que o modelo vigente poderá contribuir para o fim da espécie humana foram

a. a existência de resíduos nucleares, a contaminação das águas e o desapareci-mento da floresta tropical.

b. o fim de algumas espécies, a construção de mais indústrias e o crescimento desre-grado da população.

c. o consumo cada vez maior de energias não renováveis, a alteração genética de plantas e a preservação da diversidade das espécies.

1.3. A tese defendida pelo autor ao longo do texto é a seguinte: a. a questão ambiental é um problema de todos nós. b. os problemas ambientais derivam da industrialização.

c. a responsabilidade de resolução das questões ambientais é das gerações futuras. 1.4. O compromisso geracional é

a. um acordo entre pais e filhos para preservar a Natureza, plantando uma árvore. b. a necessidade de preservar os recursos naturais para as gerações futuras. c. a ideia de que os recursos naturais são infinitos e devem ser geridos localmente. 1.5. O cronista refere uma série de criações humanas que podem ser reinventadas para

demonstrar que

a. a Terra possui recursos finitos que não podemos recriar. b. o ser humano é uma espécie extremamente criativa. c. as artes e outras criações humanas serão eternas. 1.6. A locução “bem como” (linha 25) pode ser substituída por

a. nomeadamente. b. por outras palavras. c. e ainda. 1.7. O maior consumo de energia a nível global deveu-se

a. à existência de mais eletrodomésticos e ao consumismo. b. ao aumento da população e à globalização.

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Persistência da poesia

A poesia é um mistério incompreensível. Porque escrevem as pessoas poesia? E porque a leem ou ouvem outras pessoas? Eu sei que pode escrever-se poesia (o que quer que “poesia” signifique) por muitos motivos, nem todos respeitáveis. Ao longo da História, a poesia tem servido um pouco para tudo, seja ut doceat, ut moveat aut delectet, que é como quem diz “para ensinar, comover ou delei-tar” (a fórmula tem 500 anos e é de Rudolfo Agrícola) seja para enaltecer e louvar ou, se não para ganhar a vida, ao menos para fazer por ela.

[…] Já ninguém encomenda um poema para eternizar os seus feitos (a verdade é que também faltam feitos que mereçam ser eternizados) nem nenhuma dama se deixa seduzir com protestos de amor decassilábicos e metáforas. Quanto a ganhar a vida estamos falados; com raras exceções, os livros de versos vendem umas poucas centenas de exemplares e só editores suicidas se metem em tal negócio. Há tempos, um editor punha a uma seleta audiência de poetas a seguinte pergunta: como se edita poesia e se tem uma pequena fortuna ao fim de uns anos? A resposta é: começando com uma grande fortuna. No entanto, continua a haver gente a escrever poesia e gente a editá-la. E gente a ler ou a ouvir poesia.

Na semana passada realizou-se em Maiorca o Festival de Poesia do Mediterrâneo (outro misté-rio: por todo o lado continuam a realizar-se festivais de poesia). Havia poetas catalães, castelhanos, asturianos, árabes, portugueses. Na última noite, 500 ou 600 pessoas ouviram ler poemas em línguas que não conheciam. Muitas vezes (pelo menos no caso do árabe e do português) não faziam a mínima ideia do que falavam os poetas. Mas escutavam como se participassem numa celebração cujo significado estivesse além (ou aquém) das palavras.

Que procuravam ali aquelas pessoas? Só a “música das palavras”? Mas a poesia não é música, é um pouco menos e um pouco mais que música. É certo que também não é apenas sentido mas algo entre uma coisa e outra ou ambas ao mesmo tempo, “música do sentido”, como diz Castoriadis, e talvez, quem sabe?, alguma forma de sentido que a música possa fazer. Como os outros, também eu escutava. Às vezes julgava reconhecer uma palavra e agarrava-me a ela como um náufrago até a per-der algures fora e dentro de mim, ou percebia uma sonoridade dolorosa, uma inflexão irónica, uma invetiva (em árabe, meu Deus!, que mais podia eu perceber?), e isso me bastava para, por um momento, me sentir absurdamente feliz.

Talvez, quem sabe?, a poesia seja alguma espécie obscura de religião, talvez ela própria seja uma língua estrangeira falada em regiões distantes e interiores, talvez escrevendo poesia e lendo e ouvindo poesia estejamos perto de algo maior do que nós ou do nosso exato tamanho. Porque alguma razão há de haver para a persistência da poesia mesmo em tempos tão pouco gloriosos como os nossos.

Manuel António Pina, in Visão, 7 de junho de 2007

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1. Classifica as seguintes afirmações como verdadeiras (V), falsas (F) ou indeterminadas (I).

V F I

a. Ao longo do texto, o autor recorre a interrogações retóricas para expor ao leitor as suas dúvidas.

b. A poesia nasceu há 500 anos.

c. A função da poesia já foi ensinar, enaltecer e sustentar o poeta. d. Frequentemente, encomendam-se poemas para enaltecer algum feito

ou encantar damas.

e. Os editores são classificados de suicidas porque a publicação de poesia é trabalhosa.

f. O cronista refere um festival de poesia para provar que este género literário não desperta o interesse do público.

g. No festival, o público não compreendeu nenhum poema dito noutra língua. h. A compreensão de alguns sentimentos expressos nos poemas

estrangeiros, através da entoação, fazia o poeta feliz.

2. Assinala, em cada item (2.1. a 2.5.), a opção correta, de acordo com o sentido do texto. 2.1. Nas linhas 4-5, as aspas

a. indicam o uso irónico de uma expressão. b. destacam a expressividade de uma expressão. c. assinalam uma citação.

2.2. A palavra “ela” (linha 6) substitui

a. “poesia”. b. “vida”. c. “História”. 2.3. A expressão “agarrava-me a ela como um náufrago” (linha 25) significa agarrar-se a. desesperadamente.

b. custosamente. c. sentidamente.

2.4. A palavra “inflexão” (linha 26) pode ser substituída por

a. atitude. b. tom. c. rigidez.

2.5. A palavra “Porque” (linha 31) pode ser substituída por

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30 f. F g. V h. V 2.1. c. 2.2. a. 2.3. b. 2.4. a. 1.6. a. f. I. g. F. h. F. 2. 2.1. b. 2.2. a. 2.3. c. 2.4. a. 2.5. c. 1.6. c. 1.7. a. 1.6. c. 1.7. b. e. F. f. F. g. F. h. V. 2.1. c. 2.2. b. 2.3. a. 2.4. b. 2.5. c.

Observação: Os seis testes seguintes (páginas 31-68) têm dois objetivos fundamentais:

• preparar os alunos para a Prova Final de 9.º ano;

• permitir avaliar os conhecimentos dos alunos sobre os conteúdos trabalhados ao longo do ano. Na elaboração destes testes, seguimos o modelo da Prova Final, que apresenta a seguinte estrutura:

• Grupo I– Partes Ae B – análise de dois textos (literário e não literário) – e Parte C – redação de um texto

expositivo;

Grupo II– exercícios gramaticais;

• Grupo III– redação de texto de tipologia diversa.

Nos seis testes, o texto literário do Grupo I foi selecionado tendo em consideração o momento do ano letivo em que, de acordo com a planificação apresentada, serão trabalhadas as diferentes obras determinadas pelas Metas Curriculares.

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DIAL9CP © Porto Editora

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Nome N.° Turma Data

Avaliação Professor(a)

Grupo I PARTE A

Lê o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário e as notas apresentados.

As pessoas crescidas

As pessoas crescidas fui-as conhecendo de baixo para cima à medida que a minha idade ia subindo em centímetros, marcados na parede pelo lápis da mãe. Primeiro eram apenas sapatos, por vezes descobertos sob a cama, enormes, sem pé dentro, e logo calçados por mim para cami-nhar pela casa, erguendo as pernas como um escafandrista1, num estrondo imenso de solas. Depois tomei conhecimento dos joelhos cobertos de fazenda ou de meias de vidro, formando ao redor da mesa debaixo da qual eu gatinhava uma paliçada que me impedia de fugir. A seguir vieram as barrigas de onde a voz, a tosse e a autoridade saíam apesar do esforço inútil de suspen-sórios e de cintos.

Ao chegar à altura da toalha aprendi a distinguir os adultos uns dos outros pelos remédios entre o guardanapo e o copo: as gotas da avó, os xaropes do avô, as várias cores dos comprimi-dos das tias, as caixinhas de prata das pastilhas comprimi-dos primos, o vaporizador da asma do padrinho que ele recebia abrindo as mandíbulas numa ansiedade de cherne2. Compreendi por essa época que tinham o riso desmontável: tiravam as piadas da boca e lavavam-nas, a seguir ao almoço, com uma escovinha especial. Aconteceu-me encontrá-las sob a forma de gargantilhas3 de dentes num estojo de gengivas cor-de-rosa escondidas por trás do despertador nas manhãs de domingo, a troçarem dos rostos que sem elas envelheciam mil anos de rugas murchas como flores de her-bário devorando os lábios com as suas pregas concêntricas4.

Já capaz pelo meu tamanho de lhes olhar a cara, o que mais me surpreendia neles era a sua estranha indiferença perante as duas únicas coisas verdadeiramente importantes do mundo: os bichos-da-seda e os guarda-chuvas de chocolate. Também não gostavam de colecionar gafanho-tos, de mastigar estearina5 nem de dar tesouradas no cabelo, mas em contrapartida possuíam a mania incompreensível dos banhos e das pastas dentífricas e quando se referiam diante de mim a uma parente loira, muito simpática, muito pintada, muito bem cheirosa e mais bonita que eles todos, desatavam a falar francês olhando-me de banda com desconfiança e apreensão.

Nunca percebi quando se deixa de ser pequeno para se passar a ser crescido. Provavelmente quando a parente loira passa a ser referida, em português, como a desavergonhada da Luísa. 5

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25 10

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A idade da crise

Os neurologistas descobriram que o cérebro começa a reorganizar-se na puberdade e provoca um tremendo alvoroço que é responsável, em grande medida, pelas atitudes dos mais jovens. […]

Psicólogos e sociólogos tentam descobrir se o comportamento adolescente obedece a um rito social, se é provocado por uma acumulação de fatores biológicos ou uma combinação de ambos. Procurámos dar resposta a algumas das questões fundamentais que se colocam entre os onze e os dezanove anos de idade. […]

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem. 1. Explica o sentido das seguintes expressões:

a. “abrindo as mandíbulas numa ansiedade de cherne” (linha 12) b. “tinham o riso desmontável” (linha 13)

2. O cronista recorre a várias expressões para indicar diferentes fases do seu crescimento. Transcreve-as.

3. Justifica porque falavam noutra língua os parentes do cronista.

4. Ao longo do texto, são colocadas em oposição duas faixas etárias – a infância e a idade adulta. Copia a frase que revela que o cronista associa à primeira a alegria e à segunda a tristeza.

5. Identifica o recurso expressivo presente nas linhas 25 a 30 e comenta a sua expressividade.

PARTE B Lê o texto seguinte.

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Referências

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