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PROCESSO Nº TST-RRAg A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/amf/ct/lsb

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Academic year: 2022

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(1)Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/amf/ct/lsb ACÓRDÃO DE RECURSO ORDINÁRIO PUBLICADO APÓS A VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. I – AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA DA RECLAMANTE. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA ECONÔMICA. O requisito de admissibilidade do artigo 896-A, §1º, I, da CLT é destinado à proteção da atividade produtiva, não devendo ser aplicado isoladamente em favor de trabalhador. Precedente unânime da 3ª Turma, de minha relatoria. DIFERENÇAS SALARIAIS POR ACÚMULO DE FUNÇÕES – TÉCNICA DE ENFERMAGEM E FAXINEIRA. ÓBICE DE NATUREZA PROCESSUAL – MATÉRIA DE NATUREZA FÁTICA E PROBATÓRIA – INCIDÊNCIA DA SÚMULA/TST Nº 126. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA SOCIAL, POLÍTICA OU JURÍDICA. O Tribunal Regional observou que as tarefas de limpeza relatadas pela reclamante foram desempenhadas desde o início do contrato de trabalho e que não representaram qualquer acréscimo de responsabilidade ao cargo de técnica de enfermagem ou impuseram maior desgaste à trabalhadora no desempenho de suas atividades. O acolhimento da tese recursal de que teria ocorrido desequilíbrio contratual a ensejar a condenação do reclamado ao pagamento de diferenças salariais por acúmulo de funções demandaria incursão investigativa em conteúdo alheio à esfera de atuação da instância extraordinária, nos termos do que dispõe a Súmula/TST nº 126. A natureza eminentemente fática e probatória da controvérsia impede a sua repercussão fora dos limites do processo, restando, portanto, ausentes os pressupostos do artigo 896-A, §1º, II, III e IV, da CLT. Agravo de instrumento conhecido e Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027.

(2) fls.2. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 desprovido, por ausência de transcendência. HORAS EXTRAS – REPOUSO SEMANAL REMUNERADO – HORISTA ATÍPICO – REMUNERAÇÃO MENSAL FIXA COM BASE EM JORNADA DE 180 HORAS, INDEPENDENTEMENTE DO NÚMERO DE HORAS TRABALHADAS. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA SOCIAL, POLÍTICA OU JURÍDICA. O Tribunal Regional registrou que, embora a autora tenha sido contratada mediante o pagamento de salário por hora, na prática recebia salário fixo mensalmente calculado a partir de jornada mensal de 180 horas, independentemente do número de horas trabalhadas. Assim, considerou que os repousos semanais remunerados já estavam incluídos no salário pago. O recurso de revista não oferece transcendência com relação aos reflexos de natureza social previstos no artigo 896-A, §1º, III, da CLT, uma vez que não se refere a direito assegurado aos trabalhadores pela CF. Por outro lado, não há transcendência política ou jurídica nos termos do artigo 896-A, §1º, II e IV, da CLT, tendo em vista que não se está diante de questão nova em torno da interpretação da legislação trabalhista, tampouco de decisão proferida de forma dissonante da jurisprudência do TST ou do STF. Aliás, longe de divergir, o acórdão recorrido encontra-se em sintonia com a iterativa, notória e atual jurisprudência desta Corte, consubstanciada em diversos precedentes envolvendo o mesmo reclamado, inclusive da SBDI-1 e da 3ª Turma. Por fim, a tese que fundamenta o pedido subsidiário não se encontra prequestionada no trecho do acórdão recorrido transcrito pela recorrente, razão pela qual, neste particular, o apelo esbarra no artigo 896, §1º-A, I, Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(3) fls.3. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 da CLT. Agravo de instrumento conhecido e desprovido, por ausência de transcendência. MULTA NORMATIVA. ÓBICE ESTRITAMENTE FORMAL – RECURSO DE REVISTA QUE NÃO INDICA VIOLAÇÃO DA CF OU DE LEI FEDERAL, CONTRARIEDADE A SÚMULA VINCULANTE OU SÚMULA DO TST OU DISSENSO PRETORIANO – INCIDÊNCIA DO ARTIGO 896, §1º-A, II E III, DA CLT. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA SOCIAL, POLÍTICA OU JURÍDICA. A reclamante não apontou, nas razões do recurso de revista, qualquer violação da CF ou de lei federal, tampouco indicou contrariedade a súmula vinculante ou súmula do TST ou dissenso pretoriano. Incide o artigo 896, §1º-A, II e III, da CLT como obstáculo ao seguimento do apelo, razão pela qual resta prejudicado o exame das razões recursais à luz dos critérios de transcendência social, política ou jurídica, previstos no artigo 896-A, §1º, II, III e IV, do mesmo diploma substantivo. Agravo de instrumento conhecido e desprovido, por ausência de transcendência. ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE – CUMULAÇÃO. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA SOCIAL, POLÍTICA OU JURÍDICA. O Tribunal Regional defendeu a tese de que não é possível a cumulação dos adicionais de insalubridade e periculosidade. O recurso de revista não oferece transcendência com relação aos reflexos de natureza social previstos no artigo 896-A, §1º, III, da CLT, uma vez que não se refere a direito assegurado aos trabalhadores pela CF. Por outro lado, não há transcendência política ou jurídica nos termos do artigo 896-A, §1º, II e IV, da CLT, tendo em vista que não se está diante de questão nova em torno da interpretação da legislação trabalhista, tampouco de decisão proferida de forma dissonante Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(4) fls.4. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 da jurisprudência do TST ou do STF. Aliás, longe de divergir, o acórdão recorrido encontra-se em sintonia com a iterativa, notória e atual jurisprudência deste Tribunal Superior, consubstanciada no julgamento do IRR-239-55.2011.5.02.0319 e nos diversos precedentes de suas turmas e da SBDI-1. Agravo de instrumento conhecido e desprovido, por ausência de transcendência. II – AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA DO RECLAMADO. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DO PRIMEIRO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE PARA O EXAME DE MÉRITO DO RECURSO DE REVISTA. O primeiro juízo decisório do recurso de revista encontra-se previsto no artigo 896, §1º, da CLT, dispositivo que não restringe a atuação da Presidência do TRT ao exame de seus pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. Dessa forma, não há que se falar em usurpação de competência funcional do TST quando a decisão denegatória é fundamentada no exame do mérito da decisão recorrida. Precedentes de todas as turmas desta Corte. Preliminar rejeitada. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA ECONÔMICA. A causa foi fixada em R$ 40.000,00, montante que não parece substancial a ponto de que se autorize o trânsito do recurso de revista pela via de admissibilidade do artigo 896-A, §1º, I, da CLT. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA SOCIAL. O pressuposto do artigo 896-A, §1º, III, da CLT é destinado a enfatizar os recursos que buscam a proteção dos direitos sociais constitucionais dos trabalhadores. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. ÓBICE DE NATUREZA PROCESSUAL – RECURSO DE REVISTA QUE NÃO TRANSCREVE OS TRECHOS DA DECISÃO RECORRIDA QUE CONSUBSTANCIAM O Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(5) fls.5. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 PREQUESTIONAMENTO DA CONTROVÉRSIA – INCIDÊNCIA DO ARTIGO 896, §1º-A, I, DA CLT. AUSÊNCIA DE TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA OU JURÍDICA. Os trechos transcritos pelo reclamado nas razões de revista não correspondem ao acórdão recorrido, tendo sido, evidentemente, extraídos de outro processo. Incide o artigo 896, §1º-A, I, da CLT como obstáculo ao trânsito do apelo, razão pela qual se entende que não restaram demonstrados os requisitos do artigo 896-A, §1º, II e IV, da CLT. Agravo de instrumento conhecido e desprovido, por ausência de transcendência. HORAS EXTRAS – REGIME 12X36. PRESENÇA DE TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA. Nada obstante a incontroversa validade do regime 12x36 autorizado por norma coletiva, o Tribunal Regional manteve a sentença, que condenou o reclamado ao pagamento das horas extras, assim considerados os minutos residuais superiores a 10 diários e as horas excedentes da 10ª diária, 44ª semanal e 180ª mensal. O recurso de revista oferece transcendência com relação aos reflexos gerais de natureza política previstos no artigo 896-A, §1º, II, da CLT, tendo em vista que a decisão regional foi proferida de forma aparentemente divergente da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. A razoabilidade da tese de violação do artigo 7º, XIII, da CF justifica o provimento do agravo de instrumento. Agravo de instrumento conhecido e provido. III – RECURSO DE REVISTA DO RECLAMADO. HORAS EXTRAS – REGIME 12X36. Nada obstante a incontroversa validade do regime 12x36 autorizado por norma coletiva, o Tribunal Regional manteve a sentença, que condenou o reclamado ao pagamento das horas extras, assim considerados os minutos residuais Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(6) fls.6. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 superiores a 10 diários e as horas excedentes da 10ª diária, 44ª semanal e 180ª mensal. A atenta leitura do recurso de revista demonstra que o reclamado não desenvolve qualquer argumento a respeito dos minutos que antecedem e que sucedem a jornada de trabalho, tampouco quanto às horas extras excedentes da 180ª mensal, restando preclusas quaisquer insurgências relativas a esses pontos. Por outro lado, o recorrente não ataca a assertiva do Colegiado a quo, de que as horas extras excedentes da 10ª diária decorreriam de critério adotado pelo próprio reclamado, o qual afirmou que pagava, a título de trabalho extraordinário, as horas que ultrapassavam tal limite. O apelo revisional esbarra no artigo 896, §1º-A, III, da CLT, neste último particular. No que concerne, especificamente, à condenação às horas extras excedentes da 44ª semanal, a iterativa, notória e atual jurisprudência desta Corte é a de que a alternância da jornada semanal típica do regime especial 12x36, em que o trabalho é realizado em três dias (36 horas) em uma semana e em quatro dias (48 horas) na semana seguinte, atende o limite semanal imposto pelo artigo 7º, XIII, da CF. Precedentes. Recurso de revista conhecido por violação do artigo 7º, XIII, da CF e parcialmente provido. HONORÁRIOS DE ADVOGADO. PRESENÇA DE TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA. O Tribunal Regional manteve a condenação do reclamado em honorários de advogado, apesar de a autora não se encontrar assistida por patrono credenciado pelo sindicato profissional. O recurso de revista oferece transcendência com relação aos reflexos gerais de natureza política previstos no artigo 896-A, §1º, II, da CLT, tendo em vista que a Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(7) fls.7. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 decisão regional foi proferida de forma divergente da Súmula/TST nº 219, I. Recurso de revista conhecido por contrariedade à Súmula/TST nº 219, I, e provido. CONCLUSÃO: agravo de instrumento da reclamante conhecido e desprovido, por ausência de transcendência; agravo de instrumento do reclamado conhecido e parcialmente provido; recurso de revista do reclamado conhecido e parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista com Agravo n° TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027, em que são Agravante, Agravado e Recorrente HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO S.A. e Agravante, Agravado e Recorrido NARA BEATRIZ FERNANDES OLIVEIRA MARTINS. O Tribunal do Trabalho da 4ª Região negou provimento aos recursos ordinários interpostos pela reclamante e pela reclamada. A reclamante interpôs recurso de revista quanto aos temas: diferenças salariais por acúmulo de funções – técnica de enfermagem e faxineira, por violação dos artigos 13 da Lei nº 6.615/1978 e 12, 13 e 15 da Lei nº 7.498/1986 e divergência jurisprudencial; horas extras – repouso semanal remunerado – horista atípico – remuneração mensal fixa com base em jornada de 180 horas, independentemente do número de horas trabalhadas, por violação do artigo 7º, “b” e §2º, da Lei nº 605/1949, contrariedade à Súmula/TST nº 146 e divergência jurisprudencial; multa normativa, desfundamentado e adicionais de insalubridade e periculosidade – cumulação, por violação dos artigos 5º, §3º, 6º, 7º, XXII e XXIII, e 200 da CF e 193, §2º, da CLT. O reclamado interpôs recurso de revista quanto aos temas: honorários de advogado, por contrariedade às Súmulas/TST nºs 219 e 329 e divergência jurisprudencial; repouso semanal remunerado, desfundamentado e horas extras – regime 12x36, por violação dos artigos 5º, II, e 7º, XIII e XXVI, da CF e contrariedade à Súmula/TST nº 444. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(8) fls.8. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 O recurso da reclamada foi parcialmente admitido e o apelo da reclamante foi denegado pela Vice-Presidência do TRT. As recorrentes interpuseram agravos de instrumento. Contraminuta e contrarrazões apresentadas pela ré. Sem remessa ao Ministério Público do Trabalho. É o relatório. V O T O I – AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA DA RECLAMANTE A Vice-Presidência do TRT negou seguimento ao recurso de revista da reclamante, adotando os seguintes fundamentos: PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (feriados forenses - de 20 de dezembro a 06 de janeiro -, conforme Lei 5.010/66, e suspensão dos prazos processuais - de 07 a 20 de janeiro, segundo a Resolução Administrativa nº 33/2016 do TRT da 4ª Região, para fins da Súmula 385, II, do TST). Representação processual regular. O preparo é inexigível. PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS REMUNERAÇÃO, VERBAS INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS / SALÁRIO / DIFERENÇA SALARIAL / SALÁRIO POR ACÚMULO DE CARGO / FUNÇÃO. REMUNERAÇÃO, VERBAS INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS / ADICIONAL / ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. REMUNERAÇÃO, VERBAS INDENIZATÓRIAS E BENEFÍCIOS / ADICIONAL / ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. DIREITO COLETIVO / ACORDO E CONVENÇÃO COLETIVOS DE TRABALHO / MULTA CONVENCIONAL. DURAÇÃO DO TRABALHO / REPOUSO. SEMANAL. REMUNERADO E FERIADO. Não admito o recurso de revista no item. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(9) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 A teor do art. 896, § 1º-A, da CLT, com a redação dada pela Lei 13.015/14, aplicável aos recursos interpostos de acórdãos publicados a partir de 22/09/14, não se recebe recurso de revista que deixar de indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto de inconformidade; que deixar de indicar, de forma explícita e fundamentada, contrariedade a dispositivo de lei, súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho que conflite com a decisão regional, bem como que deixar de expor as razões do pedido de reforma, impugnando todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida, inclusive mediante demonstração analítica de cada dispositivo de lei, da Constituição Federal, de súmula ou orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte. Na análise do recurso, evidencia-se que a parte não observou o ônus que lhe foi atribuído pela lei, na medida em que não estabeleceu o confronto analítico em relação aos dispositivos de lei e da Constituição Federal invocados. Ainda, a análise de divergência jurisprudencial sobre o tema se torna inviável quando a parte não procede ao cotejo analítico entre a tese do Tribunal Regional e cada um dos paradigmas e súmulas trazidos à apreciação. O entendimento que vem se formando em vias de pacificidade no âmbito do TST é de que é imperioso que as razões recursais demonstrem de maneira explícita, fundamentada e analítica a divergência jurisprudencial ou a violação legal. Dessa forma, recursos com fundamentações genéricas, baseadas em meros apontamentos de dispositivos tidos como violados, e sem a indicação do ponto/trecho da decisão recorrida que a parte entende ser ofensivo à ordem legal ou divergente de outro julgado, não merecem seguimento. (AIRR-10028-85.2013.5.04.0664, 1ª Turma, DEJT 08/06/2015; AIRR-130585-98.2014.5.13.0023, 2ª Turma, DEJT 22/04/2016; AIRR-2951-67.2013.5.22.0003, 3ª Turma, DEJT 05/06/2015;AIRR 690-53.2014.5.11.0019, 4ª Turma, DEJT 15/04/2016; AIRR 180-39.2014.5.08.0208, 5ª Turma, DEJT 02/10/2015; AIRR-307-78.2012.5.04.0233, 6ª AIRR-42700-94.2014.5.13.0007, 7ª. Turma, Turma,. DEJT DEJT. 12/06/2015; 12/06/2015;. AIRR-309-73.2011.5.04.0721, 8ª Turma, DEJT 29/05/2015; AgR-E-AIRR-1542-32.2013.5.09.0128, SDI-1, DEJT 19/02/2016). Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. fls.9.

(10) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 Nestes termos, nego seguimento ao recurso quanto ao(s) tópico(s) “DO ACÚMULO DE FUNÇÃO - PLUS SALARIAL”, “DO DESCANSO SEMANAL REMUNERADO”, “DESCANSO SEMANAL REMUNERADOPEDIDO ALTERNATIVO”, “DA MULTA NORMATIVA EM RAZÃO DA AUSÊNCIA DE LOCAL ESPECÍFICO PARA DESCANSO”,”DA CUMULAÇÃO DO INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE”.. ADICIONAL. DE. CONCLUSÃO Nego seguimento. 1 – CONHECIMENTO – PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Satisfeitos os pressupostos referentes tempestividade e à representação, sendo desnecessário o preparo.. à. 2 – MÉRITO – PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS TRANSCENDÊNCIA ECONÔMICA O requisito de admissibilidade do artigo 896-A, §1º, I, da CLT é destinado à proteção da atividade produtiva, não devendo ser aplicado isoladamente em favor de trabalhador. Precedente unânime da 3ª Turma, de minha relatoria: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO EM FACE DE ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI 13.467/2017. TRANSCENDÊNCIA ECONÔMICA. O ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, em artigo publicado no sítio eletrônico da AGU, ressalta que “a transcendência econômica está ligada não diretamente ao valor da causa, em termos absolutos, mas à sua importância para a empresa pública ou privada”. Destaca que, “se a imposição de determinada condenação puder acarretar o próprio comprometimento da atividade produtiva de uma empresa, deve haver uma última revisão da causa pelo TST, para verificar se o direito é patente e não houve distorções que supervalorem o que é devido em Justiça” (“O Critério de Transcendência no Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. fls.10.

(11) fls.11. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 Recurso de Revista - Projeto de Lei nº 3.267/00” in https:// www.agu.gov.br/page/download/index/id/892456 - consulta em 25/1/2019). Esse entendimento mereceu acolhimento pela 6ª Turma do TST, que, ampliando seu alcance, passou a examinar a transcendência econômica por meio de uma comparação entre os valores atribuídos à causa ou à condenação e o capital social da empresa ou a remuneração do trabalhador. Aquele órgão fracionário tem levado em consideração o eventual impacto da importância constante do título executivo judicial tanto para a permanência da atividade econômica quanto para a vida do trabalhador dali em diante. Ainda que de certa forma se entenda razoável o cotejo entre o capital social e o montante a ser despendido pelo empresário ao final do processo, não parece adequado verificar o critério da transcendência à luz do salário, data venia. Isso porque uma grande discrepância entre o valor final devido ao trabalhador e sua remuneração não resultaria, a priori, em qualquer consequência temerária que demandasse cuidado especial da instância extraordinária na apreciação do recurso interposto pelo polo hipossuficiente; muito pelo contrário, quanto maior a diferença entre os valores, maior a impressão que se teria da integral satisfação dos créditos do trabalhador. Aparentemente, a intenção do legislador foi mesmo estabelecer um filtro destinado a privilegiar a análise das causas em que o resultado final poderia embaraçar a continuidade da atividade produtiva, como diz o ministro Ives Gandra. Essa impressão ganha consistência pelo fato de que os indicadores de transcendência política e jurídica são voltados somente ao atendimento de pressupostos de cunho jurisprudencial, enquanto a repercussão social pretende garantir que o TST assegure o império da Constituição Federal na proteção dos direitos dos trabalhadores. A transcendência econômica, portanto, parece voltada, de forma direta, à preservação da atividade produtiva e, de forma mediata, à arrecadação de tributos e à produção de empregos, entre outros benefícios sociais. No caso específico dos autos, o valor da causa foi fixado em R$ 1.807.456,00 e a condenação arbitrada para fins recursais em R$ 480.000,00, ao passo que a recorrente possui capital social de R$ 350.000,00. Ainda que a importância integralizada pelos sócios não seja o único fator a ser avaliado para se aferir o poderio econômico de uma entidade, referido critério, à falta de informações mais pormenorizadas a respeito do patrimônio líquido, pode servir como parâmetro a ser Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(12) fls.12. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 observado no exame do requisito da admissibilidade previsto no artigo 896-A, §1º, I, da CLT. A prudência orienta para o reconhecimento da transcendência econômica na hipótese concreta. Transcendência reconhecida. (AIRR - 52-80.2016.5.14.0402, Relator Ministro: Alexandre de Souza Agra Belmonte, 3ª Turma, DEJT 1º/3/2019) 2.1 – DIFERENÇAS SALARIAIS POR ACÚMULO DE FUNÇÕES – TÉCNICA DE ENFERMAGEM E FAXINEIRA A Vice-Presidência do TRT não admitiu o recurso de revista no tópico em destaque, ao entendimento de que a reclamante não teria procedido ao confronto analítico entre a decisão recorrida e os dispositivos de lei e da CF tidos por violados e as súmulas e arestos paradigmas trazidos ao confronto de teses. O agravo de instrumento impugna de forma satisfatória os termos do despacho de admissibilidade. Ao contrário do que afirma o juízo denegatório, a reclamante procedeu de acordo com as exigências do artigo 896, §1º-A, II e III, da CLT. Passa-se, assim, ao exame dos demais pressupostos intrínsecos de admissibilidade do apelo, conforme a diretriz da OJ da SBDI-1 nº 282. A agravante reitera as razões do apelo revisional, nas quais destacou os seguintes trechos da decisão de recurso ordinário, que, de acordo com o seu entendimento, consubstanciariam o prequestionamento da controvérsia: 1.4) DO PLUS SALARIAL POR ACÚMULO DE FUNÇÕES Rebela-se a reclamante contra a decisão de origem, que julgou improcedente o pedido de plus salarial por acúmulo de funções. Aduz que a execução de atividades de higienização contraria o disposto na Lei 7.498/86, que disciplina a profissão dos técnicos de enfermagem. Diz que “Não se pode crer que um profissional da área de saúde tenha como sua atribuição a limpeza com sabão e produtos específicos de faxina”. Menciona, ademais, que a faxina das salas de cirurgia após o uso acarretava esforço extra, para o qual não foi contratada. Pondera que “Ao utilizar produtos específicos de Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(13) fls.13. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 limpeza, não se tá a realizar uma mera higienização para preparar os equipamentos, mas sim, está sendo realizadas atividades inerentes ao cargo de faxineira, que em nada se confundem com o atendimento e o cuidado de pacientes para o qual foi contratada”. Acrescenta que após abril/2015 tais atribuições passaram a ser realizadas pelos auxiliares gerais, que executam as atividades de limpeza de todo o reclamado, o que mais reforça a irregularidade praticada. Examina-se. Segundo a regra contida no artigo 456, parágrafo único, da CLT, à falta de prova ou inexistindo cláusula contratual expressa, entende-se que o empregado se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com sua condição pessoal. Observa-se que o pedido de “plus” salarial pressupõe alteração contratual com acréscimo indevido de tarefas no decorrer do contrato, de forma a exigir maior responsabilidade ou desgaste do empregado, não havendo acúmulo quando todas são desenvolvidas desde a admissão, independentemente da natureza das atividades. Isso porque inexiste no ordenamento jurídico trabalhista (salvo exceções expressamente previstas, caso, por exemplo, dos radialistas - Lei n. 6.615/78) previsão para a contraprestação de várias funções realizadas para o mesmo empregador, dentro da mesma jornada de trabalho. Disse a reclamante em depoimento pessoal que “faz ‘faxina’ na sala de cirurgia, passando pano com água e sabão na maca e no mobiliário; que trabalhavam no bloco cirúrgico de 6 a 8 técnicos de enfermagem e todos participam da faxina se não estão participando da cirurgia; que em suma essas eram as suas atividades (...); que passou a desempenhar a atividade de faxina em 2009, ao que se recorda; que antes dessa data a tarefa em questão estava a cargo do pessoal de higienização (...); que o pessoal da área de higienização do hospital limita-se a limpar o chão e parede”. Nota-se que na petição inicial a reclamante alega que “trabalhava e continua trabalhando em atividades extra contrato”, ou seja, do que se conclui que as referidas atividades foram desempenhadas desde o início da contratualidade.. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(14) fls.14. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 Sob outro aspecto, entende-se que as atividades de limpeza relatadas não importam em maior responsabilidade ou desgaste do empregado, a ensejar o pagamento do adicional pretendido. Em razão do exposto, a decisão recorrida deve ser mantida da forma como ditada. Apelo desprovido. (destaques da recorrente) Perseguiu no recurso de revista as diferenças salariais decorrentes do acúmulo de suas funções de técnica de enfermagem com as de faxineira. Argumentou que não desempenhou as atividades de limpeza e higienização desde o início da contratualidade. Afirmou que tais atribuições passaram a ser desempenhadas pelos auxiliares de serviços gerais a partir de 2015. Apontou violação dos artigos 13 da Lei nº 6.615/1978 e 12, 13 e 15 da Lei nº 7.498/1986 e divergência jurisprudencial. Ao exame. O Tribunal Regional observou que as tarefas de limpeza relatadas pela reclamante foram desempenhadas desde o início do contrato de trabalho e que não representaram qualquer acréscimo de responsabilidade ao cargo de técnica de enfermagem ou impuseram maior desgaste à trabalhadora no desempenho de suas atividades. O acolhimento da tese recursal de que teria ocorrido desequilíbrio contratual a ensejar a condenação do reclamado ao pagamento de diferenças salariais por acúmulo de funções demandaria incursão investigativa em conteúdo alheio à esfera de atuação da instância extraordinária, nos termos do que dispõe a Súmula/TST nº 126. A natureza eminentemente fática e probatória da controvérsia impede a sua repercussão fora dos limites do processo, restando, portanto, ausentes os pressupostos do artigo 896-A, §1º, II, III e IV, da CLT. Nego provimento. 2.2 – HORAS EXTRAS – REPOUSO SEMANAL REMUNERADO – HORISTA ATÍPICO – REMUNERAÇÃO MENSAL FIXA COM BASE EM JORNADA DE 180 HORAS, INDEPENDENTEMENTE DO NÚMERO DE HORAS TRABALHADAS Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(15) fls.15. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027. A Vice-Presidência do TRT não admitiu o recurso de revista no tópico em destaque, ao entendimento de que a reclamante não teria procedido ao confronto analítico entre a decisão recorrida e os dispositivos de lei e da CF tidos por violados e as súmulas e arestos paradigmas trazidos ao confronto de teses. O agravo de instrumento impugna de forma satisfatória os termos do despacho de admissibilidade. Ao contrário do que afirma o juízo denegatório, a reclamante procedeu de acordo com as exigências do artigo 896, §1º-A, II e III, da CLT. Passa-se, assim, ao exame dos demais pressupostos intrínsecos de admissibilidade do apelo, conforme a diretriz da OJ da SBDI-1 nº 282. A agravante reitera as razões do apelo revisional, nas quais destacou os seguintes trechos da decisão de recurso ordinário, que, de acordo com o seu entendimento, consubstanciariam o prequestionamento da controvérsia: 1.2) DOS REPOUSOS SEMANAIS REMUNERADOS Rebela-se a reclamante contra a decisão de origem, que julgou improcedente o pedido de “pagamento da parcela referente ao descanso semanal remunerado de todo o contrato de trabalho”, e, sucessivamente, o “pagamento de 04 dias por ano à título de descanso semanal remunerado”. Diz ter restado provado que o reclamado não pagou o valor correspondente aos descansos semanais remunerados, “o que é confessado em contestação, alegando sempre que a Recorrente é empregada mensalista e remunera o repouso semanal de acordo com o previsto no art. 7º, § 2º da Lei 605/49”. Diz, contudo, ser empregada horista, e que a remuneração do repouso semanal deverá ser “à de sua jornada de trabalho, computadas as horas extraordinárias prestadas”. Refere, ademais, que “se observarmos os recibos de salários de toda a contratualidade veremos que o salário básico do Recorrente nem sempre é o mesmo, o que demonstra que existe variação no número de horas trabalhadas e comprova o caráter horista do salário”. Aduz, por fim, que o reclamado não trouxe aos autos os primeiros recibos de Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(16) fls.16. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 salários “que comprovariam a prática da falta de pagamento do repouso semanal remunerado”. Ao exame. Assim restou decidido na origem: Consta no contrato de trabalho, cláusula segunda, o valor do salário hora da empregada (ID 369d781) e na ficha de registro de empregados que a forma de pagamento será mensal (ID 0021135). Contudo, ainda que a contratação tenha sido por salário hora, os recibos de pagamento demonstram que a autora sempre recebeu pagamento por 180 horas por mês. Desta forma, considerando o horário de trabalho da reclamante, fica evidenciado constar no módulo de pagamento mensal também a satisfação dos repousos semanais remunerados, porque se assim não fosse, haveria variação no número de horas pagas, pois como bem referido na exordial, nem todos os meses tem o mesmo número de dias. Ainda que contratada como horista (ID 369d781 - Pág. 1), os demonstrativos de pagamento (ID 4c40571) denotam que o valor pago era sempre o múltiplo do valor hora pela carga mensal de 180 (rubrica “SALÁRIO BÁSICO C/DSR” em valor fixo), independente da carga mensal efetivamente trabalhada. Portanto, tem-se que os repousos semanais já estavam considerados dentro das 180 horas e, assim, já remunerados, pois a reclamante era empregada mensalista. Como é cediço a carga de 180 mensais é em verdade um divisor (assim como o 220) e não representam o total de horas efetivamente trabalhadas, na medida em que incluem as horas de repousos ocorrentes no mês (180/30 dias = 6 horas diárias; 220/30 dias do mês, incluindo, portanto, os repousos = 7,33 centesimal ou 7h20min por dia). Logo, se a reclamante era remunerada pelo correspondente a 180 horas mensais (o que resta bem evidenciado nos recibos salariais) sua remuneração era mensal e incluía os repousos. Negado provimento. (destaques da recorrente) Alegou no recurso de revista que o reclamado não pagou os valores correspondentes aos repousos semanais remunerados. Argumentou que a remuneração do RSR do trabalhador horista deve ser equivalente à Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(17) fls.17. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 jornada de trabalho, computada as horas extras prestadas. Afirmou que o recorrido não trouxe o contrato de trabalho aos autos. Formulou pedido subsidiário, de que o reclamado seja condenado ao pagamento de até 5 dias por ano a título de DSR, em razão da oscilação de meses com 4 e 5 semanas. Apontou violação do artigo 7º, “b” e §2º, da Lei nº 605/1949, contrariedade à Súmula/TST nº 146 e divergência jurisprudencial. Pois bem. O Tribunal Regional registrou que, embora a autora tenha sido contratada mediante o pagamento de salário por hora, na prática, recebia salário fixo mensalmente calculado a partir de jornada mensal de 180 horas, independentemente do número de horas trabalhadas. Assim, considerou que os repousos semanais remunerados já estavam incluídos no salário pago. O recurso de revista não oferece transcendência com relação aos reflexos de natureza social previstos no artigo 896-A, §1º, III, da CLT, uma vez que não se refere a direito assegurado aos trabalhadores pela CF. Por outro lado, não há transcendência política ou jurídica nos termos do artigo 896-A, §1º, II e IV, da CLT, tendo em vista que não se está diante de questão nova em torno da interpretação da legislação trabalhista, tampouco de decisão proferida de forma dissonante da jurisprudência do TST ou do STF. Aliás, longe de divergir, o acórdão recorrido encontra-se em sintonia com a iterativa, notória e atual jurisprudência desta Corte, consubstanciada em diversos precedentes envolvendo o mesmo reclamado, inclusive da SBDI-1 e da 3ª Turma: PROCESSO ANTERIOR À LEI Nº 13.467/2017. RECURSO DE REVISTA DA AUTORA. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONTRATAÇÃO COMO HORISTA. REMUNERAÇÃO MENSAL FIXA COM BASE EM JORNADA DE 180 HORAS, INDEPENDENTEMENTE DO NÚMERO DE HORAS TRABALHADAS. HORISTA ATÍPICO. INDEVIDOS. Primeiramente, sinale-se a diferença básica entre os dois tipos de empregados: empregado horista é aquele que recebe de acordo com o número de horas trabalhadas, respeitados os limites constitucionais de Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(18) fls.18. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 jornada máxima e o salário mínimo, tratando-se, portanto, de salário variável, enquanto o empregado mensalista recebe um valor fixo por mês, tendo módulo semanal fixo geralmente de 30, 36, 40 ou 44 horas e mensal de 150, 180, 200 ou 220, respectivamente. O eg. TRT consignou que, embora a autora tenha sido contratada mediante o pagamento de salário por hora, na prática, recebia salário fixo mensalmente calculado a partir de jornada mensal de 180 horas, independentemente do número de horas trabalhadas. Assim, considerou que os repousos semanais remunerados já estavam incluídos no salário pago. Desconstituída a condição de horista da autora, mediante exame do contrato realidade, restam intactos os arts. 1º e 7º, “b”, da Lei n.º 605/49 e a Súmula 91 do c. TST. Ademais, a matéria foi proferida em consonância com a iterativa, notória e atual jurisprudência desta Corte Superior. Precedentes. Recurso de revista não conhecido. (RR-861-48.2013.5.04.0016, 3ª Turma, Relator Ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte, DEJT 18/9/2020) AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMANTE. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA LEI 13.015/2014. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. O Tribunal Regional, amparado na prova documental, consignou que a autora, embora contratada como horista, “era remunerada por mês, nele estando já incluído o valor de todos os repousos semanais remunerados”. Sustentou, ainda, que “a alteração da denominação atribuída ao salário básico para salário com DSR” não modificou “a situação até então existente no contrato de trabalho de remunerá-la pelas 180 horas fixas prestadas no mês”. Nesse contexto, em que constatada a condição da reclamante de empregada mensalista, não há falar em violação do art. 7º, “b”, da Lei 605/1949, tampouco em contrariedade à Súmula 91/TST, conforme o posicionamento adotado por esta Corte Superior em processos envolvendo o mesmo empregador e a mesma situação ora retratada. Precedentes. Agravo de instrumento a que se nega provimento. (ARR-999-16.2012.5.04.0027, 2ª Turma, Relatora Ministra Maria Helena Mallmann, DEJT 14/6/2019) RECURSO DE EMBARGOS REGIDO PELA LEI No 13.015/2014. DIFERENÇAS SALARIAIS. REPERCUSSÃO DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(19) fls.19. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 EMPREGADA CONTRATADA COMO HORISTA QUE RECEBIA SALÁRIO FIXO MENSAL. 1. A 5ª Turma não conheceu do recurso de revista da reclamante, na fração de interesse, mantendo o acórdão regional em que se indeferiu o pedido de diferenças de repouso semanal remunerado pela integração do adicional de periculosidade. Fundamentou que a reclamante, embora contratada como horista, era remunerada por meio de salário fixo mensal, no qual já está integrado o repouso semanal remunerado. 2. A embargante alega a impossibilidade de empregado horista, que recebe salário mensal fixo, perceber o repouso semanal remunerado de forma complessiva e não destacadamente, na forma do art. 7º, “b”, da Lei nº 605/49. 3. Trabalhador horista é aquele que tem seu salário calculado segundo as horas efetivamente trabalhadas. Nessa modalidade, o repouso semanal remunerado não está incluído no valor ajustado, devendo, necessariamente, ser calculado e discriminado em separado. 4. Entretanto, o quadro fático revelado nos autos retrata a situação atípica de empregada que, embora contratada como horista, recebe salário fixo mensal, o que, a rigor, seria inviável. Constatando-se que a reclamante não era empregada horista típica, mas mensalista, o cômputo do repouso semanal remunerado no salário mensal encontra lastro no art. 7º, § 2º, da Lei nº 605/49. 5. Nesse contexto, correto o indeferimento da repercussão do adicional de periculosidade no repouso semanal remunerado, que já estava inserido em sua base de cálculo, sob pena de incorrer-se em “bis in idem”. Recurso de embargos conhecido e desprovido. (E-ED-ARR-1442-09.2012.5.04.0013, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, DEJT 4/5/2018) Por fim, a tese que fundamenta o pedido subsidiário não se encontra prequestionada no trecho do acórdão recorrido transcrito pela recorrente, razão pela qual, neste particular, o apelo esbarra no artigo 896, §1º-A, I, da CLT. Nego provimento. 2.3 – MULTA NORMATIVA. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(20) fls.20. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 A Vice-Presidência do TRT não admitiu o recurso de revista no tópico em destaque, ao entendimento de que a reclamante não teria procedido ao confronto analítico entre a decisão recorrida e os dispositivos de lei e da CF tidos por violados e as súmulas e arestos paradigmas trazidos ao confronto de teses. O agravo de instrumento impugna de forma satisfatória os termos do despacho de admissibilidade. Ao contrário do que afirma o juízo denegatório, a reclamante procedeu de acordo com as exigências do artigo 896, §1º-A, II e III, da CLT. Passa-se, assim, ao exame dos demais pressupostos intrínsecos de admissibilidade do apelo, conforme a diretriz da OJ da SBDI-1 nº 282. A agravante reitera as razões do apelo revisional, nas quais destacou os seguintes trechos da decisão de recurso ordinário, que, de acordo com o seu entendimento, consubstanciariam o prequestionamento da controvérsia: 1.3) DA MULTA NORMATIVA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER A autora investe contra a sentença, no ponto em que indeferiu o pagamento de multa prevista na cláusula 33ª da norma coletiva da categoria, ao fundamento de que ausente local adequado para descanso dos plantonistas. Aponta equívoco no entendimento da sentença, de que o descanso poderia se dar em qualquer lugar, alegando que esta percepção esvazia o sentido da norma coletiva. Suscita o grande desgaste da atividade e que a ausência de descanso adequado pode colocar em risco todo o ideal contido na norma, além de trazer riscos evidentes à atuação do empregado. Ao exame. Reza a norma coletiva em comento que “Os empregadores deverão manter local adequado para descanso de seus empregados nos intervalos de plantões” (vide cláusula 33ª, ID nº 76eb004 - Págs. 8 e 9). Referiu a reclamante, em depoimento pessoal, “que existe uma cozinha no andar dotada de cadeiras, mesa, pia, micro-ondas e geladeira; que o pessoal da área de higienização do hospital limita-se a limpar o chão e parede; que o reclamado conta com refeitório do térreo”. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(21) fls.21. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 A única testemunha ouvida, trazida a convite da reclamante, disse: que a depoente trabalha desde maio de 1992 para o réu, como técnico de enfermagem, nos últimos anos no bloco cirúrgico junto com a reclamante, no mesmo turno.; (...) que todos os técnicos fazem as refeições na cozinha existente no andar; que os médicos têm local de descanso, dormitório; que além do intervalo intrajornada, não dispõe de outro intervalo, dizendo que descansam entre uma e outra cirurgia no próprio bloco; Nada mais foi dito nem lhe perguntado. Entende-se que as normas coletivas não exigem um local específico para o descanso, bastando que haja um espaço onde os empregados possam gozar dos respectivos intervalos. O depoimento da testemunha ouvida a convite da reclamante evidencia que havia cozinha à disposição dos técnicos no respectivo andar. No caso, incumbia à reclamante o ônus da prova quanto à alegada inexistência de locais adequados para descanso (art. 818 da CLT), encargo do qual não se desincumbiu. Apelo desprovido, no aspecto. (destaques da recorrente) A reclamante não apontou, nas razões do recurso de revista, qualquer violação à CF ou a lei federal, tampouco indicou contrariedade a súmula vinculante ou súmula do TST ou dissenso pretoriano. Incide o artigo 896, §1º-A, II e III, da CLT como obstáculo ao seguimento do apelo, razão pela qual resta prejudicado o exame das razões recursais à luz dos critérios de transcendência social, política ou jurídica, previstos no artigo 896-A, §1º, II, III e IV, do mesmo diploma substantivo. Nego provimento. 2.4 – ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE – CUMULAÇÃO A Vice-Presidência do TRT não admitiu o recurso de revista no tópico em destaque, ao entendimento de que a reclamante não teria procedido ao confronto analítico entre a decisão recorrida e os Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(22) fls.22. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 dispositivos de lei e da CF tidos por violados e as súmulas e arestos paradigmas trazidos ao confronto de teses. O agravo de instrumento impugna de forma satisfatória os termos do despacho de admissibilidade. Ao contrário do que afirma o juízo denegatório, a reclamante procedeu de acordo com as exigências do artigo 896, §1º-A, II e III, da CLT. Passa-se, assim, ao exame dos demais pressupostos intrínsecos de admissibilidade do apelo, conforme a diretriz da OJ da SBDI-1 nº 282. A agravante reitera as razões do apelo revisional, nas quais destacou os seguintes trechos da decisão de recurso ordinário, que, de acordo com o seu entendimento, consubstanciariam o prequestionamento da controvérsia: 1.1) DOS ADICIONAIS DE PERICULOSIDADE E INSALUBRIDADE. PERCEPÇÃO SIMULTÂNEA Rebela-se a reclamante contra a decisão de origem, que julgou improcedente o pedido de cumulação dos adicionais em epígrafe. Defende que não há qualquer regramento que legitime a compensação dos adicionais, de modo que o art. 7º da Constituição Federal assegura o direito a ambos. Afirma que o art. 6º da Carta Magna qualifica a saúde como direito fundamental e social. Cita a Convenção 155 da OIT para corroborar a tese da possibilidade de cumulação dos adicionais, alegando que a referida convenção seria superior hierarquicamente às disposições celetistas, nos termos do art. 5º, §3º, da Constituição Federal. Alega que, com este caráter supralegal, não mais prevaleceria o disposto no art. 193, § 2º, da CLT. Destaca que os fatos geradores dos adicionais discutidos são diversos, não havendo qualquer motivo ou norma justificando a sua compensação. Defende, ainda, que o adicional de insalubridade deve ser calculado e pago com base na remuneração ou salário contratual, uma vez que tem natureza remuneratória, conforme fixou a Constituição Federal. Ao exame. Resta pacífico nos autos que a reclamante percebe o pagamento de adicional de periculosidade. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(23) fls.23. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 Em contestação, o reclamado reconhece que a reclamante labora exposta a condições insalubres em grau máximo (vide ID nº 60417af - Pág. 12). Pondera, todavia, ser indevida a cumulação de ambos adicionais. De fato, a Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XXIII, estabelece que os adicionais de periculosidade, insalubridade ou penosidade ali elencados são devidos “na forma da lei”. E a lei a que se refere a Constituição Federal é, no caso, a CLT, a dispor, sob o parágrafo 2º do artigo 193, que trata do direito ao adicional de periculosidade, que “O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.” Nesse sentido, a recente Súmula 76 deste Tribunal, verbis: “Súmula nº 76 - ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE. ACUMULAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. O pagamento cumulativo dos adicionais de insalubridade e periculosidade encontra óbice no artigo 193, § 2º, da CLT, o qual faculta ao empregado o direito de optar pelo adicional mais favorável. Inexistência de violação aos incisos XXII e XXIII, do artigo 7º, da Constituição.” Sinala-se que a base de cálculo do adicional de insalubridade é o salário mínimo, salvo nos casos de ajuste em sentido diverso no contrato de trabalho ou no plano coletivo, situação não verificada no caso em apreço. Tem incidência a Súmula nº 62 deste Tribunal. Nesses termos, considerando que o adicional de periculosidade já adimplido é mais vantajoso à trabalhadora, somente este lhe é devido, ante a vedação legal de cumulação dos adicionais. Neste sentido já decidiu esta Turma nos autos do processo nº 0021622-23.2015.5.04.0019 (TRT da 4ª Região, 6ª Turma, 0021622-23.2015.5.04.0019 RO, em 13/07/2017, Desembargador Raul Zoratto Sanvicente). Negado provimento. (destaques da recorrente) Defendeu no recurso de revista a possibilidade de cumulação dos adicionais de insalubridade e periculosidade. Apontou violação dos artigos 5º, §3º, 6º, 7º, XXII e XXIII, e 200 da CF e 193, §2º, da CLT. Vejamos. O Tribunal Regional defendeu a tese de que não é possível a cumulação dos adicionais de insalubridade e periculosidade. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(24) fls.24. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 O recurso de revista não oferece transcendência com relação aos reflexos de natureza social previstos no artigo 896-A, §1º, III, da CLT, uma vez que não se refere a direito assegurado aos trabalhadores pela CF. Por outro lado, não há transcendência política ou jurídica nos termos do artigo 896-A, §1º, II e IV, da CLT, tendo em vista que não se está diante de questão nova em torno da interpretação da legislação trabalhista, tampouco de decisão proferida de forma dissonante da jurisprudência do TST ou do STF. Aliás, longe de divergir, o acórdão recorrido encontra-se em sintonia com a iterativa, notória e atual jurisprudência deste Tribunal Superior, consubstanciada no julgamento do IRR-239-55.2011.5.02.0319 e nos diversos precedentes de suas turmas e da SBDI-1: INCIDENTE DE RECURSOS REPETITIVOS. ADICIONAIS DE PERICULOSIDADE E DE INSALUBRIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO, AINDA QUE AMPARADOS EM FATOS GERADORES DISTINTOS E AUTÔNOMOS. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA DO ORDENAMENTO JURÍDICO. RECEPÇÃO DO ART. 193, § 2º, DA CLT, PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Incidente de recursos repetitivos, instaurado perante a SBDI-1, para decidir-se, sob as perspectivas dos controles de constitucionalidade e de convencionalidade, acerca da possibilidade de cumulação dos adicionais de periculosidade e de insalubridade, quando amparados em fatos geradores distintos e autônomos, diante de eventual ausência de recepção da regra do art. 193, § 2º, da CLT, pela Constituição Federal. 2. Os incisos XXII e XXIII do art. 7º da Constituição Federal são regras de eficácia limitada, de natureza programática. Necessitam da “interpositio legislatoris”, embora traduzam normas jurídicas tão preceptivas quanto as outras. O princípio orientador dos direitos fundamentais sociais, neles fixado, é a proteção da saúde do trabalhador. Pela topografia dos incisos - o XXII trata da redução dos riscos inerentes ao trabalho e o XXIII, do adicional pelo exercício de atividades de risco -, observa-se que a prevenção deve ser priorizada em relação à compensação, por meio de retribuição pecuniária (a monetização do risco), dos efeitos nocivos do ambiente de trabalho à saúde do trabalhador. 3. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(25) fls.25. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 Gramaticalmente, a conjunção “ou”, bem como a utilização da palavra “adicional”, no inciso XXIII do art. 7º, da Carta Magna, no singular, admite supor-se alternatividade entre os adicionais. 4. O legislador, no art. 193, § 2º, da CLT, ao facultar ao empregado a opção pelo recebimento de um dos adicionais devidos, por certo, vedou o pagamento cumulado dos títulos, sem qualquer ressalva. 5. As Convenções 148 e 155 da OIT não tratam de cumulação de adicionais de insalubridade e de periculosidade. 6. Conforme ensina Malcom Shaw, “quando uma lei e um tratado têm o mesmo objeto, os tribunais buscarão interpretá-los de forma que deem efeito a ambos sem contrariar a letra de nenhum dos dois”. É o que se recomenda para o caso, uma vez que os textos comparados (Constituição Federal, Convenções da OIT e CLT) não são incompatíveis (a regra da impossibilidade de cumulação adequa-se à transição para o paradigma preventivo), mesmo considerado o caráter supralegal dos tratados que versem sobre direitos humanos. É inaplicável, ainda, o princípio da norma mais favorável, na contramão do plano maior, por ausência de contraposição ou paradoxo. 7. Há Lei e jurisprudência consolidada sobre a matéria. Nada, na conjuntura social, foi alterado, para a ampliação da remuneração dos trabalhadores no caso sob exame. O art. 193, § 2º, da CLT, não se choca com o regramento constitucional ou convencional. 8. Pelo exposto, fixa-se a tese jurídica: o art. 193, § 2º, da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal e veda a cumulação dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, ainda que decorrentes de fatos geradores distintos e autônomos. Tese fixada” (IRR-E-ED-RR-239-55.2011.5.02.0319, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Redator Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, DEJT 15/5/2020) RECURSO DE EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA REGIDO PELA LEI Nº 13.015/2014. TEMA REPETITIVO Nº 0017. ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE. CUMULAÇÃO. Ao julgar o IRR-239-55.2011.5.02.0319, esta Corte decidiu não ser possível a cumulação dos adicionais de insalubridade e periculosidade, ainda que decorrentes de fatos geradores distintos e autônomos. Recurso de embargos conhecido e provido. (E-ED-RR-2316-51.2012.5.12.0019, Subseção I Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(26) fls.26. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 Especializada em Dissídios Individuais, Relator Ministro Claudio Mascarenhas Brandao, DEJT 19/3/2021) RECURSO DE REVISTA. CUMULAÇÃO DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE. Em razão da polêmica estabelecida quanto à cumulação dos adicionais de periculosidade e insalubridade, foi instaurado Incidente de Recursos Repetitivos nos autos do processo n° TST-E-ED-RR- 239-55.2011.5.02.0319, afetando à SDI-1, com a participação de todos os Ministros integrantes da referida Subseção, a questão jurídica relativa ao tema “ Cumulação de Adicionais de Periculosidade e de Insalubridade amparados em fatos geradores distintos e autônomos “. Por sua vez, no dia 26/9/2019, a SDI-1, órgão uniformizador de jurisprudência interna corporis desta Corte Superior, em sua composição plena, no julgamento do Incidente de Recursos Repetitivos suso mencionado, Tema Repetitivo n° 17, Redator Designado Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, colocou uma pá de cal na controvérsia, concluindo, por maioria, pela fixação da tese jurídica de que “ o art. 193, § 2º, da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal e veda a cumulação dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, ainda que decorrentes de fatos geradores distintos e autônomos “. Assim, por determinação do § 2° do art. 193 da CLT, totalmente em vigência em face da sua compatibilidade com as normas constitucionais, o trabalhador submetido a agentes insalubres e periculosos deverá optar pelo adicional que lhe for mais benéfico, na medida em que o legislador contemplou a possibilidade de cumulação de circunstâncias de exposição da saúde ou da integridade física, mas rechaçou a de superposição de adicionais. Recurso de revista não conhecido. (RRAg-1001346-11.2017.5.02.0060, 8ª Turma, Relatora Ministra Dora Maria da Costa, DEJT 19/3/2021) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELO RECLAMANTE. RECURSO REGIDO PELA LEI 13.467/2017. CUMULAÇÃO DOS ADICIONAIS DE PERICULOSIDADE E INSALUBRIDADE. IMPOSSIBILIDADE. A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, em sede de julgamento de incidente de recurso repetitivo Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(27) fls.27. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 (IRR-239-55.2011.5.02.0319), decidiu que não é possível o recebimento cumulativo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, ainda que decorrentes de fatos geradores distintos e autônomos. Assim, é indevida a cumulação dos adicionais de periculosidade e insalubridade, cabendo ao empregado optar pelo mais vantajoso, a teor do art. 193, § 2.º, da CLT. Agravo de instrumento não provido. (AIRR-1000764-79.2019.5.02.0435, 2ª Turma, Relatora Ministra Delaide Alves Miranda Arantes, DEJT 19/3/2021) AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO A ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI N.º 13.467/2017. ADICIONAIS DE PERICULOSIDADE E DE INSALUBRIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO, AINDA QUE DISTINTOS OS FATOS GERADORES. INCIDENTE DE RECURSOS REPETITIVOS. TEMA REPETITIVO N.º 17. TRANSCENDÊNCIA DA CAUSA NÃO RECONHECIDA. 1. Cuida-se de controvérsia acerca da possibilidade de percepção cumulada dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, ainda que amparados em fatos geradores distintos e autônomos. 2. Constatado o preenchimento dos demais requisitos processuais de admissibilidade, o exame do Recurso de Revista sob o prisma do pressuposto de transcendência revelou que: a) não demonstrada a transcendência política da causa, na medida em que o acórdão recorrido revela consonância com a tese vinculante fixada pela colenda SBDI-I desta Corte uniformizadora na ocasião do julgamento do Incidente de Recurso de Revista Repetitivo TST-IRR- 239-55.2011.5.02.0319 (Redator designado Exmo. Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, publicado no DEJT de 6/3/2020), no sentido de que “ o art. 193, § 2º, da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal e veda a cumulação dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, ainda que decorrentes de fatos geradores distintos e autônomos “; b) não se verifica a transcendência jurídica , visto que ausentes indícios da existência de questão nova acerca da controvérsia ora submetida a exame, mormente diante do recente julgamento do mencionado Incidente de Recurso de Revista Repetitivo; c) não identificada a transcendência social da causa, uma vez que, apesar de se tratar de apelo interposto pela parte reclamante, não se cuida de pretensão recursal formulada em face de suposta supressão ou limitação de direitos Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(28) fls.28. PROCESSO Nº TST-RRAg-21332-81.2015.5.04.0027 sociais assegurados na legislação pátria; e d ) não há falar em transcendência econômica , visto que a expressão econômica da pretensão recursal não destoa de outros recursos de mesma natureza. 3. Configurado o óbice relativo ao não reconhecimento da transcendência da causa quanto ao tema sob exame, resulta inviável o processamento do Recurso de Revista, no particular. 4. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. (RRAg-447-16.2017.5.12.0007, 6ª Turma, Relator Ministro Lelio Bentes Correa, DEJT 12/3/2021) Não se enquadrando o recurso de revista em nenhuma das hipóteses de transcendência previstas no artigo 896-A da CLT, nega-se provimento ao agravo de instrumento, restando à agravante observar a parte final dos artigos 896-A, §4º, da CLT e 247, §4º, do RITST. Nego provimento. II – AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA DO RECLAMADO A Vice-Presidência do TRT deu parcial seguimento ao recurso de revista do reclamado, adotando os seguintes fundamentos: PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS Recurso tempestivo (feriados forenses - de 20 de dezembro a 06 de janeiro -, conforme Lei 5.010/66, e suspensão dos prazos processuais - de 07 a 20 de janeiro, segundo a Resolução Administrativa nº 33/2016 do TRT da 4ª Região, para fins da Súmula 385, II, do TST). Representação processual regular. Isento de preparo - art. 790-A da CLT e DL 779/69. PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO / PARTES E PROCURADORES / SUCUMBÊNCIA / HONORÁRIOS NA JUSTIÇA DO TRABALHO. Alegação(ões): - contrariedade à(s) Súmula(s) 219 e 329 do Tribunal Superior do Trabalho. Firmado por assinatura digital em 02/06/2021 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 10042B88B9A6425188.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

Referências

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