CENTRAL MATERIAL ESTERILIZADO
DEFINIÇÃO: É uma unidade de apoio a todas as unidades assistenciais e de diagnóstico, que necessitam de produtos para a saúde utilizados na assistência dos pacientes. É uma unidade de apoio técnico a todas as unidades assistenciais.
MISSÃO: prover todos os serviços assistenciais e de diagnóstico de produtos para a saúde (PPS) processados, garantindo a quantidade e a qualidade necessária para uma assistência segura.
FUNÇÃO: pré limpeza, recepção, limpeza, secagem, avaliação da integridade e da funcionalidade, preparo, desinfecção ou esterilização, armazenamento e distribuição para as unidades.
• Concentrar os artigos e o instrumental esterilizados ou não, tornando mais fácil seu controle, conservação e manutenção.
• Padronizar técnicas de limpeza, preparo, acondicionamento e esterilização, assegurando economia de pessoal, material e tempo.
• Distribuir artigos esterilizados para as diversas unidades de atendimento aos pacientes.
• Treinar pessoal para as atividades específicas do setor, conferindo-lhe maior produtividade.
• Facilitar o controle do consumo, da qualidade dos artigos e das técnicas de esterilização, aumentando a segurança do uso.
• Manter estoque de artigo, a fim de atender prontamente à necessidade de qualquer unidade do hospital.
LOCALIZAÇÃO: A recomendação clássica é que o CME esteja localizado o mais próximo possível das unidades usuárias do PPS- especialmente o CC, e também próximo das unidades fornecedoras (almoxarifado, lavanderia). Contudo, atualmente, com a ampliação do uso de campos cirúrgicos aventais e compressas descartáveis e o aumento de oferta de materiais para o pronto uso, essa recomendação vem perdendo forças.
Portanto, hoje em dia a CME pode se localizar em qualquer local, independente da proximidade com as unidades consumidoras e fornecedoras, priorizando o espaço físico para o desenvolvimento de seus processos de trabalho.
ÁREA FÍSICA: Deve ser planejada e construída de forma a atender os requisitos dos processos de trabalho que nela são executados para se garantir resultados satisfatórios. O tamanho deve atender à demanda do hospital.
Exemplos: demanda diária de produtos a serem processados, número e especificidade de leitos do hospital, existência de CC, quantidade de salas de cirurgias e média de cirurgia por dia, especialidades cirúrgicas, adoção ou não de material de uso único.
Recomenda-se prever uma área física estendida para recebimento, conferência e devolução de materiais consignados para aqueles CME de hospitais que realizam cirurgias com órteses, próteses e materiais especiais (OPME).
OBS: esses critérios influenciarão a dimensão da área física do CME, pelo volume de produtos para saúde a serem processados e armazenados.
Segundo a ANVISA, uma central de material esterilizado deve possuir uma cadeia de gestão. Na figura abaixo, observamos a estrutura proposta pela ANVISA em relação à dimensão do serviço dentro de um CME:
Fonte: Adaptado da SOBECC 2017 RDC 15.
ART 27: todas as etapas do processamento de produtos para a saúde devem ser realizadas por profissionais para os quais estas atividades estejam regulamentadas pelos seus conselhos de classe ( RDC 15/2012)
Independente de suas dimensões, A CME deve contar com uma área contaminada e uma área limpa
Área contaminada: destinada a receber os artigos sujos e realizar o processo de limpeza dos mesmos (recebimento do material e limpeza).
Área limpa: onde os artigos são inspecionados secos, preparados, acondicionados, esterilizados, guardados e distribuídos.
** Na CME não existe área estéril e área não estéril. Existe área limpa e área suja.***
DEVE CONTER:
*Piso e paredes com revestimentos resistentes que impeçam a aderência de sujidade, não tem frestas e nem reentrâncias. Os pisos devem ser de cor clara, resistente ao calor, umidade e soluções corrosivas, não ser poroso, não sonoro e de fácil limpeza.
As paredes devem ser lisas e planas, sem saliências. Devem ser de material lavável, durável e de cor suave par diminuir reverberação da luz.
* Iluminação geral adequada, acompanhada de iluminação direta nas mesas e balcões de preparo de materiais (para que a inspeção seja eficiente);
*Portas: material lavável, durável e de boa qualidade.
* Pia para lavagem das mãos de fácil acesso.
* Deve ser suprida de infraestrutura hidráulica, elétrica, dispositivos de ar comprimido, entre outros;
* Ventilação deve ser por sistema de ar condicionado central, com a temperatura e a umidade do ar controlado; quando não possível, colocar exaustores ou optar por ventilação natural de janelas amplas e teladas.
CLASSIFICAÇÃO DOS CME
De acordo com a RDC n15, 15 março de 2012, que regulamenta os requisitos de Boas Práticas para o Processamento de Produtos para a Saúde classifica CME em dois tipos:
CME Classe I: realiza o processamento de produtos para a saúde não críticos, semicríticos e críticos de conformação NÃO COMPLEXA passíveis de processamento.
Ex: consultórios e Unidades Básicas de Saúde
Deve possuir, no mínimo, barreira técnica entre o setor sujo e o setor limpo. Assim evitando infecções cruzadas.
CME Classe II: é aquela que realiza o processamento de produtos para a saúde não críticos, semicríticos e críticos de conformação NÃO COMPLEXA E COMPLEXA passíveis de processamento.
Ex: CME dos hospitais Deve possuir:
1. sala de recepção e limpeza (setor sujo);
é a área mais contaminada da CME, onde se centralizam grande quantidade de materiais sujos com sangue, secreções e excreções.
2. sala de preparo e esterilização (setor limpo);
é o local onde os PPS são inspecionados quanto à presença de sujidade, por meio de testes visuais e químicos. São avaliados quanto à funcionalidade e à integridade, os campos e aventais cirúrgicos são dobrados, os pacotes são montados e acondicionados de acordo com a padronização da instituição.
Importante: ao se comparar o volume de material preparado agora com antigamente, percebe-se grande redução, em razão da opção de artigos de pronto uso. Mas, embora aparentemente tenha diminuído o volume de trabalho, o processo ficou mais complexo, havendo grande aumento no tipo e na variedade de PPS, que hoje são processados no CME, exigindo atualização constante de seus profissionais.
3. sala de desinfecção química, quando aplicável (setor limpo);
deve ser exclusiva para essa realidade.
** Dispor de bancada com uma cuba para a limpeza e outra para o enxágue do material desinfetado, com profundidade e dimensionamento que permitam a acomodação completa do produto ou equipamento. (garantindo assim o contato do desinfetante em todas as superfícies do material; o distanciamento das cubas é importante para que não ocorra transferência acidental de líquidos).
** Dispor de água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica (Portaria MS n. 2914/2011), para o enxágue dos produtos desinfetados.
4. área de monitoramento do processo de esterilização (setor limpo);
deve estar localizada na área limpa e dispor de sistema de guarda dos registros dos monitoramentos por 5 anos 5. sala de armazenamento e distribuição de materiais esterilizados (setor limpo).
Tem por finalidade centralizar todo o material processado e esterilizado para posterior distribuição às unidades consumidoras.
** Tem que ser um local exclusivo e de acesso restrito; deve ser dimensionada de acordo com o quantitativo dos produtos e as dimensões dos mobiliários utilizados para essa modalidade; contar com armários, prateleiras e cestos aramados; as prateleiras e os armários devem ser de material não poroso, resistente à limpeza úmida e ao uso de produtos saneantes; a
distribuição interna e externa dos produtos para a saúde processados deve ser feita em recipientes rígidos e fechados, mantendo assim a integridade das embalagens e, consequentemente, da esterilidade do produto durante o seu transporte.
É obrigatório a separação da área física: área de recepção e limpeza das demais áreas.
De acordo com a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) n° 15/2012 e a RDC no 307/2002, as CME classe I e II devem possuir minimamente:
• recepção e limpeza;
• preparo e esterilização
• desinfecção química, quando aplicável;
• local para monitoramento do processo de esterilização;
• armazenamento e distribuição de materiais esterilizados.
Note que são os mesmos ambientes nos dois tipos de CME. A principal diferença é que a CME Classe I deve possuir, no mínimo, barreira técnica entre o setor sujo e os setores limpos; enquanto que, na CME Classe II e empresa processadora, é obrigatória a separação física da área de recepção e limpeza dos produtos para saúde das demais áreas.
Existem algumas diferenças com relação à CME classe I e II. Para uma CME Classe II, existe a obrigatoriedade de separar fisicamente a área de recepção e a área de limpeza dos produtos para a saúde das demais áreas, possuir lavadora ultrassônica com conector para canulados, dispor de água purificada, possuir secadora para os produtos para a saúde, pistolas de ar comprimido, seladoras de embalagem etc. (SOBECC, 2017).
ARTIGOS DE CONFORMAÇÃO COMPLEXA: são aqueles produtos para a saúde críticos de conformação complexa com lúmen inferior a cinco milímetros ou com fundo cego, espaços internos inacessíveis para a fricção direta.
Precisa ter uma lavadora ultrassônica;dispor de água purificada; possuir seladora de PPS e pistolas de ar comprimido medicinal de gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo; ter seladoras de embalagens.
ARTIGOS DE CONFORMAÇÃO NÃO COMPLEXA: estão aqueles que podem ser atingidos tanto na superfície interna como externa, por escovação durante o processo de limpeza e tenham diâmetros superiores a cinco milímetros nas estruturas tubulares.
CLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS PARA A SAÚDE SEGUNDO POTENCIAL DE TRANSMISSÃO DE INFECÇÃO (Classificação Clássica de Spaulding)
1)ARTIGOS NÃO CRÍTICOS: são aqueles que entram em contato com a pele íntegra ou não entram em contato direto com o paciente. Apresentam baixo risco para transmissão de doenças, mas podem servir como fonte de contaminação das mãos dos profissionais, carregando micro-organismos no contato com outro paciente. Para o processamento exige a limpeza e/ou desinfecção de baixo nível entre um uso e outro.
Exemplos: termômetro, esfignomanômetro, cabo de laringoscópio, comadres, bacias, jarros.
2)ARTIGOS SEMI CRÍTICOS: são aqueles que entram em contato apenas com mucosas íntegras colonizadas. Para o processamento desses artigos, é indicado a desinfecção de alto nível devido ao risco intermediário de transmissão de infecção. A esterilização desses artigos não é obrigatória, mas pode ser realizado em algumas situações, como o espéculo vaginal em cirurgia.
Exemplos: inaladores, máscaras de nebulização, ambu, cânula de guedel, lâmina de laringo, endoscópicos do trato urinário e respiratório.
Apesar de os produtos para saúde classificados como semicríticos serem submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de alto nível, após a limpeza, temos algumas exceções que podem ser submetidos, no mínimo, ao processo desinfecção de nível intermediário.
Nesse sentido, os produtos para saúde semicríticos utilizados na assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, com produtos saneantes em conformidade com a normatização sanitária, ou por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente (RDC no 15/2012)
.
3)ARTIGOS CRÍTICOS: são aqueles que penetram a pele e mucosas adjacentes, entram em contato com tecidos subepiteliais, no sistema vascular e em outros órgãos isentos de flora microbiana própria. Esses artigos apresentam alto risco de transmissão de infecção, se contaminados com microorganismos. A esterilização desses artigos é obrigatória, devido ao grande risco de transmitir infecção.
Exemplos: instrumentais cirúrgicos, silicone, peça de mão dos motores, fibra ótica.
RESOLUÇÃO 15,15 DE MARÇO DE 2012 ART 34. Compete ao profissional responsável pelo CME do serviço de saúde:
I. Coordenar todas as atividades relacionadas ao processamento de produtos para saúde;
II. Avaliar as etapas dos processos de trabalho para fins de qualificação da empresa processadora, quando existir terceirização do processamento;
III. Definir o prazo para recebimento pelo CME dos produtos para saúde que necessitem de processamento antes da sua utilização e que não pertençam ao serviço de saúde;
IV. Participar do processo de capacitação, educação continuada e avaliação do desempenho dos profissionais que atuam no CME;
V. Propor os indicadores de controle de qualidade do processamento dos produtos sob sua responsabilidade;
VI. Contribuir com as ações de programas de prevenção e controle de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo o controle de infecção;
VII. Participar do dimensionamento de pessoal e da definição da qualificação dos profissionais para atuação no CME;
VIII.Orientar as unidades usuárias dos produtos para saúde processados pelo CME quanto, ao transporte e armazenamento destes produtos;
IX.Avaliar a empresa terceirizada segundo os critérios estabelecidos pelo Comitê de Processamento de Produtos para Saúde.
ART 8º: O Serviço de Saúde que realiza mais de 500 cirurgias por mês, excluindo partos, deve constituir um Comitê de Processamento de Produtos para Saúde (CPPS)- Composto minimamente, por um representante:
Da diretoria do Serviço de Saúde;
Responsável pela CME
Serviço de Enfermagem;
Equipe médic
CCIH
QUESTÕES
1.(EXCELÊNCIA SELEÇÕES & CONCURSOS PÚBLICOS, Prefeitura Tupã/SP 2020) O processamento de artigos não-críticos, semicríticos e críticos de conformação não complexa para a área da saúde, passíveis de processamento deverá ser realizado no Centro de Material Esterilizado:
A) Classe II.
B) Classe I.
C) Classe III.
D) Nenhuma das alternativas
2.Sobre Centro de Material e Esterilização (CME), analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) O CME e as empresas processadoras só podem processar produtos para saúde regularizados junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
( ) No CME e na empresa processadora destinadas à assistência humana é permitido processar produtos para saúde oriundos de procedimentos realizados em animais, incluindo cirurgias experimentais.
( ) Produtos para saúde classificados como críticos devem ser submetidos ao processo de esterilização, após a limpeza e demais etapas do processo.
( ) Produtos para saúde classificados como semicríticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de nível intermediário, após a limpeza.
A) V,F,V,F B) V,V,V,V C) F,V,F,V D) V,V,F,F E) V,V,V,F
3. De acordo com a Resolução do COFEN nº 424/2012, são atribuições da equipe multiprofissional do Centro de Material e Esterilização (CME)
A) técnico de enfermagem: promover capacitação e educação permanente e avaliação de desempenho dos profissionais que atuam na CME.
B) enfermeiro: planejar, coordenar, executar, supervisionar e avaliar todas as etapas relacionadas ao processamento de produtos para saúde: recepção, limpeza, secagem, avaliação da integridade e da funcionalidade, preparo, desinfecção ou esterilização, armazenamento e distribuição para as unidades consumidoras.
C) auxiliar de enfermagem: elaborar o Protocolo Operacional Padrão (POP) para as etapas do processamento de produtos para saúde, com base em referencial científico atualizado e normatização pertinente.
D) enfermeiro: treinar a equipe dos setores de internação na desinfecção dos leitos.
E) enfermeiro: elaborar normas administrativas para compra de fios de sutura, de acordo com a legislação vigente.
4.(AOCP EBSERH, Nacional 2015) Os artigos de uso médico hospitalar podem ser classificados, de acordo com o risco e o potencial de contaminação, em:
A) Críticos, não críticos e contaminados B) Estéreis, não estéreis e contaminados C) Sujos, laváveis e não laváveis D) Críticos, não estéreis e semicríticos E) Críticos, não críticos e semicríticos
5.(HU-UFGD/EBSERH/Instituto AOCP/2014) No Centro de Material Esterilizado, o conjunto de medidas comportamentais dos profissionais de saúde visando à prevenção de contaminação cruzada entre o ambiente sujo e o ambiente limpo, na ausência de barreiras físicas, é chamado de:
A) barreira técnica
B) procedimento operacional C) área semicrítica
D) comportamento crítico E) padrão de área
6. (CONSULPLAN, FSERJ 2020) Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Os Centros de Materiais e Esterilização (CME) são classificados em CME classe I, CME classe II e CME classe III.
( ) Os serviços de saúde, que realizam mais de 250 cirurgias por mês (incluindo partos), devem constituir um Comitê de Processamento de Produtos para Saúde (CPPS).
( ) É obrigatória a utilização de luvas de proteção térmica impermeável pelo trabalhador do CME, para a descarga de secadoras e termodesinfetadoras e carga e descarga de autoclaves.
( ) Serviços de saúde que terceirizam o processamento dos seus produtos para a saúde são totalmente isentos de responsabilidade pela segurança do processamento desses produtos. Tal responsabilidade recai inteiramente sobre as empresas contratadas. A sequência está correta em:
A) V,V,F,V.
B) V,F,V,F.
C) F,V,F,V.
D) F,F,V,F.
GABARITO
1.B 2.A 3.B 4. E 5.A 6.D
PROCESSAMENTO DE ARTIGOS HOSPITALARES 1) LIMPEZA
Processo que visa a remoção da sujidade visível (orgânicos e inorgânicos) e, por conseguinte, a retirada da carga microbiana.
É a primeira e a mais importante etapa para a eficácia do processamento.
Realizada antes do processo de desinfecção e esterilização.
Nenhum PPS pode ser desinfectado ou esterilizado sem que antes seja adequadamente limpo. A presença de resíduos orgânicos (sangue, soro, secreções, fezes, fragmentos de tecidos, biofilmes de elevada carga microbiana) e inorgânicos (minerais, gessos, resinas e produtos químicos) compromete a eficiência do processamento de diversas formas, em especial atuando como barreira física e impedindo a ação do agente desinfetante e esterilizante.
A carga microbiana presente no PPS, também chamada de “bioburden”, é variável em decorrência da conformação e do sítio corporal onde o material foi utilizado. Estudos comprovaram que houve maior carga microbiana nos lumens do que nas superfícies externas dos materiais. A limpeza eficiente pode diminuir a carga de microorganismos em 99,99%, ou seja, redução de quase quatro logaritmos do bioburden presente no material.
Uma das maiores preocupações, quando o assunto é limpeza do PPS, é a formação do biolfilme.
BIOFILME: consiste em multicamadas de células bacterianas ou fungos, agrupadas e envoltas por um material extracelular amorfo, composto de exopolissacarídeos de origem bacteriana.
Alguns microorganismos possuem mais facilidade em formar biofilme. Essa produção depende da capacidade de produção de exopolissacarídeos. No caso de Pps, os microorganismos mais relevantes na produção de biofilmes são Enterococcus faecalis, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Streptococcus aureus, Escherichhia coli etc.
Esses microorganismos podem ser provenientes da pele do paciente, dos profissionais de saúde, da água e de fontes ambientais.
Essa adesão de biofilmes, dificulta sua remoção, tornando o processo de limpeza mais complexo. Logo, é fundamental a realização da ação mecânica direta, por meio de fricção com escovas, quando da limpeza manual, e a utilização da ultrassônica ou de jatos de água sob pressão, pois apenas a imersão em detergentes é ineficaz para sua remoção.
Porém sabemos que a eficiência da limpeza aumenta com a utilização de detergente enzimático. Essa associação entre a enzima e o detergente possibilita uma limpeza rápida em locas de difícil acesso.
Pode ser manual (escovas, soluções) ou automatizada (lavadora ultrassônica).
ADEQUAÇÃO DA ÁGUA
A água é o elemento essencial ao processo de limpeza e deve atender, minimamente, aos padrões de potabilidade. Porém, ser potável não é suficiente para o último enxágue de alguns instrumentais críticos, que entram em contato com endotélio vascular e tecido ocular, além das cirurgias de implantes e do sistema nervoso central.
Quando a água apresenta qualidade insatisfatória, além de prejuízos ao processamento do instrumental, pode provocar os seguintes efeitos:
• oxidação na câmara interna das lavadoras;
• mudança na coloração dos componentes de polietileno das lavadoras (de branco para bege);
• oxidação no instrumental cirúrgico;
• manchas no instrumental de diversas cores: marrom (lembram ferrugem e dão a impressão de que existe resíduo de matéria orgânica), azul e “arco-íris”
A crença de que os detergentes enzimáticos são indispensáveis para limpeza de PPS no contexto do CME é errada. Pode-se, também, utilizar detergentes sem enzimas – neutros e alcalinos – destinados para PPS.
Não se recomenda utilizar detergentes domésticos para PPS em razão da quantidade não padronizada de tensoativos e do excesso de espuma que geram, causando dificuldade no enxágue.
A troca da solução do detergente deve ser feita preferencialmente a cada uso, pois a matéria orgânica dos instrumentos satura a solução e diminui sua eficiência e também a troca frequente é devido a possibilidade de crescimento microbiano na solução. Nunca se deve deixar o instrumental imerso na solução por tempo excessivo, pois pode favorecer o crescimento de biofilme.
ALGUNS ERROS ACOMETIDOS QUE DEVEM SER EVITADOS NO PROCESSO DE LIMPEZA
• não usar escova de limpeza adequada para lumens, compatibilizada com o tamanho da extensão e diâmetros;
• não desmontar um instrumental antes de realizar a limpeza;
• lavar produtos com sujidade ressecada sem imersão prévia em solução de detergente;
• não complementar a limpeza manual dos materiais canulados com limpeza automatizada na lavadora de jato sob pressão ou na ultrassônica
• detergente em concentração e temperatura inadequada ou saturada pelo reuso;
• deixar por tempo prolongado em solução de detergente;
• fazer enxágue incompleto ou com água inadequada;
• não se pode usar produtos abrasivos tipo lã de aço ( bombril) e nem detergente em pó
2) DESINFECÇÃO
É processo físico, químico ou físico-químico que elimina a maioria dos microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção de esporos bacterianos, podendo ser de baixo, médio ou alto nível.
2.1 Desinfecção de baixo nível: elimina bactérias vegetativas (exceto micobactérias ou esporos bacterianos), ALGUNS vírus e fungos.
Ex: quaternário de amônia, álcool
2.2 Desinfecção de médio nível ou intermediário: elimina bactérias vegetativas, micobactérias, MAIORIA dos vírus e fungos.
Ex: cloro, iodóforos, fenólicos e álcool 70%
2.3 Desinfecção de alto nível: destrói TODOS os micro-organismos. Exceto um número elevado de esporos bacterianos.
Ex: ácido peracético, glutaraldeído.
OBS: O enxágue deve ser com água estéril e de maneira asséptica, e o uso o mais rápido possível ETAPAS DA DESINFECÇÃO
1) limpeza 2) enxágue 3) 1ª secagem
4) imersão no desinfectante 5) enxágue
6) 2ª secagem
7) acondicionamento adequado
TIPOS DE DESINFECÇÃO
TIPO DE DESINFECÇÃO: DEFINIÇÃO/ VANTAGEM EXEMPLOS
FÍSICO AGEM POR AÇÃO TÉRMICA
Realizam desinfecção de alto nível;
• Permite padronização e reprodutividade do procedimento;
• Favorece monitoração e registro do processo
• Minimiza erros humanos, não deixa resíduos no material
• Não tóxica para o paciente ou meio ambiente
• ↓ risco ocupacional, ↓ custo operacional
Lavadoras termodesinfectadoras:
limpeza e desinfecção de uma gama de materiais; agem por meio de jatos
de água sob pressão e
turbilhonamento; associados a detergentes não espumantes ).
Pasteurizadoras: imersão de água quente. A colocação e a retirada de materiais são feitas por cestos vazados, minimizando o risco de queimaduras.
QUÍMICO AGEM PELO USO DE
DESINFETANTES QUÍMICOS Dependendo do desinfetante faz desinfecção de níveis diferenciados, como já citado anteriormente
Aldeídos, álcool, hipoclorito, ácido peracético
FÍSICO-QUÍMICO QUANDO ASSOCIAM AGENTES QUÍMICOS E PARÂMETROS FÍSICOS EM PROCESSOS AUTOMATIZADOS
Vale ressaltar que para os materiais de inaloterapia e assistência ventilatória, devem ser priorizados os métodos físicos de desinfecção, pois além de serem métodos automatizados – permitindo a monitoração dos parâmetros e a reprodutividade do processo, o que minimiza a falha humana – também não oferece riscos decorrentes de resíduos químicos aos pacientes, profissionais e ao meio ambiente.
3) ESTERILIZAÇÃO
É o processo pelo qual os microorganismos são mortos a tal ponto que não seja mais possível detectá-los no meio de cultura padrão.
Ou seja, bactérias nas formas vegetativas e esporulada, fungos e vírus, mediante aplicação de agentes físicos e físico-químico.
Convencionalmente, considera-se um artigo esterilizado quando a probabilidade de sobrevivência dos microorganismos que o contaminavam seja menor do que 1:1.000.000
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
3.1) FÍSICO: Os métodos físicos de esterilização para produtos utilizados na assistência à saúde compreendem o calor e a radiação.
Os métodos de esterilização por calor são o vapor saturado sob pressão (também denominado calor úmido) e o calor seco. A esterilização por radiação pode se dar por meio de raios gama (produzidos pela radiação emitida pelo elemento cobalto 60) e por meio de feixe de elétrons.
3.1.1 AUTOCLAVES GRAVITACIONAIS E PRÉ-VÁCUO: VAPOR SATURADO SOB PRESSÃO
Ë o método que oferece maior segurança para o processo e esterilização de materiais termorresistentes. Os elementos essenciais para garantir o sucesso da esterilização por autoclave são o vapor saturado, a pressão, a temperatura e o tempo. Processo econômico, não deixa resíduos tóxicos nos materiais. E tendo como uma desvantagem: efeito deletério sobre alguns materiais sensíveis ao calor.
Indicado para esterilização de instrumentais cirúrgicos, tecidos, silicone, cerâmica, motores blindados, borracha
PRÁTICAS RECOMENDADADAS JUSTIFICATIVAS
Autoclaves com capacidade acima de 100 litros precisa ter
bomba de vácuo. Garante a remoção forçada do ar da câmara interna do
equipamento e dos pacotes e das caixas em sequência de frações de vácuo, geralmente de 3 a 5 pulsos
A esterilização de líquidos, na prática do CME, está em desuso, devido à grande oferta de solução comercializada já esterilizadas, com frascos que preservam a esterilidade e em apresentações práticas para sua utilização.
Entretanto, caso ainda seja necessário, os líquidos só devem ser esterilizados em ciclos próprios, não submetidos à fase de pré-vácuo, nem à fase de secagem.
O pré-vácuo pode remover as tampas dos recipientes, quebrar os frascos e provocar transbordamento de líquidos. E submeter os líquidos à secagem é grave, porque o líquido demora a esfriar e a retirada abrupta do vapor (o que ocorre em ciclos normais) fará com que o líquido entre em ebulição, podendo provocar quebra do recipiente ou transbordamento do conteúdo
A câmara do equipamento deve ser preenchida no máximo, até 80% de sua capacidade, evitando carregamentos excessivos
Usar cestos aramados
Permite a remoção do ar de dentro dos pacotes e das caixas cirúrgicas, e também da câmara interna, e propicia a circulação a vapor
Os pacotes e as caixas a serem esterilizados devem atender aos limites de tamanho e peso máximos validados no momento da qualificação da carga ou de desempenho.
No carregamento da autoclave, os PPS côncavo-convexos (bacias, cuba rim e cúpulas) devem ser dispostos na câmara interna em posição vertical; e os artigos, como jarros, cálices e frascos, dispostos emborcados (com a abertura para baixo)
Os pacotes maiores devem ser colocados na parte inferior e os menos na parte superior da câmara
Para o vapor alcançar a proporção temperatura/ tempo para haver a esterilização, é necessário umedecer os materiais (vapor seco não esteriliza),daí a importância de se respeitar os valores máximos das massas das cargas (tamanho e peso) validados por ocasião da qualificação de carga ou de desempenho. A remoção do ar é dificultada em decorrência de tamanho excessivo, posição inadequada dos pacotes/caixas, sistema de barreira estéril muito apertado e carga excessiva.
O agente esterilizante no método de esterilização por autoclave é a água. Essa água utilizada no processo de geração do vapor das autoclaves deve ser a mais pura possível.
Vapor contaminado, gerado a partir da água contaminada com resíduos inorgânicos e orgânicos, acima do limite permitido, além da possibilidade de causar manchas no instrumental, acelera a corrosão do mesmo e também da câmara interna do equipamento. Há também a
possibilidade teórica de os resíduos do vapor contaminado atravessarem a embalagem e causarem prejuízos ao paciente usuário do material, incluindo endotoxinas, que podem desencadear eventos adversos no paciente Seguir os tempos mínimos de exposição e temperatura
oficialmente recomendados e validados no momento da qualificação de carga ou de desempenho. Os parâmetros oficiais mais frequentemente definidos são: 121°C por 15 minutos e 134°C por 3,5min de exposição de cada unidade de um carregamento de autoclave. O ciclo expandido de 134°C por 18 minutos está recomendado para esterilização de PPS suspeitos de terem sido contaminados por
proteínas priônicas.
A combinação do tempo de exposição e temperatura adotados nos ciclos de esterilização é uma condição essencial para a garantia da eficiência do processo.
TEMPO:
Gravitacionais: tempo mais longo de esterilização
Pré-vácuo: após a esterilização a bomba de vácuo faz sucção do vapor e da umidade, tornando a secagem mais rápida.
OBS: A nomenclatura “ciclo de esterilização a vapor para uso imediato”, outrora conhecida como “flash”, tem gerado diferentes entendimentos entre os profissionais que atuam na área. Utilizados apenas em momento de queda de um instrumental durante o procedimento, sem possibilidade de substituição por falta de inventário. A sua utilização demanda critérios muito bem definidos pelos riscos aumentados, quando comparados ao ciclo padronizado.
MÉTODOS DE CONTROLE DO PROCESSO FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO Registro de parâmetros físicos do ciclo A cada ciclo de esterilização
Indicador químico classe 1 (fita autoclave) Em todos os pacotes
Indicador químico classe 2 (teste de Bowie Dick) Diariamente nas autoclaves com remoção dinâmica de ar.
Pacote desafio. Antes da primeira carga do dia.
Indicador químico classe 5 (Steamplus) Em todos os pacotes , e no interior do pacotes com materiais implantáveis.
Indicador biológico Diariamente e em todas as cargas de materiais
implantáveis.
Todos os itens do sistema de controle de esterilização devem ser documentados e arquivados por no mínimo cinco anos. Idealmente, os resultados de indicadores químicos classe 5 devem ser registrados no prontuário do paciente, para assegurar que sua leitura foi feita e que o pacote foi liberado após a aprovação.
3.1.2 ESTERILIZAÇÃO POR CALOR SECO: Estufas (+ utilizadas em clínicas).
Não é permitido o uso de esterilização por calor seco (estufas) para esterilização de PPS em Serviços de Saúde (SS)
Embalagens utilizadas: caixa de ácido inoxidável de paredes finas ou de alumínio. Lacrar as caixas com fita de indicador químico.
Temperatura e tempo de exposição: varia de acordo com o tipo de material e com validação específica. Para instrumentais recomenda-se 205°C por 120 min e para óleos e pós 160°C por 120min.
Cuidados recomendados: evitar o centro das estufas (ponto frio), deixar espaço entre as caixas e não encostá-las na parede.
3.1.3: RADIAÇÃO: Essa esterilização é um método de esterilização a baixa temperatura, que pode ser utilizado em materiais termossensíveis. Utilizado na esterilização de materiais descartáveis. O agente é o cobalto 60.
O processo de esterilização é controlado por um painel eletromecânico que monitora os níveis de radiação. O controle da dose de radiação nos componentes é feito por dosímetros.
3.2) FÍSICO-QUÍMICO: Métodos de esterilização a baixa temperatura.
Sabe-se que ausência de sujidades nos materiais, sejam orgânicas e inorgânicas, incluindo biofilmes, por meio de uma limpeza rigorosa, é condição essencial para o sucesso de todos os métodos de esterilização. No entanto, para os métodos de esterilização a baixa temperatura, esse pré-requisito torna-se ainda mais importante, pois a esterilização acontece por contato; portanto, a sujidade residual, especialmente os biofilmes, constitui uma barreira física para o acesso do agente esterilizante à superfície dos materiais, além de possibilitar reações químicas entre o agente químico esterilizante e o resíduo orgânico e inorgânico, diminuindo o poder microbicida do agente esterilizante.
3.2.1: ÓXIDO DE ETILENO (ETO): Gás incolor, inflamável, explosivo, carcinogênico e é indicado para esterilização de PPS termossensíveis que não podem ir para a autoclave e nem Sterrad. Comparado com outros métodos a baixa temperatura, esse agente tem como principais vantagens a alta difusibilidade, com capacidade de penetração em artigos com lumens longos, estreitos e de fundo cego.
No Brasil, esse processo é realizado por serviços terceirizados. Altamente tóxico, tanto para os pacientes quanto para os profissionais e o ambiente.
O ETO pode causar câncer, anomalias do sistema reprodutor, alterações genéticas, doenças neurológicas e respiratórias, caso não sejam respeitadas as normas de segurança estabelecidas. As condições de aeração estabelecidas como seguras são de 8 a 12 horas, à temperatura de 60 a 50°C, respectivamente.
Transporte: o transporte desses materiais deve seguir as recomendações previstas pela legislação, que são elasticidade;
• o transporte do PPS a serem encaminhados para empresas processadoras deve ser feito em recipiente rígido, liso, com sistema de fechamento estanque, contendo a lista de produtos a serem processados e o nome do serviço solicitante.
• Os PPS processados na empresa processadora devem ser transportados para o SS em recipientes fechados, que resistam às ações de punctura e ruptura, de forma a manter a integridade da embalagem e a esterilidade dos produtos;
• Os recipientes devem estar identificados com o nome da empresa processadora, o nome do serviço a que se destinam e conter uma lista anexa com a relação de produtos processados;
• Os veículos para transporte de PPS devem ser exclusivos para esse fim.
3.2.2 ESTERILIZAÇÃO POR VAPOR DE BAIXA TEMPERATURA E FORMALDEÍDO GASOSO (VBTF): é um gás incolor utilizado como agente desinfetante e esterilizante, gerado pela formalina a 37% (estado líquido) ou por pastilhas de paraformaldeído (sólido). A duração total do ciclo é de aproximadamente 5 horas e o controle dos resíduos do agente esterilizante é fundamental, em razão da toxicidade e da carcinogenicidade.
Para concentrações gasosas até 10PPM (parte por milhão) causa irritação na conjuntiva e nas mucosas, dores de cabeça e fadiga.
Acima de 10PPM, causa distúrbios de respiração (pneumonia, edema pulmonar), hepatite tóxicas.
Indicação: materiais termossensíveis (endoscópicos rígidos, plásticos e aparelhos elétricos).
Temperatura: 50 a 60°C
3.2.3: PLASMA PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO: é a inovação tecnológica de esterilização a baixa temperatura, utilizando o peróxido de hidrogênio como agente esterilizante.
4º estágio da matéria (sólido-líquido-gasoso-PLASMA). O plasma é constituído por partículas altamente ionizadas, composto de íons, elétrons e partículas neutras, que formam um brilho visível. O peróxido de hidrogênio líquido, na concentração de 59%
(variando conforme a plataforma de esterilização utilizada), é distribuído no interior da câmara do equipamento de esterilização em forma de vapor, concentrado aproximadamente a 90% de forma a entrar em contato com todas as superfícies do PPS. A aplicação de um campo eletromagnético produz o plasma, com base nesse peróxido de hidrogênio. O campo eletromagnético é capaz de transformar o peróxido de hidrogênio em uma “nuvem”de substâncias altamente reativas (plasma) que se recombinam, transformando-se em água e oxigênio.
Fases do processo: vácuo, injeção do vapor, difusão, plasma e ventilação.
Indicação: materiais termossensíveis, como plásticos, endoscópicos (óticas etc).
Temperatura e tempo de exposição: entre 45° a 55°C. E o tempo de exposição é em torno de aproximadamente 28 min para ciclo curto e 72min para ciclo longo.
Esse processo é incompatível com celulose, líquidos e lúmens de fundo cego
FASES DA ESTERILIZAÇÃO A VAPOR 1) Pré-Vácuo (que não se faz nas autoclaves gravitacionais)
2) Aquecimento 3) Esterilização 4) Secagem.
Parâmetros dos processos (variáveis): Pressão, Tempo, temperatura e vapor
QUESTÕES
1. (Enfermeiro - Marinha/2009) A limpeza é o passo fundamental no processamento dos artigos permanentes médico-hospitalares.
Baseando-se em Oliveira (2005), analise as afirmativas abaixo, colocando V (verdadeiro) ou F (falso), e assinale a opção que apresenta a sequência correta.
( ) Nenhum processo substitui a limpeza, mesmo os de desinfecção de alto nível ou de esterilização.
( ) A limpeza dos instrumentais deve começar o mais precocemente possível após o uso, para evitar o ressecamento do sangue e de outros fluidos corpóreos sobre os artigos.
( ) A ação mecânica da limpeza pode ser dispensada, se for usado detergente enzimático no processo.
( ) As lavadoras ultrassônicas podem ser usadas para complementar a limpeza dos artigos com lúmens, pois removem a sujidade das superfícies dos artigos pelo processo de cavitação.
( ) Na limpeza manual devem ser usados materiais abrasivos, como palhas de aço e recursos do tipo saponáceos, para retirar a sujeira.
A) F, F, V, F, F B) V, F, V, V, V C) F, V, F, F, F D) V, V, F, V, F E) F, V, V, V, V
2.Segundo a RDC N.15 de março de 2012, avalie os itens que se seguem como Verdadeiras (V) e Falsas (F) e marque a alternativa correta:
I. Após o processo de limpeza os artigos (pinças) devem ser inspecionados, principalmente as cremalheiras, ranhuras, articulações, encaixe de dentes e sistema de trava dos artigos.
II. Após a limpeza do artigo, procede-se a secagem, esta pode esperar, pois a umidade não interfere na prevenção do crescimento microbiano no meio líquido.
III. O uso de máquinas para a limpeza de artigos dispensa o profissional de utilizar os equipamentos de proteção individual.
IV. A eficiência da limpeza aumenta com a utilização de detergente enzimático. Essa associação entre a enzima e o detergente possibilita uma limpeza rápida em locas de difícil acesso.
A) V, V, F, V B) F, V, V, V C) V, F, F, V D) V, F, V, F E) F, F, V, V
3.(HUCAM-UFES/EBSERH/Instituto AOCP/2014/) O processo físico ou químico que destroi a maioria dos microorganismos de artigos semicríticos, inclusive micobactérias e fungos, exceto um número elevado de esporos bacterianos é chamado de:
A) esterilização.
B) assepsia.
C) descontaminação.
D) desinfecção de alto nível E) limpeza terminal.
4. (HEMOPE/UPE/2013) A desinfecção de artigos de serviços de saúde é um processo de destruição de agentes infecciosos em forma vegetativa, patogênicos ou não, existentes em superfícies inertes, não garantindo a eliminação total dos esporos bacterianos. Sobre tipos de desinfecção, leia as afirmativas abaixo:
I. A desinfecção pode ocorrer com a aplicação de meios físicos ou químicos.
II. Na desinfecção de baixo nível, são destruídas as bactérias em forma vegetativa, todos os vírus e todos os fungos.
III. Na desinfecção de médio nível, além dos microorganismos destruídos na desinfecção de baixo nível, são atingidos Mycobacterium tuberculosis, a maioria dos vírus e a maioria dos fungos.
IV. A desinfecção de alto nível destrói todas as bactérias vegetativas, mas não obrigatoriamente todos os esporos bacterianos, as micobactérias, os fungos e vírus.
A) V, V, V, V B) F, F, V, V C) V, F, F, V D) F, V, F, V E) V, F, V, V
5. (EBSERH/HC-UFPE/IDECAN/2014) Sobre as características desejáveis que os agentes químicos precisam ter para desinfecção de artigos e superfícies de serviços de saúde, marque a INCORRETA.
A) Não ser corrosivo para metais B) Não ser irritante para pele e mucosas C) Não ter efeito residual sobre superfícies D) Ser estável quando concentrado e diluído E) Inativar rapidamente os microorganismos
6.Sobre os métodos de esterilização, assinale a alternativa correta.
A) É proibido a esterilização de artigos termossensíveis por óxido de etileno (ETO).
B) Os artigos esterilizados por vapor à baixa temperatura e formaldeído gasoso não necessitam de limpeza prévia.
C) Não é permitido o uso de estufas para a esterilização de produtos para a saúde.
D) Com o advento de novas tecnologias nos equipamentos de esterilização, a qualidade da água utilizada nos Centros de Material e Esterilização não é importante.
E) Todas as alternativas estão incorretas
7. (IMPARH, IJF 2016) Um enfermeiro responsável pelo Centro de Material e Esterilização (CME) recebeu várias lâminas de laringoscópio. Acerca da classificação dos artigos hospitalares e procedimento correto para sua esterilização, assinale o item correto.
A) Por ser considerado artigo semicrítico, deve-se realizar a limpeza e, em seguida, a desinfecção de alto nível, pois destrói a maioria dos microrganismos, inclusive microbactérias e fungos, exceto o número elevado de esporos bacterianos. A solução escolhida para a desinfecção química é o ácido peracético.
B) Por ser considerado artigo semicrítico, deve-se realizar a limpeza e, em seguida, a desinfecção de nível intermediário, pois elimina, além das bactérias e microbactérias, com exceção das esporuladas, a maioria dos vírus e fungos. A solução escolhida é o ácido peracético.
C) Por ser considerado artigo não crítico, deve-se realizar a limpeza e, em seguida, a desinfecção de baixo nível, pois destrói microrganismos patogênicos na forma vegetativa, microbactérias, a maioria dos vírus e dos fungos, de objetos inanimados e superfícies. A solução escolhida é o álcool a 70%.
D) Por ser considerado artigo semicrítico, deve-se realizar a limpeza e, em seguida, a desinfecção de nível intermediário, pois destrói microrganismos patogênicos na forma vegetativa, microbactérias, a maioria dos vírus e dos fungos, de objetos inanimados e superfícies. A solução escolhida é o hipoclorito de sódio.
8.(Tribunal de Justiça do Estado da Bahia - TJ-BA/FGV/2014) A lavadora ultrassônica é indicada principalmente para:
A) esterilizar instrumentais delicados, como os bisturis com ponta de rubi B) descontaminar instrumentais cirúrgicos cuja formatação seja menos complexa C)esterilizar artigos de assistência ventilatória
D) limpeza de instrumentais que possuem conformações complexas e lumens E) realizar testes para a avaliação do processo de limpeza de outras lavadoras
9.(AOCP, Prefeitura de Recife 2020) Em conformidade com a RDC no 15, de 15 de março de 2012, sobre as Boas Práticas para Processamento de Produtos para a Saúde, assinale a alternativa correta.
A) Produtos para saúde classificados como não críticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção.
B) Produtos para saúde utilizados na assistência ventilatória e inaloterapia poderão ser submetidos à desinfecção por métodos de imersão química líquida com a utilização de saneantes a base de aldeídos.
C) Produtos para saúde classificados como semicríticos devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de alto nível, após a limpeza.
D) Produtos para saúde classificados como não críticos devem ser submetidos ao processo de esterilização, após a limpeza e demais etapas do processo.
E) O CME Classe I é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não críticos, semicríticos e críticos de conformação complexa, passíveis de processamento.
10.(FUNDATEC, Prefeitura Municipal de Bagé/RS 2020) Conforme Resolução – RDC Anvisa no 15/2012, que dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso.
( ) Desinfecção de alto nível: processo físico ou químico que destrói a maioria dos microrganismos de artigos semicríticos, inclusive micobactérias, fungos e todos os esporos bacterianos.
( ) Desinfecção de nível intermediário: processo físico ou químico que destrói microrganismos patogênicos na forma vegetativa, micobactérias, a maioria dos vírus e dos fungos, de objetos inanimados e superfícies.
( ) Limpeza: remoção da sujidade visível presente nos produtos para saúde.
( ) Produtos para saúde semicríticos: produtos que entram em contato com pele não íntegra ou mucosas íntegras colonizadas.
( ) Artigos não críticos: comadres e papagaios.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A) F–V–V–F-V.
B) F–V–F–V–V C) V–F–F–F–V.
D) V-F-F-V-F E) F-V-V-V-F
11. (ISGH, Waldemar de Alcântara/CE 2017) Marque a alternativa que indica um método físico-químico de esterilização:
A) Esterilização por vapor saturado sob pressão;
B) Esterilização por óxido de etileno;
C) Esterilização por ácido peracético por imersão;
D) Esterilização por calor seco.
12. (EBSERH, AOCP 2015) No processo de esterilização de materiais, o calor úmido, na forma de vapor saturado sob pressão, é o processo mais seguro, eficiente, rápido e econômico disponível. Utiliza-se para o processo de esterilização por calor úmido:
A) estufa B) álcool
C) autoclave D) radiação E) filtração
13. (CASAN, AOCP 2016) Sobre a esterilização de vapor saturado sob pressão, é correto afirmar que:
A) o equipamento utilizado é a estufa B) é indicada para materais voláteis
C) não constitui método de esterilização confiável, estando contraindicada nos dias atuais D) é indicada para materiais metais e aventais, entre outros termorresistentes
E) é contraindicada em materiais críticos
14. (Resmulti-Ce/2019) O enfermeiro, como responsável por coordenar as atividades relativas ao processamento de produtos para a saúde, deve observar o seguimento das práticas recomendadas pela Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Central de Material Esterilizado (SOBECC). No que se refere à aplicação da esterilização por vapor saturado sob pressão, deve-se:
A) preencher a câmara, no máximo, 80% da capacidade total e dispor jarros e frascos com a abertura para cima
B) preencher a câmara com, no máximo, 70% da capacidade total e não utilizar a autoclave para esterilização de líquidos
C) preencher a câmara com, no máximo, 80% da capacidade total e dispor produtos côncavo-convexos (bacias, cubas rim) em posição vertical
D) preencher a câmara com, no máximo, 90% da capacidade total e seguir os tempos de exposição recomendados de 121ºC a 140ºC 15. (REsmulti-Ce/2019) Dentre os métodos de esterilização de produtos para a saúde, qual o método indicado para processamento de materiais termossensíveis considerado mais rápido e de baixa toxicidade?
A) Óxido de etileno (ETO)
B) Vapor úmido sob pressão (autoclave)
C) Vapor/plasma de peróxido de hidrogênio (VPPH) D) Vapor a baixa temperatura e formaldeído gasoso (VBTF)
GABARITO
1.D 2.C 3.D 4.E 5.C
6.D 7.A 8.D 9.C 10.B
11.B 12.C 13.D 14.C 15.C
VALIDAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E CICLOS
A validação é definida como estabelecimento de evidência documentada de um processo que, com alto grau de segurança, produzirá, consistentemente, um produto que atenda à especificação predeterminada e aos atributos de qualidade.
Independentemente do processo de esterilização, todo equipamento deve ser aprovado pela ANVISA, se validado pela empresa fabricante, no momento da instalação, seguida da qualificação de operação; e uma empresa independente deve realizar a qualificação da carga ou de desempenho e, anualmente, a requalificação.
CONTROLE DE ROTINAS DOS PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO: ressalta-se que só tem sentido realizar controles de rotina dos processos de esterilização com o auxílio de controles físicos, químicos e biológicos se, a priori, o equipamento demonstrou segurança no funcionamento, sem e com carga durante o processo de sua validação por meio das qualificações térmicas.
MONITORAMENTO QUÍMICO POR MEIO DE INDICADORES QUÍMICOS
Os testes químicos podem indicar falha potencial no ciclo de esterilização pela mudança na coloração dos indicadores ou por outros mecanismos, como a fusão de sólidos à temperatura e ao tempo de exposição predeterminados. Os indicadores químicos (IQ) comercialmente disponíveis oferecem informações diferenciadas; alguns são capazes de avaliar a temperatura atingida pelo equipamento sem integrar com o tempo de exposição; outros respondem ao resultado da integração de todos os parâmetros.
INDICADORES QUÍMICOS
Classe 1: são os indicadores externos (fitas zebradas). São tintas termocrômicas impregnadas em fitas adesivas ou tiras de papel impregnadas com substâncias termotrópicas, que contém um substrato que reage a uma determinada temperatura, mostrando os artigos que foram processados e diferenciando dos não processados.
É preconizado que todos os pacotes e caixas de instrumental esterilizados sejam identificados com esse indicador.
Classe 2: testa a eficácia do sistema de vácuo. Ele faz a detecção de bolhas de ar e avalia a capacidade da autoclave em remover o ar quando o vapor é admitido, formando o vácuo. Não pode ter ar dentro porque o ar forma uma barreira térmica, prejudicando a penetração e a ação do vapor na superfície dos artigos, que pode resultar no ciclo falho na esterilização. Pacote teste, antes da primeira carga do dia. Autoclave vazia e pré-aquecida. Bowie&Dick
Classe 3: Indicador único parâmetro (única variável) Pressão, tempo, temperatura ou vapor saturado. Indica a exposição ou UM ciclo de esterilização ao valor estabelecido da variável selecionada.
Na prática, esse tipo de indicador não é utilizado e nem está disponível
Classe 4: Indicador multiparâmetro (múltiplas variáveis). Mostram que houve penetração de calor e vapor, mas não garantem esterilização.
Classe 5: Indicadores integradores (é o mais TOP). Reagem a todas as variáveis. No caso da autoclave, o indicador monitora, além da temperatura e do tempo mínimo de exposição, a qualidade do vapor, que deve ter, pelo menos, 95% de umidade. Tem excelente confiabilidade. (steam plus). O resultado é inconfundível. O seu desempenho é comparado a inativação do microorganismo.
Colocar esses indicadores nos locais de maior desafio, como no centro geométrico do pacote dos campos cirúrgicos ou das caixas cirúrgicas de maior peso e interiores de lumens.
Classe 6: Indicadores emuladores. Utilizadas em temperaturas específicas (121 ou 134). Monitora todos os parâmetros que possam afetar o processo de esterilização incluindo: penetração do vapor, temperatura, ocorrência de bolhas de ar e super aquecimento (simulador de vácuo)
Conhecido como de alta sensibilidade e especificidade, pois ele não reagirá até que aproximadamente 95% da fase de esterilização do ciclo esteja concluída.
INDICADORES BIOLÓGICOS
Eles testam se houve morte bacteriana. Realizado uma vez ao dia, em todas as cargas que contenham implantes. Possuem três gerações. Realizado uma vez ao dia e em toda carga que conter implantes.
Primeira geração: (tiras de papel) cepas são colocadas em vários pacotes que, após esterilização são encaminhadas para a avaliação laboratorial, sendo incubadas e a leitura definitiva ocorre após sete dias ou 168 horas.
Segunda geração: (ampolas) indicadores autocontidos nos quais um suporte impregnado de esporos é acondicionado separado do meio de cultura contido na ampola de vidro que, após a esterilização, é quebrada, entrando em contato com os esporos, sendo incubado por 48 hs e feito leitura por mudança de cor decorrente da mudança de pH no meio de cultura.
Terceira geração: (ampolas) também são indicadores autocontidos, diferenciando-se dos de segunda geração devido a maneira de se detectar o crescimento microbiano. A leitura preliminar pode ser feita com 1h e a definitiva com 3 hs, por meio de incubadora específica de leitura automática.
Ampolas de cor violeta, se não mudar de cor, significa que não houve crescimento de microorganismos
Se mudar de cor, fica amarelo turvo, houve crescimento sim de microorganismos. Não podemos então, liberar a carga para uso.
QUESTÕES
1. De acordo com a Resolução - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012, assinale a alternativa INCORRETA quanto ao Monitoramento do Processo de Esterilização.
A) O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito mensalmente.
B) O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização.
C) No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis, deve ser adicionado um indicador biológico a cada carga.
D) A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico.
E) É obrigatória a realização de teste para avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar Bowie & Dick da autoclave assistida por bomba de vácuo.
2. (IMPARH, 2017) Acerca dos procedimentos de desinfecção e esterilização, escreva V para verdadeiro e F para falso e assinale a alternativa correta.
( )Ao proceder à esterilização por autoclave, deve-se preencher a câmara do equipamento em sua capacidade máxima para obter maior aproveitamento, redução de custos e garantir a sustentabilidade.
( ) Não é obrigatória a esterilização de comadres (aparadeiras), pois trata-se de artigo semicrítico
( )A desinfecção é indicada para materiais semicríticos e não críticos. O glutaraldeído 2% é um exemplo de desinfetante químico, que possui como vantagem poder ser utilizado para materiais de assistência ventilatória por não causar irritação das vias aéreas.
( )O empacotamento de artigos para esterilização pode ser feito por meio de embalagens diversas como de algodão tecido, tyvek e papel de grau cirúrgico sendo a última descartável. O papel grau cirúrgico não pode ser utilizados na esterilização por peróxido de hidrogênio.
A) V,V,F,F B) V,F,V,F C) F,F,V,V D) F,F,F,V
3. (Prefeitura de Osasco-SP/FGV/2014) Relacione a classe dos indicadores químicos usados no processo de esterilização às respectivas características.
1. Classe 1 2. Classe 2 3. Classe 3 4. Classe 4
( ) São projetados para testar a eficácia do sistema de vácuo nas autoclaves de pré-vácuo.
( ) São projetados para medir dois ou mais parâmetros críticos do processo de esterilização.
( ) Demonstram que o material passou pelo processo de temperatura.
( )São projetados para medir um dos parâmetros críticos do processo de esterilização.
Assinale a opção que indica a relação correta, de cima para baixo.
A) 2, 4, 1, 3 B) 1, 2, 3, 4 C) 4, 2, 1, 3 D) 2, 1, 3, 4
4.Sobre o controle dos processos de esterilização, é correto afirmar que
A) o teste Bowie-Dick é realizado para avaliar o nível de temperatura e vapor atingido pela autoclave a vapor e deve ser realizado diariamente no primeiro ciclo do dia.
B) por exigência legal, no processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis, deve ser adicionado um indicador biológico a cada carga e o produto só deve ser liberado para uso após o resultado negativo do indicador biológico.
C) os ciclos flash de esterilização a vapor para uso imediato, segundo a RDC nº 15, de 15 de março de 2012, são permitidos desde que seja validada a autoclave.
D) o indicador químico controla os ciclos de esterilização por meio de preparação padronizada de esporos bacterianos comprovadamente resistentes.
E) o indicador químico classe I garante que o material passou pelo processo de esterilização e que as condições para a esterilização foram atingidas.
5.(CONSUPLAN, Prefeitura Municipal Colômbia 2020) Os indicadores biológicos, utilizados no monitoramento dos processos de esterilização, são preparações padronizadas de:
A) Vírus e bactérias.
B) Esporos bacterianos.
C) Vírus, bactérias e fungos.
D) Esporos bacterianos e vírus.
6.(EBSERH, AOCP 2015) Um programa de controle da esterilização inclui métodos físicos, químicos e biológicos e deve ser utilizado para demonstrar a eficiência do processo. Sobre os indicadores químicos, é correto afirmar que:
A) a fita de autoclave e os indicadores impressos nas embalagens são exemplos de indicadores Classe 2
B) um indicador Classe 5 responde a todos os parâmetros de esterilização, dentro de uma faixa específica de temperatura de esterilização, e seu desempenho é comparado à inativação do microorganismo.
C) O teste Bowie-Dick determina se os parâmetros de esterilização foram alcançados e avalia a eficiência da bomba de vácuo, a presença de vazamento de ar ou de gases do vapor.
D) indicadores de Classe 3 são multiparamétricos: respondem a dois ou mais parâmetros.
E) indicadores de Classe 4 são indicadores de parâmetro único: geralmente usados para avaliar a temperatura mínima, sendo úteis, também, para determinar se a temperatura apropriada foi atingida no centro de grandes pacotes.
7.(Exército, 2008) A validação do processo de esterilização precisa confirmar que a letalidade do ciclo seja suficiente para garantir o uma probabilidade de sobrevida microbiana mínima. Sobre os testes de controle desse processo, podemos afirmar que:
A) o teste de Bowie &Dick é um indicador de processo, classe I. Deve ser realizado diariamente e comprova que o material fo exposto à temperatura adequada.
B) o controle dos processos de esterilização é realizado através de indicadores químicos e biológicos, semanalmente. Porém, na presença de alguma alteração, os testes devem ser repetidos diariamente até a solução do problema.