Capítulo 1
Sistemas de Coordenadas, Forças e Momentos
1.1 Sistemas de Coordenadas
O estudo da dinâmica do voo e da navegação de uma aeronave requer raciocinar relativamente a sistemas de coordenadas (ou de referência).
1.1.1. Referência inercial, fixa ou terrestre
Referência: ℜ0 =(xr0,ry0,zr0)
1.1.2. Referência ligada à aeronave (presa à aeronave)
Referência: ℜb =(xr,yr,zr)
Rumo da aeronave =(O,Norte,xr) ("O" sendo o CG da aeronave)
1.1.3. Referência aerodinâmica
: velocidade aerodinâmica (vector velocidade)
V
Pode imaginar-se uma referência ℜa =(xra,rya,zra) com o eixo longitudinal suportado pelo vector da velocidade aerodinâmica da aeronave. Esta referência chama-se referência aerodinâmica.
) , (O xra
Rota da aeronave =(O,Norte,xra) ("O" sendo o CG da aeronave)
Ângulos:
• ângulo de ataque (α)
• ângulo de trajectória (γ )
• ângulo de arfagem (θ)
• ângulo de rolamento (φ)
• ângulo de guinada (ψ )
• ângulo de derrapagem (β)
1.1.4. Velocidade
α β β
α β
sin cos sin
cos cos
V w
V v
V u
=
=
=
Portanto:
2
tan 2
arcsin arctan
w u
v V
v u w
= +
=
=
β β α
Nota-se que V = u2+v2+w2
Com a velocidade, define-se a pressão dinâmica : Q 5 2
.
0 V
Q= ρ
ρ sendo a densidade do ar no ponto considerado. De facto, ρ depende da altitude do ponto considerado segundo a atmosfera padrão, e é calculada por:
h
[ ]
⎩⎨
⎧
<
<
−
×
<
×
= − − −
m h
se h
m h
se h h
20000 11000
) 11000 ( 10 576939464 .
1 exp 29707 . 0
11000 )
10 2558 . 2 1 ) (
( 4
0
256060537 . 4 5 0
ρ ρ ρ
com ρ0 =1.225kg/m3 (densidade do ar ao nível do mar)
1.2 Superfícies de Controlo
1.2.1. Ângulos de manobra da aeronave
Figura 1. Ângulos de manobra
Arfagem: Isto é o movimento da aeronave em torno do seu eixo lateral )
,
(O yr . No entanto, o ângulo de arfagem é o ângulo entre (O,xr0) e (O,xr) no plano vertical.
Rolamento: É o movimento da aeronave em torno do seu eixo longitudinal )
,
(O xr . O ângulo de rolamento é o ângulo entre (O,zr0) e (O,zr) no plano vertical.
Guinada: É o movimento da aeronave em torno do seu eixo vertical (O,zr). Este é medido no plano horizontal. Na maioria das aeronaves, rolamento e guinada actuam acoplados (viragem coordenada).
1.2.2. Superfícies de controlo convencionais
As superfícies de controlo são: o elevador, o leme vertical (rudder) e os ailerons. Estas superfícies produzem forças e momentos aerodinâmicos em decorrer da alteração da sua configuração (deflexão da superfície).
Figura 2. Superfícies de controlo
Profundor (ou elevador): o profundor controla o movimento de arfagem da aeronave. Este é apenas a parte traseira móvel da cauda horizontal. O profundor é um dispositivo articulado preso a uma superfície fixa chamada estabilizador horizontal. O profundor e o estabilizador horizontal formam um aerofólio único, o profundor sendo a parte que altera a curvatura (perfil) deste aerofólio.
Leme vertical (rudder): o rudder controla o movimento de guinada da aeronave. O rudder é apenas a parte traseira móvel da cauda vertical. Este é um dispositivo articulado preso a uma superfície fixa chamada estabilizador vertical. O rudder e o estabilizador vertical formam um aerofólio único, o rudder sendo a parte que altera a curvatura (perfil) deste aerofólio.
Ailerons: estes controlam o movimento de rolamento da aeronave. Os dois ailerons mexem-se no sentido oposto um ao outro. O ângulo de deflexão do conjunto (dos ailerons) é portanto a média algébrica dos ângulos de deflexão em ambos lados.
1.3 Representação de Atitude
Na secção 1.1 foram definidas a referência terrestre ℜ0 =(xr0,yr0,zr0), a referência ligada à aeronave ℜb =(xrb,ryb,zrb), e a referência aerodinâmica
) , , ( a a a
a = xr yr zr
ℜ com o eixo longitudinal (O,xra) suportado pelo vector da velocidade aerodinâmica da aeronave.
A partir da definição dos ângulos nas secções anteriores, deduzem-se facilmente as seguintes matrizes de passagem entre as três referências mencionadas acima:
A matriz de passagem correspondente a [ ] b T
a⎯⎯→ℜ
ℜ é definida por:
[ ]
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡
−
−
−
=
α β
α β
α
β β
α β
α β
α
cos .
cos .
0 cos
. cos cos
. cos
sen sen sen
sen
sen sen
T (1)
Para ℜb⎯⎯→[ ]R ℜ0, a matriz de passagem é:
[ ]
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡
+
− +
+ +
−
−
=
φ θ θ φ ψ φ ψ θ
φ ψ φ ψ
φ θ θ
φ ψ φ ψ θ
φ ψ φ ψ
θ θ
ψ θ
ψ
cos . cos .
cos . .
cos .
cos . cos .
. cos .
. cos
. cos .
. cos cos .
cos . cos
. cos
sen sen
sen sen
sen sen
sen sen
sen sen sen
sen sen
sen sen
R (2)
As matrizes
[ ]
T e[ ]
R são invertíveis.1.3.1. Atitude
A atitude da aeronave é definida, de modo convencional, pelos três ângulos de Euler θ,φ,ψ (o ângulo de ataque α e o ângulo de derrapagem β acrescentam-se na lista de ângulos de atitude nalguns manuais), sendo:
θ: o ângulo de arfagem;
φ: o ângulo de rolamento;
ψ : o ângulo de guinada.
Matrizes de rotação
ψ :
T matriz de rotação da guinada:
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡
−
=
1 0 0
0 cos
0 cos
ψ ψ
ψ ψ
ψ sen
sen
T (3)
θ :
T matriz de rotação da arfagem:
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡ −
=
θ θ
θ θ
θ
cos 0
0 1 0
0 cos
sen
sen
T (4)
φ :
T matriz de rotação do rolamento:
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡
−
=
φ φ
φ
φ φ
cos 0
cos 0
0 0
1
sen
sen
T (5)
Todas as matrizes de rotação acima são invertíveis, portanto as matrizes inversas existem:
, ,
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡ −
=
−
1 0 0
0 cos
0 cos
1 ψ ψ
ψ ψ
ψ sen
sen T
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡
−
=
−
θ θ
θ θ
θ
cos 0
0 1 0
0 cos
1
sen
sen T
⎥⎥
⎥
⎦
⎤
⎢⎢
⎢
⎣
⎡
−
=
−
φ φ
φ
φ φ
cos 0
cos 0
0 0
1
1
sen
sen T
1.3.2. Dinâmica dos Ângulos (de atitude) de Euler
As taxas de atitude são as derivadas dos ângulos de atitude na referência (ligada à aeronave). Estas são:
ℜb
p: taxa de rolamento q: taxa de arfagem r: taxa de guinada
Seja Ωr
o vector da velocidade angular da aeronave com respeito à referência terrestre. Pela definição dos ângulos que definem a atitude da aeronave, tem-se:
(6)
b
a x
y
zr &r &r
&
r =ψ +θ +φ
Ω 0
Do outro lado, na referência ℜb, tem-se:
b b
b qy rz
x
pr r r
r = + +
Ω (7)
Portanto, para ter a expressão das taxas de manobra p, q e r, é necessário exprimir zr0 e yra na equação (6) em função de xrb,yrbe zrb. Com a matriz de passagem
[ ]
R , tem-se:b b
b sen y z
x sen
zr0 =− θ r +cosθ. φ r +cosθ.cosφr (8) Com a matriz ⎡⎣ ⎤⎦T−1 (inversa da matriz
[ ]
T na equação (1)), vem:b b
a y sen z
yr =cosφ r − φ r (9)
Substituindo na equação (6) as expressões de zr0 e yraobtidas pelas equações (8) e (9), e tomando em conta a equação (7), chega-se as expressões das taxas de manobra p, q e r:
(10) φ
θ θ φ ψ
φ θ ψ φ θ
θ ψ φ
sen r
sen q
sen p
&
&
&
&
&
&
−
=
+
=
−
=
cos . cos
. cos cos
Deduz-se de (10) que:
θ φ ψ φ
φ φ
θ
θ φ φ
φ
cos cos cos
tan ).
cos (
r qsen
rsen q
r qsen p
= +
−
=
+ +
=
&
&
&
(11)
1.3.3. Quaterniões
A integração das equações (10) pode permitir saber a atitude da aeronave (neste caso, os ângulos de Euler) ao longo do tempo. No entanto devido ao facto de que os erros crescem ao longo do tempo a integração do sistema diferencial acima dá bons resultados só para relativamente
pequenos valores de θ, principalmente para θ entre -30º e +30º. Do outro lado para um ângulo de arfagem θ = ±90º, tanθ e 1 cosθ têm valores infinitos, portanto a integração do sistema de equações (10) torna-se impossível para este valor do ângulo de arfagem. Por isso, um outro sistema de equações é portanto necessário para contornar o problema de restrições no que respeita ao ângulo de arfagem. Isto é realizado graças aos quatro parâmetros simétricos de Euler para definir a atitude da aeronave.
Estes são os quaterniões elaborados não por Euler mas por Hamilton.
Pode mostrar-se que um conjunto de eixos (por exemplo a referência ℜb ligada à aeronave) pode ser movido para qualquer orientação desejada por uma orientação só em torno de um eixo convenientemente posicionado. Se
1, 2
σ σ e σ3 forem os ângulos definidos por este eixo com respeito aos eixos inerciais ( ,O xr0), e
( ,O yr0)
( ,O Zr0)
, respectivamente e se μ for esta rotação única que faça mover este conjunto de eixos (por exemplo a referência ℜb ligada à aeronave) definido na referência inercial ℜ0 =(xr0,yr0,zr0) para coincidir com uma referência desejada ℜ =( , , )x y zr r r , então definem-se os quaterniões associados a esta rotação pelos seguintes quatro parâmetros:
0
1 1
2 2
3 3
cos( 2) sin( 2)
sin( 2) sin( 2)
η μ
η σ μ
η σ μ
η σ μ
=
=
=
=
(12.1)
Portanto a atitude da aeronave pode ser descrita com respeito à referência inercial ℜ0 =(xr0,ry0,zr0) com os elementos do vector de quaterniões:
(13.1)
0 1 2 3
( T
η = η η η η )
Uma vez que se utilizam quatro parâmetros enquanto só três são necessários, impõe-se a seguinte restrição sobre estes mesmos:
(13.2)
2 2 2 2
0 1 2 3 1
η η η η+ + + =
Deste modo, repara-se que cada um dos parâmetros varia entre -1 e 1.
Pode assim mostrar-se as seguintes equações que relacionam os quaterniões aos ângulos de Euler:
0 2 3 1
sinθ =2(η η η η− ) (14.1)
0 3 1 2
2 2 2
0 1 2 3
2( )
tanψ η η η η 2 η η η η
= +
+ − − (14.2)
0 1 2 3
2 2 2
0 1 2 3
2( )
tanφ η η η η 2 η η η η
= +
− − + (14.3)
A transformação dos ângulos de Euler para os quaterniões efectua-se pelas seguintes fórmulas:
0 cos( ) cos( ) cos( ) sin( )sin( )sin( )
2 2 2 2 2 2
φ θ ψ φ θ ψ
η = +
1 sin( ) cos( ) cos( ) cos( )sin( )sin( )
2 2 2 2 2 2
φ θ ψ φ θ ψ
η = −
2 cos( )sin( ) cos( ) sin( ) cos( )sin( )
2 2 2 2 2 2
φ θ ψ φ θ ψ
η = +
3 cos( ) cos( )sin( ) sin( )sin( ) cos( )
2 2 2 2 2 2
φ θ ψ φ θ ψ
η = −
Pode também mostrar-se que:
0 1 2 3
1 0 3 2
2 3 0 1
3 2 1 0
1 2
p q r
η η η η
η η η η
η η η η
η η η η
− − −
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
⎢ ⎥ ⎢ − ⎥⎡ ⎤⎢ ⎥
⎢ ⎥= ⎢ − ⎥⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢− ⎥ ⎣ ⎦⎢ ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦
&
&
&
&
(15)
A equação (15) pode também ser reescrita da seguinte forma:
0 0
1
2 2
3 3
0 1 0 2 0
0
p q r
p r q
q r p
r q p
1
η η
η η
η η
η η
− − −
⎡ ⎤ ⎡ ⎤⎡ ⎤
⎢ ⎥ ⎢ − ⎥⎢ ⎥
⎢ ⎥= ⎢ ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢ − ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢⎣ − ⎥⎦⎢ ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦
&
&
&
&
⎥⎥ (16)
As vantagens do sistema diferencial e da equação de restrição perante os três ângulos de EULER são:
• Aplicam-se a qualquer atitude
• Os erros de posicionamento são limitados
• Cada parâmetro está no intervalo [-1, 1]
Exercício 1: Sejam os seguintes dados no tempo t0 =0:
0 1 2 3
0.9 1
0.3 , 0.01 ( / )
0.1 0.02
0.3
p
q ra
r η
η η η
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢= ⎥ ⎢ ⎥ ⎢= ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦
⎣ ⎦
⎣ ⎦
d s
s
Utilizando o anexo A1, calcular os valores dos ângulos de Euler para a com um passo de discretização temporal
0 0
t = tf =1s 0.01
Δ =t , assumindo que as taxas angulares permaneçam constantes.
1.4. Convenção de Sinal
Figura 3. Convenção de sinal
1.5. Forças e Momentos
1.5.1 Forças
As forças que actuam sobre a aeronave são designadas por X,Y e Z (figura 4) em correspondência com o sistema de referência ligada à aeronave. Os termos X,Y e Z podem ser visualizadas como componentes do vector resultante de todas as forças que estão a actuar no centro de gravidade da aeronave.
Figura 4. Forças e momentos na referência da aeronave
Com estas forças, definem-se os seguintes coeficientes aerodinâmicos:
QS
CX = X (coeficiente da força longitudinal)
QS
CY = Y (coeficiente da força transversal ou lateral)
QS
CZ = Z (coeficiente da força vertical)
onde é a pressão dinâmica, e a superfície de referência da asa. Q S
Olhando estas mesmas forças na referência aerodinâmica, obtêm-se:
Figura 5. Forças e momentos na referência aerodinâmica
L: a força de sustentação, D: a força de arrasto, T: a força de tracção,
mg
W = : peso da aeronave (m: massa da aeronave; g: aceleração da gravidade).
Tem-se:
L
QSC L=
D
QSC D=
CL sendo o coeficiente de sustentação e CDo coeficiente de arrasto.
Na fase estacionária (da tracção), a tracção pode ser expressada por:
.Tmax
T =δT
onde δT é a posição da manete, e a tracção máxima disponível. De facto, a tracção máxima disponível depende da altitude de voo e da velocidade aerodinâmica V da aeronave. Portanto, pode escrever-se:
Tmax
Tmax h
) , ( .Tmax hV T =δT
Na fase transitória (da tracção), a variação da tracção T em função da posição δT ∈
[
0,1]
da manete é modelada por uma equação diferencial da primeira ordem:) ) , ( 1(
max hV T
T
T = δT −
& τ
onde τ é a constante do tempo do motor (ou do sistema de propulsão).
A tracção Tmax é calculada segundo a seguinte relação:
λ μ
ρ ρ ⎟⎟⎠
⎜⎜ ⎞
⎝
⎟ ⎛
⎟
⎠
⎞
⎜⎜
⎝
= ⎛
0 2
, 0
* max max
) ) (
,
( h
t T t V h T
K K
Onde os parâmetros λeμcaracterizam o tipo de motor, e é a potência total do motor, e são respectivamente as temperaturas absolutas (graus Kelvin) na altitude de voo da aeronave e no nível do mar na atmosfera padrão. A tabela 1, em baixo, dá valores indicativos dos parâmetros do motor segundo o tipo de motor.
*
Tmax
tK t0,K
Tabela 1: Parâmetros da tracção
Tipo de propulsor λ μ
Reactor subsónico 0 1
Reactor supersónico 1 1
Turbopropulsor, motor a pistão
-1 1
foguete 0 0
Reactor duplo fluxo entre –1 e 0 1
Nota-se também que em geral os valores de podem ser obtidos experimentalmente para vários valores de V e de como na tabela 2 em baixo. Neste caso pode criar-se uma função que aproxime o valor da tracção para dados valores de V e de que não estejam necessariamente na tabela.
Tmax
h
h
Tabela 2: Exemplo de tabela de tracção em função da velocidade (V) e da altitude (h)
h (m)
0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 0 83.4 78.7 74.1 69.7 65.4 61.3 57.4 53.6 50.0 46.5 43.2 5 75.1 70.8 66.6 63.3 59.5 55.7 52.7 49.2 46.4 43.2 40.5 10 69.7 65.7 62.2 58.8 55.2 52.0 48.9 45.9 43.1 40.3 37.6 15 64.4 61.0 57.6 54.2 51.0 48.0 45.1 42.4 39.7 37.1 34.7 20 59.9 56.6 53.3 50.3 47.5 44.6 41.9 39.3 36.8 34.4 32.1
V m/s) 25 56.1 53.0 50.1 47.2 44.5 41.9 39.3 36.9 34.6 32.3 30.2
30 53.3 50.4 47.5 44.8 42.2 39.8 37.4 35.1 32.8 30.7 28.6 35 50.9 48.1 45.4 42.8 40.3 38.0 35.7 33.4 31.3 29.3 27.3 40 48.7 46.0 43.4 40.9 38.6 36.3 34.1 31.9 29.9 27.9 26.1 45 46.4 43.9 41.4 39.0 36.8 34.6 32.4 30.4 28.5 26.6 24.8 50 44.1 41.7 39.3 37.1 34.9 32.8 30.7 28.8 26.9 25.2 23.4 55 41.7 39.4 37.2 34.9 32.9 30.9 29.0 27.2 25.4 23.7 22.0 60 39.3 37.2 34.9 32.9 31.0 29.1 27.3 25.6 23.8 22.3 20.7
1.5.2 Momentos
Os momentos que actuam sobre a aeronave são (ver figura em cima):
L: momento de rolamento,
M : momento de arfagem,
N: momento de guinada,
Estes momentos permitem definir os seguintes coeficientes de momentos:
QSb
Cl = L (coeficiente do momento de rolamento)
c QS
Cm= M (coeficiente do momento de arfagem)
QSb
Cn = N (coeficiente do momento de guinada) onde é a envergadura de referência. b
1.6. Variáveis de Controlo Convencionais
O papel das superfícies de controlo acima referidas implica que as variáveis convencionais para o controlo da aeronave são:
δe: deflexão do elevador,
δr: deflexão do leme vertical (rudder), δa: deflexão dos ailerons,
δT: posição (fracção) da manete de potência,
Anexo A1 – Resolução Numérica de Equações Diferenciais Ordinárias
O modelo de um sistema controlado é descrito por:
) , (x u f x&=
onde x∈ℜn é o vector de estado e u∈ℜr o vector de controlo.
Notações:
o passo da simulação.
: h
, , ) k=0,1,2,...
( k
k x t
x ≡ tk =tk−1+h: o tempo no kº passo;
; )
k
( k
k u t
u ≡
1. Método de Euler
Assumindo x0 dado, os estados do sistema em t1,t2,...,tk,... são determinados por:
1 ( , )
k k k
x + =x +hf x u
2. Método de Euler Modificado
Assumindo x0 dado, os estados do sistema em t1,t2,...,tk,... são determinados por:
(
1 ( , ) ( ( , ), )
k k 2 k k k k k k
h
)
x + =x + f x u + f x +hf x u u
3. Algoritmo de Butcher
Assumindo x0 dado, os estados do sistema em t1,t2,...,tk,... são determinados por:
), , (
1 h.f xk uk
k =
), , 4 (
. 1
2 h f xk k uk
k = +
), , 8 8 (
. 1 2
3 h f xk k k uk
k = + +
), , 2 (
. 2 3
4 h f xk k k uk
k = − +
), , 16 9 16 3 (
. 1 4
5 h f xk k k uk
k = + +
).
, 7 8 7 12 7 12 7 2 7 3 (
. 1 2 3 4 5
6 h f xk k k k k k uk
k = − + + − +
) 7 32 12 32 7 90(
1
6 5 4
3 1
1 x k k k k k
xk+ = k + + + + +