FACENS
FACULDADE DE ENGENHARIA DE SOROCABA
TEORIA DAS ESTRUTURAS
Deslocamentos em Estruturas Lineares
O Princípio dos Trabalhos Virtuais
SUMÁRIO
01. O Princípio dos trabalhos virtuais aplicado aos corpos rígidos ...01
1.1. Introdução ...01
1.2. - Roteiro para aplicação do PTV (estruturas isostáticas): ...02
1.3 - Exemplo número 1 ...02
1.4 – Exemplo número 2 ...03
02. O Princípio dos trabalhos virtuais aplicado aos corpos deformáveis ...05
2.1 – Introdução ...05
2.2 – Enunciado do PTV para corpos deformáveis ...06
2.3 – O Processo da Carga Unitária Para Cálculo de Deslocamentos ...07
03. Aplicação do PTV às treliças ...08
3.1 – Exemplo número 1 ...09
3.2 – Exemplo número 2 ...11
04. O PTV aplicado às estruturas de nós rígidos ...12
4.1 – Avaliação da integral do produto de duas funções ...13
4.2 – Exemplo número 3 ...14
4.3 – Observação sobre o uso das tabelas ...16
4.4 – Exemplo número 4 ...17
05. Deformações por variação de temperatura ...18
5.1 – Exemplo número 5 ...19
06. Exercícios propostos ...21
DESLOCAMENTOS EM ESTRUTURAS LINEARES
1. O Princípio dos trabalhos virtuais aplicado aos corpos rígidos
1.1. Introdução
Os conceitos relativos a deslocamentos virtuais e trabalho virtual são us ualmente introduzidos durante o estudo da Mecânica Geral quando são usados para resolver problemas sobre equilíbrio estático.
A palavra virtual significa que as quantidades são puramente imaginárias e que não precisam existir no sentido real ou físico. Assim, um deslocamento virtual é um pequeno deslocamento imaginário, arbitrariamente imposto sobre um sistema estrutural. Não há necessidade de se tratar de um deslocamento real, como por exemplo os deslocamentos de flexão causada por cargas atuantes na estrutura. O trabalho realizado por forças reais durante um deslocamento virtual é chamado trabalho virtual.
O Princípio dos Trabalhos Virtuais (PTV) afirma:
“A condição necessária e suficiente para o equilíbrio de um ponto ou sistema de pontos materiais qualquer é ser nula a soma dos trabalhos virtuais em qualquer deslocamento virtual compatível com as ligações do sistema”, ou seja:
Σ T virtual externo = zero ... (1.1)
Como se mostrou no estudo da Mecânica Geral, este princípio pode ser usado no lugar das três equações de equilíbrio ΣX = 0, ΣY = 0 e ΣM = 0 com o propósito de resolver problemas de equilíbrio estático.
O deslocamento virtual deve ser suposto infinitesimal, de modo a não alterar a configuração estática e geométrica do sistema das forças que nele agem, não violando as condições de equilíbrio que tais forças obedecem. O deslocamento virtual é causado por uma ação externa qualquer, cuja origem não é objeto de discussão, sendo completamente independente das forças externas que mantém a estrutura em equilíbrio.
O PTV aplicado às estruturas isostáticas em equilíbrio resolve o problema estático através do geométrico. Como o PTV consiste de apenas uma equação, ele se torna seletivo, ou seja, sua aplicação determina apenas uma incógnita, havendo necessidade de se repetir o procedimento para cada incógnita procurada. Não obstante este fato – e inclusive por isto - é muito útil quando se deseja determinar apenas um esforço, como é o caso de determinação de linhas de influência.
A aplicação do PTV às estruturas isostáticas para a determinação de um determinado esforço requer que seja aplicado um deslocamento virtual, que só pode ser realizado se o sistema for móvel, o que é obtido retirando-se o vínculo correspondente à incógnita e substituindo-o pelo esforço correspondente. Como os deslocamentos virtuais são supostos infinitesimais, estes deslocamentos seguem as leis dos pequenos deslocamentos, mais simples que as dos deslocamentos finitos. No caso dos pequenos deslocamentos a tangente dos ângulos formados durante os deslocamentos se confunde com o próprio ângulo, ou seja:
1.2. - Roteiro para aplicação do PTV (estruturas isostáticas):
01) retira-se o vínculo correspondente à incógnita, substituindo-o pela incógnita para manter o equilíbrio. A incógnita passa a ser considerada como carga externa; 02) aplica-se um deslocamento virtual compatível com as ligações remanescentes da
estrutura;
03) calcula-se o trabalho virtual de todos os esforços externos igualando-o a zero. Como estamos trabalhando com estruturas isostáticas, a retirada de um vínculo conforme item 01) do roteiro transformará a estrutura em uma cadeia cinemática (ou mecanismo ou sistema móvel) com um grau de liberdade, podendo então ser aplicado o deslocamento conforme item 02), sem que nesta fase ocorra deformações adicionais nas barras do sistema.
O fato da cadeia cinemática ter apenas um grau de liberdade significa que conhecido um deslocamento (linear ou angular), todos os outros deslocamentos podem ser determinados em função deste, o que em geral é bastante simples em se tratando de pequenos deslocamentos para os quais os ângulos e suas tangentes se confundem.
É conveniente no primeiro passo introduzir a incógnita com o sentido positivo das convenções usuais assim como o deslocamento virtual pode preferencialmente ser dado no sentido contrário ao sentido da incógnita e suposto unitário para facilitar os cálculos.
No cálculo dos trabalhos virtuais, pode-se usar as resultantes dos carregamentos distribuídos em cada chapa da estrutura. Não pode ser usada uma resultante para mais de uma chapa.
1.3 - Exemplo número 1: Determinar a reação em A, RA, da viga simples da figura 1.1 a):
Figura 1.1 – Exemplo número 1
A aplicação do roteiro é ilustrada na figura 1.1 b), na qual a carga distribuída foi substituída pela sua resultante. Chamando de δ o deslocamento virtual infinitesimal arbitrário da incógnita RA, a rotação θ da viga assim como os valores de δ1 e δ2 necessários para o
10 5 5 10 6 6 10 2 1 δ = θ × = δ δ = θ × = δ δ = δ = θ l ... (1.3)
Aplicando-se a equação (1.1) do PTV aplicado aos corpos rígidos, obtém-se:
t 2 , 6 R 5 2 , 1 R 0 10 2 R A A 2 1 A = δ + δ = δ × = δ × + δ × + δ × − ... (1.4)
Nota-se que o parâmetro δ aparece em todos os termos da equação, podendo ser eliminado, ou seja, não influi no resultado justificando adotá- lo unitário. Aplicando-se o deslocamento virtual unitário contrário ao sentido positivo da incógnita, o trabalho desta será negativo e numericamente igual ao seu valor (pois − RA x δ = − RA x 1 = − RA) e aparecerá
sozinha quando for isolada no outro membro da equação.
1.4 – Exemplo número 2
Para a Viga Gerber da figura 1.2 a), determinar os valores das reações RA, RB e dos
momentos fletores MB e MC que ocorrem na seção sobre o apoio B e no engastamento C,
respectivamente.
As figuras 1.2 b), c), d) e e) mostram as cadeias cinemáticas formadas após a retirada do vínculo correspondente à incógnita respectiva e aplicação do deslocamento unitário.
Nos casos e) e d) para o cálculo dos momentos fletores sobre os apoios B e C respectivamente, os apoios não podem ser retirados, pois correspondem às reações RB e RC.
No caso do engastamento C, a retirada do vínculo correspondente ao momento o trans forma em um apoio fixo. Como MB é um esforço interno, o vínculo correspondente retirado deve ser
substituído pelo par de esforços que foi eliminado, ou seja, deve ser indicado tanto a ação que a parte à esquerda da seção exerce na parte da direita, como a ação que a direita exerce na parte da esquerda (ação e reação). No caso de momentos fletores em vigas horizontais, a convenção usual prescreve que eles são positivos quando tracionam as fibras inferiores.
Seria conveniente lembrar que mesmo nos casos das reações de apoio (RA, RB e Mc),
como as forças existem sempre aos pares (ação e reação), também poderia ser indicado as ações (inverso das reações nos apoios) que a viga exerce na terra. Isto não é necessário pois a terra é suposta um referencial absoluto, portanto não apresenta deslocamentos, gerando sempre trabalho nulo e não influindo nos resultados.
β α
α
α
β
No caso dos momentos, o deslocamento virtual correspondente é um deslocamento angular, que adotamos unitário. Como se trata de pequenos deslocamentos, para o ângulo ser unitário, o triângulo obtido durante a varredura do deslocamento deve ter a base e a altura iguais.
Considerando o deslocamento correspondente a incógnita admensional, as ordenadas da forma deslocada da cadeia cinemática no caso de incógnita força também resulta admensional, e no caso dos momentos, as ordenadas têm dimensão de comprimento, pois neste caso o valor do deslocamento angular é sempre a razão (cociente) entre dois comprimentos, e como um deles corresponde à distâncias na viga (em metros, por exemplo), o outro deve ter a mesma dimensão para se anularem na operação de divisão.
A aplicação da equação Text =0 fornece para a reação em A conforme figura 1.2 b):
RA = 4 x 0,5 + 2 x 0,25 → RA = 2,5 t
Para a reação em B – figura 1.2 c):
RB = 4 x 0,75 + 2 x 1,125 + 6 x 0,75 → RB = 9,75 t
Para o momento fletor em B - figura 1.2.d):
MB = − 4 x 1 − 2 x 1,5 − 2 x 1 → MB = − 9 tm
Para a reação momento em C – figura 1.2 e):
MC = 4 x 0,5 +2 x 0,75 + 2 x 0,5 − 4 x 1 − 3 x 2 − 2 x 1
MC = − 7,5 tm
Os sinais negativos dos valores de MB e MC indicam que estas incógnitas têm sentido
oposto ao adotado nas figuras, ou seja tracionam as fibras superiores da viga. No cálculo de MC poderia ter sido usada a resultante total do trecho α−β: 6t deslocando 0,5m no sentido
oposto, resultando o trabalho de − 3 tm.
Maiores detalhes sobre as cadeias cinemáticas serão vistos no estudo das Linhas de Influência, inclusive com um capítulo dedicado ao estudo das leis de deslocamento das cadeias cinemáticas.
2. O Princípio dos trabalhos virtuais aplicado aos corpos deformáveis
2.1 – Introdução
No estudo da análise estrutural deve-se estender o Princípio dos Trabalhos Virtuais para o caso de estruturas deformáveis. Neste caso deve-se levar em consideração não apenas o trabalho realizado pelas ações externas mas também o trabalho associado aos esforços internos na deformação dos elementos da estrutura.
2.2 – Enunciado do PTV para corpos deformáveis:
“Em uma estrutura deformável em equilíbrio, a soma dos trabalhos virtuais das ações externas, em um deslocamento compatível com as ligações, é igual ao trabalho virtual interno, realizado pelos esforços internos na deformação dos elementos da estrutura”, ou seja:
Texterno = Tinterno na deformação ... (2.1)
Seja a viga da figura 2.1 a), em equilíbrio sob a ação de um carregamento genérico qualquer que denominaremos estado de carregamento – índice c. Nestas condições um elemento diferencial genérico (c) de comprimento dx, apresenta os esforços solicitantes MC,
QC e NC na face esquerda e na face direita podem ter alterado de quantidades diferenciais,
sendo apresentadas como MC+dMc, QC+dQC e NC+dNC, conforme ilustra a figura 2.1 c).
Admita-se que nesta estrutura seja dada uma deformação virtual que produza uma pequena alteração em sua forma fletida. Esta deformação virtual é imposta sobre a estrutura de alguma maneira não especificada e é completamente independente do fato da estrutura já ter sido submetida a deflexões reais causadas pelas cargas do estado de carregamento. A deformação virtual representa uma deformação adicional imposta à estrutura. A única restrição é que ela deve ter uma forma que poderia ocorrer fisicamente, ou em outras palavras, a deformação virtual no estado de deslocamento – índice d, ilustrado na figura 2.1 b), deve ser compatível com as condições de apoio da estrutura e deve manter a continuidade entre os elementos da estrutura.
Durante a deformação virtual, o elemento genérico (c) se desloca para a posição (d) conforme mostra a figura 2.1 b) deformando até atingir a forma final ilustrada na figura 2.1 d). Nesta figura estão indicadas as deformações que o elemento diferencial sofre nas direções dos esforços solicitantes N, Q e M, denominadas respectivamente dud, dvd e dφd. O índice d é
usado para salientar que se trata de deformação do estado de deslocamento.
φ
O Princípio dos Trabalhos Virtuais afirma que o trabalho externo realizado pelas ações aplicadas no estado de carregamento durante os deslocamentos ocorridos no estado de deslocamentos é igual ao trabalho interno realizado pelos esforços solicitantes do estado de carregamento durante as deformações que os respectivos elementos sofrem no estado de deslocamento.
O Trabalho interno realizado pelos esforços solicitantes do estado de carregamento (c) – figura 2.1 c) - nas deformações do estado de deslocamentos (d) – figura 2.1 d) vale para o elemento diferencial: d c d c d c . int N du Q dv M d dT = + + φ ... (2.2) Integrando ao longo de toda a estrutura, obtém-se a expressão para o trabalho virtual interno realizado na deformação dos elementos da estrutura:
∫
∫
∫
+ + φ = . estr C d . estr C d . estr C d . int N du Q dv M d T ... (2.3)Aplicando (2.3) em (2.1), aqui repetida, obtém-se a expressão geral para o caso de estruturas planas com carregamento no próprio plano do Princípio do Trabalho Virtual – PTV:
Texterno = Tinterno dos esforços solicitantes na deformação dos elementos da estrutura
∫
∫
∫
+ + φ = . estr C d . estr C d . estr C d . ext N du Q dv M d T ... (2.4)Nesta expressão, o índice c refere-se aos esforços solicitantes causados pelas ações do estado de carregamento, e o índice d refere-se aos deslocamentos sofridos no estado de deslocamentos. Reforça-se aqui que o estado de deslocamentos foi obtido de maneira independente das cargas que atuam no estado de carregamento; pode ter sido causado por outro carregamento, variações de temperatura ou outro motivo qualquer, desde que seja compatível com as condições de apoio da estrutura.
2.3 – O Processo da Carga Unitária Para Cálculo de Deslocamentos
O procedimento prático da aplicação do PTV para o cálculo de deslocamentos é conhecido como processo da carga unitária ou processo da carga substituta. Também é encontrado com o nome de processo ou método de Maxwell-Mohr, por ter sido desenvolvido independentemente por James Clerk Maxwell (1831-1879) e Otto Christian Mohr (1835-1918) em torno do ano de 1870.
O procedimento prático da carga unitária é adequado para o cálculo de qualquer deslocamento linear ou angular, absoluto ou relativo. Pode ser usado tanto para estruturas isostáticas como para estruturas hiperestáticas, desde que se conheça os diagramas de estado em toda a estrutura.
A carga unitária deve corresponder ao deslocamento procurado, ou seja, para se calcular um deslocamento linear absoluto, aplica-se uma força unitária na direção e sentido do deslocamento linear procurado. Caso o deslocamento procurado seja uma rotação, a carga unitária correspondente deve ser um momento. Se o deslocamento procurado for a translação relativa entre dois pontos ao longo da linha que os une, o carregamento unitário deve ser constituído de duas forças colineares e opostas agindo nos dois pontos considerados. Caso o deslocamento seja a rotação relativa entre duas tangentes, o carregamento constituirá de dois momentos iguais e opostos.
O cálculo prático para a determinação de um deslocamento qualquer é aplicar na estrutura uma carga (força ou momento) unitária na direção e sentido do deslocamento real procurado e determinar os diagramas de esforços solicitantes N, Q e M produzidos por este carregamento unitário, ou seja o estado de carregamento (c) é o sistema com a carga unitária. Tomando-se os deslocamentos e deformações causados pelas ações que agem na estrutura como estado de deslocamento, o único trabalho externo é o realizado pela carga unitária e é igual ao produto da carga unitária pelo deslocamento procurado. O trabalho interno, como foi visto, será igual a integral estendida a toda estrutura do produto dos esforços solicitantes causados pela carga unitária pelos respectivas deformações causadas pelas ações que agem na estrutura, ou seja:
∫
∫
∫
+ + φ = δ × . estr C d . estr C d . estr C d procurado N du Q dv M d 1 ... (2.5)o índice c refere-se ao carregamento unitário;
o índice d refere-se à estrutura com as ações aplicadas.
Pode parecer estranho que neste procedimento o estado de deslocamentos que na concepção do PTV é um estado virtual, seja o dos deslocamentos reais. Isto é possível, e até conveniente pois os deslocamentos reais são certamente compatíveis com as condições de apoio da estrutura, bastando serem pequenos o suficiente para não alterarem as condições de equilíbrio das forças reais envolvidas para poderem ser considerados como deslocamentos virtuais.
3. Aplicação do PTV às treliças
No caso das treliças com as hipóteses usuais de cálculo, articulações perfeitas e cargas apenas nos nós, o único esforço que resulta nas barras da treliça é o esforço normal e tem valor constante para cada barra.
Assim, como M = Q = zero, apenas a integral que calcula o trabalho interno relacionada com o esforço normal da equação 2.5 é diferente de zero. Temos então:
di barrasi
ci
procurado= N ∆l
δ
∑
... (3.3) Os deslocamentos ∆l podem ser causados por cargas aplicadas que produzem normais Ndi nas barras i ou variação de temperatura e para cada um destes casos vale:Caso força normal (conforme Lei de Hooke):
i i i di di A E N l l = ∆ ... (3.4) Caso variação de temperatura: ∆ldi =liα∆t ... (3.5) nas quais E é o módulo de elasticidade, A é a área da seção transversal e α é o coeficiente de dilatação térmica.
3.1 – Exemplo número 1
Para a treliça da figura 3.1 a) de EA = 10.000 t, submetida ao carregamento mostrado, determinar:
Figura 3.1 – Exemplo número 1
Como os deslocamentos procurados são causados por um carregamento, as deformações nas barras da treliça são calculadas segundo a Lei de Hooke, conforme a equação (3.4). Aplicando na expressão (3.3), obtém-se:
di barrasi i i di ci procurado A E N N l ∆ = δ
∑
... (3.6) A figura 3.1 b) mostra os resultados das normais nas barras da treliça devido o carregamento dado, ou seja, as normais do estado de deslocamentos. As figuras 3.1 c) e d) mostram as normais determinadas dos estados de carregamento unitário para o cálculo das componentes horizontal e vertical do deslocamento do nó 6, respectivamente. A figura 3.1 e) apresenta as normais do estado de carregamento unitário para o cálculo do deslocamento relativo entre os nós 3 e 6.Como EA é constante e usando a notação (0) para os esforços do estado de deslocamento (treliça dada) e (1), (2) e (3) para os estados de carregamento unitário respectivos aos deslocamentos procurados conforme mostra a figura 3.1, a expressão (3.6) fica: l ∆ = δ
∑
barras i 0 procurado N N EA 1 ... (3.7) ou, δ =∑
∆l barras i 0 procurado N N EA ... (3.8) Os cálculos relativos a expressão (3.8) são facilitados organizando os dados e calculando os produtos através da tabela :Barra l N0 N1 N2 N3 N0 N1 l N0 N2 l N0 N3 l 1-2 2,0 +4,0 +1,00 0 0 +8,00 3-4 2,0 +4,0 +1,00 0 +0,8 +8,00 +6,40 5-6 2,0 +2,0 +1,00 0 +0,8 +4,00 +3,20 1-3 1,5 +4,5 +1,50 0 0 +10,125 3-5 1,5 +1,5 +0,75 0 +0,6 1,6875 +1,35 2-4 1,5 -2,5 -0.75 +1,0 0 2,8125 -3,75 4-6 1,5 -1,0 0 +1,0 +0,6 0 -1,50 -0,90 2-3 2,5 -5,0 -1,25 0 0 15,625 4-5 2,5 -2,5 -1,25 0 -1,0 7,8125 +6,25 Σ = 58,0625 -5,25 +16,3
Com os resultados dos somatórios obtidos na tabela, temos as respostas: 10000 x ∆H6 = 58,0625 tm ou ∆H6 = 5,80625 x 10-4 m para a direita.
10000 x ∆3-6 = 16,3 tm ou ∆3-6 = 1,63 m x 10-4 m afastando os nós 3 e 6.
3.2 – Exemplo número 2
Para a mesma treliça do exemplo anterior, determinar novamente a componente horizontal do deslocamento do nó 6, ∆H6, com a treliça sem as forças aplicadas mas com uma
variação de temperatura igual a + 30o centígrados apenas nas barras verticais da esquerda (barras 1-3 e 3-5). Coeficiente de dilatação térmica do material α = 1,2 x 10-5o
C-1.
∆
∆ ∆
Figura 3.2 – Exemplo número 3
A figura 3.2 a) sugere o estado de deslocamento devido a variação de temperatura nas barras 1-3 e 3-5. O estado de carregamento unitário para o cálculo de ∆H6 é a aplicação de
uma força unitária na direção e sentido suposto positivo do deslocamento horizontal do nó 6, que já foi resolvido no exercício anterior e para facilitar repetido na figura 3.2 b).
A aplicação do PTV fornece: Text. = Tint
1 x ∆H6 = Σ N1 ∆lT ... (3.9)
Como só ocorre ∆lT nas barras 1-3 e 3-5, temos:
∆lT = l α ∆T = 1,5 x 1,2 x 10-5 x 30 = 5,4 x 10-4 m
∆H6 = (+1,5 +0,75) x 5,4 x 10-4 = 1,215 x 10-3 m para a direita.
interno, as parcelas do somatório serão positivas quando a deformação da barra for concordante com sentido do esforço solicitante correspondente no estado de carregamento unitário.
4. O PTV aplicado às estruturas de nós rígidos
A equação fundamental do processo da carga unitária (2.5) acrescida da deformação relativa ao momento torçor T, vale:
∫
∫
∫
∫
+ + φ + θ = δ . estr C d . estr C d . estr C d . estr C d procurado N du Q dv M d T d ... (4.1)onde TC é o momento torçor no estado de deslocamento unitário e θd é a correspondente
rotação da seção no estado de deslocamento que ocorre na estrutura com as ações aplicadas. Caso as deformações na estrutura analisada sejam devidas à cargas aplicadas, as deformações diferenciais da equação (4.1) valem, conforme deduzidas na Resistência dos Materiais: ds A E N du d d = ... (4.2) ds A G Q c dv d d = ... (4.3) ds I E M dφd = d ... (4.4) ds J G T d t d d = θ ... (4.5) nas quais:
E = módulo de elasticidade longitudinal (módulo de Young); G = módulo de elasticidade transversal;
A = Área da seção transversal;
I = Momento de inércia da seção transversal;
Jt = Momento de Inércia à torção da seção transversal;
c = fator de forma para redução da área da seção transversal. Para seções retangulares com base b e altura h:
A = bh I = bh3/12 c = 1,2
Jt = k at3 [dimensão a>t não importando ser a base (b) ou a altura(h)]
relação a/t valor de k
10,0 0,312
∞ 0,333
Para seções circulares vazadas de diâmetro externo D e interno d: A = π (D2 - d2) / 4
I = π (D4
- d4) / 64
c = 1,1 (seção circular cheia, d = 0) Jt = π (D4 - d4) / 32
Na expressão (4.1) do trabalho virtual, só em casos excepcionais há necessidade de se considerar as quatro parcelas do trabalho interno. Como se viu, no caso das treliças apenas a primeira parcela correspondente à força normal é diferente de zero, sendo portanto a única a ser considerada. A quarta parcela só será diferente de zero se houver momento torçor, isto é, só se ocorrer carregamento fora do plano da estrutura.
Nas estruturas aporticadas, a flexão das peças - causadas pelos momentos fletores - são preponderantes nos deslocamentos e deformações da estrutura. A deformação por força cortante e força normal é em geral desprezível nas estruturas usuais em face da deformação causada pelo momento fletor. Assim, nos casos planos em geral, nas barras fletidas considera-se apenas a terceira parcela do considera-segundo membro da equação (4.1), ou considera-seja a parcela correspondente ao trabalho interno realizado pelos momentos fletores. Neste caso a expressão (4.1), combinada com a (4.4) fica:
∫
= δ . estr d C procurado ds I E M M ... (4.6) Como normalmente a rigidez à flexão EI é constante para cada barra, pode ser colocada fora da integral que deve ser transformada em um somatório das integrais nos diversos trechos de EI constante da estrutura, ou seja:∑
∫
= δ i barras barrai d C i i procurado M M ds I E 1 ... (4.7) Em benefício da simplicidade, a notação desta expressão pode ser simplificada, subentendendo-se o índice i e que a integral é estendida a toda a estrutura, calculada barra a barra.∫
= δ M M ds EI 1 d C ... (4.8)Nota-se então que nos cálculos práticos das estruturas aporticadas, o trabalho interno se resume a determinação da integral do produto de duas funções.
4.1 – Avaliação da integral do produto de duas funções
A avaliação da integral do produto de duas funções como aparece na equação (4.8) é feita através de tabelas como a apresentada no quadro 4.1.
Os diagramas de MC referentes ao estado de carregamento com a carga unitária é
sempre formado de trechos retos, portanto em geral não apresentam dificuldade. Os digramas de Md que são devidos ao carregamento real da estrutura pode necessitar ser separado na soma
de dois ou mais diagramas mais simples conforme o esquema: Md = Md1 + Md2 + ... A integral fica: ... ds M M ds M M ) ... M M ( M ds M MC d =
∫
C d1 + d2 + =∫
C d1 +∫
C d2 +∫
na qual as integrais dos produtos Mc Md1, Mc Md2, etc. podem ser encontradas na tabela.
Ilustrações da técnica do uso das tabelas serão apresentadas nos exercícios. Quadro 4.1
4.2 – Exemplo número 3
Seja a viga em balanço da figura 4.1 para a qual calcularemos a flecha na extremidade livre B. Com o propósito de mostrar que nas estruturas usuais o efeito da força cortante nos deslocamentos é desprezível em face do efeito do momento fletor, consideraremos neste primeiro exemplo estes dois efeitos.
GA 2 p c EI 8 p f 1 p 2 1 GA c 2 p 4 1 EI 1 f ds Q Q GA c ds M M EI 1 f 2 4 B 2 B 1 0 1 0 B l l l l l l l + = ⋅ + = + =
∫
∫
... (4.9)A primeira parcela corresponde ao efeito do momento fletor (flexão) na deformação da viga e a segunda corresponde ao efeito da força cortante na deformação. Substituindo-se os valores numéricos, obtém-se:
fB = (0,1 + 0,001) m
Comparando-se o efeito do momento fletor com o efeito da força cortante: 01 , 0 1 , 0 001 , 0 M de Efeito Q de Efeito = =
Ou seja, o efeito da força cortante é 1% do efeito do momento fletor, justificando não considerar, na grande maioria dos casos práticos os efeitos do esforço cortante nas deformações.
4.3 – Observação sobre o uso das tabelas.
Na combinação de M0 M1, como a tangente à parábola no diagrama de M0 é paralela à
linha de referência, este ponto é vértice da parábola. Como este diagrama é encontrado na tabela, não houve necessidade de separá- lo em uma soma de diagramas mais simples. Caso houvesse uma carga concentrada na extremidade livre B, a tangente à parábola não seria mais horizontal e o diagrama de M0 não estaria previsto na tabela. Neste caso haveria necessidade
de separá- lo em uma soma de diagramas mais simples que estivessem previstos na tabela. Caso haja dúvida se as parábolas estão nas condições prescritas na tabela, é aconselhável separá- las.
Para ilustrar este fato, vamos recalcular a integral do produto M0 M1, separando o
diagrama de M0 na soma de duas parcelas, naturalmente ambos previstos na tabela. A técnica
para separar os diagramas com parábolas do segundo grau pode mneumonicamente ser chamada de “retas + pl2/8”.
Figura 4.2 – Decomposição de diagramas
∫
∫
∫
∫
M1M0ds= M1(M01+M02)ds= M1M01ds = M1M02ds ou, 8 p ) 1 4 ( 24 pl p 8 p 3 1 p 2 p 3 1 ds M M 4 4 2 2 0 1 l l l l l l l l − = − = =∫
Ou seja, o resultado coincide com a parcela obtida em (4.9) correspondente a deformação por momento fletor. Nesta última integral calculada, o sina l negativo que aparece no cálculo da integral de M1 M02 é porque neste caso os diagramas de M1 e M02 têm sinais
4.4 – Exemplo número 4
A figura 4.3 mostra uma viga com balanço, com rigidez à flexão constante, EI = 3000 tm2, submetida ao carregamento indicado. Deseja-se determinar o giro na extremidade livre C.
ϕ
O estado de deslocamento, que chamaremos de estado (zero), é a viga com o carregamento real que consiste de três cargas: uma distribuída e duas concentradas. O digrama de momentos fletores correspondente M0, está indicado na figura e nota-se que na
sua forma final não se encontra diretamente na tabela. A alternativa mais conveniente neste caso é usar o Princípio da Superposição de Efeitos, separando o carregamento múltiplo em uma soma dos carregamentos obtidos pela aplicação de cada carga atuando isoladamente como ilustra a figura, obtendo-se os diagramas mais simples, M01, M02 e M03.
O estado de carregamento unitário para o cálculo do giro na extremidade C,
ϕ
c, chamado de estado de carregamento (1), consiste em um momento unitário aplicado na posição do deslocamento procurado, conforme mostra a figura 4.3.A aplicação do PTV - técnica da carga unitária, equação (4.8) – resulta:
∫
=∫
+∫
+∫
= ϕ M M ds M M ds M M ds M M ds EI c 0 1 01 1 02 1 03 1 1 5 , 4 2 1 3 1 5 , 4 3 1 9 1 6 ) 9 6 1 ( 6 1 9 1 125 , 10 3 1 9 EIϕc =− × × × − × × + × × + × × × + × × × 2 c 25 ,125 tm EI ϕ = − ou, 8,375 10 radianos. 3000 125 , 25 3 c − × − = − = ϕO sinal (-) significa que a rotação ocorre no sentido contrário ao suposto no estado de carregamento unitário, ou seja, ocorre no sentido anti- horário. Para não haver dúvidas em relação ao sentido, os deslocamentos podem ser expressos em módulo explicitando-se o sentido. No caso dos giros, é também conveniente expressá- los em graus (1 rad = 180/π graus). Assim, . horário anti tido sen no 48 , 0 rad 10 375 , 8 3 o c = × = − ϕ −
No cálculo da integral de M03 M 1, usou-se a propriedade:
∫
C =∫
+∫
A B A C B 03 1 1 03 1 03M ds M M ds M M ds M5. Deformações por variação de temperatura.
Caso o estado de deslocamentos (d) seja causado por uma variação não uniforme de temperatura, a expressão geral do PTV (4.1), usando a técnica da carga unitária fica:
∫
∫
+ φ = δ . estr C d . estr C d procurado N du M d ... (5.1) na qual as deformações dud e dφd valem os valores mostrados na figura 5.1. Notar que nestecaso a deformação dud é relativo ao eixo médio e dvd é nulo.
Substituindo os valores de dud e dφd, obtém-se:
φ α ∆ α ∆ φ α α ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆
Figura 5.1 – Variação de temperatura
Neste caso, cuidado especial deve ser tomado em relação ao sinal do trabalho interno na deformação, ou seja, com o sinal dos resultados das integrais. Caso as deformações por temperatura sejam concordantes com o sentido dos esforços do estado de deslocamento, o sinal será positivo, caso contrário, negativo. Assim, A primeira integral será positiva para esforços normais de tração e a segunda será positiva quando o momento fletor Mc tracionar a
fibra que se encontra mais distendida do trecho, ou aquela com a temperatura mais elevada.
5.1 – Exemplo número 5
A estrutura da figura 5.2 apresenta uma variação de temperatura nas fibras “externas” de ambas as barras de + 50o centígrados. Deseja-se determinar a flecha (componente vertical do deslocamento) na extremidade livre C. O coeficiente de dilatação térmica do material vale: α = 1,2 x 10-5
oC-1 e a seção transversal das barras tem altura h = 0,40m.
Determinados os esforços solicitantes N e M do estado de carregamento conforme figura 5.2, a expressão 5.2 fica:
∫
∫
+α∆ −∆ ∆ α = M dx h t t dx N tfC médio sup inf
6. Exercícios propostos
(respostas no final da lista)01) Para a treliça da figura, de EA = 10000 e coeficiente de dilatação térmica α = 1,2 x 10-5
, determinar:
a) a flecha no nó 4 (f4);
b) a flecha no nó 4 (f’4), caso ao invés do carregamento ocorra uma variação de
temperatura ∆t = +50 o
C nas barras do banzo superior (5-6, 6-7 e 7-8).
02) Para a treliça da figura, cujas barras possuem EA = cte = 10000 t, determinar: a) a flecha no nó 4;
b) qual o defeito de fabricação constante que deve ter as barras do banzo superior (1-3, 3-5, 5-7 e 7-8), para que o nó 4 tenha uma contra flecha igual a flecha calculada no item a).
04) Para a treliça da figura, de aço (E=2100 t/cm2), cujas áreas das seções transversais estão indicadas na convenção ao lado da figura, determinar:
a) a flecha do nó 3, f3;
b) o deslocamento do apoio móvel 5, ∆5;
c) qual o defeito de fabricação que ser dado na barra 6-7 para que o apoio 5 retorne para a posição da treliça descarregada.
05) Para a treliça da figura, de EA = 10000 t, determinar: a) a componente vertical do deslocamento do nó 8, ∆V8;
06) Para a viga em balanço da figura, de EI = constante, calcular: a) a flecha na extremidade B, fB;
b) a rotação na extremidade B, ϕB;
c) a flecha no meio do vão, fC;
d) a rotação no meio do vão, ϕC.
07) Para a viga simplesmente apoiada da figura, de EI = 5000 tm2, determinar: a) a flecha no meio do vão, fC;
b) o giro na extremidade A, ϕA;
c) o giro no meio do vão, ϕC.
08) Para a viga da figura, de EI = 10000 tm2, determinar: a) o giro em A, ϕA;
b) a flecha em C, fC.
09) Para a viga articulada (Gerber) da figura, de EI=10000 tm2, determinar: a) a flecha na articulação B, fB;
b) a flecha na extremidade livre D, fD;
10) Para o pórtico da figura de EI=10000 tm2, determinar: a) o deslocamento do apoio móvel C, ∆C;
b) o giro no apoio fixo A, ϕA;
c) o giro do nó B, ϕB;
d) o giro no apoio C, ϕC.
11) Para o pórtico da figura de EI = 19200 tm2, determinar: a) o deslocamento horizontal do apoio D, ∆D;
b) a flecha no meio do vão BC, fM.
12) Para o pórtico da figura, de EI = 10000 tm2, determinar: a) o deslocamento horizontal do apoio D, ∆D;
b) o giro do nó C, ϕC.
14) Para a estrutura da figura, de EI = 50000 tm2, determinar: a) o deslocamento translação do apoio C, ∆C;
b) o giro do nó B, ϕB.
15) Para o pórtico tri-articulado da figura, E = 210 t/cm2, I = 300.000 cm4, determinar o deslocamento (horizontal) da articulação C, ∆C.
16) Para o pórtico tri-articulado da figura, de EI = 50.000 tm2, determinar: a) a flecha na articulação C, fC.
7. Respostas dos exercícios propostos
01) a) f4 = 1,566 cm para baixo b) f’4 = 0,9 cm para baixo 02) a) f4 = 1,241 cm para baixo b) ∆l = 0,3723 cm (alongamento) 03) ∆V5 = 1,7517 cm para baixo ∆H5 = 0,7184 cm para a direita∆5 = 1,893 cm formando um ângulo de 67,7o horário com o eixo horizontal.
04) a) f3 = 0,8586 cm para baixo b) ∆5 = 1,7937 cm para a direita c) ∆l = 0,897 cm (encurtamento) 05) a) 0,993 cm para baixo b) 0,399 cm para a direita 06) a) fB = PL3/3EI b) ϕB = PL2/2EI c) fC = 5PL3/48EI d) ϕC = 3PL2/8EI 07) a) fC = 6,975 mm para baixo
b) ϕA = 3,6 x 10-3 radianos no sentido horário
c) ϕC = zero
08) a) ϕA = 3,5625 x 10-3 radianos no sentido horário
b) fC = 8,55 mm para cima
09) a) fB = 4,8375 mm para baixo
b) fD = 1,40625 mm para cima
c) ϕD = 3,5625 x 10-4 radianos no sentido anti- horário
10) a) ∆C = 1,067 cm para a direita
b) ϕA = 3,467 x 10-3 radianos no sentido horário
c) ϕB = 1,333 x 10-3 radianos no sentido horário
d) ϕC = 6,667 x 10-4 radianos no sentido anti- horário
11) ∆D = 1 cm para a direita
fM = 0,222 cm para baixo
12) ∆D = 1,973 cm para a direita
ϕC = 1,467 x 10-3 radianos no sentido anti- horário
13) ∆D = 4,325 cm para a direita
ϕC = 2,907 x 10-3 radianos no sentido anti- horário
14) a) ∆C = 0,08 cm para a direita
b) ϕB = zero
15) ∆C = 1,822 cm para a esquerda
16) a) fC = 1,92 mm para baixo