modelo epidêmio via passeios
aleatórios em um grafo
Renato Jaob Gava
DISSERTAÇO APRESENTADA
AOINSTITUTO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA
DA UNIVERSIDADE DE SO PAULO
PARA OBTENÇO
DO GRAU DE MESTRE EM CIÊNCIAS
Área de Conentração: Estatístia
Orientador: Prof. Dr. Fábio Prates Mahado
São Paulo, setembro de 2007.
passeios aleatórios em um grafo
Este exemplar orresponde àredação
nal dadissertação devidamenteorrigida
e defendidaporRenato Jaob Gava
e aprovada pelaComissão Julgadora.
São Paulo, setembro de 2007.
Banaexaminadora:
Prof.Dr. Fábio Prates Mahado (IME-USP)
Prof.Dr. Mauríio ZuluagaMartinez (UFPE)
Esta dissertação teve a olaboração de muitos, desde os amigos que me
ao-lheram quando aqui heguei até aqueles om quem dividi as tarefas aadêmias.
Várias foram as pessoas om quem troquei idéias e aprendi, a todas agradeço,
emespeialaomeuorientadorProf. Dr. FábioPrates,peloempenhoeonança
dediados.
AgradeçoaMauríio Zuluaga,pelas sugestões queenriqueeram otrabalhoe
amizade.
APaulo Marques eFábioLopes, quemeajudaram omos álulos
omputa-ionais.
Aos meus pais, Reinaldoe Marlene,e a Débora, portudo.
AosolegasdaSeretaria dePós-graduação,peloprossonalismoegentilezas.
Estudamossistemas depasseios aleatóriossobre osvértiesde um grafo
om-pleto. Iniialmenteháuma partíulaemada vértie dografodas quaissomente
uma está ativa, as outras estão inativas. A partíula ativa realiza um passeio
aleatório simples a tempo disreto om tempo de vida que depende do passado
do proesso,movendo-se aolongo de elos. Quando uma partíulaativaenontra
uma inativa, esta se ativa; quando salta sobre um vértie já visitado, morre. O
objetivo desta dissertação é estudar a obertura do grafo ompleto, ou seja, a
proporção de vérties visitados aom doproesso, quando o número
n
devérti-es tende ao innito. Analisamos as equações de ampo médio para o proesso
desritoaima,omparandoosseus resultadosomosdomodeloaleatório. Aqui,
os resultados do ampo médio pareem reproduzir os do modelo aleatório.
De-pois, apresentamos um estudo similar entre o modelo estoástio e as equações
de ampomédio para o aso em que ada partíula possui
2
vidas. Finalmente, observamos a obertura do grafo ompleto para as equações de ampo médioquando o número de vidas porpartíulas é maior quedois.
Palavras-have: ampomédio, obertura, grafosompletos, modelo dos sapos,
We study random walks systems on omplete graphs. Initially there is a
partileateahvertexof thegraph; onlyoneisativeand the otherareinative.
An ative partile performs a disrete-time simple random walk with lifetime
dependingonthepastoftheproessmovingalongedges. Whenanativepartile
hits an inative one, the latter is ativated. When it jumps on a vertex whih
has been visited beforeit dies. The goalof this work isto study the overage of
the omplete graph, that is, the proportion of visited verties at the end of the
proess, when the number of vertex goes to innity. We analyze the mean eld
equationstotheproess itedabove,omparingtheirresultswiththe onesof the
random model. Here the results of the mean eld approah seem to reprodue
the ones of the random model. After we present a similar study between the
stohastimodeland meaneldapproximationtothe asethat eah partilehas
2 lifes. Finally we observe the overage of the omplete graph to the mean eld
equations when the number of lifesby partileis bigger than two.
1 O modelo 1
1.1 Introdução . . . 1
1.2 Desrição domodelo e denições. . . 3
1.3 Análise ombinatóriae omputaional. . . 4
1.3.1 Uma vidapor partíula. . . 4
1.3.2 Duas vidasporpartíula . . . 8
2 Simulações 14 2.1 Umavida por partíula. . . 14
2.2 Duas vidaspor partíula . . . 15
3 Análise de ampo médio 17 3.1 Umavida por partíula. . . 17
3.2 Duas vidaspor partíula . . . 28
3.3 L vidaspor partíula . . . 35
O modelo
1.1 Introdução
Omodeloepidêmioabordadonestadissertação,maisonheidoomomodelo
dossapos,épartedeumavastaáreadaProbabilidade. Saberomosedifundeum
vírusnumarededeomputadores,porexemplo,éalgoquedespertaointeressede
probabilistaseissoexigemodelagens. Issoéoquenosmotivaeportantotentamos
reproduziradifusãode umvírusnaWeb. Lembramosquenossomodeloéapenas
mais um dentre os modelos epidêmios e, desse modo, não visa a enerrar as
busas sobre modelos de propagação de um vírus numa rede. Aqui trabalhamos
om o grafo ompleto, grafo no qual todos os vérties ("omputadores"), um
númeronitodeles,estãoligadosentresiporelos,eotempodevidadaspartíulas
("vírus")depende dopassado. Iniialmenteháumapartíulaemadavértiedo
grafo, mas somente uma está ativa, hamada raiz do proesso; as outras estão
umapartíulaativasaltasobreumainativa,estaseativa;quandosaltasobre um
vértie já visitado, perde uma de suas
L
vidas. Uma partíulaativase moveaténão lhe restarem vidas. E essa é uma diferença importante deste modelo para
modelosnosquaisadapartíulapossuiumaprobabilidade
p
desobrevivere1
−
p
de morrer a ada instante para depois possivelmente saltar, omo podemos verem [1℄, [2℄, [5℄.
Antes de [3℄ não se onhee referênias sobre este tipo de modelo, artigo no
qual baseia-se esta dissertação. Em [7℄ pode-se enontrar a versão dele a tempo
ontínuo, om a variação de que só uma partíula salta por vez e o tempo de
espera de ada salto tem distribuição exponenial, e a demonstração para este
asode umindíioquetambémtemosaqui: onformereseonúmerodevérties
astrajetóriasdoonjuntode vérties visitadosedoonjuntode partíulasativas
a ada instante onvergem para trajetórias determinístias.
A nalidadedeste trabalhoé estudara oberturado grafoompleto, ouseja,
a proporção de vérties visitadosao términodoproesso, quando onúmero
n
devérties tende ao innito. Limitamo-nos aos asos em que
L
= 1
eL
= 2
. Para isso,avaliamosnoapítulo3
asequaçõesdeampomédioparaoproessodesrito aima, omparando os seus resultados om os obtidos por simulação, os quais1.2 Desrição do modelo e denições
Seja
K
n
o grafo ompleto den
vérties, ou seja, ada vértie está onetadoa todos os outrospormeio de elos. Seja
L
≥
1
um número inteiro xo. PoremosK
n
uma dinâmia que evolui a tempo disreto: no instante iniial temos umapartíula em ada vértie, todas om
L
vidas, porém somente uma está ativa.Todas as outrasestão inativas.
Toda partíula ativa realiza um passeio aleatório simples a tempo disreto e
esolhe uniformente um vértie sobre o qual salta; se a partíula originalmente
oloada aí está inativa, então ambas (ou todas as que saltarem neste vértie)
tornam-seativas,asoontrárioapartíulaquepula(outodasasqueaípularem)
perdeumadas vidasrestantes. Cadapartíulaativatem trajetóriaindependente
e se move até perder as todas vidas.
Denimosagora,respetivamente,
A
t
, I
t
, D
t
omo onúmerode partíulasati-vas, o número de partíulas inativas e o número de partíulas mortas no tempo
t
.A
t
+
I
t
+
D
t
=
n
para todot
. Da mesma forma,A
i
t
,i
= 1, ..., L
, orresponde ao número de partíulas ativas omi
vidas no tempot
, omA
t
=
P
L
i
=1
A
i
t
, eV
t
=
A
t
+
D
t
ao número de vérties visitados no tempot
. Em geral, tomamosA
0
= 2 =
A
L
0
,A
i
quando o número
n
de vérties tende ao innito. Assim, onsideramoso modelode ampo médio referente ao proesso desrito aima para
L
= 1
eL
= 2
, onfrontando os resultados de ambos os modelos. As equações de ampo médiosão umaaproximaçãodaanálisedoproesso,já quedesrevemoomportamento
dele pormeio de médias enão onsideram asorrelações que nele existem, além
de não observarem o desloamentode adapartíula ativa.
Tais equações, apresentadas no apítulo
3
, omo no modelo original, têm as seguintes araterístias:a
t
, i
t
, d
t
representam, respetivamente, a proporção departíulas ativas,a proporção de partíulas inativas e a proporção de partíulas
mortas no tempo
t
.a
t
+
i
t
+
d
t
= 1
para todot
. Similarmente,a
i
t
,i
= 1, ..., L
, orresponde à proporção de partíulas ativas omi
vidas no tempot
, oma
t
=
P
L
i
=1
a
i
t
,ev
t
=
a
t
+
d
t
àproporçãode vérties visitadosnotempot
. Usualmente, tomamosa
0
= 2/n
=
a
L
0
,a
i
0
= 0
,i
= 1, ..., L
−
1
,ed
0
= 0
, jáqueapósoprimeiro instantesempre existem duas partíulas ativase omL
vidas.1.3 Análise ombinatória e omputaional
1.3.1 Uma vida por partíula
Seja
(A
=
a, I
=
i, D
=
d)
ou(a, i, d)
um possível estado deste modelo que nos diz o número de partíulas ativas, inativas e mortas, respetivamente.de partíulas inativasderese,
a
+
i
+
d
=
n
, ada estado possível sóé atingido no máximo uma vez, o número de partíulas ativas pode no máximo dobrar deum instante para outro, o número mínimo de partíulas ativas, se as temos, é
duas.
Observemos então que não é possível passar de um estado daforma
(a
′
, i, d
′
)
para um estado da forma
(a, i, d)
(mesmo número de partíulas inativas)sea
6
=
0
, pois não aordar nenhuma partíula signia que todas as partíulas ativaspularam sobre sitíos ujas partíulas originais já foram aordadas e portanto
todas morreriam.
Seja
P
a medidade probabilidadedeste proesso. Então as ondiçõesiniiaissão:
P
(2, n
−
2,
0) = 1
,P
(1, n
−
2,
1) = 0
,P
(0,
0, d) = 0
. TambémP
(a, i, d) =
X
P
(a
′
, i
′
, d
′
)P
(
passarde(a
′
, i
′
, d
′
)
para(a, i, d)
|
(a
′
, i
′
, d
′
)),
ondeasomaésobreosestados
(a
′
, i
′
, d
′
)
quepodempassarpara oestado(a, i, d)
.Notemos, pelo desrito aima, que para passar do estado
(a
′
, i
′
, d
′
)
para oestado
(a, i, d)
(a
6
= 0
) preisamosde qued
′
≤
d
,i
′
> i
ea
+
i
+
d
=
a
′
+
i
′
+
d
′
,
o que equivalentemente orresponde a
0
≤
d
′
≤
d
,i
′
=
i
+
j, j
∈ {
1,
2, ..., n
}
ea
′
= (a
−
j) + (d
−
d
′
)
. Dasa
′
partíulasativas
d
−
d
′
morrerão
(d
′
+ (d
−
d
′
) =
d!!)
e
a
−
j
aordarãoj
dasi
+j
partíulasinativas((a
−
j)+
j
=
a!!)
. Comotinhamosi
+
j
partíulas inativase aordamosj
, amosomi
partíulas inativas.Iniialmenteapresentamos o lema abaixo, que será útil nos teoremas que
que saltam sobre o onjunto de partíulas inativas e as
j
urnas, das partíulasinativasque serão aordadas.
Lema 1.1 Se queremos oloar
s
bolas distinguíveis emj
urnas o número demaneiras diferentes de fazer-seisto é:
f
(s, j) :=
j
−
1
X
r
=0
(
−
1)
r
j
r
(j
−
r)
s
.
(1.1)Prova: ConformeFeller (1968), seja
A
k
o evento de queak
−
ésima urna estejavazia,
k
= 1, ..., j
. SejamA
=
A
1
A
2
∪
...
∪
A
j
ep
i
=
P
(A
i
)
,p
ij
=
P
(A
i
A
j
)
,p
ijk
=
P
(A
i
A
j
A
k
)
, ..., onde o ordem dos índies não importa e dois índiesnuna têm o mesmo valor. Denimos
S
1
=
P
p
i
,S
2
=
P
p
ij
,S
3
=
P
p
ijk
,.... Então
P
(A) =
S
1
−
S
2
+
S
3
−
S
4
+
...
±
S
j
, pelo teorema da união de eventos. Agora enontremos os valores deS
i
: admitindo quea ada arranjoestáassoiada à probabilidade
j
−
s
, deseja-se enontrar a probabilidade
p
m
(s, j)
de termosexatamentem
ompartimentosvazios. ParaumarealizaçãodeA
k
existem(j
−
1)
s
maneirasdistintas de oorrer. Similarmente, para se deixar duas urnas
prexadasvaziastemos
(j
−
2)
s
formas,et. Logo
p
i
= (1
−
1/j)
s
,
p
ij
= (1
−
2/j)
s
,
... e
S
q
=
j
q
(1
−
q
j
)
s
para
q
≤
j
. Entãop
0
(s, j
) = 1
−
S
1
+
S
2
−
...
=
j
−
1
X
r
=0
(
−
1)
r
j
r
(1
−
r
j
)
Lema 1.2
P
(a, i,
0) =
[
a/
2]
X
j
=1
i
+
j
i
1
n
−
1
a
−
j
f
(a
−
j, j)P
(a
−
j, i
+
j,
0).
Prova: Do estado
(a
′
, i
′
, d
′
)
podemospassarpara oestado(a, i,
0)
se, esomentese,
d
′
= 0
,i
′
=
i
+j
,a
′
=
a
−
j
ea
−
j
partíulasativasaordamj
(f
(a
−
j, j
)
)dasi+j
(i
+
j
i
=
i
+
j
j
)partíulasinativas. E
1
n
−
1
orrespondeàprobabilidadedeumapartíula ativaaordar uma partíula inativa xada. Alémdisso,
1
≤
j
≤
[a/2]
, poissej >
[a/2]
, então2a
′
< a
, mas2a
′
≥
a
, onde[x]
denota a parte inteira dex
.Teorema 1.3
P
(a, i, d) =
d
X
d
′
=0
[
a/
2]
X
j
=1
d
−
d
′
+
a
−
j
d
−
d
′
i
+
j
i
1
n
−
1
d
−
d
′
+
a
−
j
(d
+
a
−
j
−
1)
d
−
d
′
f(a
−
j, j
)P
(a
−
j
+
d
−
d
′
, i
+
j, d
′
).
Prova: Do estado
(a
′
, i
′
, d
′
)
podemos passarpara oestado(a, i, d)
se, esomentese,
0
≤
d
′
≤
d
,i
′
=
i
+
j
,a
′
= (a
−
j) + (d
−
d
′
)
edas(a
−
j) + (d
−
d
′
)
partíulasativas morrem
d
−
d
′
(
d
−
d
′
+
a
−
j
d
−
d
′
) partíulas;
d
+
a
−
j
−
1
n
−
1
é a probabilidade de umapartíula ativa morrer, as
a
−
j
que permaneem ativas aordamj
dasi
+
j
partíulas ativas, e1
inativa xada. Mais ainda:
1
≤
j
≤
[a/2]
, poissej >
[a/2]
,então2(a
−
j)
< a
, mas2(a
−
j)
é onúmeromáximo de partíulas quepodem ar ativas.Teorema 1.4
P
(0, i, d) =
d
X
a
=2
d
−
1
n
−
1
a
P
(a, i, d
−
a).
Prova: Do estado
(a
′
, i
′
, d
′
)
podemospassarpara oestado(0, i, d)
se, esomentese,
d
=
d
′
+
a
′
e
i
=
i
′
, istoé, setodas as partíulas ativasmorrem. Observemos
que
d
−
1
n
−
1
é a probabilidadede uma partíulaativamorrer eque onúmeromínimode partíulas ativasé
2
.Notemosque a probabilidadede obrir totalmente
K
n
édada porρ
n
= 1
−
n
−
1
X
d
=2
P
(0, n
−
d, d).
Usando as fórmulas anteriores omputamosvalores de
ρ
n
para vários valoresde
n
≤
200
. Os valores são apresentados natabela 1.1, que pode ser enontrada em [3℄. Conjeturamosqueρ
n
→
0
quandon
→ ∞
.1.3.2 Duas vidas por partíula
Seja
(A
1
=
a
1
, A
2
=
a
2
, I
=
i, D
=
d)
ou(a
1
, a
2
, i, d)
umpossívelestado deste modeloquenos dizonúmerode partíulasativasomumavida,ativasom duasvidas, inativas e mortas, respetivamente. Fatos próprios desta dinâmia são: o
n
ρ
n
10
2,
38561
×
10
−
1
25
2,
43941
×
10
−
2
50
5,
36173
×
10
−
4
75
1,
17556
×
10
−
5
100
2,
57646
×
10
−
7
200
5,
95080
×
10
−
14
Tabela1.1: Valores de
ρ
n
.a
1
+
a
2
+
i
+
d
=
n
, ada estado possível só é atingido no máximo uma vez, onúmero de partíulas ativas
a
1
+
a
2
=
a
pode no máximodobrar de um instante para outro.Temos aqui pequenas diferenças em relação ao modelo anterior: é possível
passar de um estadoda forma
(a
′
1
, a
′
2
, i, d
′
)
para um estado da forma(a
1
, a
2
, i, d)
(mesmo número de partíulas inativas) desde que
a
′
2
6
= 0
, pois não aordar nenhumapartíulasigniaquetodas aspartíulasativaspularamsobresitíos jávisitados e perderam uma vida. Daí,
d
=
d
′
+
a
′
1
,a
1
=
a
′
2
, oque garante-nos quea
=
a
1
+
a
2
6
= 0
.Seja
P
a medidade probabilidadedeste proesso. Então as ondiçõesiniiaissão:
P
(0,
2, n
−
2,
0) = 1
,P
(0,
1, n
−
2,
1) =
P
(1,
0, n
−
2,
1) =
P
(1,
1, n
−
2,
0) = 0
,P
(1,
0, n
−
1,
0) =
P
(0,
0, n
−
1,
1) = 0
eP
(0,
1, n
−
d
−
1, d) = 0
. TambémP
(a
1
, a
2
, i, d) =
X
P
(a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)P
((a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)
→
(a
1
, a
2
, i, d)
|
(a
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)),
ondeosomatórioésobreosestados
(a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
(a
1
, a
2
, i, d)
.Notemos, onforme exposto aima, que para passar do estado
(a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)
para o estado
(a
1
, a
2
, i, d)
(a
6
= 0
) preisamos de qued
′
≤
d
,i
′
≥
i
ea
1
+
a
2
+
i
+
d
=
a
′
1
+
a
′
2
+
i
′
+
d
′
, o que equivalentemente orresponde a
0
≤
d
′
≤
d
,i
′
=
i
+
j, j
∈ {
0,
1,
2, ..., n
}
ea
′
1
= (a
+
a
′
2
−
j
) + (d
−
d
′
)
. Dasa
′
1
partíulasativasom uma vida
d
−
d
′
morrerão
(d
′
+ (d
−
d
′
) =
d!)
; dasa
′
2
partíulasativasom duas vidas
k
delas perderão uma vida. Logo,a
′
−
(d
−
d
′
)
−
k
aordarãoj
dasi
+
j
partíulas inativas((a
′
−
(d
−
d
′
) +
j
=
a!!)
. Como tinhamosi
+
j
partíulas inativas e aordamos
j
, amos omi
partíulas inativas. Ademais,a
2
= (a
′
2
−
k) +
j
ea
1
=
a
′
1
−
(d
−
d
′
) +
k
.Apresentamos neste momento as fórmulas para qualquer possível estado,
ad-mitindo aquique
f(s, j
) = 0
quandos < j
para failitara esrita daexpressão.Lema 1.5
P
(a
1
, a
2
, i,
0) =
[
a/
2]
X
j
=1
a
1
X
k
=0
a
2
+
k
−
j
k
i
+
j
i
1
n
−
1
a
−
j
−
k
a
−
j
−
1
n
−
1
k
f(a
−
j
−
k, j)P
(a
1
−
k, a
2
+
k
−
j, i
+
j,
0),
onde
a
2
>
0
.Prova : Passamos do estado
(a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)
para o estado(a
1
, a
2
, i,
0)
se, esomente se,
d
′
= 0
,i
′
=
i
+
j
,a
′
=
a
−
j
,k
dasa
′
2
perdem uma vida (a
2+
k
−
j
k
),
0
≤
k
≤
a
′
2
,ea
′
1
+a
′
2
−
k
=
a
1
+a
2
−
j
−
k
partíulasativasaordamj
(f
(a
−
j
−
k, j)
) dasi
+
j
(i
+
j
i
=
i
+
j
j
) partíulas inativas,onde
a
′
1
=
a
1
−
k
ea
′
E
1
n
−
1
orresponde àprobabilidadede umapartíulaativaaordaruma partíulainativa xada e
1
−
i
′
n
−
1
=
a
−
j
−
1/n
−
1
à probabilidade de uma partíula ativa perderuma vida. Ademais,j
≤
[a/2]
, poissej >
[a/2]
, então2a
′
< a
,mas2a
′
≥
a
. E1
≤
j
, poissej
= 0
,entãoa
2
= 0
.Lema 1.6
P
(a
1
,
0, i, d) =
d
X
d
′
=0
a
1
+
d
−
1
n
−
1
a
1+
d
−
d
′
P
(d
−
d
′
, a
1
, i, d
′
),
onde
d
≥
0
.Prova: Do estado
(a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)
podemos passar para oestado(a
1
,
0, i, d)
se,esomentese,
d
′
≤
d
,j
= 0
, jáquea
2
= 0
,ea
1
=
k
=
a
′
2
, poistodas aspartíulasativas perderam uma vida. E
a
1
+
d
−
1/n
−
1
éprobabilidadede uma partíula ativa perder uma vida.Teorema 1.7
P
(a
1
, a
2
, i, d) =
d
X
d
′
=0
[
a/
2]
X
j
=1
a
1
X
k
=0
d
−
d
′
+
a
1
−
k
d
−
d
′
a
2
+
k
−
j
k
i
+
j
i
1
n
−
1
a
−
j
−
k
d
+
a
−
j
−
1
n
−
1
k
+
d
−
d
′
f
(a
−
j
−
k, j)P
(a
1
−
k
+
d
−
d
′
, a
2
+
k
−
j, i
+
j, d
′
),
onde
a
2
>
0
.Prova : Passamos do estado
(a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)
para o estado(a
1
, a
2
, i, d)
se, esomentese,
0
≤
d
′
≤
d
,i
′
=
i+j
,a
′
1
+a
′
2
=
a
1
+a
2
−
j
+(d
−
d
′
)
,k
dasa
′
perdemumavida(
a
2
+
k
−
j
k
),
0
≤
k
≤
a
′
2
,dasa
′
1
=
a
1
−
k
+(d
−
d
′
)
partíulasativas om umavidad
−
d
′
morrem(
a
1
−
k
+(
d
−
d
′
)
d
−
d
′
);
d
+
a
−
j
−
1
n
−
1
= 1
−
i
′
n
−
1
éaprobabilidadede umapartíulaativaperderuma vida,
a
′
1
+
a
′
2
−
(d
−
d
′
)
−
k
=
a
1
+
a
2
−
j
−
k
partíulas ativasaordam
j
dasi
+
j
partíulas ativase1
n
−
1
éa probabilidadedeuma partíula ativaaordaruma inativaxada. Maisainda:
1
≤
j
≤
[a/2]
, pois sej >
[a/2]
, então2(a
−
j
)
< a
, mas2(a
−
j)
é o número máximo de partíulas que podemar ativas,esej
= 0
,entãoa
2
= 0
.Teorema 1.8
P
(0,
0, i, d) =
d
−
1
X
d
′
=0
d
−
1
n
−
1
d
−
d
′
P
(d
−
d
′
,
0, i, d
′
).
Prova : Do estado
(a
′
1
, a
′
2
, i
′
, d
′
)
podemos passar para o estado(0,
0, i, d)
se, esomentese,
i
=
i
′
,
a
′
2
=
k
=
a
1
= 0
ed
=
d
′
+
a
′
1
, pois todas as partíulas ativasperdemuma vida. Observemos que
d
−
1
n
−
1
é aprobabilidadede uma partíulaativamorrer eque o número mínimode partíulas ativas neste aso é
1
.A probabilidadede obrir totalmenteo grafo
K
n
é dada porρ
n
= 1
−
n
−
1
X
d
=2
P
(0,
0, n
−
d, d).
Com asexpressões matemátiase as ondiçõesde ontorno dadas aima
al-ulamosvaloresde
ρ
n
paravários valores den
≤
75
. Osvalores são apresentados na tabela 1.2. Pelo omportamento deρ
n
, que nos dá sinais de que deain
ρ
n
5
0,
845888
60,
807024
70,
770539
80,
736093
90,
703361
100,
672157
250,
340764
500,
109927
750,
035467
Simulações
2.1 Uma vida por partíula
Realizamos simulações do proesso om uma vida por partíúla
n
= 500
,1000
,2000
e5000
e notamosos valores dea/n
e(m
+
a)/n
emada instantedetempo. Observamos que o omportamento do proesso se altera pouo quando
omparamos os valores alançados pelas simulações para diferentes valores de
n
(gura 2.1). Nosso trabalho leva-nos a areditar que os máximos dea/n
e(d
+
a)/n
estão perto de0,
35
e0,
83
, respetivamente. Outro fato observadonos diz queaté um instanteum pouoalém do máximode
a/n
oresimentode(d
+
a)/n
é rapido, pois há ainda um onjunto substanial de vérties inativos,1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
2000
At
n
Vt
n
1 2 3 4 5 6 7 8 9 101112131415161718192021
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
5000
At
n
Vt
n
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
500
At
n
Vt
n
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
1000
At
n
Vt
n
Figura2.1: Evolução de
a/n
e(d
+
a)/n
emsimulaçõesparan
=
500,1000, 2000 e 5000. Linhas de 0,36 e 0,83 são indiadas.2.2 Duas vidas por partíula
Assimulaçõesdomodeloestoástioomduasvidasporpartíúlaforam
reali-zadaspara
n
= 500
,1000
,2000
e5000
enotamososvaloresdea/n
e(m
+a)/n
em ada instantede tempo. Observamos de novoque o omportamentodo proessose alterapouoquando omparamos osvalores alançados pelas simulaçõespara
diferentes valores de
n
(gura2.2). Cremos que os máximos dea/n
e(d
+
a)/n
estão próximos a0,
63
e0,
95
, respetivamente. Aqui também notamos que até um pouo além do máximo dea/n
o resimento de(d
+
a)/n
é rapido,poishá aindauma proporçãosigniativade vértiesinativos,mas algunsinstantes apósAs-sim omo para proesso emque
L
= 1
,em virtude dodesloamento dos gráos para a direitaquandon
rese, háindíiosde quea/n
e(d
+
a)/n
onvirjamem distribução.Análise de ampo médio
3.1 Uma vida por partíula
Analisemosadinâmiaem
K
n
sob aótia daanálisede ampomédio, aqualnão leva em onta a dependênia entre as trajetórias das partíulas e narra o
desenvolvimento dessa dinâmia através de médias. A forma omo deniremos
a proporção de partíulas ativas, inativas e mortas está totalmente motivada
pelo que aonteeria no grafo ompleto se tivessemos independênia. Seja
a
0
∈
(0,
1)
pequeno emt
= 0
; ada partíula inativa aorda om probabilidadea
0
independente das outras e denimos
d
0
= 0
. Logo emt
= 0
aordam em médiaa
0
n
partíulas. Agora denimos adinâmiaparat
+ 1
:1. Cada partíula ativa pode morrer ou pode sobreviver, morre om
proba-bilidade
d
t
+
a
t
independente das outras e sobrevive om probabilidade1
−
d
t
−
a
t
independente das outras, onded
t
ea
t
são a proporção demédia
(d
t
+
a
t
)a
t
n
partíulas e sobrevivem em média(1
−
d
t
−
a
t
)a
t
n
partíulas.2. Cada partíula inativa pode aordar ou não, aorda om probabilidade
(1
−
exp(
−
a
t
))
independente das outras. Logo aordam em média(1
−
d
t
−
a
t
)n(1
−
exp(
−
a
t
))
partíulas. Observe que(1
−
d
t
−
a
t
)
é aproporção de partíulas inativas no instante
t
e(1
−
d
t
−
a
t
)n
é o número de partíulas inativas noinstantet
.Vejamos amotivação: seja
(a, i, d)
um estadodomodeloestoástionografo ompleto, entãoa
partíulas saltaram,v
= (d
+
a)/n
é a proporção oberta, ou seja, o onjunto de vérties visitados,1
−
v
é proporção de partíulas ainda inativase(1
−
v
)n
énúmero de partíulas quepermaneeminativase emmédia(1
−
v)a
partíulassaltaramesobreviveram,istoé,aordarampartíulasinativas.Seja
a
=
βn
,ondeβ
éaproporção de partíulas ativas. Aprobabilidadede uma partíulainativaxa ser aordada poruma das(1
−
v)a
partíulas quesaltam e sobrevivem é1/(1
−
v
)n
. Logo1
−
1
(1
−
v)n
(1
−
v
)
βn
é aprobabilidadede umapartíula inativaxa não ser despertadapornenhuma
das
(1
−
v)a
partíulasquesaltaramesobreviveram,quetendeaexp(
−
β)
quandon
tendea innito. Então aordamemmédiat
+ 1
asproporções, emmédia,departíulasmortaseativassão,respetivamente,d
t
+1
=
d
t
+ (d
t
+
a
t
)a
t
,
a
t
+1
= (1
−
d
t
−
a
t
)(1
−
exp(
−
a
t
)) + (1
−
d
t
−
a
t
)a
t
= (1
−
d
t
−
a
t
)(1 +
a
t
−
exp(
−
a
t
)).
Isso nos diz que para os primeiros instantes de tempo
a
t
quase dobrará seuvalor, o que notamos através das simulações, pois
exp(
−
a
t
)
é próximo de1
−
a
t
quandoa
t
é pequeno. Observamos que, omo1
−
x <
exp(
−
x)
<
1
−
x
+
x
2
/2
,
x
∈
(0,
1)
, temos quea
t
+1
= (1
−
m
t
−
a
t
)(1 +
a
t
−
exp(
−
a
t
))
<
2a
t
e(1
−
m
t
−
a
t
)(a
t
−
(a
t
/2)
2
)
<
(1
−
m
t
−
a
t
)(1
−
exp(
−
a
t
))
⇒
(1
−
m
t
−
a
t
)(2a
t
−
(a
t
/2)
2
)
<
(1
−
m
t
−
a
t
)(1 +
a
t
−
exp(
−
a
t
)) =
a
t
+1
.
Logo,
(1
−
m
t
−
a
t
)a
t
(2
−
a
t
/2)
< a
t
+1
<
2a
t
.
Portanto,set < t
1
e0,
001
≤
a
t
1
<
0,
002
valem as desiguladades1,
994a
t
<
(1
−
0,
000006
−
0,
002)2a
t
≤
a
t
+1
<
2a
t
,
onde
0,
000006
provém dofatode qued
t
<
0,
003a
t
,que serádemonstrado poste-riormente,ea
0
≤
a
1
≤
...
≤
a
t
1
. Esses fatos serãoúteis mais adiantenaprovadeVoltemos e observemos que
n
, o número de vérties, está xo e quet
varia.Notemos que
v
t
=
d
t
+
a
t
, a proporção de vérties visitados om esta nova di-nâmia, deveria ser denotada porv
t
(n) =
d
t
(n) +
a
t
(n)
. A Figura 3.1 mostra a evolução dea
t
ev
t
paran
= 500
,1000
,2000
e5000
, que omparamos om a Figura 2.1: as orrelações não estragam o omportamento global do proessoquando omparado omeste noqual temosindependêniae trabalhamosom as
médias.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
2000
at
vt
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
5000
at
vt
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
500
at
vt
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
t
0.2
0.4
0.6
0.8
1
n
=
1000
at
vt
Figura 3.1: Evolução de
a
t
ev
t
paran
=
500, 1000, 2000 e5000. Linhas de 0,36 e 0,83 são indiadas. (a
0
= 2/n
ed
0
= 0
).Isso motivanosso objetivo,demonstrado apósos lemas 3.2e 3.3:
Teorema 3.1 (1) Seja
lim
t
→∞
v
t
=
v
=
v(n)
. Entãov
(n)
perteneaointervalo(2) Existe
a
M
=
a
M
(n)
, o máximo dosa
t
, e este máximo pertene ao intervalo(0,
3407; 0,
3548)
para todon
.(3)
a
M
se onsegue numt
=
t(n)
que é da ordem delog
n
poislog(0,
0005n)/log 2
< M <
log(0,
001n)/log 1,
994 + 30
Essesresultados apturammuitobemoqueaonteenas simulaçõesdografo
ompleto. Eslareemos que
a
0
deve ser pequeno pois nografo ompleto sempreomeçamos om duas partíulas ativas, logo a proporção iniial de partíulas
aordadas é
2/n
. Porémpodemostomara
0
∈
(0,
1)
à vontade. Quandoa
0
= 2/n
ed
0
= 0
os álulos omputaionais indiam quev
é onstante para todon
,0,
825455...
,istoé, quelim
n
→∞
lim
t
→∞
v
t
existe e quea
t
atinge um máximo, quevariaom
n
, nointervalo(0,
3407; 0,
3548)
.Ospróximosdois lemas são fundamentaisnademonstração doteorema3.1.
Lema 3.2 (1) Existe
M
=
M(n)
tal quea
0
≤
a
1
≤
...
≤
a
M
−
1
≤
a
M
> a
M
+1
> a
M
+2
> ...
(2)
0,
15
≤
a
M
.(3)
lim
t
→∞
v
t
= lim
t
→∞
d
t
=
v
=
v(n)
<
1
.(4) Se
a
t
≤
0,
002
entãod
t
<
0,
003a
t
.Oseguinte resultado é onseqüênia imediatadas fórmulas
para
d
t
+1
ea
t
+1
que independam den
.Lema 3.3 Se
z < a
t
< w
ey < d
t
< u
, entãoy
+ (y
+
z)z < d
t
+1
< u
+ (u
+
w)w
(1
−
w
−
u)(1 +
z
−
exp(
−
z))
< a
t
+1
<
(1
−
z
−
y)(1 +
w
+ exp(
−
w)).
Aprovadoteorema3.1baseia-senos dois lemasanteriores. As simulaçõesno
grafo ompleto são nossa bússola, dizem-nos que a ação se desenrola em pouas
unidades de tempo, menos do que
30
deles. A idéia é esta: omo0,
15
≤
a
M
, existet
1
< M
para o qual0,
001
< a
t
1
<
0,
002
(a
t
<
2a
t
−
1
). Agora dividimos o segmento(0,
001; 0,
002)
emsegmentosdeomprimentomuitopequenoefazemos, para ada um desses subintervalos, om quez
ew
tomem os valores extremosdesses subintervalos, om
y
= 0
eu
= 0,
000006
. Em seguida, apliamos o lema anterior am de obtermos novos valores paraz
,w
,y
eu
para ada subintervalode
(0,
001; 0.002)
. Comistoobteremosotas,dependentes deadasegmento,paraa
t
1+1
, a
t
1+2
, ..., a
t
1
+30
e parad
t
1+1
, d
t
1
+2
, ..., d
t
1+30
que são suientes paraenon-trarmosum intervalonoqual
lim
t
→∞
d
t
=
v
está ontido. Após feitososálulos para todosubintervalo de(0,
001; 0,
002)
,temospares de limitantesinferior e su-perior parav
que dependem de ada subintervalo. Basta agora tomarmos omoDemonstração do teorema 3.1
Prova:
(3)
: Dadoquea
M
≥
0,
15
,existet
1
< M
talque0,
001
< a
t
1
<
0,
002
. Mas set < t
1
, então1,
994a
t
≤
a
t
+1
<
2a
t
. Comoa
0
= 2/n
, teremos que0,
001
< a
t
1
<
2/n2
t
1
e
2/n1,
994
t
1
< a
t
1
<
0,
002
. Logot
1
é da ordem delog
n
. Antes de demonstrarmos(1)
e(2)
, vejamos omo foram alulados as otas paraa
t
ed
t
onformeo lema 3.3:Sejam
h
∈ {
5,
6, ...
}
er
= 1/10
h
. Teremos então
(0,
002
−
0,
001)/r
subinter-valos. Esrevemosz
= 0.001 + (k
−
1)r
,w
= 0.001 +
kr
,k
∈ {
1,
2, ...; 0,
001/r
}
, omy
= 0
eu
= 0,
000006
. Logo podemos alular novos limitantes paraa
t
+1
ed
t
+1
e assimsuessivamente.(2)
: Umáluloomputaionalmostra-nosque30
iterações,parah
= 8
etodosubintervalo de
(0,
001; 0.002)
, são suientes para armar que o máximo se dá emalgumt
∈ {
t
1
+ 1, t
1
+ 2, ..., t
1
+ 30
}
epertene aointervalo(0,
3407; 0,
3548)
. Armamos também que este máximo oorre emt
1
+ 10
out
1
+ 11
, dependendo de ada subintervalo,o queem qualquer aso é de ordemlog
n
.(1)
: Observemos qued
t
< d
t
+1
ed
t
+1
=
d
t
+ (d
t
+
a
t
)a
t
< d
t
+
a
t
⇒
d
t
+
i
< d
t
+
i
−
1
X
j
=
t
a
j
.
Logo
d
t
1+30
<
lim
t
→∞
d
t
≤
d
t
1+30
+
P
∞
i
=
t
1
+30
a
i
. Como
a
t
1
+30
<
7.10
−
9
se
h
= 8
e paraM
+ 1
observamosv
M
+1
>
0,
60
, resultado este aluladod
t
1+30
∈
(0,
8248; 0.82609)
eP
∞
i
=
t
1
+30
a
i
<
5a
t
1
+30
.Agoraomeçamosasprovasdoslemas3.2e3.3. Umargumentoprobabilístio
é válido para o seguinte lema.
Lema 3.4 Para todo
t
∈ {
0,
1,
2, ...
}
temos quea
t
>
0
,d
t
≥
0
e0
< v
t
<
1
para todon
.Prova:
a
0
>
0
,d
0
= 0
ev
0
=
a
0
. Suponhamos quea
t
>
0
,d
t
≥
0
e0
< v
t
<
1
, entãod
t
+1
=
d
t
+ (d
t
+
a
t
)a
t
>
0.
Agora
0
< a
t
≤
d
t
+
a
t
=
v
t
= 1
−
x <
1
, para algumx >
0
, logov
t
+1
=
d
t
+1
+
a
t
+1
=
d
t
+
a
t
+ (1
−
d
t
−
a
t
)(1
−
exp(
−
a
t
))
= 1
−
x
+ (1
−
d
t
−
a
t
)(1
−
exp(
−
a
t
))
<
1
−
x
+
x
= 1.
Também
a
t
+1
= (1
−
v
t
)(1 +
a
t
−
exp(
−
a
t
))
>
0
Comooroláriodolemaanterior temososeguinte:
lim
t
→∞
v
t
=
v
(existe para adan
)pois0
< v
t
<
1
ev
t
< v
t
+1
. Alémdisso,0
≤
d
t
< v
t
<
1
ed
t
< d
t
+1
, logolim
t
→∞
d
t
=
d
(existe para adan
).Nosso primeiro resultado importante na prova dos Lemas 3.2 e 3.3 é
Lema 3.5
lim
t
→∞
a
t
= 0
.Prova : Suponhamos que exista uma subseqüênia innita
{
t
k
}
tal que,∀
t
k
,a
t
k
> ǫ
,entãod
t
k+1
=
d
t
k
+(d
t
k
+a
t
k
)a
t
k
,oqueimpliaqued
t
k+1
> d
t
k
+(d
t
k
+ǫ)ǫ
.Portanto teríamosque
d
≥
d
+ (d
+
ǫ)ǫ
, oque é absurdo. Logo tal subseqüênia não existe elim
t
→∞
a
t
= 0
.Portanto,
lim
t
→∞
d
t
=
v
eexistet
0
talquea
t
0
> a
t
0+1
,poisaseqüêniadosa
t
não pode ser resente. Seja
M
oprimeirot
talquea
t
> a
t
+1
. Agora observemosque
g
(x) = 1 +
x
−
exp(
−
x)
é resente em(0,
1)
, já queg
′
(x)
>
0
. Esses fatosserão usados nopróximo resultado.
Lema 3.6
a
M
> a
M
+1
> a
M
+2
> ...
Prova:
a
M
+2
= (1
−
v
M
+1
)(1 +
a
M
+1
−
exp(
−
a
M
+1
))
<
(1
−
v
M
)(1 +
a
M
+1
−
exp(
−
a
M
+1
))
<
(1
−
v
M
)(1 +
a
M
−
exp(
−
a
M
))
=
a
M
+1
,
eos outros asos seguempor indução.Portanto,
v
≥
1/2
, pois(1
−
d
t
−
a
t
)a
t
(2
−
a
t
/2)
< a
t
+1
, o que implia quelim
t
→∞
(1
−
d
t
−
a
t
)(2
−
a
t
/2) = (1
−
v
)2
≤
1
⇔
1/2
< v
. Ademais,v
M
−
1
<
1/2
A seguir vamos obter um limitante infeior para
d
t
+1
que nos será útil paraobter um limitantepara
a
M
.Lema 3.7
d
t
+1
= (a
t
)
2
+
(a
t
−
1
)
2
(1 +
a
t
)
+
(a
t
−
2
)
2
(1 +
a
t
−
1
)(1 +
a
t
)
+
...
+
(a
0
)
2
(1 +
a
1
)...(1 +
a
t
).
Prova:
d
t
+1
=
d
t
+ (d
t
+
a
t
)a
t
=
d
t
(1 +
a
t
) + (a
t
)
2
= (d
t
−
1
(1 +
a
t
−
1
) + (a
t
−
1
)
2
)(1 +
a
t
) + (a
t
)
2
=
d
t
−
1
(1 +
a
t
−
1
)(1 +
a
t
) + (a
t
−
1
)
2
(1 +
a
t
) + (a
t
)
2
= (a
t
)
2
+ (a
t
−
1
)
2
(1 +
a
t
) + (a
t
−
2
)
2
(1 +
a
t
−
1
)(1 +
a
t
) +
...
+ (a
0
)
2
(1 +
a
1
)...(1 +
a
t
)
Logo
d
t
+1
>
P
t
i
=0
(a
i
)
2
. Comoa
t
<
2a
t
−
1
, temos quea
t
<
2
i
a
t
−
i
. Daíd
t
> a
2
t
/2
2
t
+
a
2
t
/2
2(
t
−
1)
+
...
+
a
2
t
/2
2
> a
2
t
(1/4 + 1/16)
. Portanto,d
t
>
5/16(a
t
)
2
Agora será fáil mostrar, usando o resultado anterior, que
a
M
<
0,
41
, pois0
< g(x) = (1
−
x
−
5/16x
2
)(1 +
x
−
exp(
−
x))
<
0,
41
nointervalo
(0; 0,
41)
.Lema 3.8
a
t
<
0,
41
.Prova: Tomemos
a
0
<
0,
41 (a
0
= 2/n)
. Agora suponhamosa
t
<
0,
41
,logoa
t
+1
= (1
−
v
t
)(1 +
a
t
−
exp(
−
a
t
))
<
(1
−
a
t
−
5/16(a
t
)
2
)(1 +
a
t
−
exp(
−
a
t
))
<
0,
41
Vimosque
a
M
<
0,
41
,e agora saberemos que0,
15
≤
a
M
<
0,
41
. Este resul-tadonosdizque,paraadan
,aseqüênia{
a
t}
passapelointervalo(0,
001; 0,
002)
.Lema 3.9
a
M
≥
0,
15
.Prova : Suponhamos
a
M
<
0,
15
e vejamos qued
t
< a
t
para todot
. Pri-meiramente sabemos quea
0
> m
0
. Suponhamos agora quea
t
> m
t
. Comod
t
+1
< a
t
(1 + 2a
t
)
<
1,
3a
t
ea
t
+1
>
(1
−
d
t
−
a
t
)a
t
(2
−
a
t
/2)
>
0,
7a
t
(2
−
0,
15/2)
>
1,
3a
t
, entãod
t
+1
< a
t
+1
. Porém isto ontradiz o fato de quelim
t
→∞
d
t
=
v
elim
t
→∞
a
t
= 0
. Portanto,a
M
≥
0,
15
.Já obtivemos um limitante inferior para
d
t
, agora obteremos um limitanteLema 3.10 Se
a
t
≤
0,
002
entãod
t
<
0,
003a
t
.Prova : Iniialmente, temos que
d
0
<
0,
003a
0
. Suponhamos qued
t
<
0,
003a
t
. Logo0,
003a
t
+1
−
d
t
+1
>
0,
003(1
−
0,
003a
t−
a
t
)(1+a
t−
exp
−
a
t
)
−
(0,
003a
t
+(0,
003a
t
+a
t
)a
t
)
= 0,
003(1
−
0,
003a
t
−
a
t
)(1 +
a
t
−
exp
−
a
t
)
−
a
t
(0,
003 + (0,
003 + 1)a
t
)
>
0
, paraa
t
≤
0,
002
. Portanto,0,
003a
t
−
d
t
>
0
.3.2 Duas vidas por partíula
Similarmenteà seção anterior, podemos denir as equações de ampo médio
para o aso em que ada partíula possui
2
vidas. Uma diferença que podemos notar iniialmente diz respeito à perentagem de partíulas mortas: de umins-tante a outro ela só pode ser aresida das partiulas ativasom uma vida (
a
1
t
)que morreram,poisaspartíulas ativasomduas vidas(
a
2
t
)não podemperder2
numa úniapassagem. Daíd
t
+1
=
d
t
+ (d
t
+
a
t
)a
1
t
.
Da mesma maneira, a equação que rege as partíulas inativas é dada por