Alinne Alice Dias de Araújo Souza 1, Candice de Freitas Rêgo Bezerra 1, Kenio Costa Lima 2, Maria Celeste Nunes de Melo 3

Texto

(1)

INTRODUÇÃO

A doença periodontal consiste numa infecção crônica que leva à destruição do tecido de suporte dentário, representando a principal causa da perda dos dentes na população adulta, um dos mais séri- os problemas sócio-econômicos e de saúde pública em âmbito mundial. (GASPARETTO et al, 2000).

No workshop internacional para a classificação das doenças e condições periodontais, em Novem- bro de 1999, foi esquematizado uma reclassificação das doenças e condições periodontais. Dentre as mudanças na classificação, os termos “periodontite de início precoce, periodontites da pré-puberdade, juvenil e de rápida progressão”, utilizados tanto nas classificações de 1989 como na de 1993, foram subs- tituídos pelo ter mo “Periodontite agressiva”

(AMERICAN ACADEMY OF PERIODONTOLOGY, 1999).

A periodontite agressiva compreende um tipo raro de doença periodontal atingindo cerca de 1%

da população. Caracteriza-se pela rápida perda de inserção e severa destruição óssea em pacientes sistemicamente saudáveis, com tendência à agrega- ção familiar. Clinicamente a quantidade de biofilme dentário é inconsistente com o grau de destruição periodontal observado, mas diretamente

AGGREGATIBACTER ACTINOMYCETEMCOMITANS E SUA RELAÇÃO COM A PERIODONTITE AGRESSIVA - REVISÃO DE LITERATURA

Relationship of Aggregatibacter actinomycetemcomitans to agressive periodontitis - A review

Alinne Alice Dias de Araújo Souza1, Candice de Freitas Rêgo Bezerra1, Kenio Costa Lima2, Maria Celeste Nunes de Melo3

RESUMO

A periodontite agressiva compreende um tipo raro de doença periodontal caracterizada pela perda rápida e seve- ra do tecido periodontal em indivíduos jovens. Diversos microrganismos estão envolvidos na sua etiologia, no en- tanto, o Aggregatibacter actinomycetemcomitans apresen- ta-se como uma bactéria bastante característica na periodontite agressiva devido sua patogenicidade. Esse microrganismo é capaz de produzir uma série de fatores de virulência que facilita sua colonização, invasão e destruição dos tecidos periodontais. O objetivo do presente artigo é elucidar, através de uma revisão de literatura, a relação en- tre o Aggregatibacter actinomycetemcomitans, seus fato- res de virulência, e a periodontite agressiva.

UNITERMOS:

1 Mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, com área de concentração em Periodontia, da UFRN.

2 Professora Titular da disciplina de Microbiologia da UFRN

3 Professor Titular da Disciplina de Microbiologia da UFRN

Recebimento: 19/10/06 - Correção: 11/12/07 - Aceite: 05/01/08

Aggregatibacter actinomycetemcomi- tans; periodontite agressiva. R Periodontia 2008; 18:20-25.

(2)

proporcional à presença elevada de Aggregatibacter actinomycetemcomitans (NAKAGAWA et al, 2001; TAN et al, 2002; VAN HOOGMOED et al, 2008).

Embora, o A. actinomycetemcomitans possa ser isolado em endocardites infecciosas, abscessos cerebrais e subcutâ- neos, meningites e osteomielites, o mesmo também é en- contrado em patologias periodontais, tais como gengivite e periodontite crônica. No entanto, é um microrganismo bas- tante característico da periodontite agressiva, principalmen- te na forma localizada (ÁVILA-CAMPOS et al, 2000; LIMA et al, 2001; YANG et al, 2005).

O A. actinomycetemcomitans é um bastonete gram- negativo, capnofílico, fermentador de carboidratos, não for- mador de esporo, imóvel e anaeróbio facultativo. As suas colônias são translúcidas, brilhantes e exibem estrutura in- terna em forma de estrela. Em nível morfocolonial, a obser- vação de emissão de pseudópodos nos A . actinomycetemcomitans sugere que estas estruturas são provavelmente as responsáveis pela determinação do aspecto estrelado da colônia (GASPARETTO et al, 2000).

As cepas aderem-se fortemente à superfície do agar san- gue devido à presença de fímbrias, o que pode favorecer a sua colonização no meio bucal. As culturas também podem ser estimuladas por 1% de NaHCO

3 ou hormônios esteróides, incluindo o estrogênio e progesterona, que são capazes de estimular seu crescimento e influenciar a população de A.

actinomycetemcomitans durante a puberdade. Além disso, a temperatura de 37oC é a mais favorável ao seu crescimen- to (ZAMBOM, 1983; CORTELLI et al, 2002).

A patogenicidade desse microrganismo apresenta ca- ráter multifatorial, determinada por fatores microbiológicos e por fatores próprios do hospedeiro. O A . actinomycetemcomitans apresenta uma variedade de fato- res de virulência responsáveis por facilitar a colonização, in- vasão e destruição dos tecidos periodontais (ÁVILA-CAM- POS et al, 2000; LIMA et al, 2001; TAN et al, 2002).

O A. actinomycetemcomitans pode também interferir no mecanismo de defesa do hospedeiro, através da produ- ção de leucotoxinas capazes de destruir especificamente neutrófilos polimorfonucleares e monócitos humanos. Os produtos da lise celular, então liberados, contribuem para a lesão tecidual e a diminuição dos monócitos acarreta altera- ções na resposta imune do hospedeiro ao agente infeccioso (ÁVILA-CAMPOS et al, 2000; CLOCK et al, 2007).

Sendo assim, a sua capacidade de colonizar e invadir facilmente os tecidos constitui passos essenciais na patogênese dos processos periodontais. A produção de subs- tâncias ativas faz com que ocorra uma rápida destruição desses tecidos (CAO et al, 2004). Isso sugere uma maior

severidade e prevalência da destruição periodontal nos sítios expostos a este patógeno (GRAVES et al, 2008).

Considerando a importância deste microrganismo no desenvolvimento da periodontite agressiva, por meio de seus diversos fatores de virulência, este artigo tem por objetivo elucidar a relação do Aggregatibacter actinomycetemcomitans com as doenças periodontais agres- sivas, através de uma revisão de literatura.

REVISÃO DA LITERATURA

Aggregatibacter actinomycetemcomitans

Até a década de 50 o A. actinomycetemcomitans havia sido pouco referenciado na literatura. Porém, a partir de 1970, vários estudos evidenciaram sua presença na cavidade oral, sendo originalmente isolados em estudos pioneiros de ca- sos humanos de actinomicoses, realizados por Klinger na Alemanha em 1912 e posteriormente, por Constock na In- glaterra em 1920 e Bayne Jones nos EUA em 1925 (NISENGARD & NEWMAN, 1994).

Do gênero Aggregatibacter, o A . actinomyce- temcomitans é o membro mais importante, sendo a maior parte dos isolados do tipo alfa-hemolíticos, muito semelhan- tes aos do gênero Haemophilus, pois compartilham diversas seqüências de bases nucleotídicas, antígenos de superfície, fatores bioquímicos e, por essa razão, foi proposta a sua trans- ferência para o gênero Haemophilus (NISENGARD &

NEWMAN, 1994; ÁVILA-CAMPOS et al, 2000).

Epidemiologia

O Aggregatibacter actinomycetemcomitans é consti- tuinte da microbiota oral anfibiôntica. Sua prevalência em sítios subgengivais é extremamente variável quando se con- sidera faixa etária e condições de saúde do periodonto (CORTELLI et al, 2003).

Alguns estudos demonstraram a ocorrência desse mi- crorganismo em cerca de 10% a 68% dos casos de periodontite crônica. No entanto, a periodontite agressiva constitui a forma de doença periodontal mais associada à presença desse patógeno, principalmente na forma locali- zada, podendo ser isolado em cerca de 97% de suas bolsas periodontais ativas. Esta porcentagem parece diminuir quan- do a população estudada apresenta-se entre 19 e 35 anos de idade (ZAMBOM et al, 1996; LÓPEZ, 1996; TINOCO et al, 1997).

Em crianças periodontalmente saudáveis observa-se a ocorrência de A. actinomycetemcomitans de 0% a 17%

(CONRADS et al, 1996; CHEN et al, 1997). Por outro lado, a doença periodontal destr utiva em crianças está

(3)

freqüentemente associada a níveis elevados de A . actinomycetemcomitans (MÜLLER et al, 1993).

Adolescentes com características periodontais saudáveis, ou com mínima presença da doença, exibem menos do que 18% de ocorrência de A. actinomycetemcomitans em amos- tras de biofilme subgengival (ASIKAINEN et al, 1991; YANG et al, 2005).

Dessa forma, a grande maioria dos estudos aponta para uma for te cor relação entre a presença do A . actinomycetemcomitans e o aumento de profundidade de sondagem nas bolsas periodontais (CORTELLI et al, 2003;

ZAMBOM, 1996). Logo, indivíduos que apresentam bolsas periodontais profundas, e inflamação gengival apresentam uma maior probabilidade de apresentarem o A . actinomycetemcomitans como constituinte de seu biofilme subgengival (CORTELLI et al, 2004; VAN HOOGMOED et al, 2008).

Composição antigênica e linhagem clonal

O A. actinomycetemcomitans apresenta antígenos em sua superfície que irão determinar o seu sorotipo. Cada es- pécie desse microrganismo apresenta um sorotipo específi- co, que pode variar de A a F.

Estudos iniciais investigaram a relação entre os sorotipos do A. actinomycetemcomitans e a condição periodontal dos indivíduos, demonstrando que as cepas do sorotipo B são mais freqüentemente encontrados em periodontites agres- sivas. Já o sorotipo C é freqüentemente isolado em indivídu- os que apresentam saúde periodontal. Com isso, sugere-se que o antígeno de super fície está relacionado à patogenicidade do microrganismo, assim como com a patogênese da periodontite agressiva (YANG et al, 2005).

Dessa forma, a necessidade de entendimento da pre- sença de A. actinomycetemcomitans, e de seus diferentes sorotipos em relação à saúde ou doença dos sítios periodontais, levou ao surgimento de técnicas de ensaios microbiológicos para detecção dessas bactérias. Através des- sas técnicas pôde-se observar uma heterogeneidade clonal na vir ulência entre as diversas cepas de A . actinomycetemcomitans. Foi demonstrado que um mesmo indivíduo, com um mesmo sorotipo de A . actinomycetemcomitans, pode ser colonizado por diferen- tes genótipos bacterianos.

A heterogeneidade deste grupo microbiano, junto com as diferenças genotípicas, pode estar relacionada às modifi- cações decorrentes da desagregação colonial. Essa diversi- dade se dá as expensas de um processo de captação e in- corporação no genoma do A. actinomycetemcomitans, de fragmentos de DNA extracelular, processo conhecido como

transformação. Não se conhece muito bem o propósito da transformação e seu impacto sobre a evolução dessa bacté- ria (FUJISE et al, 2004). Sabe-se, no entanto, que a recombinação do DNA extracelular ao da bactéria promove o surgimento de linhagens clonais genotipicamente diferen- tes, o que irá repercutir diretamente sobre a virulência da mesma, e conseqüentemente, no processo de saúde e/ou doença do periodonto (LAUBE et al, 2007; NODA et al, 2007).

A população de A. actinomycetemcomitans estrutura- se, portanto, em clones, sendo a maior linhagem clonal (>80% das cepas) representada pelos sorotipos A, B e C (POULSEN et al, 2003).

Diversas populações estudadas têm demonstrado a ocor- rência da periodontite agressiva associada à presença de um tipo clonal particular de A. actinomycetemcomitans, sorotipo B, altamente leucotóxico, chamado JP2. O mesmo mostrou pronunciado tropismo racial, sendo isolados quase que ex- clusivamente na população africana, ou em seus decendentes. Pacientes com clone JP2 apresentam estágios mais avançados de periodontite agressiva, principalmente em relação à forma localizada. Esse mesmo tipo clonal foi isola- do em indivíduos brasileiros, apesar de não ter sido detecta- do em caucasianos no nor te da Europa (HAUBEK &

WESTERGAARD, 2004; SEKI et al, 2007).

O clone JP2 é caracterizado por uma deleção no par de base 530, região essa responsável pelo gene da regulação da produção e expressão das leucotoxinas. Com isso, indiví- duos com periodontite agressiva, infectados pelo clone JP2, apresentam quadro clínicos mais graves e avançados do que aqueles pacientes onde não foi detectado esse tipo clonal em seus isolados (POULSEN et al, 2003; HAUBEK &

WESTERGAARD, 2004; SEKI et al, 2007).

Patogenicidade

O A. actinomycetemcomitans caracteriza-se como um importante patógeno periodontal em função, principalmen- te, de seus fatores de virulência.

Dessa forma, pode-se citar como fatores de virulência a presença de fímbrias, adesinas, vesículas de membrana extracelular, lipopolissacarídeos, a produção de leucotoxinas, de fatores imunossupressores e perturbadores das funções neutrofílicas, da inibição do crescimento das células epiteliais e fibroblásticas, além da ativação das células B policlonais.

Através desses fatores, este microrganismo é capaz de des- truir e invadir o tecido conjuntivo gengival, auxiliando dessa forma sua penetração nas barreiras epiteliais, além de pro- mover a reabsorção óssea e supressão da resposta imune (TAN et al, 2002; CORTELLI et al, 2004; CLOCK et al, 2007;

KIM et al, 2007; GRAVES et al, 2008).

(4)

As fímbrias presentes na super fície do A . actinomycetemcomitans ser vem como fator de adesão e podem ser consideradas determinantes para a sua coloniza- ção inicial na superfície oral, assim como a invasão à gengi- va, constituindo passos iniciais e essenciais na patogênese da doença (MEYER & FIVES-TAYLOR, 1994; GASPARETTO et al, 2000).

As interações bacterianas também podem ser deter minantes na colonização do A . actinomycetemcomitans. Streptococcus sanguinis, Streptococcus uberis e Actinomyces viscosus, atualmente Actinomyces naeslundii, inibem o crescimento do A.

actinomycetemcomitans in vitro. Essas bactérias produzem peróxido de hidrogênio em níveis inibitórios para o A.

actinomycetemcomitans (NAKAGAWA et al, 2001). Adicio- nalmente, esse microrganismo produz substâncias antago- nistas contra Capnocytophaga, Streptococcus mitis, espéci- es de Actinomyces e Streptococcus mutans, organismos amplamente envolvidos na formação do biofilme e na eco- logia oral (AVILA-CAMPOS et al, 2000).

Apesar do mecanismo patogênico do A . actinomycetemcomitans não estar muito bem esclarecido, sabe-se que esse microrganismo produz uma leucotoxina, da família da RTX toxinas (repeats in toxin), capaz de destruir especificamente os neutrófilos PMN e monócitos humanos.

Essa toxina age tanto ativando uma nuclease capaz de clivar o DNA das células alvo, quanto produzindo poros na mem- brana plasmática, promovendo a rápida formação de canais iônicos e a alta condução iônica, induzindo a despolarização da membrana, a perda de potássio intracelular, turgescência e, conseqüentemente, a morte celular. Além disso, antígenos derivados do A. actinomycetemcomitans, incluindo as leucotoxinas, presentes no soro e no esudato gengival, são capazes de impedir a resposta imune humoral local e/ou sistêmica (BROGAN et al, 1994).

Além de inibirem a quimiotaxia e a fagocitose neutrofílica, promovem a morte celular. Com isso, os produtos liberados de sua lise contribuem para a lesão tecidual e, associada à diminuição dos monócitos, acarreta alterações na resposta imune do hospedeiro (NAKAGAWA et al, 2001; CORTELLI et al, 2003).

Além dos neutrófilos e dos monócitos, outras células humanas são sensíveis à ação das leucotoxinas, tais como as plaquetas, os eritrócitos, os fibroblastos e as células endoteliais e epiteliais (NISENGARD & NEWMAN, 1994).

Adicionalmente, o A. actinomycetemcomitans, é a úni- ca bactéria oral capaz de produzir uma toxina chamada Cdt (Cytolethal distening toxin), que apresenta propriedades

imunossupressoras. Essa toxina promove alteração morfológica nas células alvo e é capaz de promover a inibição do crescimento das células epiteliais, endoteliais e fibroblásticas, assim como dos linfócitos T e B, comprometendo com isso a capacidade do indivíduo de re- sistir à infecção ou responder à injúria (BELIBASAKIS et al, 2004).

A secreção de endotoxinas (LPS) por sua vez, ativa as células policlonais do hospedeiro, do tipo linfócito B, a secretarem mediadores inflamatórios tais como prostaglandinas, interleucina-1β (IL-1β), e fator de necrose tumoral α (TNF-α), resultando numa super-resposta imunológica, que pode acarretar tanto benefícios, quanto danos aos tecidos do hospedeiro, em decorrência da forma- ção de complexos imunes não específicos que ativam o sis- tema complemento e estimulam a degranulação neutrofílica.

Essas citocinas são a chave da regulação da resposta imune inflamatória do hospedeiro às infecções e estão implicadas na patogênese da doença periodontal, sendo responsáveis pela modulação da síntese e reabsorção dos componentes da matriz extracelular e osso alveolar do periodonto (TREVILATTO et al, 2002, KIM et al, 2007).

Dessa forma, todos os fatores de virulência já mencio- nados estão relacionados a patogenicidade do A . actinomycetemcomitans. No entanto, diversos estudos de- monstraram a presença de cepas altamente patogênicas, assim como as de menor patogenicidade colonizando um mesmo indivíduo, explicando dessa forma a heterogeneidade do processo da doença, principalmente de um sítio para o outro (LIMA et al, 2001).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pode-se concluir que uma variedade de microrganismos está diretamente relacionada com a periodontite agressiva, porém, o maior grau de inflamação gengival e uma elevada destruição periodontal parecem estar associadas à presença marcante do Aggregatibacter actinomycetemcomitans. Este patógeno está fortemente associado à doença devido aos seus inúmeros fatores de virulência sendo considerado como um microrganismo chave na etiologia das doenças periodontais agressivas.

ABSTRACT

Agressive periodontitis comprises a group of rare, rapidly progressive forms of periodontitis, characterized by severe destruction of periodontal attachment apparatus at early age.

Besides bacteria must be involved in the expression of

(5)

disease… Aggregatibacter actinomycetemcomitans has been strongly implicated in the etiology of agressive periodontitis.

The pathogenicity of Aggregatibacter actinomyce- temcomitans is multifacetedand is influenced by both microbial and host determinants. Several virulence factors have been described for this microorganism capable of facilitating the colonization, invasion and destruction of the

periodontal tissues. The aim of this paper is to perform an actual review concerning relationship of Aggregatibacter actinomicetemcomitans and virulence factors to agressive periodontitis.

UNITERMS: Aggregatibacter actinomycetemcomitans;

agressive periodontitis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- American Academy Of Periodontology. International Workshop for a Classification of Periodontal Diseases and Conditions. Annals of Periodontol 1999; 4(1):53-4.

2- Asikainen S, et al. Distribution of Actinobacillus actinomycetemcomitans serotypes in periodontal health and disease. Oral Microbiol Immunol 1991; 6(2):115-8.

3- Avila-Campos MJ, et al. Virulence factors of Actinobacillus actinomycetemcomitans: other putative factors. Pesq Odont Bras 2000;14(1):05-11.

4- Belibasakis, GN, Mattsson A, Wang Y, Chen C, Johansson A. Cell cycle arrest of human gingival fibroblasts and periodontal ligament cells by Actinobacillus actinomycetemcomitans: involvement of the cytolethal distening toxin. APMIS 2004; 112:675-85.

5- Brogan JM, Lally ET, Poulsen K, Kilian M, Demuth DR. Regulation of Actinobacillus actinomycetemcomitans leukotoxin expression: Analysis of the promoter regions of leukotoxic and minimally leukotoxic strains.

Infecrion and Immunity 1994; 62(2):501-508.

6- Cao SL, Fox AP, Hillman JD, Handfield M. In vivo induced antigenic determinants of Actinobacillus actinomycetemcomitans. FEMS Microbiol. Rev 2004; 97-103.

7- Chen C, et al. Oral food consumption and subgengival microorganisms:

subgengival microbiota of gastrotomy tube-fed children and healthy

children and healthy control. J. Periodontol 1997; 68(12):1163-8.

8- Clock AS, Planet PJ, Perez BA, Figurski DH. Outer Membrane Components of the Tad (Tight Adherence) Secreton of Aggregatibacter actinomycetemcomitans. Journal of Bacteriology, February 2008; 190 (3): 980-90.

9- Conrads G, et al. PCR reation and dot blot hybridization to monitor the distribuition of oral pathogens within plaque samples of periodontally healthy individuals. J. Periodontol 1996; 67(10):994-1003.

10- Cortelli JR, et al. Presença de Actinobacillus actinomycetemcomitans em indivíduos com periodontite agressiva localizada ou generalizada ou periodontite incipiente. RPG Ver. Pós Grad 2002; 9(2):103-108.

11- Cortelli SC, et al. PCR e cultura na detecção subgengival de Actinobacillus actinomycetemcomitans: estudo comparativo. Cienc.

Odontol. Bras 2003; 6(2):58-64.

12- Cortelli, et al. Ocorrência bucal de Actinobacillus actinomycetemcomitans em indivíduos com doença periodontal não tratada avaliada por cultura e ensaio “dot-blot”. RPG Ver. Pós-Grad 2004; 11(3):227-32.

13- Fives-Taylor PM, et al. Virulence factors of Actinobacillus actinomycetemcomitans. Periodontol 2000 1999; 20:136-167.

14- Fujise O, Lakio L, Wang Y, Asikainen S, Chen C. Clonal distribution of

(6)

Endereço para correspondência:

Alinne Alice Dias de Araújo Souza Rua Miramar, 97/99, Praia do Meio CEP: 59010-470 - Natal - RN Tel: (84) 3202-5302 Fax: (84) 3202-5603 Cel: (84) 9418-2880 natural competence in Actinobacillus actinomycetemcomitans. Oral

Microbiol Immunol 2004; 19:340–342.

15- Gasparetto A, Arana-Chavez VE, Avila-Campos MJ. Aderência de Actinobacillus actinomycetemcomitans às células epiteliais bucais:

estabilidade e aspectos ultra-estruturais. Pesqui Odontol Brás 2000;

14(4):311-318.

16- Graves DT, Fine D, Teng Y-TA, Van Dyke TE, Hajishengallis G. The use of rodent models to investigate host–bacteria interactions related to periodontal diseases. J Clin Periodontol 2008; 35: 89–105.

17- Haubek D, Poulsen K, Westergaard J, Dahle G, Kilian M. Highly Toxic Clone of Actinobacillus actinomycetemcomitans in Geographically Widespread Cases of Juvenile Periodontitis in Adolescents of African Origin. Journal of Clinical Microbiology 1996; 34(6):1576–1578.

18- Kim do Y, Jun JH, Lee HL, Woo KM, Ryoo HM, Kim GS, Baek JH, Han SB. N-acetylcysteine prevents LPS-induced pro-inflammatory cytokines and MMP2 production in gingival fibroblasts. Arch Pharm Res 2007;

30 (10):1283-92.

19- Laube DM, Dongari-Bagtzoglou A, Kashleva H, Eskdale J, Gallagher G, Diamond G. Differential regulation of innate immune response genes in gingival epithelial cells stimulated with Aggregatibacter actinomycetemcomitans. J Periodontal Res 2007.

20- Lima FL, et al. Leukotoxic activity of Actinobacillus actinomycetemcomitans isolated from human and non-human primates. Braz J Microbiol 2001;32: 250-256.

21- Lopez NJ. Ocorrence of Actinobacillus actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis and Prevotella intermedia in juvenile periodontites. J Clin Periodontol 1996;23(7):101-5.

22- Matsuda M, et al. Molecular genotyping of isolates of Actinobacillus ctinomycetemcomitans by pulsed-field gel electrophoresis after separate digestion with Sse8387I e Xhol. J Basic Microbiol 2002;42(2):137-144.

23- Meyer DH, Fives-Taylor PM. Characteristics of adherence of Actinobacillus actinomycetemcomitans to apithelial cells. Infect Immun 1994; 62(2):928-935.

24- Muller H, et al. Actinobacillus actinomycetemcomitans recovery from extracrevicular locations of the mouth. Oral Microbiol Immunol 1993;8(5):334-48.

25- Nakagawa RI, Guazeli-Amin VH, Hidalgo MM, Itano EM, Trevisan JR.

Anticorpos antileucotoxina contra Actinobacillus actinomycetemcomitans em amostras de soro e saliva de pacientes com periodontite juvenil localizada. Pesqui Odontol Bras 2001;15(1):5- 11.

26- NISENGARD RJ, NEWMAN MG, ZAMBON JJ. Periodontal disease. In:

NISENGARD RJ, NEWMAN MG. Oral Microbiology and Immunology.

2. ed. Philadelphia : WB Saunders 1994: 360-384.

27- Noda D, Hamachi T, Inoue K, Maeda K. Relationship between the presence of periodontopathic bacteria and the expression of chemokine receptor mRNA in inflamed gingival tissues. J Periodontal Res 2007; 42 (6): 566-71.

28- Poulsen K, Ennibi OK, Haubek D. Improved PCR for detection of the highly leukotoxin JP2 clone of Actinobacillus actinomycetemcomitans in subgingival plaque samples. J Clin Microbiol 2003; 41(10):4829- 4832.

29- Rêgo DM, Lima DLF, Dias AA, Ferreira MAF. Periodontites agressivas:

Etilogia, diagnóstico e tratamento. In: Periodontia: A atuação clínica baseada em evidências científicas. Almeida RV, Paiva JS. Ed. Vol 1. Artes médicas; 2005; 191-206.

30- Seki M, Poulsen K, Haubek D, Kilian M. A Novel Loop-Mediated Isothermal Amplification (LAMP) Method for Detection of the JP2 Clone of Aggregatibacter actinomycetemcomitans in Subgingival Plaque. J Clin Microbiol 2007;

31- Tan KS, Song KP, Ong G. Cytolethal distening toxin of Actinobacillus actinomycetemcomitans. Ccurrence and association with periodontal disease. J Periodont Res 3002; 37:268-272.

32- Tinoco E, et al. Localized juvenile periodontitis and Actinobacillus actinomycetemcomitans in Brasilian population. Eur J Oral Sci 1997;

105(1):9-14.

33- Trevilatto PC, et al. Clinical, genetic and microbiological findings in a Brazilian family with aggressive periodontitis. J Clin Periodontol 2002;

29:233-239.

34- Van Hoogmoed CG, Geertsema-doornbusch GI, Teughels W, Quirynen M, Busscher HJ, Van der Mei HC. Reduction of periodontal pathogens adhesion by antagonistic strains.Oral Microbiol Immunol 2008: 23: 43–

48.

35- Yang HW, Huang YF, Chan Y, Chou MY. Relationship of Actinobacillus actinomycetemcomitans serotypes to periodontal condition: prevalence and proportions in subgingival plaque. Eur J Oral Sci 2005; 113:28-33.

36- Zambon JJ, Christersson LA, Slots J. Actinobacillus actinomycetemcomitans in human periodontal disease. Prevalence in patient groups and distribution of biotypes and serotypes within families. J Periodontol 1983; 54(11):707-11.

37- Zambon JJ. et al The microbiology of early-onset periodontitis:

association of highly toxin Actinobacillus actinomycetemcomitans strains with localized juvenile periodontitis. J Periodontol 1996; 67:282- 90.

Imagem

Referências

temas relacionados :