SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO... 2
2. PRESTAÇÕES PREVISTAS NO DECRETO 3.048/99 ... 2
2.1 Rol de prestações para o segurado ... 3
2.2 Rol de prestações para os dependentes ... 3
2.3 Rol de prestações para os dependentes e para os segurados ... 3
3. CARÊNCIA ... 3
3.1 Inovações sobre a carência ... 4
3.2 Computo da Carência ... 5
3.3 Período de Graça ... 7
3.4 Prestações previdenciárias que exigem períodos de carência (art. 25, Lei 8.213/91) ... 7
3.5 Prestações previdenciárias que dispensam período mínimo de carência (art. 26, Lei 8.213/91) ... 8
4. REGRA DE UM MEIO ½... 9
5. QUESTÕES COMENTADAS ... 10
6. LEGISLAÇÃO CITADA ... 12
7. SÚMULAS E JURISPRUDÊNCIA... 17
8. LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS ... 18
1. INTRODUÇÃO
O tema abordado nesta aula será a o período de carência e plano de benefícios do Regime Geral de Previdência social (RGPS). O período de carência é um tema muito cobrado nas provas de concurso, especialmente nos seguintes aspectos:
• Prestações previdenciárias que exigem carência;
• Prestações previdenciárias que dispensam carência;
• Termo inicial do período de carência;
• A partir de quando é computado o período de carência;
• Regra de um meio ½ (regramento aplicável para determinados benefícios, quando ocorre a perda da qualidade de segurado);
• Contribuição recolhida pelo piso mínimo, para que seja computada para efeito de carência (inovação da EC 103/2019 e Decreto 10.410/2020 – atualizou o novo regulamento da previdência social).
DICA DO PROFESSOR
A Lei 8.213/91 ainda não foi atualizada pela EC 103/2019! Muitas disposições da Lei não foram recebidas pela nova reforma previdenciária e alguns dispositivos não estão mais em vigor. Por isso, é mais seguro estudar pelo texto constitucional e pelo novo regulamento da previdência social. O Decreto 3.048/99 foi atualizado em 2020 e está compatível com aEC 103/2019, inclusive no que concerne ao rol de prestações previdenciárias.
2. PRESTAÇÕES PREVISTAS NO DECRETO 3.048/99
O art. 25 do Decreto 3.048/99 prevê as seguintes prestações:
PARA O SEGURADO
PARA O DEPENDENTE
PARA AMBOS aposentadoria por incapacidade permanente pensão por morte
reabilitação profissional aposentadoria programada
auxílio-reclusão aposentadoria por idade do trabalhador rural
aposentadoria especial
auxílio por incapacidade temporária salário-família
salário-maternidade
auxílio-acidente
Art. 25 do Decreto 3.048/99: O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, expressas em benefícios e serviços:
I - Quanto ao segurado:
a) aposentadoria por incapacidade permanente; (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
b) aposentadoria programada;(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
c) aposentadoria por idade do trabalhador rural;(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
d) aposentadoria especial;
e) auxílio por incapacidade temporária; (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
f) salário-família;
g) salário-maternidade; e h) auxílio-acidente;
II - Quanto ao dependente:
a) pensão por morte; e b) auxílio-reclusão; e
III - Quanto ao segurado e dependente: reabilitação profissional.
2.1 Rol de prestações para o segurado
• A aposentadoria por incapacidade permanenteé a nova nomenclatura da aposentadoria por invalidez após a EC 103/2019.
• A aposentadoria por idade e aposentadoria por tempo de contribuição (ambas urbanas) foram extintas.No seu lugar, somando os requisitos de idade + tempo de contribuição + período de carência, foi criada a aposentadoria programada.
• Foram preservadas a aposentadoria por idade dos trabalhadores rurais, garimpeiros e pescadores artesanais, bem como a aposentadoria especial.
• A nomenclatura “auxílio-doença” foi alterada, passando a se chamar auxílio por incapacidade temporária.
• O salário-família, salário-maternidadee o auxílio-acidentepermanecem no texto legal.
2.2 Rol de prestações para os dependentes
• A pensão por morte e o auxílio-reclusãopermanecem no texto legal.
2.3 Rol de prestações para os dependentes e para os segurados
• Reabilitação profissional;
• Serviço social,que apesar de não constar do texto do artigo é utilizado.
3. CARÊNCIA
Para que os segurados tenham acesso a determinadas prestações previdenciárias, devem pagar um
número mínimo de contribuições mensais; esse instituto se chama período de carência. O segurado
paga a contribuição para que tanto ele como seu dependente tenham direito às prestações. O dependente somente terá direito ao auxílio-reclusão ou a pensão por morte, como exposto acima.
A carência ou o período de carência objetiva preservar o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial da previdência social, previsto no art. 201, caput, da Constituição Federal:
Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial[...].
3.1 Inovações sobre a carência
Veja a definição legal do período de carência:
Art. 24 da Lei nº 8.213/91: Período de carência é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências.
Exemplo: Segurado assinou o contrato de trabalho em 06/07/2021, filiando-se ao RGPS na qualidade de segurado empregado. O período de carência será computado a partir do dia 06 de julho?
Não, ele retroage, sendo computado desde o dia 1º de julho de 2021. A carência sempre retroage ao primeiro dia do transcurso de sua competência. Se a pessoa assinasse o contrato de trabalho em 31/07/2021, a carência retroage, sendo computada até o dia 1º de julho de 2021.
O regulamento da previdência social, alterado pelo Decreto nº10.410/2020 inovou, prevendo que:
Art. 26. Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite mínimo mensal.
Essa inovação refletiu na condição do empregado, do empregado doméstico e do trabalhador avulso. Antes da EC 103/2019, se o empregado ganhasse trezentos reais mensais por uma jornada parcial ou contrato intermitente, havia o desconto da contribuição do empregado e da empresa sobre os trezentos reais e era considerada para todos os fins previdenciários. Isso ocorria para o empregado, empregado doméstico e para o trabalhador avulso. No caso do contribuinte individual e do contribuinte facultativo o salário de contribuição sempre deve totalizar, ao menos,um salário mínimo (antes e depois da EC, pois para essas categorias nada mudou).
Após a vigência da EC 103/2019, se o empregado em jornada intermitente ou parcial recebe
quinhentos reais mensais (e o limite mínimo na ausência de piso legal ou convencional é um salário
mínimo nacional, aproximadamente mil e cem reais), para que essa competênciaseja considerada
para todos os efeitos previdenciários (qualidade de segurado, período de carência, tempo de
contribuição, salário de benefício) ele precisará fazer a complementação até o dia 20 de agosto. Se
ele recebe R$ 500,00, precisa complementar até os R$ 1.100,00, ou seja, a diferença é R$ 600,00.
Sobre essa diferença de seiscentos reais incide a contribuição da primeira faixa do empregado, 7,5% = R$ 45,00. Caso ele não complemente, a competência de julho de 2021 não será considerada para fins de carência.
No caso do segurado especial a carência é computada de maneira distinta. Para os segurados urbanos a carência é o número de contribuições mensais, para o segurado especial a carência será convertida em meses. Exemplo: a aposentadoria por idade do segurado especial, ao invés de representar 180 contribuições mensais, representa 180 meses desenvolvendo atividade rural ou pesqueira em regime de subsistência.
Essa adaptação da carência para o segurado especial consta do art. 26, § 1º do regulamento:
Art. 26, [...]
§ 1º Para o segurado especial, considera-se período de carência, para fins de concessão dos benefícios de que trata o inciso I do § 2º do art. 39, o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua,igual à quantidade de meses necessária à concessão do benefício requerido. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020). [...]
§ 6º Para fins de carência, as contribuições anteriores à data de publicação da Emenda à Constituição nº 103, de 12 de novembro de 2019, serão consideradas em conformidade com a legislação vigente à época. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Para os segurados que não tem a responsabilidade tributária de recolhimento da contribuição previdenciária (pois essa responsabilidade é do tomador do serviço), o período de carência será considerado automaticamente a partir do exercício de atividade laboral remunerada (não precisa investigar se houve o recolhimento da contribuição previdenciária). Com a EC 103, o salário de contribuição deve atingir o limite mínimo mensal para ser considerado para fins de carência, como no exemplo acima (caso de complementação).
3.2 Computo da Carência
O período de carência será computado:
I- Para o segurado empregado, o empregado doméstico (LC 150/2015), o trabalhador avulso e o contribuinte individual que presta serviços a pessoa jurídica (este a partir da competência 04/2003), da data de filiação ao Regime Geral de Previdência Social, ou seja, a partir do exercício de atividade laborativa remunerada; (lembrando que sempre retroage ao primeiro dia da respectiva competência)
II- Para o segurado especial, a partir do efetivo exercício da atividaderural ou pesqueira artesanal para fins de subsistência sem o auxílio de empregados permanentes.
III- para o contribuinte individual que não presta serviços à pessoa jurídica, o facultativo e o segurado especial que contribui facultativamente,da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso, não sendo consideradas para esse fim as contribuições recolhidas com atraso referentes a competências anteriores;
Os segurados têm filiação automática na previdência, pois não são obrigados a recolher a sua
contribuição previdenciária.
Embora exista uma contribuição obrigatória sobre produção rural, nos termos do art. 25 da lei de custeio da seguridade social
1, o recolhimento da contribuição sobre a produção rural não é obrigatória para a filiação do segurado especial. Ou seja, a contribuição sobre a produção rural é obrigatória, mas o seu não recolhimento não impede a filiação do segurado especial. Dessa forma, independentemente de ter sido efetivado esse recolhimento, o segurado especial tem filiação automática, a partir do efetivo exercício da atividade rural.
Por outro lado, nos casos de(1) contribuinte individual ou autônomo- precisa recolher para se filiar; (2) segurado facultativo- também deve recolher se quiser se filiar; e (3) segurado especial- que paga a contribuição facultativa de 20% do salário de contribuição, para ter direito ao benefício com renda acima do salário mínimo, o período de carência somente começa a computar a partir do pagamento em dia da primeira contribuição, deve haver o efetivo recolhimento.Não são consideradas para esse fim as contribuições recolhidas com atraso referentes a competências anteriores.Exemplo: um contribuinte individual trabalha há três anos como autônomo, um dia ele resolve se inscrever na previdência e pagar as contribuições atrasadas desses três anos (36 competências/meses pagos em atraso). Essas contribuições não serão consideradas para fins de carência, como consta do art. 27, inciso II, da Lei nº 8.213/91(mas contarão como tempo de contribuição, pois não há norma impeditiva):
Art. 27. Para cômputo do período de carência, serão consideradas as contribuições: [...]
II - Realizadas a contar da data de efetivo pagamento da primeira contribuição sem atraso, não sendo consideradas para este fim as contribuições recolhidas com atraso referentes a competências anteriores, no caso dos segurados contribuinte individual, especial e facultativo, referidos, respectivamente, nos incisos V e VII do art. 11 e no art. 13.
A carência não é somente recolher as contribuições, mas, sim, recolher de forma tempestiva.
Nesse sentido, é pacífica a jurisprudência do STJ:
1Art. 25 da Lei nº8.212/91: A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de:
I - 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção;
II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações por acidente do trabalho. (Vide decisão-STF Petição nº 8.140 - DF)
§ 1º O segurado especial de que trata este artigo, além da contribuição obrigatória referida no caput, poderá contribuir, facultativamente, na forma do art. 21 desta Lei.
§ 2º A pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 contribui, também, obrigatoriamente, na forma do art. 21 desta Lei.
§ 3º Integram a produção, para os efeitos deste artigo, os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem e torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos por meio desses processos, exceto, no caso de sociedades cooperativas, a parcela de produção que não seja objeto de repasse ao cooperado por meio de fixação de preço. (Redação dada pela Lei nº 13.986, de 2020) [...]
1. É da data do efetivo pagamento da primeira contribuição sem atraso que se inicia a contagem do período de carência quando se tratar de contribuinte individual. 2. As contribuições previdenciárias recolhidas em atraso, em período anterior ao primeiro pagamento sem atraso, não podem ser consideradas para o cômputo do período de carência, nos termos do art. 27, II, da Lei n. 8.213/1991. Precedentes. 3.Recurso especial” (STJ, 2ª Turma, REsp 1376961, de 28/05/2013).
Por outro lado, a Turma Nacional de Uniformização entende que:
“As contribuições previdenciárias recolhidas com atraso devem ser consideradas para efeito de carência desde que posteriores à primeira paga sem atraso e que o atraso não importe nova perda da condição de segurado”. (TNU, PEDILEF 50389377420124047000), de 08/03/2013.
3.3 Período de Graça
O contribuinte individual não pode pagar contribuição atrasada, contudo, é permitido atrasar um pequeno período, chamado “período de graça”. O período de graça nada mais é do que o tempo definido em lei (seis meses) que o segurado facultativo deixa de contribuir para o INSS, mas não perde a sua qualidade de segurado, conforme o art. 15 da Lei 8.213/91:
Art. 15. Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições: [...]VI - Até 6 meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. [...]
§ 2º Os prazos do inciso II ou do § 1º serão acrescidos de 12 (doze) meses para o segurado desempregado, desde que comprovada essa situação pelo registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
§ 3º Durante os prazos deste artigo, o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social.
§ 4º A perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do término do prazo fixado no Plano de Custeio da Seguridade Social para recolhimento da contribuição referente ao mês imediatamente posterior ao do final dos prazos fixados neste artigo e seus parágrafos.
No mesmo sentido, o art. 11 do regulamento geral da previdência social:
Artigo 11, RPS, § 4º Após a inscrição, o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em atraso quando não tiver ocorrido perda da qualidade de segurado, conforme o disposto no inciso VI do art. 13.
Ou seja, o atraso não pode superar o período de graça de seis meses.
3.4 Prestações previdenciárias que exigem períodos de carência (art. 25, Lei 8.213/91)
Prestação Depende de
auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) e aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente) – REGRA
12 contribuições mensais(1 ano)
aposentadoria programada e aposentadoria por idade do trabalhador rurale especial
180 contribuições mensais(15 anos)
salário-maternidade*
10 contribuições
mensais
auxílio-reclusão(Redação dada pela Lei 13.846/2019)24 contribuições
mensais(2 anos)
*No caso do salário-maternidade, ocorrendo parto antecipado, o período de carência será reduzido em
número de contribuições equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado.
3.5 Prestações previdenciárias que dispensam período mínimo de carência (art. 26, Lei 8.213/91)
INDEPENDEM DE CARÊNCIA A CONCESSÃO DAS SEGUINTES PRESTAÇÕES Pensão por morte
Salário-família Auxílio-acidente Serviço social
Reabilitação profissional
Salário-maternidade para as seguradas empregada, empregada doméstica e trabalhadora avulsa.
Auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente – EXCEÇÕES:
Auxílio-doença (atualmente: auxílio por incapacidade temporária)
Nesses dois casos, pode haver concessão da prestação independentemente das contribuições mínimas se houver acidentede qualquer natureza ou causa e dedoença profissional ou do trabalho, bem como nos
casos de segurado que, após filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social, for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em listaelaborada pelosMinistérios da Saúde e da Previdência Social,
atualizada a cada 3 anos, deacordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado (art. 26, II, da Lei 8.213/91)
Aposentadoria por invalidez (atualmente:
aposentadoria por incapacidade permanente)
Importante salientar o que dispõe o art. 151 da Lei 8.213/91, acerca da lista provisória de doenças mencionada na tabela acima:
Art. 151 da Lei 8.213/91: Até que seja elaborada a lista de doenças mencionada no inciso II do art. 26, independe de carência a concessão de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez ao segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido das seguintes doenças:
tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, esclerose múltipla, hepatopatia grave, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), síndrome da deficiência imunológica adquirida (AIDS) ou contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada. (Redação dada pela Lei nº 13.135, de 2015)
A doença deve surgir após a filiação ao RGPS; se surgir antes, exigirá as contribuições mínimas. Há divergência sobre esse rol do art. 151, se seria exaustivo/taxativo, ou exemplificativo. O STJ já disse que é taxativo (em um precedente da 1ª Turma). Mas a Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais entendeu, em sede de recurso repetitivo, que o rol é exemplificativo.
O auxílio-reclusão não exigia carência, contudo, a partir de 18 de janeiro de 2019, a lei
passou a exigir 24 contribuições mensais, ou seja, caso o segurado for preso em regime fechado e
não preencher essas contribuições mínimas, terá o benefício negado.
4. REGRA DE UM MEIO ½
Regramento aplicável para determinados benefícios, quando ocorre a perda da qualidade de segurado. Quando a pessoa perde a qualidade de segurado, para que ela consiga computar as contribuições anteriores, deverá respeitar o disposto no art. 27-A da Lei 8.213/91:
Art. 27-A Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios de auxílio-doença, de aposentadoria por invalidez, de salário-maternidade e de auxílio- reclusão, o segurado deverá contar, a partir da data da nova filiação à Previdência Social, com metade dos períodos previstos nos incisos I, III e IV do caput do art. 25 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
Veja a consequência determinada pelo artigo na última coluna:
Prestação Regra – art. 25 Regra do 1/2
auxílio-doença (auxílio
por incapacidade temporária) e aposentadoria por invalidez(aposentadoria por incapacidade permanente)
12 contribuições mensais
Deverá ter, no mínimo 6 contribuições a partir da nova
filiação.
Salário-maternidade
10 contribuições mensais
Deverá ter, no mínimo 5 contribuições a partir da nova
filiação.
Auxílio-reclusão
24 contribuições mensais
Deverá ter, no mínimo 12 contribuições a partir da nova
filiação.
5. QUESTÕES COMENTADAS
01 (Delegado de Polícia Federal - CESPE / CEBRASPE - 2021) - No que se refere ao financiamento da seguridade social, julgue o item subsequente.
As contribuições sociais do empregador compõem o financiamento da seguridade social e são incidentes sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro.
() Certo ( ) Errado
Comentário: A afirmativa é correta e exigiu a literalidade do art. 195 da Constituição Federal
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
02 (Técnico Previdenciário - FURB - 2021 – TIMBOPREV/SC) - A Previdência Social tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, idade avançada, tempo de serviço, desemprego involuntário, encargos de família e reclusão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente. A organização da Previdência Social obedecerá aos seguintes princípios e diretrizes:
( ) Universalidade de participação nos planos previdenciários, independente de contribuição.
( ) Valor da renda mensal dos benefícios, substitutos do salário de contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado, não inferior ao do salário mínimo.
( ) Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de contribuição, corrigidos monetariamente.
Ao analisar as afirmativas acima e, diante de cada uma, escrever V, se for verdadeira, e F, se for falsa, a alternativa com a sequência correta é:
a) V – F – V.
b) F – V – F.
c) F – V – V.
d) V – F – F.
e) V – V – F.
Comentário: Primeira assertiva – FALSA. A organização da Previdência Social obedecerá ao princípio da universalidade de participação nos planos previdenciários, mediante contribuição, nos termos do art.
3º, parágrafo único, alínea a da Lei 8.212/1991.
Segunda assertiva – VERDADEIRA. A assertiva está de acordo com previsto no art. 3º, parágrafo único, alínea b da Lei 8.212/1991.
Terceira assertiva: VERDADEIRA. A assertiva está de acordo com previsto no art. 3º, parágrafo único, alínea c da Lei 8.212/1991. Gabarito: letra C.
03 (Analista – IPVV - IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha/ES) Sobre o benefício conhecido como auxílio-reclusão, previsto na Constituição Federal e regulado pela Lei 8.213/1991 (consideradas as alterações promovidas pela Lei 13.846/2019), assinale a alternativa que NÃO corresponde com as determinações legais acerca do benefício.
a) O requerimento do auxílio-reclusão perante o órgão competente deve ser instruído com certidão judicial que comprove o recolhimento carcerário do segurado recluso.
b) Faz jus ao recebimento do benefício, cônjuge ou parente de primeiro grau de pessoa reclusa, bastando informar e comprovar perante o INSS a relação conjugal ou o grau de parentesco.
c) O exercício de atividade remunerada por parte do segurado recluso que cumpre pena no regime fechado, não acarreta perda do direito de seus dependentes receberem o auxílio-reclusão.
d) O cálculo utilizado para determinar o enquadramento do segurado como de baixa renda consiste, na média do salário de contribuição apurado nos últimos 12 (doze) meses antes do recolhimento à prisão do segurado.
e) É permitida a substituição de certidão judicial e prova de permanência na condição de presidiário pelo acesso à base de dados eletrônicos com dados cadastrais que assegurem a identificação plena do segurado e sua condição de encarcerado, disponibilizada pelo Conselho Nacional de Justiça.
Comentário: A assertiva incorreta é a letra B.O auxílio-reclusão é o benefício previdenciário que tem como objetivo amparar os dependentes do segurado recolhido à prisão. A questão abordou a literalidade do art. 80 e §§1º a 8ª da Lei 8.213/1991, que foi alterado pela Lei nº 13.846/2019.
Assertiva A – Correta. Nos termos do art. 80, §1º da Lei 8.213/1991, o requerimento do auxílio-reclusão será instruído com certidão judicial que ateste o recolhimento efetivo à prisão, e será obrigatória a apresentação de prova de permanência na condição de presidiário para a manutenção do benefício, portanto, correta a assertiva que replica a previsão legal.
Assertiva B – Incorreta (gabarito). De acordo com o art. 80, caput da Lei 8.213/1991, o auxílio- reclusão, será devido, nas condições da pensão por morte, aos dependentes do segurado de baixa renda recolhido à prisão em regime fechado que não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença, de pensão por morte, de salário-maternidade, de aposentadoria ou de abono de permanência em serviço, não sendo suficiente, portanto, informar e comprovar perante o INSS a relação conjugal ou o grau de parentesco.
Assertiva C – Correta. O exercício de atividade remunerada do segurado recluso, em cumprimento de pena em regime fechado, não acarreta a perda do direito ao recebimento do auxílio-reclusão para seus dependentes, conforme §7º do art. 80 da Lei 8.213/1991, logo, correta a afirmativa que possui previsão similar.
Assertiva D – Correta. Consoante o §4º do art. 80 da Lei 8.213/1991, a aferição da renda mensal bruta para enquadramento do segurado como de baixa renda ocorrerá pela média dos salários de contribuição apurados no período de 12 meses anteriores ao mês do recolhimento à prisão, logo, correta a assertiva que é análoga a previsão legal.
Assertiva E – Correta. A certidão judicial e a prova de permanência na condição de presidiário poderão ser substituídas pelo acesso à base de dados, por meio eletrônico, a ser disponibilizada pelo Conselho Nacional de Justiça, com dados cadastrais que assegurem a identificação plena do segurado e da sua condição de presidiário, segundo §5º do art. 80 da Lei 8.213/1991, logo, correta a afirmativa que condiz com a norma regulamentadora.
6. LEGISLAÇÃO CITADA
➢ CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - Cobertura dos eventos de incapacidade temporária ou permanente para o trabalho e idade avançada; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - Proteção à maternidade, especialmente à gestante;
III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário;
IV - Salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda;
V - Pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes, observado o disposto no § 2º.
§ 1º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios, ressalvada, nos termos de lei complementar, a possibilidade de previsão de idade e tempo de contribuição distintos da regra geral para concessão de aposentadoria exclusivamente em favor dos segurados:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - com deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 2º Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
§ 3º Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente atualizados, na forma da lei.
§ 4º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei.
§ 5º É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência.
§ 6º A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano.
§ 7º É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições:
I - 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, observado tempo mínimo de contribuição;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - 60 anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, para os trabalhadores rurais e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 8º O requisito de idade a que se refere o inciso I do § 7º será reduzido em 5 anos, para o professor que comprove tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 9º Para fins de aposentadoria, será assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes próprios de previdência social, e destes entre si, observada a compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 9º-A. O tempo de serviço militar exercido nas atividades de que tratam os arts. 42, 142 e 143 e o tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social ou a regime próprio de previdência social terão contagem recíproca para fins de inativação militar ou aposentadoria, e a compensação financeira será devida entre as receitas de contribuição referentes aos militares e as receitas de contribuição aos demais regimes.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 10. Lei complementar poderá disciplinar a cobertura de benefícios não programados, inclusive os decorrentes de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo Regime Geral de Previdência Social e pelo setor privado.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei.
§ 12. Lei instituirá sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas diferenciadas, para atender aos trabalhadores de baixa renda, inclusive os que se encontram em situação de informalidade, e àqueles sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que
13 pertencentes a famílias de baixa renda. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 13. A aposentadoria concedida ao segurado de que trata o § 12 terá valor de 1 salário-mínimo.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 14. É vedada a contagem de tempo de contribuição fictício para efeito de concessão dos benefícios previdenciários e de contagem recíproca. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 15. Lei complementar estabelecerá vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 16. Os empregados dos consórcios públicos, das empresas públicas, das sociedades de economia mista e das suas subsidiárias serão aposentados compulsoriamente, observado o cumprimento do tempo mínimo de contribuição, ao atingir a idade máxima de que trata o inciso II do § 1º do art. 40, na forma estabelecida em lei.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
➢ LEI 8.213/91
Art. 24. Período de carência é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências.
Art. 25. A concessão das prestações pecuniárias do Regime Geral de Previdência Social depende dos seguintes períodos de carência, ressalvado o disposto no art. 26:
I - Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez:
12 (doze) contribuições mensais;
II - Aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de serviço e aposentadoria especial: 180 contribuições mensais.
III - salário-maternidade para as seguradas de que tratam os incisos V e VII do caput do art. 11 e o art. 13 desta Lei: 10 (dez) contribuições mensais, respeitado o disposto no parágrafo único do art. 39 desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
IV - Auxílio-reclusão: 24 (vinte e quatro) contribuições mensais. (Incluído pela Lei nº 13.846, de 2019)
Parágrafo único. Em caso de parto antecipado, o período de carência a que se refere o inciso III será reduzido em número de contribuições equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado.
Art. 26. Independe de carência a concessão das seguintes prestações:
I - pensão por morte, salário-família e auxílio- acidente; (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
II - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos casos de segurado que, após filiar- se ao RGPS, for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, atualizada a cada 3 (três) anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado;
III - os benefícios concedidos na forma do inciso I do art. 39, aos segurados especiais referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei;
IV - Serviço social;
V - Reabilitação profissional.
VI - Salário-maternidade para as seguradas empregada, trabalhadora avulsa e empregada doméstica.
Art. 27. Para cômputo do período de carência, serão consideradas as contribuições:
I - Referentes ao período a partir da data de filiação ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), no caso dos segurados empregados, inclusive os domésticos, e dos trabalhadores avulsos;
II - Realizadas a contar da data de efetivo pagamento da primeira contribuição sem atraso, não sendo consideradas para este fim as contribuições recolhidas com atraso referentes a competências anteriores, no caso dos segurados contribuinte individual, especial e facultativo, referidos, respectivamente, nos incisos V e VII do art. 11 e no art. 13.
Art. 27-A Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios de auxílio-doença, de aposentadoria por invalidez, de salário-maternidade e de auxílio-reclusão, o segurado deverá contar, a partir da data da nova filiação à Previdência Social, com metade dos períodos previstos nos incisos I, III e IV do caput do art. 25 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.846, de 2019)
➢ LEI 8.212/91
Art. 3º A Previdência Social tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, idade avançada, tempo de serviço, desemprego involuntário, encargos de família e reclusão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente.
Parágrafo único. A organização da Previdência Social obedecerá aos seguintes princípios e diretrizes:
a) universalidade de participação nos planos previdenciários, mediante contribuição;
b) valor da renda mensal dos benefícios, substitutos do salário-de-contribuição ou do
14 rendimento do trabalho do segurado, não inferior
ao do salário mínimo;
c) cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição,
corrigidosmonetariamente;
d) preservação do valor real dos benefícios;
e) previdência complementar facultativa, custeada por contribuição adicional.
Art. 10. A Seguridade Social será financiada por toda sociedade, de forma direta e indireta, nos termos do art. 195 da Constituição Federal e desta Lei, mediante recursos provenientes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais.
➢ >DECRETO 3.048/99
Art. 13. Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições:
I - Sem limite de prazo, o segurado que estiver em gozo de benefício, exceto na hipótese de auxílio-acidente;(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
II - Até doze meses após a cessação de benefício por incapacidade ou das contribuições, observado o disposto nos § 7º e § 8º e no art. 19- E; (Redação dada pelo Decreto nº 10.491, de 2020).
III - até doze meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória;
IV - Até doze meses após o livramento, o segurado detido ou recluso;
V - Até três meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar; e
VI - Até seis meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo.
§ 1º O prazo do inciso II será prorrogado para até vinte e quatro meses, se o segurado já tiver pago mais de cento e vinte contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado.
§ 2º O prazo do inciso II ou do § 1º será acrescido de doze meses para o segurado desempregado, desde que comprovada essa situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e Emprego.
§ 3º Durante os prazos deste artigo, o segurado conserva todos os seus direitos perante a previdência social.
§ 4º Aplica-se o disposto no inciso II do caput e no § 1º ao segurado que se desvincular de regime próprio de previdência social. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 5º A perda da qualidade de segurado não será considerada para a concessão das aposentadorias por tempo de contribuição e especial. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003)
§ 6º Aplica-se o disposto no § 5º à aposentadoria por idade, desde que o segurado conte com, no mínimo, o número de contribuições
mensais exigido para efeito de carência na data do requerimento do benefício.
§ 7º Para o contribuinte individual, o período de manutenção da qualidade de segurado inicia-se no primeiro dia do mês subsequente ao da última contribuição com valor igual ou superior ao salário- mínimo. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 8º O segurado que receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição somente manterá a qualidade de segurado se efetuar os ajustes de complementação, utilização e agrupamento a que se referem o § 1º do art. 19-E e o § 27-A do art.
216. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 25. O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, expressas em benefícios e serviços:
I - quanto ao segurado:
a) aposentadoria por incapacidade permanente;
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
b) aposentadoria programada; (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
c) aposentadoria por idade do trabalhador rural;
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
d) aposentadoria especial;
e) auxílio por incapacidade temporária;
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
f) salário-família;
g) salário-maternidade; e h) auxílio-acidente;
II - quanto ao dependente:
a) pensão por morte; e b) auxílio-reclusão; e
III - quanto ao segurado e dependente:
reabilitação profissional.
Art. 26. Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite mínimo mensal.
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
§ 1º Para o segurado especial, considera-se período de carência, para fins de concessão dos benefícios de que trata o inciso I do § 2º do art. 39, o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, igual à quantidade de meses necessária à concessão do benefício requerido. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
§ 2º Será considerado, para efeito de carência, o tempo de contribuição para o Plano de Seguridade Social do Servidor Público anterior à Lei nº 8.647, de 13 de abril de 1993, efetuado pelo servidor público ocupante de cargo em comissão sem vínculo efetivo com a União, autarquias, ainda que em regime especial, e fundações públicas federais.
§ 3º Não é computado para efeito de carência o tempo de atividade do trabalhador rural anterior à competência novembro de 1991.
15
§ 4º Para efeito de carência, considera-se presumido o recolhimento das contribuições do segurado empregado, do trabalhador avulso e, relativamente ao contribuinte individual, a partir da competência abril de 2003, as contribuições dele descontadas pela empresa na forma do art. 216.
§ 4º-A Para fins de carência, no caso de segurado empregado doméstico, considera-se presumido o recolhimento das contribuições dele descontadas pelo empregador doméstico, a partir da competência junho de 2015, na forma prevista no art. 211. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 4º-B Para o segurado empregado doméstico filiado ao RGPS nessa condição até 31 de maio de 2015, o período de carência será contado a partir da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 4º-C Para o período de filiação comprovado como empregado doméstico sem a comprovação do recolhimento ou sem a comprovação da primeira contribuição sem atraso, será reconhecido o direito ao benefício na forma prevista no § 2º do art. 36, independentemente da categoria do segurado na data do requerimento. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 5º Observado o disposto no § 4º do art. 13, as contribuições vertidas para regime próprio de previdência social serão consideradas para todos os efeitos, inclusive para os de carência. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
§ 6º Para fins de carência, as contribuições anteriores à data de publicação da Emenda à Constituição nº 103, de 12 de novembro de 2019, serão consideradas em conformidade com a legislação vigente à época. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 27-A. Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios de auxílio por incapacidade temporária, de aposentadoria por incapacidade permanente, de salário-maternidade e de auxílio-reclusão, as contribuições anteriores à perda somente serão computadas para fins de carência depois que o segurado contar, a partir da nova filiação ao RGPS, com metade do número de contribuições exigidas para o cumprimento do período de carência definido no art. 29. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput ao segurado oriundo de regime próprio de previdência social que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social após os prazos a que se refere o inciso II do caput e o § 1º do art. 13.
Art. 28. O período de carência é contado:
I - Para o segurado empregado, inclusive o doméstico, e o trabalhador avulso, a partir da data de sua filiação ao RGPS; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
II - para o segurado contribuinte individual, observado o disposto no § 4º do art. 26, e o segurado facultativo, inclusive o segurado especial que contribua na forma prevista no § 2º do art. 200, a partir da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem atraso, e não serão consideradas, para esse fim, as contribuições recolhidas com atraso referentes a competências anteriores, observado, quanto ao segurado facultativo, o disposto nos § 3º e § 4º do art. 11.
(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
§ 1º Para o segurado especial que não contribui na forma do § 2º do art. 200, o período de carência de que trata o § 1º do art. 26 é contado a partir do efetivo exercício da atividade rural, mediante comprovação, na forma do disposto no art. 62.
(Redação dada pelo Decreto nº 6.042, de 2007).
§ 2º O período a que se refere o inciso XVIII do art. 60 será computado para fins de carência.
§ 3º Para os segurados a que se refere o inciso II, optantes pelo recolhimento trimestral na forma prevista nos §§ 15 e 16 do art. 216, o período de carência é contado a partir do mês de inscrição do segurado, desde que efetuado o recolhimento da primeira contribuição no prazo estipulado no referido § 15.
§ 4º Para os segurados a que se refere o inciso II do caput, na hipótese de perda da qualidade de segurado, somente serão consideradas, para fins de carência, as contribuições efetivadas após novo recolhimento sem atraso, observado o disposto no art. 19-E. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Art. 29. A concessão das prestações pecuniárias do Regime Geral de Previdência Social, ressalvado o disposto no art. 30, depende dos seguintes períodos de carência:
I - Doze contribuições mensais, nos casos de auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
II - Cento e oitenta contribuições mensais, nos casos de aposentadoria programada, por idade do trabalhador rural e especial;(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
III - dez contribuições mensais, no caso de salário-maternidade, para as seguradas contribuinte individual, especial e facultativa, respeitado o disposto no § 2º do art. 93 e no inciso II do art. 101. (Redação dada pelo Decreto nº 3.452, de 2000)
IV - Vinte e quatro contribuições mensais, no caso de auxílio-reclusão.(Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
Parágrafo único. Em caso de parto antecipado, o período de carência a que se refere o inciso III será reduzido em número de contribuições equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
16 Art. 30. Independe de carência a concessão
das seguintes prestações:
I - Pensão por morte, salário-família e auxílio- acidente de qualquer natureza, observado, quanto à pensão por morte, o disposto no inciso V do caput e nos § 3º e § 4º do art. 114;(Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
II - Salário-maternidade, para as seguradas empregada, empregada doméstica e trabalhadora avulsa;
III - auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho e nos casos de segurado que, após filiar-se ao RGPS, seja acometido de alguma das doenças ou afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Economia, atualizada a cada três anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado; (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020).
IV - Aposentadoria por idade ou por invalidez, auxílio-doença, auxílio-reclusão ou pensão por morte aos segurados especiais, desde que comprovem o exercício de atividade rural no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, ainda que de forma descontínua, igual ao número de meses correspondente à carência do benefício requerido; e
V - Reabilitação profissional.
§ 1º Entende-se como acidente de qualquer natureza ou causa aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos, físicos, químicos ou biológicos, que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou a redução permanente ou temporária da capacidade laborativa. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
§ 2º Até que seja elaborada a lista de doenças ou afecções a que se refere o inciso III do caput, independerá de carência a concessão de auxílio por incapacidade temporária e de aposentadoria por incapacidade permanente ao segurado que, após filiar-se ao RGPS, seja acometido por alguma das seguintes doenças: (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)
I - Tuberculose ativa;
II - Hanseníase;
III - alienação mental;
IV - Esclerose múltipla;
V - Hepatopatia grave;
VI - Neoplasia maligna;
VII - cegueira;
VIII - paralisia irreversível e incapacitante;
IX - Cardiopatia grave;
X - Doença de Parkinson;
XI - espondiloartrose anquilosante;
XII - nefropatia grave;
XIII - estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
XIV - síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS); ou
XV - Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada.
7. SÚMULAS E JURISPRUDÊNCIA
Mesmo quando o INSS for réu na Justiça Estadual, a ação não pode tramitar no Juizado Especial da Fazenda Pública: Os Juizados Especiais da Fazenda Pública não têm competência para o julgamento de ações decorrentes de acidente de trabalho em que o INSS figure como parte.STJ. 1ª Seção. REsp 1866015/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 10/03/2021 (Recurso Repetitivo – Tema 1053) (Info 688).
Prazo decadencial para revisão de negativa de concessão de benefício previdenciário é inconstitucional (é inconstitucional a nova redação ao art. 103 da Lei 8.213/91 dada pela Lei 13.846/2019): É inconstitucional a nova redação ao art. 103 da Lei nº 8.213/91 dada pela Lei nº 13.846/2019.
A Lei nº 13.846/2019 impôs prazo decadencial para a revisão dos atos de indeferimento, cancelamento, cessação do benefício e deferimento, indeferimento e não concessão de revisão de benefício. Ocorre que, ao fazer isso, a Lei incide em inconstitucionalidade porque não preserva o fundo de direito considerando que, na hipótese em que negado o benefício, caso inviabilizada pelo decurso do tempo a rediscussão da negativa, é comprometido o exercício do direito material à sua obtenção. Isso significa que a decadência irá gerar a negativa do próprio benefício em si considerado. STF. Plenário. ADI 6096, Rel. Edson Fachin, julgado em 13/10/2020.
O trabalho rural prestado por menor de 12 anos, apesar de ser proibido, caso seja desempenhado, deve ser computado para fins previdenciários: Apesar da proibição do trabalho infantil, o tempo de labor rural prestado por menor de 12 anos deve ser computado para fins previdenciários.STJ. 1ª Turma. AgInt no AREsp 956558-SP, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 02/06/2020 (Info 674).
Súmula 15-STJ:Compete à Justiça Estadual processar e julgar os litígios decorrentes de acidente do trabalho.
Súmula 501-STF: Compete a justiça ordinária estadual o processo e o julgamento, em ambas as instâncias, das causas de acidente do trabalho, ainda que promovidas contra a união, suas autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista.
8. LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS
01 (FEPESE - 2018 – IPMM/SC - Agente Administrativo) - Assinale a alternativa que indica corretamente a espécie de prestação do Regime Geral de Previdência que pode ser conferida ao segurado e dependente.
a) Salário família b) Auxílio-doença c) Auxílio-reclusão
d) Reabilitação profissional e) Aposentadoria por invalidez
02 (Analista de Controle Externo - Especialidade: Direito - CESPE / CEBRASPE - 2021 - TCE- RJ)Acerca da seguridade social e seus princípios, julgue o item a seguir.
O princípio da universalidade de cobertura e do atendimento é próprio da previdência social, de maneira que não se aplica à saúde e à assistência social.
Certo Errado
03 (Procurador do Município - Prefeitura de Manaus/AM - CESPE / CEBRASPE - 2018)
Considerando a legislação aplicável e a jurisprudência dos tribunais superiores acerca do RGPS, julgue o item que se segue.
Os benefícios de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença independem de carência quando originários de causa acidentária de qualquer natureza.
Certo Errado
04 (Procurador Municipal - Prefeitura de Campo Grande/ MS - CESPE - 2019) Acerca dos benefícios previdenciários, julgue o item subsequente.
Perde o direito à pensão por morte o pretenso beneficiário que, após o trânsito em julgado, tenha sido condenado pela prática de crime de que tenha dolosamente ou mesmo culposamente resultado a morte do segurado.
Certo Errado
05 (Procurador Municipal - Prefeitura de Campo Grande/ MS - CESPE - 2019) Acerca dos benefícios previdenciários, julgue o item subsequente.
O salário-família será pago mensalmente ao segurado empregado, ao empregado doméstico e ao trabalhador avulso, por filho ou equiparado de qualquer condição até catorze anos de idade, ou inválido de qualquer idade. O segurado só fará jus ao benefício se tiver como salário de contribuição valor até certo teto, definido em portaria, periodicamente.
Certo Errado
06 (Técnico Previdenciário - TIMBOPREV/SC - FURB – 2021)No Regime Geral de Previdência Social, são considerados dependentes do segurado:
I- O cônjuge, a companheira ou companheiro.
II- O filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave.
III- Os pais.
IV- O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave.
V- O sogro ou sogra, desde que residam na mesma residência e comprovem dependência econômica com o segurado.
É correto o que se afirma em:
a) I, II e III, apenas.
b) II, IV e V, apenas.
c) I, II, III e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III, IV e V.
07
(
MPT - Procurador do Trabalho – 2020 – Banca MPT)À luz da Lei nº 8.213/1991, assinale a alternativa INCORRETA:a) São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado o cônjuge, companheira, companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; os pais; o irmão emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave.
b) Equipara-se ao acidente de trabalho o infortúnio ligado à atividade laboral que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.
c) Equipara-se ao acidente de trabalho o infortúnio sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho, na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.
d) O período de carência para concessão de aposentadoria por idade é de 180 contribuições mensais.
08 (Procurador Jurídico - SERTPREV/SP - VUNESP - 2019) - A Lei nº 8213/91, sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social do Regime Geral de Previdência Social, estabelece independer de carência a concessão das seguintes prestações pecuniárias:
a) pensão por morte, salário-família e auxílio-acidente.
b) auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, decorrente de qualquer doença a que for acometido o segurado.
c) salário-maternidade, para a segurada contribuinte individual.
d) auxílio-reclusão.
e) aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de serviço e aposentadoria especial.
09 (Procurador Municipal - Prefeitura de Campo Grande/ MS - CESPE - 2019) Acerca dos benefícios previdenciários, julgue o item subsequente.
Ao segurado ou à segurada da previdência social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de cento e vinte dias.
Certo Errado
10 (Analista em Gestão Previdenciária - SPPREV - FCC - 2019)Dependentes são aqueles que, apesar de não contribuírem para a seguridade social, podem vir a receber benefícios previdenciários, em razão de relação de parentesco ou afetiva com o segurado. Nesse tema,
a) a relação de dependentes é definida taxativamente pela legislação previdenciária.
b) é o segurado quem escolhe quem serão seus dependentes para fins de pensão por morte.
c) para que receba o benefício, o interessado deverá sempre demonstrar dependência econômica do segurado.
d) irmão com deficiência mental não necessita provar que era dependente economicamente do segurado.
e) a dependência econômica dos pais do segurado é presumida pela lei.
GABARITO
01. D 02. E 03. C 04. E 05.C 06.C 07.A 08. A 09.C 10.A