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Ecologia das Populações e Comunidades NP2

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Academic year: 2022

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Ecologia das Populações e Comunidades NP2

Capítulos: 17 a 23 (5ª edição) Capítulos: 14 a 21 (6ª edição)

(2)

Conceitos

Comunidade: Uma associação de populações interagindo, normalmente definida pela natureza de sua interação ou pelo lugar no qual elas vivem

Guilda: Grupo de espécies que exploram de maneira semelhante a mesma classe de recursos ambientais.

Habitat: local

(3)

Nicho Ecológico

Grinell (1918) uma sub-divisão do habitat – necessidades de uma espécie Elton (1933): nicho é o modo de vida

Hutchinson (1957): tolerância e necessidades interagem na definição de condições e recursos necessários

(4)

Nicho Ecológico

(5)

Nicho Ecológico

Papel ecológico de uma espécie numa comunidade; os intervalos das muitas condições e qualidades de recursos dentro dos quais o organismo ou a espécie persiste, frequentemente concebido como multidimensional

Nicho fundamental: intervalo de condições e recursos dentro do qual indivíduos da espécie conseguem persistir

Nicho percebido/efetivo/realizado: intervalo de condições e recursos dentro do qual uma população pode persistir na presença de competidores e predadores

Hipervolume n-dimensional

(6)

Nicho Ecológico

(7)

Riqueza x Diversidade

RIQUEZA: número de espécies.

DIVERSIDADE: uma medida de variedade de táxons numa comunidade que considera a abundância relativa.

(8)

Exemplo Riqueza x Diversidade

100

10 espécies com 10 indiví. cada

A

100

10 espécies com 55 indiví. uma + 5 indiví.

nas outras 9 B

Riqueza é igual

A mais diversa que a B

(9)

Índices de diversidade

α (alfa) – local, diversidade dentro de um habitat ou comunidade

β (beta) – diversidade entre habitats, mede o quanto a composição de espécies varia de um lugar para o outro – quanto maior a diferença nas espécies entre os habitas, maior a diversidade beta

γ (gama) – regional, corresponde a diversidade de uma grande área, bioma, continente

(10)

Competição

Qualquer uso ou defesa de um recurso por um indivíduo que reduz a disponibilidade daquele recurso para outros indivíduos.

Competição de exploração:

por recursos

Competição de interferência:

envolve interação direta entre os competidores

Batalhas químicas – alelopatia

Influenciada por recursos e predadores

(11)

Competição

Espaço

(12)

Princípio de Exclusão Competitiva/Gause

Gause (1934)

Duas espécies competidoras coexistem se há diferenciação de nicho efetivo

Duas espécies não podem coexistir indefinidamente sobre o mesmo recurso limitante

ATENÇÃO: o ambiente não é constante!!

(13)

Deslocamento de caráter

Se os recursos forem

suficientemente variados, os

competidores devem divergir e se especializar em recursos diferentes

Simpátricas: coexistem - Evolução Alopátricas: distribuições não

sobrepõem

Evidência do “Fantasma da competição passada” (Connell) – cuidado! – sem evidências

Há discussões sobre essa teoria

(14)

Deslocamento de caráter

(15)

Deslocamento de caráter

(16)

Ecomorfometria

Relações existentes entre a morfologia e a ecologia

É possível detectar diferenças relacionadas as pressões ambientais e fatores ecológicos

(17)

Modelos Nulos

Difícil controlar todas as variáveis em campo Procedimento estatístico, teórico

Envolve simulações Exemplos:

Monte Carlo Log linear

Co-abundância

(18)

Espécie-chave

Impede que o ecossistema desintegre-se São espécies influentes e não abundantes

Pisaster ochraceous

(19)

Espécie Cosmopolita

Presentes em pelo menos 2/3 da Biosfera, distribuindo-se por todos os continentes, exceto Antártida

versus espécies endêmicas e raras

(20)

Espécie Guarda-Chuva

São espécies que possuem demandas ambientais maiores que as demais e cuja conservação confere um “guarda-chuva” de proteção

Indicadores ideais para avaliação de fragmentação

(21)

Espécie Bandeira

Espécie carismática que serve como símbolo para estimular a conservação

(22)

Bioindicadores

Componentes biológicos alterados em contato com poluentes Fornecem sinais rápidos antes mesmo do homem saber

Permite ver as respostas biológicas

Permitem avaliar as medidas de mitigação

(23)

Relações Interespecíficas

(24)

Predação

Morte da presa para obtenção de recursos Consumidores secundários em diante....

Caçadores

Adaptações: presa e predador

(25)

Predação

Modelo Lotka-Volterra

(26)

Predação

(27)

Herbívora

Não há morte da planta Impacto em longo prazo Adaptações

(28)

Simbiose

Uma associação íntima, obrigatória Significa “viver-junto”

Co-evolução

Parasitismo e Mutualismo

(29)

Parasitismo

Uma espécie retira nutrientes da outra Endoparasita ou exoparasita

Normalmente, não há morte Parasita x parasitoide

Adaptações

(30)

Mutualismo

Obrigatório – simbiose

Não-obrigatório - protocoperação Comensalismo: uma espécie se beneficia e a outra não, mas também não é prejudicada (+/0) - inquilismo

(31)

Co-evolução

Ocorrência de atributos (adaptações) em espécies diferentes selecionadas pelas interações

(32)

Biodiversidade

Medida da diversidade de organismos numa área local ou região

Diversidade: número de táxons numa área ou região especifica. Também, uma medida da variedade de táxons numa comunidade que considera a abundância relativa de cada uma

(33)

Regulação da Biodiversidade

γ α

(34)

Alterações na Biodiversidade

(35)

Definições Importantes

Perturbações: Evento discreto que remove organismos ou interfere na comunidade por falta de espaço ou de recursos alimentares ou por mudanças no ambiente físico. As perturbações são comuns, podendo ter causas naturais ou antropogênicas, como ventos fortes, aberturas de clareiras em florestas, etc.

Sucessão Ecológica: padrão de colonização e extinção de populações de espécies não sazonal, direcionado e contínuo em um dado local.

Sere: uma série de estágios de mudança da comunidade, conduz a um estado estável-homeostase

Comunidade Clímax: Clements (1916) defendeu o clímax único, sendo o ponto final de qualquer sucessão (monoclímax). Posteriormente Tansley (1939) defendeu que o clímax poderia ser determinado por uma combinação de fatores; clima, solo, topografia, fogo (policlímax). Whittaker (1953)

(36)

Definições Importantes

Resiliência: Capacidade de um sistema em retomar a um estado referencial após uma perturbação.

Constância: Medida da capacidade de um sistema em resistir à mudança em face de influências externas, também chamada de Resistência.

(37)

Sucessão Primária

Ambiente não ocupado anteriormente

Lava, crateras por meteoros, dunas recentes, derretimento de geleiras

(38)

Krakatoa

(39)

Sucessão Secundária

Ambiente ocupado anteriormente

Fogo, desmatamento, ventos fortes, tombamentos

Importante: há sementes, individuos

(40)

Etapas da Sucessão

(41)

Características das espécies

(42)

Modelos de Sucessão

Facilitação: Processo pelo qual uma espécie aumenta a probabilidade de uma outra se estabelecer, particularmente no início de uma sucessão.

Inibição: Supressão de uma espécie pela presença de outra, especialmente durante uma sequência sucessional. – efeito de prioridade.

Tolerância: Em relação à sucessão, ausência da influência por uma espécie na presença ou ausência de outra.

(43)

Comunidade Clímax

Conceito questionável

Uma floresta é um mosaico de sucessões em miniatura

Árvores caem, o fogo pode ser natural Dinâmica de manchas – Ecologia de Paisagens

(44)

Tipos de Comunidade Clímax

Clímax cíclico: Sequência de repetição autoperpetuadora de estágios

produzidos por sucessões contínuas, nenhuma das quais por si só estável, mas que no seu conjunto constituem um padrão persistente.

Clímax transiente: Comunidade climáxica que se desenvolve num habitat temporário, tal como um pequeno lago temporário.

Referências

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