• Nenhum resultado encontrado

EULA F. TORRES PINHEIRO MODELOS DE AVALIAÇÃO DO PRÉ-NATAL APLICADOS NO BRASIL: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "EULA F. TORRES PINHEIRO MODELOS DE AVALIAÇÃO DO PRÉ-NATAL APLICADOS NO BRASIL: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA"

Copied!
28
0
0

Texto

(1)

EULA F. TORRES PINHEIRO

MODELOS DE AVALIAÇÃO DO PRÉ-NATAL APLICADOS NO BRASIL: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Enfermagem

Orientadora: Profª. Dra. Leila B. D. Göttems

Brasília 2013

(2)

EULA F. TORRES PINHEIRO

MODELOS DE AVALIAÇÃO DO PRÉ-NATAL APLICADOS NO BRASIL: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA.

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Enfermagem.

Aprovado em: ____/_____/_____

BANCA EXAMINADORA

___________________________________________________________________ NOME DO PROF. OU PROFª

Brasília 2013

(3)

RESUMO

F. TORRES PINHEIRO Eula. Modelos de Avaliação do Pré-Natal aplicados no Brasil: revisão sistemática da literatura. 28 folhas. Monografia (Enfermagem) – Universidade Católica de Brasília- UCB, Brasília, 2013.

A avaliação dos serviços de saúde é definida como julgamento de valor para a tomada de decisão, cumpridas as etapas de medir e/ou comparar um determinado fenômeno (TANAKA; MELO, 2007), por isso é muito importante avaliar o pré-natal para que se faça uma intervenção correta, precisa, melhorando assim a qualidade do atendimento prestado. Objetivos: levantar as publicações dos últimos 5 anos sobre avaliação do pré-natal no Brasil, realizar revisão sistemática seguindo o método de Sampaio e Mancini (2007) e avaliar os potenciais e limites de cada um. Método: este estudo seguiu as etapas propostas por Sampaio e Mancini (2007): a) definição das perguntas, b) escolha dos descritores e das c) bases de dados. Resultados: evidenciou-se que a abordagem mais utilizada é a quantitativa por meio de questionário, análise dos dados do cartão e do prontuário e com isso constata-se que a participação da mulher é imprescindível para um atendimento de qualidade. Conclusão: no Brasil as pesquisas que tratam do assunto, avaliação da qualidade do pré-natal, são mínimas, demonstradas pelo baixo número de publicações disponíveis e concentradas na Região Sudeste e algumas nas regiões Norte e Nordeste o que constitui em uma demanda importante de novos estudos.

(4)

ABSTRACT

Health services evaluation is defined as a value judgment for decision making, fulfilled steps to measure and / or compare a specific phenomenon (TANAKA and MELO, 2007), so prenatal assessment is very important to provide a correct and specific intervention, thereby improving the quality of care provided. Goals: research last five years publications concerning prenatal assessment in Brazil; performing a systematic review following the method of Sampaio and Mancini (2007) and; evaluating potential and limitations of each. Method: this study followed the steps proposed by Sampaio and Mancini (2007): a) defining the questions, b) choosing descriptors and c) databases. Results: the most frequent approaches are the quantitative by questionnaire, data card analysis and medical records. It appears that women's participation is essential to quality care. Conclusion: there is little research on “assessing the quality of prenatal care” in Brazil, and limited number of available publications about it, concentrated basically in the Southeast, and some in the North and Northeast regions. This demonstrate a significant demand for new studies.

(5)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 6

2 MÉTODO ... 7

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 7

3.1 CARACTERIZAÇÃO DOS ESTUDOS AVALIATIVOS SOBRE O PRÉ-NATAL ... 8

3.2 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE PRÉ-NATAL VEM APLICADOS NO BRASIL ... 8

3.3 EVIDÊNCIAS PRODUZIDAS PELOS ESTUDOS ... 14

3.4 POTENCIAIS E LIMITES DOS ESTUDOS REALIZADOS ... 19

4 CONCLUSÕES ... 24

(6)

INTRODUÇÃO

A utilização dos serviços de saúde representa o centro do funcionamento dos sistemas de saúde. O conceito de uso compreende todo contato direto – consultas médicas, hospitalizações – ou indireto – realização de exames preventivos e diagnósticos – com os serviços de saúde (TRAVASSOS; MARTINS, 2004). Além disso, as condições socioeconômicas dos sujeitos, o lugar onde eles vivem, a qualidade dos equipamentos sociais aos quais têm acesso, a sensibilidade, a humanização e o compromisso da equipe profissional são determinantes na eficácia do cuidado em saúde (RODRIGUES et al., 2011).

A saúde das mulheres no mundo, nos últimos anos tem apresentado melhoria, especialmente nos países desenvolvido. Entretanto, em países em desenvolvimento como o Brasil, são muitos os problemas relacionados à saúde reprodutiva, destacando-se o risco de morte materna em decorrência da gravidez, parto ou puerpério (NASCIMENTO et al., 2007).

Políticas públicas para melhorar a redução da morbimortalidade materna têm sido propostas nas ultimas décadas e têm sido efetivas em alguns aspectos tais como ampliação de acesso ao pré-natal, melhoria da capacidade de rastreamento de risco etc. Neste sentido, muitas incluem indicadores e metodologias de avaliação de processo, de estrutura e de resultado dos programas e políticas para identificar as fragilidades e potencialidades dos programas.

Avaliação, como técnica e estratégia investigativa, é um processo sistemático de fazer perguntas sobre o mérito e a relevância de determinado assunto, proposta ou programa (MINAYO, 2005). Também é definida como julgamento de valor para a tomada de decisão, cumpridas as etapas de medir e/ou comparar um determinado fenômeno (TANAKA; MELO, 2007). Para Brasil (2006), avaliar consiste fundamentalmente em aplicar um julgamento de valor a uma intervenção, através de um dispositivo capaz de fornecer informações cientificamente válidas e socialmente legítimas sobre ela ou qualquer um dos seus componentes, permitindo aos diferentes atores envolvidos, que podem ter campos de julgamento diferente, se posicionar e construírem (individual ou coletivamente) um julgamento capaz de ser traduzido em ação. Há diversas definições sobre avaliação, que a despeito das distinções e oposições em sua concepção filosófica, enfatizam os seguintes aspectos: são emissões de juízos de valor sobre determinada intervenção; devem ser incluídas no processo de planejamento das ações; tem o papel de subsidiar a gestão; não visam a castigar as pessoas atingidas ou envolvidas nela, mas melhorar seu desempenho (MINAYO,

(7)

2005). Ocorrem com uma diversidade de métodos, abordagens e indicadores. Neste sentido, este trabalho tem como objetivo levantar as publicações dos últimos 5 anos sobre avaliação do pré-natal no Brasil, realizar revisão sistemática seguindo o método de Sampaio e Mancini (2007) e avaliar os potenciais e limites de cada um. Partimos das seguintes indagações:

 Quais os modelos ou métodos de avaliação de pré-natal vêm sendo aplicados no Brasil?

 Quais são os métodos mais freqüentes?  Quais os potenciais e limites de cada um?

MÉTODO

Trata-se de revisão sistemática da literatura definida como forma de pesquisa que utiliza como fonte de dados a literatura sobre determinado tema (SAMPAIO; MANCINI, 2007). Segundo Galvão et al. (2004), é uma forma de síntese das informações disponíveis em um dado momento, sobre um problema específico, de forma objetiva e reproduzível, por meio de método científico.

Este estudo seguiu as etapas propostas por Sampaio e Mancini (2007): a) definição das perguntas, b) escolha dos descritores e das c) bases de dados. A busca de dados foi realizada no período de fevereiro e março de 2013, nas bases de dados Lilacs – Librery Scientific Eletronica (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciElo – Scientific Electronic Library Online (Biblioteca Científica Eletrônica Online). O critério para inclusão dos artigos foi de utilizar apenas os artigos que abordavam a avaliação da qualidade do pré-natal prestado no Brasil. O critério de exclusão foi de não utilizar artigos que abordavam assuntos específicos como, anemia em gestante, hipertensão, diabetes, assistência farmacêutica, dentre outras.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados serão apresentados em três tópicos: caracterização dos estudos, por base de dados, técnica de coleta de dados, abordagem e local; síntese dos resultados das pesquisas avaliativas do pré-natal e por fim, os potenciais e os limites da avaliação realizada.

(8)

CARACTERIZAÇÃO DOS ESTUDOS AVALIATIVOS SOBRE O PRÉ-NATAL

Foram analisados 19 artigos e uma tese de doutorado, produzidos a partir de pesquisa avaliativas sobre o pré-natal no Brasil, publicadas no período de 2004 a 2012. Das publicações analisadas observou-se que 7 estudos foram realizados no Estado de São Paulo, 2 no Estado do Rio de Janeiro, 1 na Bahia, 1 no Paraná, 1 no Pernambuco, 2 no Ceará, 2 em Minas Gerais, 1 no Espírito Santo, 1 no Goiás, 1 no Rio Grande do Norte e 1 em nível nacional. A maioria foram estudos realizados nas grandes cidades. Predominaram publicações do ano de 2008 com 4 artigos, os anos de 2004, 2009 e 2011 com 3 artigos cada, os anos de 2007 e 2010 com 2 artigos cada, o ano de 2012 com 2 artigos e o ano de 2005 com 1 artigo.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE PRÉ-NATAL APLICADOS NO BRASIL

A partir da análise das publicações observou-se que o método mais utilizado tem sido a entrevista com questões fechadas ou semi-estruturadas para identificação de dados que permitam analisar os indicadores preconizados pelo MS.

O segundo método mais aplicado é a análise dos registros do Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (SISPRENATAL), que é um sistema nacional para armazenar informações sobre o acompanhamento do pré-natal e parto no Brasil, disponibilizado através do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). O referido sistema possibilita a identificação individualizada das cidadãs atendidas nos estabelecimentos de assistência à saúde pelos gestores do SUS. Este sistema tem que ser constituído em fonte de dados consistentes porque também fornece as bases de cálculo para o repasse financeiro, transferidos do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde, aos municípios que aderiram ao Programa (MOIMAZ et al., 2010).

Nos estudos analisados observou-se que a abordagem predominante foi a quantitativa aplicada em 17 estudos, dos quais o mais freqüente foi o estudo transversal (7), seguido do descritivo (6), estudo de coorte aplicado (2), entre outros. A abordagem mista e a qualitativa foram aplicadas em 1 pesquisa apenas, cada uma.

Nos estudos quantitativos o instrumento mais utilizado foi o questionário estruturado, semi-estruturado e padronizado para entrevistar as gestantes, portanto houve uma participação efetiva das mulheres nas pesquisas. Foram utilizadas também as análises dos dados do cartão e do prontuário das gestantes. A participação dos profissionais foi encontrada somente nos

(9)

estudos de Parada (2008), Manzini; Borges; Parada (2009), Costa et al. (2009). Dois destes estudos realizaram entrevistas com gestores e um com profissionais de saúde.

No estudo qualitativo a coleta de dados foi feita por meio de análise dos prontuários das gestantes; foram analisados 635 prontuários de uma instituição filantrópica da cidade de São Paulo. Nesta instituição a assistência é prestada exclusivamente por enfermeiras obstétricas e alunos da graduação e pós-graduação da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP). Segundo Koffman e Bonadio (2005), a população atendida no serviço de pré-natal desta instituição, caracteriza-se pela busca tardia de assistência pré-natal, não só pela falta de conscientização sobre a importância desse atendimento, mas pelo desencanto e falta de confiança na qualidade dos serviços oferecidos pela UBS. Esta instituição atende qualquer mulher, independente da idade gestacional.

No estudo misto, a análise quantitativa utilizou bancos de dados como, SISPRENATAL, Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Na análise qualitativa foram avaliados sete municípios brasileiros para os estudos de caso: Cascavel e Morada Nova (CE), Goiânia e Abadiânia (GO), Porto Velho (RO), Paissandu (PR) e Monte Azul (SP). Cada município correspondeu a um caso. Os dados foram analisados pela metodologia do “Discurso do Sujeito Coletivo” (ALMEIDA; TANAKA, 2009). Foram utilizadas seis idéias centrais para o discurso das mulheres: a) captação da gestante pelo serviço de saúde, b) escolha do local para acompanhamento pré-natal, c) realização de exames, d) escolha do local para o parto, e) momento do parto, f) consulta de puerpério. Eles ouviram as mulheres e captaram os pontos positivos e negativos de cada idéia na fala delas.

(10)

Tabela 1- Publicações analisadas por autores, ano e base de dados onde foi localizado. Brasília-DF, 2013.

Autor

(es) Titulo do artigo

Instrumento e técnica de Coleta de Dados Abordage m quantitativ a ou qualitativa Local Base de dados Parada, 2008 Avaliação da assistência pré-natal e puerperal desenvolvidas em região do interior do Estado de São Paulo em 2005. Entrevista com gestores e análise dos prontuários das gestantes. Abordagem quantitativa . Estudo descritivo. Municípios do interior de São Paulo Lilacs Domingue s; Hartz; Dias; Leal, 2012. Avaliação da adequação da assistência pré-natal na rede SUS do Município do Rio de Janeiro, Brasil Entrevistas com as gestantes e dados do cartão de pré-natal. Abordagem quantitativa . Estudo transversal UBS do Rio de Janeiro Lilacs Koffman e Bonadio, 2005 Avaliação da atenção pré-natal em uma instituição filantrópica da cidade de São Paulo Análise do prontuário da gestante. Qualitativa Amparo Maternal em São Paulo Lilacs Manzini; Borges; Parada, 2009. Avaliação da assistência ao parto em maternidade terciária do interior do Estado de São Paulo, Brasil a) entrevista com gestor da maternidade, sobre a estrutura; b) observação dos partos desde a admissão da parturiente até o puerpério, avaliando-se a estrutura e o processo de atenção; c) análise de prontuários de parturientes e recém-nascidos. Abordagem quantitativa . Estudo descritivo e transversal Serviço terciário de Botucatu, São Paulo. Lilacs e Scielo Andreucci ; Cecatti; Macchetti ; Sousa, 2011. Sisprenatal como instrumento de avaliação da qualidade da assistência à gestante Análise do cartão da gestante e do banco de dados SISPRENATAL. Abordagem quantitativa . Estudo transversal. Município de São Carlos, São Paulo. Lilacs

(11)

Gonçalves ; Urasaki; Merighi; D’Avila, 2008. Avaliação da efetividade da assistência pré-natal de uma Unidade de Saúde da Família em um município da

Grande São Paulo

Análise dos prontuários das gestantes inscritas no programa de pré-natal da unidade. Avaliativa, quantitativa e retrospectiv a. USF de um município da Grande São Paulo. Lilacs Corrêa; Bonadio; Tsunechir o, 2011. Avaliação normativa do pré-natal em uma maternidade filantrópica de São Paulo Análise da assistência pré-natal em unidades básicas de saúde do município de São Paulo comparou dados do período prévio e posterior à municipalização do sistema de saúde. Abordagem quantitativa . Estudo transversal Ambulatório de Pré-Natal do Amparo Maternal (PN-AM), São Paulo. Lilacs Chrestani; Santos; Cesar; Winckler; Gonçalves ; Neumann, 2008. Assistência à gestação e ao parto: resultados de dois estudos transversais em áreas pobres das regiões Norte e Nordeste do Brasil

Coleta de dados por meio de aplicação em nível domiciliar, de dois questionários padronizados e previamente testados e aplicado à mãe ou pessoa responsável pela guarda da criança. Abordagem quantitativa . Estudo transversal Estudo realizado em 18 áreas de 9 dos 36 municípios mais pobres das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Lilacs Carvalho e Novaes, 2004. Avaliação da implantação de programa de atenção pré-natal no Município de Curitiba, Paraná, Brasil: estudo em coorte de primigestas Coletas de dados primários em entrevistas domiciliares e dados secundários nos documentos oficiais (carteira da gestante e prontuários). Abordagem quantitativa . Estudo de coorte O estudo envolveu as primigestas usuárias do SUS,inscritas no Programa Mãe Curitibana em Curitiba, Paraná Lilacs Costa; Cotta, Reis; Batista; Gomes; Francesch ini, 2009. Avaliação do cuidado à saúde da gestante no contexto do Programa Saúde da Família

Coleta de dados por meio de questionário semi-estruturado. As entrevistas com as gestantes foram realizadas durante as visitas domiciliares e as entrevistas com os profissionais de saúde, nas UBS.

Abordagem quantitativa . Estudo transversal Realizado no PSF do município de Teixeiras situado na zona da mata mineira, MG. Lilacs

(12)

Leal; Gama Ratto; Cunha, 2004. Uso do índice de Kotelchuck modificado na avaliação da assistência pré-natal e sua relação

com as características maternas e o peso do recém-nascido no Município do Rio de Janeiro Entrevistas com as puérperas, por meio de questionários padronizados. Abordagem quantitativa , porém não cita o tipo de estudo. O estudo foi realizado no Município do Rio de Janeiro. Lilacs Serruya; Lago; Cecatti, 2004. Avaliação Preliminar do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento no Brasil

Coleta de dados nos bancos de dados SISPRENATAL, dados do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA– DATASUS) dados do Sistema de Informação Hospitalar (SIH– DATASUS), e dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC). Abordagem quantitativa . Estudo descritivo, populaciona l. O estudo foi realizado com a totalidade de municípios que aderiram ao Programa, durante o período de 2001 e 2002 Lilacs Santos Neto, 2012. Avaliação da assistência pré-natal na região metropolitana da grande Vitória, Espírito Santo, Brasil. Entrevista estruturada fechada às parturientes, cópia integral do Cartão da Gestante e algumas informações do prontuário médico. Abordagem quantitativa . Investigaçã o epidemioló gica observacion al analítica do tipo estudo seccional. Estudo realizado na Região Metropolitana de Vitória, ou Grande Vitória (RMGV), ES. Lilacs Moimaz; Garbin; Garbin; Zina; Yarid; Francisco, 2010. Sistema de Informação Pré-Natal: análise crítica de registros em um município paulista Avaliado o registro de pacientes gestantes atendidas nos serviços de saúde pública por meio da comparação entre os dados do SISPRENATAL e o cadastro das Abordagem quantitativa . Estudo transversal inserido em uma pesquisa de coorte. Realizado em um município da região administrativa de Araçatuba, São Paulo Lilacs

(13)

pacientes nos Estabelecimentos de Assistência à Saúde Municipais. Carvalho e Araújo, 2007. Adequação da assistência pré-natal em gestantes atendidas em dois hospitais de referência para gravidez de alto risco do Sistema Único de Saúde, na cidade de Recife, Estado de Pernambuco Entrevista face a face, para aplicação de questionário estruturado e pré-codificado, previamente testado. Abordagem quantitativa . Estudo de corte transversal. Realizado em duas maternidades de referência para gestantes de alto risco, pertencentes à rede de serviços próprios do Sistema Único de Saúde em Recife, Pernambuco, Brasil. Lilacs Miranda e Fernandes , 2010. Assistência Pré-Natal: estudo de três indicadores Foi criado um instrumento para coletar informações sociodemográficos das mulheres, continha duas perguntas: quem a encaminhou para a primeira consulta de pré-natal e como ocorreu o agendamento da primeira consulta. Abordagem quantitativa . Estudo descritivo, exploratório , de campo. Araguari, interior do estado de Minas Gerais. Lilacs Peixoto, Freitas, Teles; Campos; Paula; Damascen o, 2011. O Pré-natal na atenção primária: o ponto de partida para reorganização da assistência obstétrica Utilizado um formulário semi-estruturado de 16 questões que abordava: perfil socioeconômico da gestante, caracterização da gestação atual e aspectos inerentes ao acompanhamento PN propriamente dito. Abordagem quantitativa . O estudo é do tipo descritivo, de corte transversal. Centros de saúde da família (CSF) de Fortaleza-CE. Lilacs Almeida e Tanaka, 2009. Perspectiva das mulheres na avaliação do Programa de Humanização do Foram utilizados bancos de dados (DATASUS, SINASC, SIM e SISPRENATAL) e O desenho metodológi co do projeto previa Realizado em 7 municípios, Cascavel e Morada Nova (CE), Goiânia Lilacs

(14)

Pré-Natal e Nascimento avaliados os municípios brasileiros. abordagens quantitativa e qualitativa. e Abadiânia (GO), Porto Velho (RO), Paissandu (PR) e Monte Azul (SP). Grangeiro ; Diógenes; Moura, 2008 Atenção Pré-Natal no Município de Quixadá-CE segundo indicadores de processo do SISPRENATAL

Coleta de dados feita no banco de dados do SISPRENATAL. Pesquisa descritiva, documental. Quixadá-CE. Scielo Nascimen to; Paiva; Rodrigues , 2007 Avaliação da cobertura e indicadores do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento no município de Salvador, Bahia, Brasil Os dados foram obtidos no SISPRENATAL e foram utilizados, ainda, dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC) para Salvador. Abordagem quantitativa . Salvador, Bahia. Lilacs e Scielo

EVIDÊNCIAS PRODUZIDAS PELOS ESTUDOS

As evidências produzidas pelos estudos mostram que há variação nas regiões do país quanto ao início precoce do pré-natal e número de consultas. Os Estados que mais se destacaram com pontos positivos em relação ao pré-natal foram, São Paulo e Rio de Janeiro, com início precoce do pré-natal, realização de no mínimo seis consultas, imunização, solicitação de exames básicos, processo de trabalho. Em contrapartida, os resultados com mais pontos negativos foram os das Regiões Norte e Nordeste, e dentro da Região Nordeste o Estado de Pernambuco foi o que pior resultado apresentou com relação ao pré-natal.

Em relação às dimensões de análise (estrutura, processo de trabalho e resultado), observou-se que houve mais estudos que analisaram estruturas e processos de trabalho do que os resultados. Dos estudos realizados, dois, Parada (2008) e Manzini et al. (2009), avaliaram a estrutura e o processo de trabalho juntos. Em outras 14 pesquisas avaliaram somente o processo de trabalho e, em 03 pesquisas, avaliaram-se a implantação do SISPRENATAL, quanto à qualidade dos registros das pacientes inscritas no programa e a quantidade de Unidades de Saúde que implantaram o programa.

(15)

Quanto à estrutura, processo de trabalho e resultado é citado apenas por Costa et al. (2009), onde ele avaliou as dimensões separadamente e concluiu que: Estrutura - as instalações físicas apresentaram-se com uma grande deficiência de espaços. As unidades não possuíam salas suficientes e os profissionais se alternavam na realização aos atendimentos. Portanto, a análise da estrutura referente às instalações físicas foi considerada incipiente e intermediária. Processo - a avaliação clínica e o cartão da gestante foram classificados como intermediários, pois nem todas as ações obstétricas eram realizadas e também não eram registradas nos cartões das gestantes. Já a atividade educativa foi classificada como incipiente, ou seja, estava no início. Resultado - foi realizada a partir dos atributos de acessibilidade, acolhimento e resolubilidade, na perspectiva das gestantes todos eles foram considerados intermediários, pois as gestantes estavam satisfeitas com acolhimento, porém reclamaram da acessibilidade, principalmente as residentes na zona rural, e da resolubilidade devido a falta de informação, à exiguidade das prática educativas por parte dos profissionais de saúde e a falta de integração entre os médicos - aquele que realiza o pré-natal e aquele que realiza a parturição (obstetra) -, sendo este um aspecto que gera insegurança e apreensão na realização do parto.

O estudo realizado por Andreucci (2011), em São Carlos, São Paulo, comparou os dados do cartão da gestante e do SISPRENATAL e concluiu que houve uma diferença significativa no que se refere ao número de consultas e exames solicitados. De acordo com o cartão da gestante, 72,5% tiveram seis ou mais consultas e todos os exames básicos solicitados. Já de acordo com o SISPRENATAL, este número diminui para 39,4%, o que mostra a deficiência em atualizar os dados do SISPRENATAL, seja por falta de profissional responsável pela atualização ou registro no programa, seja por falta de interesse do profissional em fazer a atualização.

A tese estudada por Neto (2012), diz que os registros nos cartões das gestantes são ruins e que não há concordância entre os registros dos cartões e relato das puérperas, com relação ao número de consulta, pois as puérperas relatam um número além do registrados nos cartões.

O estudo de Gonçalves et al. (2008), realizado em um serviço de pré-natal de uma Unidade de Saúde da Família de um município da Grande São Paulo, analisou a qualidade da assistência pré-natal prestada à gestantes de baixo risco, em uma Unidade de Saúde da Família, por meio da apreciação dos indicadores de qualidade preconizados pelo Ministério da Saúde. Os resultados indicam que a Estratégia Saúde da Família propicia assistência pré-natal

(16)

de qualidade, e que o vínculo estabelecido entre os profissionais da Unidade e os Agentes Comunitários de Saúde com as gestantes é imprescindível para a adesão delas ao Programa de Assistência Pré-Natal, isso é comprovado quando na fala delas, elas reclamam da maneira como são tratadas pelos profissionais que as recebem na Unidade Básica de Saúde ou até mesmo no hospital na hora do parto. Algumas relatam que deixam de procurar o serviço mais próximo de sua residência, o que preconizado pelo MS, por causa da maneira como são recebidas pelos profissionais, ou seja, elas não estão preocupadas com a distância percorrida, mais com o atendimento prestado pelo profissional que a recebe.

Tabela 2- Síntese dos resultados das pesquisas avaliativas do pré-natal.

Autor (es) Resultados

Parada, 2008

Equipamentos e instrumentais básicos estão disponíveis. Iniciaram o pré-natal com até 120 dias de gestação 85,2% das mulheres e 75,9% realizaram pelo menos seis consultas na gestação. Indicadores de processo evidenciaram que 3,6% das gestantes realizaram seis consultas de pré-natal, a consulta de puerpério, todos os exames básicos e foram imunizadas contra o tétano.

Domingues; Hartz; Dias; Leal, 2012.

Neste estudo constatou-se que apenas 25% das gestantes tiveram o início tardio da assistência pré-natal. Do total de entrevistadas, 74,4% apresentaram início precoce da assistência pré-natal, realizada até a 16ª semana estacional, e apenas 2% iniciaram o pré-natal no terceiro trimestre gestacional.

Koffman e Bonadio, 2005

A média de consultas de pré-natal foi de 6,5 (dp=2,7) e a da idade gestacional de início do pré-natal 20,7 semanas (dp=7,7). A adequação dos procedimentos de consultas variou de 92,6% a 97,8% e o intervalo entre as consultas de 53,7% a 100%.

Manzini; Borges; Parada, 2009.

A avaliação da estrutura evidenciou a disponibilidade de equipamentos, instrumentais e medicamentos. Na análise do processo observaram-se, entre outras, freqüências regulares relacionadas à verificação de pressão arterial e ausculta dos batimentos cardíacos fetais; o preenchimento do partograma foi satisfatório.

Andreucci; Cecatti; Macchetti; Sousa, 2011.

A cobertura de pré-natal em relação ao número de nascidos vivos foi de 97,1% de acordo com o cartão de pré-natal e de 92,8% segundo o SISPRENATAL. Houve diferença significativa entre as fontes de

(17)

informação para todos os requisitos mínimos do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, e também na comparação dos indicadores de processo.

Gonçalves; Urasaki; Merighi; D’Avila, 2008.

Os resultados evidenciaram que o Programa de Saúde da Família propicia assistência pré-natal de qualidade, e que o vínculo estabelecido entre os profissionais da Unidade e os Agentes Comunitários de Saúde com as gestantes é imprescindível para a adesão das mesmas ao Programa de Assistência Pré-Natal.

Corrêa; Bonadio; Tsunechiro,

2011.

Os resultados mostraram que 41,5% das gestantes iniciaram o pré-natal em outro serviço de saúde e transferiram-se espontaneamente para o PN-AM; 74,1% iniciaram precocemente e 80,4% realizaram, pelo menos, seis consultas; 63,1% atenderam aos dois critérios simultaneamente.

Chrestani; Santos; Cesar; Winckler; Gonçalves; Neumann, 2008.

Os resultados mostram que no período de 2002 e 2005, respectivamente, a escolaridade média das mães aumentou em 1,5 anos, a renda familiar em R$ 100,00 e a realização de seis ou mais consultas de pré-natal aumentou de 42% para 52% e a imunização contra tétano neonatal de 54% para 77%. No entanto, a realização de exames ginecológicos caiu de 41% para 31% e as orientações sobre amamentação de 66% para 55%.

Carvalho e Novaes, 2004.

A disponibilidade, acessibilidade e seguimento do protocolo pelos profissionais demonstram-se satisfatórias, mas mantém-se um início tardio e distribuição inadequada das consultas. Na classificação de adequação geral adotada, apenas 38,6% das mulheres preencheram todos os requisitos.

Costa; Cotta; Reis; Batista; Gomes; Castro; Franceschini, 2009.

As dimensões (estrutura, processo de trabalho e resultados), na síntese, resultaram em um cenário intermediário (52,2%) para o PSF, caracterizado por uma atenção à saúde da gestante fragmentada, mas que possui alguns avanços na organização da atenção para este grupo. Apesar de tais avanços na implantação do PSF, o cenário encontrado revela que o programa ainda apresenta fortes marcas características do modelo hegemônico centrado nos procedimentos e na atenção biomédica.

Leal; Gama; Ratto; Cunha;

2004.

Apenas 38,5% das parturientes do Município do Rio de Janeiro foram classificadas como de cuidado pré-natal adequado ou intensivo. Após ajustamento por outros preditores, mantiveram-se como variáveis explicativas do IK (Índice de kotelchuck) : o nível de instrução, viver com o

(18)

pai do RN, tentar abortar, diabetes, satisfação com a gravidez, cor da pele, paridade, idade e local de residência.

Serruya; Lago; Cecatti, 2004.

Até o final de 2002, 3.983 municípios aderiram no país (72% de adesão) e, destes, 71% apresentaram produção, constituindo banco de dados com 720.871 mulheres. Em 2002, apenas 28% das gestantes estavam inscritas, das quais 25% até 120 dias de gestação. Houve importantes variações regionais, geralmente com melhores indicadores para as regiões Sudeste e Sul.

Santos Neto, 2012.

Os resultados indicaram que a completude nos cartões das gestantes é ruim (incompletude >50%) e a concordância entre os registros dos cartões e o relato das puérperas também é ruim (Kappa< 0,20). O estudo evidenciou um panorama da assistência pré-natal na RMGV-ES muito distante do preconizado nas políticas nacionais de saúde.

Moimaz; Garbin; Garbin; Zina; Yarid; Francisco, 2010.

Observaram-se incongruências entre o sistema e registro local. As falhas estavam relacionadas ao preenchimento inadequado das fichas de atendimento, além do controle escasso dos prontuários e agendamento nos estabelecimentos.

Carvalho e Araújo, 2007.

A cobertura de pré-natal foi de 96,1%, sendo a média de consultas de 5,3. Apenas 38,0% das mulheres iniciaram o pré-natal até o quarto mês de gestação e realizaram seis ou mais consultas.

Miranda e Fernandes,

2010.

A estratégia saúde da família (ESF) obteve, em todos os indicadores, melhores resultados que o Centro de Atendimento e Atenção Materno-Infantil (CEAAMI). O indicador primeira consulta realizada até 120 dias alcançou 91,7% na ESF e 88,2% no CEAAMI; o número de exames realizados até 120 dias é maior na ESF que no CEAAMI.

Peixoto; Freitas; Teles; Campos; Paula; Damasceno, 2011.

A análise dos dados mostrou deficiências na realização de exame ginecológico e na inserção de estratégias educativas no PN. Como pontos positivos destacaram-se a imunização antitetânica, realização de exames laboratoriais e número adequado de consultas PN para a idade gestacional. As gestantes relataram barreiras para o acesso ao CSF como: demora na marcação de consultas, escassez de profissionais e insegurança nos CSF. Almeida e

Tanaka, 2009.

A análise do discurso das gestantes, nos grupos focais realizados, trouxe clareza quanto à dissonância existente entre muitas dessas recomendações e

(19)

os desejos e necessidades da mulher, o que faz com que ela procure traçar para si outro fluxo de atendimentos. Esta ocorrência traz prejuízos ao vínculo que estabelece com o serviço de saúde, além de dificuldades de controle pelo serviço do seguimento real que está sendo oferecido.

Grangeiro; Diógenes; Moura, 2008

Verificou-se percentual crescente de gestantes com indicador de, no mínimo, seis consultas, todos os exames básicos, teste anti-HIV, imunização antitetânica e consulta puerperal de 2001 a 2004, ou seja, zero, 2,6, 5,68 e 21,11%, respectivamente.

Nascimento; Paiva; Rodrigues,

2007.

A partir dos indicadores investigados, identificou-se uma cobertura de assistência pré-natal nas unidades de saúde de 14,2%, correspondendo a 6044 gestantes atendidas nessas unidades. Deste total, 37,8% foram inscritas no PHPN. Dentre as gestantes inscritas no PHPN, 33,5% receberam a dose imunizante ou a dose de reforço da vacina antitetânica, e 17,6% foram submetidas ao teste anti-HIV.

POTENCIAIS E LIMITES DOS ESTUDOS REALIZADOS

Quanto aos potenciais e limites dos estudos realizados ficou evidenciado que poucos estudos analisaram a estrutura, o processo de trabalho e os resultados juntos. A estrutura foi analisada com base nas entrevistas com gestores o que é um problema, pois ele pode não ser imparcial nas suas respostas, tornando-a pouco fidedigna.

As pesquisas que avaliaram o processo de trabalho utilizaram entrevistas com as gestantes, análise dos cartões, dos prontuários e também banco de dados como o SISPRENATAL. As pesquisas que utilizaram a entrevista e a análise do cartão da gestante, geralmente as informações e os registros do cartão eram iguais ou com pouca diferença de uma para outra. As pesquisas que utilizaram entrevistas e análises dos prontuários das gestantes, a discrepância era enorme, por falta de registro no prontuário, a maioria dos profissionais não costuma registrar o que fazem no prontuário da mulher. As pesquisas que utilizaram coleta em bancos de dados como no SISPRENATAL, descobriram que não se costuma fazer registro no sistema criado para acompanhar o PHPN e referem que isto acontece por falta de profissionais, pois os responsáveis pelo registro e pela atualização deste

(20)

sistema são o médico e o enfermeiro, isso torna o SISPRENATAL inseguro para coleta de dados.

As pesquisas, que de uma maneira geral, melhor avaliaram o processo de trabalho, incluíram em sua coleta de dados a fala das mulheres, ou por meio de entrevistas com questionários padronizados ou por discurso, fazendo-as relatar em detalhes seu pré-natal.

Tabela 3- Publicações analisados segundo os potenciais e limites do estudo. Autor(es) Potenciais e Limites da avaliação

Parada, 2008

A avaliação da estrutura deu-se a partir da entrevista com os gestores, que podem ter tido dificuldade em responder de forma imparcial às questões relativas a seus próprios serviços, e a de processo foi realizada considerando se prontuários amostrados, o que viabilizou a análise técnica, apenas, da assistência prestada.

A falta dos registros das consultas é um dos principais obstáculos para o aperfeiçoamento da qualidade da assistência pré-natal.

Domingues; Hartz; Dias; Leal, 2012.

A proporção de gestantes com registro de resultados de exames foi baixa, mesmo em gestantes a termo. Por essa razão, a falta do registro no cartão foi considerada como não realização do procedimento e conseqüente inadequação do cuidado pré-natal.

Koffman e Bonadio,

2005

Utilizado o índice (Kessner) modificado por Takeda, preservando a idéia principal de cruzar os dados do número de consultas com a idade gestacional de início do pré-natal, na avaliação da qualidade da assistência. A esses dados, acrescentaram-se as recomendações do Ministério da Saúde e do Centro Latino-Americano de Perinatologia que definem alguns aspectos importantes à qualidade do acompanhamento pré-natal, como: idade gestacional para seu início, número de consultas e época da gestação em que essas deveriam ocorrer.

Manzini; Borges; Parada, 2009.

A avaliação da estrutura utilizou dados fornecidos pelo gestor, que pode ter tido dificuldade de responder de forma imparcial às questões, o que foi relativizado com a inclusão de informações obtidas dos profissionais que observaram os partos.

Andreucci; Cecatti; Macchetti; Sousa, 2011.

SISPRENATAL não foi um parâmetro seguro para avaliação da informação sobre acompanhamento na gestação. Nota-se especial diferença na informação da segunda rotina de exames. No presente estudo, a diminuição do número de

(21)

exames da segunda rotina foi muito menor segundo o cartão da gestante, em comparação ao SISPRENATAL, o que indica que a maior parte das mulheres cumpriu esse requisito, sem o correspondente registro no sistema.

Gonçalves; Urasaki; Merighi; D’Avila,

2008.

Os achados desta pesquisa permitiram destacar as especificidades do modelo de assistência preconizado pelo PSF, no qual o cuidado é, usualmente, prestado pelos mesmos profissionais a cada oportunidade de contato do usuário com o serviço de saúde. Esta característica proporciona, no caso das gestantes, a segurança desejada e necessária no transcorrer da gravidez.

Corrêa; Bonadio; Tsunechiro,

2011.

Os resultados deste estudo confirmam ser alto o percentual de gestantes que procuram o PN-AM para dar continuidade ao acompanhamento pré-natal já iniciado em outros serviços de saúde, especialmente, em UBS do município de São Paulo. O que as gestantes adotam como justificativa para esse comportamento são as qualidades técnica e humana de seus profissionais e a postura dos profissionais relacionada, sobretudo, ao não-julgamento de valores, a não-discriminação da usuária quanto ao estado civil, condições socioeconômicas, entre outras.

Chrestani; Santos; Cesar; Winckler; Gonçalves; Neumann, 2008.

Quanto aos resultados considerar pelo menos duas limitações que podem ter afetado este estudo. Primeiro, o erro de recordatório: todos os resultados apresentados neste artigo foram coletados durante uma única abordagem com base apenas no relato das mães, exceto para o peso ao nascer, que foi confirmado na carteira da gestante ou no cartão de saúde da criança. Segundo, a falta de representatividade: este estudo incluiu apenas algumas áreas dos municípios mais pobres, logo seus resultados não os representam como um todo.

Carvalho e Novaes,

2004.

O estudo evidenciou a interferência de fatores não previstos inicialmente, mas com reflexos importantes no desempenho do programa. De um lado, fatores ligados às questões administrativas, gerenciais e de controle do programa, como falhas no sistema de cadastramento e no processo de atualização e fluxos de informação, falta de recursos humanos qualificados; e de outro, fatores externos ao programa, como a grande mobilidade das mulheres nos espaços urbanos e a sua opção de busca por atendimento em locais que atendam às suas preferências.

Costa; Cotta;

Reis; Batista;

(22)

Gomes; Franceschini,

2009.

vez que a inserção das usuárias (gestantes) na formulação das ações soma esforços em favor de uma prática de atenção perinatal mais humana e cuidadora. Ao valorizar os aspectos relacionais, as gestantes consideram que a atenção deve ser voltada para uma abordagem que as perceba em sua totalidade, enfatizando a necessidade de um maior vínculo com os profissionais de saúde.

Leal; Gama; Ratto; Cunha, 2004.

Destaca-se, neste estudo, a interação identificada do nível de instrução com a cor da pele, indicando que a baixa utilização dos serviços pré-natais pelas mulheres de cor negra ou parda se modifica em função do nível de instrução delas.

Serruya; Lago; Cecatti, 2004.

A avaliação preliminar dos indicadores gerados neste artigo mostrou que apenas para pequena parcela das mulheres cadastradas houve registro do cumprimento integral dos critérios. A maioria das mulheres recebeu assistência desarticulada e parcial.

Santos Neto, 2012.

Os resultados do presente estudo demonstraram que as puérperas tendem a relatar que realizaram uma quantidade de consultas maior do que a registrada no cartão, além de referirem início e término do pré-natal mais precoce que o calculado pela idade gestacional de nascimento do bebê.

Os níveis de concordância entre os dados encontrados nos Cartões das Gestantes e a Memória Materna, sobre a assistência pré-natal, foram predominantemente ruins. Moimaz; Garbin; Garbin; Zina; Yarid; Francisco, 2010.

Os registros do SISPRENATAL e dos EASs (Estabelecimentos de Assistência à Saúde Municipal) mostraram-se divergentes, falhos e ineficazes. E o principal problema encontrado foi o sub-registro e a má qualidade dos prontuários das gestantes. Com relação ao SISPRENATAL, um dos maiores problemas são as falhas na alimentação do banco, e também o fato de as gestantes serem incluídas nesse banco de dados apenas quando se encontram até o quarto mês de gestação.

Carvalho e Araújo,

2007.

Dentre as limitações metodológicas deste estudo, pode ser citado o uso do cartão da gestante para obter informações sobre a atenção recebida durante o pré-natal. Concluiu que a assistência pré-natal prestada às gestantes usuárias do SUS em Recife, a despeito da alta cobertura, apresentou baixa adequação, considerando os critérios mínimos exigidos no PHPN.

(23)

Miranda e Fernandes,

2010.

Os resultados da assistência pré-natal das unidades ESF mostraram-se melhores do que os do CEAAMI (Centro de Atendimento e Atenção Materno Infantil). As unidades da ESF, portanto, atendem aos princípios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Peixoto; Freitas; Teles; Campos; Paula; Damasceno, 2011.

Foi observado que ainda há dificuldades para garantir as gestantes um acompanhamento PN de qualidade nos CSF de Fortaleza pesquisados, sendo as atividades educativas, a realização do exame ginecológico e o encaminhamento ao odontologista as lacunas mais notáveis. Em contrapartida, quase a totalidade teve acesso aos exames laboratoriais e realizou consultas PN em número adequado à sua idade gestacional.

Almeida e Tanaka,

2009.

Neste artigo foram analisados alguns fatores como: a escolha do local para acompanhamento pré-natal, os resultados mostram que fatores subjetivos, como a necessidade de segurança no momento do parto, foram mais importantes. Realização de exames - A limitação foi colocada prioritariamente pelo serviço, uma vez que as mulheres se dispuseram a fazer todos os exames solicitados. Escolha do local para o parto - Foram observados desvios no fluxo referência/contra-referência estabelecido pelo PHPN, que prevê critérios que se limitam à disponibilidade de vagas nos hospitais indicados pelas unidades básicas. Momento do parto - É possível identificar em muitos dos relatos sobre o pré-parto o atendimento precário às expectativas das parturientes. Consulta de puerpério - A consulta de puerpério, que deveria se realizar 40 dias após o parto segundo o PHPN arrisca-se a perder espaço para a primeira consulta do bebê.

Grangeiro; Diógenes; Moura; 2008

O reduzido cadastramento das gestantes em Quixadá-CE, no ano de 2001 (15,05%), pode estar relacionado ao início da implantação do SISPRENATAL no município, estando, assim, sujeito às falhas operacionais do sistema, dos profissionais responsáveis pela assistência ou pela alimentação do mesmo.

Nascimento; Paiva; Rodrigues,

2007

Com base nos dados obtidos, constatou-se que a assistência pré-natal nos serviços públicos de saúde no município de Salvador, através do PHPN, apresenta as seguintes características: baixa cobertura da assistência pré-natal; baixa cobertura de vacinação antitetânica e teste anti-HIV, quando comparados aos padrões definidos pelo Ministério da Saúde e com outros

(24)

municípios e regiões do Brasil. Os baixos valores da cobertura pré-natal pelo PHPN podem estar relacionados ao fato de que o estudo utilizou dados do ano 2002, tendo transcorrido apenas um ano desde a adesão do município ao Programa.

CONCLUSÕES

Dos métodos de avaliação do pré-natal aqui estudados, os que são mais aplicados no Brasil são as entrevistas com as gestantes com questionário padronizado, estruturado ou semi-estruturado acompanhado ou da análise do cartão da gestante ou da análise do prontuário da gestante ou ambos. Diante disso, conclui-se que se deve considerar esta usuária como um sujeito integral em suas necessidades, desejos e interesses; não apenas em sua satisfação/insatisfação com relação ao atendimento recebido, mas também em sua possibilidade de desencadear uma reflexão crítica acerca dos objetivos e formato desse atendimento. Estes questionários são feitos, a maioria, de acordo com os critérios exigidos pelo PHPN.

No Brasil as pesquisas que tratam do assunto, avaliação da qualidade do pré-natal, são mínimas. Nesta revisão concluiu-se que a região com maior número de estudos sobre o assunto, foi a Sudeste, mais especificamente os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Talvez por este motivo, seja a região com os melhores resultados quanto à qualidade do pré-natal. Já as regiões Norte e Nordeste, são as com menor número de pesquisa sobre este assunto, talvez também seja por isso, com piores resultados quanto à qualidade do pré-natal.

Os poucos estudos existentes no Brasil, fazem, aplicam uma abordagem quantitativa, avaliando número de consultas e idade gestacional da mulher procurando descobrir se houve ou não uma captação precoce no pré-natal. Há uma necessidade de se fazer um estudo mais amplo em vários locais do país, avaliando todas as dimensões (estrutura, processo de trabalho e resultado), inserindo profissionais, gestantes, puérperas, todas as pessoas que utilizam e que prestam o serviço, pré-natal. Percebe-se também a grande necessidade de humanização no atendimento prestado, pois neste estudo ficou comprovado que o melhor atendimento ficou com uma instituição filantrópica e uma Unidade de Saúde da Família, ambas em São Paulo, que estabeleceram um vínculo entre os profissionais de saúde e as gestantes atendidas. As gestantes sentem necessidades de serem bem atendidas e entendidas e para isso, elas não se

(25)

incomodam em percorrer a distância que for, para ter este tipo de atendimento, o atendimento humanizado que estabeleça um vínculo entre quem presta e quem utiliza o serviço.

A saúde do nosso país tem que ser reciclada, capacitada, humanizada e isso deve ser feito com todos que dela faz parte.

(26)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDREUCCI, C. B; CECATTI, J. G; MACCHETTI, C. E; SOUSA, M. H. Sisprenatal como instrumento de avaliação da qualidade da assistência à gestante. Rev Saúde Pública, v. 45, n. 5, p. 854-63, 2011.

ALMEIDA, C. A. L; TANAKA, O. Y. Perspectiva das mulheres na avaliação do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento. Rev Saúde Pública, v. 43, n.1, p. 98-104, 2009.

CARVALHO, D. S; NOVAES, H. M. D. Avaliação da implantação de programa de atenção pré-natal no Município de Curitiba, Paraná, Brasil, estudo em coorte de primigestas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, p. S220-S230, 2004. Suplemento 2.

COSTA, G. D; COTTA, R. M. M; REIS, J. R; BATISTA, R. S; GOMES, A. P; FRANCESCHINI, S. C. C. Avaliação do cuidado à saúde da gestante no contexto do Programa Saúde da Família. Ciência & Saúde Coletiva, v.14, p. 1347-1357, 2009. Suplemento 1.

CORRÊA, C. R. H; BONADIO, I. C; TSUNECHIRO, M. A. Avaliação normativa do pré-natal em uma maternidade filantrópica de São Paulo. Rev Esc Enferm USP, v. 45, n. 6, p. 1293-1300, 2011.

CHRESTANI, M. A. D; SANTOS, I. S; CESAR, J. A; WINCKLER, L. S; GONÇALVES, T. S; NEUMANN, N. A. Assistência à gestação e ao parto: resultados de dois estudos transversais em áreas pobres das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n.7, p.1609-1618, jul. 2008.

CARVALHO, V. C. P; ARAÚJO, T. V. B. Adequação da assistência pré-natal em gestantes atendidas em dois hospitais de referência para gravidez de alto risco do Sistema Único de Saúde, na cidade de Recife, Estado de Pernambuco. Rev. Bras. Saúde Matern.Infant., v. 7, n. 3, p. 309-317, jul. / set. 2007.

DOMINGUES, R. M. S. M; HARTZ, Z. M. A; DIAS, M. A. B; LEAL, M. C. Avaliação da adequação da assistência pré-natal na rede SUS do Município do Rio de Janeiro, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 425-437, mar. 2012.

GONÇALVES, R; URASAKI, M. B. M; MERIGHI, M. A. B; D’AVILA, C. G. Avaliação da efetividade da assistência pré-natal de uma Unidade de Saúde da Família em um município da Grande São Paulo. Rev Bras Enferm, Brasília, v. 61, n. 3, p. 349-53, mai./jun. 2008.

GRANGEIRO, G. R; DIOGENES, M. A. R; MOURA, E. R. F. Atenção Pré-Natal no Município de Quixadá-CE segundo indicadores de processo do SISPRENATAL. Rev Esc Enferm USP, v. 42, n. 1, p.105-11, 2008.

GALVÃO, C. M; SAWADA, N. O; TREVIZAN, M. A. Revisão Sistemática: recurso que proporciona a incorporação das evidências na prática da enfermagem. Rev Latino-am Enfermagem, v. 12, n. 3, p.549-56, mai./jun. 2004.

(27)

KOFFMAN, M. D; BONADIO, I. C. Avaliação da atenção pré-natal em uma instituição filantrópica da cidade de São Paulo. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, v.5, p S23-S32, dez. 2005. Suplemento 1.

LEAL, M. C; GAMA, S. G. N; RATTO, K. M. N; CUNHA, C. B. Uso do índice de Kotelchuck modificado na avaliação da assistência pré-natal e sua relação com as características maternas e o peso do RN no município do RJ. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 20, p. S63-S72, 2004. Suplemento 1.

MANZINI, F. C; BORGES, V. T. M; PARADA, C. M. G. L. Avaliação da assistência ao parto em maternidade terciária do interior do Estado de São Paulo, Brasil. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, v.9, n.1, p. 59-67, jan. / mar. 2009.

MIRANDA, F. J. S; FERNANDES, R. A. Q. Assistência Pré-Natal: estudo de três indicadores.

Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, p.179-84, abr./jun. 2010.

MINAYO, MCS. Conceito de avaliação por triangulação de métodos. In: Avaliação por triangulação de métodos: abordagem de programas sociais. Editora Fiocruz, 2005.

MOIMAZ, S. A. S; GARBIN, C. A. S; GARBIN, A. J. I; ZINA, L. G; YARID, S. D; FRANCISCO, K. M. S. Sistema de Informação Pré-Natal: análise crítica de registros em um município paulista. Rev Bras Enferm, Brasília, v. 63, n. 3, p.385-90, mai./jun. 2010.

SANTOS NETO, E. T. Avaliação da assistência pré-natal na região metropolitana da grande Vitória, Espírito Santo, Brasil. 2012. 155 p. Dissertação (Doutorado) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouco ENSP, Rio de Janeiro, mar. 2012.

NASCIMENTO, E. R; PAIVA, M. S; RODRIGUES, Q. P. Avaliação da cobertura e indicadores do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento no município de Salvador, Bahia, Brasil. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, v. 7, n. 2, p. 191-197, abr. / jun. 2007.

PARADA, C. M. G. L. Avaliação da assistência pré-natal e puerperal desenvolvidas em região do interior do Estado de São Paulo em 2005. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, v.8, n. 1, p. 113-124, jan. / mar. 2008.

PEIXOTO, C. R; FREITAS, L. V; TELES, L. M. R; CAMPOS, F. C; PAULA, P. F; DAMASCENO, A. K. C. O Pré-natal na atenção primária: o ponto de partida para reorganização da assistência obstétrica. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, v. 19, n. 2, p. 286-91, abr./jun. 2011.

SERRUYA, S. J; LAGO, T. G; CECATTI, J. G. Avaliação Preliminar do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento no Brasil. RBGO, v. 26, n. 7, 2004.

SAMPAIO, R. F; MANCINI, M. C. Estudos de revisão sistemática: um guia para síntese criteriosa da evidência científica. Rev. bras. fisioter. v. 11, n. 1, 2007.

TANAKA, OY; MELO, C. Reflexões sobre a avaliação em serviços de saúde e a adoção das abordagens qualitativa e quantitativa. In: Pesquisa qualitativa de serviços de saúde. BOSI, Maria Lucia Magalhães; MERCADO-MARTINEZ, Francisco (orgs.). Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

(28)

TRAVASSOS, C; MARTINS, M. Uma revisão sobre os conceitos de acesso e utilização de serviços de saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.20, p. S190-S198, 2004. Suplemento 2.

Referências

Documentos relacionados

Samuel Tabosa de Castro.. Dedicamos esta proposta a todas as pessoas portadoras de deficiência atendidas pelas APAEs, por acreditarmos em seu potencial de aprendizagem e

É o movimento humano com determinado significado/sentido, que por sua vez, lhe é conferido pelo contexto histórico-cultural. O movimento que é tema da educação física é o que

O objetivo desta pesquisa foi investigar o papel da Educação Física na Educação Infantil, considerando-se os objetivos gerais, objetivos específicos, os conteúdos da

98: “En- quanto não permitir o fundo de custeio dos serviços de inspeção, a designação de inspetores especializados para orientação do en- sino da Musica e dos exercícios

sem discriminação”; “...o ensino inclusivo será uma oportunidade das pessoas portadoras de necessidades especiais de mostrar suas potencialidades”; “espero que esta

O coorientador deve ser integrante do núcleo docente de Programa de Pós- Graduação credenciado pela CAPES, ou em IES estrangeira que atue em temáticas afins à pesquisa

(14) use um método de escrileitura calcado na vontade lúcida de estruturar o texto e não na intenção (absurda) de formular juízos de valor; ou seja, não organize o

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Caracterização da cobertura florestal e da biodiversidade vegetal no entorno dos cultivos de tomate na região de Apiaí-SP a Módulos