Notas de Aulas de C´
alculo III
Prof. Sandro Rodrigues Mazorche
1
osemestre de 2015
Cap´ıtulo 4: Campos Escalares e Vetoriais
Campo Escalar: Seja D uma regi˜ao no espa¸co tridimensional e seja f uma fun¸c˜ao escalar definida em D. Ent˜ao, a cada ponto P ∈ D, f associa uma ´unica grandeza escalar f (P ). A regi˜ao D, juntamente com os valores de f em cada um de seus pontos, ´e chamada campo escalar. Dizemos tamb´em que f define um campo escalar sobre D. Exemplo 78: Se D ´e um s´olido no espa¸co e ρ a densidade em cada um de seus pontos, ρ define um campo escalar sobre D.
Campo Vetorial: Seja D uma regi˜ao no espa¸co tridimensional e seja ~f uma fun¸c˜ao vetorial definida em D. Ent˜ao, a cada ponto P ∈ D, ~f associa um ´unico vetor ~f (P ). A regi˜ao D, juntamente com os correspondentes vetores ~f (P ), constitui um campo vetorial. Dizemos tamb´em que ~f define um campo vetorial sobre D.
Exemplo 79: ~f (x, y) = −y~i + x~j define um campo vetorial sovre IR2. Exemplo 80: ~f (x, y) = (x, y, −z) define um campo vetorial sovre IR3.
Representa¸c˜ao geom´etrica de um campo vetorial
Tomando alguns pontos P ∈ D e desenhamos o vetor ~f (P ) como uma seta com a origem P (transladada paralelamente da origem para P ). Podemos visualizar o campo vetorial, imaginando a seta apropriada emanando de cada ponto da regi˜ao D.
Exemplo 82: ~f (x, y) = x~i + y~j. Exemplo 83: ~f (x, y) = √−y x2+y2~i + x √ x2+y2~j.
Derivada Direcional de um Campo Escalar
Defini¸c˜ao: Consideremos um campo escalar f (x, y, z). Escolhemos um ponto P no espa¸co e uma dire¸c˜ao em P , dada por um vetor unit´ario ~b. Seja C uma semi-reta cuja origem ´e P e possui a dire¸c˜ao de ~b e seja Q um ponto sobre C cuja distˆancia de P ´e s. Se existir o limite
∂f
∂s(P ) = lims→0
f (Q) − f (P )
s ,
Exemplo 85: Calcular a derivada direcional do campo escalar f (x, y) = x2 + y2, em P (2, 1), na dire¸c˜ao de ~v = −~i + 2~j.
Exemplo 86: Determinar a derivada direcional do campo escalar f (x, y, z) = x2+y2−2z2,
Exemplo 87: Supor que a derivada parcial de f (x, y) em rela¸c˜ao a x em um ponto P existe. Verificar que essa derivada ´e igual `a derivada direcional de f (x, y) em P , na dire¸c˜ao ~b = ~i.
Gradiente de um Campo Escalar
Seja f (x, y, z) um campo escalar definido em um certo dom´ınio. Se existe as derivadas parciais de 1a ordem de f nesse dom´ınio, elas formam as componentes do vetor gradiente de f .
O gradiente da fun¸c˜ao escalar f (x, y, z), denotado por grad(f ) ou ∇f , ´e um vetor definido como grad(f ) = ∇f = ∂f ∂x~i + ∂f ∂y~j + ∂f ∂z ~k,
onde ∇ (lˆe-se nabla ou del) representa o operador diferencial
∇ = ∂ ∂x~i + ∂ ∂y~j + ∂ ∂z ~k.
Propriedades: Sejam f e g fun¸c˜oes escalares tais que existam ∇f e ∇g e c ∈ IR:
a) ∇(cf ) = c∇f b) ∇(f ± g) = ∇f ± ∇g
c) ∇(f g) = f ∇g + g∇f d) ∇(f
g) =
g∇f −f ∇g g2
Interpreta¸c˜ao Geom´etrica do Gradiente:
Consideremos uma dun¸c˜ao escalar f (x, y, z) e suponhamos que, para cada constante k, em um intervalo I, a equa¸c˜ao f (x, y, z) = k representa uma superf´ıcie no espa¸co. Fasendo k tomar tosos os valores, obtemos uma fam´ılia de fuperf´ıcies, que s˜ao as su-perf´ıcies de n´ıvel da fun¸c˜ao f .
Proposi¸c˜ao: Seja f uma fun¸c˜ao escalar tal que, por um ponto P do espa¸co, passa uma superf´ıcie de n´ıvel S de f . Se ∇f 6= ~0 em P , ent˜ao ∇f ´e normal a S em P .
Exemplo 88: Encontrar o gradiente dos campos escalares:
a) f (x, y, z) = 2(x2 + y2) − z2; b) g(x, y) = x + ey;
Exemplo 89: O gradiente de um campo escalar f (x, y, z) define um campo vetorial de-nominado campo gradiente. Esbo¸car o gr´afico do campo gradiente gerado pela fun¸c˜ao f (x, y, z) = 12(x2 + y2 + z2).
Exemplo 91: Determinar um vetor normal `a superf´ıcie z = x2 + y2 no ponto P (1, 0, 1).
Exemplo 92: Determinar um vetor perpendicular `a circunferˆencia x2+ y2 = 9 no ponto P (2,√5).
C´alculo da derivada direcional usando o gradiente: Seja ~a o vetor do ponto P . Ent˜ao, ~r(s) = x(s)~i + y(s)~j + z(s)~k = ~a + ~bs, onde s ≥ 0 ´e o parˆametro comprimento de arco.
Supondo que f (x, y, z) possui derivadas parciais de 1a ordem cont´ınuas e aplicando a regra da cadeia, temos
∂f ∂s(P ) = ( ∂f ∂x dx ds + ∂f ∂y dy ds + ∂f ∂z dz ds)(P ) substituindo ~r0(s) = (dx ds, dy ds, dz ds) e ∇f = ( ∂f ∂x, ∂f ∂y, ∂f ∂z) temos ∂f ∂s(P ) = ~b · ∇f (P ).
O gradiente como dire¸c˜ao de m´axima varia¸c˜ao
Seja f (x, y, z) uma fun¸c˜ao escalar que possui derivadas parciais de 1a ordem cont´ınuas. Ent˜ao, em cada ponto P para o qual ∇f 6= ~0, o vetor ∇f aponta na dire¸c˜ao em que f cresce mais rapidamente. O comprimento do vetor ∇f ´e a taxa m´axima de crescimento de f .
Exemplo 93: Determinar a derivada direcional de f (x, y, z) = 5x2 − 6xy + z, no ponto P (−1, 1, 0), na dire¸c˜ao do vetor 2~i − 5~j + 2~k.
Exemplo 94: Determinar a derivada direcional de f (x, y, z) = x2 + y2 + z2, no ponto P (−1, 2, 12), na dire¸c˜ao do vetor que une P a Q(−2, 0, 12).
Exemplo 95: Seja f (x, y, z) = z − x2 − y2.
a) Estando em (1, 1, 2), que dire¸c˜ao e sentido devem ser tomados para que f cres¸ca mais rapidamente?
b) Qual ´e o valor m´aximo de ∂f
Exemplo 96: Seja T (x, y, z) = 10 − x2 − y2 − z2 uma distribui¸c˜ao de temperatura em uma regi˜ao do espa¸co. Uma part´ıcula P1 localizada em 1(2, 3, 5) necessita esquentar-se
o mais r´apido poss´ıvel. Outra part´ıcula P2 localizada em P2(0, −1, 0) necessita resfriar-se
o mais r´apido poss´ıvel. Pergunta-se:
a) Qual a dire¸c˜ao e o sentido que P1 deve tomar?
b) Qual a dire¸c˜ao e o sentido que P2 deve tomar?
c) Qual ´e a taxa m´axima de crescimento da temperatura em P1 e qual ´e a taxa m´axima
Exemplo 97: Um alpinista vai escalar uma montanha, cujo formato ´e aproximadamente o do gr´afico de z = 25 − x2 − y2, z ≥ 0. Se ele parte do ponto P
0(4, 3, 0), determinar a
Exemplo 98: A figura mostra as curvas de n´ıvel da temperatura T (x, y) da superf´ıcie do oceano de uma determinada regi˜ao do globo terrestre. Supondo que T (x, y) ´e apro-ximadamente iqual a x − 121 x3 − 14y2 + 1
2, pergunta-se:
a) Qual ´e a taxa de varia¸c˜ao da temperatura nos pontos P0(2, 3) e P1(4, 1), na dire¸c˜ao
nordeste?
b) Se n˜ao conhecermos a forma da fun¸c˜ao T (x, y), como poderemos encontrar um valor aproximado para a taxa de varia¸c˜ao do item (a)?
Exemplo 99: Encontre a equa¸c˜ao da reta tangente `a curva x2 + y2 = 4 no ponto (√3, 1), usando o gradiente.
Divergˆencia de um Campo Vetorial: Seja ~f (x, y, z) = f1(x, y, z)~i + f2(x, y, z)~j +
f3(x, y, z)~k um campo vetorial definido em um dom´ınio D. Se existe e s˜ao cont´ınuas as
derivadas ∂f1
∂x, ∂f2
∂y, ∂f3
∂z , definimos a divergˆencia do campo vetorial ~f , denotada por
div ~f = ∇ · ~f = ∂f1 ∂x + ∂f2 ∂y + ∂f3 ∂z .
Propriedades: Sejam ~f = (f1, f2, f3) e ~g = (g1, g2, g3) fun¸c˜oes vetorias definidas em um
dom´ınio D e suponhamos que div ~f e div~g existem. Ent˜ao: a) div( ~f ± ~g) = div ~f ± div~g;
b) div(h ~f ) = h(div ~f ) + ∇h · ~f , onde h = h(x, y, z) ´e uma fun¸c˜ao escalar diferenci´avel em D. c) div(∇f ) = ∇ · ∇f = ∇2f = ∂∂x2f2 + ∂2f ∂y2 + ∂2f ∂z2.
O operador diferencial ∇2 ´e chamado laplaciano e a equa¸c˜ao ∇2f = 0 ´e chamada
Interpreta¸c˜ao f´ısica da divergˆecia: Na Mecˆanica dos Fluidos, encontramos a equa¸c˜ao da continuidade
div~u + ∂ρ
∂t = 0,
onde ~u = ρ~v, ρ = ρ(x, y, z, t) a densidade do fluido e ~v = ~v(x, y, z, t) o vetor velocidade. Reescrevendo a equa¸c˜ao na forma ∂ρ
∂t = −div~u, vemos que a divergˆencia de um campo
vetorial surge como uma medida da taxa de varia¸c˜ao da densidade do fluido em um ponto.
Quando a divergˆencia ´e positiva em um ponto do fluido, a sua densidade est´a diminuindo com o tempo. Nesse caso dizemos que o fluido est´a se expandindo(existe uma fonte de fluxo). Quando a divergˆencia ´e negativa, vale o oposto.
Se a divergˆencia ´e zero, o fluxo de entrada = fluxo de sa´ıda.
Se ρ =constante, dizemos que o fluxo ´e incompress´ıvel. Nesse caso, a equa¸c˜ao da continuidade toma a forma div~v = 0, e o campo vetorial ~v ´e chamado solenoidal.
Exemplo 100: Um fluido escoa em movimento uniforme com velocidade ~v = x~j. Mos-trar que todas as part´ıculas se deslocam em linha reta e que o campo de velocidade dado representa um poss´ıvel escoamento incompress´ıvel.
Exemplo 101: Um campo de escoamento compress´ıvel ´e descrito por
~
u = ρ~v = 2xe−t~i − xye−t~j,
onde x e y s˜ao coordenadas em metros, t ´e o tempo em segundos, ρ e ~v est˜ao em kg/m3 e m/s, respectivamente. Calcular a taxa de varia¸c˜ao da densidade ρ em rela¸c˜ao ao tempo, no ponto P (3, 2, 2), para t = 0.
Exemplo 102: Quando uma fun¸c˜ao escalar f (x, y, z) tem derivadas de 2a ordem cont´ınuas e div∇f = 0 em um dom´ınio, ela ´e chamada harmˆonica nesse dom´ınio. Veri-ficar se as seguintes fun¸c˜oes s˜ao harmˆonicas:
Rotacional de um Campo Vetorial: Seja ~f (x, y, z) = f1(x, y, z)~i+f2(x, y, z)~j+f3(x, y, z)~k
um campo vetorial definido em um dom´ınio D. Se existe e s˜ao cont´ınuas as derivadas
∂f1
∂x, ∂f2
∂y, ∂f3
∂z , definimos o rotacional de ~f , denotado por rot ~f , como
rot ~f = ∇ × ~f = ~i ~j ~k ∂ ∂x ∂ ∂y ∂ ∂z f1 f2 f3 = (∂f3 ∂y − ∂f2 ∂z )~i + ( ∂f1 ∂z − ∂f3 ∂x )~j + ( ∂f2 ∂x − ∂f1 ∂y )~k.
Propriedades: Sejam ~f = (f1, f2, f3) e ~g = (g1, g2, g3) fun¸c˜oes vetorias definidas em um
dom´ınio D com derivadas parciais de 1a ordem cont´ınuas em D. Ent˜ao: a) rot( ~f ± ~g) = rot ~f ± rot~g;
b) rot(h ~f ) = h(rot ~f ) + ∇h × ~f , onde h ´e uma fun¸c˜ao escalar diferenci´avel em D.
Interpreta¸c˜ao f´ısica do rotacional: Pode ser interpretado como uma medida do mo-vimento angular de um fluido, e a condi¸c˜ao rot~v = ~0, para um campo de velocidade ~v, caracteriza os chamados fluxos irrotacionais. A equa¸c˜ao rot ~E = ~0, onde ~E ´e a for¸ca el´eletrica, caracteriza que somente for¸cas eletrost´aticas est˜ao presente no campo ~E.
Exemplo 103: Determinar rot ~f , sendo ~f = xzy2~i + xyz~j + 3xy~k.
Exemplo 104: Um corpo r´ıgido gira em torno de um eixo que passa pela origem do sistema de coordenadas, com vetor velocidade angular ~w constante, Seja ~v o vetor ve-locidade em um ponto P do corpo. Calcular rot~v.
Exemplo 105: Um escoamento ´e representado pelo campo de velocidade ~v = 10x~i − 10y~j + 30~k. Verificar se o escoamento ´e:
a) um poss´ıvel escoamento incompress´ıvel; b) irrotacional.
Exemplo 106: Para um escoamento no plano x ◦ y, a componente em y da velocidade ´e dada por y2− 2x + 2y. Determinar uma poss´ıvel componente em x para um escoamento incompress´ıvel.
Campos Conservativos: Seja ~f um campo vetorial em um dom´ınio U . se u = u(x, y, z) ´e uma fun¸c˜ao diferenci´avel em U tal que ~f = ∇u, dizemos que ~f ´e um campo conservativo ou um campo gradiente em U . A fun¸c˜ao u ´e chamada fun¸c˜ao potencial de ~f em U . Teorema: Seja ~f = (f1, f2, f3) um campo vetorial cont´ınuo em um dom´ınio U , com
derivadas parciais de 1a ordem cont´ınuas em U . Se ~f admite uma fun¸c˜ao potencial u, ent˜ao
rot ~f = ~0 para qualquer (x, y, z) ∈ U. (∗)
Reciprocamente, se U for simplesmente conexo e (∗) for verificada, ent˜ao ~f admite uma fun¸c˜ao potencial u = u(x, y, z) em U . Observamos que (∗) pode ser reescrita como
∂f1 ∂y = ∂f2 ∂x , ∂f1 ∂z = ∂f3 ∂x e ∂f2 ∂z = ∂f3 ∂y
Exemplo 107: O que podemos afirmar a respeito dos seguintes campos vetoriais ~f em D; a) ~f = 2x2y~i + 5xz~j + x2y2~k em D = IR3; b) ~f = (4xy + z)~i + 2x2~j + x~k em D = IR3; c) ~f = x2−y+y2~i + x x2+y2~j em D1 = (x, y)|(x − 3) 2 + y2 < 1 e D 2 = (x, y)|1 < x2 + y2 < 16.
C´alculo de uma fun¸c˜ao potencial: Supondo que ~f = (f1, f2.f3) ´e o gradiente de
uma fun¸c˜ao potencial U em um dom´ınio U ⊂ IR3, podemos determinar u, usando as igualdades ∂u ∂x = f1 , ∂u ∂y = f2 e ∂u ∂z = f3.
Exemplo 108: Verificar se ocampo vetorial ~f = (yz + 2)~i + (xz + 1)~j + (xy + 2z)~k ´e um campo gradiente em IR3. Em caso afirmativo, encontrar uma fun¸c˜ao potencial u.
Exemplo 109: A lei da gravita¸c˜ao de Newton estabelece que a for¸ca ~f = −GmM r−3~r onde ~r = x~i + y~j + z~k e r = |~r|. Encontrar o potencial newtoniano u, tal que ~f = ∇u.
Cap´ıtulo 5: Integrais curvil´ıneas e Teorema de Green
Defini¸c˜ao: Seja C uma curva suave, orientada, com ponto inicial A e o ponto terminal B. Seja f (x, y, z) um campo escalar definido em cada ponto de C. Dividimos a curva C em n pequenos arcos pelos pontos A = P0, P1, P 2, ..., Pi−1, Pi, ..., Pn = B.
Denotamos por ∆si o comprimento do arco Pi−1dPi. Em cada arco Pi−1dPi, escolhemos
um ponto Qi.
Calculamos o valor de f no ponto Qi, multiplicamos esse valor por ∆si e formamos a
soma
n
X
i=1
A integral de linha de f ao longo de C, de A at´e B, que denotamos Z C f (x, y, z)ds, ´e Z C f (x, y, z)ds = lim max∆si→0 n X i=1 f (Qi)∆si,
quando o limite existe. A curva C ´e tamb´em chamada CAMINHO DE INTEGRAC¸ ˜AO. C´alculo da integral de linha: Caso 1 Representamos C por ~h(s) = x(s)~i+y(s)~j+z(s)~k, s ∈ [a, b], onde s ´e o parˆametro comprimento de arco de C.
Z C f (x, y, z)ds = Z b a f (x(s), y(s), z(s))ds (∗)
Exemplo 110: Calcular
Z
C
(x + 2y)ds, onde C ´e a semicircunferˆencia dada pela figura abaixo.
Exemplo 111: Calcular
Z
C
(x2 + y2 − z)ds, onde C ´e a h´elice circular dada por ~r(t) = cos(t)~i + sin(t)~j + t~k, do ponto P (1, 0, 0) at´e Q(1, 0, 2π).
Caso 2 Representamos C por ~r(t) = x(t)~i + y(t)~j + z(t)~k, t ∈ [t0, t1], onde t ´e um
parˆametro qualquer. Para calcular a integral de linha nesse caso, fazemos uma mudan¸ca de vari´avel em (∗). Temos
Z C f (x, y, z)ds = Z b a f (x(s), y(s), z(s))ds = Z t1 t0 f (x(t), y(t), z(t))ds dtdt. com ds dt = |~r0(t)| = p (x0(t))2 + (y0(t))2 + (z0(t))2, segue Z c f (x, y, z)ds = Z t1 t0 f (x(t), y(t), z(t))|~r0(t)|dt. Exemplo 111: Calcular Z C
xyds, onde C ´e a intgersec¸c˜ao das superf´ıcies x2 + y2 = 4 e y + z = 8.
Exemplo 112: Calcular
Z
C
(x + y)ds, onde C ´e a intgersec¸c˜ao das superf´ıcies x + y = 2 e x2 + y2 + z2 = 2(x + y).
Propriedades: Supondo que C ´e uma curva suave ou suave por partes e que f = f (x, y, z) e g = g(x, y, z) s˜ao fun¸c˜oes cont´ınuas em cada ponto de C. Temos:
a) Z C kf ds = k Z C
f ds, onde k ´e uma constante. b) Z C [f ± g]ds = Z C f ds ± Z C gds.
c) Se C ´e uma curva com ponto inicial A e ponto terminal B; P um ponto de C entre A e B; C1 a parte de C de A at´e P e C2 e parte de C de P at´e B, ent˜ao
Z C f ds = Z C1 f ds + Z C2 f ds d) Z C f ds = Z −C
Exemplo 113: Calcular
Z
C
3xyds, sendo C o triˆangulo de v´ertices A(0, 0), B(1, 0) e C(1, 2), no sentido anti-hor´ario.
Exemplo 114: Calcular Z C (|x| + |y|)ds e Z −C
(|x| + |y|)ds, onde C ´e o segmento de reta AB, com A(−2, 0) e B(2, 2).
Massa e centro de massa de um fio delgado
Consideremos um fio delgado de densidade vari´avel, com a forma de uma curva C, como na figura abaixo
A massa total M do fio ´e M =
Z
C
f (x, y, z)ds.
O centro de massa (x, y, z) ´e dado por
x = M1 RC xf (x, y, z)ds y = M1 RC yf (x, y, z)ds z = 1 M R C zf (x, y, z)ds
Exemplo 115: Calcular a massa de um fio delgado com forma de um semic´ırculo de raio a, considerando que a densidade em um ponto P ´e diretamente proporcional `a reta que passa pelos pontos extremos.
Exemplo 116: Calcular as coordenadas do centro de massa de um fio delgado que tem a forma da h´elice ~r(t) = 2 cos(t)~i + 2 sin(t)~j + 5t~k, t ∈ [0, 2π], se a densidade no ponto (x, y, z) ´e x2 + y2 + z2.
Integrais de Linha de Campo Vetoriais: Para compreender sua origem e utilidade, iniciamos explorando intuitivamente o conceito f´ısico de trabalho.
Sejam C : ~r(t) = (x(t), y(t), z(t)), t ∈ [a, b], uma curva suave e ~f = ~f (x, y, z) um campo de for¸cas cont´ınuo sobre C. O trabalho realizado por ~f para deslocar uma part´ıcula ao longo de C, de A at´e B, ´e definido como w = lim
max ∆ti→0 n X i=1 ~ f (~r(ti)) · ~r0(ti)∆ti, podemos
observar que o somat´orio da express˜ao acima ´e uma soma de Riemann da fun¸c˜ao de uma vari´avel, ~f (~r(t)) · ~r0(t) sobre [a, b]. Portanto,
w =
Z b
a
~
Exemplo 117: Calcular o trabalho realizado pela for¸ca ~f = (1
x, 1
y), para deslocar uma
part´ıcula, em linha reta,do ponto P (1, 2) at´e Q(3, 4).
Exemplo 118: Uma part´ıcula move-se ao longo da circunferˆencia x2 + y2 = 4, z = 2 sob a a¸c˜ao do campo d for¸cas ~f (x, y, z) = |~−~r|−3r , onde ~r = x~i + y~j + z~k.
Defini¸c˜ao: Seja C uma curva suave dada por ~r(t), t ∈ [a, b]. Seja ~f = ~f (x, y, z) um campo vetorial definido e limitado sobre C. A integral curvil´ınea de ~f , ao longo de C, que denotamos Z C ~ f · ~dr, ´e definida por Z C ~ f · ~dr = Z b a ~ f (~r(t)) · ~r0(t)dt = Z b a [f1(~r(t))x0(t) + f2(~r(t))y0(t) + f3(~r(t))z0(t)]dt,
sempre que a integral `a direita existe. Tamb´em utiliza-se a seguinte nota¸c˜ao
Z C ~ f · ~dr = Z b a (f1dx + f2dy + f3dz) que
tradicio-nalmente ´e usada para representar a integral curvil´ınea de um campo vetorial.
Propriedade: As propriedades do caso escalar, (a), (b) e (c) permanecem v´alidas para o caso vetorial. A propriedade (d) ´e sudstitu´ıda por
Z −C ~ f · ~dr = − Z C ~ f · ~dr.
Proposi¸c˜ao: Seja ~f um campo vetorial cont´ınuo, definido sobre uma curva suave C : ~r(t) = (x(t), y(t), z(t)), t ∈ [a, b]. Se T ´e acomponente tangencial de ~f sobre C, isto ´e, T ´e a componente de ~f na dire¸c˜ao do vetor tangente unit´ario de C, temos
Z C ~ f · ~dr = Z C T ds.
Observa¸c˜oes:
1) Se, em cada ponto P da curva C, o campo ~f ´e perpendicular a um vetor tangente a C em P , a integral de ~f ao longo de C ser´a nula. Em particular, se ~f ´e um campo de for¸cas, ser´a nulo o trabalho realizado por ~f ao longo de C.
2) Se o campo ~f ´e o campo de velocidade de um fluido em movimento, a componente tangencial de ~f determina um fluxo ao longo de C. Se a curva C ´e fechada, a integral de linha de ~f ao longo de C, que denotamos
Z
C
~
f · ~dr, mede a tendˆencia do fluido de circular em torno de C e ´e chamada circula¸c˜ao de ~f sobre C. Em particular, se C ´e uma curva plana e o campo de velocidade ´e perpendicular ao plano que cont´em C, a circula¸c˜ao ser´a nula.
Exemplo 119: Calcular
Z
C
(2xdx + yzdy + 3zdz) ao longo da:
a) par´abola z = x2, y = 2, do ponto A(0, 2, 0) ao ponto B(2, 2, 4); b) linha poligonal AOB, onde O ´e a origem.
Exemplo 120: Calcular
Z
C
~
f · ~dr, sendo ~f = (xz, xy, yz) e C o caminho poligonal que une o ponto A(1, 0, 0) ao ponto B(0, 2, 2), passando por D(1, 1, 0).
Exemplo 121: Calcular o trabalho realizado poelo campo ~f = ( −x
x2+y2,
−y
x2+y2) para deslocar
uma part´ıcula ao longo da semicircunferˆenci x2+ y2 = 4, y ≥ 0, no sentido anti-h´orario.
Exemplo 122: O campo de velocidade de um fluido em movimento ´e dado por ~v = (−y, x). Calcular a circula¸c˜ao do fluido ao redor da curva fechada C = C1 ∪ C2∪ C3.
Exemplo 123: Calcular
Z
C
[sin(x)dx − 2yzdy − y2dz] ao longo de C, de A(0, 2, 0) at´e B(2, 2, 4), onde C:
a) ´a a par´abola z = x2 , y = 2. b) ´e a poligonal AM B, M (1, 0, 0).
Integrais Curvil´ıneas Independentes do Caminho de Integra¸c˜ao
Seja ~f um campo vetorial cont´ınuo em um dom´ınio D do espa¸co. a integral
Z
C
~
f · ~dr ´e dira independente do caminho de integra¸c˜ao em D se, para qualquer par de pontos A e B em D, o valor da integral ´e o mesmo para todos os cminhos em D, que iniciam em A e terminam em B.
Teorema: seja u = u(x, y, z) uma fun¸c˜ao diferenci´avel em um don´ınio conexo U ⊂ IR3 tal que ~f = ∇u ´e cont´ınuo em U . Ent˜ao,
Z
C
~
f · ~dr = u(B) − u(A),
Exemplo 124: Calcular a integral
Z
C
~
f · ~dr, onde ~f = (yz + 2, xz + 1, xy + 2z), ao longo de qualquer caminho que une o ponto A(0, 0, 1) a B(1, 2, 1).
Exemplo 125: Verificar que o campo vetorial ~f = sin(x)~i − 2yz~j − y2~k, ´e um campo conservativo em IR3. calcular
Z
C
~
f · ~dr ao longo de qualquer caminho C de A(0, 2, 0) at´e B(2, 2, 4).
Teorema: Se ~f = (f1, f2, f3) ´e um campo vetorial cont´ınuo em um dom´ınio conexo
U ⊂ IR3, s˜ao equivalentes as trˆes afirma¸c˜oes seguintes:
a) ~f ´e o gradiente de uma fun¸c˜ao potencial u em U , ou seja, ~f ´e conservativo em U . b) A integral de linha de ~f ´e independente do caminho de integra¸c˜ao em U .
Exemplo 126: Verificar se ~f = (ex+y + 1)~i + ex+y~j ´e um caminho conservativo em IR2. Em caso afirmativo, calcular
Z (1,1)
(1,0)
~
f · ~dr.
Exemplo 127: Determinar o trabalho realizado pela for¸ca ~f = (yz + 1, xz + 1, xy + 1), no deslocamento:
a) ao longo da poligonal ABCDE da figura abaixo: b) ao longo do caminho fechado da figura abaixo:
Exemplo 128: Calcular Z C [ −y x2 + y2dx + x
Teorema de Green
Seja C uma curva fechada simples, suave por partes, orientada no sentido anti´hor´ario, e R a regi˜ao fechada delimitada por C. Se ~f = (f1, f2) ´e um campo vetorial cont´ınuo
com derivadas parciais 1a ordem cont´ınuas em um dom´ınio D que cont´em R, ent˜ao
Z C (f1dx + f2dy) = Z Z R (∂f2 ∂x − ∂f1 ∂y )dxdy.
Exemplo 129: Usando o teorema de Green, calcular
Z
C
[y2dx + 2x2dy] sendo que C ´e o triˆangulo de v´ertices (0, 0), (1, 2) e (0, 2), no sentido anti-hor´ario.
Exemplo 130: Calcular
Z
C
~
f · ~dr, ao longo da circunferˆencia x2+ (y − 1)2 = 1, no sentido hor´ario, ssendo ~f = (4x2 − 9y, 9xy + py2 + 1).
´
Area de uma regi˜ao plana como uma integral curvil´ınea ao longo de seu contorno Seja R e C como no teorema de Green. Sejam ~f = x~j e ~g = −y~i. Os campos vetoriais
~
f e ~g s˜ao cont´ınuos com derivadas parciais cont´ınuas em IR2. Aplicando o Teorema de Green nos campos acima, obtemos respectivamente:
Z C xdy = Z Z R dxdy, Z C −ydx = Z Z R dxdy.
Portanto, se denotamos por A a ´area de R, temos
A = Z C xdy, A = Z C −ydx.
Combinando as duas ´ultimas rala¸c˜oes, obtemos uma terceira f´ormula para a ´area de R,
A = 1 2
Z
C
Exemplo 131: Calcular a ´area delimitada pela elipse x42 + y92 = 1.
Exemplo 132: Seja D = {(x, y)|x2+y2 < 4}. dado o campo vetorial ~f = ( ~−yx2 + y2, x
x2+y2).
Mostrar que
Z
C
~
f · ~dr = 2π para toda curva fechada simples C1 ⊂ D, suave por partes,
Cap´ıtulo 6: Integrais de Superf´ıcie, Teorema de Stokes e Gauss
Representa¸c˜ao de uma Superf´ıcie: Em geral, uma superf´ıcie S em IR3 pode ser descrita como um conjunto de pontos (x, y, z), que satisfazem uma equa¸c˜ao da forma f (x, y, z) = 0, sendo que f ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua. A equa¸c˜ao ´e chamada representacc˜ao implicita de S.
Se for poss´ıvel resolver a equa¸c˜ao para uma das vari´aveis em fun¸c˜ao das outras, obtemos uma respresenta¸c˜ao explicita de S ou de parte de S.
Exemplo 134: A equa¸c˜ao x + 12y + 13z = a, a > 0, ´e uma representa¸c˜ao impl´ıcita do plano inclinado que corta os eixos coordenados x, y e z nos pontos (a, 0, 0), (0, 2a, 0) e (0, 0, 3a), respectivamente.
Equa¸c˜oes Param´etricas: Seja S uma superf´ıcie no espa¸co. Se os pontos de S s˜ao dererminados pelas equa¸c˜oes
x = x(u, v) y = y(u, v) z = z(u, v)
sendo que x, y, z s˜ao fun¸c˜oes cont´ınuas das vari´aveis u e v, definidas em uma regi˜ao conexa R do plano u ◦ v, as equa¸c˜oes acima s˜ao chamadas equa¸c˜oes param´eticas de S. Se denotarmos por ~r(u, v) o vetor posi¸c˜ao de um ponto qualquer (x(u, v), y(u, v), z(u, v)) da superf´ıcie, temos
Exemplo 135: A equa¸c˜ao vetorial ~r(u, v) = u~i + v~j + (u2 + 1)~k, sendo que −2 ≤ u ≤ 2 e 0 ≤ v ≤ 5, representa uma superf´ıcie parametrizada em IR3.
Representa¸c˜ao Param´etrica de Algumas Superf´ıcies:
(1) Parametriza¸c˜ao da esfera: Dada uma esfera de raio a, centrada na origem, O. Um ponto P (x, y, z) desta esfera pode ser representado por dois ˆangulos u e v. O ˆagulo u ´e o mesmo que em coordenadas polares, e o ˆangulo v ´e o formado pelo segmento OP e pelo plano x ◦ y ou eixo z, conforme figura abaixo.
Segue as equa¸c˜oes param´etricas e vetoriais de cada caso:
x = a cos(u) cos(v) 0 ≤ u ≤ 2π x = a cos(u) sin(v) 0 ≤ u ≤ 2π
(1) y = a sin(u) cos(v) e (2) y = a sin(u) sin(v) e
z = a sin(v) −π2 ≤ v ≤ π2 z = a cos(v) 0 ≤ v ≤ π
(1) ~r(u, v) = a cos(u) cos(v)~i + a sin(u) cos(v)~j + a sin(v)~k , (u, v) ∈ [0, 2π] × [−π2, π2]; (2) ~r(u, v) = a cos(u) sin(v)~i + a sin(u) sin(v)~j + a cos(v)~k , (u, v) ∈ [0, 2π] × [0, π].
Exemplo 136: Obter uma parametriza¸c˜ao da parte da esfera x2 + y2 + z2 = a2, que est´a no 1o octante.
Exemplo 137: Determinar uma parametriza¸c˜ao da parte da esfera x2 + y2 + z2 = 16, acima do plano z = 2.
(2) Parametriza¸c˜ao de um Cilindro: Consideremos um cilindro vertical, dado pela equa¸c˜ao x2 + y2 = a2. Seja P (x, y, z) um ponto qualquer sobre o cilindro. Devemos introduzir dois parˆametros u e v e obter as coordenadas de P como fun¸c˜ao de u e v. Geometricamente o parˆametro u ´e o mesmo que em coordenadas polares e o parˆametro v coincide com z.
Segue as equa¸c˜oes param´etricas e vetorial.
x = a cos(u), 0 ≤ u ≤ 2π
y = a sin(u) e
z = v −∞ < v < +∞ ~r(u, v) = a cos(u)~i + a sin(u)~j + v~k , (u, v) ∈ [0, 2π] × IR;
Exemplo 139: Obter uma parametriza¸c˜ao da parte do cilindro x2+ y2 = 4, 0 ≤ z ≤ 5, delimitada pelos semiplanos y = x e y = 2x, com x ≥ 0.
(3) Parametriza¸c˜ao de um Cone: A figura abaixo mostra um cone circular, no qual denotamos por α o ˆangulo formado pelo eixo positivo dos z e uma geratriz do cone.
Dado um ponto P (, x, y, z) do cone, introduziremos dois parˆametros u e v para obter as coordenadas de P como fun¸c˜ao de u e v.
Geometricamente o parˆametro u ´e o mesmo que em coordenadas polares e o parˆametro v ´e a distˆancia de P at´e a origem, O.
Do triˆangulo retˆangulo P OP2, temos z = v cos(α) e OP0 = v sin(α).
Do triˆangulo retˆangulo P0OP1, vem x = OP0cos(u) e y = OP0sin(u). Assim, as equa¸c˜oes
paramˆetricas e vetorias s˜ao:
x = v sin(α) cos(u) 0 ≤ u ≤ 2π y = v sin(α) sin(u) e
z = v cos(α) 0 ≤ v ≤ h onde h cos(α) descreve a altura do cone.
Exemplo 141: Obter uma parametriza¸c˜ao do cone gerado pela semi-reta z = √3y, y ≥ 0 quando esta gira em torno do eixo positivo dos Z.
(4) Parametriza¸c˜ao de um Parabol´oide: A figura abaixo mostra um parabol´oide z = a 2(x2 + y2), onde a > 0 ´e uma constante.
As equa¸c˜oes paramˆetricas e vetorias s˜ao:
x = u u ∈ IR
y = v e
z = a2(u2 + v2) v ∈ IR ~r(u, v) = u~i + v~j + a2(u2 + v2)~k , (u, v) ∈ IR2.
Uma outra parametriza¸c˜ao ´e:
Exemplo 143: Obter uma parametriza¸c˜ao da parte do parabol´oide z = 2(x2 + y2) abaixo do plano z = 8.
Parametriza¸c˜ao de outras superf´ıcies: De maneira geral, dada uma superf´ıcie S, sempre procuramos parametriz´a-la da forma mais natural poss´ıvel.
Por exemplo x e y sempre podem ser tomadas como parˆametros. Assim, uma parametriza¸c˜ao de S ´e dada por
~r(x, y) = (x, y, z(x, y)),
Exemplo 146: Obter uma parametriza¸c˜ao da parte do cone x2 = y2 + z2 que est´a entre os planos x = 1 e x = 4.
Curvas Coordenadas: Seja S uma superf´ıcie param´etrica representada por
~r(u, v) = x(u, v)~i + y(u, v)~j + z(u, v)~k, (u, v) ∈ R. (1)
e fixarmos o parˆametro v, a equa¸c˜ao (1) descreve uma curva que est´a contida em S ´e chamada u-curva. Analogamente, fixando o parˆametro u, obtemos uma v-curva sobre S.
Dado um ponto P sobre S, de vetor posi¸c˜ao ~r(u0, v0), a u-curva ~r(u, v0) e a v-curva
Exemplo 147: Determinar as curvas coordenadas da esfera x2+ y2+ z2 = 4, no ponto P (2, 0, 0).
Plano Tangente e Reta Normal: Seja P um ponto de uma superf´ıcie S, representada por
~r(u, v), (u, v) ∈ R.
Suponhamos que P tem vetor posi¸c˜ao ~r(u0, v0) e que as curvas cooedenadas de S em
P sejam suaves. Segue que:
O vetor ∂~r
∂v =
d(~r(u0,v)
dv ´e tangente `a v-curva ~r(u0, v) e o vetor ∂~r ∂u =
d(~r(u,v0)
du ´e tangente `a
Se os vetores ∂~r
∂u e ∂~r
∂v s˜ao limearmente independentes, eles determinam um plano. Esse
plano ´e chamado plano tangente `a superf´ıcie no ponto P .
O vetor ∂~r
∂u × ∂~r
∂v ´e perpendicular ao plano tangente e ´e denominado vetor normal `a
Exemplo 148: Uma superf´ıcie S ´e descrita pela equa¸c˜ao ~r(u, v) = (u cos(v), u sin(v), U 2− 1), com 0 ≤ u ≤ 4, 0 ≤ v ≤ 2π.
a) Representar graficamente a superf´ıcie S.
b) Dar a equa¸c˜ao e desenhar a v-curva correspondente a u = 2 e a u-curva correspon-dente a v = π4, sobre a cuperf´ıcie S.
c) Determinar os vetores ∂~r ∂u, ∂~r ∂v, ∂~r ∂u × ∂~r ∂v para u = 2 e v = π
4 e represent´a-los no ponto
Equa¸c˜ao da reta normal: A equa¸c˜ao da reta normal `a superf´ıcie S em um ponto P de S ´e ~r(t) = ~r(u0, y0) + t( ∂~r ∂u × ∂~r ∂v)(u0, v0),
onde ~r(u0, v0) ´e o vetor posi¸c˜ao do ponto P e (∂u∂~r × ∂~∂vr)(u0, v0) ´e o vetor diretor da reta
Exemplo 149: Determine a equa¸c˜ao da reta normal `a superf´ıcie S de equac¸c˜ao veto-rial ~r(u, v) = (u cos(v), u sin(v), u2−1), com (u, v) ∈ [0, 4]×[0, 2π], no ponto P (√2,√2, 3).
Equa¸c˜ao do plano tangente: A equa¸c˜ao do plano tangente `a superf´ıcie S, no ponto P (x0, y0, z0) ´e ~ q · (∂~r ∂u × ∂~r ∂v)(u0, v0) = 0, com ~q = (x − x0, y − y0, z − z0).
Exemplo 150: Determine a equa¸c˜ao do plano tangente `a superf´ıcie S de equa¸c˜ao veto-rial ~r(u, v) = (u cos(v), u sin(v), u2−1), com (u, v) ∈ [0, 4]×[0, 2π], no ponto P (√2,√2, 3).
Exemplo 151: Determine a equa¸c˜ao do plano tangente `a superf´ıcie S dada por x2 + y2 + z2 = 4, no ponto P (1, 1,√2).
Exemplo 150: Determine a equa¸c˜ao do plano tangente `a superf´ıcie S do exemplo anterior, no ponto P0(0, 0, 2).
Superf´ıcies Suaves e Orienta¸c˜ao
Uma superf´ıcie suave ou regular ´e caracterizada pela ausˆencia de arestas. Podemos dizar que, em cada ponto P de uma superf´ıcie suave S, existe um ´unico plano tangente a S em P . Uma maneira conveniente de descrever a no¸c˜ao de suavidade de uma superf´ıcie S ´e dizer que S pode ser dividida em partes e cada uma dessas partes admite uma parametriza¸c˜ao ~r(u, v) = (x(u, v), y(u, v), z(u, v)), onde x = x(u, v), y = y(u, v) e z = z(u, v) admitem derivadas cont´ınuas de todas as ordens, e que, para todo (u0, v0) ∈ R,
as derivadas primeiras satisfazem a condi¸c˜ao ∂~r
∂u(u0, v0)e ∂~r
∂v(u0, v0) s˜ao linearmente independentes. Esta condi¸c˜ao ´e conhecida como condi¸c˜ao de suavidade ou regularidade.
Os pontos de S em que falha a condi¸c˜ao de suavidade para qualquer parametriza¸c˜ao s˜ao chamados pontos singuares.
Exemplo 151: O ponto P (0, 0, 2) da esfera x2 + y2 + z2 = 4 ´e um ponto singular da parametriza¸c˜ao ~r(u, v) = (2 cos(u) cos(v), 2 sin(u) cos(v), 2 cos(v)).
Orienta¸c˜ao de uma superf´ıcie
Uma superf´ıcie S est´a orientada quando escolhemos em cada ponto P ∈ S um vetor unit´ari ~n(P ), normal a S, que varia continuamente com P . O campo de vetores ~n ´e chamado campo normal unit´ario.
Se S ´e representada por ~r(u, v), (u, v) ∈ R, nos pontos, em que a condi¸c˜ao de suavidade ´e satisfeira, os vetores ~ n1 = ∂~r ∂u × ∂~r ∂u |∂~r ∂u × ∂~r ∂u| e n~2 = − ~n1
Exemplo 152: Determine um campo normal unit´ario da esfera x2 + y2 + z2 = a2, representando graficamente o vetor normal unit´ario encontrado em alguns pontos da esfera.
Exemplo 153: Determine um campo normal unit´ario do parbol´oide S, dado por
Exemplo 154: A fita de M¨obius, ´e um exemplo cl´assico de superf´ıcie unilateral. Ela pode ser obtida a partir de um longo retˆangulo ABCD, em que os lados AC e BD s˜ao unidos de tal forma que A coincida com D e B com C.
Observamos que, dado um ponto P da dita de M¨obius, podemos escolher um vetor normal unit´ario ~n. No entanto quando ~n se desloca continuamente sobre a curva C e retorna a P , seu sentido se inverte.
Orienta¸c˜ao de uma supesf´ıcie suave por partes
Se uma superf ’icie suave e orientada S ´e limitada por uma curva fechada simples C, podemos associar `a orienta¸c˜ao de S um sentido positivo sobre C, conforme vemos na figura abaixo.
Se a superf´ıcie S ´e formada por mais de duas partes suaves, procedemos de forma an´aloga `a figura acima.
Exemplo 155: Dada a figura, mostrar uma poss´ıvel orienta¸c˜ao da superf´ıcie S de um cubo. Com essa orienta¸c˜ao, S ´e denominada superf´ıcie exterior do cubo dado.
´
Area de uma Superf´ıcie: Seja S uma superf´ıcie parame´etrica suave, representada por
~
r(u, v) = x(u, v)~i + y(u, v)~j + z(u, v)~k, (u, v) ∈ R.
Os vetores |∂~r
∂u|∆u e | ∂~r
∂v|∆v determinam um paralelogramo, cuja ´area ´e dada por:
∆S = |∂~r ∂u∆u × ∂~r ∂v∆v| = | ∂~r ∂u × ∂~r ∂v|∆u∆v.
A parte de S, correspondente ao retˆangulo de ´area ∆u∆v em R, ´e aproximada por esse paralelogramo de ´area ∆S.
Defini¸c˜ao: A ´area de S, denotada por a(S), ´e definida pela equa¸c˜ao a(S) = Z Z R |∂~r ∂u × ∂~r ∂v|dudv quando a integral `a direita existe.
Se S ´e suave por partes, a ´area de S ´e definida como a soma das ´areas sobre cada peda¸co suave de S. Exemplo 156: Determinar a ´area da esfera de raio a.
Exemplo 158: Seja S uma superf´ıcie representada na forma expl´ıcita por z = z(x, y). Usando x e y como parˆametros, escrever a integral que define a ´area de S.
Exemplo 159: Determinar a ´area do hemisf´erio de raio a, usando a representa¸c˜ao expl´ıcita z = pa2 − x2 − y2.
Exemplo 160: Encontrar a ´area da superf´ıcie cˆonica x2 = y2 + z2 que est´a entre os planos x = 1 e x = 4.
Integral de Superf´ıcie de um Campo Escalar: Seja S uma superf´ıcie suave, repre-sentada por ~r(u, v), (u, v) ∈ R. Seja f um campo escalar definido e limitado sobre S. A integral de superf´ıcie de f sobre S, denotada por
Z Z
S
f ds, ´e definida pela equa¸c˜ao
Z Z S f ds = Z Z R f (~r(u, v))|∂~r ∂u × ∂~r ∂v|dudv, quando a integral dupla ´a direita existe.
Se S ´e suave por partes,
Z Z
S
f ds ´e definida como a soma das integrais sobre cada peda¸co suave de S.
Exemplo 161: Calcular I =
Z Z
S
(z − x2 + xy2 − 1)ds, onde S ´e a superf´ıcie ~r(u, v) = u~i + v~j + (u2 + 1)~k, (u, v) ∈ [0, 2] × [0, 5].
Exemplo 162: Calcular I =
Z Z
S
x2zds, onde S ´e a por¸c˜ao do cone z2 = x2 + y2 que est´a entre os planos z = 1 e z = 4.
Exemplo 163: Calcular I =
Z Z
S
(x + y + z)ds, onde S = S1 ∪ S2 ´e a superf´ıcie
Centro de Massa e Momento de In´ercia: Suponhamos que S represente a lˆamina e que o campo escalar f (x, y, z) represente a densidade (massa por unidade de ´area) no ponto (x, y, z).Ent˜ao:
A Massa da lamina ´e dado por m = R RS f (x, y, z)ds O centro de massa (x, y, z) ´e dado por
x = 1 m R R Sxf (x, y, z)ds y = 1 m R R Syf (x, y, z)ds z = m1 R RSzf (x, y, z)ds O momento de in´ercia IL de S em rela¸c˜ao a um eixo L ´e dado por
IL =
Z Z
S
[δ(x, y, z)]2f (x, y, z)ds
Exemplo 164: Uma lˆamina tem a forma da parte do plano z = y recortada pelo cilindro x2 + (y − 1)2 = 1. Determine a massa dessa lˆaminha se a densidade no ponto (x, y, z) ´e proporcional `a distˆancia desse ponto ao plano x ◦ y.
Exemplo 165: Determine o centro de massa do hemisf´erio z = p1 − x2 − y2 com densidade f (x, y, z) = 0, 3 unidade de massa por unidade de ´area.
Exemplo 166: Uma lˆamina tem a forma de um hemisfˆerio unit´ario. Encontrar o momento de in´ercia dessa lˆamina em rala¸c˜ao a um eixo que passa pelo p´olo e ´e per-pendicular ao plano que delimita o hemisf´erio. Considerar a densidade no ponto P da lˆamina proporcional `a distˆancia desse ponto ao plano que delimita o hemisf´erio.
Integal de Superf´ıcie de um Campo Vetorial: Sejam S uma superf´ıcie suave, representada por ~r(u, v) = x(u, v)~i + y(u, v)~j + z(u, v)~k, (u, v) ∈ R, e ~n = ~n(u, v) um vetor unit´ario, normal a S. Seja ~f um campo vetorial definido sobre S. A integral de superf´ıcie de ~f sobre S, denotada por
Z Z
S
~
f · ~nds, ´e definida pela equa¸c˜ao
Z Z S ~ f · ~nds = Z Z R ~ f (~r(u, v)) · ~n(u, v)|∂~r ∂u × ∂~r ∂u|dudv, quando a integral `a direita existe.
Se S ´e suave por partes, a integral ´e definida como a soma das integrais sobre cada peda¸co suave de S.
C´alculo da Integal Seja ~n1 o vetor normal unit´ario de S, dado por ~n1 =
∂~r ∂u× ∂~r ∂u |∂~r ∂u× ∂~r ∂u| . Podemos ter ~n = ~n1 ou ~n = − ~n1. Z Z S ~ f · ~nds = ± Z Z R ~ f (~r(u, v)) · (∂~r ∂u × ∂~r ∂u)dudv. O sinal depende da escolha de ~n.
Exemplo 167: Calcular
Z Z
S
~
f · ~nds, sendo ~f = x~i + y~j + z~k e S a superf´ıcie esterior da esfera representada por ~r(u, v) = (a cos(u) cos(v), a sin(u) cos(v), a sin(v)), olequ ≤ 2π e −π2 ≤ v ≤ π2.
Exemplo 168: Seja S a superf´ıcie exterior do parabol´oide ~r(x, y) = (x, y, x2 + y2), (x, y) ∈ R, onde R = {(x, y)|x2+y2 ≤ 4}. Determinar
Z Z
S
~
Interpreta¸c˜ao f´ısica da integral
Z Z
S
~
f · ~nds
Consideremos um fluido em movimento em um dom´ınio D do espa¸co. Sejam ~v(x, y, z) o vetor velocidade do fluido no ponto (x, y, z) e ρ(x, y, z) a sua densidade. Seja ~f o campo vetorial dado por ~f (x, y, z) = ρ(x, y, z)~v(x, y, z).
O vetor ~f tem a mesma dire¸c˜ao da velocidade e seu comprimento tem dimens˜oes massa
unid. vol. ·
distˆacia
unid. tempo =
massa
(unid. ´area)(unid. tempo).
Assim, podemos dizer que ~f representa a quantidade de massa de fluido, por unidade de ´area e por unidade de tempo, que escoa na dire¸c˜ao de ~v, em um ponto qualquer (x, y, z) ∈ D.
Sejam S : ~r(u, v), (u, v) ∈ R, uma superf´ıcie param´etrica suave, contida em D, e ~n um vetor unit´ario, normal a S.
A componente de ~f , na dire¸c˜ao de ~n, ´e dada por | ~f | cos(α) = | ~f ||~n| cos(α) = ~f · ~n.
Portanto, de dS ´e o elemento de ´area de superf´ıcie de S, o produto ( ~f · ~n)dS representa o volume de um prisma cuja ´area da base ´e dS e cuja altura ´e a componente de ~f na dire¸c˜ao de ~n. Podemos, ent˜ao, dizer que ( ~f · ~n)dS nos d´a a quantidade de massa de fluido que atravessa dS, na dire¸c˜ao de ~n, em uma unidade de tempo.
A quantidade total de massa de fluido que atravessa a superf´ıcie S, na dire¸c˜ao de ~n, em uma unidade de tempo, ser´a dada por
φ =
Z Z
S
~
f · ~ndS
Exemplo 169: Um fluido de densidade constante, com velocidade ~v = (−2x, −2y, z), escoa atrav´es da superf´ıcie S dada por ~r(u, v) = (u cos(v), u sin(v), u2 − 1), o ≤ u ≤ 4, 0 ≤ v ≤ 2π, na dire¸c˜ao do vetor ∂~r
∂u × ∂~r
∂v. Determinar a massa de fluido que atravessa S
em uma unidade de tempo.
Exemplo 170: Sejam S a superf´ıcie plana limitada pelo triˆangulo de v´ertice (4, 0, 0), (0, 4, 0) e (0, 0, 4) e ~n um vetor unit´aario, normal a S, com componente z n˜ao negativa. Usando a representa¸c˜ao vetorial de S dada por ~r(u, v) = (u + 2v, u − 2v, 4 − 2u), deter-minar o fluxo do campo vetorial ~f = x~i+y~j +z~k, atrav´es da superf´ıcie S, na dire¸c˜ao de ~n.
Exemplo 171: Seja S uma superf´ıcie suave representada na forma expl´ıcita z = z(x, y). Usando x e y como parˆametros, determinar uma equa¸c˜ao para calcular
Z Z
S
~
f · ~nds.
Exemplo 173: Seja S a parte do cone z = (x2+y2)12, delimitada pelo cilindro x2+y2 = 1,
com a normal apontando para fora. Calcular
Z Z
S
Exemplo 174: Sejam S uma superf´ıcie param´etrica suave, representada por ~r(u, v), (u, v) ∈ R e ~n = ~n(u, v) um vetor unit´ario, normal a S. Se ~f ´e um campo vetorial cont´ınuo definido sobre S e T ´e a componente de ~f na dire¸c˜ao de ~n, mostrar que
Z Z S ~ f · ~nds = Z Z S T dS.
Esse resultado nos permite fazer uma an´alise da integral de superf´ıcie de um campo vetorial em diversas situa¸c˜oes pr´aticas, como segue:
a) Se, em cada ponto da superf´ıcie S, o campo vetorial ~f for perpendicular ao vetor ~n, a integral de ~f sobre S ser´a nula. Em particular, se ~f representa a densidade de fluxo de um fluido em movimento, ser´a nulo o fluxo atrav´es da superf´ıcie S.
b) Se o ˆangulo entre ~f e ~n for agudo, a componente de ~f na dire¸c˜ao de ~n ser´a positiva e, dessa forma, teremos um fluxo positivo atrav´es de S.
c) Se o ˆangulo entre ~f e ~n for abtuso, a componente de ~f na dire¸c˜ao de ~n ser´a negativa. Nesse caso, teremos um fluxo negativo atrav´es de S. Na pr´atica, isso significa que o fluido estar´a atravessando a superf´ıcie S no sentido contr´ario ao do vetor ~n.
Exemplo 175: Determinar o fluxo do campo vetorial ~f = (x, y, 0) atrav´es da superf´ıcie exterior do s´olido x2 + y2 ≤ 9, 0 ≤ z ≤ 4.
Teorema de Stokes
Seja S uma superf´ıcie orient´avel, suave por partes, delimitada por uma curva fechada, simples, suave por partes, C. Ent˜ao, se ~g ´e um campo vetorial cont´ınuo, com derivadas parciais de 1a ordem cont´ınuas em um dom´ınio que cont´em S ∪ C, temos
Z Z S rot~g · ~ndS = Z C ~g · ~dr,
onde a integra¸c˜ao ao longo de C ´e efetuada no sentido positivo determinada pela orienta¸c˜ao de S, como vemos na figura abaixo
Se o campo ~g tem componentes g1, g2 e g3, (1) pode ser reescrita como
Z C (g1dx + g2dy + g3dz) = Z Z S (∂g3 ∂y − ∂g2 ∂z )dydz + ( ∂g1 ∂z − ∂g3 ∂x )dzdx + ( ∂g2 ∂x − ∂g1 ∂y )dxdy .
Exemplo 176: Usando o teorema de Stokes, calcular I =
Z
C
(y2dx + z2dy + x2dz), onde C ´e o contorno da parte do plano x + y + z = a, a > 0 que est´a no 1o octante, no sentido anti-hor´ario.
Exemplo 177: Seja S a parte do gr´afico de z = 9 − x2 − y2, z ≥ 0 com normal exterior.
Determinar
Z Z
S
Exemplo 178: Sejam S1 a superf´ıcie parab´olica z = x2 + y2, 0 ≤ z ≤ 4, com normal
exterior e S2 parte do plano z = 4 delimitada pelo cilindro x2 + y2 = 4, com normal
inferior. Mostrar que
Z Z
S1
rot~g · ~ndS =
Z Z
S2
rot~g · ~ndS, sendo ~g um campo vetorial com derivadas parciais de 1o ordem cont´ınuas.
Exemplo 178: Calcular I =
Z
C
(sin(z)dx − cos(x)dy + sin(z)dz), onde C ´e o per´ımetro do retˆangulo 0 ≤ x ≤ π, 0 ≤ y ≤ 1, z = 3 no sentido hor´ario.
Teorema da Divergˆencia
Seja T um s´olido no espa¸co, limitado por uma superf´ıcie orient´avel S. Se ~n ´e a normal unit´aria exterior a S e se ~f (x, y, z) = f1(x, y, z)~i + f2(x, y, z)~j + f3(x, y, z)~k ´e uma fun¸c˜ao
vetorial cont´ınua que possui derivadas parciais de 1a ordem cont´ınuas em um fom´ınio que cont´em T , ent˜ao
Z Z S ~ f · ~ndS = Z Z Z T div ~f dV
Exemplo 179: Calcular I =
Z
C
[(2x − z)dydz + x2dzdx − xz2dxdy], onde S ´e a superf´ıcie exterior do cubo limitado pelos plaos coordenados e pelos planos x = 1, y = 1 e z = 1.
Exemplo 180: Calcular a integral do exemplo anterior sobre S0, sendo S0 a superf´ıcie esterior do cubo, exceto a face que est´a no plano z = 1.