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Portuguese Guide. Os Seus Direitos de Licença de Maternidade

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Os Seus Direitos de

Licença de Maternidade

(2)
(3)

Esta publicação tem o apoio do Programa Comunitário para o Emprego e a Solidariedade Social – PROGRESS (2007–2013). Este programa é implementado pela Comissão Europeia. Foi

estabelecido para dar apoio financeiro à implementação dos objetivos da União Europeia no âmbito do emprego, assuntos sociais e

igualdade de oportunidades, contribuindo assim para o cumprimento dos objetivos da Estratégia Europa 2020 nesses âmbitos.

O Programa, de sete anos, é dirigido a todos os agentes sociais que possam ajudar a construir o desenvolvimento de políticas e legislação efetivas no âmbito social e do emprego nos 27 membros da UE, AECL-EEE e países candidatos e pré-candidatos.

Para mais informações, consulte: http://ec.europa.eu/progress As informações incluídas nesta publicação não refletem

(4)

Licença de Maternidade

(5)

Birchgrove House Roscrea

Co Tipperary e

The Equality Authority 2 Clonmel Street

Dublin 2

© 2012 A Autoridade para a Igualdade ISBN 978-1-908275-50-9

(6)

Introdução 9 1. Que direitos me garantem as Leis de Proteção da

Maternidade de 1994–2004? 10

Quem é abrangido pela Lei? 11

Se precisar duma folga antes do meu parto, tenho direito

a tê-la? 12

Devo avisar acerca das minhas consultas? 12 Como devo avisar e com quanta antecedência? 12 2. E relativamente a folga para aulas pré-natais? 14 Existem regras para ter uma folga para aulas pré-natais? 14 E se houver aulas pré-natais às quais não possa assistir? 15 3. Tenho direito a uma Licença de Saúde e Segurança

durante a gravidez? 16

O que é a Licença de Saúde e Segurança? 16

Como funciona? 16

(7)

Segurança? 18 Quanto tempo pode durar a Licença de Saúde e Segurança? 19 Que avisos devo dar à minha entidade empregadora? 19 Que avisos deve dar-me a minha entidade empregadora? 19 4. Quais são os meus direitos de maternidade e outros? 21 Devo avisar acerca da minha Licença de Maternidade? 21

E se for um parto prematuro? 22

Devo avisar igualmente da Licença se o parto for prematuro? 23

E se o parto se atrasar? 23

Que aviso devo dar se o parto se atrasar? 23

E se o meu bebé não sobreviver? 23

5. Posso cancelar a licença de maternidade adicional

se ficar doente? 24

Devo avisar acerca do fim da minha licença adicional? 25 6. Posso adiar a minha licença de maternidade se o

meu bebé se encontrar no hospital? 26

(8)

8. Tenho direito a ter folga para amamentação? 30 Devo informar a minha entidade empregadora de que

estou a amamentar? 31

9. O meu trabalho é assegurado após a licença de

maternidade? 32

A que remunerações tenho direito durante a licença? 33 As minhas prestações e contribuições para pensões irão

ser afetadas? 33

As minhas contribuições para a assistência social irão ser

afetadas? 33

O que acontece se estiver num estágio, formação ou

aprendizagem no momento da licença de maternidade? 34

Vou perder as férias anuais? 34

Vou perder os benefícios relativos a feriados? 35 10. Posso recuperar o meu antigo trabalho após a licença? 36 Tenho direitos em relação à posição para a qual regresso? 36 Posso ter de fazer outro trabalho diferente? 36

(9)

Tenho direitos em relação à suspensão e despedimento

abusivos? 38

O que posso fazer se for despedida ou discriminada

devido à minha gravidez? 39

A minha entidade empregadora pode decidir as condições

dos meus direitos de maternidade? 39

Anexo A – Litígios e Recursos 40

Audiência de Litígios 40

Execução 43

Despedimentos 43

Recursos 47

Anexo B – A Autoridade para a Igualdade 48

Informações e Apoio 48

Informação sobre Igualdade 48

Horário 49

Outros guias disponíveis nesta série incluem 49

Anexo C – Contactos e Endereços 50

(10)

Introdução

Este guia estabelece os pontos principais da Lei de Proteção da Maternidade de 1994. Desde então, a Lei foi alterada três vezes. Foi alterada por:

• Instrumento Regulador n.º 29 de 2001, • Instrumento Regulador n.º 51 de 2006, e • a Lei de Proteção da Maternidade de 2004.

As Leis são agora referidas pela designação de Leis de Proteção da Maternidade 1994-2004. Estão disponíveis cópias da legislação em: The Government Publications Office

Molesworth Street Dublin 2

Tel.: (01) 647 6879 ou em www.oireachtas.ie Também estão disponíveis em www.equality.ie

A Lei de Proteção da Maternidade de 1994 (MPA 1994) foi introduzida para dar efeito à Diretiva 92/86/CEE do Conselho, de 19 de outubro de 1992.

Este guia tem apenas finalidades informativas. Não é um documento jurídico.

(11)

1. Que direitos me garantem as Leis de Proteção da

Maternidade de 1994–2004?

As Leis de Proteção da Maternidade dão direito à empregada grávida a: • 26 semanas de licença de maternidade remunerada (pode ter direito

a receber proteção social ou a sua entidade empregadora pode continuar a remunerá-la);

• 16 semanas de licença de maternidade adicional não remunerada; • folga para cuidados pré-natais e pós-natais (consultas médicas); • folga para aulas pré-natais (um conjunto de aulas não incluindo as

últimas três aulas – consultar a página 14); • licença de saúde e segurança;

• licença para o pai se a mãe morrer;

• folga ou horário de trabalho reduzido para permitir a amamentação; • proteção de certos direitos de emprego;

• o direito a voltar para o trabalho após a licença; • proteção contra o despedimento;

• mecanismo para a resolução de litígios e recursos sobre direitos garantidos pela Lei;

• interrupção da licença de maternidade adicional com o

consentimento da entidade empregadora se a mãe ficar doente; • ampliar a licença de maternidade se o bebé tiver de ser

hospitalizado.

Também são garantidos alguns direitos adicionais. Requerem o consentimento da entidade empregadora.

(12)

O pai tem direito à parte restante da licença de maternidade se a mãe da criança morrer durante o parto ou durante a licença de maternidade. Nestas circunstâncias e segundo o critério da entidade empregadora, o pai também pode ampliar a licença se o bebé tiver de ser hospitalizado ou pode finalizar a licença se o próprio pai ficar doente.

No caso do eventual falecimento da mãe durante a licença de

maternidade, o pai tem direito à licença. As entidades empregadoras não podem negar este direito. Não podem adiar o início desta licença.

Quem é abrangido pela Lei?

Qualquer pessoa sujeita a um contrato de emprego é abrangida pela Lei. Isto inclui:

• qualquer empregado sujeito a um contrato de serviço; • estagiários e trabalhadores de agências de emprego;

• empregados numa extensa gama de setores públicos e privados, como membros da Garda Síochána, funcionários públicos, autoridades locais e empregados do Health Service Executive; e • estagiários, trabalhadores temporários e a tempo parcial.

Os empregados das Forças de Defesa e da Garda Síochána não estão abrangidos pela Lei para aulas pré-natais e pós-natais nem pela Lei de Despedimento Abusivo. Consulte a página 14, 15, 43 e 44 deste guia para mais informações.

(13)

Se precisar de uma folga antes do meu parto, tenho

direito a tê-la?

Cuidados pré-natais ou pós-natais

Além das suas 26 semanas de licença de maternidade, as

empregadas grávidas e empregadas que recentemente tenham dado à luz têm direito a uma folga remunerada para receber cuidados pré-natais e pós-natais. Se estiver grávida, ou se tiver dado à luz nas últimas 14 semanas, ou se tiver uma consulta relacionada com a gravidez, tem direito a folga remunerada para assistir às consultas. A lei não estabelece qualquer limite no número de consultas a que possa assistir. O direito refere-se apenas ao tempo de deslocação, duração e retorno ao trabalho.

Devo avisar acerca das minhas consultas?

Sim. Por lei, deve comunicar à sua entidade empregadora a marcação de consultas médicas durante ou após a sua gravidez.

Como devo avisar e com quanta antecedência?

Deve informar a sua entidade empregadora por escrito acerca da data e hora da sua consulta assim que possível, mas o aviso deve ser efetuado pelo menos duas semanas antes da consulta.

(14)

A sua entidade empregadora pode pedir-lhe que apresente um cartão ou qualquer outro documento que indique:

• a data e hora da consulta,

• a confirmação da sua gravidez, e • a data prevista para o parto.

Contudo, não é necessário fazer isso para a sua primeira consulta. Se tiver que assistir a uma consulta pré-natal ou pós-natal sem marcação e não conseguir proceder ao aviso necessário, deve apresentar à sua entidade empregadora uma prova de que assistiu à consulta e o motivo pelo qual não foi possível proceder ao aviso. Deve fazer isso durante a semana posterior à data da consulta.

(15)

2. E relativamente a folga para aulas pré-natais?

Tem direito a folgas remuneradas para assistir a um grupo de aulas pré-natais (não incluindo as últimas três aulas). As últimas três aulas decorrem normalmente após o início da licença de maternidade. O pai do bebé (se for empregado através dum contrato de trabalho) também tem direito à folga remunerada para assistir ás duas aulas pré-natais antes do parto.

Os membros das Forças de Defesa e da Garda Síochána não têm direito a folgas para aulas pré-natais.

Existem regras para ter uma folga para aulas pré-natais?

Sim. Existem regras e disposições legais relativas a folgas para aulas pré-natais.

Uma empregada grávida ou o pai do bebé devem:

• avisar a respetiva entidade empregadora, por escrito, acerca das datas e horas de cada aula assim que possível, e pelo menos duas semanas antes da data da aula;

• ter disponibilidade para apresentar, se requerido, um documento – por exemplo, um cartão de marcação – que indique as datas e horas da aula ou as aulas às quais desejem assistir.

(16)

Se você ou o pai do bebé não conseguem fazê-lo por motivos alheios, deve apresentar uma prova à entidade empregadora de que assistiu à aula e indicar o motivo pelo qual não foi possível proceder ao aviso. Deve fazer isso durante a semana posterior à data da aula.

E se houver aulas pré-natais às quais não possa assistir?

Se não conseguir assistir a um grupo de aulas (não incluindo as últimas três) durante a gravidez devido a circunstâncias fora do seu controlo (incluindo aborto natural, o parto prematuro do feto ou doença), tem direito, durante outra gravidez, a folgas remuneradas para assistir às restantes aulas.

(17)

3. Tenho direito a uma Licença de Saúde e Segurança

durante a gravidez?

Se estiver grávida, se recentemente deu à luz ou se estiver a

amamentar, pode ter direito a uma licença de saúde e segurança em determinadas situações.

O que é a Licença de Saúde e Segurança?

Uma licença de saúde e segurança dá à empregada o direito a 21 dias de folga remunerada do trabalho. Ao fim dos 21 dias de licença de saúde e segurança, essa pessoa tem direito a um subsídio de saúde e segurança. Consultar a página 17-18.

Como funciona?

A regulamentação de Segurança, Saúde e Bem-estar no Trabalho (Empregadas Grávidas) obriga a entidade empregadora a avaliar qualquer risco para a segurança e saúde de:

• qualquer empregada grávida,

• qualquer empregada em período de amamentação, ou • qualquer empregada que recentemente tenha dado à luz. Esta avaliação deve identificar quaisquer tarefas ou condições de trabalho que possam pôr em risco a sua própria saúde ou a saúde e segurança do seu bebé.

As entidades empregadoras devem fazer o possível por garantir a sua segurança e saúde durante a sua gravidez, se tiver dado à luz recentemente ou se estiver em período de amamentação.

(18)

Se a sua entidade empregadora não o conseguir garantir, deve atribuir-lhe outro trabalho.

E o trabalho noturno?

Se um médico assim o considerar necessário para a sua segurança e saúde, as entidades empregadoras não podem obrigá-la a fazer trabalho noturno durante a gravidez ou durante 14 semanas após o parto.

Em que situações posso ter direito a uma Licença de

Saúde e Segurança?

A licença de saúde e segurança é garantida sempre que esteja em risco a saúde e segurança da mãe ou da criança, devido ao trabalho que esteja a fazer.

Nesta situação, deve ser-lhe concedida esta licença se:

• a sua entidade empregadora não conseguir transferi-la para outro trabalho; ou

• a transferência para outro trabalho não for razoável (por exemplo, longe do local onde reside).

Nestas circunstâncias, “outro trabalho” representa trabalho adequado e apropriado para si.

(19)

Vou receber um certificado de Licença de Saúde e

Segurança?

Se lhe for concedida uma licença de saúde e segurança, tem direito a solicitar um certificado que indique os motivos pelos quais lhe foi concedida esta licença. Este certificado também deve indicar a data na qual começou a licença e a sua duração prevista.

Vou ser remunerada durante a minha Licença de Saúde e

Segurança?

Se atualmente se encontrar em licença de saúde e segurança, pode receber o seu salário habitual durante os primeiros 21 dias da licença. Estes 21 dias de licença não devem ser necessariamente

consecutivos – podem ser divididos em vários períodos mais curtos. Se a sua licença de saúde e segurança exceder os 21 dias, pode ter direito a um subsídio de proteção social se tiver acumulado contribuições PRSI (Seguro Social Salarial) suficientes.

Para mais informações acerca do pagamento da prestação de segurança e saúde, contacte o Ministério de Proteção Social, na Secção do Subsídio de Saúde e Segurança. (Os dados de contacto completos são indicados no Anexo C, na parte traseira deste guia)

(20)

Quanto tempo pode durar a Licença de Saúde e

Segurança?

Uma licença de saúde e segurança pode finalizar por vários motivos: • Ao iniciar a sua licença de maternidade;

• Se deixar de amamentar;

• Sem deixar de amamentar, após 26 semanas seguintes ao parto; • Se a sua entidade empregadora tomar medidas para tornar o seu

local de trabalho um local sem riscos;

• Se a sua entidade empregadora puder transferi-la para outro emprego adequado e apropriado;

• Se for empregada mediante um contrato fixo, no final do contrato fixo.

Que avisos devo dar à minha entidade empregadora?

Se deixar de amamentar ou achar que já não se encontra em situação de risco, pode comunicar por escrito à sua entidade empregadora, assim que possível, que acha que é seguro voltar para o trabalho.

Que avisos deve dar-me a minha entidade empregadora?

Quando a sua entidade empregadora receber a sua comunicação escrita sobre o seu desejo de voltar para o trabalho e não tiver qualquer motivo para achar que possa estar em situação de risco,

(21)

A entidade empregadora irá então escrever-lhe para lhe comunicar que pode voltar para o mesmo trabalho.

Para além disso, a sua entidade empregadora:

• tomar as medidas que forem necessárias para se certificar de que já não se encontra em risco;

ou

• se tiver possibilidade de transferi-la para outro emprego adequado e apropriado, deve escrever-lhe para a informar de que pode voltar para o trabalho.

A licença de saúde e segurança termina:

• sete dias após o aviso da sua entidade empregadora de que pode voltar para o trabalho;

ou

• se voltar para o trabalho antes desses sete dias, a licença de saúde e segurança terminará no primeiro dia de regresso ao trabalho.

(22)

4. Quais são os meus direitos de maternidade e

outros?

Tem direito a:

• 26 semanas de licença de maternidade remuneradas consecutivas; e • 16 semanas adicionais de licença de maternidade não remuneradas

consecutivas, imediatamente após o fim da licença de maternidade. Se o seu bebé precisar de ser hospitalizado, as licenças de 26 e 16 semanas podem ser desfrutadas mais tarde, mas apenas com a concordância da entidade empregadora.

Pode iniciar e terminar a sua licença de maternidade em qualquer dia à sua escolha, mas deve;

• desfrutar de, pelo menos, duas semanas de licença antes do fim da semana prevista para o parto; e

• desfrutar de uma licença de quatro semanas após o parto.

Devo avisar acerca da minha Licença de maternidade?

Se deseja desfrutar da sua licença de maternidade, deve escrever à sua entidade empregadora, para o comunicar. Deve fazê-lo assim que possível, mas pelo menos quatro semanas antes do início da sua licença de maternidade.

(23)

Se as circunstâncias se alterarem, pode retirar o seu pedido de licença de maternidade, escrevendo para a sua entidade empregadora, informando que deseja retirar o pedido.

Se deseja exercer o seu direito à licença de maternidade adicional, deve escrever de novo à sua entidade empregadora, informando que pretende desfrutar da licença de maternidade adicional. Deve fazê-lo assim que possível, mas sempre quatro semanas antes da data de início prevista para a licença de maternidade adicional.

Pode escrever à sua entidade empregadora para informar de que deseja uma licença de maternidade adicional ao mesmo tempo em que solicite a sua licença de maternidade. Deve fazê-lo assim que possível, mas sempre quatro semanas antes da data que teria sido a sua data de regresso prevista, no caso de não ter solicitado a licença de maternidade adicional.

E se for um parto prematuro?

Tem direito a um mínimo de 26 semanas de licença, com início na mais próxima das datas seguintes:

• o primeiro dia da licença de maternidade; ou • a data do parto; ou

• uma data específica (por motivos médicos certificados, como no caso de cesariana).

(24)

Devo avisar igualmente da Licença se o parto for

prematuro?

Se o seu parto ocorrer quatro semanas antes da data prevista, deve informar a sua entidade empregadora nos 14 dias após o parto.

E se o parto se atrasar?

Se tiver menos de quatro semanas de licença de maternidade no momento do parto, tem então direito a uma ampliação da sua licença de maternidade de até quatro semanas consecutivas.

Se a sua licença de maternidade for ampliada devido a um atraso no parto, mantém o direito a desfrutar de uma licença de maternidade adicional.

Que aviso devo dar se o parto se atrasar?

Se dispuser de menos de quatro semanas de licença de maternidade no momento do parto, para ter direito a uma ampliação da sua licença de maternidade de até quatro semanas, deve escrever para a sua entidade empregadora (ou pedir a outra pessoa que o faça), informando:

• da ampliação pretendida para a licença; e

(25)

5. Posso cancelar a licença de maternidade adicional

se ficar doente?

Se estiver doente e desejar terminar a sua licença de maternidade adicional não remunerada, pode pedir à sua entidade empregadora para terminar a licença de maternidade em qualquer momento durante as últimas quatro semanas da licença de maternidade (no caso da entidade empregadora ter sido notificada da sua intenção de desfrutar de uma licença de maternidade adicional) ou durante a licença de maternidade adicional.

Contudo, deve ter em conta que realmente não tem direito a terminar a licença de maternidade adicional se ficar doente.

Mas, se a sua entidade empregadora concordar, a licença de maternidade adicional irá terminar numa data acordada consigo. Se a sua licença de maternidade adicional terminar por seu próprio pedido, são aplicadas as regras seguintes:

• qualquer ausência do trabalho (após a finalização da licença de maternidade adicional) é considerada como uma ausência do trabalho devida a doença; e

• perde a licença adicional e não tem direito à mesma em nenhuma data futura.

(26)

Devo avisar acerca do fim da minha licença adicional?

Se estiver doente e desejar terminar a sua licença de maternidade adicional, deve solicitá-lo à sua entidade empregadora por escrito. Se necessário, pode pedir a alguém que o faça por si.

A sua entidade empregadora deve escrever-lhe para a informar se irá terminar a sua licença de maternidade adicional.

(27)

6. Posso adiar a minha licença de maternidade se o

meu bebé se encontrar no hospital?

Se quiser diferir (adiar ou retardar) parte da sua licença de maternidade porque o seu bebé se encontra no hospital, deve obter autorização da sua entidade empregadora. Não tem direito a adiar a licença.

Um dos pais pode pedir à respetiva entidade empregadora para adiar a totalidade ou uma parte da sua licença de maternidade ou licença de pai se estiverem em:

• licença de maternidade durante mais de 14 semanas, sendo pelo menos quatro dessas semanas após o parto;

• licença de maternidade adicional; • licença de pai; ou

• licença adicional de pai.

Se a sua entidade empregadora aceitar o adiamento da licença, poderá voltar para o trabalho numa data acordada consigo. Terá direito a desfrutar da licença adiada duma vez, que deverá começar durante os primeiros sete dias seguintes à saída do seu bebé do hospital.

Se adiar a licença de maternidade (ou a licença de pai) e desfrutar depois de uma licença por doença, esta licença deve ser

considerada uma licença de maternidade adiada, exceto se informar a sua entidade empregadora, por escrito, de que não deseja iniciar a licença adiada.

(28)

Após a notificação à sua entidade empregadora, a sua licença por doença é considerada do mesmo modo que qualquer outra licença por doença, mas perde a licença adiada.

A licença pode ser adiada até seis meses.

Que aviso devo dar para adiar a licença?

Se quiser adiar parte da sua licença porque a sua criança não foi hospitalizada, deve solicitar por escrito à sua entidade empregadora. Se necessário, pode pedir a alguém que o faça por si.

Se for solicitado pela sua entidade empregadora, deve fornecer: • uma carta ou qualquer outro documento equivalente do hospital a

confirmar que a sua criança se encontra no hospital; e

• uma segunda carta ou qualquer outro documento equivalente do hospital ou do médico da criança a confirmar a data em que a sua criança saiu do hospital.

A sua entidade empregadora deve informá-la da decisão por escrito assim que possível.

Deve notificar a sua entidade empregadora quando desejar retomar a licença. Deve fazê-lo assim que possível, mas sempre antes da data desejada para o início da sua licença.

(29)

7. A que tipo de licença têm direito os pais?

Os pais apenas dispõem do direito à licença de pai se a mãe do bebé falecer durante as 40 semanas posteriores ao parto. Caso contrário, não usufruem do direito à licença de pai ou a qualquer outro tipo de licença. Se a mãe falecer durante as 24 horas posteriores ao parto, os pais sujeitos a um contrato de emprego têm direito a:

restante da licença de maternidade (licença remunerada) e à licença de maternidade adicional (licença não remunerada).

A totalidade ou parte das 16 semanas adicionais pode ser adiada no caso duma eventual hospitalização do seu bebé.

Se a mãe falecer após as 24 horas seguintes ao parto, o pai tem então direito a uma licença até ao fim da 40ª semana.

A licença deverá começar nos sete dias seguintes ao falecimento da mãe.

O pai pode ter direito a um subsídio de assistência social do Ministério de Proteção Social. Os dados de contacto completos são indicados no Anexo C, na parte traseira deste guia.

Que aviso de licença deve dar um pai?

Se a mãe do bebé falecer e o pai desejar exercer o seu direito à licença, deve informar a sua entidade empregadora do falecimento

(30)

da mãe antes ou na data de início da licença. Deve informar a sua intenção de desfrutar da licença antes ou no primeiro dia da licença e indicar a duração da licença à qual acha que tem direito. Se necessário, pode pedir a outra pessoa que o faça por si.

Se solicitado pela entidade empregadora, o pai também deve apresentar uma cópia da certidão de óbito da mãe e da certidão de nascimento da criança.

Se o pai desejar exercer o seu direito à licença (no caso do falecimento da mãe durante as 24 semanas posteriores ao parto), deve escrever ou notificar a sua entidade empregadora, indicando a sua intenção de desfrutar da licença. Pode fazê-lo juntamente com o pedido original de licença ou, no mínimo, quatro semanas antes da data prevista para o regresso ao trabalho.

O pai pode alterar a data de regresso ao trabalho.

A licença pode finalizar se o pai ficar doente. Esse final pode apenas ocorrer com a autorização da sua entidade empregadora.

Para mais informações acerca deste assunto ou de outros direitos a licença de assistência à família para pais, contacte a Autoridade para a Igualdade através da linha de baixo custo 1890 245 545 ou visite www.equality.ie

(31)

8. Tenho direito a ter folga para amamentação?

Se estiver em período de amamentação, tem direito a uma das opções seguintes:

• folga remunerada para alimentar o seu bebé no seu local de trabalho; ou

• horário de trabalho reduzido – sem perda de remuneração – para alimentar o seu bebé fora do local de trabalho.

A sua entidade empregadora decide que opção é mais adequada. A definição de “amamentação”, de acordo com a Lei, significa retirar o leite do peito para alimentar o seu bebé imediatamente ou guardar o leite para alimentar o seu bebé mais tarde.

A sua entidade empregadora não tem a obrigação de fornecer

instalações para a amamentação no local de trabalho se as despesas forem superiores ao custo nominal.

Se efetuar a amamentação no seu local de trabalho, tem direito a uma hora livre todos os dias como intervalo para amamentação. A sua remuneração não será reduzida para esta hora.

Pode efetuar este intervalo de vários modos: • um intervalo de 60 minutos;

• dois intervalos de 30 minutos; • três intervalos de 20 minutos; ou

(32)

Se efetuar a amamentação fora do seu local de trabalho, tem direito a uma redução do seu horário de trabalho de até uma hora diária. Igualmente, a sua remuneração não será reduzida para esta hora. Esta redução horária pode ser aplicada de várias maneiras:

• um período de 60 minutos; • dois períodos de 30 minutos; • três períodos de 20 minutos; ou

• através do acordo entre si e a sua entidade empregadora.

Devo informar a minha entidade empregadora de que

estou a amamentar?

Se estiver em período de amamentação e desejar uma folga ou horário reduzido, deve fazer o pedido por escrito à sua entidade empregadora assim que possível, mas sempre antes da data limite para comunicar à sua entidade empregadora a sua intenção de voltar para o trabalho. Além disso, se requerido pelo seu empregador, deve apresentar uma prova da data de nascimento da sua criança.

(33)

9. O meu trabalho é assegurado após a licença de

maternidade?

Durante uma licença de maternidade ou licença relacionada com a maternidade, a sua ausência do trabalho não irá afetar os seus direitos como empregada. Deve ser tratada como se ainda estivesse a trabalhar.

Este direito é aplicado aos tipos seguintes de licença:

• licença de maternidade;

• licença de maternidade adicional;

• licença de pai (no caso do eventual falecimento da mãe); • licença adicional de pai;

• licença de saúde e segurança;

• folga para cuidados pré-natais e pós-natais; • folga ou redução do horário para amamentação; • folga para aulas pré-natais.

A sua ausência do trabalho enquanto desfruta de qualquer tipo de licença (acima referida) não deve ser considerada como sendo parte de qualquer outra licença, incluindo a licença por doença ou férias anuais. A sua entidade empregadora não a pode obrigar a desfrutar de uma folga de um dia para assistir a uma consulta pré-natal.

Não pode considerar a licença de maternidade ou consultas pré-natais como sendo parte do seu registo de doenças.

(34)

A que remunerações tenho direito durante a licença?

A sua entidade empregadora não tem a obrigação de a remunerar durante a sua licença de maternidade.

Contudo, a sua entidade empregadora deve remunerá-la: • quando receber cuidados pré-natais e pós-natais; • quando assistir a aulas pré-natais;

• quando desfrutar de uma folga ou redução do horário para amamentação;

• durante os primeiros 21 dias da licença de saúde e segurança.

As minhas prestações e contribuições de pensões irão ser

afetadas?

Não deve contribuir para o sistema de pensões se estiver em: • licença de maternidade adicional;

• licença de pai (se a mãe falecer durante as 24 semanas posteriores ao parto);

• licença adicional de pai.

As minhas contribuições para a assistência social irão ser

afetadas?

(35)

licença. Este é o caso sempre que as Leis permitam que a entidade empregadora não seja obrigada a remunerá-la.

Esta disposição não é aplicável a: • cuidados pré-natais ou pós-natais, • aulas pré-natais,

• folga ou redução do horário para amamentação, e

• durante os primeiros 21 dias da licença de saúde e segurança. Contacte o Ministério de Proteção Social para mais informações acerca das prestações de maternidade (pagamentos e contribuições para o sistema de proteção social). O seu site é www.welfare.ie.

O que acontece se estiver num estágio, formação ou

aprendizagem no momento da licença de maternidade?

Todos os períodos de estágio, formação e aprendizagem ficam suspensos durante a sua licença de maternidade. Isto significa que deverá terminá-los após o seu regresso ao trabalho.

Vou perder as férias anuais?

Não. As suas férias anuais continuam a acumular-se de maneira normal durante a sua licença de maternidade padrão e a sua licença de maternidade adicional não remunerada.

(36)

Vou perder os benefícios relativos a feriados?

Não. Durante a sua licença de maternidade e licença de maternidade adicional não remunerada, tem direito a ser remunerada por qualquer feriado que ocorra durante a sua licença.

Deve receber a remuneração dum dia adicional ou uma folga remunerada dum dia durante o próximo mês ou um dia adicional de férias anuais para cada feriado que tenha lugar durante a sua licença. Isto aplica-se se a sua entidade empregadora lhe pagar uma remuneração completa durante a sua licença.

(37)

10. Posso recuperar o meu antigo trabalho após a

licença?

Se tiver desfrutado de uma licença de maternidade, licença de maternidade adicional, licença de pai, licença adicional de pai ou licença de saúde e segurança, tem direito a:

• voltar para o trabalho na sua entidade empregadora ou novo proprietário (se houver uma alteração de proprietário);

• o mesmo trabalho sujeito ao mesmo contrato que tinha antes; e • termos e condições do mesmo nível dos que tinha antes e que

incluam qualquer melhoramento de que poderia desfrutar se não tivesse estado ausente.

Tenho direitos em relação à posição para a qual regresso?

Se não estava a exercer o seu trabalho normal ou habitual antes da licença, tem direito a voltar para o trabalho que tinha antes da licença ou para o seu trabalho habitual.

Posso ter de fazer outro trabalho diferente?

Se não for possível ou prático para a sua entidade empregadora (ou sucessor da sua entidade empregadora) permitir-lhe voltar para o seu trabalho anterior, o novo contrato deve oferecer-lhe uma alternativa adequada.

(38)

Uma “alternativa adequada” representa um trabalho que: • seja adequado para si dentro das circunstâncias; e

• seja regido por termos e condições que sejam do mesmo nível das do seu contrato original; e

• inclua qualquer melhoramento dos termos e condições de que teria desfrutado se não tivesse estado ausente.

Se ocorrer uma interrupção ou paragem do trabalho no seu local de trabalho e for razoável prever o seu retorno ao trabalho na data especificada, pode nesse caso voltar para o trabalho após o reinício do trabalho ou assim que seja razoavelmente prático.

Como aviso acerca da minha intenção de voltar para o

trabalho?

Deve informar a sua entidade empregadora (ou o novo proprietário), por escrito, quatro semanas antes da data de regresso prevista ou idealmente antes, da sua intenção de voltar para o trabalho. Deve indicar a data pretendida para o seu regresso. Se necessário, pode pedir a outra pessoa que o faça por si.

Se adiar a licença, terá de seguir um regime especial de notificação. Para mais informações acerca deste regime, ligue para a Autoridade para a Igualdade através da linha de baixo custo 1890 245 545. Os dados de contacto completos são fornecidos no Anexo B na parte

(39)

11. Estou protegida contra a suspensão e o

despedi-mento durante a licença?

Está protegida contra a suspensão ou despedimento durante: • a licença de maternidade ou licença de maternidade adicional; • a licença de pai ou licença de pai adicional;

• a licença de saúde e segurança; • as aulas pré-natais;

• cuidados pré-natais e pós-natais; e • a amamentação.

Tenho direitos em relação à suspensão e despedimento

abusivos?

Se for despedida, o seu despedimento é considerado abusivo se for derivado de:

• a sua gravidez,

• a sua assistência a aulas pré-natais, • o seu parto,

• a amamentação,

• qualquer assunto relacionado com a gravidez;

• o seu exercício ou tentativa de exercício dos direitos garantidos pelas Leis de Proteção da Maternidade de 1994–2004.

Para mais informações sobre como resolver um litígio, consulte o Anexo A.

(40)

O que posso fazer se for despedida ou discriminada

devido a minha gravidez?

Pode apresentar uma reclamação, abrangida pelas Leis de Igualdade no Emprego 1998–2011, contra o despedimento discriminatório por razões de sexo ou em relação à licença de maternidade ou gravidez perante o Tribunal de Relações no Trabalho (incluindo a Comissão de Direitos e o Tribunal de Igualdade) ou Tribunal Distrital.

Para mais informações, consulte o folheto de informação da

Autoridade para a Igualdade sobre as Leis de Igualdade no Emprego de 1998-2011, visite www.equality.ie ou www.workplacerelations.ie.

A minha entidade empregadora pode decidir as condições

dos meus direitos de maternidade?

O seu contrato ou acordo com a sua entidade empregadora pode incluir melhores condições que as incluídas na Lei. Contudo, a sua entidade empregadora não pode oferecer condições menos favoráveis às incluídas na Lei.

(41)

Anexo A – Litígios e Recursos

A empregada ou a entidade empregadora podem encaminhar um litígio sobre direitos abrangidos pelas Leis de Proteção da Maternidade para www.workplacerelations.ie. Tel.: 1890 80 80 90. Contudo, existem exceções (casos nos quais não se aplica): • Os litígios relacionados com o despedimento devem ser

encaminhados de acordo com as Leis de Despedimento Abusivo de 1977–2007 (ver acima).

• Os litígios relacionados com segurança e riscos no local de trabalho devem ser encaminhados para a Autoridade de Saúde e Segurança. • Os litígios com empregados das Forças de Defesa devem ser

encaminhados de acordo com a Lei da Defesa.

Audiência de Litígios

Existem determinadas regulamentações acerca dos procedimentos a seguir para a audiência de litígios por um Representante da Comissão de Direitos e a audiência de recursos pelo Tribunal de Recurso do Trabalho.

As regulamentações também estabelecem os requisitos relativos a: • avisos de litígio e recurso, notificações de sentenças e

deliberações,

• marcação de audiências, • procedimentos de audiência, e

atribuição de custos e despesas.

(42)

A entidade empregadora ou o empregado devem iniciar os litígios mediante um aviso ao Representante da Comissão de Direitos: • por escrito;

• durante os seis meses seguintes à data na qual a entidade empregadora for informado das circunstâncias do litígio (por

exemplo, o facto da empregada estar grávida ou do falecimento da mãe da criança);

ou

• dentro do período de tempo que o Representante da Comissão de Direitos considerar razoável (mas não superior a 12 meses) e achar que não foi possível enviar o aviso dentro do período dos seis meses devido a circunstâncias excecionais.

O aviso deve incluir os dados seguintes:

• o nome e o endereço da parte a iniciar o litígio;

• o nome e o endereço da outra parte implicada no litígio; e

• detalhes ou alegações que a parte a iniciar o litígio irá apresentar na audiência.

Pode obter o Formulário de Queixa Única da Comissão de Relações de Trabalho, Tom Johnson House, Haddington Road, Dublin 4, Tel.: (01) 613 6700.

(43)

Se estiver fora da área (01), pode ligar para a linha de baixo custo: 1890 220 227. Para mais informações sobre como evitar e resolver litígios e desacordos de trabalho, consulte o site da Comissão de Relações de Trabalho www.lrc.ie.

O Representante da Comissão de Direitos (ou o Tribunal de Igualdade no Emprego em recurso) pode:

• dar indicações para resolver o litígio;

• ordenar uma licença por um período específico;

• ordenar uma compensação justa nessas circunstâncias de até 20 semanas de remuneração, no máximo.

Ambas as partes podem apresentar um recurso contra a deliberação do Representante da Comissão de Direitos. Podem apresentar um recurso por escrito ao Tribunal de Recurso do Trabalho durante as quatro semanas seguintes à receção da deliberação do Representante da Comissão de Direitos.

O recurso deve incluir os dados seguintes: • o nome e o endereço da parte a iniciar o litígio;

• o nome e o endereço da outra parte implicada no litígio; e

• detalhes ou alegações que a parte a iniciar o litígio irá apresentar na audiência.

A audiência dum recurso pelo Tribunal pode ser pública mas, se for apropriado, o Tribunal pode decidir manter a privacidade do processo.

(44)

Pode obter um formulário de recurso do Secretário do Tribunal de

Recurso do Trabalho, em 65A Adelaide Road, Dublin 2, Tel. (01) 631 2121. Qualquer das partes pode apresentar um recurso ao Tribunal Superior sobre princípio de direito. O Tribunal pode remeter uma questão de direito ao Tribunal Superior.

Execução

“Execução” significa a emissão duma ordem para certificar o cumprimento dos termos do acordo.

A deliberação do Representante da Comissão de Direitos ou do Tribunal de Recurso do Trabalho pode ser executada através do Tribunal Distrital.

Despedimentos

De acordo com a Lei do Despedimento Abusivo, é injusto despedir uma empregada:

• com base na gravidez da empregada;

• devido à sua participação em aulas pré-natais, • devido ao seu parto;

• devido à amamentação; ou

(45)

É injusto despedir uma empregada por fazer uso ou expressar a sua intenção de fazer uso dos direitos garantidos pela Lei de Proteção da Maternidade de 1994 e sua alteração de 2004.

Os litígios relacionados com o despedimento devem ser

encaminhados de acordo com as Leis de Despedimento Abusivo de 1977–2007 (UDA 1977 e posteriores alterações).

As reclamações ao abrigo das Leis de Igualdade Laboral 1998–2011, contra o despedimento discriminatório por razões de sexo ou em relação à licença de maternidade ou gravidez também podem ser apresentadas perante o Tribunal de Igualdade ou Tribunal Distrital. Um empregado despedido ilicitamente pode recorrer a:

• um Representante da Comissão de Direitos • o Tribunal de Recurso do Trabalho; ou • o Tribunal Distrital.

Se for apresentada uma reclamação perante o Representante da Comissão de Direitos ou o Tribunal de Recurso do Trabalho, o empregado deve notificar por escrito o Representante da Comissão de Direitos ou o Tribunal de Recurso do Trabalho:

• nos seis meses seguintes à data do despedimento ou

(46)

• dentro do período de tempo que o Representante da Comissão de Direitos ou o Tribunal considerar razoável (mas não superior a 12 meses) se o Representante da Comissão de Direitos ou o Tribunal achar que não foi possível enviar o aviso dentro do período dos seis meses devido a circunstâncias excecionais.

Qualquer das partes da reclamação se pode opor à audiência do processo pelo Representante da Comissão de Direitos. Nesse caso, a audiência será realizada pelo Tribunal.

Pode obter os formulários para o Representante da Comissão de Direitos através do Serviço ao Cliente de Relações do Trabalho, Ministério de Emprego, Empresas e Inovação, O’Brien Road, Carlow, Tel.: chamada de baixo custo 1890 80 80 90. Site: www. workplacerelations.ie. E-mail: [email protected]

Pode obter um formulário para o Tribunal de Recurso do Trabalho (EAT) através do Serviço ao Cliente de Relações do Trabalho, Ministério de Emprego, Empresas e Inovação, O’Brien Road, Carlow, Tel.: chamada de baixo custo 1890 80 80 90. Site: www. workplacerelations.ie. E-mail: [email protected]

O Representante da Comissão de Direitos, o Tribunal de Recurso do Trabalho ou o Tribunal Distrital podem ordenar várias formas de recurso. São as seguintes:

(47)

ou uma posição alternativa apropriada em termos e condições razoáveis;

• Indemnização – pela perda financeira provocada pelo

despedimento. O montante da compensação será adequado às circunstâncias, mas não será superior à remuneração equivalente a 104 semanas. Se não houver perda financeira, será concedida uma compensação, mas o montante não será superior à remuneração equivalente a quatro semanas.

(48)

Recursos

Qualquer uma das partes pode apresentar um recurso contra a deliberação do Representante da Comissão de Direitos perante o Tribunal de Recurso do Trabalho através dum aviso escrito remetido durante as seis semanas seguintes à receção da deliberação do Representante da Comissão de Direitos.

Os avisos remetidos de acordo com a Lei do Despedimento Abusivo devem conter:

• o nome e o endereço da pessoa a apresentar a reclamação ou recurso;

• o nome da outra parte implicada no litígio; • a data na qual foi iniciado o emprego; • a data do despedimento; e

• o montante da remuneração semanal.

Qualquer das partes pode apresentar um recurso contra a deliberação do Tribunal perante o Tribunal Distrital dentro das seis semanas

seguintes à data de receção da deliberação do Tribunal de Recurso do Trabalho.

(49)

Informações e Apoio

A Autoridade para a Igualdade fornece publicamente informação apenas sobre as Leis de Proteção da Maternidade. Tem publicado uma série de materiais de apoio, incluindo guias das Leis de Igualdade e DVDs de formação.

O Centro de Informação Pública da Autoridade para a Igualdade, com sede em Rocrea, Co Tipperary, fornece informação em vários formatos: • informação online em www.equality.ie;

• um serviço automático de mensagens de voz por telefone

(chamada de baixo custo 1890 245 545) que também encaminha os utilizadores para o Agente de Comunicações que poderá fornecer informação mais detalhada;

• guias da legislação, em várias línguas e formatos.

Informação sobre Igualdade

Mais informações, publicações e DVDs de formação sobre vários aspetos da lei estão disponíveis em:

The Equality Authority Public Information Centre Birchgrove House Roscrea Co Tipperary Ireland Contacto: LoCall: 1890 245 545 Phone: +353 (0505) 24126 Fax: +353 (0505) 22388 Website: www.equality.ie Email: [email protected]

(50)

Horário

Segunda a quinta-feira, 9:15 -17:30 Sexta-feira 9:15 - 17:15

Outros guias disponíveis nesta série incluem

• Guia das Leis de Licenças para pais Adotivos 1995-2005 • Guia das Leis de Licenças Parentais 1998-2006

• Guia das Leis de Igualdade no Emprego 1998-2011 • Guia das Leis de Igualdade 2000-2011

The Equality Authority (Dublin Office) 2 Clonmel Street Dublin 2 Ireland Contacto: LoCall: 1890 245 545 Phone: +353 (01) 417 3336 Fax: +353 (01) 417 3331 Website: www.equality.ie Email: [email protected]

(51)

Equality Tribunal 3 Clonmel Street Dublin 2 Phone: (01) 477 4100 Fax: (01) 477 4141 LoCall: 1890 344 424 Website: www.equalitytribunal.ie Email: [email protected] The Health and Safety Authority The Metropolitan Building

James Joyce Street Dublin 1 Phone: (01) 614 7000 Fax: (01) 614 7125 LoCall: 1890 289 389 Website: www.hsa.ie Email: [email protected] Department of Social Protection

Maternity Benefit Section and Records Update Section McCarter’s Road Ardarvan Buncrana Co. Donegal LoCall: 1890 690 690 E-mail: [email protected] Phone: +353 (0) 74 936 4600 (from Northern Ireland or overseas)

Workplace Relations Customer Service

Department of Jobs, Enterprise and Innovation O’Brien Road, Carlow Lo-Call: 1890 80 80 90 Fax: +353 59 91 78909 Website: www.workplacerelations.ie Callers from outside Ireland: +353 59 91 78990

(52)

Anexo D – Perguntas Frequentes

Quanto tempo devo estar empregada para ter direito à

licença de maternidade?

Não existe um mínimo de tempo requerido. Todas as empregadas têm direito à licença de maternidade.

Tenho direito a ser remunerada durante a minha licença

de maternidade?

Normalmente, terá direito ao subsídio de maternidade do Ministério de Proteção Social, mas deverá confirmar este facto com a Secção de Subsídio de Maternidade, através da Chamada de baixo custo 1890 690 690.

De acordo com as Leis de Proteção da Maternidade, a sua entidade empregadora não tem a obrigação de remunerá-la durante a sua licença de maternidade ou licença de maternidade adicional. Algumas entidades empregadoras decidem remunerar as suas empregadas durante a licença de maternidade, mas depende do respetivo critério. Deve verificar esta situação com o Departamento de Recursos

Humanos do seu local de trabalho.

(53)

Tenho direito a assistir a consultas médicas?

Sim. Tem direito a tanto tempo quanto for necessário sem perder qualquer remuneração para assistir a consultas do seu médico ou outras consultas médicas.

Contudo, deve proceder a um aviso por escrito para a entidade empregadora, pelo menos duas semanas antes da consulta. No caso de consultas sem marcação, deve apresentar à sua entidade empregadora uma prova de que assistiu à consulta. Deve fazê-lo pelo menos uma semana antes da consulta.

As aulas pré-natais estão incluídas?

Sim. Tem direito a folgas remuneradas para assistir a aulas pré-natais (exceto as últimas três). Deve proceder a um aviso por escrito para a entidade empregadora, com uma antecedência mínima de duas semanas.

As minhas férias anuais serão afetadas se desfrutar da

licença de maternidade?

Não. As férias anuais não serão afetadas pela licença de maternidade. As suas férias anuais continuam a acumular-se de maneira normal durante a sua licença de maternidade padrão de 26 semanas e a sua licença de maternidade adicional de 16 semanas.

(54)

Tenho direito a ser remunerada pelos feriados que

ocorram durante a minha licença de maternidade?

Sim. As empregadas em licença de maternidade padrão de 26 semanas e licença de maternidade adicional não remunerada de 16 semanas têm direito a ser remuneradas pelos feriados.

The Equality Authority Public Information Centre Birchgrove House Roscrea Co Tipperary Ireland Contacto: LoCall: 1890 245 545 Phone: +353 (0505) 24126 Fax: +353 (0505) 22388 Website: www.equality.ie Email: [email protected]

The Equality Authority Dublin Office 2 Clonmel Street Dublin 2 Ireland Contacto: LoCall: 1890 245 545 Phone: +353 (01) 417 3336 Fax: +353 (01) 417 3331 Website: www.equality.ie Email: [email protected]

(55)
(56)

Birchgrove House Roscrea Co Tipperary Ireland LoCall: 1890 245 545 Phone: +353 (0505) 24126 Fax: +353 (0505) 22388 Email: [email protected] Website: www.equality.ie Dublin 2 Ireland LoCall: 1890 245 545 Phone: +353 (01) 417 3336 Fax: +353 (01) 417 3331 Email: [email protected] Website: www.equality.ie

Referências

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