Itinerários da Literacia e Inclusão Digital
Luísa Aires
Universidade Aberta/CEMRI
• A rede de Centros Locais da Aprendizagem da
Universidade Aberta.
• Núcleos vocacionados para a promoção de atividades orientadas pelos princípios da ALV • Resultam da criação de parcerias entre a Universidade Aberta e a sociedade civil;
• Vocacionados para a intervenção cultural, científica, enquadrada nas dinâmicas locais e de acordo com as especificidades da respetiva área de influência.
• Pretendem facilitar o acesso de amplos setores populacionais à Sociedade da Informação
e do Conhecimento, através do desenvolvimento de competências no uso das Tecnologias Digitais.
• Proporcionam suporte logístico e instrumental aos estudantes da Uab residentes na respetiva área de intervenção.
http://www.uab.pt/web/guest/organizacao/servicos/servicos-desconcentrados/cla
Múltiplas narrativas sobre a disseminação e os usos sociais das tecnologias digitais
• Diversidade de narrativas (políticas, tecnológicas, tecnofílicas) sobre as tecnologias digitais - acesso aos artefactos digitais
prepara os cidadãos para os desafios do sec. XXI.
• Carnavalização da disseminação de artefactos digitais - segunda via de vivenciar o fenómeno - cultura do riso, do
cómico, a visão carnavalesca como oposição ao tom sério (religioso e feudal) da cultura oficial (Bakhtin, 1993, A cultura popular na
Idade Médio a no Renascimento).
Da sofisticação de argumentos à carnavalização
das práticas sociais com as tecnologias
• Forte
investimento
na
disseminação
de
instrumentos
digitais
(informáticos),
nomeadamente em âmbito escolar, a partir de
2005.
• Aumento da acessibilidade à Internet.
• Transformação das práticas quotidianas com
novos acessos à informação e à comunicação.
• Literacia para a era digital - Literacia multicultural
e consciência global.
Da sofisticação de argumentos à carnavalização
das práticas sociais com as tecnologias
http://www.youtube.com/watch?v=ZMQ2QBNYd-w http://www.youtube.com/watch?v=9QOtoUeJyRk
• Monitorizar os usos sociais e educativos das tecnologias digitais nos municípios que constituem a rede.
• Conhecer os factores que beneficiam e limitam a literacia e inclusão digital, em âmbito local.
• Contribuir para o desenvolvimento da formação de agentes sociais, em particular, autarcas, empresas de media, professores e pais, para a literacia e inclusão digital.
• Contribuir para o aprofundamento teórico e empírico sobre tipologias de usos dos media, em Portugal e em Espanha.
Como se caracterizam as práticas sociais e
educativas,
mediadas
pelas
tecnologias
digitais e pela Internet, em diferentes grupos
sociais?
Que tipos de mapeamento digital existem nos
municípios rurais da rede ObLID?
Objetivos
Compreender as narrativas de diferentes grupos
sociais sobre as tecnologias digitais (Escola,
Família, Trabalho, Ócio).
Construir mapas de acesso às tecnologias digitais,
nos municípios rurais da rede ObLID.
Referenciais teóricos
Literacia
1. Competência transversal - ultrapassa o âmbito da leitura e escrita e emerge como competência-base para a aquisição de outras competências (de natureza instrumental ou conceptual).
2. Relevância de contextos e práticas quotidianas.
3. Amplo espectro: literacia visual, informacional, computacional, cultural, científica, ambiental, digital -
Literacias Múltiplas. 4. Transliteracias
Inclusão digital
• Conceito a interpretar no quadro de sistemas de
práticas culturais localmente situadas (Cole, 1986;
Warschawer, 2002).
• Vínculo da inclusão digital aos processos de
construção identitária de indivíduos e grupos
sociais.
Linhas de investigação
1. Exploração das acessibilidades e usos das
tecnologias digitais, junto de indivíduos a partir dos
18 anos, em contextos diversificados.
2. Exploração de culturas digitais em diferentes grupos
– professores, pais.
3. Identificar competências digitais em mulheres rurais
empreendedoras (a iniciar).
Investigação realizada
1. Usos das tecnologias digitais, na escola
(1º ciclo) e na família, estudos de caso, a
partir de entrevistas semi-estruturadas.
2. Mapeamento de acessibilidades digitais
de um município rural, a partir da
aplicação de questionário.
Investigação realizada
Usos das tecnologias digitais, na escola (1º
ciclo) e na família, em 2 municípios rurais,
a partir de entrevistas semi-estruturadas a
Pais e Professores:
Cronótopos do fosso digital
1. Era uma vez a Tv, o Telemóvel, o Computador e a
Internet em espaço doméstico e na escola.
2. Chegada de um novo artefacto: a reorganização
do espaço lúdico e informativo na família.
3. Do “dizer” ao “fazer” na escola.
4. O olhar dos Professores sobre o computador na
Família.
5. O olhar dos Pais sobre o uso do computador na
Escola.
Tecnologias Digitais
• Televisão: Artefacto doméstico, de afectos, de infâncias.
• Telemóvel: Artefacto útil, de uso diário, de comunicação.
• Computador e Internet:
Artefactos importantes, de uso esporádico.
Tecnologias Digitais
• Televisão: Artefacto doméstico, de presença diária, de infâncias. • Telemóvel: Artefacto útil, de uso
diário, de comunicação.
• Computador e Internet:
Artefactos importantes, de uso frequente na família.
Experiências e Emoções
Pais
Professores
• As crianças têm computador “Magalhães” em casa
• Usam (pais e filhos) o computador para jogar • Sentimentos: alegria e
descoberta
• Riscos na Internet: não (poucos têm acesso à Internet)
• Família: Pesquisas
Contextos e Finalidades de Uso
Pais Professores
2- A chegada de um novo artefacto: a reorganização do espaço lúdico e informativo na família.
• Computador: uma mais-valia
• Pré-Requisitos: Conhecer o computador e o software; saber pesquisar.
• Necessidades: formação para a utilização em sala de aula
A importância do uso na Escola....
Professores
3- Do “dizer” ao “fazer” na escola
“
Eu sei que… devem utilizar bastante, pelo menos os pais.” (P02) “Eu acho que, os meninos com o Magalhães em casa, é parabrincar.” (P03)
“Essencialmente para jogar.” (P04)
“Olhe, os meus, acho que… que farão muito pouco, porque se eles tivessem alguém que os orientasse, acho muito bem. Como eles, a maior parte não terá, não sei se será muito bom eles irem para o computador (P12).
“Às vezes eu peço para fazerem pesquisas em casa e eles fazem; jogos, isso todos fazem, todos jogam em casa; alguns conversam no Messenger também… (risos) (P11)
4- O olhar dos Professores sobre o computador na
Família
“Tem o computador mas para quê? É assim, se eu perguntar ‘Para que é que tem o computador?’ – até agora não foi nada útil, o computador para ela. (A0486)
“Levava à sextas-feiras para a escola [o “Magalhães”]. (…)[ Os alunos] foram fazer uma cópia (na escola]… acho que era assim qualquer coisa.” (A0483)
“Não sei. Não sei que tipo de trabalhos fazem lá. Aliás, eu digo isto, porque eles é muito raro levarem o Magalhães para a escola.” (A0482)
“Traz para a escola... diz pouco ou nada faz na escola” (A0486)
“Tem o computador mas para quê? É assim, se eu perguntar ‘Para que é que tem o computador?’ – até agora não foi nada útil, o computador para ela. (A0486)
“Levava à sextas-feiras para a escola [o “Magalhães”]. (…)[ Os alunos] foram fazer uma cópia (na escola]… acho que era assim qualquer coisa.” (A0483)
“Não sei. Não sei que tipo de trabalhos fazem lá. Aliás, eu digo isto, porque eles é muito raro levarem o Magalhães para a escola.” (A0482)
“Traz para a escola... diz pouco ou nada faz na escola” (A0486)
Investigação realizada
Mapeamento de acessibilidades digitais -
um município
Literacia Digital
Telemóvel
Artefactos Digitais
Mapa de acesso digital
no Município
Web 1.0 Protagonismos dos Filhos Auto-Aprendizagem Escola Cursos TicContexto Familiar
Computador portátilIdade Nível Escolar
Acessibilidade
Uso
Cronótopos da Inclusão Digital
• A “domesticação” do computador (em espaços familiares) e a reorganização de espaços lúdicos.
• A formação de Professores (web 2.0).
• Inclusão Digital - cruza-se com a estratificação social pelas desigualdades de acesso, adaptação e criação de conhecimento, por via do uso das Tecnologias da informação (Warshauer, 2011).
Disseminação (2012-2015)
1)
eBook sobre "Inclusão Digital em Municípios rurais“.2) Seminário online sobre "Inclusão Digital em espaços Educativos Rurais", em parceria com os municípios da rede ObLID.
3) Publicações em revistas da especialidade. ...
4) Desenho de perfis de formação: Professores, Mediadores culturais e outros agentes.
Rede de Observ. Municip. para a Literacia e a Inclusão Digital