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Evolução da Pobreza e Bem- Estar em Moçambique, 1996/ /15

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Academic year: 2021

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Evolução da Pobreza e

Bem-Estar em Moçambique,

1996/97-2014/15

Vincenzo Salvucci, UNU-WIDER

Com: Channing Arndt, Finório Castigo, Maimuna Ibraimo, Sam Jones, Kristi Mahrt, Ricardo Santos e Finn Tarp

(2)

Conteúdo

• Este é um artigo descritivo

• É um resumo dos resultados principais das quatro Avaliações Nacionais da Pobreza, feitas com base nos dados dos IAF/IOF 1996/97, 2002/03, 2008/09, 2014/15

• Resultados relativos a: • Pobreza de consumo

• Pobreza multidimensional • Desigualdade

(3)

Resultados

• Em todas as abordagens, emerge uma história coerente:

• A nível nacional, os níveis de pobreza e bem-estar melhoraram em

comparação com 2008/09, e melhoraram muito quando comparado com 1996/97

• Mas os ganhos não contribuíram para uma convergência nos níveis de bem-estar entre zonas rurais e urbana ou entre as diferentes regiões geográficas, isto é diferenças muito substanciais ainda persistem

• Para quase todas as dimensões de bem-estar consideradas e para todos os métodos

(4)

Pobreza de consumo

• O indicador principal é a Taxa de pobreza, que é a proporção de pessoas cujo consumo está abaixo da linha de pobreza

0.0 20.0 40.0 60.0 80.0

NACIONAL URBANO RURAL

Nacional Urbano Rural

IAF96 69.7 61.8 71.8

IAF02 52.8 48.2 55.0

IOF08 51.7 46.8 53.8

(5)

Pobreza de consumo

0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 60.0 70.0 80.0

NORTE CENTRO SUL

Norte Centro Sul

IAF96 67.3 74.1 65.5

IAF02 51.9 49.2 59.9

IOF08 45.1 57.0 51.2

(6)
(7)

Pobreza de consumo

• Ao mesmo tempo a profundidade da pobreza também diminuiu • Mas o número de pobres voltou aos níveis de 1996/97 (~12M)

0 5 10 15

NACIONAL URBANO RURAL

Mil

lion

s

Nacional Urbano Rural

IAF96 12 075 464 2 250 852 9 824 613

IAF02 9 666 162 2 831 809 6 834 353

IOF08 11 136 448 3 065 169 8 071 279

(8)

Pobreza multidimensional

• A pobreza é um fenómeno multidimensional, que envolve outras dimensões para além do consumo, tais como acesso e qualidade da saúde e educação, habitação, posse de bens duráveis, liberdade, entre outras

• As abordagens de consumo e multidimensional fornecem informações sobre diferentes características da pobreza (complementares)

• As medidas de pobreza multidimensional apresentadas aqui estão baseadas em 6 indicadores:

Pelo menos um membro do AF com EP1

Fonte de água segura Saneamento seguro Cobertura de material

convencional

(9)

Pobreza multidimensional

-10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

PAÍS URBANO RURAL NORTE CENTRO SUL

País Urbano Rural Norte Centro Sul

IAF96 86 50 95 95 93 64

IAF02 76 41 92 87 84 48

IOF08 69 31 86 81 80 33

(10)

Pobreza multidimensional

1996 2002 2008 2014 (80,100] (60,80] (50,60] (40,50] (20,40] [0,20] 2014

(11)

Pobreza multidimensional

0.0 5.0 10.0 15.0 20.0 25.0 30.0 35.0 40.0 45.0 50.0

IAF96 IAF02 IOF08 IOF14

IAF96 IAF02 IOF08 IOF14

0 2.3 4.0 5.3 8.2

(12)

Pobreza de consumo e multidimensional

• Cerca de 31 por cento da população Moçambicana é privada

contemporaneamente tanto do ponto de vista do consumo como do ponto de vista multidimensional em 2014/15

• Reduziu para metade comparado com 1996/97

0 10 20 30 40 50 60 70

NACIONAL URBANO RURAL

Nacional Urbano Rural

IAF96 63.1 39.6 69.4

IAF02 43.6 26.6 51.6

IOF08 39.8 21.7 47.7

(13)
(14)

Desigualdade

• A desigualdade subiu sensivelmente a nível nacional nos últimos anos

• O aumento foi mais acentuado para a zona urbana e a zona sul

• Em 2014/15 os indivíduos no percentil 95 tiveram um consumo 12 vezes superior ao consumo dos indivíduos no percentil 5, e os

indivíduos no percentil 90 um nível de consumo 6 vezes superior ao consumo dos indivíduos no percentil 10

(15)

Desigualdade

4.00 5.00 6.00 7.00 8.00 9.00 10.00

NACIONAL URBANO RURAL NORTE CENTRO SUL

Nacional Urbano Rural Norte Centro Sul

IAF96 5.23 7.08 4.83 5.22 5.15 5.60

IAF02 5.44 7.02 4.87 4.59 5.23 7.03

IOF08 5.55 7.11 5.18 5.16 5.41 6.40

(16)

Conclusões

• Depois da estagnação entre 2002/03 e 2008/09 as taxas de pobreza de consumo voltaram a baixar entre 2008/09 e 2014/15

• Outras dimensões de bem-estar como educação, qualidade da habitação, posse de bens e acesso a serviços básicos também melhoraram

• Permanecem diferenças importantes entre áreas urbanas e rurais, e entre as províncias do centro e norte, e as províncias do sul do país.

• Além disso, a desigualdade do consumo tem aumentado consistentemente desde 1996/97 e o incremento acelerou no período mais recente

• Em conclusão, alcançar um crescimento inclusivo é o desafio central que Moçambique vai enfrentar no seu desenvolvimento económico e social nas próximas décadas

(17)

Depois de 2015??

• A recolha de dados do IOF 2014/15 acabou em Agosto de 2015 • Na altura do início da crise

(18)

Efeito sobre preços

• Os preços aumentaram (IPC Ago 2014-Dez 2016), mas os preços dos bens alimentares aumentaram muito mais (Ago 2014 = 100)

90.0 100.0 110.0 120.0 130.0 140.0 150.0 160.0 170.0 01 -08 -14 01 -09 -14 01 -10 -14 01 -11 -14 01 -12 -14 01 -01 -15 01 -02 -15 01 -03 -15 01 -04 -15 01 -05 -15 01 -06 -15 01 -07 -15 01 -08 -15 01 -09 -15 01 -10 -15 01 -11 -15 01 -12 -15 01 -01 -16 01 -02 -16 01 -03 -16 01 -04 -16 01 -05 -16 01 -06 -16 01 -07 -16 01 -08 -16 01 -09 -16 01 -10 -16 01 -11 -16 01 -12 -16

ipc food index nonfood index

(19)

Efeito sobre preços

• Os preços dos bens básicos aumentaram ainda mais, em todas as regiões e áreas de residência (Ago 2014 = 100)

90 100 110 120 130 140 150 160 170 180

norte rural norte urbano centro rural centro urbano sul rural sul urbano

(20)

Adenda às conclusões

• Depois da conclusão do IOF 2014/15 (Agosto de 2015) os preços de todos os bens aumentaram

• Os preços dos bens alimentares (e em particular dos bens

alimentares básicos) aumentaram muito mais dos não alimentares • Isso implica que o custo de aquisição das cestas básicas aumentou

em todas as áreas do país (ou seja, as linhas de pobreza subiram, entre 55 e 70%)

• Portanto, muitas famílias que em 2014/15 conseguiam

comprar/produzir uma cesta básica de ~2150 kcal/pessoa/dia e adquirir um conjunto de bens não alimentares básicos, já não conseguem fazer isso

• É muito provável que as taxas de pobreza tenham subido

• Enquanto esperamos o novo IOF, estamos a fazer simulações para estimar este aumento

Referências

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