ANO XVI - Nº 4.130
MONTES CLAROS, sábado e domingo, 1 e 2 de maio de 2021
Tombense entra em campo neste sábado, às 16h, buscando a façanha de derrubar o favoritismo do Atlético ao título do Estadual. E dentro do terreno do Galo, o Independência. Briga por uma vaga na final pode levartimedo interior a fazerhistória.PÁGINA 9
Desafio contra
o favorito
Facilidade de aces-so ao Ginásio Darcy Ribeiro, no Centro da cidade, favorece a va-cinação contra a Co-v i d d e p e s s o a s q u e não possuem carro. Medida foi considera-da positiva pelos ido-sos. E, na opinião de-les, deveria ter sido adotada desde o iní-cio das imunizações. No local são aplica-das primeira e segun-da doses nos grupos prioritários. O “walk-thru” funciona de se-gunda a sexta, das 8h às 15h.PÁGINA 3
‘Walk-thru’ agrada idosos
COLUNA ESPLANADA-Leandro Mazzini .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . página 2
PRETONO BRANCO -AldeciXavier
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GENTE& IDEIAS-Drika Queiroz
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VITRINELITERÁRIA -Dário Teixeira Cotrim .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . página 7
SOCIAL -Giu Martins
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Mais dois meses sem
cirurgias eletivas
u COLUNAS
LEO QUEIROZ
Procedimentos de média complexidade continuam suspensos até junho, gerando uma fila de espera cada vez maior por intervenções que podem curar dores e desconfortos. Medida foi tomada pelo
Estado em função da escassez de medicamentos para intubação de pacientes com Covid, pois produtos também são necessários para sedação
em outras cirurgias. Estima-se que milhares de mineiros sejam afetados
pelo adiamento.PÁGINA 4
PÁGINA 5
RETOMADA- Realizada em ambulatório, sem necessidade de internação, a cirurgia de catarata voltará a ser feita no HC Mário Ribeiro nos próximos dias
SEM TUMULTO -Espaçosa, área oferece segurança por evitar aglomerações
Imobiliárias buscam diálogo entre locador e locatário com crise gerada por pandemia, diz Rafael Pereira e Santos
EM FAMÍLIA
A vice-presidente do PRTB, que assumiu o co-mando, é a viúva de Levy, Aldinéia. Um filho seu é secretário-geral, e a filha Lívia, que dispu-tou para deputada, é tesoureira.
INHOTIM RESPIRA
Por pouco, o Museu de Inhotim, um dos mais visitados no mundo, não cai nas mãos da União e vai a leilão. Seu proprietário fez um acordo de pagamento de R$ 1,2 bilhão.
Valor da fatura
O Grupo Itaminas, do minerador Bernardo Paz, que fundou e mantém o museu, assinou acordo com a PGFN para pagar dívidas previden-ciárias de R$ 1,2 bilhão e evitou bloqueio. PANDEMIA DO DIVÓRCIO
Levantamento realizado pelo 15º Ofício de No-tas, maior cartório de notas do Estado do Rio de Janeiro, aponta que a busca por divórcios e dis-soluções de uniões estáveis aumentou 39% no 1º trimestre de 2021 em comparação ao mesmo período do ano passado. Já a quantidade de re-gistros de uniões estáveis cresceu apenas 9,5%. ATA RESIDENCIAL
“A convivência extrema e outras dificuldades do dia a dia que surgiram na pandemia, como o estresse gerado pela perda de capacidade econô-mica, levaram muitos casais a optarem pela se-paração. Um efeito colateral que tem os cartó-rios como termômetro”, afirma Michelle No-vaes, tabeliã substituta.
DANÇOU
Por falar em problemas com credores, o em-presário Carlos Eduardo Schahin perdeu mes-mo a tela “A Caipirinha”, de 1923, pintada por
Tarsila do Amaral. O STJ negou recurso e man-teve validade do leilão que faturou R$ 57,5 mi-lhões para bancos.
UNIFORME AMARELO
A rede de Lojas Magalu e o portal argentino Mercado Livre estão interessados na compra dos Correios, aliados, cada um, a dois bancos nacionais.
CONTA DE LUZ
Já o BTG está com dinheiro na conta para com-prar a Eletrobrás na privatização. O governo avalia uns R$ 6 bilhões para uma estatal que fatura isso... em apenas um ano.
LATA VELHA
A novela que durou 11 anos, reportagens em TVs e jornais, chegou ao fim. O STJ decidiu que uma revendedora de veículos de BH deve inde-nizar o cliente que pagou R$ 1,17 milhão por uma Ferrari consertada, sem saber que o veícu-lo sofrera grave acidente. Desde a compra, em 2009, o dono do carro encontrava problemas na máquina.
CONTA AMARGA
Não bastasse a devolução da conta milionária, a empresa terá de pagar indenização de R$ 25 mil por danos morais, e todos os gastos compro-vados pelo cliente com IPVA, Seguro e outras taxas nestes anos todos.
CHE BELLO!
Apesar das dificuldades para pagar fornecedo-res, da alta dívida bancária e do abre-e-fecha sob decretos contra a Covid-19, o tradicional restaurante italiano Famiglia Mancini não vai fechar as portas em São Paulo. Os paulistanos e turistas comemoram.
COLUNA ESPLANADA
Opinião
Hoje o mundo celebra os trabalhadores. Na-da mais justo, neste dia cheio de homenagens, que os profissionais da saúde sejam os protago-nistas. Desde que a pandemia da Covid-19 to-mou conta do mundo, eles se apresentaram pa-ra o combate. Mesmo ante a falta de estrutupa-ra e de condições ideais de trabalho, eles são solda-dos que não se acovardaram.
Inúmeros deixaram suas famílias em segun-do plano, se despiram segun-do seus mesegun-dos e, sem titubear, vestiram o uniforme e foram à guer-ra. Muitos, infelizmente, perderam suas vi-das no campo de batalha. Mas se para alguns isso seria motivo para bater em retirada, pa-ra eles, cada companheiro abatido se tornou motivo para continuar lutando, para seguir, tendo a dor da perda como mola propulsora para não desistir.
A eles, que têm, diuturnamente, cuidado da-queles que são infectados pelo novo corona-vírus, que zelam pelas vidas que lhes são confia-das em qualquer estágio desse dolorido proces-so, que esquecem suas fraquezas para fortale-cer o outro e que têm sido gigantes nessa luta, apesar de todas as suas fragilidades humanas, o nosso respeito neste dia em que os trabalhado-res e o trabalho são amplamente exaltados.
A pandemia vai, em breve, se transformar em passado, mas o trabalho, o empenho, a gar-ra e a doação destes profissionais, sejam eles médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentis-tas, biomédicos, dentre muitos e, ainda, todos aqueles que estiveram dia a dia dando condi-ções a estes profissionais de cumprirem sua missão, seja deixando os espaços limpos, aten-dendo o telefone, elaborando a alimentação dos doentes e cozinhando para todos, nunca, nunca serão esquecidos.
Todos eles e elas, trabalhadores e trabalhado-ras que dignificaram suas profissões atuando na linha de frente, no cuidado com o outro, ficarão não apenas na memória e no coração de quem viveu esse momento difícil, mas entra-rão para a história como heróis.
Com suas capas brancas, suas máscaras, suas roupas especiais e sem poderes mirabolantes, e, munidos de uma vontade irrefutável de ven-cer, de suas competências, eles mostraram que os heróis se fazem pelas circunstâncias, mas, sobretudo, pela coragem em se colocar no lu-gar do outro e, mais ainda, por um amor gigan-te pela humanidade. Aos nossos heróis, feliz Dia do Trabalhador!
EDITORIAL
LEANDRO MAZZINI
Identidade Bolsonaro
Com Walmor Parente e Equipe DF, SP e Nordeste
O presidente Jair Bolsonaro está usando o poder do cargo, e da empatia com partidos aliados, para trocar o nome de legendas que se alinhem à sua postura ideológica, com promessas de filiação para disputar a reeleição ano que vem. Depois de prometer entrar no Partido Ecológico Nacional (PEN), que virou Patriota, e no Partido da Mulher Brasileira (PMB), que se tornou há dias o Brasil 35 – ambas as alterações a pedido de Bolsonaro –, o presidente recebeu para jantar nesta semana três filhos do falecido Levy Fidélix, que contro-la o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro. Com vistas a eventual filiação, o PRTB vai atender o pedido e alterar seu nome após consulta a diretórios.
Heróis
DE MINAS
O NORTE
EXPEDIENTE
O JORNAL QUE ESCREVE O QUE VOCÊ GOSTARIA DE DIZER
www.onorte.net Uma publicação da Indyugraf CNPJ 41.833.591/0001-65 Gerente Administrativa: Daniela Mello [email protected] Editora: Janaina Fonseca Coordenação de redação: Adriana Queiroz (38) 98428-9079 Departamento Comercial: Rodrigo Cheiricatti (31) 3236-8001 (31) 98884-6999 (38) 3221-7215 [email protected] Relacionamento com o assinante: (31) 3236-8033
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PRETO NO
BRANCO
Facilidade de acesso
a ginásio para vacinar
agrada idosos
Montes Claros
No local funciona o “walk-thru”, que atende
público que não possui carro para ir ao drive-thru
u
Minas Gerais estar prevista para novembro, atéApesar de a eleição da nova direção da OAB deagora o quadro do que possa acontecer ainda não ficou bem claro. É praticamente certo que o atualpresidente,RaimundoCândidoJúnior,desis-ta de colocar o seu nome na dispuatualpresidente,RaimundoCândidoJúnior,desis-ta. O provável substituto seria o ex-presidente Luiz Cláudio Cha-ves, que também não decidiu sobre a questão, uma vez que existem vários apelos para que ve-nha fazer parte de chapa na disputa nacional, on-de o atual presion-dente, Felipe Santa Cruz, tem o seu nome reprovado por toda classe, por misturar questões pessoais, ideologia política com o inte-resse da categoria. Ainda em Minas, também não está descartada a possibilidade de união em bus-ca de um nome de consenso, que inclusive poderá ser doadvogado Sérgio Leonardo, que disputou a direção na última eleição.
OAB Moc
A novidade nas eleições para a nova direção da OAB em Montes Claros deverá ser a união da ala feminina dos advogados para disputar com nome indicado pela atual diretoria, que tem como presidente Andre Crisóstomo Fer-nandes. É praticamente certo que o nome da situação seja do atual vice-presidente, Hebert Alcantara. Pela oposição, a informação que chega à coluna é a de que a chapa vem sendo articulada pela advogada Elza Messias. A prin-cípio, ainda não é possível fazer uma leitura do que pode acontecer, o que somente sabere-mos quando as duas chapas forem formadas.
Justiça contra a justiça
Vários dos posicionamentos do Supremo Tribu- nalFederal(STF),principalmentenaquedadebra-çocom o governofederal, ou na análisedeconde-nação de políticos, têm atingido não somente a sua credibilidade, mas também da Justiça de pri-meira e segunda instâncias. A falta de sintonia na análisedasleisvemcriandoumdescontentamen-to geral no mundo jurídico.
Émerson Federal
Quem também já definiu que será candidato em 2022 é o médico oftalmologista Émerson Guimarães (PV), que foi um dos candidatos a prefeito em Montes Claros nas eleições de 2020. Ele já busca aliança com candidatos a deputado estadual da região, inclusive de Montes Claros. O certo é que terá que buscar caminho próprio em outras cidades do Estado, especialmente no Norte de Minas.
Investimentos na região
Uma sugestão que deveria ser abraçada pelas entidades de classe que defendem o combate a candidatos paraquedistas é o levantamento de quanto em recursos de emendas deputados de outrasregiões,votadosnoNortedeMinas,aplica-ram por aqui e em suas regiões. Sou de opinião que do bolo das emendas certamente a região só recebe o farelo.
Eleição na OAB
SEGURANÇA - Enfermeiras mostram para Maria das Dores a preparação da dose Leonardo Queiroz
Repórter
A facilidade de aces-so ao Ginásio Darcy Ri-beiro, que fica no Cen-tro de Montes Claros, tem sido apontada por moradores que não possuem carro como a melhor forma de rece-ber a dose da vacina contra a Covid-19. O es-paço começou a fun-cionar como um pon-to de imunização para atender pedestres – o chamado “walh-thru” – nesta quinta-feira e tem agradado. O movimento ainda não é muito grande, o que torna o procedi-mento ainda mais rá-pido e seguro. “Ficou b e m m a i s f á c i l v i r aqui a pé. Acredito que se no início tives-se sido assim, teria si-do bem melhor. Acho q u e p o d e r i a f a z e r i g u a l e s s e m o d e l o aqui no país inteiro, um local central, de fácil acesso. Ainda es-pero que logo a vaci-na seja acessível a to-da a população e que todas as idades pos-s a m pos-s e v a c i n a r d e uma vez só”, diz Apa-recida Fiuza, de 68 anos, que foi até o gi-násio receber a prote-ção contra o novo co-ronavírus.
O ginásio fica na Pra-ça de Esportes. De acor-do com a enfermeira Josiane Souza Ribeiro, o novo ponto irá facili-tar bastante para os pe-destres. “Muitos mora-dores que vêm ao Cen-tro podem aproveitar para se vacinar. Ficou muito prático e acessí-vel”, afirma.
Segundo ela, o públi-co ainda está pequeno. “Acreditamos que foi pelo fato de ter
começa-do há apenas começa-dois dias. Também acreditamos que, além das mídias, o bo-ca a bobo-ca é também uma ótima forma de divulga-ção e as expectativas são as melhores”, diz.
ESQUEMA
No local estão sendo aplicadas a segunda dose da Coronavac e a primeira dose da Astrazeneca, que tem um intervalo de 90 dias para aplicação da se-gunda dose. “O local aqui é um espaço que foi reinau-gurado, todo reformado, localização central, onde temos bastante espaço pa-ra proporcionar o distan-ciamento social. Mas, se por acaso vier a encher, também temos as arqui-bancadas que estão devi-damente marcadas para o distanciamento”, explica a enfermeira.
M o n t e s C l a r o s e s t á imunizando, no momen-to, idosos com 61 anos ou mais e já soma mais de 50 mil pessoas vacina-das. Josiane ressalta que
todo o processo de vaci-nação é claro e com eta-pas. “Primeiro, é feita uma triagem, onde são apuradas as contraindica-ções no caso de pacientes que estão fazendo trata-mentooncológico ehemo-dialíticoeuma certarestri-ção com relacertarestri-ção a chegar sem o laudo, vez que são imunossuprimidos. Esta-mos fazendo a cobrança domesmo paraquetenha-mos todos os cuidados. Na triagem são lançados to-dos os dato-dos no sistema (SI-PNI - Sistema de Infor-mações do Programa Na-cionaldeImunizações) pa-ra o caso de o paciente vir a perder o cartão, termos esse controle”, explica.
“Abrimos a seringa na frente do paciente, pega-mos o frasco e pega-mostrapega-mos o laboratório, o tipo de va-cina, explicamos que é a primeira dose, o tempo do intervalo e ainda pergun-tamos, ao final, se ficou al-guma dúvida”.
Para Maria das Dores Pereira, de 68 anos, que
tomou a primeira dose no drive-thru do Mon-tes Claros Shopping, re-ceber a segunda parte da imunização no giná-sio foi mais fácil.
“Como vi o anúncio que teria a vacinação aqui no Centro da cidade e que poderia ser a pé, aproveitei que vim resol-ver alguns assuntos aqui e vim tomar a segunda dose da vacina. Achei bem mais fácil que no Montes Claros Shopping por poder vir a pé”.
Maria da Glória Reis, de 61 anos, também apro-veitou a facilidade do lo-cal para tomar a primei-ra dose. “Foi um atendi-mento maravilhoso e com muita atenção comi-go. Foi tudo muito claro: eles me mostraram a vaci-na, o laboratório, tudo bem esclarecido. O aces-so ficou excelente. Achei bem estratégico”, avalia.
O “walk-thru” no Giná-sio Darcy Ribeiro vai fun-cionar de segunda a
sexta-feira, das 8h às 15h. Jornalista, articulista, analista político e empresarial LEO QUEIROZ
Aldeci Xavier [email protected]
Cirurgias adiadas mais
uma vez afligem pacientes
Suspensão dos procedimentos de média complexidade, válida desde
fevereiro, é prorrogada até junho em Minas por causa da pandemia
u
Márcia Vieira
Repórter
Mesmo com o retor-no de regiões do Esta-do para a “Onda Ama-rela”, como é o caso do Norte de Minas, o governo mineiro man-teve a suspensão de ci-rurgias eletivas em ra-zão do baixo estoque de medicamentos usa-dos na intubação de pacientes. A decisão, anunciada nesta quin-ta-feira, vai vigorar até junho.
As cirurgias eletivas nãoessenciaissãoaque-las previamente agen-dadas pelos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse tipo de procedimento está suspenso em Minas desde fevereiro. “O gru-po estuda a gru- possibilida-de possibilida-de retorno gradual durante esse período, permitindo, por exem-plo, aquelas cirurgias quenão utilizam os me-d i c a m e n t o s me-d o k i t intubação”, informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) em nota.
Enquanto isso, pa-cientes aguardam com ansiedade e muita dor. É o caso da manicure CéliaAlmeida.Diagnos-ticada com pedra na ve-sícula, recebeu a reco-mendação de buscar com urgência a cirur-gia, mas há sete meses não consegue marcar o procedimento.
“Fiz o risco cirúrgico e levei à Secretaria de Saú-de. Chegando lá, me pedi-ram um laudo do médico do PSF. Levei o documen-to e esdocumen-tou até hoje aguar-dando. Quando procuro uma resposta, me dizem que é para ficar ligando. Quando ligo, respondem que estou no lugar de nú-mero 800 na fila. Já perdi a esperança. São 799 pes-soas na minha frente e, com essa suspensão, a si-t u a ç ã o s ó p i o r a ” , d i z Célia, que relata sentir do-res insuportáveis.
“As dores me impedem até de trabalhar. Tenho a barriga inchada e sinto muita dor porque está in-feccionada. Sofro com ga-ses e muita dor nas costas. Preciso muito da cirurgia e não tenho nenhuma res-posta. É uma cirurgia sim-ples, mas custa em torno de R$ 5 mil. Não tenho co-mo arcar coma particular, tenho que fazer pelo SUS. Tomo medicamentos, mas não resolvem o pro-blema. É um paliativo que já não faz efeito”, lamenta a manicure, que neste pe-ríodo ainda teve que lidar com a perda da mãe, víti-ma da Covid-19.
A irmã Neide acompa-nha de perto o sofrimento de Célia e diz que mesmo com a Covid, era preciso que o governo e a secreta-ria csecreta-riassem algum meca- nismoparaatenderaspes-soas que precisam com ur-gência de procedimentos fora do espectro
autoriza-do, que é o de cirurgia car-díaca e oncológica. SEM PREVISÃO
De acordo com Cleiton Carnielle, responsável
pe-la regupe-lação da Diretoria Regional de Saúde, o con- trolequantoàdemandare- primidaéfeitopelosmuni-cípios. Eleafirma que as ci-rurgias de média
comple- xidadecontinuamsuspen-sas, porém, as cardíacas e oncológicas continuam sendo realizadas.
“Ainda não tem previsão para o retorno, mas a
situa-ção está sendo avaliada pe-lo Coes Estadual. O princi-pal fator impeditivo é a grande falta de medica-mentos do kit intubação. Anestésicos,relaxantes musculares,enfim,háuma falta no mercado”, pontua. CATARATA
Os hospitais da cidade cumprem a determinação de suspensão das cirurgias eletivas e realizam somen-teas ambulatoriais,ouseja, as que não precisam de in-ternaçãoeapresentam me-nor risco. É o caso da cirur-gia de catarata, uma das mais procuradas no Hospi- taldasClínicasDr.MárioRi-beiro da Silveira e que, por recomendação da própria secretaria, reabre a agenda nos próximos dias.
“O paciente faz e volta para casa no mesmo dia, com menor risco de inter-nação, de complicações. Então, dentro do quadro decirurgiasquetemospac-tuado, vamos reiniciar as de catarata. Realizáva-mos, em média, cem cirur-gias no final de semana e haviaainda uma rotina na semana que já havíamos retomado, mas com esse momentodelicadodapan-demia, ficaram suspen-sas”, diz a diretora do HC Ana Paula Nascimento.
Atéo fechamento da edi-ção, a Secretaria Munici- paldeSaúdenãoenvioure-torno sobre quantas pes-soas estão na fila de espera por cirurgias eletivas em Montes Claros.
ARQUIVO PESSOAL
SETE MESES DE ESPERA - Célia Almeida convive com dores, por causa de pedra na vesícula, enquanto aguarda por cirurgia
“
Não existe lei que determine a
obrigação de descontos ou
percentuais, portanto
prevalece o bom senso, e o
nosso papel é de conciliação
entre as partes
‘Momento é de diálogo’
ARQUIVO PESSOALEssa é a orientação que as imobiliárias têm dado para locadores e
locatários chegarem a um acordo nesse período de pandemia
”
u
DIRETOR DA NETIMÓVEIS MONTES CLAROS
Rafael Pereira e Santos
u
ENTREVISTA
Márcia Vieira
Repórter
M u i t o s n e g ó c i o s não resistiram a me-ses de lockdown, ou-tros tentam sobrevi-ver a duras penas. P e s s o a s p e r d e n d o emprego e renda. No meio do caminho, os aluguéis de imóveis comerciais e residen-ciais como mais uma d e s p e s a d i f í c i l d e honrar. Negociar é o caminho, nem sem-pre fácil de trilhar.
Nesse cenário, as imobiliárias também precisam se reinven-tar e têm exercido um papel fundamental pa-ra construir soluções entre locador e locatá-rio. Não há uma legisla-ção que determine a concessão de desconto no valor do aluguel em função do momento vi-vido. Portanto, o diálo-go tem sido o melhor caminho, afirma Ra-fael Pereira e Santos, diretor da Netimóveis Montes Claros e dire-tor da Jair Amintas Imóveis, que há mais de 40 anos atua no mercado local e se re-novou para se adaptar aos novos tempos.
É com ele a Entrevis-ta desEntrevis-ta semana.
Como tem sido o papel das imobiliá-rias nesse período de pandemia?
As imobiliárias têm agido como interme-diárias, orientando os locadores e locatá-rios, mostrando a eles
que o momento é de diá-logo e compreensão. A crise afetou significati-vamente todos os seto-res. Não existe lei que de-termine a obrigação de descontos ou percen-tuais, portanto prevale-ce o bom senso, e o nosso papel é de conciliação en-tre as partes. O aluguel é uma fonte de subsistên-cia do locador, desse mo-do, ele também precisa do seu recebimento para saldar suas obrigações. Todavia, como o locatá-rio irá saldar suas obriga-ções estando o comércio totalmente fechado?
Existe autonomia da imobiliária para fazer negociação?
Não. A imobiliária é apenas intermediária na relação jurídica de loca-ção. Nosso papel é orien-tar as partes para um me-lhor resultado.
Quais são os índices de correção do valor do alu-guel e critérios utiliza-dos para o mercado?
O índice mais utiliza-do para correção utiliza-do alu-guel é o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mer-cado), da Fundação Getú-lio Vargas. Mas também é comum a aplicação do IPC-A (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE. O IGP-M sofreu uma expressiva alta, por-que dentro de seus com-ponentes há a variação cambial do dólar e tam-bém as commodities. Is-to fez com que o percen-tual do índice, que histo-ricamente varia entre 4% a 10%, passasse da
ca-sa dos 20%, chegando atualmente a 31,10%. Esta situação está fora de contexto, pois o mer-cado é regulado princi-palmente pela condi-ção de oferta e procura de imóveis.
A alta de preços na m a t é r i a - p r i m a d a construção civil e a fal-ta de alguns produtos interferem nos valo-res de locação?
O que interfere direta-mente no mercado imo-biliário é a condição de oferta e procura por imóveis. Contudo, esta alta da matéria-prima repercutirá futuramen-te nos imóveis vendi-dos na planta, segmen-to que possui muisegmen-tos in-vestidores que visam a locação.
Qual a média de deso-cupação dos espaços?
Em março de 2020, 18% dos imóveis devolvidos eram comerciais. Este ano subiu para 21%. Mas existe procura e eles es-tão sendo relocados.
Há inadimplência por conta da pandemia? Todos os segmentos possuem inadimplência, independentemente da crise da pandemia. As imobiliárias adminis-tram imóveis para as mais variadas finalida-des, sendo assim, alguns s e g m e n t o s s o f r e r a m maior ou menor impacto de acordo com os decre-tos. Por exemplo, o entre-tenimento foi o mais pre-judicado, como casas de shows e eventos.
Há um consenso en-tre as imobiliárias so-bre possibilidades de renegociação em con-tratos em vigor, quan-do da inadimplência ou até mesmo para evi-tar o fechamento, consi-derando que o aluguel é o mais oneroso em um comércio?
A renegociação de alu-guel é uma prerrogativa prevista na lei do inquili-nato em seu artigo 18, que torna lícito às par-t e s f i x a r , d e c o m u m acordo, novo valor para o aluguel, bem como in-serir ou modificar cláu-sula de reajuste, mas de-pende do locador, e não especificamente da imo-biliária. Portanto, ainda que haja consenso entre as mesmas, e que as ad-ministradoras orientem o dono do imóvel, a pala-vra final é dele.
Como está o compor-tamento do preço dos imóveis?
O preço de aluguel de-pende de muitas variá-veis, mas a pandemia afetou significativamen-te os valores. O preço tem se mantido e tem ocorrido muitas nego-ciações de descontos por períodos de três a seis meses no valor do aluguel no início dos contratos.
Os proprietários têm alugado por um valor menor ou preferem dei-xar o espaço ocioso?
De maneira geral, os lo-cadores têm flexibiliza-do mais as locações, alu-gando por menor valor.
Música, oração e muito amor no coração. Foi as-sim que o Dia do Trabalhador foi comemorado no Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro (HCMR), nas futurasinstalaçõesdoPronto-SocorroPadreHenri-que Munáiz. Fizeram parte da cerimônia a reitora daFunorteemédicaRaquelMuniz,AnaPaulaNasci-mento (diretora de Assistência do HC), Adriana Pa-culdino (diretora Administrativa), Luciana Santana (diretora Clínica), Leila Siqueira (diretora Acadêmi-ca), Ariadna Muniz (diretora e coordenadora de of-talmologia do HC e diretora do Hospital de Olhos Hilton Rocha de Belo Horizonte), dentre outros.
O professor e gestor Ruy Muniz, aniversariante deste domingo (2), também foi homenageado. “Semprenospreocupamosemtrataratodosdefor-ma igual, principalmente os “Semprenospreocupamosemtrataratodosdefor-mais vulneráveis. Seja eu, Raquel ou Ariadna, o proceder é o mesmo. Sal-var vidas é uma das nossas missões, assim como trabalhar para ajudar as pessoas a realizarem seus
sonhos,comotemosrealizadoosnossos.Aostraba-lhadores, os nossos aplausos, vocês são o maior patrimônio de qualquer empreendimento!”, disse Ruy Muniz.
A diretora de Assistência do Hospital, Ana Paula Nascimento, aproveitou a oportunidade para hon-rar, destacar e homenagear os grandes heróis da pandemia e cumprimentar o gestor Ruy Muniz, que também recebeu os cumprimentos pelo aniversá-rio.
“Paranós,colaboradoresdainstituição,éumpra-zer poder comemorar essa data ao lado do em-preendedor Ruy Muniz, responsável por gerar mi-lhares de empregos em nossa região. O trabalho dignifica o homem! Toda profissão tem seu valor, todos os colaboradores da instituição, não só do hospital, mas da Funorte, Fasi e demais unidades da rede, são fundamentais e necessários”, disse.
Para Luciana Santana, o evento representa a co-memoração da vida e saúde dos trabalhadores do hospital, da rede como um todo, pessoas que têm
se dedicado todo o tempo, energia no enfretamen-to da Covid. “A intenção é ainda fazer com que te-nhamos mais força,mais união, unidade e consiga-mos juntos fazer o combate a essa doença. Faz um ano que o hospital começou a se mobilizar, direcio-nar para o enfrentamento da Covid e, desde então, as pessoas têm se esforçado, equipes médicas, de enfermagem, fisioterapia, laboratório, portaria, higienização, direção, estudantes, professores, to-dos com objetivo de medicar os pacientes. É uma luta árdua, difícil e que pede união e celebração também, essa força que nos trouxe até maio de 2021”, disse Luciana Santana.
Umdosmomentosespeciaisdoencontrofoiquan-do o professor JosenilUmdosmomentosespeciaisdoencontrofoiquan-do Ferreira Umdosmomentosespeciaisdoencontrofoiquan-dos Santos, Umdosmomentosespeciaisdoencontrofoiquan-dos cursos de Saúde e Direito, interpretou o clássico “Raridade” ao lado de Dayane, estagiária do curso de Enfermagem da Fasi.
Aos trabalhadores, neste 1º de maio, e ao profes-sor Ruy Muniz, toda a profes-sorte de bênçãos!
Dia do Trabalhador no HC
Professor Josenildo Santos, dos cursos de Saúde e Direito, interpretou o clássico “Raridade”, ao lado de Dayane Indyara
Ariadna, Raquel e Ruy Muniz nas instalações do Pronto-Socorro que levará o nome do Padre Henrique Munáiz
Funcionários do hospital e das unidades oram pelos pacientes do HC
Ruy Muniz, aniversariante deste domingo, divide o bolo com os funcionários do Hospital Mário Ribeiro da Silveira
Aqui estamos ao lado de colaboradores: David Willer, Dani Lessa e Maria Luiza
Cada unidade foi homenageada através dos quitutes preparados por Maria Luiza Sampaio e a chef Daniela Lessa
FOTOS ASCOM
Gente & Ideias
Drika Queiroz
Em pouco tempo, o Instituto Histórico e Geo-gráfico de Montes Claros perdeu para a Co-vid-19 três dos seus associados efetivos: Alde-mar Marques da Silva, Harlen Soares Veloso e Américo Martins Filho.
EmconformidadeaosconfradesHarleneAméri- co,elesrevelavamassuaspreferênciascomopes-quisadores e estudiosos da história regional e da genealogia. Por outro lado, o jovem Aldemar, que era gestor ambiental, foi um defensor aguerrido do meio ambiente da cidade em que nasceu.
Ainda com relação a Aldemar, podemos dizer que em toda parte era ele um vencedor. Por que? Porque possuía ele, na verdade, uma vontade in- domáveldevencertodososobstáculosqueousas-sem lhe atravessar o caminho do sucesso.
No Instituto Histórico ele permaneceu pouco menos detrês meses,mas o suficientepara deixar uma infinita saudade entre os seus pares.
Nota-sequeAldemarfaziausodetodososméto-dos para compor a sua primeira e única obra lite-rária: o “Senhor do Castelo”, um livro em que “o leitor tem em mãos uma obra produzida por um escritor novato, mas dotado de uma capacidade incrívelderetratarosmeandrosdavidanosertão-mineiro e goiano do início do século XX, através de muitas histórias de vida que se cruzam”.
Sabemos,ainda,queeleeradotadodeumaespi- ritualidadecriativasemelhanteàsdealgunsescri-tores do Instituto Histórico e Geográfico e, por es-sa razão, a sua partida tão inesperada causou-nos uma interrogação sem precedentes no
mun-do da literatura.
NoegrégioInstitutoHistóricoeGeográficodeMon-tes Claros, o escritor Aldemar Marques da Silva ocu-pava a cadeira número dois, que tem como patrono o saudoso Dr. Alfredo de Souza Coutinho.
A sua cadeira será ocupada por força do Estatuto, mas a sua lembrança, esta jamais será esquecida, hajavistaqueelajáseencontraregistradanosanais do nosso egrégio Instituto Histórico e Geográfico.
Por fim, inesperadamente, o jovem Aldemar passa a ter a sua fala em silêncio, em virtude da Covid-19, onde uma onda de admiradores somente pode lhe aplaudirpelasuavitoriosacarreiradeprofessoruni-versitário, sem ao menos exibir, para tanto, o seu testemunho de amor e de fé.
O nosso Instituto Histórico e Geográfico está de luto. De luto uma, duas e três vezes neste fatídico cenáriodapandemiadocoronavírus.Noálbumfúne-bre do Instituto, onde Alphonsus Guimaraens regis-trou num epitáfio para o túmulo de um amigo, foi
assimgravado:“Amortevemdemanso,emdiaincer-to e fecha os olhos dos que têm mais sono...”. Mas nada poderá apagar a magnitude de seus sonhos, quando cumpriu tão nobremente a sua missão em prol do desenvolvimento das pesqui-sas, com a integridade e a dignidade que hoje me-recem para sempre a gratidão dos seus amigos e confrades de Instituto.
Aldemar Marques da Silva nasceu no dia 18 de ju-nho de 1976, nesta cidade de Montes Claros. Era filho deDomingos Marques da Silvae de dona Maria Rosa Marques da Silva. Foi casado com Márcia Aparecida Pereira Silva e pai de duas crianças. Desde muito pequenino que a natureza lhe encantava, sobrema-neira, com o voo dos pássaros, com o perfume das flores, com a luz do dia e o luar da noite.
A sua fé religiosa, que o acompanhava durante as suas orações diárias, fora o motivo de profundo si-lêncio para a sua bondosa alma.
Aldemar Marques da Silva
Vitrine Literária
Dário Teixeira Cotrim
[email protected]
Inesperadamente, o jovem Aldemar
passa a ter a sua fala em silêncio, em
virtude da Covid-19, onde uma onda
de admiradores somente pode lhe
aplaudir pela sua vitoriosa carreira
de professor universitário, sem ao
menos exibir, para tanto, o seu
testemunho de amor e de fé
Sedã de responsa
A mais nova onda na indústriadeautomóveis sãoossistemasdeconec-tividade. Módulos com internet integrada, aces-so remoto e serviços de voz fazem parte dos car-ros modernos. O proble-ma é que para a proble-maioria dos automóveis em cir-culação não é possível tornaroveteranoconec-t a d o , m e n o s p a r a o BMW X1.
A marca alemã acaba de anunciar que o SUV, com fabricação a partir de janeiro de 2019 em Araquari (SC), receberá atualização para habili-tar o assistente Amazon Alexa. Ao todo são 7,5 mil unidades do utilitá-rio que poderão instalar a funcionalidade.
“Acreditamosqueessa nova proposta irá am-p l i a r a e x am-p e r i ê n c i a tecnológica de nossos clientes a bordo do SUV mais desejado do país. A atualização remota de software permite que nossos veículos conti-nuem a modernizar de forma constante e se mantenham inovado-res para os clientes”, ex-plica o diretor Comer-cial da BMW do Brasil, Roberto Carvalho.
Para atualizar o carro, basta acessar o tópico ConnectDrive da cen-tral multimídia e solici-tar a atualização. Depois disso,ésócomeçaracon-versar com a Alexa, pe- dirpratocarmúsicaeou-tros recursos.
Veículos
BMW lança no Brasil o M5 Competition, versão mais que nervosa do série 5
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M DE PERFEIÇÃO – O M5 Competition chega como uma das opções mais brutas já criadas para o sedã alemão, com 625 cv e aceleração brutal, tudo isso com espaço de sobra no porta-malas
Alexa no
SUV X1
Marcelo Jabulas
@mjabulas
Não há como negar queoSUVsetornouave-dete da indústria do au-tomóvel. Mas não custa lembrarque num passa-do recente o monovolu-me teve seu auge, a pe-rua teve seu momento. No entanto, quem nun-ca sai de moda é o sedã. Ele está na ativa há
qua- se100anos,quandoosenge-nheiros descobriram que terumporta-malasdestaca-do faria o automóvel bem mais funcional e prático.
E quando se adiciona do-ses cavalares de torque, o sedãsetornaocarroperfei-to. E o melhor exemplo é o BMWM5Competition,ver-sãoaprimoradado clássico sedã de alto desempenho da marca de Munique.
Furioso,osedãdesembar-ca com nada menos que 625 cv sob o capô.
Mas o custo da chan-cela Competition gruda-da na lataria é alto. O carro tem preçosugerido de R$ 1.006.950. Por outro lado, a BMW tenta justifi-car o valor nababesco com um conjunto mecânico de números superlativos. V8
O sedã é equipado com
o tradicional V8 biturbo 4.4, que foi ajustado para entregar 625 cv e torque de 76 kgfm. Numa tradu-ção simples, significa que o sedã de quase duas tone-ladas acelera de 0 a 100 em 3,3 segundos.
A transmissão é automá-tica de oito marchas e o sis-temadetração é integral M xDrive, que permite “tra- var”otorqueapenasnasro-das traseiras, como deve
ser um BMW purista. O resto é secundário para quembuscaumM5,masele conta com assistentes de condução, ar-condicionado de quatro zonas, fechamen-to aufechamen-tomático das portas, quadro de instrumentos di-gital, sistema de áudio Bo- wers&Wilkinsde1400wat-ts, multimídia com cone-xão para smartphones e as-sistente pessoal Alexa, com comandos de voz.
Desafio do século
Esportes
Alexandre Simões @oalexsimoes Em 5 de fevereiro de 2014, o Tombense encarou o Atlético, no Independência, entre a conquista da Libertadores, em 24 de julho de 2013, e o t í t u l o d a C o p a d o Brasil, que seria er-guida no final daque-la temporada. Ainda eram os tempos da m á x i m a : “ C a i u n o Horto, tá morto!”. E o Gavião Carcará fez história.Venceu o Galo por 2 a 0 na 57ª partida atleticana na nova
arena, inaugurada em abril de 2012, e onde o clube alvinegro tinha o impressionante retros-pecto nos 56 jogos ante-riores de 41 vitórias, 14 empates e apenas uma derrota – para o Athleti-co-PR, no Brasileirão de 2013, num jogo que marcou a despedida de B e r n a r d , v e n d i d o a o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e ainda nas co-memorações do título da Libertadores.
Neste sábado, quando inicia a disputa das se-mifinais do Campeona-to Mineiro diante do Atlético, às 16h, no Inde-pendência, o Tombense
passa a buscar uma fa-ç a n h a a i n d a m a i o r , pois desafia o maior fa-voritismo da história do Estadual.
Dono de um dos times mais badalados do fute-bol brasileiro na atuali-dade, e que venceu o Ga-vião Carcará na fase c l a s s i f i c a t ó r i a , n o Almeidão, usando os re-servas, o Galo carrega um retrospecto que au-menta ainda mais o seu f a v o r i t i s m o e t o r n a mais complicada a tare-fa do Tombense. RETROSPECTO
O Atlético participa da decisão do Campeonato
Mineiro de forma direta desde a temporada 2007. Jásão14ediçõesconsecuti-vas em que o clube é cam-peão ou vice do torneio.
Além disso, os atletica-n o s d e f e atletica-n d e m o u t r a marca ainda mais im-pressionante. A última eliminação para um clu-be do interior, num ma-ta-mata pelo Estadual, foi em 1997, diante do Villa Nova, nas quartas de final.
Depois deste fracas-so diante do Leão do Bonfim, são 14 confron-tos em ida e volta e dois em jogo único, contra e q u i p e s d o i n t e r i o r , nas fases decisivas do
Módulo I, e o Galo sem-pre levou a melhor.
Em 30 partidas, soma 22 vitórias e oito empa-tes. E o Tombense faz parte deste retrospecto, pois além da final de 2020, quando foi derro-tado pelo Atlético por 2 a 1 e 1 a 0, perdeu as se-mifinais de 2013, na pri-m e i r a p a s s a g e pri-m d e Cuca pela Cidade do Ga-l o , Ga-l e v a n d o 2 a 0 n o Almeidão e 5 a 1, no In-dependência.
Desafios não faltam ao Tombense, nem favo-ritismo ao Atlético na semifinal que eles co-meçam a disputar nes-te sábado.
Tombense busca a façanha de tirar o favorito Atlético da final do Estadual
u
u A FICHA DO JOGO
X
Felipe; David, Matheus Lopes, Arthur Edeson e Manoel; Rodrigo, Paulo, Jhemerson e Everton Galdino; Rubens e Keké. Técnico: Rafael Guanais
REPETIÇÃO – O Tombense venceu o Atlético, no Independência, na fase classificatória do Campeonato Mineiro de 2014
TOM
BRUNO CANTINI/ATLÉTICOCAM
A partida de
volta entre
Atlético e
Tombense,
pelas
semifinais do
Módulo I do
Campeonato
Mineiro, será
no dia 8 de
maio, também
às 16h30, no
Mineirão, pois
o mando de
campo será
do Atlético
Everson; Mariano (Guga), Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana; Tchê Tchê, Nathan e Nacho Fernández, Savarino, Keno e Hulk. Técnico: CucaInstaladanoMontesCla-ros Shopping, a exposi-ção “Entre as Máscaras” convida os visitantes a fa-zerem um recorte do coti-diano e refletirem sobre o momento atual, em que a máscara, além de ser um acessório de proteção in- dividualecoletiva,funda- mentalnalutacontraoco-ronavírus, se tornou um símbolo de cuidado. São oitotelas, na dimensão 85 cm x 65 cm, do artista nor-te-mineiro Mário Soares, que podem ser conferidas na loja ao lado da Track & Field de segunda a sába-do, das 10h às 21h, e aos domingos e feriados, das 10h às 20h.
A série ilustra cenas atuais e tem como intuito cons-cientizar as pessoas sobre a importância do uso da máscara para proteção individual e coletiva. As obras ainda provocam a reflexão sobre quem está por trás delas, suas histórias e sentimentos. “A par-tir da proposta que recebi do Montes Claros Shop-ping, iniciei o desenvolvimento das obras, trazendo momentos do cotidiano nos quais as máscaras pas-saram a fazer parte, como a compra no supermerca-do, o passeio com o pet, um programa com a família.
Ilustrei também um casal em cerimônia de casamen-to e uma violoncelista em homenagem aos músicos. Além disso, retratei algumas profissões da linha de frente em que uso da máscara é muito importante como na obra “O Médico” e a obra “A Jornalista”. Na série em exposição, a obra “Fada Bailarina” é uma releitura da obra “Bailarina de catorze anos”, do artista Edgar Degas e foi desenvolvida para um con-curso do MASP - Museu de Arte de São Paulo, sendo premiada pelo mesmo”, detalha Mário Soares.
Filho de agricultores, até os 18 anos Mário viveu no sítio da sua fa-míliano campo.Apaixonado porde-senhos desde a infância, ele sempre sonhou em seguir essa profissão de desenhista. Aos 20 anos partiu da sua cidade natal Bocaiuva (MG) em busca desse sonho. Ele viveu em ci-dades como Muriaé (MG), Belo Hori-zonte (MG) e Florianópolis (SC). Em 2017, após se formar em Design de Moda na Escola de Belas Arte da UFMG, ele passou uma temporada na Itália. Onde aperfeiçoou seu olhar sobre a Arte, a Moda e Design. Retornando ao Brasil, iniciou seu trabalho como Designer de Estam-pas Têxteis, atuando para diversas marcas de moda e renomados estú-dios brasileiros e italianos. Neste mesmo ano também tornou-se co-fundador da Fratelli Ateliê, uma ca-sa de aluguel de trajes de festa na sua cidade natal. Com a criação da GaleriaMário Soares recebeuconvi-te para ilustrar o recebeuconvi-telão do Programa Encontro com Fátima Bernardes na Rede Globo, suas ilustrações fica-ram expostas no progfica-rama por uma semana.Alémdisso,elefoioIlustra-dor convidado pela Revista Casa e Jardim para Ilustrar a Edição da Re-vista do Mês de Setembro.
Sobre o
artista
Mário
Soares
‘Entre as máscaras’
“ENTRE ASPAS”“Nada dura para sempre, tudo é aprendizado, aguente firme. Vamos vencer juntos!”