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Reabilitação bioclimática em edifícios de habitação de construção mista, um caso de estudo em Lisboa

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Academic year: 2021

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(1)UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA FACULDADE DE ARQUITECTURA. REABILITAÇÃO BIOCLIMÁTICA DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA, UM CASO DE ESTUDO EM LISBOA. José Pedro Barros de Sousa Ribeiro (Licenciado) DISSERTAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA. Orientador Científico Doutor. Manuel de Arriaga Brito Correia Guedes, Professor Auxiliar do Instituto Superior Técnico Júri. Presidente:. Doutor. José Manuel Aguiar Portela da Costa, Professor Associado da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Vogais:. Doutor. Helder José Perdigão Gonçalves, Investigador Principal do Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, Departamento de Energias Renováveis. Doutor. Manuel de Arriaga Brito Correia Guedes, Professor Auxiliar do Instituto Superior Técnico. Lisboa, Julho de 2007.

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(3) UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA FACULDADE DE ARQUITECTURA. REABILITAÇÃO BIOCLIMÁTICA DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA, UM CASO DE ESTUDO EM LISBOA. José Pedro Barros de Sousa Ribeiro (Licenciado) DISSERTAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA. Orientador Científico Doutor. Manuel de Arriaga Brito Correia Guedes, Professor Auxiliar do Instituto Superior Técnico Júri. Presidente:. Doutor. José Manuel Aguiar Portela da Costa, Professor Associado da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Vogais:. Doutor. Helder José Perdigão Gonçalves, Investigador Principal do Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, Departamento de Energias Renováveis. Doutor. Manuel de Arriaga Brito Correia Guedes, Professor Auxiliar do Instituto Superior Técnico. Lisboa, Julho de 2007.

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(5) Pagina. ÍNDICE. 5. ÍNDICE DE FIGURAS. 7. ÍNDICE DE GRÁFICOS. 13. ÍNDICE DE TABELAS. 15. AGRADECIMENTOS. 21. INTRODUÇÃO. 23. 1. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA EM LISBOA. 27. 1.1 Enquadramento histórico. 29. 1.2 Tipologias. 37. 2. REABILITAÇÃO BIOCLIMÁTICA DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA. 53. 2.1 Introdução à reabilitação bioclimática de edifícios. 53. 2.2 Situação actual e necessidade de reabilitação. 58. 3. CASO DE ESTUDO. 63. 3.1 Objectivos. 63. 3.2 Metodologia. 64. 3.3 Descrição do caso de estudo. 88. 3.4 Resultados das monitorizações (períodos de Inverno e Verão). 100. 3.5 Resultados do Inquérito. 105. 3.6 Análise da aplicação do RCCTE. 133. 3.7 Simulações do desempenho ambiental. 144. 3.8 Sumário dos resultados. 162. 4. RECOMENDAÇÕES DE DESIGN. 165. 4.1 Apresentação de soluções para as diferentes patologias diagnosticadas. 165. 4.2 Verificação dos resultados de duas soluções delineadas. 170. CONCLUSÕES. 177. BIBLIOGRAFIA. 181. ANEXOS. 187. I. Inquérito. 189. II. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Inverno. 201. III. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Verão. 221. IV. Aplicação do RCCTE ao caso de estudo. 285. V. Aplicação do RCCTE a uma das soluções proposta. 329. VI. Avaliação de sistema de produção de AQS com aplicação de painéis solares térmicos. 349. 5.

(6) 6.

(7) ÍNDICE DE FIGURAS. Pagina. 1. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA EM LISBOA. 27. Figura 1.1. Edifício de construção mista, estilo Artes Decorativas, sito na Avenida Barbosa do Bocaje, n.º34.. 28. Figura 1.2. Edifício de construção mista, estilo Moderno Puro, sito na Avenida Álvares Cabral, n.º2.. 28. Figura 1.3 Planta da Comissão Geodésica de 1871. Tem sobrepostas as alterações até 1911, (Fonte: Silva, 1950).. 30. Figura 1.4 Vista aérea do bairro de França também conhecido como “Bairro Azul” em Lisboa. Exemplo de bairro de “alto Standing”. (Fonte: GoogleEarth).. 31. Figura 1.5 Edifícios de Construção mista do “Bairro Azul” em Lisboa de “alto Standing”.. 31. Figura 1.6 Vista aérea do bairro do alto de São João em Lisboa. Exemplo de bairro de “baixo Standing”. (Fonte: GoogleEarth).. 31. Figura 1.7 Vista Edifícios de Construção mista do bairro alto de São João em Lisboa de “baixo Standing”.. 31. Figura 1.8 A primeira obra em cimento armado segundo Fílius Populi, sito na Av. Barbosa do Bocaje, n.º18.. 35. Figura 1.9 Edifício de construção mista estilo Art Deco, sito na Rua de Angola, n.º1.. 37. Figura 1.10 Edifício de construção mista estilo Art Deco, sito na Rua de Moçambique, n.º12.. 37. Figura 1.11 Pormenores Art Deco.. 37. Figura 1.12 Pormenor de azulejaria Art Deco.. 37. Figura 1.13 Exemplo de pormenor decorativo em estuque, na sanca e tecto.. 37. Figura 1.14 Pormenor decorativo em estuque, na sanca e tecto.. 37. Figura 1.15 Exemplo da verticalidade das pilastras de modelo mais classizante. Edifício sito na Rua de Moçambique, n.º 32.. 38. Figura 1.16 Exemplo com as pilastras interrompidas. Edifício sito na Av. Ressano Garcia, n.º18.. 38. Figura 1.17 Exemplo de pilastras apagadas. Edifício sito na Rua Dom Fr. Mel. de Melo, n.º42.. 38. Figura 1.18 Exemplo de marcação da horizontalidade. Edifício sito na Rua Abade Faria, n.º28.. 39. Figura 1.19 Exemplo de marcação da horizontalidade no edifício. Edifício sito na Rua Lopes, n.º51.. 39. Figura 1.20 Exemplo de marcação da horizontalidade e verticalidade. Edifício sito na Rua Marquês da Fronteira, n.º129.. 39. Figura 1.21 Exemplo de marcação da horizontalidade. Edifício sito na Rua Marquês da Fronteira, n.º125.. 39. Figura 1.22 Edifício de Cassiano Branco, sito na Rua Nova de S. Mamede, n.º7.. 40. Figura 1.23 Edifício de Cassiano Branco, sito na Avenida Álvares Cabral, n.º46.. 40. Figura 1.24 Exemplo de edifício “à Cassiano”, sito na Av. Almirante Reis, n.º221.. 40. Figura 1.25 Exemplo de edifício “à Cassiano”, sito na Rua do Forno do Tijolo, n.º73.. 40. Figura 1.26 Edifício de baixo Standing, sito na Rua João Actor Rosa, n.º8.. 41. Figura 1.27 Edifício de baixo Standing, sito na Rua Abade Faria, n.º52.. 41. Figura 1.28 Edifício de baixo Standing, sito Rua Adolfo Coelho, n.º26.. 41. Figura 1.29 Pormenor de entrada de edifício de baixo Standing... 41. Figura 1.30 Edifício de baixo Standing, sito na Rua Abade Faria, n.º42.. 41. Figura 1.31 Pormenor de porta de edifício de baixo Standing.. 41. Figura 1.32 Edifícios de baixo Standing, na Rua Adolfo Coelho.. 41. Figura 1.33 Traseiras de edifícios de baixo Standing.. 41. Figura 1.34 Edifícios de baixo Standing, na Rua Carlos Mardel.. 41. Figura 1.35 Moradia de baixo Standing, na Travessa da Memória n.º56.. 41. Figura 1.36 Edifício de baixo Standing, na Rua Lucinda Campos, n.º1.. 41. Figura 1.37 Edifícios de baixo Standing na Rua Carvalho Araújo.. 41. Figura 1.38 Edifício de médio Standing, sito na Praça das Novas Naçoes, n.º34.. 42. Figura 1.39 Edifício de médio Standing, sito na Rua Ferreira da Silva, n.º4.. 42. Figura 1.40 Edifício de médio Standing, sito na Rua do Forno do Tijolo, n.º42.. 42. Figura 1.41 Pormenor do pórtico de entrada de edifício de médio Standing, sito na Rua do Forno do Tijolo, n.º42.. 42. Figura 1.42 Edifício de médio Standing, sito na Rua Carvalho Araújo, n.º120.. 42. Figura 1.43 Edifício de médio Standing, sito na Rua Artilharia Um, n.º32.. 42. Figura 1.44 Edifício de médio Standing, sito na Rua Palmira, n.º33.. 42. Figura 1.45 Edifício de médio Standing, sito na Rua Artilharia Um, n.º22.. 42. Figura 1.46 Edifício de alto Standing, sito na Rua do salitre, n.º169.. 43. Figura 1.47 Edifício de alto Standing, sito Rua Sampaio Pina, n.º48/52.. 43. Figura 1.48 Edifício de alto Standing, sito na Rua Rodrigo da Fonseca, n.º154.. 43. Figura 1.49 Edifício de alto Standing, sito na Av. Ressano Garcia, n.º11.. 43. Figura 1.50 Edifício de alto Standing, sito na Av. António Augusto de Aguiar, n.º66.. 43. Figura 1.51 Edifício de alto Standing, sito na Av. Álvares Cabral, n.º40.. 43. Figura 1.52 Edifício de alto Standing, sito na Av. António Augusto de Aguiar, n.º64.. 43. Figura 1.53 Edifício de alto Standing, sito na Rua Rodrigo da Fonseca, n.º212.. 43. Figura 1.54 Hall da entrada em edifício de alto Standing, sito na Rua do salitre, n.º169.. 43. Figura 1.55 Pórtico da entrada em edifício de alto Standing, sito na Rua Ramalho Ortigão, n.º15.. 43. Figura 1.56 Hall da entrada em edifício de alto Standing, sito na Rua Rodrigo da Fonseca, n.º188.. 43. Figura 1.57 Planta tipo, dos edifícios de construção mista. (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua António Pedro, n.º25.. 45. Figura 1.58 Variação de planta tipo dos edifícios de construção mista (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Rovisco. 46. 7.

(8) Pais, nº18. Figura 1.59 Variação de planta tipo dos edifícios de construção mista. (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Calçada do Desterro, nº9. Figura 1.60 Variação de planta tipo dos edifícios de construção mista (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito no Largo de Andaluz, n.º25-27. Figura 1.61 Variação de planta tipo dos edifícios de construção mista (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito no Largo de Andaluz, n.º28-30. Figura 1.62 Variação da tipologia de planta, escada no alçado frontal (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Eifel, nº9. Figura 1.63 Diferente tipologia de planta (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Arco de São Mamede, nº95.. 46 47 47 48 48. Figura 1.64Diferente tipologia de planta (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Joaquim António Augusto de Aguiar, n.º37.. 49. Figura 1.65 Diferente tipologia de planta (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Artilharia Um, n.º22.. 49. Figura 1.66 Tipologia de planta de grande profundidade do lote (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua do Salitre, nº179. Figura 1.67 Tipologia de planta de grande profundidade do lote (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Av. Álvares Cabral, nº44-48. Figura 1.68 Tipologia de planta de grande profundidade do lote (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Nova de S. Mamede, nº3-9. Figura 1.69 Tipologia de planta com saguão lateral (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Avenida Padre António Vieira, n.º6. Figura 1.70Tipologia de planta em “rabo de Bacalhau” (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Joaquim António Augusto de Aguiar, n.º35.. 50 50 50 51 51. Figura 1.71 Tipologia de planta assimétrica (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado. Edifício sito na Rua Palmira, n.º35.. 51. 2. REABILITAÇÃO BIOCLIMÁTICA DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA. 53. Figura 2.1 Organograma com a classificação dos sistemas energéticos bioclimáticos nos edifícios em função dos tipos de aproveitamento energético (fonte: Mendonça 2005).. 56. 3. CASO DE ESTUDO. 66. Figura 3.1 Data logger medidor da HR.. 66. Figura 3.2 Data logger medidor da Ta.. 66. Figura 3.3 Data logger medidor da Ta.. 66. Figura 3.4 Data logger medidor da Tsup.. 66. Figura 3.5 Colocação do data logger de Ta, na sala da frente do r/c.. 67. Figura 3.6 Colocação dos data loggers de HR e Tsup na sala da trás do r/c.. 67. Figura 3.7 Colocação do data logger de Ta na sala da frente do 1ºpiso.. 67. Figura 3.8 Colocação do data logger de Ta na sala de trás do 1ºpiso.. 67. Figura 3.9 Colocação do data logger de Ta no sótão.. 68. Figura 3.10 Colocação dos data loggers de TA e HR no exterior.. 68. Figura 3.11 Data logger leitor de HR e Ta.. 68. Figura 3.12 Colocação do data logger de HR e Ta na sala da frente do r/c.. 70. Figura 3.13 Colocação do data logger de HR e Ta na sala da trás do r/c.. 70. Figura 3.14 Colocação do data logger de HR e Ta na sala da frente do 1ºpiso. 71. Figura 3.15 Protecção do data logger na sala da frente do 1ºpiso. 71. Figura 3.16 Colocação do data logger de HR e Ta na sala da trás do 1ºpiso. 71. Figura 3.17 Colocação do data logger de HR e Ta no exterior. 71. Figura 3.18 Colocação do data logger de HR e Ta na marquise do 1ºpiso. 72. Figura 3.19 Protecção do data logger de HR e Ta na marquise do 1ºpiso. 72. Figura 3.20 Colocação do data logger de HR e Ta no sótão.. 72. Figura 3.21 Modelo Ecotect do r/c. 78. Figura 3.22 Modelo Ecotect do 1ºpiso. 78. Figura 3.23 Modelo Ecotect do sótão. 78. Figura 3.24 Modelo Ecotect com zona envolvente, vista de frente.. 79. Figura 3.25 Modelo Ecotect com zona envolvente, vista de trás.. 79. Figura 3.26 Vista aérea com a localização do edifício caso de estudo indicado a vermelho. Fonte: GoogleEarth.. 88. Figura 3.27 Vista da frente de rua onde se insere o caso de estudo (edifício do lado direito).. 88. Figura 3.28 Vista do alçado principal.. 89. Figura 3.29 Vista do alçado de tardoz.. 89. Figura 3.30 Desenhos dos alçados de frente e de tardoz.. 90. Figura 3.31 Levantamento do edifício, plantas e corte.. 91. Figura 3.32 Porta de entrada na habitação.. 92. Figura 3.33 Portadas interiores e janela.. 92. Figura3.34 Adorno de vão. 92. Figura3.35 Adorno de vão. 92. 8.

(9) Figura3.36 pormenor de carpintaria na escada.. 92. Figura 3.37 Marmoreado na parede da escada.. 92. Figura 3.38 Marmoreaado na parede da escada.. 92. Figura 3.39 Marmoreado na parede do corredor do r/c.. 92. Figura 3.40 Mosaico com motivos decorativos. 92. Figura 3.41 Mosaico com padrão simplificado.. 92. Figura 3.42 Mosaico simples em xadrez.. 92. Figura 3.43 Vista do telhado e água furtada.. 93. Figura 3.44 Vista da cobertura em laje sobre as marquises e i.s.. 93. Figura 3.45 Trabalho em estuque no tecto do hall da escada.. 94. Figura 3.46 Trabalho em estuque nos tectos interiores.. 94. Figura 3.47 Rebocos escalavrados com alvenaria à vista e escadas metálicas oxidadas e degradadas.. 95. Figura 3.48 Rebocos escalavrados com alvenaria à vista.. 95. Figura 3.49 Rebocos escalavrados com alvenaria à vista.. 95. Figura 3.50 Rebocos fendilhados e/ou com elementos em falta.. 95. Figura 3.51 Rebocos fendilhados e/ou com elementos em falta.. 95. Figura 3.52 Rebocos fendilhados e/ou com elementos em falta.. 95. Figura 3.53 Pintura empolada e mal conservada. 95. Figura 3.54 Pintura empolada e mal conservada.. 95. Figura 3.55 Tubo de queda desligado do algeroz da cobertura.. 95. Figura 3.56 Caixilharia de madeira com elementos apodrecidos e pintura degradada.. 96. Figura 3.57 Caixilharia metálica da marquise com elementos corroídos.. 96. Figura 3.58 Caixilharia metálica da marquise e clarabóia, com elementos corroídos e pintura degradada.. 96. Figura 3.59 Pinturas empoladas e escalavradas. 96. Figura 3.60 Pinturas manchadas e/ou muito degradadas.. 96. Figura 3.61 Pinturas manchadas e/ou muito degradadas.. 96. Figura 3.62 Estuques de tecto fendidos e/ou desagregados.. 97. Figura 3.63 Rebocos escalavrados com a alvenaria à vista.. 97. Figura 3.64 Degraus carcomidos,. 97. Figura 3.65 Revestimentos estragados.. 97. Figura 3.66 Revestimentos estragados.. 97. Figura 3.67 Revestimentos fendilhados.. 97. Figura 3.68 Revestimentos fendilhados.. 97. Figura 3.69 Revestimentos fendilhados.. 97. Figura 3.70 Revestimentos fendilhados.. 97. Figura 3.71 Revestimentos fendilhados.. 98. Figura 3.72 Existência de manchas de humidade.. 98. Figura 3.73 Existência de manchas de humidade.. 98. Figura 3.74 Existência de manchas de humidade.. 98. Figura 3.75 Elementos de madeira com apodrecimento evidente.. 98. Figura 3.76 Apresentação de condensações em paredes, tectos e janelas.. 98. Figura 3.77 Apresentação de condensações em paredes, tectos e janelas.. 98. Figura 3.78 Apresentação de condensações em paredes, tectos e janelas.. 98. Figura 3.79 Apresentação de condensações em paredes, tectos e janelas.. 98. Figura 3.80 Corte esquemático do edifício com a indicação dos elementos da envolvente exterior considerados.. 135. Figura 3.81 Planta do r/c com a caracterização dos elementos construtivos.. 136. Figura 3.82 Planta do 1ºpiso com a caracterização dos elementos construtivos.. 137. Figura 3.83 Planta do sótão com a caracterização dos elementos construtivos.. 138. Figura 3.84 Planta da cobertura com a caracterização dos elementos construtivos.. 139. Figura 3.85 Corte construtivo com a indicação das pontes térmicas consideradas.. 140. Figura 3.86 Máscara de sombreamento no lado Nascente do r/c.. 144. Figura 3.87 Sombreamento dia 21 de Dezembro às 11:00 horas.. 145. Figura 3.88 Sombreamento dia 21 de Dezembro às 12:00 horas.. 145. Figura 3.89 Máscara de sombreamento no lado poente do r/c.. 145. Figura 3.90 Sombreamento dia 21 de Dezembro às 12:30 horas.. 145. Figura 3.91 Sombreamento dia 21 de Julho às 16:30 horas.. 145. Figura 3.92 Máscara de sombreamento no lado Nascente do 1ºpiso.. 146. Figura 3.93 Máscara de sombreamento no lado poente do 1ºpiso.. 146. Figura 3.94 Máscara de sombreamento ao nível da cumeeira da cobertura.. 147. Figura 3.95 DLF no r/c. 148. Figura 3.96 Iluminância no r/c. 148. 9.

(10) Figura 3.97 DLF no 1ºpiso.. 149. Figura 3.98 Iluminância no 1ºpiso.. 149. Figura 3.99 DLF no sótão.. 150. Figura 3.100 Iluminância no sótão.. 150. Figura 3.101 Temperatura radiante média às 12:00 horas do solstício de Inverno no r/c.. 151. Figura 3.102 Temperatura radiante média às 12:00 horas do solstício de Verão no r/c.. 151. Figura 3.103 Temperatura radiante média às 12:00 horas do solstício de Inverno no 1ºpiso.. 152. Figura 3.104 Temperatura radiante média às 12:00 horas do solstício de Verão no 1ºpiso.. 152. Figura 3.105 Temperatura radiante média às 12:00 horas do solstício de Inverno no sótão.. 153. Figura 3.106 Temperatura radiante média às 12:00 horas do solstício de Verão no sótão.. 153. Figura 3.107 PMV de Inverno para o r/c.. 156. Figura 3.108 PPD de Inverno para o r/c.. 156. Figura 3.109 PMV de Verão para o r/c.. 156. Figura 3.110 PPD de Verão para o r/c.. 156. Figura 3.111 PMV de Inverno para o 1ºpiso.. 157. Figura 3.112 PPD de Inverno para o 1ºpiso.. 157. Figura 3.113 PMV de Verão para o 1ºpiso.. 157. Figura 3.114 PPD de Verão para o 1ºpiso.. 157. Figura 3.115 PPD de Inverno para o sótão.. 158. Figura 3.116 PMV de Verão para o sótão.. 158. Figura 3.117 PPD de Verão para o sótão.. 158. Figura 3.118 PPD de Inverno para o sótão.. 158. 4. RECOMENDAÇÕES DE DESIGN. 165. Figura 4.1 PPD Inverno – r/c com isolamento.. 172. Figura 4.2 PPD Verão - PPD Verão – r/c com isolamento.. 172. Figura 4.3 PPD Inverno -1º piso + Isolamento - termostato 20-25ºC.. 173. Figura 4.4 PPD Verão -1º piso + Isolamento - termostato 20-25ºC.. 173. ANEXOS. 187. I. Inquérito. 189. II. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Inverno. 201. III. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Verão. 221. Figura III - 1. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 223. Figura III – 2. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 224. Figura III – 3. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 225. Figura III – 4. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 228. Figura III – 5. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 229. Figura III – 6. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 230. Figura III – 7. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 233. Figura III – 8. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 234. Figura III – 9. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 235. Figura III – 10. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 238. Figura III – 11. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 239. Figura III – 12. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 240. Figura III – 13. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 243. Figura III - 14. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 244. Figura III - 15. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 244. Figura III - 16. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 245. Figura III - 17. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 245. Figura III - 18. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 248. Figura III - 19. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 248. Figura III - 20. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 249. Figura III – 21. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 249. Figura III – 22. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 250. Figura III – 23. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 250. Figura III – 24. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 253. Figura III – 25. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 253. Figura III – 26. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 254. Figura III – 27. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 254. Figura III – 28. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 255. Figura III – 29. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 255. Figura III – 30. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 258. 10.

(11) Figura III – 31. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 258. Figura III – 32. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 259. Figura III – 33. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 259. Figura III – 34. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 260. Figura III – 35. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 260. Figura III – 36. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 263. Figura III – 37. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 263. Figura III – 38. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 264. Figura III – 39. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 264. Figura III – 40. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 265. Figura III – 41. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 265. Figura III – 42. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 268. Figura III – 43. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 268. Figura III – 44. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 269. Figura III – 45. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 269. Figura III – 46. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 270. Figura III – 47. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 270. Figura III – 48. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 273. Figura III – 49. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 273. Figura III – 50. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 274. Figura III – 51. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 274. Figura III – 52. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 275. Figura III – 53. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 275. Figura III – 54. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 276. Figura III – 55. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 276. Figura III – 56. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 280. Figura III – 57. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 280. Figura III – 58. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 281. Figura III – 59. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 281. Figura III – 60. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 282. Figura III – 61. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 282. Figura III – 62. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no sótão.. 283. Figura III - 63. Corte esquemático com o sistema de oclusão observado no primeiro piso.. 283. IV. Aplicação do RCCTE ao caso de estudo. 285. V. Aplicação do RCCTE a uma das soluções proposta. 329. VI. Avaliação de sistema de produção de AQS com aplicação de painéis solares térmicos. 349. 11.

(12) 12.

(13) ÍNDICE DE GRÁFICOS 1. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA EM LISBOA. Pagina 27. 2. REABILITAÇÃO BIOCLIMÁTICA DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA. 53. Gráfico 2.1. Situação actual dos Edifícios construídos em Lisboa entre 1919 e 45, e o seu estado de conservação (INE, 2004).. 58. 3. CASO DE ESTUDO. 63. Gráfico 3.1 Dados da verificação da calibragem dos data logger, para o período de monitorização de Inverno. 66. Gráfico 3.2 Dados da verificação da calibragem dos data logger, para o período de monitorização de Verão.. 70. Gráfico 3.3 Dados da verificação da calibragem do modelo Ecotect para o período de Inverno.. 81. Gráfico 3.4 Dados da verificação da calibragem do modelo Ecotect para o período de Verão.. 81. Gráfico 3.5 Comparação dos dados da verificação da calibragem do modelo Ecotect para o período de Inverno.. 82. Gráfico 3.6 Comparação dos dados da verificação da calibragem do modelo Ecotect para o período de Verão.. 82. Gráfico 3.7 N.º de inquéritos por edifícios.. 106. Gráfico 3.8 Número de edifícios inquiridos e orientação solar.. 106. Gráfico 3.9 Situação urbana dos edifício observados.. 106. Gráfico 3.10 relação saguão * caixa de ar pavimento * n.º águas cobertura.. 107. Gráfico 3.11 Número de pisos dos edifícios observados.. 107. Gráfico 3.12 Tipologia dos edifícios observados.. 107. Gráfico 3.13 Tipo de pavimentos nas zonas de estar.. 108. Gráfico 3.14 Tipo de pavimentos nas zonas húmidas.. 108. Gráfico 3.15 Caracterização quanto a elevadores.. 109. Gráfico 3.16 Caracterização quanto às escadas de salvação.. 109. Gráfico 3.17 Caracterização quanto às coberturas dos edifícios.. 109. Gráfico 3.18 Percepção do conforto ambiental no Verão.. 119. Gráfico 3.19 Níveis de satisfação do conforto térmico no Verão.. 119. Gráfico 3.20. Percepção do conforto ambiental no Inverno.. 121. Gráfico 3.21 Níveis de satisfação do conforto térmico no Inverno.. 121. Gráfico 3.22 Votos de melhoramento do isolamento térmico.. 123. Gráfico 3.23 Percepção da iluminação natural no Verão.. 124. Gráfico 3.24 Necessidade de luz eléctrica durante o dia no Verão.. 124. Gráfico 3.25 Percepção da iluminação natural no Inverno.. 125. Gráfico 3.26 Necessidade de luz eléctrica durante o dia no Inverno.. 125. Gráfico 3.27 Votos de melhoramento do Iluminação natural.. 126. Gráfico 3.28. Percepção do conforto acústico.. 127. Gráfico 3.29 Votos de melhoramento do isolamento acústico.. 127. Gráfico 3.30. Realização de ventilação natural.. 129. Gráfico 3.31. Período da realização de ventilação natural.. 129. Gráfico 3.32 Votos de melhoramento da ventilação natural.. 129. Gráfico 3.33 Graus-Hora de desconforto ao longo do ano no r/c – Ecotect.. 154. Gráfico 3.34 Graus-Hora de desconforto ao longo do ano para o 1ºpiso com o sótão – Ecotect.. 155. Gráfico 3.35 Necessidades de aquecimento e arrefecimento ao longo do ano para o r/c, com valores de termostato de 20 a 25ºC. 159. Gráfico 3.36 Necessidades de aquecimento e arrefecimento ao longo do ano para o 1ºpiso + sótão, com valores de termostato de 20 a 25ºC.. 160. 4. RECOMENDAÇÕES DE DESIGN. 165. Gráfico 4.1 Necessidades de aquecimento e arrefecimento para o r/c com isolamento.. 171. Gráfico 4.2 Necessidades de aquecimento e arrefecimento para o 1º piso com sótão com isolamento.. 172. ANEXOS. 187. I. Inquérito. 189. II. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Inverno. 201. Gráfico II -1. Dados observados do dia 28 – 1 – 06.. 203. Gráfico II - 2. Dados observados do dia 29 – 1 – 06.. 205. Gráfico II -3 . Dados observados do dia 30 – 1 – 06.. 207. Gráfico II -4 . Dados observados do dia 31 – 1 – 06.. 209. Gráfico II -5. Dados observados do dia 1 – 2 – 06.. 212. Gráfico II -6. Dados observados do dia 2– 2 – 06.. 214. Gráfico II -7. Dados observados do dia 3– 2 – 06.. 216. Gráfico II -8. Dados observados do dia 4– 2 – 06.. 218. Gráfico II -9. Dados observados do dia 5 – 2 – 06.. 220. Gráfico II -10. Dados observados do dia 6 – 2 – 06.. 220. III. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Verão. 221. Gráfico III - 1. Dados observados do dia 22 – 7 – 06.. 223. Gráfico III – 2. Dados observados do dia 23 – 7 – 06.. 224. 13.

(14) Gráfico III - 3. Dados observados do dia 24 – 7 – 06.. 225. Gráfico III - 4. Dados observados do dia 25 – 7 – 06.. 228. Gráfico III - 5. Dados observados do dia 26 – 7 – 06.. 229. Gráfico III - 6. Dados observados do dia 27– 7 – 06.. 230. Gráfico III - 7. Dados observados do dia 28– 7 – 06.. 233. Gráfico III - 8. Dados observados do dia 29– 7 – 06.. 234. Gráfico III - 9. Dados observados do dia 30 – 7 – 06.. 235. Gráfico III - 10. Dados observados do dia 31 – 7 – 06.. 238. Gráfico III - 11. Dados observados do dia 1 – 8 – 06.. 239. Gráfico III - 12. Dados observados do dia 2 – 8 – 06.. 240. Gráfico III - 13. Dados observados do dia 3 – 8 – 06.. 243. Gráfico III - 14. Dados observados do dia 4 – 8 – 06.. 244. Gráfico III - 15. Dados observados do dia 5 – 8 – 06.. 245. Gráfico III - 16. Dados observados do dia 6– 8 – 06.. 248. Gráfico III - 17. Dados observados do dia 7– 8 – 06.. 249. Gráfico III - 18. Dados observados do dia 8– 8 – 06.. 250. Gráfico III - 19. Dados observados do dia 9– 8 – 06.. 253. Gráfico III - 20. Dados observados do dia 10 – 8 – 06.. 254. Gráfico III - 21. Dados observados do dia 11 – 8 – 06.. 255. Gráfico III - 22. Dados observados do dia 12 – 8 – 06.. 258. Gráfico III - 23. Dados observados do dia 13 – 8 – 06.. 259. Gráfico III - 24. Dados observados do dia 14 – 8 – 06.. 260. Gráfico III - 25. Dados observados do dia 15 – 8 – 06.. 263. Gráfico III - 26. Dados observados do dia 16 – 8 – 06.. 264. Gráfico III - 27. Dados observados do dia 17 – 8 – 06.. 265. Gráfico III - 28. Dados observados do dia 18 – 8 – 06.. 268. Gráfico III- 29. Dados observados do dia 19– 8 – 06.. 269. Gráfico III - 30. Dados observados do dia 20– 8 – 06.. 270. Gráfico III - 31. Dados observados do dia 21– 8 – 06.. 273. Gráfico III - 32. Dados observados do dia 22– 8 – 06.. 274. Gráfico III - 33. Dados observados do dia 23– 8 – 06.. 275. Gráfico III - 34. Dados observados do dia 24– 8 – 06.. 276. Gráfico III - 35. Dados observados do dia 25– 8 – 06.. 280. Gráfico III - 36. Dados observados do dia 26– 8 – 06.. 281. Gráfico III - 37. Dados observados do dia 27– 8 – 06.. 282. Gráfico III - 38. Dados observados do dia 28– 8 – 06.. 283. IV. Aplicação do RCCTE ao caso de estudo. 285. V. Aplicação do RCCTE a uma das soluções proposta. 329. VI. Avaliação de sistema de produção de AQS com aplicação de painéis solares térmicos. 349. 14.

(15) ÍNDICE DE TABELAS. Pagina. 1. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA EM LISBOA 2. REABILITAÇÃO BIOCLIMÁTICA DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA 3. CASO DE ESTUDO. 27. Tabela 3.1 Descrição dos sistemas de oclusão observados no 1ºpiso, no período do verão.. 73. 53 63. Tabela 3.2. Síntese dos valores do total de dias da monitorização do período de Inverno de 28 de Janeiro a 5 de Fevereiro.. 102. Tabela 3.3. Síntese dos valores da monitorização do período de Inverno de 31 de Janeiro a 5 de Fevereiro, excluindo os três primeiros dias.. 102. Tabela 3.4. Valores médios da temperatura do ar e humidade relativa observados no período de 22 de Junho a 2 de Agosto no r/c e 1ºpiso.. 104. Tabela 3.5. Valores médios da temperatura do ar e humidade relativa observados no período de 4 a 27 de Agosto no 1ºpiso e sótão.. 104. Tabela 3.6. Caracterização das paredes estruturantes dos edifícios inquiridos.. 108. Tabela 3.7 Caracterização dos vãos exteriores.. 108. Tabela 3.8. Caracterização e relação do ano das últimas obras de beneficiação com o tipo de obra realizado.. 110. Tabela 3.9. Principais patologias aparentes nos paramentos exteriores.. 110. Tabela 3.10. Principais patologias nos vãos exteriores.. 110. Tabela 3.11. Principais patologias aparentes nas varandas.. 111. Tabela 3.12. Principais patologias dos tubos de queda.. 111. Tabela 3.13. Principais patologias aparentes nas escadas de salvação.. 111. Tabela 3.14. Principais patologias dos espaços interiores comuns.. 112. Tabela 3.15. Tipo de ocupação dos indivíduos inquiridos.. 112. Tabela 3.16. Número de ocupantes por fogo nos edifícios inquiridos.. 113. Tabela 3.17. Tipos de acabamento de paredes.. 113. Tabela 3.18. Cor das paredes.. 113. Tabela 3.19. Revestimentos dos pavimentos nas zonas de estar.. 114. Tabela 3.20. Revestimentos dos pavimentos nas zonas húmidas.. 114. Tabela 3.21. Tipo de acabamento nos tectos.. 114. Tabela 3.22. Cor dos tectos.. 114. Tabela 3.23. Caracterização dos vãos de janelas e portas para o exterior.. 115. Tabela 3.24. Tipo de sistemas de aquecimento do espaço interior.. 115. Tabela 3.25. Tipo de sistemas de arrefecimento do espaço interior.. 116. Tabela 3.26. Recursos energéticos utilizados.. 116. Tabela 3.27. Apreciação do estado de conservação das habitações.. 116. Tabela 3.28. Relação entre o ano das últimas obras de beneficiação, o tipo de obra e se foi alterada a tipologia.. 117. Tabela 3.29. Principais patologias no interior das habitações.. 117. Tabela 3.30. Principais patologias nos pavimentos das habitações.. 117. Tabela 3.31. Principais patologias nos vãos das habitações.. 118. Tabela 3.32. Estado de conservação das infra-estruturas dos fogos.. 118. Tabela 3.33. Relação entre sensação e satisfação de temperatura na habitação durante o Verão.. 119. Tabela 3.34. Relação entre orientação do edifício, a temperatura do ar interior no Verão e o nível de piso.. 120. Tabela 3.35. Acções realizadas durante o dia, para o melhor conforto no interior da habitação no período do Verão.. 120. Tabela 3.36. Acções realizadas durante a noite, para o melhor conforto no interior da habitação no período do Verão.. 121. Tabela 3.37. Relação entre orientação do edifício, a temperatura do ar interior no Inverno e o nível de piso.. 122. Tabela 3.38. Acções realizadas durante o dia, para o melhor conforto no interior da habitação no período do Inverno.. 122. Tabela 3.39. Acções realizadas durante a noite, para o melhor conforto no interior da habitação no período do Inverno.. 123. Tabela 3.40. Relação entre orientação do edifício, iluminação natural no Verão e nível de piso.. 124. Tabela 3.41. Relação entre orientação do edifício, iluminação natural no Inverno e nível de piso.. 126. Tabela 3.42. Percepção do ruído.. 127. Tabela 3.43. Relação entre isolamento acústico, percepção do ruído dos vizinhos de cima/baixo e tipo de pavimentos.. 128. Tabela 3.44. Relação entre isolamento acústico, percepção dos ruídos da rua e tipo de janelas.. 129. Tabela 3.45. Respostas à pergunta aberta “Na sua opinião, qual a situação que gera mais desconforto na sua habitação?”. 130. Tabela 3.46. Respostas à pergunta aberta “Tem alguma sugestão para que fosse melhorada as condições da sua habitação?”. 131. Tabela 3.47. Índices de caracterização do comportamento térmico das fracções do edifício caso de estudo.. 141. Tabela 3.48. Coeficientes de transmissão térmica máximos admissíveis de elementos opacos U (W/m2ºC) e os existentes nos elementos no edifício caso de. 142. Tabela 3.49. Classificação da Inércia térmica do edifício.. 142. Tabela 3.50 Graus-Hora de desconforto r/c – Ecotect.. 154. Tabela 3.51 Graus-Hora de desconforto no 1ºpiso com o sótão– Ecotect.. 155. Tabela 3.52 Necessidades de aquecimento e arrefecimento para o r/c (20 – 25ºC).. 159. Tabela 3.53 Necessidades de aquecimento e arrefecimento para o 1ºpiso + sótão (20 a 25ºC).. 160. 4. RECOMENDAÇÕES DE DESIGN. 165. Tabela 4.1 Necessidades de aquecimento e arrefecimento para o r/c com isolamento.. 171. Tabela 4.2 Necessidades de aquecimento e arrefecimento para o 1ºpiso + sótão com isolamento.. 173. Tabela 4.3. Índices de caracterização do comportamento térmico das fracções do edifício caso de estudo com isolamento.. 175. 15.

(16) ANEXOS I. Inquérito II. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Inverno. 187 189 201. Tabela II - 1. Síntese dos valores significativos observados no dia 28 – 1 – 06.. 203. Tabela II - 2. Síntese dos valores significativos observados no dia 29 – 1 – 06.. 205. Tabela II - 3 . Síntese dos valores significativos observados no dia 30 – 1 – 06.. 207. Tabela II - 4. Síntese dos valores significativos observados no dia 31 – 1 – 06.. 210. Tabela II - 6. Síntese dos valores significativos observados no dia 2– 2 – 06.. 212. Tabela II - 7. Síntese dos valores significativos observados no dia 3– 2 – 06.. 214. Tabela II - 8. Síntese dos valores significativos observados no dia 4– 2 – 06.. 216. Tabela II - 9. Síntese dos valores significativos observados no dia 5 – 2 – 06.. 218. III. Análise dos dados da monitorização do edifício no período de Verão Tabela III - 1. Síntese dos valores significativos observados dia 22 – 7- 06. Tabela III - 2. Síntese dos valores significativos observados dia 23 – 7- 06.. 220 223 224. Tabela III - 3. Síntese dos valores significativos observados dia 24 – 7- 06.. 225. Tabela III - 4. Síntese dos valores significativos observados dia 25 – 7- 06.. 228. Tabela III - 5. Síntese dos valores significativos observados dia 26 – 7- 06.. 229. Tabela III - 6. Síntese dos valores significativos observados dia 27 – 7- 06.. 230. Tabela III - 7. Síntese dos valores significativos observados dia 28 – 7- 06.. 233. Tabela III - 8. Síntese dos valores significativos observados dia 29 – 7- 06.. 234. Tabela III - 9. Síntese dos valores significativos observados dia 30 – 7- 06.. 235. Tabela III - 10. Síntese dos valores significativos observados dia 31 – 7- 06.. 234. Tabela III - 11. Síntese dos valores significativos observados dia 1 – 8- 06.. 239. Tabela III - 12. Síntese dos valores significativos observados dia 2 – 8- 06.. 240. Tabela III - 13. Síntese dos valores significativos observados dia 3 – 8- 06, sem efeito no presente dia.. 243. Tabela III - 14. Síntese dos valores significativos observados dia 4 – 8- 06.. 244. Tabela III - 15. Síntese dos valores significativos observados dia 5 – 8- 06.. 245. Tabela III - 16. Síntese dos valores significativos observados dia 6 – 8- 06.. 248. Tabela III - 17. Síntese dos valores significativos observados dia 7 – 8- 06.. 249. Tabela III - 18. Síntese dos valores significativos observados dia 8 – 8- 06.. 250. Tabela III - 19. Síntese dos valores significativos observados dia 9 – 8- 06.. 253. Tabela III - 20. Síntese dos valores significativos observados dia 10 – 8- 06.. 254. Tabela III - 21. Síntese dos valores significativos observados dia 11 – 8- 06.. 255. Tabela III - 22. Síntese dos valores significativos observados dia 12 – 8- 06.. 258. Tabela III - 23. Síntese dos valores significativos observados dia 13 – 8- 06.. 259. Tabela III - 24. Síntese dos valores significativos observados dia 14 – 8- 06.. 260. Tabela III - 25. Síntese dos valores significativos observados dia 15 – 8- 06.. 263. Tabela III - 26. Síntese dos valores significativos observados dia 16 – 8- 06.. 264. Tabela III - 27. Síntese dos valores significativos observados dia 17 – 8- 06.. 265. Tabela III - 28. Síntese dos valores significativos observados dia 18 – 8- 06.. 268. Tabela III - 29. Síntese dos valores significativos observados dia 19 – 8- 06.. 269. Tabela III - 30. Síntese dos valores significativos observados dia 20 – 8- 06.. 270. Tabela III - 31. Síntese dos valores significativos observados dia 21 – 8- 06.. 273. Tabela III - 32. Síntese dos valores significativos observados dia 22 – 8- 06.. 274. Tabela III - 33. Síntese dos valores significativos observados dia 23 – 8- 06.. 275. Tabela III - 34. Síntese dos valores significativos observados dia 24 – 8- 06.. 276. Tabela III - 35. Síntese dos valores significativos observados dia 25 – 8- 06.. 280. Tabela III - 36. Síntese dos valores significativos observados dia 26 – 8- 06.. 281. Tabela III - 37. Síntese dos valores significativos observados dia 27 – 8- 06.. 282. Tabela III - 38. Sem dados observados dia 28 – 8- 06.. 283. IV. Aplicação do RCCTE ao caso de estudo. 285. Tabela IV - 1, contabilização e dimensionamento dos elementos do r/c a ter em conta para o RCCTE.. 288. Tabela IV - 2, contabilização e dimensionamento dos elementos do 1º Piso a ter em conta para o RCCTE.. 289. Tabela IV - 3, contabilização e dimensionamento dos elementos do Sótão a ter em conta para o RCCTE.. 290. Tabela IV – 4 Cálculo da Inércia térmica interior (It) do r/c e do valor da massa superficial útil dos elementos (Msi). 322. Tabela IV - 5 Cálculo da Inércia témica interior (It) do 1ºpiso e do valor da massa superficial útil dos elementos (Msi). 324. Tabela IV - 6 Cálculo da Inércia témica interior (It) do sótão e do valor da massa superficial útil dos elementos (Msi). 326. Tabela IV - 7 Cálculo da área efectiva dos vãos envidraçados – situação de Inverno.. 327. Tabela IV – 8 Cálculo da área efectiva dos vãos envidraçados – situação de Verão. 327. V. Aplicação do RCCTE a uma das soluções proposta Tabela V - 1 Cálculo da área efectiva dos vãos envidraçados – situação de Inverno – vidro duplo. Tabela V – 2 Cálculo da área efectiva dos vãos envidraçados – situação de Verão– vidro duplo. VI. Avaliação de sistema de produção de AQS com aplicação de painéis solares térmicos. 329 347 347 349. 16.

(17) 17.

(18) 18.

(19) Dedico este trabalho aos meus pais, com muito Amor e Carinho. 19.

(20) 20.

(21) AGRADECIMENTOS Quero agradecer ao Professor Correia Guedes todo o apoio, disponibilidade e orientação ao longo do desenvolvimento deste trabalho, sem o qual não teria sido possível a sua concretização, e também pelo incentivo optimista constante, que em momentos de maior fragilidade, sempre ajudaram a recuperar o fôlego.. Agradeço ao Professor Jorge Ribeiro a sua pronta disponibilidade em apoiar e ajudar sempre que solicitado durante todo o processo deste trabalho.. Quero agradecer ao Miguel pelo apoio e disponibilidade demonstrada em longas conversas sobre várias questões do trabalho, e na cedência de material bibliográfico, entre outros, que muito contribuíram para o seu desenvolvimento.. Agradeço à Graça, à Luisa, ao António, à Isabel, ao Luís, ao Carlos, à Sara e à Cecília, que têm estado, e estarão sempre presentes no dia a dia, pela amizade, apoiando e motivando sempre que foi preciso.. Agradeço à família pela paciência e apoio contínuo, e em particular à Sofia, por todo o apoio e carinho especiais que ao longo deste caminho, com longas ausências e períodos difíceis, tanto ajudaram e contribuíram para os superar, com amor e alegria.. 21.

(22) 22.

(23) INTRODUÇÃO A reabilitação de edifícios é actualmente uma área de crescente importância na sociedade contemporânea como forma de preservar o valor patrimonial dos espaços edificados, herança cultural a transmitir às gerações futuras. Tem sido apoiada por organizações como a ICOMOS1, que visam promover suportes teóricos, metodologias de trabalho e conhecimento científico de técnicas a adoptar. A este interesse, foi acrescida a necessidade de contribuir para um desenvolvimento sustentável global, reduzindo os impactos negativos ambientais, provenientes duma massiva demolição e delapidação de recursos naturais para novas construções.. Com o enquadramento actual, os princípios da arquitectura bioclimática tornam-se potenciais aliados duma acção de reabilitação. O facto de considerarem na sua análise um conjunto de factores, como o clima local, o desempenho energético e ambiental dos edifícios e a exploração de recursos locais, entre outros, permitem delinear um conjunto de medidas, soluções passivas e activas que interagem com esse meio e visam o melhor desempenho dos edifícios nessas diferentes áreas.. Esta junção de reabilitação de edifícios e arquitectura bioclimática tem vindo a ser cada vez mais referida em estudos e publicações pontuais ou eventos de organizações como a PLEA2 ou BRE3, entre outras, que visam demonstrar estudos realizados com exemplos de aplicação, descrevendo metodologias de trabalho e respectivos resultados, impulsionando o seu uso a práticas futuras.. O presente estudo tem por objectivo contribuir para o desenvolvimento dessa metodologia, aplicada ao caso particular dos edifícios de habitação de construção mista, construídos em Lisboa na década de 1930-40. É analisado um caso de estudo em particular. Este tipo de edifícios foi escolhido por marcarem a transição das técnicas construtivas com a introdução progressiva do betão armado como elemento construtivo e por fazerem parte dos exemplos da arquitectura modernista portuguesa desenvolvida nas variantes estilísticas de Artes Decorativas e do Moderno Puro. O facto de terem sido construídos numa The International Council on Monuments and Sites Passive and Low Energy Architecture. 3 Building Research Environment. 1 2. 23.

(24) época de expansão da cidade de Lisboa fez com que constituíssem conjuntos urbanos consolidados e diferenciados, com valor cultural e patrimonial a preservar.. São edifícios que aparentam ter grandes potencialidades para reabilitar, por além das características acima referidas, terem aplicado soluções construtivas tradicionais como paredes estruturantes de massa térmica considerável e áreas de envidraçados de dimensões equilibradas, que são uma conjugação de factores favoráveis ao uso de estratégias passivas de desempenho térmico. As estruturas utilizadas apresentam robustez física garantindo a longevidade da construção e são de reduzida energia incorporada, que são também factores positivos para uma acção de reabilitação.. O estudo desenvolve-se em quatro capítulos. No primeiro é feita uma descrição e enquadramento histórico do surgimento deste tipo de edifícios em Lisboa e são apresentados exemplos destacando as suas diferentes tipologias.. O segundo capítulo trata da reabilitação bioclimática dos edifícios de habitação de construção mista, em que é feita uma introdução inicial ao tema da reabilitação bioclimática de edifícios, focando aspectos relacionados com a evolução do conceito e importância da reabilitação até à actualidade, justificando a sua abertura à inclusão dos princípios da arquitectura bioclimática. Posteriormente é feita uma referência a dados estatísticos recentes sobre o número e estado de conservação dos edifícios de construção mista em Lisboa, focando-se dois estudos com esta matéria relacionados, e por último, são focados os aspectos e potencialidades da reabilitação bioclimática destes edifícios em particular.. No terceiro capítulo é apresentada a análise do caso de estudo. São referidos os objectivos e metodologia adoptada para a realização da reabilitação bioclimática do mesmo. É apresentado o levantamento do edifício, as suas características construtivas, formais e estéticas e são identificadas as suas patologias construtivas. É feito o levantamento das suas condições ambientais através da monitorização dos seus espaços nos períodos do Inverno e Verão. É realizado um inquérito a outros edifícios de construção mista com o sentido de identificar patologias físicas e ambientais comuns neste 24.

(25) tipo de edifícios. É feita uma avaliação do desempenho energético do edifício através da aplicação do Regulamento das Características do Comportamento Térmicos dos Edifícios (RCCTE) e a avaliação das condições ambientais através do modelo virtual do edifício realizado no simulador informático Ecotect v5.20. Por último é apresentado um sumário das conclusões obtidas nas várias etapas de análise.. No quarto capítulo são feitas recomendações de design de acordo com as diferentes patologias construtivas e ambientais diagnosticadas no caso de estudo, sendo também verificados os resultados de duas das soluções preconizadas, por meio de simulações do modelo, do RCCTE, e no programa SolTerm5.. No final são apresentadas as conclusões do trabalho.. 25.

(26) 26.

(27) 1. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DE CONSTRUÇÃO MISTA EM LISBOA No presente capítulo apresenta-se um enquadramento dos edifícios de habitação de construção mista, no que respeita ao significado dessa terminologia, a época histórica do seu surgimento, os aspectos que os caracterizam do ponto de vista formal e estético e as diferentes tipologias que se destinguem pelas diferentes zonas da cidade e classes sociais a que se destinam.. A denominação apresentada de “edifícios de construção mista de alvenaria de pedra e betão armado”, tem por base um estudo iniciado a partir de 1981, realizado no âmbito do “Programa de Minimização dos Riscos Sísmicos da Área de Lisboa” (Lnec, 1985), avaliando as zonas de maior risco sísmico, e que foi posteriormente ampliado o seu âmbito, com o objectivo geral de tipificar o parque imobiliário da cidade de Lisboa e verificar o seu estado de degradação.. O referido estudo, incidiu sobre os aspectos espaciais, formais e construtivos dos edifícios observados, enquadrados numa perspectiva histórica tendo em conta a evolução espaço-temporal do desenvolvimento urbano e respectivas técnicas construtivas, cujo os dados obtidos, depois de analisados e organizados, deram origem à formação das seis categorias seguintes: A – Edifícios de Alvenaria de Pedra anteriores a 1755. B - Edifícios de Alvenaria da época Pombalina e similares (1755 – 1870). C - Edifícios de Alvenaria tipo Gaioleiro (1880 – 1930). D - Edifícios mistos de alvenaria e betão armado (1930 – 1940). E - Edifícios de betão armado preenchidos com grande percentagem de alvenaria de tijolo (1940 – 1960). F – Edifícios de betão armado da última fase (1960 – 1980).. O presente estudo debruça-se sobre os edifícios da categoria D, de construção mista de alvenaria e betão armado construídos na década de 1930 a 40 em Lisboa, caracterizados pela introdução gradual do betão armado como sistema utilitário na construção de habitações, aplicado inicialmente nas coberturas e. 27.

(28) pavimentos das zonas húmidas (sanitários e cozinhas) e como suporte de estruturas acessórias e decorativas nas fachadas, e posteriormente é estendido a todo o pavimento da habitação, formando uma laje que descarrega directamente nas paredes de alvenaria, assegurando um bom travamento na horizontal, verificando-se a utilização de vigas ao nível do tecto do R/C, sobretudo quando se destinam à instalação de lojas ou espaços maiores.. Directamente relacionado com o processo evolutivo da forma de construir e o seu contexto histórico, este tipo de edifícios são também significativos por constituírem exemplos da arquitectura modernista portuguesa, reunindo exemplos do estilo Artes Decorativas, praticado no período construtivo antecedente, e exemplos do Moderno Puro, mais consentâneo com as transformações históricas contemporâneas. Esses aspectos serão abordados a seguir mais detalhadamente, apresentando-se nas figuras 1.1 e 1.2 exemplos deste tipo de edifícios de arquitectura corrente, do estilo Artes Decorativas e Moderno Puro, respectivamente.. Figura 1.1. Edifício de construção mista, estilo Artes Decorativas, sito na Avenida Barbosa do Bocaje, n.º34.. 28. Figura 1.2. Edifício de construção mista, estilo Moderno Puro, sito na Avenida Álvares Cabral, n.º2..

(29) 1.1 Enquadramento histórico Apresenta-se de seguida um breve enquadramento histórico integrando o período em que surgem os edifícios de construção mista, de forma a compreender algumas motivações, transformações e factores que contribuíram para o seu surgimento.. No início do século XX deu-se um aumento demográfico acentuado na cidade de Lisboa, tendo sido registados cerca de 350 000 habitantes em 1900 e 575 000 em 1930. Além dessa situação se dever ao aumento da natalidade, a razão maior deveu-se à migração da população do campo para as cidades, motivados pela necessidade de melhoria das condições de vida, vindo à procura de emprego, observando-se dessa forma um aumento da população operária e também da classe detentora dos meios de produção e emprego, a pequena e média burguesia, uma classe em ascensão.. De uma forma geral as populações operarias viviam perto das industrias onde trabalhavam, morando em “vilas” ou “pátios” em Lisboa ou “ilhas” no Porto, que na maioria dos casos ficavam sobrelotadas, não reunindo condições de habitabilidade, suscitando manifestações de desagrado por parte dos operários levando a intervenção de personalidades políticas ou de outras áreas, sensíveis à questão, como Sidónio Pais que em 1918 faz publicar o primeiro Decreto-Lei que regulamenta a construção de habitação para operários (D.L. n.º 4137/18) que origina em Lisboa o Bairro Social do Arco do Cego e no Porto, o Bairro de Sidónio Pais, actualmente Bairro Social da Arrábida (em Massarelos), iniciados em 1919, mas terminados ambos dez anos mais tarde (Almeida, 1986).. Em Lisboa, com o aumento da população, também a cidade cresce, desenvolvendo-se fisicamente num movimento de ocupação dos planaltos, suscitando um novo interesse económico, o mercado imobiliário, “florescente ramo de negócio, recém-descoberto: produzir, vender e alugar cidade” (Portas, 1978).. Expande-se a cidade através das Avenidas Novas e vê-se crescer as freguesias, na altura periféricas em relação ao centro, como as do Campo Grande, Olivais, Belém e Benfica, preenchidas na sua maioria,. 29.

(30) com aqueles que vão ficar conhecidos como os “prédios de rendimento”, conforme se pode observar na figura 1.3 através das marcações a traçado vermelho.. Planta da Comissão Geodésica de 1871. Tem sobrepostas as alterações até 1911, (Fonte: Silva, 1950).. São também dessa época, o prolongamento da Av. António Augusto de Aguiar, bifurcando para Campo de Ourique e Campolide, o da Rua Tenente Valadim (actual Av. Infante Santo) para ligar a Estrela à Av. 24 de Julho, mercê de interesses e necessidades públicas e de privados, ligando e acrescentando novas às malhas já existentes, consolidando-as.. Avenidas, ruas principais e secundárias são hierarquizadas definindo o desenho da cidade, e dessa forma é também feita e hierarquizada a arquitectura, em qualidade e trabalho no desenho dos alçados e pormenores, destinada a quem a pudesse comprar. Traçam-se planos de desenvolvimento sectorial da cidade com bairros de alto standing, como o “grande bairro de França” a Norte do Parque Eduardo VII até à Palhavã, numa área de cerca de 700ha, em 1920, contraposto com outro de edificações modestas entre Sta. Apolónia, Alto de S. João e Penha de França numa zona de cerca de 600ha, dos quais se apresentam exemplos nas figuras 1.4 a 1.7 de dois desses bairros na situação presente.. 30.

(31) Figura 1.4 Vista aérea do bairro de França também conhecido como “Bairro Azul” em Lisboa. Exemplo de bairro de “alto Standing”. (Fonte: GoogleEarth).. Figura 1.5 Edifícios de Construção mista do “Bairro Azul” em Lisboa de “alto Standing”.. Figura 1.6 Vista aérea do bairro do alto de São João em Lisboa. Exemplo de bairro de “baixo Standing”. (Fonte: GoogleEarth).. Figura 1.7 Vista Edifícios de Construção mista do bairro alto de São João em Lisboa de “baixo Standing”.. Apesar dos planos traçados e das políticas de desenvolvimento para a construção de novas áreas habitacionais, sucedeu-se um período de abrandamento das mesmas como consequência da 1ª grande guerra (1914-18), vivendo-se em Portugal um período de recessão económica e financeira (1922-26), com o aumento constante do valor dos bens e materiais, originado uma redução no volume e qualidade das construções.. Finda a recessão económica de 22-26 e da manifestada falta de habitações, é publicada nova legislação, o Decreto n.º15.298, que protegia e isentava os construtores em dez anos da contribuição predial e reduziu a 1% a SISA nas compras de terrenos e de propriedades para habitação, o que foi uma motivação impulsionadora do investimento na construção que fazia crescer a cidade, embora por vezes, com pouco planeamento e sobre os alinhamentos das ruas existentes, mantendo a dualidade de zonas de alto standing com outras mais modestas e de bairros sociais (Fernandes, 1993).. 31.

(32) A construção era um negócio rentável e em progressivo crescimento e a arquitectura é maioritariamente da responsabilidade de construtores civis e mestre-de-obras que vão ficar conhecidos como “Patobravos”, salvo minorias que são de autoria de arquitectos, como refere França em “Lisboa: Urbanismo e Arquitectura”, que no ano de 1932, em seiscentos prédios licenciados, apenas dez eram da responsabilidade de arquitectos (França, 1997).. Embora se registem todas estas mudanças e crescimento da cidade desde o final do século XIX e primeiro quartel do século XX, do ponto de vista da qualidade das construções e da sua estética, verificase de uma forma geral uma degeneração de qualidade na primeira, e uma falta de renovação e ambição nas segundas, mais consentâneas com os movimentos e expressões contemporâneos que deram origem à época Moderna, manifestados noutros países da Europa, como França, Itália, Bélgica e Espanha.. Do ponto de vista construtivo estava-se no período de transição da construção dos edifícios “Gaioleiros”, para os de construção mista. Os edifícios “Gaioleiros”, eram assim apelidados por serem o resultado de uma progressiva degeneração da qualidade da construção do sistema de “gaiola”, desenvolvido pelo Marquês de Pombal com a reconstrução da cidade no período pós-terramoto de 1755, que tendo sido extremamente eficiente e seguro, foi consecutivamente simplificado ao longo do tempos, prescindindo de vários elementos e ligações do sistema original, por se considerar estar longe de perigos sísmicos, degradando dessa forma a sua qualidade construtiva (Lnec, 1985).. Estes edifícios são caracterizados por se estruturarem sobre uma hierarquia de paredes (mestras, resistentes e divisórias), que variam na sua constituição entre si (pedra rija e argamassas de argila, tijolo maciço e tijolo furado, respectivamente) e de espessura, que vai diminuindo consoante a altura, no caso das paredes mestras. No tardoz dos edifícios começam a ser aplicadas marquises em ferro sobre uma estrutura de pilares e vigas metálicas onde são introduzidas as sanitas. Os pavimentos nestas áreas e cozinhas (zonas de águas) são constituídos por vigas metálicas em “I” preenchidas com dupla camadas de tijolo, formando lajes de abobadilha. Numa fase mais evoluída da utilização da marquise, surgem as escadas exteriores totalmente em estrutura metálica a ela ligadas. É sobre esta matriz construtiva já sem 32.

(33) a aplicação do sistema de gaiola, que vão ocorrer as transformações da introdução do betão armado dando origem aos edifícios de construção mista.. Esteticamente, também se dão transformações directamente relacionadas com os aspectos acima focados, utilizando-se na viragem do século em Portugal uma linguagem do estilo Arte Nova, mais como sistema decorativo e superficial, do que na forma e organização dos espaços interiores, até ao pormenor, como em exemplos mais marcantes deste estilo na Europa de autores como Gaudí e Horta, entre outros, que se foi vulgarizando no prédio corrente de habitação, tendo sido progressivamente sintetizado a elementos decorativos, que inicialmente eram feitos com bons materiais e acabamentos, mas com a indústria da construção em crise no período pós-guerra, estes materiais foram sendo substituídos por decorações em massa, rarefazendo-se os temas e volumes decorativos cada vez mais, tornando progressivamente empobrecidas as frentes dos edifícios.. Nesse consecutivo processo de simplificação do desenho e pormenores, vão sendo também abandonados os “exotismos” decorativos, tão característicos do estilo Arte Nova, e vão-se recorrendo a expressões mais “clássicas” da composição. Em paralelo as volumetrias vão sendo substituídas por texturas, a cor a sugerir o claro-escuro, e a linha recta a anular as curvas, características que dão origem ao estilo Artes Decorativas ou Art Déco (abreviatura da expressão francesa Art Décoratif), que vão começar a ser cada vez mais utilizadas, acompanhadas e apoiadas pelas técnicas construtivas da introdução do betão armado. Vê-se a estilística a aliar-se à técnica para um mesmo fim: embaratecer, simplificar e dessa forma modernizar (Fernandes, 1993).. A introdução do betão armado na construção é referenciada por Frampton como tendo tido as suas primeiras aplicações consequentes em 1861 em França, segundo uma técnica desenvolvida por François Coignet de reforçar o betão com uma tela metálica, que terá sido aplicada em Paris, sob a direcção de Haussmann, na construção de esgotos e outras estruturas públicas e em 1867, na construção de uma série de edifícios de apartamentos de seis andares (Frampton, 1992). É com a introdução deste material. 33.

Imagem

Figura 1.1. Edifício de construção mista, estilo Artes Decorativas, sito
Figura 1.8 A primeira obra em cimento armado segundo Fílius Populi, sito na Av. Barbosa do Bocaje, n.º18
Figura 1.15 Exemplo da verticalidade das  pilastras de modelo mais classizante. Edifício  sito na Rua de Moçambique, n.º 32
Figura 1.63 Diferente tipologia de planta (Fonte: Almeida 2006), e respectiva fotografia do alçado
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Referências

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