Programa de Pós-Gradução em Engenharia Elétri a
Estudo das Estratégias de Modulação para
Conversores Três Níveis do tipo NPC
Lu iano de Ma edo Barros
Dissertação de Mestrado submetida à Coordenação dos Cursos
de Pós-Gradução em Engenharia Elétri a da Universidade
Fe-deraldeCampinaGrande -CampusI, omopartedos requisitos
ne essários para a obtenção do grau de mestre em Ciên ias no
Domínio em EngenhariaElétri a.
Área de Conhe imento: Pro essamento de Energia
Orientadores:
Cursino Brandão Ja obina
Alexandre Cunha Oliveira
CampinaGrande, Paraíba, Brasil
Relatórioapresentadoà Coordenação doCursodePós-Gradução
em Engenharia Elétri a da Universidade Federal de Campina
Grande em umprimento às exigên ias para a realização do
Trabalho de Dissertação referente à realização do Programa de
Mestrado em Engenharia Elétri a.
Lu iano de Ma edo Barros
Aluno
Cursino Brandão Ja obina
Orientador
Alexandre Cunha Oliveira
Orientador
A Deus, pelaoportunidade de viver, bus ando meu aprimoramentomoral,espirituale
inte-le tual.
A Cursino Brandão Ja obina, por toda a ajuda, pelas orientações e pelos onselhos,
ao longo deste trabalho. A Alexandre Cunha Oliveira, que, ao longo destes seis anos de
onvívio, tive exemplo de obstinação, perseverança e amizade. Obrigado pelas prestimosas
observações e onselhos.
Aos meus pais, Luzimar Barros e Maria Hermelindade Ma edo Barros, que me deram
todo o apoio, estrutura e onança. Tenho a sorte de tê-los omo guras de amor
in ondi- ional. Obrigado peloestímuloe pelos valorosos onselhos!
A Tarsila Lívia, por toda ajuda, pa iên ia, ompreensão, onselhos, por ter sido mais
fortequeeumesmo,emalgunsmomentos,nãomedeixandodesanimar. Obrigadopela alma
e pelosorriso nas horas que mais pre isei.
Aos verdadeiros amigos, que os re onhe i nas horas das tribulações. Para vo ês todos
meusagrade imentos: Lu asViní iusHartmann,SimõesSoaresdeToledo,AntoniodePaula
DiasQueiroz, AbinadabeSilvaAndrade,JoãoHelderGonzada Muniz,LuisGustavoCastro,
VanderleiMaiaGomes e Leandrode Luna Araújo.
Aos olegas do LEIAM, Rafael, Osglay, Eisenhower, Bernard, Edgard, Isaa , Gilson,
Jonathan, Camila, Paula, Vagner, Viní ius, Roberto, Nustenil, Gregory, Nady, Tamisa, F
a-brí io, meu muito obrigado.
Agradeço também a CAPES pelo suporte nan eiro que permitiu a realização deste
Este trabalho de dissertação traz um estudo de estratégias de modulaçãopara onversores
de três níveis omdiodos de grampeamento. Para seter o orretofun ionamentodeste tipo
de onversor, é ne essário queo equilíbrio das tensões nobarramentoCC sejamantido.
Visandoobtermelhorrendimentodo onversormultinível,foirealizadoumlevantamento
das estratégiasde PWM paraestasestruturas, apontandoalgumasparti ularidades de ada
umadelas. Sãoanalisadas in o estratégias,dasquaistrês operamemmalha-fe hadaeduas
em malha-aberta. Também umanovaestratégia em malhafe hada foidesenvolvidavisando
obter melhor balan eamento de tensão em baixas frequên ias de haveamento (720Hz), e
uma menor THD quando omparada om asoutras estratégias em estudo.
Para sedeniràes olhadaestratégiade modulaçãoquetem melhorrendimento,alguns
fatoresserão onsiderados: qualamínimafrequên iaemqueo onversorpodetrabalhar,sem
prejudi arseurendimento,ofun ionamento om argadesbalan eada,osníveisdedistorção
das orrentes e tensões, bem omo as perdas geradaspelo haveamento epor ondução.
São apresentadosneste trabalho, resultados de simulaçõesealgunsexperimentais. Para
testaralgumasdestasestratégias,foi montada aestruturade um onversorde seis braçosde
trêsníveis omdiodosdegrampeamento,utilizandoonovomódulomultiníveldaSEMIKRON.
Utilizou-setambém um pro essador digitalde sinais para geraçãodos sinaisde omando do
onversor.
Este trabalho também apresenta uma introdução ao onversor Ba k-to-Ba k de três
níveis.
Palavras- have: Conversores de Três Níveis om Diodos de Grampeamento,
This work presents a study of modulation strategies for three-level onverters with diode
neutralpoint lamped. Forproperoperationofthis typeof onverter thevoltagebalan eof
the d -link apa itors must be maintained.
In order toobtain better performan e of the multilevel onverter a survey of the PWM
strategiesforthesestru tureswasmade,pointingoutsomepe uliaritiesofea h. Five
strate-giesare analyzed,threeofwhi hoperatein losed-loopand twoinopen-loop. Anew
losed-loop strategy was designed, improving voltage balan e and output THD at low swit hing
frequen ies (720Hz), when ompared with the otherstrategies understudy.
To dene the hoi e of modulation strategy that has better performan e, some fa tors
will be onsidered: whi h minimum frequen y the onverter an work without ae t your
in ome, operating under load unbalan ed, levels of distortion of urrents and voltages, and
as the losses generated by the swit hing and ondu tion.
Thisworkpresents simulationand experimentalresults. Totest someofthesestrategies
wasmountedthestru tureofa onverterwithsixbran heswiththreelevels lampingdiodes,
the new module using the multilevel SEMIKRON. A digital signal pro essor was used to
generate the ommand signals from the devi es and ber-opti s, to avoidinterferen e.
This work alsoprovidesan introdu tionto the onverter Ba k-to-Ba k three levels.
Keywords: Neutral Point Clamped Three-Level Converters, Modulation Strategies,
Agrade imentos . . . ii
Resumo . . . iii
Abstra t . . . iv
Índi e . . . v
Índi e de Tabelas . . . viii
Índi e de Figuras . . . ix
Lista de Símbolos . . . xiv
1 Introdução Geral . . . 1
1.1 Breve Introdução Sobre Eletrni a de Potên ia. . . 1
1.2 Conversores - Um EstudoPreliminar . . . 2
1.2.1 Conversor CA-CC. . . 4
1.2.2 Conversor CC-CA. . . 7
1.3 Breve Introdução Sobre Conversores Multiníveis . . . 12
1.4 Modulação Vetorial . . . 13
1.4.1 ModulaçãoVetorialPara Inversores de DoisNíveis . . . 14
1.4.2 ModulaçãoVetorialpara Inversoresde Três Níveis . . . 15
1.5 Revisão bibliográ a . . . 19
1.6 Proposta de Trabalho. . . 24
1.7 Organizaçãodo Trabalho. . . 24
2.1 Introdução. . . 25
2.2 Reti ador de Três Níveis . . . 27
2.2.1 Modelo doReti ador de Três Níveis . . . 29
2.3 Inversor Três Níveis. . . 30
2.3.1 Inversor Com Diodos Fixos noPonto doNeutro . . . 31
2.3.2 Modelo doInversor de Três Níveis . . . 35
2.4 Conversor Ba k-to-Ba k . . . 37
2.4.1 Conversor Ba k-to-Ba k de Três Níveis . . . 37
2.4.2 Modelo doSistema . . . 38
2.5 Con lusões . . . 39
3 Estudo das Té ni as de Modulação em Conversores Multiníveis . . . 40
3.1 Introdução. . . 40
3.2 Balan eamentodas Tensões nos Capa itores doBarramentoCC . . . 41
3.3 Estudo das Té ni as de Balan eamento . . . 46
3.3.1 Estudo da Estratégia 1 . . . 46 3.3.2 Estudo da Estratégia 2 . . . 52 3.3.3 Estudo da Estratégia 3 . . . 62 3.3.4 Estudo da Estratégia 4 . . . 65 3.3.5 Estudo da Estratégia 5 . . . 71 3.3.6 Estudo da Estratégia 6 . . . 78 3.4 Con lusões . . . 81
4 Análise Comparativa das Estratégias de Modulação . . . 82
4.1 Introdução. . . 82 4.2 Fun ionamento em 720Hz . . . 83 4.2.1 Estratégia 1 . . . 83 4.2.2 Estratégia 2 . . . 84 4.2.3 Estratégia 3 . . . 86 4.2.4 Estratégia 4 . . . 87 4.2.5 Estratégia 5 . . . 88 4.2.6 Estratégia 6 . . . 90
4.3.1 Estratégia 1 . . . 93 4.3.2 Estratégia 2 . . . 94 4.3.3 Estratégia 3 . . . 95 4.3.4 Estratégia 4 . . . 96 4.3.5 Estratégia 5 . . . 97 4.3.6 Estratégia 6 . . . 98 4.4 Carga Desbalan eada -720Hz . . . 98 4.4.1 Estratégia 1 . . . 99 4.4.2 Estratégia 3 . . . 100 4.4.3 Estratégia 4 . . . 101 4.4.4 Estratégia 6 . . . 102 4.5 THD e WTHD - 10kHz . . . 103 4.5.1 Resultados experimentaisdo THD em 10kHz. . . 104 4.6 THD e WTHD - 720Hz. . . 105 4.6.1 Resultados experimentaisdo THD em 720Hz . . . 106
4.7 Análise das Perdas Por Chaveamento - 10kHz . . . 106
4.8 Análise das Perdas Por Chaveamento - 720Hz . . . 107
4.9 Con lusões . . . 108
5 Con lusões Gerais . . . 110
5.1 Trabalhos Futuros . . . 111
1.1 Estadosdos interruptores para oinversor trifási o de dois níveis. . . 9
1.2 Seqüên ia de omutação etensões de saída.. . . 12
1.3 Seqüên ia de omutação etensões de saída.. . . 14
1.4 Estadosdas haves. . . 17
2.1 Seqüên ia de omutação etensões de saída.. . . 32
2.2 Estadosdos interruptores para oinversor trifási o de dois níveis. . . 33
3.1 Estadosdas haves. . . 43
3.2 Correnteinjetada no ponto entrale seus respe tivos vetores. . . 44
3.3 Correnteinjetada no ponto entrale seus respe tivos vetores. . . 44
3.4 Dadosgerais utilizadosnas simulações. . . 46
3.5 Correção dovetor de tensão de referên iapelo método proposto. . . 47
3.6 Seleçãodos vetores virtuais para ada região triangular. . . 74
4.1 Dadosgerais para as simulações. . . 82
4.2 Resultados das distorções harmni as em 10kHz.. . . 103
4.3 Resultados das distorções harmni as em 10kHz.. . . 104
4.4 Resultados das distorções harmni as em 720Hz.. . . 105
4.5 Resultados das distorções harmni as em 720Hz.. . . 106
4.6 Resultados das perdas por haveamento e distorção em 10kHz. . . 107
1.1 Estrutura de um reti ador ontrolado de dois níveis. . . 6
1.2 Cir uitoequivalenteao onversor da Figura1.1. . . 7
1.3 Cir uitoequivalenteao apresentado naFigura1.2. . . 7
1.4 Estrutura de um inversor de dois níveis. . . 9
1.5 a) Braço de um onversor de dois níveis; b) Braço de um onversor de três níveis. . . 13
1.6 Diagramavetorial doinversor de dois níveis. . . 15
1.7 Estrutura de um inversor de três níveis. . . 16
1.8 Sinal de omando de um braço doinversor. . . 16
1.9 Vetores e setores de tensão doinversor de três níveis. . . 18
1.10 Vetores de tensãodo setor A. . . 18
1.11 Vetores de tensãodo setor A. . . 19
2.1 Braçode um onversor de dois níveis até n-níveis. . . 26
2.2 Estrutura de um reti ador de três níveis. . . 28
2.3 Cir uitoequivalentepara a topologiaNPC. . . 29
2.4 Tensão de linha de um onversor de três níveis. . . 30
2.5 Tensão de fase de um onversor de três níveis. . . 31
2.6 Estrutura de um inversor de três níveisNPC. . . 31
2.7 Tensão de saída om o respe tivo estado de haveamento de um inversor de três níveis NPC. . . 32
2.8 Estadosdas haves de um inversor de três níveis. . . 33
2.9 a) Tensão de linha do inversor de três níveis NPC; b) Tensão de pólo do inversor de três níveisNPC. . . 35
2.11 Estrutura de um onversor Ba k-to-Ba k de três níveis. . . 38
2.12 Cir uitoequivalentegenéri o de um onversor Ba k-to-Ba k de três níveis. . 39
3.1 Diagramavetorial doinversor de três níveis. . . 42
3.2 Correntes no apa itores. a) Grupo 'Z'. b) Grupo 'L'. . . 45
3.3 Vetores do grupo Small. a)Conguração (211). b)Conguração (100). . . . 45
3.4 Vetores do grupo Middle. a)Conguração (201). b) Conguração (210). . . 45
3.5 Diagramade espaço-vetores de um inversor de 3 níveis. . . 47
3.6 Simpli açãododiagramavetorial. . . 48
3.7 Representação da mudança do vetor de referên ia para a simpli ação do diagrama vetorial. . . 48
3.8 Controle do inversor de três níveis. . . 49
3.9 Vetores do grupo Small. . . 49
3.10 Vetor do grupo Large. . . 50
3.11 Vetor do grupo Middle. . . 50
3.12 Tensão de linha (
v
ab
) para o inversor de três níveis. . . 513.13 Tensão de fase (
v
an
) para o inversor de três níveis. . . 513.14 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 52
3.15 Níveisde tensão para o inversor de três níveis. . . 52
3.16 Denição das variáveis
P
a
,P
b
eP
c
para o inversor de três níveis. . . 533.17 Pulsos de omando para o inversor de três níveis. . . 55
3.18 Tensão de linha (
v
ab
) para o inversor de três níveis. . . 563.19 Tensão de fase ltrada(
v
an
) para oinversor de três níveis. . . 563.20 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 57
3.21 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 57
3.22 Correntes na arga(
i
la
,i
lb
ei
lc
) para o inversor de três níveis. . . 583.23 Diagramade ontrole. . . 58
3.24 Tensão de linha (
v
ab
) para o reti ador de três níveis. . . 593.25 Correntes de entrada (
i
ga
,i
gb
ei
gc
) para oreti ador de três níveis. . . 593.26 Tensões nos apa itorespara o reti ador de três níveis. . . 60
3.27 Tensões nos apa itorespara o reti ador de três níveis. . . 60
3.29 Tensões nos apa itores. . . 61
3.30 Correntes de entrada. . . 62
3.31 Diagramade blo os do ontrolador liga-desliga. . . 63
3.32 a)
µ = 0
: Corrente saindodo NP; b)µ = 1
: Corrente entrando noNP. . . 633.33 Tensão de linha (
V
ab
) para oinversor de três níveis. . . 643.34 Tensão de fase ltrada(
V
an
)para o inversor de três níveis. . . 643.35 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 65
3.36 Formaçãodo
V
REF
naregião dotriânguloexterior. . . 663.37 Formaçãodo
V
REF
naregião dotriângulo entral. . . 683.38 Formaçãodo
V
REF
naregião dotriângulointerno. . . 693.39 Tensão de linha (
V
ab
) para oinversor de três níveis. . . 703.40 Tensão de fase ltrada(
V
an
)para o inversor de três níveis. . . 703.41 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 71
3.42 Diagramado espaçovetorial de um onversor de três níveis NPC. . . 72
3.43 Vetores virtuais para o primeirosextantedo diagramade espaço vetorial. . . 73
3.44 Sequên iade onexãodafasex (a,bou )para ada pontodobarramentoCC (2,1 e0). . . 75
3.45
d
a2
ed
a0
omo função deθ
e dem = 0.8
. . . 763.46 Tensão de linha (
V
ab
) para oinversor de três níveis. . . 773.47 Tensão de fase ltrada(
V
an
)para o inversor de três níveis. . . 773.48 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 78
3.49 Diagramade ontrole daEstratégia 6.. . . 78
3.50 Tensão de linha (
V
ab
) para oinversor de três níveis. . . 793.51 Tensão de fase ltrada(
V
an
)para o inversor de três níveis. . . 793.52 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 80
3.53 Tensões nos apa itorespara o inversor de três níveis. . . 80
3.54 Correntes de saída (
i
a
,i
b
ei
c
)para o inversor de três níveis. . . 814.1 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 83
4.2 Tensão de linha
V
ab
.. . . 844.5 Tensão de linha
V
ab
.. . . 854.6 Correntes na arga
I
a
,I
b
eI
c
. . . 854.7 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 86
4.8 Tensão de linha
V
ab
.. . . 864.9 Correntes na arga
I
a
,I
b
eI
c
. . . 874.10 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 87
4.11 Tensão de linha
V
ab
.. . . 884.12 Correntes na arga
I
a
,I
b
eI
c
. . . 884.13 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 89
4.14 Tensão de linha
V
ab
.. . . 894.15 Correntes na arga
I
a
,I
b
eI
c
. . . 904.16 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 90
4.17 Tensão de linha
V
ab
.. . . 914.18 Correntes na arga
I
a
,I
b
eI
c
. . . 914.19 Correntes na arga. . . 92
4.20 Tensões nos apa itores. . . 92
4.21 Gatilhamento da have em 720Hz. . . 92
4.22 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 93
4.23 Correntena arga (
I
b
). . . 934.24 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 94
4.25 Correntena arga (
I
b
). . . 944.26 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 95
4.27 Correntena arga (
I
b
). . . 954.28 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 96
4.29 Correntena arga (
I
b
). . . 964.30 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 97
4.31 Correntena arga (
I
b
). . . 974.32 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 98
4.33 Correntena arga (
I
b
). . . 984.34 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 99
4.37 Correntena arga (
I
b
). . . 1004.38 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 101
4.39 Correntena arga (
I
b
). . . 1014.40 Tensões nos apa itoresdo barramentoCC. . . 102
4.41 Correntena arga (
I
b
). . . 1024.42 Níveisde distorção harmni a. . . 104
4.43 Correntena arga (
I
a
). . . 1054.44 Níveisde distorção harmni a. . . 106
a, b, c
Terminaisde saídado inversorC
1
e C
2
Capa itorsuperior e inferior dobarramentoCCf
Freqüên iaem Hzθ
Fase dosinal analisadoE
Tensão dobarramaentoCC
f
ch
Frequên iade haveamentoe
a
, e
b
, e
c
Tensões dogridi
a
, i
b
, i
c
Correntes de fasei
ga
, i
gb
, i
gc
Correntes de fasej
Unidadeimaginária,(√
−1
)L
a
, L
b
, L
c
Indutân ias de faseR
a
, R
b
, R
c
Resistên ias de fasem
índi ede modulaçãoT
Períododa PWMv
10
, v
20
, v
30
Tensões de pólodoinversorv
an
, v
bn
, v
cn
Tensões de fasedo inversorv
ab
, v
bc
, v
ca
Tensões de linhado inversorV
∗
a
, V
b
∗
, V
c
∗
Vetor tensão de referên iaτ
1
, τ
2
, τ
3
Largurasde PulsoV
k
Vetor de tensãogenéri o,
V
k
= V
kd
+ jV
kq
v
h
Tensão de sequên ia zerov
n
o
Tensão de modo omumP
a
, P
b
, P
c
Diferença entre um nívelCC eas tensõesv
a
,v
b
ev
c
P
∗
a
, P
b
∗
, P
c
∗
Valores modi ados deP
a
,P
b
eP
c
V
m
Amplitude datensão de fasem
Índi e de modulaçãoπ
Constante piT
a
, T
b
, T
c
Tempo em que as haves do inversor permane em desligadas, obtidas omv
a
,v
b
ev
c
T
∗
a
, T
b
∗
, T
c
∗
Tempo em que as haves do inversor permane em desligadas, obtidas omv
∗
a
,v
∗
b
ev
∗
c
1
Introdução Geral
1.1 Breve Introdução Sobre Eletrni a de Potên ia
A modernização e o progresso do mundo e o avanço do uso da eletri idade estão sempre
ligados. Desde oexperimentorealizadoporTalesde Mileto,naGré iaantiga, ahumanidade
omeçava a tateara eletri idade. E om os experimentos de Alessandro Volta (Sé uloXIX,
Pilhas de Volta) e Thomas Edison (Meados de 1879, lâmpada elétri a), a eletri idade e o
seu estudo/uso têm sido ada vez mais difundidos.
Quatro anos após o invento da lâmpada elétri a, Edison fundou a primeira usina de
geração e transmissão de energia elétri a, a General Ele tri Company. Para transmissão
de energia,adotou-se a formaalternada (CA), pois, naforma ontínua(CC), eram geradas
muitas perdas e elevadas quedas de tensão. Em 1888, o " roata-ameri ano"Nikolas Tesla,
onstruiu os primeiros motores de indução e motores sín ronos, sendo responsável também
peladenição de 60Hz omo freqüên iapadrãonos EstadosUnidos, quemais tarde,seria o
sistema adotadoem quase todoo mundo.
Levando em onta que muitos equipamentos eletrni os e outras apli açõesne essitam
de uma alimentação no modo ontínuo, surgiram os primeiros onversores CA-CC
(reti- adores). Os primeiros reti adores eramvalvulados,e logo após, adiodos (neste aso, não
permitiamo ontrolesobreouxo depotên iaetambémsobreosníveisdetensãode saída).
Den-tre ostiristores desta a-seo SCR (Sili on ControlledRe tier, hamado também de tiristor
onven ional).
Comisto,teveiní ioaeletrni adepotên ia,quetem omoobjetivomelhorarae iên ia
dousodaenergiaelétri aatravésdedispositivossemi ondutoresdepotên ia, omoosIGBTs,
ontrolando o uxo de potên ia entre uma fonte (de tensão, por exemplo) e uma arga. O
ontroleérealizadoatravésde onversoresde potên ia,ondesão lançadossinaisde abertura
e fe hamento ( omutação) para as haves.
A evolução dos semi ondutores tem propi iado muitos avanços naárea daeletrni a de
potên ia. Suafa ilidadede ontrole,a apa idadedetrabalhar ompotên iasmaiselevadas,
e redução de ustos dos modernos dispositivos semi ondutores omparados om aqueles de
alguns anos atrás tem gerado onversores a preços a essíveis em um grande número de
apli ações ederam iní ioa uma série de novas topologias de onversores para apli açãoem
eletrni a de potên ia.
A eletrni a de potên ia, nos dias de hoje, tem seu fo o prin ipal no pro essamento e
nae ientizaçãodaenergia elétri a,forne endo as tensões e orrentes adequadas para ada
tipo de arga. Está presente nas áreas industrial, omer iale residen ial.
1.2 Conversores - Um Estudo Preliminar
Como itadonaseçãoanterior,houveumaampliaçãodasestruturasde onversores ,bus ando
sempre um melhor desempenho. Esta ampliação é per ebida quando se analisa o avanço
das estruturas: reti adores não ontrolados, passando em seguida para os reti adores
ontrolados, para os inversores, fontes haveadas, e para um número ada vez maior de
onversores .
Noiní iodautilizaçãodaenergiaemlargaes ala,as argasqueeram one tadasàrede,
tinham omportamentos lineares,isto é,a orrente onsumidaporelas possuía apenas uma
omponente senoidal na mesma frequên ia da tensão. Além destas argas, haviam argas
indutivas, onde a orrente possuía um atraso om relação à tensão, mas que também são
Atualmente, om o rápido res imentodo uso de aparelhos eletrni os, omo
omputa-dores, aumenta-se o número das hamadas argas não-lineares. Estes tipos de argas são
alimentadas por energiaelétri a disponívelem orrente/tensão ontínuas.
Então, fez-se ne essárioa onversão daenergiaalternada,queé disponibilizada narede,
paraomodo ontínua, surgindoosprimeiros onversoresCA-CC, hamadosde reti adores.
Estesapresentavamdiodosoutiristores,eumban ode apa itoresnasuasaída,usadopara
ltrar atensão.
Estes reti adores drenam da rede orrentes pulsadas, ou seja, não apresentam mais a
forma senoidal. Logo, estas argas não são mais lineares, já que as orrentes drenadas por
elas apresentam omponentes em diversas frequên ias, múltiplasdafrequên ia fundamental
datensão darede, denominadas omponentes harmni as.
Em onsequên ia disto, surge o on eito de Taxa de Distorção Harmni a (do inglês,
Total Harmoni Distortion - THD). Agora o fator de potên ia, que antes era avaliado
so-mente pelo deslo amento da orrente em relação à tensão, passou a ser deduzido também
pela distorção daformade onda da orrente.
Obaixofatorde potên iadas instalações, devido àsdistorçõesde orrentes, tem gerado
umasériedeproblemas,desdeageração,transmissão,atéossistemasdedistribuição(Barbi, 2006),(Pomilio, 2009). Os resultados destas orrentes distor idas são:
•
interferên ias eletromagnéti as;•
perdas nas linhas de transmissão (Dissipação por alor), sendo ne essário em alguns asos o sobredimensionamento;•
distorção harmni anas tensõesdaredede alimentação,devido à ir ulação das om-ponentes harmni as de orrente, omprometendo o fun ionamento de outrosequipa-mentos que estejam one tadosa rede;
•
leituraserradas nos equipamentos de mediçãoe proteção;•
omprometimentodaoperaçãodetransformadores,impli andoemdesperdí iode ener-giae aque imento,devido às orrentes parasitas eao efeitode histerese.NíveiselevadosdoTHDsãosinnimosdeprejuízos. Devidoaesteproblemaeparaevitar
maioresdanos,foram riadasnormasinterna ionaisparaaregulamentaçãoes alizaçãodos
níveis a eitáveisde THD na rede elétri a.
Emprimeirode janeirode1975,foiapresentadopeloCENELEC( Commission Européan
pour la Normalisa ion , órgão europeu responsável por riar padrões e legislaçõespara uma
melhor qualidade de energia), as normas européias (EN50006) que limitavam as
pertur-bações/distúrbios nas redes de forne imento ausadas por aparelhos domésti os equipados
om dispositivoseletrni os.
Atualmente os prin ipais padrões são o europeu IEC ( International Ele trote hni al
Commission) (std. 61000-3-2, 1998) (limites para a distorção harmni a gerada por or-rentes menores que 16A por fase), (std. 61000-3-4, 1998) ( orrentes maiores que 16A por fase)eoameri ano (std. 519-1992,1993)(re omendação doIEEEpara práti aserequisitos para ontrolede harmni asnosistemaelétri ode potên ia). NoBrasil,oórgãoresponsável
pelaelaboração de normasem geralé a ABNT (Asso iaçãoBrasileirade Normas Té ni as)
(ABNT, 2011)que, a m de estar em on ordân ia om muitas das normas interna ionais, é asso iada ao IEC.
1.2.1 Conversor CA-CC
Naeletrni adepotên ia,oreti adoréaestrutura apazderealizara onversãodetensões
e orrentes alternadas (CA) em tensões e orrentes ontínuas (CC).
Naliteratura,épossívelen ontrarum grandenúmerodetrabalhos sobreosreti adores
(Mohan eUndeland, 2003),(Da Silva, 2003),(Mazda, 2003) e (Barbi, 2006).
Osreti adorespodemser lassi ados,em um primeiro aso, de a ordo oma faixade
potên ia em que atuam: baixa, médias e altas potên iase têm seus usos ligados:
•
aos arregadores de baterias;•
à alimentação dos inversores de motoresCA;•
à transmissãode energiaelétri a;•
aos ompensadores estáti osde reativose de harmni os.Algumasdas vantagenspara asuaa eitação nomer adoeseu uso emmuitasapli ações
estão ligadas aalguns fatores, tais omo:
•
baixo usto;•
elevado rendimento;•
a sua onabilidade.Poroutrolado,essasestruturastrazemalgunsempe ilhosea arretamalgunstranstornos:
•
onteúdo harmni ona tensãode saída;•
baixofator de potên ia;•
geraçãode harmni osna orrente de entrada.Deummodogeral,espera-sedeumreti adorquesuas ara terísti asdeentradaesaída
sejamas melhores possíveis. Signi ando om istoque sua tensão de saída sejaestável,não
ontendoperturbaçõesnemondulação( ripple),equeseufatordepotên ia(FP)sejaunitário.
Reti adores Controlados
Nos reti adores ativos, também onhe idos omo reti adores PWM, têm-se o ontrole
através dos semi ondutores de potên ia. Com isso, é possível ontrolar as orrentes de
entrada, bem omo ontrolar o nível de tensão CC na saída do reti ador. O ontrole da
orrente de entrada permite obter melhor fator de potên ia e menor distorção de orrente,
propi iando uma melhorTHD.
Esses reti adoresapresentam ara terísti asmais adequadas aos requisitosde sistemas
Figura 1.1: Estrutura de um reti ador ontrolado de dois níveis.
Na Figura1.1 é vistoo reti ador PWM de dois níveissem neutro.
A partir do ir uito apresentado naFigura 1.1, pode-se observar queas tensões
v
sa
,v
sb
ev
sc
podem ser denidas em função doestado das haves eda tensão na arga,v
0
:
v
sa
v
sb
v
sc
=
1 − D
x
1 − D
x
1 − D
x
v
0
(1.1)onde
D
x
orresponde ao estado da have dobraçox
omx = 1
,2
ou3
.
D
1
=
0, Q
1, Q
1
→ 1
1
→ 0
D
2
=
0, Q
2
→ 1
1, Q
2
→ 0
D
3
=
0, Q
1, Q
3
→ 1
3
→ 0
Pela leide Kir hho, as orrentes daentrada trifási as des revem aseguinteequação:
i
a
+ i
b
+ i
c
= 0
(1.2)Figura1.2: Cir uito equivalente ao onversor daFigura1.1.
Com base no ir uito equivalente do onversor apresentado na Figura 1.2 as equações dosistema são:
v
a
− v
b
v
b
− v
c
v
c
− v
a
=
(v
la
− v
lb
) + (v
sa
− v
sb
)
(v
lb
− v
lc
) + (v
bs
− v
sc
)
(v
lc
− v
la
) + (v
sc
− v
sa
)
(1.3) onde
v
sa
− v
sb
v
bs
− v
sc
v
sc
− v
sa
=
v
sab
v
sbc
v
sca
(1.4) ev
sab
+ v
sbc
+ v
sca
= 0
.Assim, a partir da equação (1.4), um ir uito ainda mais simples está representado na Figura1.3.
Figura1.3: Cir uitoequivalente aoapresentado naFigura1.2.
1.2.2 Conversor CC-CA
Os onversores CC-CA são denominados pelo setor industrial omo inversores e tem omo
O inversor pode ter sua freqüên ia de operação, bem omo sua tensão ou orrente de
saídaem valores xosouvariáveis. Noiní iodasua utilização,oinversor apresentavaforma
deondadetensãonasaída om ara terísti asnãosenoidais,devidoao onteúdoharmni o,
o que não é atrativo para ertas apli ações. Com o desenvolvimento dos semi ondutores, o
onteúdoharmni odatensão/ orrente, geradaspelosinversores,forambastante
minimiza-dos, hegando aalguns asos a serem quase 100% reduzidas.
Os inversores podem ser lassi ados em uma das seguintes ategorias, dependen do do
que sedeseja obterna sua saída:
•
Conversores CC-CA de tensão;•
Conversores CC-CA de orrente;•
Conversores CC-CA reguladoem orrente;•
Conversores CC-CA de fase ontrolada.Será dado ênfase, nessa seção, ao onversor CC-CA de tensão, que será avaliado neste
trabalho.
Este tipo de onversor é omais omum entre os onversores CC-CA. Possui sinal
alter-nado de saída, tendoentão valormédionulo( omporta-se omo fontede tensão alternada).
A tensão ontínua de entrada pode ser gerada por um reti ador, ou mesmo por uma
fonte CC (baterias, por exemplo). Este tipo de onversor tem algumas apli ações, dentre
elas desta am-se:
•
sistemasde a ionamento de máquinas elétri asde orrentealternada;•
sistemasde alimentação ininterrupta de energia (UPSs).Estrutura trifási a de dois níveis
O onversor CC-CA trifási o de tensão, om forma de onda retangular nasaída, é uma das
Figura 1.4: Estrutura de um inversor de dois níveis.
Ofun ionamentodestaestruturaésimples: a adameioperíodo, ada terminaldesaída
de ada braço do inversor é one tado alternadamente, no terminal positivo e negativo da
fonte.
Para a obtenção datensão de saída trifási a,adota-se oângulo de defasagem om valor
de 120 o
entre as sequên ias de haveamento de ada braço do inversor. Assim,
onsegue-se o mesmo omportamento dos sistemas trifási os onven ionais, pois o braço que está
haveando está a 120 o
atrasado om relação ao braço doinversor haveado anteriormente e
120 o
adiantado em relaçãoao braço doinversor haveado posteriormente.
Osinversores têm ampla apli açãoem:
•
ontrole em motoresde orrente alternada;•
sistemasno-break;•
sistemasde potên ia;ApartirdaFigura1.4,paraoinversor trifási odedois níveis, obtêm-senaTabela1.1 os possíveis estados de omutação das havesde um braço do inversor e os respe tivos valores
de tensão de pólo.
Tabela 1.1: Estadosdos interruptores para oinversor trifási o de dois níveis.
Conguração Estados
k
x
Q
x1
Q
x2
v
x0
As equações (1.5) - (1.8) denem ada uma das tensões rela ionadas om o ir uito da Figura1.4. Tensões de pólo:
v
a0
v
b0
v
c0
(1.5)Tensão de modo omum:
v
n0
(1.6)Tensões de fase:
v
an
= v
a0
− v
n0
v
bn
= v
b0
− v
n0
v
cn
= v
c0
− v
n0
(1.7) Tensões de linha:
v
ab
= v
a0
− v
b0
= v
an
− v
bn
v
bc
= v
b0
− v
c0
= v
bn
− v
cn
v
ca
= v
c0
− v
a0
= v
cn
− v
an
(1.8)No aso em que a arga trifási a está one tada em estrela, as seguintes equações da
orrente de fase são determinadas:
i
a
=
v
an
Z
a
= v
an
Y
a
(1.9)i
b
=
v
bn
Z
b
= v
bn
Y
b
(1.10)i
c
=
v
cn
Z
c
= v
cn
Y
c
(1.11)onde
Z
a
,Z
b
eZ
c
são as impedân ias eY
a
,Y
b
eY
c
são as admitân ias, das fasesa
,b
ec
, respe tivamente.Pela leide Kir hhoa soma das orrentes que hegam nonó
n
édada por:i
a
+ i
b
+ i
c
= 0
(1.12)Substituindoos valores das equações (1.9) -(1.11) naequação (1.12), obtém-se:
v
an
Y
a
+ v
bn
Y
b
+ v
cn
Y
c
= 0
(1.13)Osvaloresde
v
an
,v
bn
ev
cn
dados na equação(1.7)são substituidos em (1.13):onsiderando o sistema equilibrado,tem-se
Y
a
= Y
b
= Y
c
= Y
. Da equação (1.14) é isolado o valordatensão de modo omum:v
n0
=
v
a0
+ v
b0
+ v
c0
3
(1.15)Astensõesdepólosãodenidasem funçãodoestadode onduçãodas havesedatensão
nobarramentoCC:
v
x0
= (2q
x
− 1)
E
2
(1.16)onde
E
é a tensão no barramento CC;x = a
,b
ouc
;q
x
é o estado da have no braçox
(quandoq
x
= 0
a have está aberta, quandoq
x
= 1
a have está fe hada); ev
x0
é a tensão de pólodobraçox
.Substituindoas tensões de póloobtidasna equação (1.16),nas equações das tensões de linha (1.8), tem-se:
v
ab
v
bc
v
ca
=
v
a0
− v
b0
v
b0
− v
c0
v
c0
− v
a0
=
(2q
a
− 1)
E
2
− (2q
b
− 1)
E
2
(2q
b
− 1)
E
2
− (2q
c
− 1)
E
2
(2q
c
− 1)
E
2
− (2q
a
− 1)
E
2
= E
q
a
− q
b
q
b
− q
c
q
c
− q
a
= E
1
−1
0
0
1
−1
−1
0
1
q
a
q
b
q
c
(1.17)Astensõesdefasepodemseres ritasemfunçãoapenasdas tensõesdepólosubstituindo
a tensãode modo omum daequação (1.15) naequação (1.7), assim:
v
an
v
bn
v
cn
=
1
3
2v
a0
− v
b0
− v
c0
−v
a0
+ 2v
b0
− v
c0
−v
a0
− v
b0
+ 2v
c0
=
1
3
2
−1 −1
−1
2
−1
−1 −1
2
v
a0
v
b0
v
c0
(1.18)onde as tensões de pólo são obtidas da equação (1.16), as tensões de fase são dadas em função doestado das haves por:
v
an
v
bn
v
cn
=
E
3
2q
a
− q
b
− q
c
−q
a
+ 2q
b
− q
c
−q
a
− q
b
+ 2q
c
=
E
3
2
−1 −1
−1
2
−1
−1 −1
2
q
a
q
b
q
c
(1.19)Num sistema eqüilibrado a três fases, as tensões de fase são obtidas em função das
tensões de linha:
v
an
v
bn
v
cn
=
1
3
2v
a0
− v
b0
− v
c0
−v
a0
+ 2v
b0
− v
c0
−v
a0
− v
b0
+ 2v
c0
=
1
3
v
ab
− v
ca
v
bc
− v
ab
v
ca
− v
bc
=
1
3
1
0
−1
−1
1
0
0
−1
1
v
ab
v
bc
v
ca
(1.20)NaTabela1.2 estãorela ionadas astensões doinversor de dois níveispara osdiferentes estados de ondução das haves. Pode-se observar que as tensões de pólo possuem dois
níveis, astensõesde linha três níveis eas tensões de fase in o níveis.
Tabela 1.2: Seqüên iade omutaçãoe tensões de saída.
Vetores Estados
V
ao
V
bo
V
co
V
ab
V
bc
V
ca
V
an
V
bn
V
cn
0 000
−E/2 −E/2 −E/2
0
0
0
0
0
0
1 100
+E/2
−E/2 −E/2
E
0
−E
2E/3
−E/3
−E/3
2 110
+E/2
+E/2
−E/2
0
E
−E
E/3
E/3
−2E/3
3 010
−E/2 +E/2 −E/2 −E
E
0
−E/3
2E/3
−E/3
4 011
−E/2 +E/2 +E/2 −E
0
E
−2E/3
E/3
E/3
5 001
−E/2 −E/2 +E/2
0
−E
E
−E/3
−E/3
2E/3
6 101
+E/2
−E/2 +E/2
E
−E
0
E/3
−2E/3
E/3
7 111
+E/2
+E/2
+E/2
0
0
0
0
0
0
1.3 Breve Introdução Sobre Conversores Multiníveis
Ousomaiordosreti adoreseinversores,emespe ialnosúltimosanos,devidoaumaumento
gradativo da demanda por energia elétri a, faz om que novas topologias e estratégias de
modulaçãosejam desenvolvidas.
Então surgiu, em 1981, uma nova topologia de onversor, utilizando três níveis, om
diodosligadosaopontodoneutro(Nabaeetal.,1981). Estaestruturaé hamadadeinversor omdiodosdegrampeamento( Neutral PointClamped-NPC).Suatensãodesaídatemuma
quantidade reduzida de harmni osquando omparada om o onversor de dois níveis. Nas
Figuras1.5(a)e 1.5(b)éapresentadaaestruturadetrês níveis,formadaapartirde módulos de dois níveis. Pode-se ver que as haves são one tadas em série, sendo in luído na nova
estrutura, os diodos de grampeamento.
Uma das vantagens do onversor multinível se refere ao stress sobre a have. Para
um inversor de dois níveis, a máxima tensão a ser suportada pela have que se en ontra
1
D
2
D
1
Q
2
Q
(a)Diodos
de
grampeamento
Q
4
Q
1
Q
2
Q
3
1
D
3
D
2
D
4
D
(b)Figura 1.5: a)Braço de um onversor de dois níveis; b) Braçode um onversor de
três níveis.
a onguração, sempre haverá duas haves abertas, então a tensão passa a ser E/2 sobre
ada havequeesta bloqueada,reduzindo ostress sobre asmesmas,sendopossívelporisto,
trabalhar om tensõesmais elevadas.
Além de estruturas novas, té ni as de modulação por largura de pulso ( Pulse Width
Modulation-PWM)têmsidodesenvolvidaspara ir uitosinversores omointuitodereduzir
harmni os e permitir o ontrole da tensão fundamental de saída (Bhagwat e Stefanovi , 1983).
Outra té ni a de modulação que tem sido utilizada por apresentar algumasvantagens,
é té ni ade modulaçãovetorial,que será abordadana próximaseção.
1.4 Modulação Vetori al
(van der Broe k et al.,1988), e emprega uma notação vetorial para pro essamento de suas grandezas, simpli ando om isto, aanálisedosistema estudado (Veenstrae Rufer,2000).
Namodulaçãovetorial onsideram-seosseguintesfatores: aidenti açãodesetorespara
o posi ionamentodos vetores a serem implementados, a relação entre os vetores e ossinais
de omando, asdeniçõesdos vetores possíveisedisponíveis, ade omposiçãodestes vetores
nos eixos
dq
, e qualsequên ia de vetores será adotada, para omporo vetor de referên ia.Com o surgimento do SV-PWM ( Spa e Ve tor - PWM) houve a possibilidade de
re-presentar osestadosdas havesdo onversorem:
(0 ⇒
bloqueio) e(1 ⇒
ondução),gerando vetores espa iais.Como nos estudos queseguirão sobre asté ni as de modulaçãopara onversores
multi-níveis foram usados modulação vetorial de dois e três níveis, será abordado a seguir, de
maneirasu inta,a modulaçãovetorial para onversores de dois e três níveis.
1.4.1 Modulação Vetorial Para Inversores de Dois Níveis
Para o onversor de dois níveis, representado naFigura1.4, tem-sena Tabela1.3 os respe -tivosvetores. Para este tipode estrutura de dois níveis om três braços,hápossibilidadede
utilizaçãode
(2
3
)
vetores.
Tabela 1.3: Seqüên iade omutaçãoe tensões de saída.
Vetores Estados
V
ao
V
bo
V
co
0 000
−E/2 −E/2 −E/2
1 100
+E/2
−E/2 −E/2
2 110
+E/2
+E/2
−E/2
3 010
−E/2 +E/2 −E/2
4 011
−E/2 +E/2 +E/2
5 001
−E/2 −E/2 +E/2
6 101
+E/2
−E/2 +E/2
7 111
+E/2
+E/2
+E/2
Na Tabela 1.3, os vetores
′
0
′
e
′
7
′
a arga. Já os vetores gerados pelos outros estados são denominados vetores ativos, pois
geram uxo de energia entre a fonte ea arga.
Será demonstrado a seguir omo são determinados os vetores espa iais de tensão e o
tempo de apli ação de ada um em um período da modulação. Na Figura 1.6 é visto o diagrama vetorial para o inversor de dois níveis e as seis regiões em que ele pode ser
dividido.
Figura1.6: Diagramavetorial doinversor de dois níveis.
Ovetordetensãodereferên iaédenidopelaamplitude
′
V
′
s
epelaposição′
θ
′
. Estevetor
determina o triângulo ujos vérti es são os vetores espa iais de tensão que serão utilizados
em um período de modulação. Observa-se que o ângulo entre os vetores é de
60
0
e que as
extremidades dos vetores são os vérti es de um hexágonoregular.
Para osetor 1,porexemplo,dodiagramadaFigura1.6, osintervalosde tempoa serem determinadosparaapli açãodosvetoresquelimitamestaregiãosão:
t
0
,t
1
,t
2
et
7
(osvetores são, respe tivamente,V
0
,V
1
,V
2
eV
7
). Estes intervalossão determinados esomados para se obter os tempos em queos interruptorespermane em noestado de ondução (T
1
,T
2
eT
3
). Atravésdovetordetensãodereferên iaV
s
(obtidoapartirdossinaisdereferên iasenoidais,v
a
,v
b
ev
c
),determina-se otempode apli açãode ada vetor espa ial.1.4.2 Modulação Vetorial para Inversores de Três Níveis
Para o onversor de três níveis, representado na Figura 1.7, tem-se, na Tabela 1.4, as on-gurações destes vetores. Para este tipo de estrutura de três níveis om três braços, há
possibilidade de utilização de
(3
3
) = 27
diferentes de tensões nasaída doinversor.
Figura 1.7: Estrutura de um inversor de três níveis.
ÉvistonaFigura1.8 oexemplode um sinalde omando genéri o paraum braçode um inversor durante um período de modulação por largura de pulso. Na modulação vetorial,
determina-seas largurasde pulso de omando (
τ
2x
,τ
1x
eτ
0x
), mostrada naFigura1.8.Figura1.8: Sinal de omando de um braço do inversor.
Na Figura1.9, tem-sea representação grá ados vetores daTabela1.4. Na modulação vetorial, o vetor de tensão de referên ia é formado apli ando-se à arga os vetores mais
próximos do vetor desejado. Com isto, tem-se na saída uma tensão om menos onteúdo
harmni oparauma dadafreqüên iade haveamento.(Leeetal.,1994), (LiueCho, 1993) e (Seo etal.,2001).
Para simpli ar o estudo, a Figura 1.9 foi dividida em seis setores de A a F. Na Figura1.10 o Setor A é detalhadoe suas regiõesnumeradas de um a quatro.
Tabela 1.4: Estadosdas haves.
Vetores Estados (k
x
) Estados (
V
a0
) Estados(V
b0
) Estados (V
c0
)0
000 -E/2 -E/2 -E/2
111 0 0 0
222 E/2 E/2 E/2
1 100 0 -E/2 -E/2 211 E/2 0 0 2 110 0 0 -E/2 221 E/2 E/2 0 3 010 -E/2 0 -E/2 121 0 E/2 0 4 011 -E/2 0 0 122 0 E/2 E/2 5 001 -E/2 -E/2 0 112 0 0 E/2 6 101 0 -E/2 0 212 E/2 0 E/2
7 200 E/2 -E/2 -E/2
8 210 E/2 0 -E/2
9 220 E/2 E/2 -E/2
10 120 E/2 -E/2
11 020 -E/2 E/2 -E/2
12 021 -E/2 E/2 0
13 022 -E/2 E/2 E/2
14 012 -E/2 0 E/2
15 002 -E/2 -E/2 E/2
16 102 0 -E/2 E/2
Figura1.9: Vetores e setoresde tensão doinversor de três níveis.
•
Região 1: Se(V
a
-V
c
)
< E/2;•
Região 2: Se(V
a
-V
b
)
> E/2;•
Região 3: Se(V
a
-V
c
)
> E/2e(V
a
-V
b
)
< E/2e(V
b
-V
c
)
<E/2;Figura1.11: Vetoresde tensãodo setor A.
1.5 Revisão bibliográ a
Como já omentado, a partir de estudos rela ionados a área de eletrni a de potên ia,
om o intuito de se melhorar a qualidade da energia, se desenvolveu uma nova topologia
de onversores : os multiníveis(Nabae et al.,1981). Este tipo de onversor foi generalizado posteriormenteparaestruturade n níveis(BhagwateStefanovi ,1983)e(Choietal.,1991). Esses onversores ,nos diasde hoje,têmsido utilizadosem apli açõesdemédiaealtatensão
(Tolbert et al.,1999),(Suh et al.,1998),(Rodriguezetal.,2007)e (Franqueloet al.,2008). Três diferentes topologiasdesses onversoresmultiníveisforampropostas: Ade diodode
grampeamento( Neutral Point Clamped)(Nabae et al.,1981); apa itores utuantes ( ying apa itors) (Meynard e Fo h, 1992), (Lai e Peng, 1995) e (Ho hgraf et al., 1994); e em as ata ( as aded multi ell)(Mar hesoni, 1992)e (Hammond,1997).
O onversormultinívelapresentavantagens omrelaçãoàestrutura onven ionaldedois
níveis, sendo a prin ipal o número de níveis de tensão em sua saída (Nabae et al., 1981), (Ratnayake e Murai, 1998), (Tolbert et al., 1999), (Choi et al., 1991), (Newton e Sumner, 1997), (Mar hesoni, 1992) (Rodriguezet al.,2002a) e(Franquelo etal., 2008).
níveis também NPC e aasso iação destas duas estruturas.
Oreti adordetrêsníveisapresenta,emsuasaída,doisbarramentosCC(doisban osde
apa itores) (Rodriguezet al.,2005). Para esta estrutura ter um fun ionamentoadequado, torna-se ne essário um ontrole das tensões do barramento de saída, om equilíbrio e uma
divisãoigualitáriadatensãoem adaban ode apa itores(Umbríandaetal.,2010)e(Chen etal., 2008).
Como uso de inversoresde três níveis, foi obtidouma melhoriana onversão de energia
CC-CA, devido à melhoria da forma de onda de tensão de saída que se aproxima a uma
senóide, apresentando assim,menores níveisde distorção harmni a(BhagwateStefanovi , 1983) e(Rodriguezetal., 2002a).
Assim omopara osreti adoresde três níveis, para o orretofun ionamentodos
inver-sores multiníveis,é ne essáriohavero balan eamentodas tensões.
Algumas estratégias propõem a redução do diagrama vetorial de um inversor de três
níveis para um de dois níveis (Seo etal.,2001) e(de Oliveira.,2005), reduzindo otempode exe uçãodo algoritmo. Essas té ni as também fazem uso daadição de uma omponentede
sequên ia zero para solu ionar o problema do desbalan eamento, assim omo em (Steinke, 1992), (Lee et al., 1999) e (Ogasawara e Akagi, 1993), obtendo a redução da distorção harmni a nos sinais de saída dos inversoresmultiníveis,quando omparadas oma té ni a
onven ional em que uma portadoratriangularé omparada asinais senoidais.
Té ni as tradi ionais PWM (Holtz, 1994) têm sido estendidas para onversores multi-níveis om su esso, usando múltiplas portadoras para o haveamento dos onversores ( M -GratheHolmes,2002),sendomais omumenteutilizadasnasindústrias(Kouroetal.,2010). Outras té ni as PWM estão sendo propostas na literatura, visando melhorar ada vez
mais os resultados. Entre estas estratégias, amodulação porespaço vetorial ( SVM) tem se
desta ado, pois ofere e uma exibilidade signi ativa para otimização das formas de onda
(Liue Cho, 1993), (Celanovi e Boroyevi h, 2000) e(Bakhshaiet al.,2001).
Em (Celanovi e Boroyevi h, 2001) é desenvolvido um algoritmo geral de modulação espaçovetorialpara onversoresn-níveltrifási o,alémdisso, onúmerode passosne essários
donúmerode níveis do onversor, o que torna aestratégia bem atrativa.
Também é visto em (Celanovi e Boroyevi h, 2000) uma nova formulação matemáti a paraoproblemadobalan eamentodos apa itoresdobarramentodo onversor. Alémdisso,
ele dimensiona o tamanho do apa itor para qualquer ponto de operação do inversor, isto
sendo normalizado om ovalorda orrentede saída. Com os resultados apresentados pelos
autores itados, hega-seaummaiores lare imentosobreas ompensaçõesentre otamanho
do apa itor do barramento, o tamanho da ondulação da tensão no barramento CC, omo
também sobre a estratégia de balan eamento dessas tensões.
Em (Mahdavi et al., 1999) há também a utilização da modulação vetorial através do ontrolede orrentede saídaem inversoresmultiníveisde tensão,visando diminuiroerrode
orrente, melhorandoodesempenhodoinversoremapli açõesde ompensaçãodaspotên ias
reativas.
Aestratégia em (Rodriguezetal.,2002b)baseada também namodulaçãovetorial,além de produzir uma menor taxa de distorção harmni a, possui um menor número de
omu-tações,quea arretammenoresperdaspor haveamentoegerammelhore iên iadoinversor.
Foi proposto em (Pou et al., 2005) uma té ni a de modulação para inversores multi-níveis, que opera em baixas frequên ias de haveamento, visando a redução das perdas na
omutação. Sãorealizados ál ulosquedeterminamqualamelhorsequên iade vetorespara
o primeirosetor dodiagramavetorial, quepor simetria,são estendidos aos demais setores.
Em (Busquets-Monge et al., 2004) utiliza-se vetores virtuais visando tornar a orrente média no ponto entral nula, garantindo om isso o equilíbrio das tensões no ponto do
neutropara qualquer tipode arga(linearounão linear),desde quea
i
a
+ i
b
+ i
c
= 0
( arga eqüilibrada). Dessaforma, amodulaçãopropostadiminuisigni ativamenteotamanho dosapa itoresdobarramento. Foi onstatadotambémquequando omparada omaté ni ade
espaçovetorialtradi ional( SV),até ni avirtual( VSV)podetrabalhar omumafrequên ia
de haveamento menor, para se ter o mesmo número de transições das haves, nas duas
té ni as.
Umamodi ação naté ni aseno-triângulo( sinusoidal pulse width modulation SPWM)
no ponto do neutro, mantendo uma forma senoidal na tensão de saída. Essa té ni a evita
a ne essidade de altas apa itân ias do barramento CC, o que é inevitável na maioria das
apli ações industriais de onversores multinível.
Outros estudos apontam para a adição de um hardware para este balan eamento,
adi- ionando um ir uitode regulação,que forçaa transferên iade energiaentre os apa itores
(Cheng eCrow, 2002),(Newton e Sumner, 1999),(vonJouanne et al.,2002) e (Choi etal., 1991). Esse ir uito pode ser implementado usando a adição de mais algumas haves e diodos ao onversor, o que torna o pro esso um pou o mais aro e mais omplexo. Em
(Cheng e Crow, 2002) é itado também que o ir uito extra onsegue resultados de balan- eamento melhores que as té ni as de espaço vetorial ( SVM) e ( DC oset) dis utidas em
(Fang Zheng Peng, 1996).
Em(OgasawaraeAkagi,1993)e(NewtoneSumner,1997)foramfeitasanálisesanalíti as para oproblema davariaçãodatensãonobarramentoe estudadaa estabilidade baseada no
modelo dinâmi odesenvolvido. Utiliza-se a orrente média no ponto do neutro ( NP) para
orrigir o problema da variação de tensão, om adição de uma omponente de sequên ia
zero. Osmétodos não são e azes quando se utilizabaixas frequên iasno haveamento.
Em (Khajehoddin et al., 2008) é proposta uma estratégia de balan eamento de tensão novaeaperfeiçoada,para onversoresmultiníveis,quefazuso domodelodeuxode orrente
independente da estratégia de modulação adotada. Este modelo prevê os novos estados de
haveamentodo onversorbaseadonosvaloresde orrentesdesaída,datensãodobarramento
e da orrente geradapelo haveamento.
Jáem(Verneetal.,2008)éproposto um ir uitosimplesqueprevêodesvio dastensões nos apa itores para diferentes modos de operação. Este modelo gera um algoritmo de
otimização para minimizar o desbalan eamento das tensões no barramento. Isto permite
sele ionarasmelhores ombinaçõesde haveamentopara ada i loeéapli ávela onversores
de n-níveis.
Para o problema do balan eamento em reti adores é proposto por (Chen et al., 2008) umaestratégiade ontrolede potên iadireta( Dire tPower Control- DPC).Nessetrabalho
a ordo om a direção da orrente no ponto médio, sendo analisado também o efeito dos
estados de haveamento nas potên ias ativae reativa.
Em(Umbríanda et al.,2010) forampropostas algumas alternativaspara o projeto dos ontroladores, quesão baseados narejeição de um distúrbio, tendoem vista que este termo
não-linear pode ser aproximado de um sinal de ter eira ordem harmni a. O ontrole das
tensões dobarramentoteve resposta mais rápidae melhor,utilizandoaté ni ade prin ípio
de modelointerno( IMP),oqualin luiummodelo dotermonão linearno ontrolador. Este
modelo onsisteem uma função de transferên ia para obter a anulaçãoda perturbação.
Atravésdajunçãodoreti adore doinversor detrês níveisdotipoNPC, obtém-seuma
estrutura hamada de "Ba k-to-Ba k"(Ying hao et al., 2008). Este tipo de onversor têm atraído ada vez mais a atenção devido às suas vantagens, tais omo: uxo de potên ia
bidire ional, baixa distorção harmni a de orrente, alto fator de potên ia e ontrole das
tensões nos apa itores do barramento CC (Kohlmeier, 1987).
Em (Ying hao et al., 2010) é apresentado um ontrole integrado para o NPC Ba k-to-Ba k, realizando o balan eamento da seguinte forma: através do ontrole de potên ia
direta ( DPC), e usando uma malha de ontrole para reduzir o atraso da resposta. Com
esse ontrole édemonstradoqueotamanho dos apa itoresdobarramento,pornãoestarem
sofrendo tantas utuações de tensão, podem ser diminuídos.
A utilização desta topologia de onversor apresenta ara terísti as interessantes para
apli ações envolvendo a exploração de fontes de energias renováveis, em sistemas de alta
potên ia (Ying hao etal.,2008)e (Portillo etal.,2006).
Té ni a de modulação de espaço vetorial também foi abordada para esta topologia
(Grigoletto e Pinheiro, 2009). É estabele ida a relação entre o balan eamento das ten-sões nos apa itores e asdistorções harmni as nas tensões de saída. Desta forma, é riado
um grau de liberdadepara operar om baixos índi es de THD, minimizandoodesequ ilíbrio
das tensõesno barramento.
Já em (Tan et al., 2010) é apresentado este tipo de onversor operando om baixa frequên ia de haveamento, mostrando um desempenho satisfatório, o que torna atrativo
1.6 Proposta de Trabalho
Serão desenvolvidos, neste trabalho, estudos sobre asté ni as de modulaçõesem inversores
(Cap. 3), bem omo da possibilidade de serem utilizadas em reti adores. As estratégias forames olhidasdea ordo omasuafa ilidadedeimplementação,osbonsresultadosobtidos
por elas, bem omo por serem bastante itadasnaliteraturada área.
Alguns fatores das estratégias es olhidas serão analisados, tais omo a frequên ia de
haveamento, perdas, análisesharmni as, observando quais têm melhores resultados.
Ainda será proposto um estudo de um onversor Ba k-to-Ba k de três níveis.
1.7 Organização do Trabalho
Neste trabalho, serão estudadas algumasestratégias de modulaçãopara onversores de três
níveis. Oestudo seen ontra dividido em quatro apítulos:
Capítulo 1: Será apresentada uma breve introdução sobre eletrni a de potên ia, bem
omo uma introdução aos estudos sobre onversores de potên ia, que será o fo o prin ipal
deste trabalho. Também apresentaum estudona literaturasobre onversores multiníveis.
Capítulo 2: Serão apresentados os estudos realizados om os onversores multiníveis,
mas pre isamente, os de três níveis. Serão analisadas as vantagens, desvantagens, destes
tipos de onversores . Ainda neste apítulo, serão apresentadas as estruturas de três níveis
do onversor CA-CC edo onversor CC-CA, bem omo aasso iação dessasduas estruturas
omumente hamadade Ba k-to-Ba k.
Capítulo3: Serãoapresentadas as estratégias es olhidas de modulaçãoPWM. Também
serãoapresentados osresultadosobtidosparaobalan eamentodatensãodos apa itoresdo
barramentoCC, por ada uma delas.
Capítulo4: Será abordadaa análise omparativadas estratégias propostas.
2
Conversores Multiníveis
2.1 Introdução
O enário mundial sobre fontes de energia esta mudando. A dependên ia sobre os
om-bustíveis fósseis, o seu alto usto, bem omo, as questões ambientais,estão levando a ada
dia um maior investimento em pesquisas e desenvolvimento rela ionados à exploração de
fontes de energia alternativase/ou renováveis.
Um dos fo os da pesquisa relativa ao uso de fontes renováveis de energia, que tem
in-teraçãodireta omaeletrni adepotên ia,éodesenvolvimentodetopologiasde onversores
om o propósito de integração de fontes de geração distribuída a rede de distribuição de
energia.
O onstantepro essode desenvolvimentodenovosdispositivossemi ondutoreseabus a
porestruturasde onversores adavezmais e ientese apazes de ontrolarníveisde
potên- ia ada vez maiores, tem fomentado os estudos e desenvolvimentos observados na área de
onversores estáti os.
Atualmente,existeuma erta on orrên iaentreastopologias lássi asde onversoresde
potên iausandodispositivossemi ondutoresquesuportamaltastensõeseasnovastopologias
de onversores utilizando dispositivossemi ondutores de médiatensão.
Ousode onversoresmultiníveltem res idonas indústrias,prin ipalmenteparausoem
(Suh e Hyun, 1997), (Lee et al., 1994), (Mar hesoni, 1989), (Choi et al., 1991). Devido a este aumentonos últimosanos, etambém ade iên ianodesempenho em altastensõesdos
semi ondutores, adotou-se a onexão destes dispositivos em série, surgindo os onversores
multinível.
Estasestruturasmultiníveisforamprimeiramentepropostasparasistemasde
a ionamen-tos elétri os de alta potên ia (Nabae et al., 1981). Atualmente, têm-se outras apli ações, tais omo: Compensadores estáti os de reativos, orrigindo o fator de potên ia em argas
industriais, sistemas de transmissão de orrente ontínua ( High Voltage Dire t Current
-HVDC) e ltros ativosde potên ia(Celanovi e Boroyevi h, 2000) e(Tolbert et al.,2000). Pode ser visto na Figura 2.1 de uma forma bem simples e generalizada um braço de um onversor de dois níveisaté n-níveis. Do lado ontínuoen ontram-seos apa itores edo
outro (braço do onversor) os interruptores que geram na saída, a depender do número de
níveis, n-níveisde tensãoformando um sinal em es ada.
)
)
)
)
)
)
+
+
+
+
+
+
Vc
Vc
Vc
Va
Va
a
Vc
Vc
Va
Vc
a
a
0
0
0
Figura2.1: Braço de um onversor de dois níveisaté n-níveis.
Em um onversor onven ional apenas se tem dois níveis na sua tensão de saída (daí
o nome, onversor de dois níveis). Em um onversor multinível têm-se três ou mais níveis
de tensões na saída. Esta é a prin ipal diferença entre os onversores . Mas a partir desta
diferença omeçam asvantagens e também desvantagens, omoindi adas aseguir:
Vantagens:
•
menor tensãoapli adanos interruptores;rendi-mento;
•
menor onteúdo harmni o nasaída;•
tendo tensão de saída em níveis, diminui-se os transitórios de tensão, reduzindo os problemas de interferên ias eletromagnéti as (EMI);•
Redução dos harmni os de baixa freqüên ia do lado da tensão CA, signi ando re-dução notamanho da indutân ia.Desvantagens:
•
oequilíbriodas tensõesdos apa itoresdobarramentoCCtemqueser mantidoparao orretofun ionamentodaestrutura, garantindo om isso, amesmatensãode bloqueionas haves e osníveisde tensão ne essários para o PWM.
•
om maiornúmerode interruptores, onseqüentemente,o usto nal daestrutura será mais alta;•
om este aumento no número de interruptores, será ne essário também, um ontrole mais omplexo,que varia om onúmero de níveis;•
adependerdafreqüên iade omutação,tem-semaioresperdasduranteo haveamento, devido aomaior número de interruptores.Estas desvantagens têm sido reduzidas ao longo dos anos, prin ipalmente omo itado
anteriormente, peloprogresso feitonaáreadaeletrni a, viabilizandodispositivosmais
mo-dernos, omoos IGBTs,aumentandoa potên ia ea freqüên ia de haveamento.
O ontrole tem sido fa ilitado devido ao surgimento e aperfeiçoamento de novos
pro- essadores, omo osDSPs ( Digital SignalPro essor),que tem pro essamentomais rápido e
uma apa idade aumentada de ál ulo.
2.2 Reti ador de Três Níveis