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Gestão ambiental em meios de hospedagem na cidade de Currais Novos/RN: uma análise do uso da água

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – UFRN CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ – CERES DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS – DCSH

CURSO DE TURISMO

JOÃO BERNARDINO FILHO

GESTÃO AMBIENTAL EM MEIOS DE HOSPEDAGEM NA CIDADE DE CURRAIS NOVOS/RN: UMA ANÁLISE DO USO DA ÁGUA

CURRAIS NOVOS 2016

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JOÃO BERNARDINO FILHO

GESTÃO AMBIENTAL EM MEIOS DE HOSPEDAGEM NA CIDADE DE CURRAIS NOVOS/RN: UMA ANÁLISE DO USO DA ÁGUA

Monografia apresentada ao Centro de Ensino Superior do Seridó, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, Campus de Currais Novos, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de Bacharel em Turismo.

Orientadora: Profª. Katiane Gelly Dantas Assis de Souza, M. Sc.

CURRAIS NOVOS 2016

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GESTÃO AMBIENTAL EM MEIOS DE HOSPEDAGEM NA CIDADE DE CURRAIS NOVOS/RN: UMA ANÁLISE DO USO DA ÁGUA

Esta monografia foi julgada e aprovada para a obtenção do grau de Bacharel em Turismo, no Curso de Graduação em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN.

Currais Novos/RN, 31 de Maio de 2016.

______ ____________________________________________. Profa. Dra. Carolina Todesco

Coordenadora do Curso de Turismo

BANCA EXAMINADORA

___________________________________________________ Profª. Katiane Gelly Dantas Assis de Souza, M. Sc. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Orientadora ___________________________________________________ Prof. Rodrigo Cardoso da Silva, M. Sc. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Examinador interno ___________________________________________________ Profª. Janaina Luciana de Medeiros, M. Sc. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN

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TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Declaro, para todos os fins de Direito e que se fizerem necessários, que assumo total responsabilidade pelo material aqui apresentado, isentando a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, à Coordenação do Curso, a Banca Examinadora e a Orientadora e toda e qualquer responsabilidade acerca do aporte ideológico empregado ao mesmo.

Conforme estabelece o Código Penal Brasileiro, concernente aos crimes contra a propriedade intelectual o artigo n.º184 – afirma que: Violar direito autoral: Pena – detenção, de 3 (três) meses a1 (um) ano, ou multa. E os seus parágrafos 1º e 2º, consignam, respectivamente:

§1º Se a violação consistirem reprodução, por qualquer meio, no todo ou em parte, sem autorização expressa do autor ou de quem o represente, (...): Pena – reclusão, de1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, (...).

§2º Na mesma pena do parágrafo anterior incorre quem vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire oculta, empresta, troca ou tem em depósito, com intuito de lucro, original ou cópia de obra intelectual, (...), produzidos ou reproduzidos com violação de direito autoral.

Diante do que apresenta o artigo n.º184 do Código Penal Brasileiro, estou ciente que poderei responder civil, criminalmente e/ou administrativamente, caso seja comprovado plágio integral ou parcial do trabalho,

Currais Novos/RN, 31 de maio de 2016.

________________________________ João Bernardino Filho

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DEDICATÓRIA

Á Deus, meus pais, irmãos, filhos e amigos que me deram forças durante essa caminhada.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos os professores do Curso de Turismo, especialmente a orientadora deste trabalho, pela atenção e dedicação. Também, aos meus familiares, em especial, a Deus, filhos, colegas e todos que fazem o campus, por toda a ajuda. A minha mãe Francisca (in memória), ao meu pai João, por tudo.

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“Você nunca sabe que resultados virão da sua ação, mas se você não fizer nada, não existirão resultados”.

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RESUMO

O presente trabalho aborda conceitos e definições do turismo e sua evolução, desde que o homem começou a se mover com o intuito de alimentar-se entre outros motivos. A invenção dos meios de transporte, onde houve um aumento das viagens e mais pessoas se deslocavam para lugares mais distantes de seu ligar de origem. Logo após segunda guerra mundial cresceu o número de aeronaves e o aumento das tecnologias, dando um impulso nas viagens internacionais. Logo percebeu-se que os meios de transporte começaram a poluir o ar, as águas e o solo. Com isso, sobreveio a preocupação com a deterioração do meio ambiente, foi então que surgiram alguns métodos que poderiam melhorar os níveis de poluição na Terra, tais como: a gestão ambiental, que procurava amenizar os impactos causados por indústrias e empresas que poluem a natureza; e um sistema de sustentabilidade, que procura fazer com que as empresas sejam autossustentáveis, isto é, reduzam o uso, reciclem ou reusem produtos advindos dos recursos naturais, com destaque para a água, que além de ter em abundância na Terra e ser um recurso natural, é também o mais poluído. Associando a questão ao turismo, há uma preocupação dom os meios de hospedagem, que precisam estar informados e conscientes de que uma empresa com sistema de gestão ambiental e autossustentável, conseguirá gastar menos e consequentemente, ajudará a natureza e a sociedade que faz parte dela. Este trabalho Investigou as estratégias de reaproveitamento ou de economia do uso da água nos empreendimentos de hospedagem na cidade de Currais Novos/RN. Para isso, foi necessário o emprego de metodologia, de técnica e de ferramentas que beneficiaram o julgamento das informações colhidas, sendo utilizadas as fontes primárias (dados colhidos in loco), e secundárias (leitura de livros sobre o tema em discussão). Para atingir os objetivos foi usado o método dedutivo e a pesquisa exploratória. A técnica de abordagem empregada foi a qualitativa com a técnica de observação, sendo uma pesquisa exploratória, e o instrumento de coleta de dados se deu a partir da realização de entrevista. Percebe-se que existem poucas pesquisas que abordem o uso racional da água nas empresas receptoras de turismo, pois não existe um incentivo por parte do poder público e as empresas em geral. Foi constatado que os meios de hospedagem entrevistados, apesar de apresentar técnicas e meios de economia como o reaproveitamento e reuso da água, preocupavam-se no geral, por causa do racionamento ou falta da mesma, não deixando claro a responsabilidade dos mesmos com a sustentabilidade do seu entorno ou com o meio ambiente, e sim com o lado econômico para o empreendimento.

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LISTA DE QUADROS

Quadro 01: Quais as políticas, programas e procedimentos da empresa para que as atividades se desenvolvam de modo seguro, que proteja o meio ambiente e não prejudique a economia da empresa?... 47 Quadro 02: Existe algum treinamento que motive todos que trabalham na pousada para que desempenhem atividades de maneira responsável dentro do ambiente de trabalho? Comente... 48 Quadro 03: Existem serviços que não produzam impactos sobre o meio ambiente, onde possam ser reciclados ou reutilizados e sejam seguros no caso de serem atirados na natureza? Quais? ... 49 Quadro 04: Existe algum plano de emergência que seja usado imediatamente para não causar prejuízo na economia da empresa? Pontue e comente... 50 Quadro 05: Existe redução ou eliminação de riscos ambientais no ambiente de trabalho onde pode se reduzir as despesas operacionais e que sejam seguras para a preservação da empresa e o meio ambiente? Comente... 51 Quadro 06: A água é usada com responsabilidade nas atividades da empresa? Explique... 52 Quadro 07: No caso da educação ambiental, existe alguma orientação ou treinamento voltado para o desenvolvimento sustentável? Comente... 53 Quadro 08: Quais as medidas de economia da água são usadas para diminuir o consumo e o desperdício?... 54 Quadro 09: À realização de ações sustentáveis para os meios de hospedagem poderiam ser um diferencial em termos de competição? Comente... 55

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SUMÁRIO

RESUMO... 7 LISTA DE QUADROS ... 8 1 INTRODUÇÃO ... 10 1.1 Problemática ... 10 1.2 Justificativa... 11 1.3 Objetivos ... 12 1.3.1 Objetivo Geral ... 12 1.3.2 Objetivos Específicos ... 12 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS ... 13

2.1 Conceitos, definições e evolução do turismo. ... 13.

2.2 Gestão ambiental: Meio ambiente, o turismo e o uso da água ... 19

2.3 Gestão empresarial ambiental e a atividade turística ... 28

2.4 Meios de hospedagem ... 35

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ... 41

4 RESULTADOS DO USO DA ÁGUA NOS MEIOS DE HOSPEDAGEM .... 46

4.1 Análise da Entrevista... 46

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 56

REFERÊNCIAS ... 60

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1. INTRODUÇÃO

1.1 Problemática

O turismo provoca impactos positivos e negativos no meio ambiente, exibindo a complexidade das relações de interdependência entre seus elementos. As consequências desses impactos acontecerão no tempo e no espaço, abrangendo o homem, a sociedade e o entorno natural. Neste contexto, o turismo e a gestão ambiental, são dois temas de grande destaque e discussões nos dias atuais, sendo a gestão ambiental uma forma de amenizar os efeitos negativos para o turismo. Além de gerar emprego e renda, fortalece a identidade do local e as qualidades de competição ao lugar. E é uma atividade que se apresenta em constante expansão, pois leva muitas oportunidades de desenvolvimento econômico para os países desenvolvidos e para os que estão na busca do desenvolvimento ecológico e social. No qual aproximou povos e encurtou distâncias, fazendo com que o homem pudesse se deslocar de um continente a outro em poucos dias ou em poucas horas. Sendo que com a invenção de vários meios de transporte, muitas pessoas começaram a se deslocar para os mais diversos lugares do planeta. Com mais pessoas viajando, mais usos dos recursos naturais e consequentemente mais impactos para o meio ambiente natural. Por isso, a gestão ambiental surge como um paliativo para a sustentabilidade de um lugar, região, ou país. A água é de grande importância para o turismo na região e também para outros setores que dependem dela para o desenvolvimento do lugar. Quando falta água em determinada localidade motiva a desistência, cancelamento, abandono e saída, tanto dos que pretendiam visitar o local como os que ali moram podem deixar sua terra de origem. Para tanto, busca-se nesse trabalho responder o questionamento sobre como é usada a água nos meios de hospedagem da cidade de Currais Novos/RN. Na pesquisa será estudado se existem formas para se economizar a água, citando, se existir, tecnologias ou métodos que consumam menos líquidos para que a empresa diminua os gastos ou reuse a água para que a pousada seja autossustentável num futuro próximo.

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1.2 Justificativa

A seca na região do Seridó que já perdura por cinco anos, podendo ou não se alastrar por mais tempo nas cidades que compõe a região. O aumento do nível de consumo da água e da procura desta é mais um motivo do trabalho ter sido desenvolvido, pois o número de pessoas cresce a cada dia e com isso aumenta-se o consumo de água, tanto para uso doméstico como para as indústrias. Com as chuvas escassas, a falta e insuficiência de água nos principais reservatórios que estão secos ou abaixo do nível, poderá fazer com que as cidades que sofram pela falta dos recursos hídricos, afastem os turistas ou pessoas que pretendam morar naquele lugar. O aumento da população na cidade é mais um empecilho para a sociedade que vai consumir mais água e consequentemente irá degradar mais o ambiente com mais esgotos e mais lixo, podendo com isso diminuir o consumo para a população do lugar. O número de eventos é outro obstáculo que aparece para diminuir os efluentes que abastece os municípios da região, dando a entender que quanto mais pessoas visitam o lugar mais o nível dos reservatórios que abastece a cidade diminui consideravelmente, levando a crer que com o constante fato, poderia desgastar a imagem da localidade e com isso sua economia e sua cultura local. O interesse pessoal pela temática relacionada com o desenvolvimento sustentável do meio ambiente para o turismo foi um forte motivo para se estudar e entender as causas e as consequências deste caso. Para o meio acadêmico, mostrar a importância da sustentabilidade nos meios de hospedagem para diminuição dos impactos negativos causados, direta ou indiretamente, pelo desenvolvimento da atividade turística, onde futuramente se possa dar continuidade ao trabalho sobre a questão do uso da água. E para o meio social, é importante, pois o trabalho refere-se à gestão ambiental, a qual deve refere-ser trabalhada com refere-seriedade para a melhoria da qualidade de vida da população local (receptora de turistas) e ser diferencial no mercado em questão. A pesquisa contribui com a sociedade quando trata de um tema tão importante para o ser humano que é a gestão ambiental, com vistas ao uso da água nos meios de hospedagem para o turismo e contribui para motivar a sociedade para preservar e conservar a natureza e a usar com inteligência este bem tão importante e ao mesmo tempo escasso na região do Seridó.

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1.3 Objetivos

1.3.1 Objetivo Geral

• Investigar as estratégias de reaproveitamento ou de economia do uso de água nos empreendimentos de hospedagem na cidade de Currais Novos/RN.

1.3.2 Objetivos Específicos

• Verificar o conhecimento dos proprietários, gerentes e/ou funcionários em relação à redução do consumo de água no setor turístico;

• Conhecer as estratégias adotadas pelos empreendimentos turísticos da cidade de Currais Novos/RN sobre a economia de água;

• Avaliar os métodos de reaproveitamento e economia de água nos meios de hospedagem de Currais Novos/RN.

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2. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

2.1. Conceitos, definições e evolução do turismo

As pessoas se movem de um lugar para outro por vários motivos, pois “os deslocamentos humanos constituem uma característica da humanidade” (DIAS, 2011, p. 11). Quando não havia transportes, as pessoas se locomoviam a pequenas distâncias. Hoje com as novas tecnologias se viajam a grandes distâncias.

Cada autor tem um conceito ou definição do que é o turismo, mas todos chegam a um consenso, de acordo com a OMT, (2001, p. 38). “O turismo compreende as atividades que realizam as pessoas durante suas viagens e estadas em lugares diferentes ao seu entorno habitual, por um período consecutivo inferior a um ano, com finalidade de lazer, negócios ou outras”.

Alguns autores definem a palavra turismo como sendo a viagem para a diversão, estudo, recreio e passeio. Dias e Aguiar, (2002, p.21) destaca que “é a busca de viajar para conhecer um país ou uma região e a organização dos meios que permitem e facilitam essas viagens para recreação, passeio, conhecimento, conhecimento e diversão”.

O turismo está sempre em contato com as pessoas sua cultura e seus costumes, afirma a OMT, (2001, p. 212), que, “A atividade turística ocorre num âmbito em que entram em contato pessoas de bagagem culturais e socioeconômicas muito diferentes, pois envolve o deslocamento das pessoas a uma região diferente da sua residência”.

O homem começou a deslocar-se para procurar alimentos com o propósito de sobrevivência. Segundo Dias, (2011, p. 11). “Os deslocamentos humanos constituem uma característica da humanidade” Quando não havia transportes, as pessoas se locomoviam a pequenas distâncias. Hoje com as novas tecnologias se viajam a grandes distâncias.

Atualmente, os motivos das viagens são econômicos, políticos, sociais, culturais, esportivos entre outros, enquanto que antes, o homem se locomovia por outras causas. Como caracteriza, Dias e Aguiar, (2002, p. 41). “Nas primeiras

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sociedades humanas os deslocamentos se destinavam à busca de alimentos, através da caça e da coleta de frutos e sementes”.

Atualmente, a OMT descreve o turismo “como as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e estadias em lugares diferentes do de sua moradia habitual, por um período de tempo contínuo inferior a um ano, com fins de lazer, por negócios ou outros motivos, não relacionado com o exercício de uma atividade remunerada no lugar visitado”. (DIAS e AGUIAR, 2002, p. 24).

Em resumo, o turismo é o deslocamento de pessoas para fora de sua morada para outros lugares que não ultrapasse mais de um ano e que não seja com finalidade de ganhar dinheiro.

As pessoas que viajam estão sempre em busca de algo que as complete, como por exemplo, o descanso, as visitas a familiares, conhecer novos lugares, conhecer novas culturas, entretenimento, prática de esportes radicais, fazer compras em outros países, entre outros motivos.

[...] Em pouco tempo, outros países, nos seus próprios idiomas, foram adotando o termo turismo com o sentido de viagem sem objetivo lucrativo, que ocorriam com a finalidade de distração, descanso, busca de tratamento de saúde, satisfação da curiosidade cultural, desejo de conhecer outros lugares e costumes. (DIAS, 2002, p. 45).

De fato, turismo tem o mesmo sentido para vários países, diferente na escrita, mas que tem os mesmos motivos para as viagens sejam elas de longa ou de curta duração e que a pessoa se sinta confortável e tenha prazer no que está fazendo.

O mercado turístico oferece muitos empregos, diretos e indiretos, polui menos que as indústrias e pode ser controlada para não lançar resíduos prejudiciais na natureza. Na visão de Ferreira, (2006, p.12), [...] “as vantagens dessa atividade” é “em termos de geração de emprego e renda a um custo efetivamente baixo e [...], relativamente pouco poluidora e com potencial para ajudar o meio ambiente”. São muitas as vantagens do turismo em relação à economia e a cultura do meio em que esta inserido. Os empregos no setor turístico podem ser diretos, no qual as pessoas trabalham nas empresas turísticas, e os indiretos que é quando o povo não trabalha dentro do setor turístico, mas sim no seu entorno.

A indústria do turismo, [...] está fragmentada em subsetores, como hotelaria, transporte, serviços de alimentação, etc... [...]. Isso faz do

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turismo uma indústria particularmente frágil, vulnerável às alterações do entorno natural, cultural e econômico, assim como a qualquer variação e incidente que aconteça nos limites de uma região. (OMT, 2001, p. 243).

O setor turístico não tem como prever as transformações que ocorrem em seu entorno, onde está sujeito a falhas por conta dos serviços indiretos que acontece ao seu redor, pois não tem o controle das mudanças ocorridas no setor.

Os deslocamentos estavam cada vez mais constantes, buscando meios para que médias e grandes distâncias se diminuíssem, isto é, diminuir o tempo gasto de um lugar para outro, surgindo-se então, os transportes para a condução de cargas e pessoas que tivesse segurança, conforto e rapidez. Segundo Paolilo e Rejowski, (2006, p. 13). “A propulsão ou força motriz começou com a tração animal [...] e a força do vento [...] passando, mais tarde, para o emprego de outras fontes de energia como a da máquina a vapor e, posteriormente, a dos motores de combustão interna até os propulsores a jato”.

Em outras palavras, o turismo se desenvolveu muito com o aumento dos transportes e de suas tecnologias. Segundo a OMT, (2001, p.212). “Historicamente, o desenvolvimento do turismo está muito ligado ao do transporte, uma vez que, por definição, o turismo implica em deslocamentos para fora do lugar de residência habitual”.

O trem foi uma das invenções que ajudou a aumentar as viagens, promovendo o deslocamento de cargas e de pessoas para outros destinos. Conforme Dias, (2011, p. 46), “Houve uma importante modificação da situação no

século XIX, com o surgimento da estrada de ferro, que provocou um formidável incremento no número de viajantes”.

Um dos transportes construídos de maior utilização no começo do século XX foi o automóvel, que na opinião de Torre, (2002. p. 65), “no século XVI, os carros começaram a generalizar-se, para viajar ou passear na cidade” sendo o veículo mais usado para viagens de médias distâncias.

Alguns meios de locomoção foram desenvolvidos há muitos anos e aperfeiçoados até os dias atuais, como a invenção dos meios de transporte sobre as águas, os sobre trilhos, os de estradas e os aéreos.

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Apesar da invenção do automóvel existir em pouco menos de dois séculos, isto é, em 1879, tendo como construtor o alemão Carl Benz que fabricou um objeto que “continha três rodas e se movimentava pela força de um motor de dois tempos, no qual funcionava com óleo e gasolina, e possuía uma bateria elétrica e uma ignição de bobina” (RONÁ, 2002, p. 49).

Outro importante meio de transporte é o da aviação. Meio este que desde os períodos mais antigos despertam no homem o desejo de estar no ar, sobrevoando áreas. Há controvérsias quando se fala no sucesso do primeiro voo, sendo apresentadas visões de três autores para este caso. Chiappini, (2015, p. 26) defende que “o primeiro voo foi realizado em 1901 com um balão dirigível, que deu uma volta em torno à Torre Eiffel, e repetido em 1906, quando Santos Dumont “um ‘brasileiro-francês’, decolou com seu primeiro avião mais pesado que o ar, o 14 bis”.

Porém, outros voos foram feitos em curtos espaços de tempo em outro canto do mundo. La Torre (2002, p. 101) afirma a importância da aviação e relata o primeiro voo acontecendo no ano de 1903, nos Estados Unidos.

O século passado foi o da aviação, pois quase em seus primórdios o homem viu coroado de êxito seu eterno sonho de voar em máquinas construídas por ele, sulcando livremente a atmosfera [...] no dia 17 de dezembro de 1903, às 10h35min, Orville Wright realizou em Kitty Hawks, EUA, o primeiro vôo controlado, o qual durou 12 segundos, avançando 36m.

Possivelmente, foi no século XX, que o homem conseguiu a proeza de voar em máquinas mais pesadas que o ar arquitetado por eles, e que atingissem certa velocidade e altura com o maior tempo possível acima do solo.

Já SANTOS (2001, p. 15), relata que, concordando com a segunda data citada por Chiappini, (2015), que o primeiro voo havia sido realizado no ano de 1906, e apresenta detalhes daquele feito. “[...] 1906, em 12 de novembro que foi realizado um voo com êxito, sem qualquer ajuda externa, alcançando os 220 metros de distância, 6 metros de altura, com velocidade de 41 quilômetros por hora e com o tempo de 21 segundos acima do solo”.

Apesar de existir discussões em relação à realização do primeiro voo, como sendo uma referência para o invento da aviação, este meio de transporte apresentou

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grande importância para o desenvolvimento de uma época. A conclusão mais aceita, foi que o primeiro homem a conseguir voar em uma máquina pela primeira vez foi o brasileiro Alberto “Santos Dumont”.

Ainda convém lembrar que, após a segunda guerra mundial um dos meios de transporte mais utilizados pela indústria turística foi o avião que, de acordo com Dias, (2011, p.38), “a partir do ano de 1945, a aviação se incorpora como meio de transporte utilizado pela indústria turística, sendo ampliado o número de destinos turísticos” transportando pessoas a longas distâncias com mais rapidez que as embarcações, o trem e o automóvel.

O tráfego aéreo internacional e doméstico de passageiros e os movimentos turísticos internacionais vêm apresentando taxas de crescimento similares nas últimas décadas “[...] O avanço tecnológico da aviação propiciou o desenvolvimento do turismo massivo e de longa distância” (PAOLILO e REJOWSKI, 2006, p. 85).

Na verdade, com o aumento da população mundial e com o avanço da tecnologia do transporte aéreo, cresceu o número de viagens turísticas, tanto para fora como também, para dento do país, onde mais pessoas estão viajando para lugares dentro do seu Estado ou para fora deste.

Além disso, com a ampliação dos meios de transportes houve um aumento de uso destes pelas pessoas que pretendiam ir de um ponto a outro o mais rápido possível. Com o avanço positivo das viagens rápidas, teve um grande aumento da poluição prejudicando cada vez mais o meio ambiente uma vez que do ponto de vista de Ruschmann (1997, p. 61) “a intensificação do tráfego nas rodovias, ferrovias e aeroportos (provoca) ruídos, poluição do ar, efluentes, danos na vegetação, desgaste do solo pela construção de terminais, rodovias e ferrovias, dentre outros” devendo ser constantemente observado e respeitado o seu uso.

Por outro lado, a preocupação se percebeu por conta do aumento do nível dos oceanos por causa do derretimento das geleiras, o aumento da temperatura e os efeitos dos raios solares, entre outras consequências. Tudo isso devido aos meios de transportes, e outros motivos.

Durante a década de 80 houve uma preocupação crescente com as questões ambientais e com os impactos das diferentes formas de desenvolvimento econômico, particularmente o turismo e, portanto, a

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preocupação com o elemento transporte como sendo um fator contribuinte para a poluição e, mais recentemente, a sua ligação com mudança climática e o aquecimento global. (OMT, 2001, p.320).

De fato, que nos anos 80, preocupou-se muito com as ações envolvendo o meio ambiente, por conta dos diversos impactos que os meios de transporte causavam em consequência das viagens turísticas, com variações do clima em diversas partes da Terra.

As viagens feitas para outros lugares que não seja o local de origem da morada de uma pessoa conferem como sendo viagem turística, desde que não permaneça na localidade visitada por mais de um ano e que este passeio não seja com intuito de ganhar dinheiro, e sim por pretextos de visitar familiares, estudos etc.

Etimologicamente, a palavra TURISMO deriva do latim tornus, substantivo que significa a ação de movimento e retorno, e que dá origem a tornare, girar. Desse modo as raízes tour e turn tem procedência latina e significariam aproximadamente “viagem circular”, ou seja, há ida e volta, o retorno é essencial nesse sentido. No século XII, aparece no francês a palavra tour, com o significado de “círculo, movimento circular” [...] (DIAS e AGUIAR, 2002, p. 2).

Como o turismo é o deslocamento de um determinado povo para uma determinada região que não a sua, se leva a acreditar que o setor receptor poderá sofrer impactos se não existir um planejamento adequado para receber os turistas em seu território. Para a OMT, (2001, p. 216). “os turistas não necessitam estar em contato com os moradores para que os impactos socioculturais derivados do turismo ocorram”.

No entanto, o setor turístico poderá sofre diversos impactos como, por exemplo, na cultura, na economia ou impactar no ambiente natural de um povo,

Anjos, (2010, p.128).

A discussão sobre o turismo responsável ligado a um desenvolvimento socioambiental sustentável vem emergindo tanto junto às comunidades receptoras como no meio acadêmico, gerando a necessidade de pensar esta temática sob o olhar interdisciplinar, em virtude de sua complexidade.

Em síntese, várias áreas de estudos precisam trabalhar juntas para que o turismo se desenvolva com responsabilidade para a sociedade se tornando autossustentável junto com a comunidade local que recebe os visitantes. Do ponto

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de vista da OMT, (2001, p. 246). [...] Para que se tenha sucesso, o turismo tem de ser planejado e efetuado para melhorar a qualidade de vida dos residentes e para proteger o entorno local, natural e cultural.

2.2. Gestão ambiental: Meio ambiente, turismo e o uso da água.

O crescimento da população, o aumento do lixo, a poluição do meio ambiente entre outras, que são feitas pelo homem e prejudica todos os seres vivos do planeta, provocam consequências desastrosas para natureza. Segundo a OMT, (2001, p. 259),

A constatação de que os consumidores preferem entornos bem-conservados e atividades turísticas não predatórias e de que estão dispostos a pagar mais por isso, facilita a adoção de estratégias de sustentabilidade pela indústria turística e sua aliança mais sincera com os movimentos conservadores.

As pessoas estão mais exigentes com os meios de conservação e preservação do meio ambiente, elas se preocupam igualmente com um ambiente que seja sustentável, pois se pode cobrar mais pelos serviços oferecidos, e com isso, ajuda-se a natureza. Segundo Sampaio e Fernandes, (2004, p.151), “Vivemos em um planeta que ocorre o risco de não ter a capacidade de absorver os impactos de um estilo de desenvolvimento essencialmente baseado na lógica do crescimento econômico e da socialização de prejuízos socioambientais”.

Então, Tanto o turismo como a industrialização pode causar destruição se não planejado e não fiscalizado, tendo o primeiro, que controlar a entrada de pessoas em locais naturais da atividade turística, para não haver deterioração na natureza e controlar os resquícios que são jogados pela indústria.

A expansão internacional do turismo e o desenvolvimento de sistema de transporte que atendam a esta demanda tiveram diversos impactos sociais, culturais, econômicos e físicos diretos e indiretos, tanto para a população receptora, afetada pela operação do transporte turístico, como para o destino. Nas décadas de 70 e 80, este fato causou uma grande preocupação sobre o impacto do turismo no meio ambiente, mas pouca atenção tem sido dada as experiências dos turistas em quanto em trânsito. (PAGE, 2008, p. 314).

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Decerto, houve impactos na economia, na cultura, para a sociedade e para o entorno físico das localidades de destinos turísticos quanto para a população que recebe estes visitantes. Em resumo, houve impactos para o meio ambiente por causa da poluição dos transportes, pelos desmatamentos para novas construções, mais lixo acumulado devido alto consumo dos recursos naturais, entre outros, para a sociedade, aumentou o índice de criminalidade; na cultura teve mudanças de costumes de um povo etc.

Do mesmo modo, Muitas pessoas não se conscientizam do impacto que os meios de transporte podem causar com sua poluição para o meio ambiente, e poderá também, levar problemas para a economia da localidade que o recebe.

Além disso, o homem sempre usou os recursos naturais sem se preocupar com o que jogava na natureza, ele não imaginava que alguns desses recursos poderiam poluir o meio ambiente e logo depois se acabar com o passar do tempo. Segundo Dias (2002, p.45), “[...] desde os tempos remotos, as viagens sempre tiveram a característica de provocar alterações no meio ambiente”. O homem sempre se utilizou dos recursos da natureza nas suas andanças pelo mundo, causando diminuição de uns e pondo outros em extinção.

Os recursos naturais são tradicionalmente classificados em renováveis (energia solar, ar, água, plantas, animais, beleza cênica etc.) e não renováveis (areia, argila, minérios, carvão mineral, petróleo etc.) [...] Por recurso renovável se entende aquele que pode ser obtido indefinidamente de uma mesma fonte, enquanto o não renovável possui uma quantidade finita, que em algum momento irá se esgotar se for continuadamente explorado. (BARBIERI, 2007, p. 9).

Quando se fala em energia, a solar é uma das fontes de recursos naturais que pode se renovar, produz uma energia limpa que não tem impacto negativo na natureza, enquanto que o petróleo é uma fonte não renovável que impacta negativamente na natureza causando poluição para o meio ambiente. Sendo a água e o petróleo, os mais usados pela atividade turística. Para Dias, (2011, p. 99). O turismo é considerado,

Como grande consumidor dos recursos naturais, se o

aproveitamento destes não for controlado, a atividade turística terá os mesmos efeitos destrutivos dos primeiros anos da industrialização nos séculos anteriores, ou seja, destruirá os recursos do qual

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depende. Deste modo, o monitoramento permanente da atividade turística é fundamental para se medir constantemente a capacidade de suporte dos recursos naturais, adotando-se medidas para controlar o fluxo turístico.

O setor turístico precisa estar em constante alerta para controlar sua atividade, sempre se monitorando a capacidade de suporte dos recursos naturais, seguindo conceitos de controle da entrada de turistas no lugar.

Em outras palavras, Isso ocorre, na maioria das vezes, devido á visão reducionista dos governos que tratam dos fatores solo, água, fauna e flora separadamente. Ferretti, (2002, p. 6). Afirma que “Essa visão torna-se problemática quando utilizada na tomada de decisões relacionadas ao uso ambiental dos recursos naturais” Pensando nisso, houve uma conscientização pra valorizar mais os recursos naturais diminuindo a poluição do ar e se preocupando com o consumo exagerado da água por causa do aumento da população.

Foi então que, alguns países iniciaram a discussão e elaboraram leis que regulamentavam as atividades industriais para que houvesse a diminuição da poluição ao meio ambiente ou que interrompesse os impactos negativos por completo. Segundo Gonçalves (2004), “os países pioneiros nesta causa foram a Holanda e Alemanha, seguidos pelos EUA, que passou a exigir a realização de Estudos de Impactos Ambientais”.

Dessa forma, são preocupantes os índices de poluição em todo o Globo, desde as queimadas, que lançam gases na atmosfera, como também os desmatamentos, que prejudicam diretamente a biodiversidade. Dessa forma, Tomelin, et al. (2010, 796). Comenta que, “Houve o (re)surgimento de preocupações ambientais com propostas diferentes às tradicionais, [...] como: O consumo, a exploração dos recursos naturais, a qualidade de vida, a manutenção de padrões de produção a aquisição de bens de consumo, etc.”.

Foi na década de 80 que a cúpula do G7 solicitou a Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento, que desenvolvesse um conjunto básico de indicadores ambientais como: qualidade do ar, da água, do solo, dos resíduos líquidos e sólidos gerados, ruídos, diversidade da fauna, indicação de satisfação do usuário, energia consumida por unidade de tempo entre outros. (FOGLIATTI, et al. 2008, p. 45).

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No século XX, 7 países pediu que medissem a qualidade do ar, as variedades da fauna, o total gasto com energia elétrica e a satisfação dos usuários dos serviços hospitalidade.

O meio ambiente é o que dá condição para que todo ser vivo exista, independente do ambiente ser natural ou artificial, pois ele é tudo que envolve os seres vivos.

Meio ambiente é tudo o que envolve ou cerca os seres vivos. A palavra ambiente vem do latim e o prefixo ambio, ambire, significa “andar em volta ou em torno de alguma coisa” [...] Por meio ambiente se entende o ambiente natural e o artificial, isto é, o ambiente físico e biológico originais e o que foi alterado, destruído e construídos pelos humanos [...] O meio ambiente não é apenas o espaço onde os seres vivos existem ou podem existir, mas a própria condição para a existência de vida na terra. (BARBIERI, 2007, p. 5).

Resumindo, o meio ambiente é tudo que esta em torno dos seres vivos, dando condição para que toda a vida da Terra consiga viver, isto é, o ar, a bebida, a comida etc.

Sendo assim, no meio ambiente, um dos recursos que merece atenção é a água, pois esta é imprescindível para a vida no planeta, desde o uso doméstico até a indústria, de modo que quanto maior o aumento da população no globo mais água se precisará para mantê-la viva, pois com a poluição e consumo de modo errado deste líquido precioso poderá levar prejuízo para futuras gerações. Para Bassoi e Guazelli, (2004, p.62). “A irrigação é a fonte de maior uso de água, atingindo 70% do consumo do mundo”.

A escassez da água pode afetar futuras gerações pobres ou ricas, isto é, a crise de água é um dos maiores problemas que a população enfrentará por causa dos gastos exagerados com irrigações nas plantações.

[...] Os recursos (matérias-primas, minérios, madeiras, alimentos) não são infinitos, observando-se sua escassez progressiva, inclusive de água em algumas regiões da Terra, não somente nos países pobres (da África, com a desertificação crescente, na Índia pela irrigação), mas também em regiões ricas (Estados Unidos, no Meio-Oeste com irrigação intensiva sem ocorrer reposição do aquíferos e na Califórnia). A crise de água será um dos maiores problemas deste século, passando a água a ser vista como uma commodity, cada vez com valor mais elevado. (MOURA, 2008, p.17).

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Por isso, a água que já é escassa em algumas regiões, sejam elas ricas ou pobres, passarão por uma das maiores crises de escassez no futuro, onde o seu preço pode ser elevado por causa das grandes plantações que precisam ser irrigadas e por causa dos aquíferos que não recebem a reposição necessária para repor seus níveis de água. Com o aumento da demanda e dos grandes desperdícios da água na agricultura, que é um dos mais elevado, na indústria e nos centros urbanos, que são os usos com descargas sanitárias, lavagem de calçadas e pisos, irrigação de jardins e por vazamentos.

A revolução industrial gerou um grande aumento na produção de vários tipos de bens e grandes mudanças na vida e no trabalho das pessoas, destacando-se o crescimento desordenado da demanda localizada da água, grandes desperdícios e a degradação da sua qualidade em níveis nunca imaginados nas cidades, indústria e agricultura. (REBOUÇAS, 2004, p.53).

A água, que tecnicamente é um recurso renovável, também dá sinais inequívocos de deterioração em quase todos os cantos do Globo. Os prognósticos sobre a qualidade e quantidade dos recursos hídricos são verdadeiramente alarmantes e já se tornou lugar-comum afirmar que a água será um recurso mais escasso do século XXI e que provavelmente será a causa de muitas guerras. (BARBIERI, 2007, p. 13).

Realmente, a água dá sinais claros de desgastes, apesar de ser um recurso renovável, dando a entender que em algumas décadas, segundo os indícios, poderá se tornar escassa, piorando a qualidade dos recursos hídricos, com presságio de muitas brigas entre povos por causa da falta desta.

Observa-se que, em muitas partes do mundo a água potável é mais escassa que em outros lugares e que onde há mais pobreza, mais difícil encontrar este líquido precioso, pois quanto menos saneamento básico na região, mais águas se tornarão mais poluídas e menos potáveis.

O planeta terra possui cerca de 70% da sua superfície coberta por mares, oceanos e lagos, dando falsa impressão de abundancia ilimitada de água, onde se consome indiscriminadamente desde a metade do século XX até a atualidade pelas sociedades em todos os cantos do globo [...] Do volume total de água existente na terra, 97,5% dessa água está nos mares e oceanos, sendo impróprias por ser água salgada, restando apenas 2,5% considerado como água doce, onde 69% dessa água potável estão em geleiras ou em regiões cobertas por neve, 29,8% estão no subsolo e apenas 0,3%

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refere-se à água doce utilizável, existente da umidade do solo icebergs, pântanos e em rios e lagos. (FOGLIATTI, 2008, p. 86)

Apesar de o planeta ser tomado por água, a maior parte desse líquido é imprópria para o consumo humano e uma pequena parte dos recursos hídricos que poderia ser consumidos são de difícil acesso, enquanto uma mínima parte que é aproveitada está no subsolo, rios e lagos. A água doce disponível para consumo humano se torna quase nada, em comparação a existente no globo terrestre. Para Barbieri, (2007, p. 14), um índice preocupante é que no “[...] início do século XXI, cerca de 1,2 bilhões de humanos continuam vivendo na pobreza e sem acesso a água potável e quase 2,5 bilhões ainda carecem de saneamento adequado” alertando a questão do problema da qualidade e do tratamento da água.

Segundo a organização mundial de saúde, falta água potável em cerca de 30 países, principalmente na África e Oriente Médio. Mais de 1 bilhão de pessoas têm problemas sério com essa falta, ou com a qualidade da água, responsável pela morte de 15 milhões de crianças [...] no mundo. As estatísticas mostram que cerca de 70 % dos leitos hospitalares são ocupados por vitimas de doenças de veiculação hídrica, o que mostra a gravidade do problema, de origem ambiental. (MOURA, 2008, p. 274).

Em outras palavras, a água pode causar doenças e mortes por causa da sua baixa qualidade, sendo que a maior escassez de água potável apresentar-se na África que é um continente pobre junto com o oriente médio.

Parte da água doce potável que pode ser usada para o consumo humano, grande parte é destinada na irrigação de grandes plantações, uma pequena parte vai para a indústria e a mínima parte é usada para consumo da população. Bassoi e Guazelli, (2004, p.55), afirma que, “Em todo o mundo, a agricultura consome cerca de 69% da água captada, sendo 23% utilizados na indústria e os 8% restantes destinados ao consumo doméstico”.

Observa-se, também, que no Brasil, apesar do país ser um grande detentor de recursos hídricos comparado com outros países, sua distribuição é desigual para grande parte da população, pois nos locais que tem menos água existe mais pessoas se consomem com intensidade, enquanto que nas regiões menos populosas há muitos recursos hídricos.

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O Brasil possui cerca de 13% de toda água doce do mundo, ou seja, é um pais bastante rico em relação a esse recurso, cada vez mais valioso. Entretanto, notamos uma distribuição desfavorável em termos geográficos, pois aproximadamente 70% dessa água está localizada na Amazônia, que possui apenas 7% da população brasileira. Na região sudeste que representa 42% da população, dispõe-se apenas de cerca de 6% da água doce. (MOURA, 2008, p. 274).

Do mesmo modo, Bassoi e Guazelli, (2004, p.55), afirmam que,

[...] No Brasil, que possui a maior disponibilidade hídrica do planeta, com cerca de 13,9% do deflúvio médio mundial [...] 68,5% dos recursos hídricos estão na região Norte, na qual habitam cerca de 7% da população; 6% estão na região Sudeste, com quase 43% da população e pouco mais de 3% estão na região Nordeste.

De fato, parte da água potável que pode ser usada para consumo da população é encontrada no Brasil, onde é distribuída a maior parte para a região norte que é menos povoada, enquanto na região mais habitada dispõe-se de menos água doce para os seus habitantes. Rebouças, (2004, p.29). “A proporção de habitantes das nossas cidades que se beneficia do fornecimento de água potável diminui a cada dia”. Hespanhol, (2003, p.38), reforça que “O uso consumptivo de água para a agricultura no Brasil, em grandes números, é de 70% do total consumido atualmente. Os 30% remanescentes destinam-se a usos domésticos e industriais, em partes iguais”.

A água é um recurso de valor inestimável para a humanidade e para todos os seres vivos, participando de praticamente todas as suas atividades, desde a alimentação até a geração de energia, e todas elas se reservam da maior importância. (FOGLIATTI, 2008, p. 86)

Dessa forma, o reaproveitamento da água é uma das soluções que pode reduzir o consumo de forma racional e com mais rigor, uma vez que “a redução do consumo, ou o uso com mais precisão, a busca de soluções que conduzam ao uso racional da água, pode ser conseguida por meio de medidas como a identificação de vazamentos e reaproveitamentos” (MOURA, 2008, p. 274). Outro meio para não desperdiçar água é a simples ação de procurar por vazamentos e corrigi-los, se for o caso.

Nos prédios novos, pratica-se o reuso da água. Águas utilizadas para lavar as mãos e tomar banho são coletadas em um tanque subterrâneo, onde se juntam a água das chuvas ali armazenadas. Essas águas são bombeadas para a caixas-d’água especiais que as

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distribuem, para dar descargas em vasos sanitários. (DIAS, 2006, p. 87).

Portanto, o reuso da água em alguns empreendimentos novos compreende a reutilização da água de chuva, do banho, das pias são utilizadas novamente para descargas em sanitários, irrigar plantas, lavar banheiros entre outras práticas, “não tem sentido continuar usando água potável, tratada com cloro e flúor, para dar descargas em vasos sanitários” (DIAS, 2006, p. 87). As companhias fornecem para a população águas tratadas, isto é, uma água que pode ser consumida por todas as pessoas sem prejuízo para a saúde, é por isso que não se deve desperdiçá-la, pois é um recurso hídrico limpo e de tratamento caro que deve ser usado de maneira racional e com responsabilidade socioambiental.

Durante muitos anos seguidos a humanidade consumiu recursos naturais sem se preocupar com os impactos das demandas de matérias-primas, água e energia, incluindo combustíveis, o que, inevitavelmente, está nos conduzindo a uma situação insustentável. (BARBOSA FILHO, 2010, p. 285).

Todavia, o homem sempre foi um frequente consumidor dos recursos naturais, sem perceber que com o passar do tempo, muito desses recursos poderiam desaparecer por causa da grande demanda para as próximas gerações. “O consumo de água aumenta muito em épocas de concentração de turistas, podendo chegar à falta de água em algumas regiões e diminuição do nível dos reservatórios em outras” (DIAS, 2002, p. 123). Com o aumento da população mundial, aumenta o consumo de água e consequentemente diminui os níveis de açudes, barragens e poços, podendo levar ao esgotamento em algumas cidades, países, regiões e até continentes.

A poluição das águas é um fator que leva à diminuição da água potável para a população e consequentemente pode provocar doenças e mortes se ela não for tratada de forma adequada, pois quanto mais água poluída menos é a de uso próprio para o consumo humano.

Outro ponto que deve merecer atenção especial dos gestores é a questão da poluição das águas. Embora a quantidade total de água no globo terrestre mantenha-se inalterada, a parcela disponível para o uso humano reduz-se a cada dia. (BARBOSA FILHO, 2010, p. 29).

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Assim, o reuso da água para irrigação e descargas sanitárias podem ser de grande economia se aumentar o uso desse sistema em grande escala mundial, pois Dias, (2006, p. 88), comenta que “com a intensificação da ampliação dos sistemas de reuso da água e sua utilização para irrigação e descargas sanitárias, estima-se uma economia de até 80%.” isto é, tanto as empresas como as pessoas devem aderir a essa norma.

Desse modo, a exploração desordenada dos recursos naturais para fins turísticos, embora tenha gerado e continue gerando dividendos econômicos para muitas regiões, provoca tais impactos no meio ambiente que pode acabar com os mesmos recursos naturais que motivaram a demanda turística. Este aspecto do turismo é importante para diferenciá-lo de outras atividades, pois mantém uma estreita relação com o meio ambiente, a ponto de um uso turístico intenso a curto prazo, provocar a médio e longo prazo um clara diminuição da demanda, em razão de o recurso natural que atraiu o visitante, não mais existir ou estar tão degradado que não será mais atrativo. (DIAS, 2002, p. 95).

Realmente, quando os recursos naturais são explorados de forma desordenada pelo turismo mesmo que gere lucro para alguns lugares podem provocar impactos negativos para o ambiente, acabando com os recursos naturais devido à alta demanda de visitantes no qual o uso intenso de curto, médio e longo prazo diminuem o número de turistas por causa da degradação causada por pessoas que visitaram o lugar há muito tempo.

Para se ter como parâmetro, no estado do Pernambuco, segundo Barbosa Filho, (2010, p. 298) “a quantidade de águas superficiais para captação, tratamento e posterior fornecimento a população é escassa” ou seja, o total de água da superfície é insuficiente para captar, tratar e abastecer a população das cidades.

Certamente, o solo pode absorver resíduos que são jogados por pessoas e pelas empresas e contaminar o lençol freático, ou seja, se a água é escassa na superfície da terra, ela será insuficiente, também no subsolo por causa dos dejetos que são jogados próximos a reservatórios que abastecem essas localidades. Desse modo, Bassoi e Guazelli, (2004, p.62) explica que “Deve-se atentar também para o fato de que a água que retorna da irrigação tem qualidade inferior àquela captada, haja vista o carreamento do solo, de fertilizantes e agrotóxicos”.

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Os efluentes gerados pelas indústrias não podem ser colocados em contato com o ambiente extra-fabril1 sem um tratamento adequado. Nota-se, desta forma, que os efluentes podem ser tratados para posterior despejo, ou, então, para reutilização na própria indústria, diminuindo os custos com consumo de água. Szabó Júnior, (2008, p. 115).

Em outras palavras, as indústrias precisam tratar seus resíduos para que posteriormente seja devolvido à natureza, fazendo a reutilização dos próprios efluentes com tratamento adequado onde poderá diminuir o consumo e reaproveitar a água. Bassoi e Guazelli, (2004, p. 54), afirma que “a gestão ambiental voltada para os recursos hídricos envolve duas dimensões significativas, uma referente à quantidade de água e outra relacionada à sua qualidade”. Além disso, essas empresas precisam se adequar as gestões ambientais para melhor aproveitamento dentro da atividade turística, onde cobrassem dos gestores aplicação de sistemas de gestão ambiental dentro dos seus empreendimentos de atividades turísticas.

Sendo assim, veremos que uma gestão empresarial ambiental dentro das atividades turísticas é um salto positivo para o futuro das empresas que usa o sistema de gestão ambiental.

2.3. Gestão empresarial ambiental e a atividade turística

Uma empresa para ser competitiva no mercado precisa ter um gestor que se preocupe com o que acontece com o meio ambiente, em torno do seu empreendimento, pois o que acontece ao seu redor reflete na imagem da organização. Para Rovere et al, (2010, p. 187),

É importante que a estratégia de turismo seja desenvolvida de acordo com a capacidade dos municípios de suportar o aumento do fluxo turístico, o que não será possível sem a capacitação, programas e diretrizes especificas. É fundamental que seja garantido os recursos financeiros e treinamento para os órgãos municipais de meio ambiente, cuja capacitação não é um benefício decorrente do crescimento do turismo, mas sim, um pré-requisito para este crescimento.

1

Extra-fabril: é o ambiente fora da indústria onde colocam os efluentes líquidos por elas gerados sem que sejam devidamente tratados causando impactos para o meio ambiente.

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Em outras palavras, as estratégias dos órgãos públicos municipais devem ser desenvolvidas acompanhando o crescimento do turismo e não quando este já estiver desenvolvido, dando treinamentos e capacitando para garantir seus recursos financeiros.

Tratando-se da efetiva ação empresarial diante da questão ambiental, cabe salientar que, apesar de alguns esforços dispersos, a grande maioria do empresariado não encara a atuação ambiental como fonte de vantagem competitiva para seus negócios, mas sim como custos. (GONÇALVES, 2004, p. 58).

Alguns empresários ainda não veem a questão ambiental como vantagem competitiva, mas sim como gasto desnecessário ao seu empreendimento que não dá lucros e sim despesas, sendo considerada a opção pela conservação ambiental um desafio para as empresas modernas. Quando um empresário usa a competitividade em conjunto com a conservação do meio ambiente, ele está se modernizando no quesito empresas modernas.

Os termos administração, gestão do meio ambiente, ou simplesmente gestão ambiental serão aqui entendidos como as diretrizes e as atividades administrativas e operacionais, tais como, planejamento, direção, controle, alocação de recursos e outras realizadas com o objetivo de obter efeitos positivos sobre o meio ambiente, quer reduzindo ou eliminado os danos ou problemas causados pelas ações humanas, quer evitando que eles surjam. (BARBIERI, 2007, p. 25).

Assim, A gestão ambiental tem haver com o planejamento, direção, controle, alocação de recursos para melhorar o meio ambiente. Segundo Viterbo Júnior (1998), “Gestão ambiental nada mais é do que a forma como uma organização administra as relações entre suas atividades e o meio ambiente que as obriga, observadas as expectativas das partes interessadas. Ou seja, é a parte da gestão pela qualidade total”, isto é, diminuir ou acabar com os danos ocasionados pelo homem.

Desse modo, o referido turismo pode ser sustentável através da prática e a persistência na capacidade melhorada de cada funcionário da empresa. Para Rovere, et al. (2010, p.181). “A completa implementação da estrutura institucional e de regulamentação para a avaliação e gestão ambiental, incluindo capacitação profissional continuada e fortalecimento dos órgãos responsáveis, é um requisito para que a expansão do turismo seja sustentável”.

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Durante algum tempo tem se tentado dar direção do lixo para reciclagem nas cidades e os gases que eram lançados na atmosfera, proveniente de esgotos das cidades e das indústrias. Para Barbieri, (2007, p. 25). “As ações para combater a poluição só começaram efetivamente a partir da Revolução Industrial, embora desde a antiguidade diversas experiências haviam sido tentadas para remover o lixo urbano que infestava as ruas das cidades, prejudicando a saúde de seus habitantes”.

Não foi com a industrialização que começou a aparecer os impactos negativos ao meio ambiente, há anos que as pessoas já poluíam sem estar ciente do que poderiam causar as próximas gerações. Um dos grandes problemas é a ausência de planejamento voltado para as questões ambientais, visto que “com um bom planejamento, alguns impactos poderão ser evitados, apesar de muitos não serem intencionais. Isso, só era possível com o conhecimento prévio das características do ambiente em que o projeto será implantado” (FERRETTI, 2002, p. 6). Os impactos negativos por vezes se sobressaem em detrimento aos positivos pelo simples fato do não conhecimento ou desinteresse das questões ambientais por parte das empresas.

Assim, como os impactos negativos predominam sobre os impactos positivos nas empresas, as ações de gestão ambiental precisam ser feita por todos os órgãos, desde o federal, passando pelo estadual até chegar ao municipal, sendo preciso para isso a participação dos habitantes do lugar junto com os empreendedores cobrar do poder público, medidas para a preservação do entorno das localidades.

Pouco adianta as iniciativas de gestão nos níveis globais e regionais se não forem acompanhadas de iniciativas nacionais e locais. É no interior dos estados nacionais, de suas subdivisões, localidades, comunidades e organizações que ocorrem efetivamente as ações de gestão ambiental. As disposições dos acordos globais e regionais devem ser incorporadas nas legislações nacionais e locais para gerar efeitos sobre os agentes econômicos, produtos e consumidores. (BARBIERI, 2007, p. 65).

Em outras palavras, as iniciativas de gestão ambiental devem ser feita por todos, começando pelas organizações locais e se estender até as organizações mundiais, incorporando os acordos globais nas legislações dos país e suas regiões

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par melhorar a economia do local e seus produtos, deixando os consumidores satisfeitos.

Unido aos problemas ambientais, está o consumismo que é grande aliado para a produção de lixo, de modo que, segundo Barbosa Filho, (2010, p.303). “já não se pode dizer que o mundo é grande o suficiente e que as atividades de pessoas e empresas em determinadas regiões do globo não serão percebidas ou sentidas por outras em lugares distantes” O lixo que se joga fora sem o devido cuidado pode prejudicar outras pessoas em outros lugares e até gerações futuras por conta de dejetos lançados no meio ambiente, no qual, por isto está tornando a população atual mais exigente com a preservação da natureza.

Todo o impacto produzido por pessoas ou empresas, sejam eles positivos ou negativos, serão sentidos em todo o planeta e não apenas no local que foi produzido o problema. Cada impacto deve ser tratado de acordo com o seu grau de agressão que cause prejuízo ao meio ambiente. Segundo Fonteles, (2004, p. 113-114),

Os impactos ambientais não são avaliados com a devida competência técnica nem com ética, trazendo danos irreparáveis aos ecossistemas locais, sobretudo as populações nativas, comunidades em que a relação com a natureza ainda se dá com uma certa harmonia e em termos distintos daqueles infundidos pela atividade turística.

Decerto, que os impactos ao meio ambiente são avaliados sem competência e sem moral, com perdas e prejuízos para a população local e seu entorno natural causados pelo turismo do lugar.

A gestão ambiental trabalha com várias atividades dentro do empreendimento para compreender se existe algum problema ambiental causado pelo mesmo para evitar ou cessar o surgimento de impactos negativos no empreendimento, observando que “qualquer que seja a empresa, indústria ou prestadora de serviços, no instante em que inicia sua instalação e/ou sua operação, inicia também sua própria deterioração e, em consequência, a do seu entorno” (FOGLIATTI, 2008, p. 6). A não conformidade pode prejudicar o funcionamento do Sistema de Gestão Ambiental ou causar algum dano no papel ambiental da organização, isto é, precisa-se identificar a causa para que esta precisa-seja eliminada por uma ação preventiva.

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Pessoas estão se conscientizando e reivindicando mais atenção das empresas e da sociedade sobre a ação que estes estão causando ao ambiente natural exigindo mais atenção do poder público, “ao tempo em que crescem as expectativas do cidadão em relação à questão ambiental, crescem suas exigências enquanto consumidor” (BARBOSA FILHO, 2010, p. 303). Precisa-se conhecer qual tipo de impacto para poder trabalhar o problema, isto é, tem que estudar como resolvê-los ou tentar se antecipar para que estes não ocorram posteriormente, pois as atividades humanas poderão ser negativas para o ambiente natural.

Para agir sobre os impactos ambientais é necessário conhecê-los, daí a necessidade de estudá-los, tanto os que resultam das atividades humanas em curso, quanto os que podem vir a ocorrer no futuro em decorrência de novos produtos, serviços e atividades. [...] Qualquer abordagem de gestão ambiental de uma organização, seja ela corretiva, preventiva ou estratégica, requer a identificação e análise de impactos ambientais para estabelecer medidas para agir em conformidade com a legislação ou com a sua política ambiental. (BARBIERI, 2007, p.281).

Em outras palavras, é necessário o conhecimento dos impactos ambientais ante de eles acontecerem, precisando para isso, estudos da área sobre os impactos que estabeleça medidas para corrigir o problema, preveni -lo e estabelecer medidas estratégicas conforme a legislação ou com a política da empresa.

Quando se fala em impactos ambientais decorrentes de ações humanas, há uma tendência em associá-los apenas aos efeitos negativos sobre os elementos do ambiente natural e social, pois a degradação ambiental que nos rodeia é basicamente um resultado indesejável dessas ações. Porém, não se deve esquecer dos impactos positivos, que em última instância são os que conferem sustentabilidade econômica, social e ambiental ao empreendimento ou atividade. (BARBIERI, 2007, p. 289).

Na verdade, os impactos ambientais não são apenas negativos, eles podem ser positivos a partir da hora que se consiga resultados positivos da ação da gestão ambiental tornando a empresa mais sustentável no quesito social, econômico e ambiental.

O sistema de Gestão Ambiental visa minimizar os impactos ambientais com ajuda da gerência, funcionários e hóspedes para que esses se conscientizem da importância de administrar os recursos naturais, reduzindo os impactos negativos, tanto para a pousada quanto para o seu entorno. (VITERBO JÚNIOR, 1998, p. 51).

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A gestão ambiental nas empresas procura reduzir ou abolir os impactos ambientais negativos nos meios de hospedagens, pois tenta conscientizar desde seus funcionários até os seus clientes onde cada um faz sua parte para ajudar tanto o empreendimento, quanto a população que vive nas proximidades.

Produtos que não agridem o meio ambiente estão sendo usados com mais frequência pelas pessoas, pois quando são jogados na natureza eles não danificam o meio natural no qual é despejado, segundo Dias (2006, p. 83), “preciclar” é dar preferência a produtos que não agridem o meio ambiente. Ela ocorre quando você dá preferência a produtos que comprovadamente exibam cuidados com o meio ambiente”, ou seja, as empresas deveriam aderir ao uso de produtos biodegradáveis, uma vez que ao despejá-lo não haverá consequência negativa para o meio ambiente, pois não é preciso reciclá-lo, já que este é um produto puramente adaptável ao meio.

Toda empresa deve-se preocupar em ser bem vista pelo público que pretende usar seus serviços ou produtos, aliando à prática da responsabilidade ambiental, pois “além da imagem da organização ou de sua localização, existe uma rede de sinais de valoração econômica associada à degradação ambiental e aos efeitos causados por esta. (BARBOSA FILHO, 2010, p. 279). Esta afirmação é reforçada por Matheus et al (2005, p. 2) quando diz que:

Os caminhos que o homem percorre na busca por progresso, crescimento e desenvolvimento levam a impasses atuais relevantes, requerendo a escolha de estratégias adequadas que levem em consideração a preservação da qualidade ambiental.

O avanço da civilização com o desenvolvimento da tecnologia leva a grandes imprudências para com o meio ambiente, onde se exige a preferência de táticas apropriadas para prevenção das características do espaço, para tanto, “deve-se, então, encarar a sustentabilidade não só como um objetivo a ser alcançado, mas como um processo de mitigação de impactos ambientais causados pela ação do homem na natureza” (MATHEUS, et al, 2005, p. 9). Ela tem como finalidade a técnica de diminuir as consequências dos impactos ambientais causados pelo homem, muito embora sem real intenção, podendo degradar o ambiente natural e todo seu entorno. [...]. Deve-se, então, encarar a sustentabilidade não só como um

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objetivo a ser alcançado, mas como um processo de mitigação de impactos ambientais causados pela ação do homem na natureza.

De fato, como aumento e a diversificação dos usos diversos, o amplo grau da urbanização e o acréscimo populacional provocam uma variedade de impactos que exigem evidentemente vários tipos de avaliação, as novas tecnologias de monitoramento e avanços tecnológicos no tratamento e gestão das águas. Os efeitos de todos estes impactos são muito severos para as populações humanas, comprometendo todos os aspectos da vida diária das pessoas, à economia regional e nacional e a saúde humana.

No turismo, especialmente, a prática de gestão ambiental deve ser constantemente observada, pois a atividade turística pode causar inúmeros impactos e discussões a respeito de como lidar com os turistas, Ferretti, (2002, p. 6) cita que “os recursos naturais são a matéria prima do turismo e, em muitos casos, podem ser atrativos principal de uma destinação. Mas ao mesmo tempo em que o turismo defende a proteção desses recursos, ele poderá ser uma ameaça, caso não tenha sido bem-planejado”. O destaque para educação dos turistas é em relação à sustentabilidade, isto é, a conscientização das pessoas para preservar a natureza, tema este que ainda está caminhando a passos lentos, tornando um empecilho para que os impactos ambientais se tornem positivos.

A sustentabilidade do desenvolvimento turístico exige a elaboração de

metodologias integradas, abrangendo questões ecológicas,

econômicas e socioculturais, e a formulação de estratégias de longo prazo, que inseriram o turismo dentro de uma perspectiva de desenvolvimento com objetivos de continuidade. (ANJOS, et al. 2010, p.145).

Realmente, para que o turismo seja sustentável, devem existir métodos agregados, envolvendo ações ecológicas, econômicas da população e da cultura local, que implantem no turismo as estratégias de logo prazo com expectativas de ampliação dos objetivos de uma sociedade.

Quando os impactos ambientais não são analisados com confiança e com caráter, eles podem levar prejuízos à localidade e comunidades que vivem em harmonia com a natureza. Um dos aspectos desejados é o de que “no futuro todo produto turístico seja ecologicamente correto, ou seja, obedeça aos critérios de

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sustentabilidade. Da mesma forma se espera que toda ação do homem cumpra essa premissa” (MACHADO, 2005, p. 37), isto é, que o turismo possa caminhar junto com a sustentabilidade, tendo em vista a garantia de seu futuro de uma maneira promissora para as empresas, para os turistas e para a comunidade.

Assim, analisando os impactos ambientais de acordo com os critérios de sustentabilidade, cada um fazendo a sua parte, o turismo será promissor, isto é com a constância atuação do homem em prol do turismo, se estaria garantindo continuidade das empresas do ramo de hospedarias, oferecendo melhorias para os visitantes e a sociedade receptora de turistas. Ainda convém lembrar que os meios de hospedagem é um desses empreendimentos que precisa ser ecologicamente correto, levando confiança e conformidade para seus clientes e seus colaboradores. 2.4 meios de hospedagem

A procura por locais que pudessem trazer conforto para as pessoas que viajavam por motivos religiosos, trabalho, lazer, visita a familiares, estudos, entre outros pretextos, foi se intensificando em cada período da história, com melhoras na recepção e na hospitalidade de cada estabelecimento para atrair sua clientela. “A demanda por hotéis foi estimulada pelo incremento do turismo na Europa a partir do final do século XVII e início do século XVIII, com a criação das estâncias balneárias e dos spas (GONÇALVES, 2004, p.62).” O turismo na Europa incitou o aumentou do número de meios de hospedagem por conta de grande procura de locais para que pudessem dormir e se alimentar.

O aumento das viagens por todas as partes do mundo, exigiu a construção de locais que pudessem hospedar os viajantes, segundo Gonçalves, (2004, p,62), “a demanda por hotéis foi estimulada pelo incremento do turismo na Europa a partir do final do século XVII e inicio do século XVIII, com a criação das entrâncias balnearias e dos spas”.

Umas das necessidades do ser humano, independentemente de onde se encontre, é dispor de um lugar para se abrigar e passar a noite, para esta necessidade, existe a hotelaria. [...] A hotelaria, pode ser definida como “o sistema comercial de bens materiais tangíveis e intangíveis disposto para satisfazer as

Referências

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