Estudo técnico para
subsidiar a formulação
de um plano de fomento
do regime fechado de
previdência complementar
no Brasil
ESTUDO TÉCNICO PARA SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO
DE UM PLANO DE FOMENTO DO REGIME FECHADO
DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO BRASIL
Estudo elaborado para Abrapp
Coordenação:
José Roberto Afonso
Paulo Roberto Vales
Eduardo Costa Carvalho
Este estudo técnico foi elaborado, a pedido da Abrapp, sob a coordenação de José Roberto Afonso, Paulo Roberto
Vales e Eduardo Costa Carvalho. A equipe do Portal Trabalho Hoje respondeu pelo levantamento e processamento
de dados estatísticos para dimensionar o mercado potencial da previdência complementar fechada. O economista Thiago
Felipe deu suporte na elaboração da análise e Juliana Damasceno na pesquisa.
Como de praxe, as opiniões são exclusivamente dos autores e não das instituições citadas. Concluído com base em
SUMÁRIO EXECUTIVO
Este é o relatório do estudo técnico elaborado para a Abrapp com objetivo de subsidiar a formulação de um plano de fomento do regime fechado de previdência complementar no Brasil, compreendendo um maior detalhamento de pesqui-sa sobre vinculação desse regime à retomada da poupança e do desenvolvimento no País.
A deterioração recente do cenário macroeconômico só veio a ampliar ainda mais a premência por estratégia e soluções que visem atender simultaneamente a expansão da poupança familiar e da previdência complementar. Nesse sentido, as entidades governamentais devem defender a importância de incrementos na poupança não apenas para enfrentar riscos, mas, sobretudo, para gerar prosperidade e desenvolvimento. O caminho se dá através do enfrentamento do problema da previdência, do foco em infraestrutura e despesas de capital, melhora do enfoque da política fiscal, promoção à poupan-ça familiar e criação de uma cultura de poupanpoupan-ça, impulso à produtividade e correção do sistema financeiro.
Por mais volumoso que sejam os investimentos e o patrimônio das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) no Brasil, o sistema vem crescendo vegetativamente e a massa protegida tende à estabilidade e mesmo redução progressiva de tamanho e importância relativa. Diante do quadro, há um potencial de expansão do sistema de previdência complementar que não vem sendo aproveitado e/ou que não se teve oportunidade para tanto.
O Brasil carece de reformas estruturais para retomar os caminhos do desenvolvimento econômico. De certa forma, de modo análogo ao do sistema de previdência complementar, a economia brasileira também perdeu dinamismo nos anos recentes – o consumo deixou de ser o principal impulsionador do PIB (com famílias endividadas e governos agora submetidos ao ajuste fiscal).
Como pela própria natureza do seu regime complementar de previdência, a ampliação da atuação das entidades fe-chadas significaria não apenas maior cobertura de participantes ativos e respectivos dependentes, como necessariamente um enorme potencial para maiores investimentos em renda fixa, ações, fundos estruturados, imóveis, dentre outras modalidades.
A crise econômica se estendeu também aos resultados do mercado de previdência complementar fechada, no ano de 2016 das 306 entidades que administram planos de benefícios previdenciários no país, 138 tiveram superávit e 80 apresentaram déficit.
Pelo terceiro ano consecutivo, a soma dos déficits superou o total de saldos superavitários. No acumulado em 2016, o déficit foi de R$ 71,7 bilhões (uma redução de R$ 5 bilhões em relação a 2015) e o superávit de R$ 18,2 bilhões (um aumento de R$ 4,3 bilhões em relação a 2015). Apesar da melhora em relação a 2015, desde o ano de 2009 há uma redução da participação dos ativos das EFPC em relação ao PIB, uma perda que chega a 3,3% de participação no acu-mulado até 2016.
Há de se atentar que o cenário prospectivo é de maturidade e estagnação do atual conjunto de entidades. Se nada for alterado no atual padrão de acumulação e organização das entidades fechadas, será inevitável que venham a migrar cada vez mais parcelas de seus investimentos, se não houver um crescimento do número de participantes e de patrocina-dores, de longo prazo para aplicações de liquidez, o que afetará o mercado de investimentos societários, o financiamento de longo prazo do tesouro brasileiro e o próprio financiamento de muitas de suas empresas e bancos. De acordo com projeção do estudo realizado pela Abrapp (2014), os ativos das EFPC, aplicados a uma taxa de juros de 5% ao ano, serão gastos em sua totalidade até o ano de 2034, dada as deduções futuras.
A expansão da previdência complementar deveria ser estimulada e expandida como alternativa ao regime geral. Ou-tras mudanças que condicionam a cena social e são imunes às políticas públicas respeitam ao fim do chamado bônus demográfico e ao aumento da longevidade da população brasileira, que tendem a acirrar as tendências antes apontadas para expandir aos regimes de previdência complementar vis-à-vis ao regime geral.
Sendo assim, o objetivo do presente trabalho é conhecer melhor, e com mais profundidade, o mercado potencial de pessoas não participantes do regime privado de previdência e, com isto, possibilitar a projeção da receita futura de con-tribuição adicional das pessoas e das empresas para o sistema fechado, bem como uma estimativa para alocação desses recursos.
O resultado desta análise traçou o perfil do público atual participante da previdência complementar, onde essa popu-lação apresentou um aumento de 3.659,4 mil pessoas em 2013 para 4.030,6 mil pessoas em 2014. Um crescimento de 10,14%, significativo considerando que a quantidade de contribuintes da previdência complementar se manteve pratica-mente estável em relação a população economicapratica-mente ativa. O mercado potencial da previdência complementar é com-posto por homens de 30 a 44 anos (boa parte da geração X), casados com filhos, nas faixas de rendimento pessoal em torno de 7 ou acima de 10 salários mínimos. Apesar dos empregados com carteira de trabalho assinada ainda represen-tarem o maior percentual deste mercado, cresce a importância dos empregadores e dos trabalhadores por conta própria.
Outra população que pode ser considerada potencial participante da previdência complementar é formada pelas pessoas com rendimento pessoal entre 3 salários mínimos e o teto de contribuição do INSS, mantidas as demais carac-terísticas da população acima do teto (pessoas ocupadas, entre 20 e 54 anos, que não contribuem para a previdência complementar). Foram identificadas 9.116,9 mil pessoas nesse perfil em 2014, constituindo um mercado potencial com-posto por homens de 30 a 44 anos (embora com crescimento das faixas etárias mais baixas, de 20 a 29 anos), casados com filhos, com forte concentração nas faixas de rendimento pessoal mais baixas (até 5 salários mínimos). Alguns dos resultados encontrados são similares aos obtidos para o público acima do teto, mas neste grupo é ainda mais forte a re-presentatividade dos empregados com carteira de trabalho assinada e cresce a importância dos trabalhadores por conta própria. Já a participação dos empregadores é reduzida, provavelmente devido à informalidade.
Uma vez conhecido melhor, e com mais profundidade, o mercado potencial de pessoas não participantes do regime privado de previdência, é possível realizar uma projeção da receita futura de contribuição adicional das pessoas e das em-presas para o sistema fechado, bem como uma estimativa para alocação desses recursos. No cenário de contribuição de 4% da renda do mercado potencial para previdência complementar de 4.030,60 mil pessoas para o ano de 2014 acima do teto previdenciário, o valor final chegaria a R$ 237,10 bilhões em dez anos para o sistema de previdência complemen-tar fechado, sendo R$ 180,53 bilhões dado por contribuição dos patrocinados e R$ 56,67 bilhões por instituidores. O que poderia acarretar num aumento em torno de 1,4% da participação da poupança das famílias.
Este é o relatório do estudo técnico elaborado para a Abrapp com objetivo de subsidiar a formulação de um plano de fomento do regime fechado de previdência complementar no Brasil, compreendendo um maior detalhamento de pesqui-sa sobre vinculação desse regime à retomada da poupança e do desenvolvimento no País.
É importante situar as razões para o desenvolvimento desta análise. A começar por relembrar que a vinculação umbili-cal entre a necessidade de expandir a poupança doméstica e de longo prazo e a previdência complementar no Brasil já foi demonstrada no estudo “Previdência Complementar e Poupança Doméstica: Desafios Gêmeos no Brasil”, de dezembro de 2015, elaborado e apresentado na Abrapp. Existem razões para prosseguir e detalhar mais esta análise, porque, para-doxalmente, a mesma crise abre oportunidades para reformas que equacionem os antigos e estruturais desafios do País.
A deterioração recente do cenário macroeconômico só veio a ampliar ainda mais a premência por estratégia e solu-ções que visem atender simultaneamente a expansão da poupança familiar e da previdência complementar.
A saída da recessão e, sobretudo, a retomada vigorosa do crescimento no Brasil passará necessariamente liderada pelos investimentos fixos, sobretudo projetos em infraestrutura. O maior desafio envolve o financiamento do longo prazo no País porque não mais será possível expandir o crédito dos bancos oficiais, a partir de endividamento público – muito pelo contrário, é enorme a pressão para reduzir essa posição acumulada até 2015.
Portanto, é premente repensar o padrão de poupança no País. É muito baixa, diante das necessidades e das experiên-cias internacionais, e parcela expressiva está voltada para aplicações de curto prazo. A previdência complementar fechada ocupa, inexoravelmente, um papel chave nesse processo de fortalecimento da poupança de longo prazo. São necessárias medidas econômicas que consolidem e ampliem a contribuição da previdência complementar para elevar a poupança doméstica e, por conseguinte, os investimentos e o crescimento da economia.
Por mais volumoso que sejam os investimentos e o patrimônio das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) no Brasil, o sistema vem crescendo vegetativamente e a massa protegida tende à estabilidade e mesmo redução progressiva de tamanho e importância relativa: sem aumento de cobertura nem mesmo entre as empresas, privadas e estatais, que já optaram por montar seus fundos.
A boa e correta alternativa da figura do fundo Instituidor, por sua vez, ainda esbarra no fato de que se encontra pouco desenvolvido, que muito decorre de compreender uma relação de associação e não a decorrente de vínculo empregatício (com carteira assinada). No atual cenário institucional, esse é um raro caminho que oferece alternativa para incorporar par-celas da massa potencial de trabalhadores que ainda estão fora do sistema (além do sempre surpreendente contingente de empregados de atuais patrocinadores que não aderiram aos respectivos planos).
De qualquer forma, é forçoso reconhecer que o sistema está ficando sem elementos dinâmicos para sua evolução. Como já demonstrado no estudo anteriormente desenvolvido para Abrapp, foi apurada em uma primeira simulação que há um potencial de expansão do sistema de previdência complementar que não vem sendo aproveitado e/ou que não se teve oportunidade para tanto.
Desde já, sabe-se que há uma parcela expressiva de empregados nas empresas já patrocinadoras de entidades fecha-das que não aderiram aos respectivos planos. Além disso, nem tofecha-das as empresas, mesmo de maior porte, criaram planos ou adotaram alguma iniciativa para ofertar previdência complementar aos seus empregados.
É crescente o número de profissionais mais qualificados e de remuneração ao menos média, quanto mais alta, que optaram por trabalhar como pessoas jurídicas – ou que só por tal via os empregadores aceitam lhes contratar. Entre os que percebem rendimento superior ao teto de contribuição e aposentadoria pelo regime geral, é drástica a perda de im-portância do tradicional vínculo empregatício, sobretudo no setor privado, e este era o instituto sob o qual se criou e se organizou o regime fechado de previdência.
O Brasil carece de reformas estruturais para retomar os caminhos do desenvolvimento econômico. De certa forma, de modo análogo ao do sistema de previdência complementar, a economia brasileira também perdeu dinamismo nos anos recentes – o consumo deixou de ser o principal impulsionador do PIB (com famílias endividadas e governos agora submetidos ao ajuste fiscal).
Como o setor público sequer consegue reduzir o seu déficit de poupança, mais que nunca é preciso elevar a poupança nacional e o estímulo para expandir a previdência complementar é, ao mesmo tempo, o caminho mais sólido e eficiente para solucionar esse desafio.
Além disso, o maior potencial de inversões pelas EFPC também é crucial para montar um novo padrão de financia-mento para os projetos de investifinancia-mentos de longo prazo, diminuindo a atual e excessiva dependência dos bancos estatais e do respectivo funding de origem fiscal.
Como pela própria natureza do seu regime complementar de previdência, a ampliação da atuação das entidades fe-chadas significaria não apenas maior cobertura de participantes ativos e respectivos dependentes, como necessariamen-te, um enorme potencial para maiores investimentos em renda fixa, ações, fundos estruturados, imóveis, principalmennecessariamen-te, no que diz respeito a investimentos de longo prazo, com destaque à infraestrutura, um dos alicerces para que o País possa ter um crescimento consistente e sustentável, ainda mais num ambiente de queda da taxa de juros praticadas no mercado nacional e duration das EFPC de 11 anos na média.
Neste contexto, há muito ainda por explorar, seja em termos de estatísticas, seja em termos de aspectos conceituais e teóricos, de modo a permitir se construir um plano de fomento à previdência complementar fechada no Brasil, que, ao mesmo tempo, significa atender a premência da macroeconomia por mais poupança e de longo prazo.
O desenvolvimento deste estudo compreende basicamente pesquisas de natureza quantitativa. O levantamento mais importante abrange o acesso pormenorizado às estatísticas extraídas das pesquisas censitárias nacionais e as do mercado de trabalho no país visando aprofundar o mapeamento do potencial de expansão da previdência complementar. Foram atualizados e mais detalhados os cálculos para identificar o potencial de expansão da previdência fechada, para alcançar pessoas em idade de trabalhar e que declaram não possuir plano de previdência e com rendimento acima do teto de contribuição da previdência social.
O objetivo do trabalho é conhecer melhor e com mais profundidade o atual participante da previdência complementar e o mercado potencial de pessoas não atendidas atualmente pelo sistema privado de previdência, informando qual seria o participante potencial padrão encontrado. Uma vez conhecida a quantidade de pessoas por faixa de rendimento e suas características, será possível realizar uma projeção da receita futura de contribuição adicional ao sistema das pessoas e das empresas para o sistema fechado, e fazer uma alocação potencial desses recursos que em sua maioria serão aplicados no longo prazo. O que possibilita uma análise de sensibilidade da divisão da alocação nas diversas classes de ativo tais como renda fixa, variável, imóveis e outros produtos financeiros, e como já mencionado anteriormente, principalmente um levante de recursos a serem empregados na infraestrutura nacional.
Segundo a PNAD, o percentual de participantes reduziu um pouco em 2014 – 2,4% da PIA (4.222,9 mil pessoas) – mas sem diferença significativa em relação a série histórica. O resultado da análise traçou o perfil do público atual participante da previdência complementar, composto por homens, empregados com carteira assinada, entre 20 a 54 anos, residentes na área urbana da região Sudeste, com rendimento pessoal acima do teto previdenciário (R$ 4.390,24 à época), sem filiação com sindicato, com 15 anos ou mais de estudo e casados com filhos.
Quanto ao público potencial, a atualização dos estudos a partir da PNAD 2014 confirmou as premissas utilizadas inicialmente para estimativa, de modo que foram mantidas as características do público alvo analisado, a saber: pessoas ocupadas, entre 20 e 54 anos, que não contribuem para a previdência complementar e possuem rendimento pessoal maior que o teto de contribuição do INSS. A partir destes critérios, o mercado potencial para previdência complementar no Brasil subiu de 3.659,4 mil pessoas em 2013 para 4.030,6 mil pessoas em 2014. Um crescimento de 10,14%, signifi-cativo considerando que a quantidade de contribuintes da previdência complementar se manteve praticamente estável em relação à população economicamente ativa (2,5% em 2013 e 2,4% em 2014), segundo a mesma PNAD; bem como compatível com o crescimento dos participantes da previdência fechada, segundo a Abrapp. Como resultado, concluiu-se que o mercado potencial da previdência complementar é composto por homens de 30 a 44 anos (boa parte da geração X), residentes na área urbana da região Sudeste, casados com filhos, nas faixas de rendimento pessoal em torno de 7 ou
ESTUDO TÉCNICO PARA SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO DE UM PLANO DE FOMENTO DO REGIME FECHADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO BRASIL
acima de 10 salários mínimos. Apesar dos empregados com carteira de trabalho assinada ainda representarem o maior percentual deste mercado, cresce a importância dos empregadores e dos trabalhadores por conta própria.
Adicionalmente o estudo se debruçou também sobre o mercado potencial de rendimento de três salários mínimos ao teto previdenciário, como contribuição para eventual mudança na previdência social, incluindo limitações por faixa de rendimento. Foi identificado um total de 9.116,9 mil pessoas nesse perfil em 2014, constituindo um mercado potencial composto por homens de 30 a 44 anos (embora com crescimento das faixas etárias mais baixas, de 20 a 29 anos), ca-sados com filhos, com forte concentração nas faixas de rendimento pessoal mais baixas (até 5 salários mínimos). Alguns dos resultados encontrados são similares aos obtidos para o público acima do teto, mas neste grupo é ainda mais forte a representatividade dos empregados com carteira de trabalho assinada e cresce a importância dos trabalhadores por conta própria. Já a participação dos empregadores é reduzida, provavelmente devido à informalidade.
Sendo essa a primeira parte de um trabalho, onde se espera que possa se dar continuidade, utilizando os dados aqui encontrados como base para o estudo a partir do ano de 2017, onde se buscará o desenvolvimento de novos produtos previdenciários, especialmente para previdência fechada, de produtos que de fato supram a demanda desse mercado potencial aqui relatado, adicionando ao estudo a característica geracional dos trabalhadores que compõem o mercado de trabalho brasileiro, para que de fato novos produtos previdenciários, atendam a nova demanda do público potencial, como a demanda dos empresários em oferta-los aos seus colaboradores.
Em uma agenda futura de trabalho, a continuidade natural desse estudo será tratar do desenvolvimento de novos produtos previdenciários, especialmente para a previdência fechada, que de fato supram a demanda dos empresários em ofertá-los aos seus colaboradores e da população aqui relatada, adicionando ao estudo a característica geracional dos trabalhadores que compõem o mercado de trabalho brasileiro.
1. O PAPEL DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2. PARTICIPANTES DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.1. COMPOSIÇÃO DOS PARTICIPANTES DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ENTRE A POPULAÇÃO DE 10 OU MAIS ANOS DE IDADE ... 2.2. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.3. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO TIPO DE SINDICATO DE FILIAÇÃO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.4. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO FAIXA DE RENDIMENTO DOMICILIAR PER CAPITA, POR
CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.5. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO GRUPO DE ANOS DE ESTUDO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.6. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO TIPO DE ARRANJO FAMILIAR, POR CONTRIBUIÇÃO PARA
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.7. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO NÍVEL DE RENDIMENTO PESSOAL E DOMICILIAR, POR
CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.8. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO REGIÃO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR ... 2.9. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO SEXO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR ... 2.10. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO A SITUAÇÃO DO DOMICÍLIO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.11. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO GRUPAMENTO DE ATIVIDADE PRINCIPAL, POR
CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.12. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO GRUPAMENTO OCUPACIONAL, POR CONTRIBUIÇÃO PARA
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.13. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO FAIXA DE RENDIMENTO PESSOAL EM SALÁRIOS MÍNIMOS,
POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.14. DISTRIBUIÇÃO ETÁRIA DOS PARTICIPANTES DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ... 2.15. PERFIL DOS EMPREGADORES E TRABALHADORES POR CONTA PRÓPRIA CADASTRADOS NO
PROGRAMA MEI ... 3. POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ACIMA DO TETO
PREVIDENCIÁRIO ... 3.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM
RENDIMENTO PESSOAL ACIMA DO TETO PREVIDENCIÁRIO ...
13 19 19 20 21 22 23 24 24 25 25 26 26 27 28 29 30 33 34
SUMÁRIO
36 36 37 37 38 39 40 40 41 43 43 44 45 45 46 46 47 48 49 49 51 51 55
3.2. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR REGIÃO E SITUAÇÃO DO DOMICÍLIO ... 3.3. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR SEXO ... 3.4. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR GRUPO ETÁRIO E FAIXA DE
RENDIMENTO PESSOAL ... 3.5. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO ... 3.6. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR GRUPAMENTO DE ATIVIDADE PRINCIPAL ... 3.7. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR GRUPAMENTO OCUPACIONAL ... 3.8. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR GRUPAMENTO DE ATIVIDADE PRINCIPAL
E GRUPAMENTO OCUPACIONAL ... 3.9. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR TIPO DE SINDICATO ... 3.10. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE, POR ARRANJO FAMILIAR ... 4. POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL DE 3 SALÁRIOS MÍNIMOS ATÉ O TETO PREVIDENCIÁRIO ... 4.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM
RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3 SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS ... 4.2. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR REGIÃO E SITUAÇÃO DO DOMICÍLIO ... 4.3. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR TIPO DE SINDICATO ... 4.4. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR SEXO ... 4.5. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR GRUPO ETÁRIO E FAIXA DE RENDIMENTO ... 4.6. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO ... 4.7. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR GRUPAMENTO DE ATIVIDADE PRINCIPAL E POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO ... 4.8. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR GRUPAMENTO OCUPACIONAL ... 4.9. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR GRUPAMENTO DE ATIVIDADE PRINCIPAL E GRUPAMENTO OCUPACIONAL ... 4.10. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO POTENCIAL PARTICIPANTE COM RENDIMENTO PESSOAL ENTRE 3
SALÁRIOS MÍNIMOS E TETO DO INSS, POR ARRANJO FAMILIAR ... 5. PROJEÇÃO PARA O MERCADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FECHADA ...
5.1. METODOLOGIA E RESULTADOS ... 6. BIBLIOGRAFIA ...
O mais recente livro da principal série anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), editado por Cavallo e Serebrisky (2016), defende a importância de incrementos na poupança não apenas para enfrentar riscos, mas, sobretudo, para gerar prosperidade e desenvolvimento sustentado na América Latina e Caribe, região cuja taxa média de poupança é inferior à das economias avançadas e muito inferior à da Ásia emergente. A publicação propõe seis caminhos: enfrentar o problema da previdência; dar enfoque à infraestrutura e despesas de capital; manter foco da política fiscal; promover a poupança familiar e criar uma cultura de poupança; impulsionar a produtividade; corrigir o sistema financeiro.
Em primeiro lugar, destaca o livro do BID, os Governos devem criar um ambiente propício à poupança. Afinal, o “ex-cesso de poupança” em outras partes do mundo não compensará o déficit de poupança na região, pois não se pode es-perar que os estrangeiros façam investimentos de longo prazo em países cujos cidadãos não têm confiança suficiente para poupar. Aos Governos, a publicação recomenda gerar mais poupança gastando com mais eficiência, tornar os sistemas previdenciários mais sustentáveis, equitativos e inclusivos, além de promover e facilitar o desenvolvimento de sistemas financeiros que ofereçam uma vasta gama de instrumentos de poupança e de investimento para famílias e empresas. Ao setor financeiro, recomenda apoiar esses esforços, estendendo sua cobertura a um número maior de pessoas, com melhores instrumentos financeiros. Às famílias, recomenda empenhar-se em construir uma cultura de poupança, inclusive pela educação financeira desde cedo.
No que depender das instituições brasileiras em sua forma atual, Brito e Minari (2015) não veem razões para a poupan-ça voluntária das famílias aumentar. Os autores concluem que, à exceção dos 5% mais bem remunerados, os trabalha-dores brasileiros cobertos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são racionais ao consumirem toda a sua renda, pois os benefícios hoje prometidos pela previdência social, se forem realmente honrados, serão mais que suficientes para preservar ou até mesmo elevar seu nível de consumo na velhice. Já, os regimes que cobrem os servidores públicos são ainda mais generosos e geram maiores déficits por segurado, enquanto a legislação assistencial, que é deficitária por concepção, desestimula a adesão dos trabalhadores pobres a qualquer forma contributiva de previdência.
Em suma, ainda segundo Brito e Minari (2015) se todos supõem certa a manutenção do atual arranjo previdenciário, pouco se deve poupar, uma vez que o brasileiro médio vê sentido em esgotar o seu baixo salário consumindo, crente na promessa do Estado de manutenção da sua renda na aposentadoria. A total dependência do Estado é sem dúvida um plano ingênuo, pois não oferece seguro contra dificuldades fiscais ou de preservação do valor dos fundos previdenciários sob responsabilidade do INSS.
Esse quadro da falta de poupança para a aposentadoria foi visto com maiores detalhes no estudo recente do Banco Mundial (2016), de acordo com o levantamento feito pelo estudo, os brasileiros estão abaixo da média da América Latina, sendo um dos países que menos poupam para a velhice ao redor do mundo, onde somente 3,64% da população fazem economias para a velhice1.
Gráfico 1.1: População que realiza poupança para a velhice (% maiores de 15 anos) – 2014.
55,1 36,7 27,7 20,9 15,9 14,6 13 12,9 9,9 8,3 4,5 3,6 0 10 20 30 40 50 60 Alemanha Países de Alta Renda Portugal México África do Sul Rússia Colômbia Chile Índia Países de Baixa Renda Argentina Brasil
1 Os dados estão disponíveis em: http://www.worldbank.org/en/programs/globalfindex.
1 - O PAPEL DA PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR
Para o Brasil o padrão de baixa poupança se repete até mesmo entre a população com renda mais alta, como se pode ver no gráfico seguinte. Os resultados apontados pelos autores refletem que em todo o mundo, a poupança para a velhi-ce é mais comum entre os adultos, a população que possui maior escolaridade e que tem contas bancárias, inclusive em países com altas taxas de poupança, onde também, são mais propensos a economizar para a velhice. Entre os incentivos para auferir maior poupança na velhice, o documento ressalva que se deve tomar medidas para aumentar a confiança no sistema financeiro.
Gráfico 1.2: População que realiza poupança para a velhice por renda (% maiores de 15 anos) - 2014
47,6 27,9 22,3 13,1 9,9 12,6 7,9 6,6 6,3 5,6 2 2,1 60 42,6 31,4 26,1 20,1 15,9 16,6 17,1 12,3 10,2 6,2 4,7 0 10 20 30 40 50 60 70 Alemanha Países de Alta Renda Portugal México África do Sul Rússia Colômbia Chile Índia Países de Baixa Renda Argentina Brasil
Entre os 60% mais ricos Entre os 40% mais pobres
Não há muitos estudos, que ajudem a responder claramente se é melhor reformar os regimes de previdência no Brasil ou estimular aplicações em previdência complementar privada. Bosworth e Burtless (2004), com base em dados dos Es-tados Unidos e da Europa, concluem que a poupança previdenciária substitui outras formas de poupança complementar. Ressalvando que a experiência analisada, com programas voluntários de previdência complementar, não seja idêntica à que ocorreria em um sistema de contribuições obrigatórias, os autores entendem que o potencial de substituição de ativos limitaria o impacto do financiamento a sistemas previdenciários na poupança complementar agregada. No caso da capitalização a fundos públicos de previdência, os autores encontram efeitos colaterais compensatórios na forma de déficits em outras rubricas orçamentárias em países europeus, mas não em estados americanos.
Segundo Schmidt-Hebbel (1999), os efeitos de reformas previdenciárias que convertem sistemas nacionais de reparti-ção em capitalizareparti-ção sobre a poupança complementar e a nacional dependem criticamente da forma como o déficit de transição é financiado, entre outros fatores. No caso chileno, o autor encontra efeitos significativos da reforma previden-ciária em aumentos da poupança, da produtividade total dos fatores e do crescimento econômico.
Hélio Zylberstajn (2017) propõe um diferente financiamento para a previdência complementar, de acordo com o autor, a proposta da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), sugere a criação de uma nova Previdência, um sistema único que cobriria todos os trabalhadores, que combina capitalização em contas de poupança individual, benefícios de repartição em um fundo social e transferência de renda incondicional para os idosos. A combinação de diferentes concei-tos daria sustentabilidade ao sistema, que não dependeria de apenas um pilar, como o atual. Proposta essa que ainda tem qualidade adicional de redução drástica das contribuições sobre as folhas de salário. Outra possibilidade, mais justa, seria taxar os benefícios das aposentadorias atuais, para diminuir a carga sobre os jovens, onde uma contribuição progressiva
ESTUDO TÉCNICO PARA SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO DE UM PLANO DE FOMENTO DO REGIME FECHADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO BRASIL
sobre os benefícios de maior valor dividiria com mais justiça o ônus da transição e, ao mesmo tempo, traria um alívio apreciável e imediato nas contas públicas.
Ainda nesse contexto, Arbache, Rouzet e Spinelli (2016) ressaltam que os Serviços é o ramo que tem maior participa-ção no nível do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas sofrem da falta de eficiência. Sendo as áreas de maior potencial de reforma regulatória as relacionadas a telecomunicações, transporte e serviços financeiros. Entre os destacados pelos autores, vale enfatizar o papel do serviço de previdência privada complementar, serviço financeiro, que com as mudan-ças propostas pela reforma da previdência social e com um público potencial de, segundo nossos cálculos, 4 milhões de pessoas, pode ser destaque não só para o crescimento do PIB diretamente, mas também como uma via para fortalecer o nível de poupança brasileira. Uma vez que a taxa de poupança doméstica brasileira, de cerca de 14% do PIB em 2015, é mais baixa que a dos continentes e grupos de países mais ricos e até mesmo do que a média latino-americana, como mostra o gráfico a seguir.
A taxa média de poupança das famílias em relação à sua renda disponível também é menor no Brasil do que na maio-ria dos países acompanhados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como mostra o gráfico a seguir. A figura seguinte compara a taxa brasileira às de outros 80 países, dos quais apenas 13 (ou 16,25% do total) registram taxa menor.
Gráfico 1.4: Poupança das Famílias/Renda Disponível das Famílias (%) – 2009
7,2% -10,0% -5,0% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% 45,0% Chi na Sw it ze rl an d R u ssi a Be lgi um C h ile Sw ed en Ir el an d A u stri a Fr an ce G er m an y Sp ai n A u stra lia Cz ec h Re pub lic Eu ro a re a Me xi co Sl o ve n ia Eu ro p ea n U n io n B ra zi l N et h er lan d s Es to n ia It aly U n ite d S ta te s H unga ry Ca na da U ni te d K ingdom Po la n d Po rt u g al Jap an N ew Zeal an d D en m ar k So u th A fr ic a G reec e Brasil Pr o p o rç ão d a re n d a d is p on ív el d as fa m íli as
Fonte Primária: OECD e IBGE. Elaboração Própria. Nota: 32 países, média 8.29%.
Gráfico 1.5: Poupança bruta (em % do PIB) – compilação de países – 2015 14% 22% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% Catar Cingapura Filipinas Botswana Suriname Noruega Bangladesh Coréia, Rep. Suíça Macedónia Haiti Suécia Azerbaijão Líbano Malásia Sri Lanka Butão República Checa Alemanha Eslovenia Vietnã Belarus Estônia Dinamarca Russia Arábia Saudita Áustria Hong Kong Japão Equador Romênia Israel Luxemburgo Nicarágua Croácia Paquistão Bélgica Austrália Namíbia Tanzânia Espanha México Peru República Eslovaca membros da OCDE Georgia Canadá Chile Polônia Lao PDR República Dominicana Finlândia Kosovo Itália Colômbia Armênia Estados Unidos Gana Honduras Albânia Uganda Uruguai África do Sul Moldova Ucrânia Portugal Turquia Brasil Jordânia Ruanda Guatemala Sérvia Sudão Reino Unido El Salvador Grécia Guiana Mauritius Montenegro Moçambique Congo, Dem. Rep. Média
ESTUDO TÉCNICO PARA SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO DE UM PLANO DE FOMENTO DO REGIME FECHADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO BRASIL
Se o percentual de poupadores no Brasil é pequeno, menor é a fração dos que aplicam parte dos recursos poupados em entidades de previdência complementar. O gráfico a seguir, elaborado a partir de cinco edições da PNAD do IBGE, mostra que 2,4% da população de 10 ou mais de idade no país contribui para algum tipo de previdência complementar.
Gráfico 1.6: Percentual de contribuintes para previdência complementar entre a população com 10 anos ou mais de idade (Brasil: 2009, 2011, 2012, 2013, 2014)
2,2% 2,6% 2,3% 2,5% 2,4% 1,5% 1,7% 1,9% 2,1% 2,3% 2,5% 2,7% 2,9% Po rc en tag em 2009 2011 2012 2013 2014
Dados consolidados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), exibidos no gráfico a seguir, registram que a maior parte dos participantes de previdência fechada (1,6 milhão de pessoas) tem o patrocinador privado predominante. O segundo maior patrocinador predominante é o setor público (815 mil participantes) e, por fim, os fundos instituídos congregam os demais participantes (132 mil)
Gráfico 1.7: Previdência fechada: participantes por patrocinador predominante
2.358 3.153 8.876 24.176 34.071 46.670 58.911 73.718 86.427 100.414 117.980 1.162.392 1.141.510 1.154.721 1.222.216 1.232.381 1.385.360 1.341.200 1.441.767 1.494.164 1.497.731 1.473.837 611.353 618.143 595.676 653.322 678.542 697.445 710.062 726.760 772.023 787.355 806.562 0 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000 1.200.000 1.400.000 1.600.000 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Instituidor Privado Público
N úm er o de pa rt ic ipa nt es (m il pe ss oa s)
A tabela a seguir mostra que, em 2014, a carteira de investimentos das entidades previdência fechada (R$ 728,8 bilhões ou 12,3% do PIB) era maior que a da previdência aberta (R$ 460,2 bilhões ou 7,8% do PIB). Contudo, o cresci-mento da segunda foi mais expressivo entre 2005 e 2014. Enquanto a participação no PIB da carteira de investicresci-mentos da previdência aberta mais que dobrou, de 3,8% para 7,8%, a da previdência fechada diminuiu de 13,6% para 12,3%.
Fonte Primária: PNAD/IBGE. Elaboração Própria.
Tabela 1.1: Comparação da Dinâmica dos Regimes Aberto e Fechado
Carteira de Investimentos
% PIB R$ bilhões - preços de dez/2016 Número Índice (2005=100)
Previdência Fechada Previdência Aberta Previdência Fechada Previdência Aberta Previdência Fechada Previdência Aberta 2005 13,6% 3,8% 568,9 157,0 100,0 100,0 2006 14,6% 4,2% 546,0 188,9 119,3 125,3 2007 16,0% 4,7% 778,6 227,6 147,8 156,5 2008 13,5% 4,7% 708,2 247,3 142,1 179,7 2009 14,8% 5,5% 792,7 294,8 166,8 224,7 2010 13,9% 5,7% 825,6 342,3 182,5 274,1 2011 13,1% 6,1% 825,0 387,0 194,4 330,3 2012 13,3% 7,0% 875,5 461,9 217,5 415,6 2013 12,0% 7,0% 822,5 480,7 217,0 459,4 2014 11,6% 7,7% 811,9 535,5 227,7 544,1 2015 11,4% 758,9 232,1 2016 12,0% 769,4 255,9
Nesse sentido, previdência deve provocar certo nível de mutualismo, ou seja, a existência de um contrato entre as partes: os gestores dos planos e as famílias, em que haja o compromisso de realizar poupança a cada certo intervalo de tempo, por exemplo, mensal, alocando certa quantidade da renda proveniente do trabalho. Esse compromisso contratual cria uma percepção de dever por parte das famílias em contrapartida à tendência marginal do consumo.
Mas para isso, deve ser ter um conhecimento específico da área de atuação para prover produtos previdenciários que supram as necessidades de um público alvo demandante desse serviço financeiro, sendo de caráter fundamental as características desse público, ou seja, sua faixa etária, renda, geração a que pertencem, o que será melhor detalhado no próximo capítulo.
2 - PARTICIPANTES DA
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
O potencial a ser explorado para aumentar o mercado de previdência complementar privada e, assim, induzir pou-pança, foi evidenciado no estudo “Previdência Complementar e Poupança Doméstica: Desafios Gêmeos no Brasil”, de dezembro de 2015, elaborado para a Abrapp. O objetivo do presente trabalho é conhecer melhor, e com mais profun-didade, o mercado potencial de pessoas não participantes do sistema privado de previdência e, com isto, possibilitar a projeção da receita futura de contribuição adicional das pessoas e das empresas para o sistema fechado, bem como uma estimativa para alocação desses recursos. Antes, porém, se faz necessário atualizar e aprofundar o conhecimento sobre o atual público participante da previdência complementar no Brasil, o que é objeto desta seção.
Para melhor conhecer o perfil daqueles que já contribuem para a previdência complementar foram utilizados os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, a exemplo do que havia sido feito no estudo inicial an-teriormente citado. Novas características foram incorporadas à análise da série histórica desde 2009, que também foi atu-alizada com o ano base 2014, último disponível até o início do presente trabalho (em novembro de 2016, o IBGE divulgou a PNAD 2015, que pode ser objeto de atualização posterior). A partir da resposta dos respondentes ao questionamento “Era contribuinte de alguma entidade de previdência complementar, no mês de referência?”, a PNAD oferece uma variá-vel que permite a análise do público participante por diversas características sociais, econômicas e demográficas, porém, sem distinção entre a previdência complementar fechada ou aberta.
O resultado desta análise traçou o perfil do público atual participante da previdência complementar, composto por homens, empregados com carteira assinada, entre 20 a 54 anos, residentes na área urbana da região Sudeste, com ren-dimento pessoal acima do teto previdenciário (R$ 4.390,24 à época), sem filiação com sindicato, com 15 anos ou mais de estudo e casados com filhos. A seguir é apresentada a análise detalhada de cada característica estudada, considerando participantes e não participantes da previdência complementar entre a população brasileira em idade ativa (PIA), ou seja, de 10 anos ou mais de idade.
2.1. COMPOSIÇÃO DOS PARTICIPANTES DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ENTRE A POPULAÇÃO DE 10 OU MAIS ANOS DE IDADE
O percentual de participantes reduziu um pouco em 2014 – 2,4% da PIA (4.222,9 mil pessoas) – mas sem diferença significativa em relação a série histórica. Percebe-se uma oscilação ao longo do tempo (sobe em 2011, cai em 2012, sobe em 2013 e cai em 2014, sendo que em 2010 não foi realizada a PNAD por ter sido ano de Censo), o que pode ser devido às próprias características da PNAD (pesquisa amostral). Pelas diferenças percentuais, pode-se inferir que a informação tem se mantido estável.
Gráfico 2.1 – Participantes de Previdência Complementar em %
2,20% 2,60% 2,30% 2,50% 2,40% 2,00% 2,10% 2,20% 2,30% 2,40% 2,50% 2,60% 2,70% 2009 2011 2012 2013 2014
A observar que esta variável da PNAD (contribuintes para previdência complementar) considera tanta previdência com-plementar fechada quanto aberta. Informações da Abrapp indicam que os participantes dos fundos fechados de previ-dência complementar representam historicamente mais de 50% do total dos contribuintes da previprevi-dência complementar apresentados na PNAD, com tendência de leve crescimento marginal. Entretanto, considerando as diferenças de fontes e metodologias (pesquisa amostral x registro administrativo), as informações parecem coerentes.
Tabela 2.1: Contribuintes da Previdência Complementar
Pessoas 2009 2011 2012 2013 2014
Sim 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Não 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
Total 164.640,5 169.211,5 171.036,1 173.132,4 175.234,3
Tabela 2.2: Participantes da Previdência Complementar Fechada
2009 2011 2012 2013 2014
Participantes 1.926,9 2.288,3 2.315,4 2.373,8 2.542,1
Abrapp/Pnad (%) 54,3 51,8 59,4 55,9 60,2
2.2. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Verificando a população com 10 anos ou mais (PIA) por posição na ocupação em 2014, observa-se a redução da parti-cipação dos empregados com carteira e aumento dos trabalhadores por conta própria e de funcionários públicos para os contribuintes. Outro ponto é a alta participação dos contribuintes na categoria ‘Não aplicável’ (não ocupados), com 23%.
O percentual de trabalhadores por conta própria na PIA em contribuintes e não contribuintes é similar (12,1%). Já o percentual de empregadores é maior no grupo de contribuintes (9,2%) contra 2% no grupo de não contribuintes.
Tabela 2.3: Contribuintes por Posição na Ocupação
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 683,3 918,6 801,7 1.009,9 979,5
Empregado com carteira de trabalho 1.347,3 1.895,2 1.591,6 1.659,1 1.583,7
Militar 8,5 9,3 11,5 14,5 13,7
Funcionário público estatutário 343,8 380,0 340,0 355,7 411,9
Outro empregado sem carteira de trabalho assinada 214,7 239,8 226,8 220,1 226,2 Trabalhador doméstico com carteira de trabalho assinada 17,2 48,1 31,1 29,7 28,9 Trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada 28,9 33,4 38,2 49,9 44,1
Conta própria 405,5 500,6 453,0 469,1 510,6
Empregador 450,9 345,4 366,6 401,2 387,1
Não remunerado 29,1 24,9 20,9 19,6 13,3
Trabalhador na produção para o próprio consumo 15,3 16,9 14,1 14,6 2,0
Trabalhador na construção para o próprio uso 2,2 1,2 0,7 - 21,8
Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
Fonte: Abrapp (2009 a 2014). Elaboração Própria.
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Tabela 2.4: Não Contribuintes por Posição na Ocupação
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 62.185,6 67.237,5 67.239,3 68.541,7 74.807,3
Empregado com carteira de trabalho 34.669,7 37.628,8 39.471,1 40.260,1 37.329,8
Militar 279,3 228,6 356,0 346,1 324,2
Funcionário público estatutário 6.172,6 6.238,8 6.458,1 6.524,9 6.418,7 Outro empregado sem carteira de trabalho assinada 17.467,6 15.497,3 15.882,1 15.599,0 14.342,8 Trabalhador doméstico com carteira de trabalho assinada 2.158,8 2.130,2 2.021,8 2.222,3 2.028,9 Trabalhador doméstico sem carteira de trabalho assinada 6.277,1 5.352,7 5.317,2 4.966,6 4.389,4
Conta própria 19.538,5 20.022,9 19.952,8 20.062,3 20.660,7
Empregador 3.611,2 2.900,0 3.284,8 3.239,3 3.341,8
Não remunerado 4.589,1 3.423,8 3.071,4 2.526,8 4.413,8
Trabalhador na produção para o próprio consumo 4.047,7 4.032,0 4.003,1 4.503,9 119,8 Trabalhador na construção para o próprio uso 96,4 105,6 82,1 96,4 2.834,3
Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.3. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO TIPO DE SINDICATO DE FILIAÇÃO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Por tipo de sindicato de filiação, a tendência da série histórica foi mantida em 2014. O percentual de sindicalizados no grupo de contribuintes é bem maior que no grupo de não contribuintes (26% contra 9%), principalmente em sindicatos de empregados urbanos (16,2%).
Cabe observar que a categoria “Não aplicável” inclui tanto as pessoas que não são filiadas a sindicatos por opção quanto aquelas para as quais a filiação, a princípio, não se aplica, como empregadores e militares.
Tabela 2.5: Contribuintes por Tipo de Sindicato de Filiação
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Não aplicável 2.491,6 3.185,3 2.886,8 3.221,5 3.131,6 Empregados urbanos 730,5 725,3 593,6 634,7 684,1 Trabalhadores rurais 26,9 44,6 33,1 30,2 29,1 Trabalhadores autônomos 31,7 28,7 25,9 29,5 29,6 Trabalhadores avulsos 1,3 7,2 2,6 3,0 0,7 Profissionais liberais 105,0 87,9 72,5 71,6 70,1 Outro sindicato 159,7 334,5 281,8 252,7 277,7 Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
Tabela 2.6: Não Contribuintes por Tipo de Sindicato de Filiação Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Não aplicável 144.767,7 149.120,1 151.468,6 153.759,2 154.765,7 Empregados urbanos 9.639,4 7.845,3 8.510,3 7.985,9 8.688,8 Trabalhadores rurais 4.760,4 4.646,0 4.263,9 4.219,1 4.532,6 Trabalhadores autônomos 248,6 246,5 252,3 240,3 247,0 Trabalhadores avulsos 33,1 49,6 35,7 50,2 49,7 Profissionais liberais 362,9 362,2 352,2 326,5 360,6 Outro sindicato 1.281,7 2.528,4 2.256,8 2.308,0 2.367,0 Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.4. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO FAIXA DE RENDIMENTO DOMICILIAR PER CAPITA, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Verificando a distribuição por rendimento domiciliar per capita em 2014, há concentração dos contribuintes nas fai-xas acima de 3 salários mínimos (43%), diferentemente dos não contribuintes, onde a concentração ficou entre 1/2 a 2 salários mínimos (56%).
Tabela 2.7: Contribuinte por rendimento domiciliar per capita
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 8,0 14,1 17,1 12,7 10,8
Sem rendimento 20,8 28,6 23,0 33,0 11,5
Até ¼ salário mínimo 27,8 50,2 37,4 52,8 34,1
Mais de ¼ até ½ salário mínimo 88,8 193,5 182,5 204,8 135,2
Mais de ½ até 1 salário mínimo 355,6 580,6 481,0 550,6 493,0
Mais de 1 até 2 salários mínimos 682,2 955,7 819,3 931,3 849,5
Mais de 2 até 3 salários mínimos 494,7 562,4 525,1 540,3 587,4
Mais de 3 até 5 salários mínimos 631,4 601,3 584,7 564,9 652,7
Mais de 5 salários mínimos 1.057,3 1.027,9 986,7 1.027,1 1.164,7
Sem declaração 180,2 399,0 239,5 325,7 284,1
Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Tabela 2.8: Não Contribuinte por rendimento domiciliar per capita
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 495,0 437,5 475,7 392,1 343,7
Sem rendimento 1.387,1 1.624,5 1.628,3 1.999,4 752,0
Até ¼ salário mínimo 14.437,1 12.880,9 12.314,4 12.434,3 11.677,1
Mais de ¼ até ½ salário mínimo 27.826,4 26.681,8 27.998,2 27.113,7 26.865,2 Mais de ½ até 1 salário mínimo 46.636,6 46.508,1 48.418,2 48.171,3 50.029,8 Mais de 1 até 2 salários mínimos 38.885,2 41.151,2 42.151,6 42.902,0 45.772,7 Mais de 2 até 3 salários mínimos 12.206,2 12.781,0 13.129,4 13.124,5 14.286,6 Mais de 3 até 5 salários mínimos 8.190,9 7.958,0 8.162,4 7.869,7 8.520,2
Mais de 5 salários mínimos 5.657,6 5.637,0 5.503,8 5.603,3 5.963,0
Sem declaração 5.371,7 9.138,0 7.357,9 9.279,0 6.801,2
Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
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2.5. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO GRUPO DE ANOS DE ESTUDO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Em relação aos anos de estudo, para 2014, percebe-se que os contribuintes possuem alta escolaridade, com 44% com 15 anos ou mais de estudo. Por outro lado, os não contribuintes possuem baixa escolaridade, com 62% com até 10 anos de estudo. A faixa de 11 a 14 anos de estudo é significativa tanto para os contribuintes (33,3%) quanto para os não contribuintes (28,6%).
Tabela 2.9: Contribuintes e Não Contribuintes por Anos de Estudo
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Sem instrução e menos de 1 ano 88,8 198,8 128,9 145,2 99,2
1 a 3 anos 113,9 112,3 123,7 146,8 116,5 4 a 7 anos 330,6 440,1 396,6 443,0 387,4 8 a 10 anos 304,5 451,3 346,9 414,6 354,9 11 a 14 anos 1.251,1 1.629,7 1.391,7 1.426,2 1.407,0 15 anos ou mais 1.452,0 1.577,2 1.502,5 1.662,8 1.854,0 Não determinados 5,8 4,1 5,9 4,5 3,8 Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9 Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Sem instrução e menos de 1 ano 15.824,2 19.226,7 15.213,1 16.081,3 15.410,5
1 a 3 anos 20.636,5 17.639,3 18.649,7 17.703,1 17.734,1 4 a 7 anos 45.870,4 42.739,3 44.860,6 43.587,0 44.102,8 8 a 10 anos 26.597,8 28.726,0 29.114,9 29.487,0 29.614,2 11 a 14 anos 40.878,8 43.996,5 45.875,0 47.610,8 48.961,8 15 anos ou mais 10.734,5 12.106,4 12.983,3 13.989,5 14.775,2 Não determinados 551,6 363,9 443,2 430,6 412,8 Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
Ao se cruzar a faixa de rendimento per capita com os anos de estudos, se destaca a célula de 15 anos ao mais de estudo e mais de 5 salários mínimos, que concentra 21% dos contribuintes. Já a célula de 11 a 14 anos de estudo e de 1 a 2 salários mínimos é significativa tanto para os contribuintes (9,5%) quanto para os não contribuintes (9,6%).
Tabela 2.10: Contribuintes (Rendimento per capita por Anos de Estudo)
Contribuinte aplicávelNão rendimentoSem salário Até ¼ mínimo Mais de ¼ até ½ salário mínimo Mais de ½ até 1 salário mínimo Mais de 1 até 2 salários mínimos Mais de 2 até 3 salários mínimos Mais de 3 até 5 salários mínimos Mais de 5 salários mínimos Sem declaração Total Sem instrução e menos de 1 ano 0 0,7 1,7 15,8 32,5 31,9 5,9 2,2 1,9 6,7 99,20 1 a 3 anos 0 0 2,9 12,4 42,4 33,2 6,5 6,6 8,8 116,50 4 a 7 anos 1,5 1,4 11,8 35,5 105 129,6 39,4 24,6 25,3 13,5 387,40 8 a 10 anos 0,4 3,6 7,6 20,1 91,1 105,9 47,3 37,6 26,9 14,4 354,90 11 a 14 anos 2,5 4,2 8,5 45,9 190,9 400,9 248,3 208,4 211,4 85,8 1407,00 15 anos ou mais 6,3 1,6 1,1 5 30,3 147,3 238,7 376,1 892,7 154,8 1854,00 Não determinados 0 0 0,5 0,3 1,1 0,9 1 3,80 Total 10,8 11,5 34,1 135,2 493 849,5 587,4 652,7 1164,7 284,1 4222,90
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
2.6. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO TIPO DE ARRANJO FAMILIAR, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Por arranjo familiar, em 2014 a maior parte dos contribuintes são casais com todos os filhos com mais de 14 anos. Destaque também para casais sem filhos dos contribuintes, que é significativamente maior (22,3%) que o percentual dos não contribuintes (16,9%).
Tabela 2.11: Contribuintes e Não Contribuintes por Arranjo Familiar
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Casal sem filhos 651,1 860,2 796,3 917,1 942,3
Casal com todos os filhos menores de 14 anos 815,0 963,9 862,0 902,2 909,7 Casal com todos os filhos de 14 anos ou mais 937,5 1.198,5 936,7 1.088,0 1.057,6 Casal com filhos menores de 14 anos e de 14 anos ou mais 315,0 332,2 290,1 302,7 292,6
Mãe com todos os filhos menores de 14 anos 51,3 65,4 64,8 65,5 52,9
Mãe com todos os filhos de 14 anos ou mais 274,0 374,5 340,7 342,8 325,6 Mãe com filhos menores de 14 anos e de 14 anos ou mais 31,1 52,6 31,0 38,5 22,5
Outros tipos de família 471,7 566,0 574,6 586,3 619,7
Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Casal sem filhos 22.846,6 24.978,7 26.429,8 27.485,6 28.861,5
Casal com todos os filhos menores de 14 anos 33.459,3 32.790,9 32.584,9 32.014,4 31.757,6 Casal com todos os filhos de 14 anos ou mais 39.141,8 39.991,6 40.451,2 40.729,9 40.955,0 Casal com filhos menores de 14 anos e de 14 anos ou mais 22.777,0 23.225,1 22.237,2 21.641,5 21.339,1 Mãe com todos os filhos menores de 14 anos 5.078,0 4.724,1 4.599,7 4.670,9 4.564,1 Mãe com todos os filhos de 14 anos ou mais 16.483,9 16.940,6 17.397,0 18.249,2 18.576,2 Mãe com filhos menores de 14 anos e de 14 anos ou mais 4.446,8 4.234,7 4.306,2 4.332,5 4.264,8
Outros tipos de família 16.860,3 17.912,4 19.133,9 19.765,3 20.693,0
Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.7. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO NÍVEL DE RENDIMENTO PESSOAL E DOMICILIAR, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Em 2014, para o nível de rendimento pessoal e domiciliar, 59,5% se encaixavam nas categorias 2 e 3 de Rendimento (rendimento pessoal ou domiciliar maior que o teto previdenciário de R$ 4.390,24 à época). Já os não contribuintes repre-sentavam apenas 19,6% da população com 10 ou mais anos de idade. Verifica-se também a quantidade de 6,1 milhões de não contribuintes que possuem rendimento pessoal e familiar acima do teto da previdência.
Tabela 2.12: Contribuintes por Rendimento Pessoal e Domiciliar
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Sem Declaração 171,6 381,0 224,9 301,9 294,9
Renda Individual e Renda Domiciliar <= 1.338,7 1.925,5 1.601,9 1.804,0 1.589,4 Renda Individual <= Teto Previdenciário 910,5 1.011,7 888,8 961,7 988,7 Renda Individual e Renda Domiciliar => 1.125,9 1.095,2 1.180,7 1.175,6 1.349,9
Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
ESTUDO TÉCNICO PARA SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO DE UM PLANO DE FOMENTO DO REGIME FECHADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO BRASIL
Tabela 2.13: Não Contribuintes por Rendimento Pessoal e Domiciliar
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Sem Declaração 5.774,1 9.409,9 7.696,5 9.496,9 7.144,8
Renda Individual e Renda Domiciliar <= 130.031,3 128.933,4 130.011,1 129.411,3 131.697,1 Renda Individual <= Teto Previdenciário 20.648,6 21.348,2 23.526,8 24.264,9 25.988,6 Renda Individual e Renda Domiciliar => 4.639,3 5.106,6 5.905,3 5.716,4 6.180,9
Total 161.093,3 164.798,1 167.139,7 168.889,5 171.011,4
2.8. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO REGIÃO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Verificando a distribuição dos contribuintes de previdência complementar por região, 75% dos participantes de pre-vidência complementar estão localizados nas regiões Sul e Sudeste e para os não contribuintes essa participação é um pouco menor (70%). Há uma forte concentração na região Sudeste, tanto de participantes (56,7%) quanto de não par-ticipantes (42,2%).
Tabela 2.14: Contribuintes e Não Contribuintes por Região
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Norte 138,7 211,4 162,3 188,4 147,6 Nordeste 459,4 668,9 497,5 633,5 569,7 Sudeste 1.970,5 2.453,0 2.210,1 2.323,6 2.396,1 Sul 710,8 764,9 745,9 742,7 775,2 Centro Oeste 267,1 315,2 280,4 355,0 334,2 Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9 Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Norte 12.608,0 13.159,5 13.465,3 13.752,7 14.041,2 Nordeste 44.461,0 45.495,7 46.217,7 46.610,4 47.289,7 Sudeste 68.989,2 70.091,4 70.863,5 71.491,6 72.210,6 Sul 23.437,3 23.945,2 24.256,2 24.484,3 24.717,6 Centro Oeste 11.598,2 12.106,5 12.337,1 12.550,2 12.752,4 Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.9. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO SEXO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Em 2014, verifica-se que a maioria da população contribuinte é formada por homens (54%). Por outro lado, a maioria da população não contribuinte é formada por mulheres (52%). Esta distribuição é estável no período estudado.
Tabela 2.15: Contribuintes e Não Contribuintes por Sexo
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Masculino 2.015,1 2.471,4 2.166,5 2.270,9 2.288,2
Feminino 1.531,7 1.942,0 1.729,8 1.972,3 1.934,8
Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Masculino 77.404,9 78.940,1 80.264,3 81.168,2 81.935,5 Feminino 83.688,9 85.858,0 86.875,6 87.721,0 89.075,9
Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.10. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO A SITUAÇÃO DO DOMICÍLIO, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Por situação do domicílio, a tendência da série histórica foi mantida em 2014, onde o percentual dos contribuintes pertencente a região urbana é de 97%. Já a participação dos não-contribuintes na região urbana foi reduzida para 85%.
Tabela 2.16: Contribuintes e Não Contribuintes por Situação do Domicílio
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Urbana 3.422,2 4.289,1 3.761,5 4.120,0 4.105,6 Rural 124,5 124,3 134,8 123,2 117,4 Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9 Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Urbana 135.034,4 140.214,3 142.084,2 143.194,3 145.464,8 Rural 26.059,4 24.583,8 25.055,7 25.695,0 25.546,6 Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.11. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO GRUPAMENTO DE ATIVIDADE PRINCIPAL, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Sob a ótica da atividade principal, 12,5% dos contribuintes estão na Educação, saúde e serviços sociais, 10,5% em ati-vidades de Comércio e reparação, 10,4% na Indústria de transformação e 17,2% na categoria “Outras atiati-vidades”. Já os não contribuintes estão em Comércio e reparação (10%) e na atividade Agrícola (8,4%). A observar o grande percentual concentrado na categoria “Não aplicável” (23,2% dos contribuintes e 43,7% dos não contribuintes), a qual corresponde às pessoas não ocupadas.
Tabela 2.17: Contribuintes e Não Contribuintes por Grupamento de Atividade Principal
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 775,6 1.014,1 882,9 1.098,6 979,5
Agrícola 82,7 105,4 93,5 78,1 77,7
Outras atividades industriais 103,6 98,4 107,2 87,8 104,6
Indústria de transformação 423,1 491,0 436,8 428,2 438,6
Construção 100,4 159,9 139,0 167,9 168,8
Comércio e reparação 421,6 524,6 460,3 487,2 444,1
Alojamento e alimentação 66,2 110,2 97,8 95,0 77,7
Transporte, armazenagem e comunicação 177,5 218,1 207,7 181,6 217,4
Administração pública 206,7 235,2 197,5 244,0 249,1
Educação, saúde e serviços sociais 452,7 492,5 460,2 485,2 526,0
Serviços domésticos 41,6 77,8 63,4 74,7 73,0
Outros serviços coletivos, sociais e pessoais 119,3 127,1 108,3 122,2 137,9
Outras atividades 574,5 757,3 641,7 691,5 727,5
Atividades mal definidas 1,2 1,9 - 1,1 0,9
Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.
ESTUDO TÉCNICO PARA SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO DE UM PLANO DE FOMENTO DO REGIME FECHADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO BRASIL
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 70.081,1 73.434,1 74.052,8 75.374,5 74.807,3
Agrícola 15.952,7 14.782,8 13.894,0 13.903,8 14.388,8
Outras atividades industriais 689,1 632,5 622,4 647,8 688,6
Indústria de transformação 12.556,7 11.469,3 12.252,4 11.795,2 11.791,0
Construção 6.861,2 7.759,5 8.221,7 8.703,1 8.934,0
Comércio e reparação 16.204,1 16.361,1 16.623,0 16.699,4 17.611,0 Alojamento e alimentação 3.590,5 4.520,6 4.489,3 4.379,3 4.565,7 Transporte, armazenagem e comunicação 4.304,6 4.959,9 5.137,2 5.224,5 5.236,0 Administração pública 4.582,0 4.908,4 5.052,1 5.112,3 4.896,6 Educação, saúde e serviços sociais 8.322,1 8.244,4 8.774,1 9.431,3 9.679,2
Serviços domésticos 7.253,5 6.664,5 6.447,4 6.399,0 6.418,3
Outros serviços coletivos, sociais e pessoais 3.844,4 3.457,6 3.707,0 3.663,3 4.053,9
Outras atividades 6.648,4 7.474,3 7.795,1 7.492,8 7.877,3
Atividades mal definidas 203,4 129,1 71,5 62,8 63,6
Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.12. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO GRUPAMENTO OCUPACIONAL, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Em 2014, 22% dos contribuintes estão no grupamento ocupacional de Profissionais das ciências e das artes e 14,3% no grupamento de Dirigentes em geral. Para os não contribuintes, 13,8% estão no grupamento de Trabalhadores da produção de bens e serviços e de reparação e manutenção e 11,3% no grupamento de Trabalhadores dos serviços.
Como era de se esperar, a população contribuinte está concentrada em ocupações que exigem maior especialização e escolaridade e, consequentemente, com maior rendimento, ao contrário da população não contribuinte.
Tabela 2.18: Contribuintes e Não Contribuintes por Grupamento Ocupacional
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 775,6 1.014,1 882,9 1.098,6 979,5
Dirigentes em geral 525,8 520,7 546,0 564,4 603,8
Profissionais das ciências e das artes 778,2 845,8 791,1 826,3 940,1
Técnicos de nível médio 347,2 372,2 312,7 322,9 390,2
Trabalhadores de serviços administrativos 322,9 414,1 346,5 387,6 356,0
Trabalhadores dos serviços 203,3 336,7 262,7 289,5 288,9
Vendedores e prestadores de serviço do
comércio 137,3 254,4 185,5 193,9 153,6
Trabalhadores agrícolas 78,7 97,0 93,6 75,5 70,5
Trabalhadores da produção de bens e serviços
e de reparação e manutenção 345,3 533,9 449,2 449,7 400,0
Membros das forças armadas e auxiliares 32,4 23,4 26,2 34,7 35,6
Ocupações mal definidas 1,0 - - 4,9
Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014
Não aplicável 70.081,1 73.434,1 74.052,8 75.374,5 74.807,3
Dirigentes em geral 4.108,7 3.696,9 4.273,9 4.364,6 4.522,8
Profissionais das ciências e das artes 6.351,9 7.146,4 7.699,3 8.001,9 8.495,0 Técnicos de nível médio 6.489,2 6.119,7 6.085,2 6.250,0 6.561,9 Trabalhadores de serviços administrativos 8.308,9 7.904,7 9.241,9 9.382,6 9.308,6 Trabalhadores dos serviços 18.601,7 18.199,3 18.739,3 18.614,1 19.271,4 Vendedores e prestadores de serviço do
comércio 8.686,2 10.337,0 9.246,7 8.988,8 9.400,4
Trabalhadores agrícolas 15.826,6 14.623,4 13.744,8 13.741,2 14.228,9 Trabalhadores da produção de bens e serviços
e de reparação e manutenção 21.933,2 22.580,9 23.200,5 23.307,9 23.608,8 Membros das forças armadas e auxiliares 706,4 698,3 808,6 830,6 772,7
Ocupações mal definidas 57,3 46,8 33,1 33,7
Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.13. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO FAIXA DE RENDIMENTO PESSOAL EM SALÁRIOS MÍNIMOS, POR CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Para a faixa de rendimento pessoal, 31% dos contribuintes recebem 6 salários mínimos ou mais. Embora 51% dos con-tribuintes possuam rendimento de até 3 salários mínimos, no grupo dos não concon-tribuintes este percentual sobe para 87%, sendo que para os não contribuintes o percentual que de quem recebe 6 salários mínimos ou mais é de apenas 3,7%.
Tabela 2.19: Contribuintes e Não Contribuintes por Faixa de Rendimento Pessoal
Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Ate 1SM 587,0 824,0 744,5 903,6 780,0 De 01 a 02 SM 445,1 755,5 652,4 698,1 570,3 De 02 a 03 SM 321,3 519,0 377,9 507,4 480,7 De 03 a 04 SM 298,5 340,0 270,4 249,2 274,0 De 04 a 05 SM 279,7 246,9 361,6 266,6 340,8 De 05 a 06 SM 150,9 259,8 133,8 230,1 221,3 De 06 a 07 SM 226,2 131,4 176,0 79,3 282,2 De 07 a 08 SM 113,6 126,4 74,0 175,1 58,7 De 08 a 09 SM 127,2 83,3 180,4 125,5 153,6 De 09 a 10 SM 80,7 185,6 126,2 37,7 109,5 Mais de 10 SM 802,1 674,4 648,0 765,3 776,2 Sem Declaração 114,4 267,1 151,2 205,4 175,6 Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
ESTUDO TÉCNICO PARA SUBSIDIAR A FORMULAÇÃO DE UM PLANO DE FOMENTO DO REGIME FECHADO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR NO BRASIL
Não-Contribuinte 2009 2011 2012 2013 2014 Ate 1SM 92.023,5 90.647,4 92.673,7 91.322,4 91.612,0 De 01 a 02 SM 35.634,1 37.225,2 39.055,2 40.042,2 40.180,5 De 02 a 03 SM 12.362,0 14.805,5 13.030,6 16.075,2 16.944,5 De 03 a 04 SM 6.334,0 6.140,4 6.278,1 5.216,2 5.740,8 De 04 a 05 SM 4.128,6 3.333,1 5.100,5 3.881,5 4.962,1 De 05 a 06 SM 1.785,8 2.611,2 1.579,0 2.564,6 2.296,0 De 06 a 07 SM 1.919,6 1.076,1 1.500,2 791,4 1.964,8 De 07 a 08 SM 800,2 1.092,5 573,3 1.429,4 520,8 De 08 a 09 SM 821,2 475,9 1.176,5 868,7 839,3 De 09 a 10 SM 441,9 858,6 666,8 261,8 562,2 Mais de 10 SM 2.554,1 2.484,2 2.205,6 2.433,5 2.458,4 Sem Declaração 2.288,7 4.047,9 3.300,4 4.002,4 2.930,1 Total 161.093,8 164.798,1 167.139,9 168.889,2 171.011,4
2.14. DISTRIBUIÇÃO ETÁRIA DOS PARTICIPANTES DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Distribuindo os contribuintes de previdência complementar por faixa etária, verifica-se concentração de 74% entre idades de 20 a 54 anos. Em relação a posição de ocupação, os contribuintes ocupados e desocupados se concentram na faixa de 25 a 49 anos e os inativos nas faixas de 50 a 64 e maior de 65 anos.
Tabela 2.20: Contribuintes por Faixa Etária
Idade 2009 2011 2012 2013 2014 de 10 a 14 59,5 50,5 38,7 40,0 44,0 de 15 a 19 73,9 103,2 76,3 91,2 87,3 de 20 a 24 214,4 304,7 220,5 235,5 190,2 de 25 a 29 374,0 472,1 387,8 379,8 354,8 de 30 a 34 448,5 567,8 542,6 542,2 565,5 de 35 a 39 425,8 512,5 476,8 533,2 557,4 de 40 a 44 428,9 504,8 475,3 456,2 499,9 de 40 a 49 442,9 523,0 428,2 490,6 479,1 de 50 a 54 378,8 443,6 407,8 472,9 470,8 de 55 a 59 259,2 369,2 321,1 381,9 381,2 de 60 a 64 170,5 234,7 231,8 259,1 269,9 de 65 a 69 96,1 132,8 121,8 152,6 128,5 Maior de 70 174,4 194,2 167,4 207,9 194,3 Total 3.546,7 4.413,4 3.896,3 4.243,2 4.222,9
Fonte: PNAD/IBGE (2009 a 2014). Elaboração Própria.