VARA CRIMINAL DA COMARCA DE RONDONÓPOLIS ESTADO DE MATO GROSSO Numeração Única:

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Texto

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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA

...

VARA CRIMINAL DA COMARCA DE RONDONÓPOLIS

ESTADO DE MATO GROSSO

Autos n.º ... – CÓDIGO ... Numeração Única:

..., devidamente qualificado nos autos epigrafados, vem perante este honrado Juízo, através do advogado que esta subscreve, in fine, nomeado ao patrocínio da

defesa em questão (fls. 75) apresentar a necessária e respectiva RESPOSTA À ACUSAÇÃO, asseverando para tanto os seguintes fatos e fundamentos:

I – NECESSÁRIAS CONSIDERAÇÕES

O exercício pleno da defesa implica necessariamente a adoção de todas as medidas cabíveis e necessárias ao interesse dos representados, não se limitando a singela chancela ou endosso de termos lhe ofertados.

(2)

II - DOS FATOS E FUNDAMENTOS

Depreende de auto de prisão em flagrante que o DENUNCIADO foi inserido no cárcere em 04.09.2012, pela suposta prática de furto com rompimento de obstáculo (art. 155, § 4.º, I, do CP), cujo preceito secundário varia de 02 (dois) a 08 (oito) anos de reclusão e multa, sendo denunciado ainda com o acréscimo de § 1.º, por tratar-se de fato ocorrido durante o repouso noturno, visualizando-se causa de aumento de pena (1/3)

Afirmou o Ministério Público que a subtração recaiu sobre 01 (um) aparelho de solda BANTAM 2000, avaliado em R$ 300,00 (trezentos reais).

Autuado em flagrante na posse da res furtiva, afirmou o DENUNCIADO que

não foi o responsável pela subtração daquele patrimônio.

Pois bem.

A princípio forçoso salientar a inexistência da qualificadora atribuída ao DENUNCIADO, no máximo tratando-se da modalidade de furto simples, inexistindo, até então, o necessário e exigido LAUDO PERICIAL a comprovar eventual rompimento de obstáculo.

- STJ. QUINTA TURMA. HC 187.080/MS. RELATOR MINISTRO GILSON DIPP. JULGADO EM 15.02.2011. DJE 28.02.2011.

CRIMINAL. HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO.

ROMPIMENTO DE OBSTÁCULO. PERÍCIA NÃO REALIZADA. CONDENAÇÃO COM BASE EM PROVA TESTEMUNHAL. DELITO QUE DEIXOU VESTÍGIOS. IMPRESCINDIBILIDADE DO LAUDO PERICIAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. ORDEM CONCEDIDA.

I. A Jurisprudência desta Corte consolidou-se no sentido da necessidade de perícia para a caracterização do rompimento de obstáculo, salvo em caso de ausência de vestígios, quando a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta, conforme a exegese dos arts. 158 e167 do CPP.

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III. Autos que não revelam qualquer informação acerca da apreensão de artefato que poderia ter sido utilizado no arrobamento da porta, sendo que o reconhecimento da qualificadora lastreou-se, exclusivamente, no depoimento dos policiais.

IV. Considerando que a qualificadora do rompimento de obstáculo só pode ser aplicada mediante comprovação por perícia, salvo quando não há possibilidade de sua realização, afasta-se a incidência da qualificadora do rompimento de obstáculo.

V. Devem ser reformados o acórdão recorrido e a sentença condenatória para que seja afastada a incidência da qualificadora do art. 155, § 4º, I, do CP, determinando-se, assim, que a pena seja redimensionada.

VI. Ordem concedida, nos termos do voto do Relator.

Por outro lado, ainda que credite-se os dizeres policiais de que o DENUNCIADO foi surpreendido no período noturno, NÃO HÁ NOS AUTOS, salvo ledo engano, robusta demonstração de que a subtração da res furtiva tenha se dado em período

de repouso noturno, também permitindo-se a exclusão dessa causa de aumento de pena, de qualquer forma incidente apenas em crime de furto simples.1

Por outro lado, s.m.j., não há explícita demonstração de autoria da subtração

de patrimônio pelo DENUNCIADO, tal como asseverado pelo mesmo em seu interrogatório, no máximo admitindo-se a apreensão do aparelho subtraído, consigo, não implicando necessária identificação da prática do crime de furto, por igual não evidenciando-se a subsistência do elemento subjetivo à prática de qualquer ilícito.

O simples fato da instauração do processo é causa de abalo à dignidade do DENUNCIADO e produz reflexos nos diversos ângulos de sua vida, em todos os sentidos, individual, familiar, social e político.

Antônio Scarance Fernandes, suscita que “para a imputação em sentido

estrito, não basta qualquer suspeita, impõe-se um juízo de probabilidade de condenação, com base em dados anteriormente obtidos, ou, como é corrente afirmar, há necessidade de justa causa”.2

A denúncia, como anota Heleno Cláudio Fragoso “não pode ser um ato de prepotência”, sendo necessário que ela descreva um fato que em tese constitui infração penal; é indispensável que se funde em justa causa para o processo.”.

1

A majorante do furto noturno (§ 1.º) somente incide no furto simples, não se aplicando às figuras de furto qualificado do § 4.º (STJ, HC 10.240-RS, j. 21.10.99, DJU 14.2.2000, p. 79, in Bol. IBCCr 88/431).

2

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III – REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA

Atento à decisão que homologou a prisão em flagrante delito e converteu-a em prisão preventiva (fls. 61/62/verso), data venia, a justificar o periculum libertatis

amparou-se aludida decisão à “necessidade da manutenção da segregação do indiciado para garantia da ordem pública, haja vista a reiteração delituosa do flagrado que em liberdade tem encontrado o estímulo necessário para continuar a praticar infrações penais”, sendo asseverado tratar-se de réu reincidente, além de responder a diversas ações penais.

Entrementes, cumpre-se salientar que inserido no cárcere desde 04 de setembro de 2012, esvaiu-se a necessidade da restrição cautelar.

Perfilando aquiescência ao entendimento exarado, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso já decidiu:

- TJMT. SEGUNDA CÂMARA CRIMINAL. HC 53072/2008. RELATOR DESEMBARGADOR PAULO DA CUNHA. JULGADO EM 02.07.2008.

EMENTA

PROCESSUAL PENAL - HABEAS CORPUS - LESÃO CORPORAL -

PRETENSÃO DE ANULAÇÃO DO FEITO CRIMINAL POR ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA - INOCORRÊNCIA – PACIENTE DEVIDAMENTE ASSISTIDO POR DEFENSOR PÚBLICO - ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA – INSTRUÇÃO CRIMINAL FINALIZADA - ALEGAÇÃO SUPERADA – LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA, SOB O ARGUMENTO DE ABALO DA ORDEM PÚBLICA - CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO –

ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA.

A manutenção da prisão preventiva não se sustenta quando apenas considerar o currículo criminal do acusado em delitos diversos do caso dos autos - crimes contra o patrimônio frente à lesão corporal contra pessoa que se relacionava, ou seja, atos criminosos diversos que não demonstram haver reiteração criminosa, utilizada exclusivamente como fundamento da segregação cautelar. (g.n.)

- TJMT. TERCEIRA CÂMARA CRIMINAL. HC 37416/2011. RELATOR DESEMBARGADOR LUIZ FERREIRA DA SILVA. JULGADO EM 18.05.2011.

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HABEAS CORPUS – SUPOSTA PRÁTICA DO CRIME DE ROUBO

DUPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO – 1. ALEGADA NULIDADE DA PRISÃO EM FLAGRANTE – AUSÊNCIA DO ESTADO DE FLAGRÂNCIA –

INOCORRÊNCIA – ACUSADO PRESO POUCAS HORAS APÓS O EVENTO CRIMINOSO E DEPOIS DA REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIAS ININTERRUPTAS DA POLÍCIA PARA A SUA LOCALIZAÇÃO – CARACTERIZAÇÃO DE FLAGRANTE IMPRÓPRIO – 2. INEXISTÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DA MEDIDA ACAUTELATÓRIA –

PROCEDÊNCIA DO PLEITO – ELEMENTOS DE CONVICÇÃO INSUFICIENTES PARA DEMONSTRAR A NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR PARA A GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA – REITERAÇÃO CRIMINOSA NÃO CONSTATADA – GRAVIDADE ABSTRATA DA CONDUTA – DECISÃO SINGULAR CARENTE DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA – CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO – ORDEM CONCEDIDA.

1. Configura a hipótese do inciso III do art. 302 do Código de Processo Penal, a prisão do agente em local diverso do que foi cometido o crime, quando o ato segregatório resultou da contínua diligência investigativa levada a efeito pela Polícia Militar, que logrou êxito em localizá-lo, horas depois da prática delitiva, mediante informações prestadas por testemunha.

2. A decisão que indefere o pedido de liberdade provisória sem a adequada fundamentação para tanto, ou seja, que se baseia apenas em presunções e não aponta elementos concretos indicadores da presença de quaisquer das hipóteses previstas no art. 312 do Código de Processo Penal, viola o princípio da não culpabilidade e o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal, caracterizando, assim, inegável constrangimento ilegal que deve ser reparado pela via do habeas corpus. . (g.n.)

- TJMT. SEGUNDA CÂMARA CRIMINAL. HC 26749/2010. RELATOR DESEMBARGADOR TEOMAR DE OLIVEIRA CORREIA. JULGADO EM 14.4.2010.

EMENTA

HABEAS CORPUS - FURTO - PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO - PEDIDO

DE LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDO – DECISÃO FUNDAMENTADA NA NECESSIDADE DA CUSTÓDIA CAUTELAR PARA IMPLEMENTO DAS INVESTIGAÇÕES E COMO MEIO DE SE EVITAR A REITERAÇÃO CRIMINOSA - FUNDAMENTOS INIDÔNEOS

PERICULUM LIBERTATIS NÃO DEMONSTRADO - INEXISTÊNCIA

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LIMINAR DEFERIDA - LIBERDADE PROVISÓRIA DEFERIDA, MEDIANTE FIANÇA E SOB CONDIÇÕES - AÇÃO CONSTICUIONAL JULGADA PROCEDENTE - ORDEM DE HABEAS CORPUS CONCEDIDA

EM DEFINITIVO.

1. A prisão preventiva não se presta a propiciar o aprofundamento das investigações criminais, mormente se não há nos autos elementos indicativos de que o paciente, em liberdade, causará prejuízos às investigações, destruindo provas ou constrangendo testemunhas.

2. Revela-se, pois, incabível a manutenção da prisão cautelar sob o argumento de que as investigações se encontram em fase inicial, porque não foi apresentado fato indicativo de que o paciente pretende obstar a persecução penal.

3. De outro lado, a custódia cautelar justificada na garantia da ordem pública, deve ser de tal ordem que, se posto em liberdade, o acusado possa gerar perturbações de grande relevância, causando intranqüilidade à sociedade local.

4. A prisão cautelar, dada sua excepcionalidade, exige, na atual ordem constitucional, devida e satisfatória fundamentação, respaldada em dados objetivos e concretos, amparados nos requisitos do art. 312 do CPP, sob pena de restar malferida a garantia expressa no art. 93, IX, da CF/88.

5. Inocorrendo qualquer das hipóteses legais impeditivas da liberdade provisória mediante fiança (CPP - arts. 323 e 324), mormente “os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva” (CPP - art. 324, IV), impõe-se a concessão da benesse, mediante fiança.

6. Ação constitucional julgada procedente. Ordem de habeas corpus

concedida.

Forçoso concluir que a inobservância de diretrizes fáticas e circunstanciais a supedanear, in casu, a prisão preventiva decretada em desfavor do DENUNCIADO, gera

inequívoco constrangimento a si.

A prisão cautelar é medida excepcional, sendo a liberdade a máxima exigida, a exceção deve ser adotada apenas quando estritamente necessária, seja para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal. Realidade que se robustece com o advento da Lei 12.403 de 04 de maio de 2011.

Não atendidos e não apresentados em decreto prisional aqueles excepcionais requisitos a restringir a liberdade de uma pessoa, deve ser concedido o benefício que ora se pleiteia, concedendo ao DENUNCIADO a prerrogativa de aguardar o tramitar dos fatos lhe atribuído em liberdade.

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- TERCEIRA CÂMARA CRIMINAL. RELATOR DESEMBARGADOR JOSÉ JURANDIR DE LIMA. HABEAS CORPUS Nº 106194/2010. Data de Julgamento: 17-11-2010.

EMENTA

HABEAS CORPUS - TRÁFICO DE DROGAS - RELAXAMENTO DA

PRISÃO EM FLAGRANTE - INDEFERIMENTO - FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA - DECISÃO DISSOCIADA DE ELEMENTOS REAIS

E CONCRETOS QUE INDIQUEM A NECESSIDADE DA

SEGREGAÇÃO PROVISÓRIA - AUSÊNCIA DOS REQUISITOS

LEGAIS - INADMISSIBILIDADE - CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO - ORDEM CONCEDIDA - DECISÃO UNÂNIME. A custódia cautelar, para ser mantida ou decretada, deve atender aos requisitos autorizadores previstos no art. 312 do CPP, os quais deverão ser demonstrados com base em elementos reais e concretos, que indiquem a necessidade da segregação provisória, a evidenciar o periculum libertatis; o que não restou demonstrado.

Constatada a ausência de fundamentação idônea, no édito denegatório da liberdade provisória, a concessão da ordem é medida que se impõe. (g.n.).

Assim, respeitando o livre convencimento deste (a) honrado (a) Magistrado (a), entende-se que a excepcionalidade da prisão não possa persistir, não subsistentes fundamentos legais para tal.

Não se perca de vista, ainda, a ausência de conseqüências em virtude da recuperação da mercadoria supostamente subtraída.

Há os que digam que a Lei 12.403/11 não seria efetivamente mais benéfica pela possibilidade de restringir a liberdade de forma alheia à sua total privação, matéria outrora não prevista em nosso ordenamento.

Contudo, compartilhando da interpretação exarada por Guilherme de Souza Nucci3, “em nosso entendimento, trouxe mais vantagens que pontos negativos”.

...

Novas medidas cautelares foram criadas, com o objetivo de substituir a aplicação da prisão preventiva ou atenuando os rigores da prisão em flagrante, dentre as quais o comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para narrar e justificar suas atividades; a proibição de freqüência a determinados lugares, desde que relacionados ao fato, evitando-se o risco de novas infrações; a

3 NUCCI, Guilherme de Souza. Prisão e Liberdade. As reformas processuais penais introduzidas pela Lei

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proibição de manter contato com pessoa certa; mantendo-se distante; a vedação de se ausentar da Comarca, conforme a conveniência da investigação ou da instrução; o recolhimento domiciliar, à noite e durante as folgas; a suspensão do exercício de função pública ou atividade econômica ou financeira, conforme o caso concreto; a internação provisória do enfermo ou perturbado mental, havendo risco de reiteração do fato; a fiança, com novos valores e parâmetros e a monitoração eletrônica”.

A resposta legislativa à máxima sempre externada de que a privação da liberdade é a exceção reforçou a necessária busca de alternativas à prisão.

“A nova lei, nesse sentido, sinaliza com o respeito aos princípios da tipicidade da prisão cautelar, da duração razoável da prisão cautelar, da dignidade humana dos presos, da duração razoável do processo e da presunção constitucional de inocência.

...

Em linhas gerais, há muito o que comentar a respeito das alterações trazidas pela Lei 12.403/2011, desde a importante ruptura com a massificação e exclusividade da prisão cautelar como forma de tutela antecipada de justiça criminal, até a contínua adaptação e compatibilização das regras de prisão em território nacional,

com o sistema constitucional vigente e válido”, doutrina Luiz Flávio Gomes e outros4.

As “medidas cautelares diversas da prisão”, conforme previsão de novel redação de artigo 319 do CPP concretizam a possibilidade de concessão de liberdade ao DENUNCIADO.

“A criação das medidas cautelares diversas da prisão, como se vê, é uma

necessária reverência ao princípio constitucional da presunção de inocência. Uma determinação legislativa de concretização desse princípio. A prisão provisória deixou de ser a única saída do juiz para acautelar os escopos do processo penal. Como se sabe, a prisão provisória, desde que efetivamente necessária, não viola o princípio do estado de inocência, ao contrário, significa uma legítima exceção a ele. Ocorre que na prática essas prisões ditas cautelares, não raras vezes, são decretadas sem o pressuposto da real

necessidade, numa indevida antecipação de pena cuja aplicação é incerta. Prova disso é a

torrencial jurisprudência das Cortes Superiores que, diuturnamente, revogam e relaxam prisões provisórias decretadas sem um mínimo de fundamentação consistente e de demonstração empírica de necessidade. A morosidade judicial em dar uma resposta ao

delinqüente transformou a prisão cautelar num indevido sucedâneo da pena”5.

4 GOMES, Luiz Flávio. MARQUES, Ivan Luís. Prisão e Medidas Cautelares. Comentários à Lei 12.403, de 4

de maio de 2011. Fls. 15 e 17.

5 GOMES, Luiz Flávio. MARQUES, Ivan Luís. Prisão e Medidas Cautelares. Comentários à Lei 12.403, de 4

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No mínimo as alternativas alheias à privação da liberdade expostas em artigo 319 do CPP, devem ser reconhecidas em favor do DENUNCIADO, o que se requer, mesmo porque:

- TJMT. PRIMEIRA CÂMARA CRIMINAL. RELATORA DOUTORA GRACIEMA RIBEIRO DE CARAVELLAS. HC 120/2008. JULGADO EM 29.01.2008.

EMENTA HABEAS CORPUS - TENTATIVA DE ROUBO

CIRCUNSTANCIADO - INDEFERIMENTO DE LIBERDADE PROVISÓRIA - POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO CRIMINOSA - MERAS CONJECTURAS - FUNDAMENTAÇÃO FRÁGIL E SUBJETIVA - AUSÊNCIA DE CONCRETA DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS DA PREVENTIVA - CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO - ORDEM CONCEDIDA.

A gravidade genérica do delito de roubo tentado, bem como a singela menção da possibilidade de que o paciente volte a delinqüir não se mostra fundamentação bastante para o indeferimento da pretendida liberdade provisória, fazendo-se mister a indicação de fatos concretos e objetivos ensejadores da medida, que demonstrem a segura presença dos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. (g.n.)

IV - REQUERIMENTO

Nestes termos, chamando a si o dominante entendimento legal, jurisprudencial e doutrinário atinentes, certo de que prevalecerão intactas e ilesas as normas jurídicas atinentes, postergando ao decorrer da instrução processual à apresentação de novas considerações defensivas, requer seja revogada a prisão preventiva outrora decretada em desfavor do DENUNCIADO para que aguarde o deslinde da ação penal em liberdade.

Termos em que,

pede e espera deferimento.

Rondonópolis/MT, 31 de outubro de 2012.

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