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Ano Letivo 2020/2021
Plano de
Transição-E@D
Agrupamento de Escolas
Poeta Joaquim Serra
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PLANO DE TRANSIÇÃO -
ENSINO À DIST@NCIA
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E@D – Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra
1. Enquadramento
Este Plano surge no âmbito da Resolução do Conselho de Ministros 53-D/2020 de 26 de julho que estabelece medidas excecionais e temporárias para a organização do ano letivo 2020/2021, no âmbito da pandemia da doença COVID-19.
2.
Unidade Temporal
Ano Letivo 2020/2021.
3. Objetivos do Plano
• Atender ao direito ao ensino consagrado na constituição da República Portuguesa;
• Chegar a todas as crianças e todos os alunos do Agrupamento;
• Envolver todos, alunos, professores e pais e encarregados de educação nesta missão;
• Assegurar uma boa prossecução dos objetivos estabelecidos no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e nas Aprendizagens Essenciais; • Levar em conta os princípios já existentes no desenho das Medidas Universais, Seletivas e Adicionais já adotadas no âmbito da Educação Inclusiva;
• Considerar, enquanto regimes do processo de ensino e aprendizagem, o presencial, que constitui o regime regra, o misto e o não presencial;
• A flexibilizar a transição entre os regimes presencial, misto e não presencial.
4.
Responsabilidades Específicas e Equipas de Apoio para questões
emergentes
• Coordenadoras de Diretores de Turma, Coordenadora dos Cursos Profissionais, Coordenadora do Departamento do 1.º Ciclo e Coordenadora do Departamento do Pré-Escolar
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− Constituem-se como elementos da Equipa de Apoio para as questões
emergentes;
− Coordenam com os diretores de turma/professores titulares de turma/grupo as
estratégias de liderança das diferentes equipas pedagógicas no âmbito do trabalho a coordenar em cada Conselho de Turma;
− Garantem uma comunicação efetiva e eficaz com os diretores de turma/
professores titulares de turma/grupo, com o objetivo de recolher informação sensível em relação ao trabalho das equipas pedagógicas com os alunos.
• Diretor@s de Turma, Equipa do Ensino Noturno, Equipa Técnico-pedagógica do Centro Qualifica, Professor@s Titulares e Educadoras
− Assumem a liderança da sua equipa pedagógica de forma a garantir equidade e
equilíbrio no trabalho pedagógico a realizar com os alunos;
− Organizam e gerem o trabalho a desenvolver pelo conselho de turma;
− Asseguram a comunicação com os alunos e/ou os encarregados de
educação/formandos por forma a atender a situações de vulnerabilidade no quadro do ensino à distância;
− Desencadeiam procedimentos necessários por forma a mitigar situações de
vulnerabilidade identificadas;
− Mantêm o contacto com os pais/encarregados de educação; − Mantêm o contacto com os formandos;
− Identificam as necessidades conducentes à manutenção da igualdade de
oportunidades;
− Nos cursos profissionais, os diretores de curso devem coadjuvar os diretores de
turma em todo o processo.
• Coordenadores de Departamento, Coordenadores de Grupo Disciplinar/Disciplina e Coordenadores de ano
▪ Coordenadores de Departamento
− Coordenam, com cada um dos coordenadores de grupo disciplinar/disciplina,
um conjunto de recursos pedagógicos mobilizadores das diferentes aprendizagens essenciais;
PLANO DE TRANSIÇÃO-E@D- AEPJS | 2020 Aprovado em CP de 09/09/2020 Página 5 de 12 − Coordenam, com os coordenadores de grupo disciplinar/disciplina, por forma
a garantir o equilíbrio necessário à utilização dos recursos pedagógicos conducentes ao desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem;
− Acompanham a concretização das orientações pedagógicas;
− Monitorizam os planos de recuperação e consolidação das aprendizagens, dos
diferentes conselhos de ano e grupos disciplinares, com a colaboração dos respetivos coordenadores de ano e de grupo disciplinar;
− Diligenciam, no sentido de adaptar, os critérios de avaliação do departamento
no quadro do E@D.
▪ Coordenadores de Grupo Disciplinar/Disciplina e Coordenadores de ano
− Mobilizam o grupo disciplinar/disciplina/ano para a necessidade de articular
e desenvolver estratégias pedagógicas no quadro do E@D;
− Garantem um conjunto de recursos pedagógicos com potencial de
mobilização no quadro do E@D;
− Propõem, no sentido de adaptar, os critérios de avaliação do grupo
disciplinar/disciplina/ano.
• Docentes
− Desenvolvem e adaptam recursos pedagógicos com potencial de mobilização no
quadro do E@D;
− Distribuem as tarefas aos alunos. Recolhem a informação resultante da
execução dessas mesmas tarefas e dão feedback aos alunos, num curto espaço de tempo;
− Garantem a equidade e o equilíbrio necessário no âmbito do desenvolvimento
do processo de ensino-aprendizagem;
− Atendem às diferentes realidades e contextos em que se encontram os alunos; − Colaboram com os trabalhos desenvolvidos nas diferentes estruturas a que
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• Coordenadora do Programa de Mentoria
- Coordena e acompanha o programa, em estreita colaboração com as coordenadoras dos diretores de turma;
- Acompanha a planificação e execução das atividades a desenvolver;
- Promove o apoio do professor tutor ao aluno mentor no desenvolvimento das suas atividades, nomeadamente na criação de hábitos de estudo e de rotinas de trabalho;
- Acompanha a interligação entre os diretores de turma e o professor tutor, mentor;
- Orienta a planificação dos trabalhos desenvolvidos pelo professor tutor, mentor no sentido da promoção de um ambiente favorável ao desenvolvimento de competências pessoais e sociais;
- Promove a interligação escola-família. • Docentes Bibliotecários
− Trabalham na consolidação de um serviço de referência, ágil e capaz de
responder à constante mudança, prestando apoio efetivo à comunidade educativa no acesso aos recursos físicos e digitais, associado a uma prestação de serviços complementar à biblioteca física, consolidando a identidade digital das bibliotecas escolares do agrupamento, (Teams, blogue das bibliotecas), através da pesquisa, localização, avaliação, seleção e partilha de conteúdos digitais, relevantes para os diferentes públicos;
− Facultam instrumentos facilitadores do desenvolvimento de procedimentos
de pesquisa, interpretação, tratamento e produção de informação. • Equipa EMAEI e Serviços de Psicologia e Orientação
− Assegura a comunicação e o acompanhamento dos alunos sinalizados;
− Atende às situações de vulnerabilidade já existentes e/ou desenvolvidas/
aprofundadas no âmbito do quadro do E@D;
− Mantem o apoio a docentes e alunos no âmbito do quadro do E@D;
− Coordena os recursos atribuídos ao Agrupamento no âmbito do plano de
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• Equipa de Apoio para as questões emergentes decorrentes da aplicação do Plano E@D
− Direção do Agrupamento;
− Assessor Técnico: Prof. José Ferreira;
− Coordenadoras de Diretores de Turma, Coordenadora dos Cursos Profissionais,
Coordenadora do Departamento do 1.º Ciclo e Coordenadora do Departamento do Pré-Escolar;
− Outros elementos a cooptar no quadro da execução do plano E@D.
5.
Modelo de Ensino
Considerações gerais a observar
Em conformidade com as orientações divulgadas e com as pesquisas realizadas elenca-se um conjunto de orientações a observar:
1- Só haverá lugar à aplicação do regime misto quando se verifique, devido à pandemia da doença COVID -19, a impossibilidade de se manterem as turmas em regime presencial e não seja possível ou suficiente a adoção das medidas relativas ao horário de funcionamento, à reorganização dos horários da escola e à gestão dos seus espaços.
2- Quanto à organização e funcionamento das atividades letivas e formativas no regime misto:
a) As atividades letivas e formativas serão realizadas de acordo com as orientações da área governativa da educação, tendo por referência o disposto no Decreto Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, no Decreto -Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, bem como o disposto no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e as Aprendizagens Essenciais;
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horária semanal de cada disciplina ou unidade de formação de curta duração (UFCD), tendo por base, na definição dos horários dos alunos, designadamente, os seguintes pressupostos:
i) Privilegiar a interação direta entre os alunos e o professor;
ii) Repartir a carga horária de cada disciplina ou UFCD entre atividades presenciais, sessões síncronas e trabalho autónomo; iii) Alternar as atividades presenciais com o trabalho autónomo; c) O trabalho autónomo será desenvolvido mediante orientações dos docentes das
respetivas disciplinas ou UFCD,
d) O professor titular de turma ou os docentes da turma, sob coordenação do respetivo coordenador, devem adaptar o planeamento e execução das atividades letivas e formativas, incluindo, com as necessárias adaptações, as medidas de apoio definidas para cada aluno, garantindo as aprendizagens de todos;
e) Compete aos docentes o registo semanal das aprendizagens desenvolvidas e das tarefas realizadas no âmbito das sessões síncronas e do trabalho autónomo, recolhendo evidências da participação dos alunos tendo em conta as estratégias, os recursos e as ferramentas utilizadas;
f) Compete ao diretor de turma promover a articulação entre os docentes da turma, tendo em vista o acompanhamento e a coordenação do trabalho a realizar pelos alunos, promovendo uma utilização proficiente dos recursos e ferramentas digitais, bem como o acesso equitativo às aprendizagens.
3- O regime não presencial ocorre nas situações de suspensão das atividades letivas e formativas presenciais nas escolas, sendo desenvolvido através de
sessões síncronas e assíncronas, através da adoção de metodologias adequadas, tendo por referência o disposto no Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, no Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, bem como o disposto no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e nas Aprendizagens Essenciais.
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a) Quando se verifique a circunstância referida, será elaborado e implementado, sob orientação e apoio dos serviços competentes da área governativa da educação, um plano de ensino a distância, adequado ao contexto de cada comunidade educativa, podendo ainda articular -se com entidades que se constituam como parceiras.
b) Quanto à organização e funcionamento das atividades letivas e formativas no regime não presencial as metodologias a recrutar serão as seguintes:
− utilização plena do Office 365 (disponibilização de orientações
específicas/tutorial);
− mancha horária semanal fixa, quer para atividades presenciais, quer para
não presencias, sejam estas síncronas ou de trabalho autónomo;
− adaptação da carga horária semanal de cada disciplina; − manutenção da mancha horária original;
− definição das sessões síncronas, assíncronas e de trabalho autónomo,
com os alunos, tendo em conta a sua faixa etária;
− definição do tempo de intervalo entre cada tarefa proposta; − flexibilidade temporal na execução das tarefas;
− as sessões síncronas e assíncronas devem respeitar os diferentes ritmos
de aprendizagem.
c) O membro do Governo responsável pela área da educação define a percentagem de sessões síncronas que devam verificar -se
d) Sem prejuízo do disposto na legislação em vigor, compete ao conselho de turma adequar as opções curriculares, as estratégias de trabalho, o trabalho interdisciplinar e de articulação curricular, desenvolvidos com a turma ou grupo de alunos, às especificidades do regime não presencial, com vista à prossecução das áreas de competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e à promoção do sucesso escolar de todos os alunos;
e) O professor titular de turma ou os docentes da turma, sob coordenação do diretor de turma, adaptam o planeamento e execução das atividades letivas
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e formativas ao regime não presencial, incluindo, com as necessárias adaptações, as medidas de apoio definidas para cada aluno, garantindo as aprendizagens de todos;
f) Os professores devem proceder ao registo semanal das aprendizagens desenvolvidas e das tarefas realizadas nas sessões síncronas e assíncronas, recolhendo evidências da participação dos alunos;
g) O diretor de turma deve promover a articulação entre os docentes da turma, tendo em vista o acompanhamento e a coordenação do trabalho a realizar pelos alunos, visando uma utilização proficiente dos recursos e ferramentas digitais, bem como o acesso equitativo às aprendizagens.
4- Os regimes misto e não presencial aplicam-se, quando necessário e preferencialmente, aos alunos a frequentar o 3.º ciclo do ensino básico e o ensino secundário, podendo alargar -se excecionalmente aos restantes ciclos de
ensino, em função do agravamento da pandemia da doença COVID -19.
5- As atividades a realizar são efetuadas na própria escola para os alunos: i) Beneficiários da ação social escolar identificados;
ii) Em risco ou perigo sinalizados pelas comissões de proteção de crianças e jovens; iii) Para os quais se considere ineficaz a aplicação dos regimes misto e não presencial.
• Horário da turma no regime não presencial
O horário semanal de trabalho deve ter sempre em consideração a procura de equidades e equilíbrios e procurando atender às situações de vulnerabilidade.
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➢ Este horário semanal, nos 2.º e 3.º ciclos e Ensino Secundário, deve:
− Ser organizado pelo Conselho de Turma sob proposta d@ Diretor@ de Turma,
tendo em conta o horário da própria turma, e as respetivas cargas horárias por disciplina;
− Ser coordenado e gerido pel@ Diretor@ de Turma, tanto quanto possível; − Contemplar as estratégias para alunos sem dispositivos eletrónicos e/ou
Internet.
➢ Este horário semanal, no 1.º Ciclo e Pré-Escolar, deve:
− Ser coordenado e gerido pelo Professor Titular de Turma/ Educadora em
articulação com todos os docentes que trabalham com os alunos da turma (Professores de Apoio, Professores do Ensino Especial, Professores de Inglês para o 3.º e 4.º anos e Professores Bibliotecários);
− Contemplar uma calendarização de tarefas semanais, enviada pelo Professor
Titular/Educadora aos Encarregados de Educação;
− Contemplar atividades organizadas por tarefas diárias, de acordo com as
Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar e a Matriz Curricular do 1.º CEB;
− Contemplar um controle do trabalho efetuado semanalmente;
− Contemplar as estratégias para alunos sem dispositivos eletrónicos e/ou
Internet.
Compete ao professor criar as condições para que o aluno, de acordo com a sua faixa etária, progressivamente, crie autonomia neste quadro de E@D, através, por exemplo, da elaboração de guiões de trabalho, da consulta de materiais de apoio, da criação de momentos de trabalho autónomo, da planificação a longo prazo das tarefas, da construção de instrumentos reguladores das aprendizagens, como listas de verificação, fichas de autocorreção, etc.
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Grelha de Planificação Semanal e Registo de Participação dos Alunos
2.º e 3.º Ciclos e Ensino Secundário
Reforça-se o facto de os docentes e os alunos efetuem um registo das interações havidas.
Cada professor preenche uma grelha de registo de interações. Os alunos farão o registo das interações no caderno diário de cada disciplina.
Aos Pais e Encarregados de Educação compete o dever especial da responsabilidade no acompanhamento e controle do horário de estudo e na mediação das aprendizagens.
6. Acompanhamento e monitorização
A implementação, acompanhamento e monitorização do plano de ensino a distância é assegurada pelo conselho pedagógico.