EXECUTIVA NACIONAL PARTIDO VERDE

Texto

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EXECUTIVA NACIONAL

PARTIDO VERDE

Sarney Filho

Secretário de Assuntos Parlamentares

Evair de Melo

Vice-líder na Câmara

Edson Duarte

Vice-presidente

José Carlos Lima da Costa

Secretário de Comunicação

Reynaldo Morais

Secretário de Finanças

Marcos Belizário

Secretário de Assuntos do Executivo

Shirley Torres de Araújo

Secretária Nacional de Mulheres

Dora Cordeiro

Secretária de Direitos Humanos e Diversidade

Kaká Verá

Secretário de Políticas Indígenas

Ovídio Teixeira

Secretário Especial de Estratégias Eleitorais

Alvaro Dias Líder no Senado Evandro Gussi Líder na Câmara Sandra Menezes Vice-presidente Carla Piranda Secretária de Organização

José Paulo Tóff ano

Secretário de Formação

Vera Motta

Secretária de Assuntos Jurídicos

Fabiano Carnevale

Secretário de Relações Internacionais

Mariana Perin

Secretária Nacional de Juventude

Roberto Rocco

Secretário de Mobilização

Roberto Tripoli

Secretário de Direitos dos Animais

Oswander Valadão

Secretário Especial das Cidades

José Luiz Penna

Presidente Nacional

Eduardo Brandão

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EXECUTIVA NACIONAL

PARTIDO VERDE

Eliane Ferreira da Silva André Moreira Fraga Cidineia Maria Fontana Washington Rio Branco Daniela Carvalhais de Almeida

Aluizio Leite Paredes Teresa dos Santos Sousa Britto Francisco Caetano Martins

Cleusa Rosane Ferreira Fernando Paulo Nagle Gabeira

Marcio Souza Regina Gonçalves Jovino Cândido da Silva Marco Antônio Mroz José Roberto Tricoli Eduardo Jorge Martins Alves

Ivanilson Gomes dos Santos Carlos Antônio Menezes Leite Alexandre Zaratz Vieira da Cunha Leonardo Jose de Mattos

Aloisio Antônio Andrade de Freitas Carlos Augusto Lopes da Costa Antônio Jorge Melo Viana Henor Pinto dos Reis Julia Duppre de Abreu Rivaldo Fernandes Pereira Guaraci Fagundes

Francisco Antonio Sardelli Rogério Menezes de Melo Ricardo de Oliveira Silva Claudio Turtelli

Marcello de Lima Lelis

Membros

Rudson Leite Norte Denis Soares Nordeste II Marcelo Bluma Centro

Marcelo Silva Nordeste I Fernando Guida Leste José Luiz Penna Sul

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Shirley Torres de Araújo

Secretária Nacional de Mulheres

Carla Piranda

Secretária Nacional de Organização, Membro da Executiva Nacional e Presidente do Diretório Estadual - RJ

Cidineia Maria Fontana

Membro da Executiva Nacional e Presidente do Diretório Estadual - ES

Daniela Carvalhais de Almeida

Membro da Executiva Nacional - MG

Dora Cordeiro

Secretária Nacional de Direitos Humanos e Diversidade, Membro da Executiva Nacional - RJ

Eliane Ferreira da Silva

Membro da Executiva Nacional - AM

Julia Duppré

Membro da Executiva Nacional - RJ

Mariana Perin

Secretária Nacional de Juventude e Membro da Executiva Nacional - SP

Rosane Ferreira

Membro da Executiva Nacional - PR

Sandra do Carmo Menezes

Vice-presidente Nacional

e Presidente do Diretório Estadual - AL

Teresa dos Santos Sousa Britto

Membro da Executiva Nacional e Presidente do Diretório Estadual - PI

Vera Motta

Secretária Nacional de Assuntos Jurídicos, Membro da Executiva Nacional

e Vice-presidente da Executiva - SP

Leandre Dal Ponte

Coordenadora Regional Sudoeste - PR e Coordenação Regional Curitiba - PR

Projeto Gráfi co e Diagramação Sagarãna Produções Revisão Gramatical Ludmilla Brandão Bruna Presmic Conteúdo e Pesquisa Patricia Kranz Tatiana Wehb

NACIONAIS

&

ESTADUAIS

DIRIGENTES

EXPEDIENTE

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PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES

NA POLÍTICA

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PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES

Poder e política

A palavra política vem do grego, politikós que, por sua vez, se refere à pólis, cidade - onde ocorre a vida em sociedade. Resumindo, o que é do interesse do cidadão, das pessoas que vivem em sociedade.

Com o tempo, o sentido da palavra foi se transformando e hoje em dia se refere, gros-so modo, às ações do governo, à administração do Estado e, também, às relações da sociedade civil com o Estado.

Norberto Bobbio1 afirma que não é possível falar de política sem tratar do poder. Para

ele, poder é ter os meios para fazer valer a sua vontade sobre a dos demais. Mas, para que este poder seja considerado legítimo, como no caso dos governos democráticos, é preciso que seja “autorizado” pela maioria das pessoas, por meio de eleições e regu-lado por um conjunto de normas, uma Constituição.

Todas as nossas vidas, desde o atendimento de necessidades mais simples até uma atuação organizada, que pode vir a se tornar uma norma, são regidas por políticas. E é participando da política que nossas práticas e discursos se organizam e podem se manifestar, provocando transformações, ou mantendo o status quo.

O sistema político brasileiro é representativo, delegamos a outras pessoas a tarefa de nos representar nas esferas políticas institucionalizadas que definem e organizam nos-sa vida. Esnos-sa representação se dá por meio dos partidos políticos, que expresnos-sam seus valores em programas e apresentam candidatos ao Legislativo e Executivo.

Em 1995, havia apenas 5% de mulheres na direção nacional dos maiores partidos po-líticos, percentual que aumentou para 10% em 1998 e 12% em 2000, ainda assim, em 2010 nenhum deles era presidido por uma mulher. Atualmente, dos 35 partidos regis-trados no TSE, 5 são presididos por mulheres.

Direitos políticos das mulheres

O sociólogo José Murilo de Carvalho afirma que para exercer completamente a cida-dania, é preciso garantir três direitos: o civil, o político e o social e, segundo ele, a parti-cipação política indica como cidadão quem vota e pode ser votado.

1 Norberto Bobbio italiano, filósofo e historiador político (1909 - 2004).

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Você sabia que na Grécia antiga, onde nasceu a tradição ocidental de cidadania, as mulheres junto com os escravos, eram impedidas de votar e tomar decisões políticas?

O direito ao voto foi uma das principais lutas das mulheres desde o século XIX, com o movimento sufragista, que propunha que as mulheres tivessem os mesmos direitos políticos e civis que os homens.

Você sabia que o Brasil foi um dos primeiros países da América Latina a conceder o direito ao voto às mulheres? E, mesmo assim, que isso só aconteceu em 1932?

A luta das mulheres não era apenas pelo direito de eleger, mas também de serem elei-tas, alcançando uma participação plena na esfera pública.

A participação política das mulheres

A Resolução de 2011, da Assembleia Geral da ONU, sobre participação política das mulheres afirma que, “mulheres em todas as partes do mundo continuam a ser margi-nalizadas na esfera política, muitas vezes como resultado de leis discriminatórias, prá-ticas, atitudes e estereótipos de gênero, baixos níveis de educação, falta de acesso à saúde e também pelo efeito desproporcional da pobreza nas mulheres ”.

Segundo o IBGE, no Brasil as mulheres são mais da metade da população nacional (51,4%). No entanto, estão longe de ter uma representação equivalente nas instâncias decisórias. O Global Gender Gap é um estudo que avalia como homens e mulheres de um mesmo país exercem seus direitos políticos, sociais e econômicos. Em 2010, o Brasil estava em 81o lugar no ranking da desigualdade que avaliou 134 países do mundo.

Comparado com os demais países da América Latina, o Brasil fica na lanterna no que se refere à participação política das mulheres.

Nossa legislação eleitoral e partidária estabelece um percentual mínimo de 30% de candidaturas de cada sexo; requer a aplicação de, no mínimo, 5% dos recursos do Fundo Partidário na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, e determina que, no mínimo, 10% do tempo de propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão seja destinado a elas. Estas dis-posições ficaram conhecidas como Lei das Cotas.

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Lei das Cotas

Depois da lei das cotas, a percentagem de mulheres candidatas que foi de 7,18% em 1994, passou para 14,84% em 2002 e 22,4% em 2012, de acordo com o Tribunal Su-perior Eleitoral.

Apesar deste avanço, os movimentos de mulheres entendem que a política de cotas não teve o efeito desejado, nem resultou em apoio efetivo às candidaturas femininas.

Ainda falta muito para chegarmos a uma representação justa de mulheres, de negros e de indígenas em nosso sistema político. Em 2010, pela primeira vez uma mulher foi eleita presidenta. Mas isso não se refletiu nas eleições para os demais níveis nos quais as mulheres permanecem sub-representadas. Neste mesmo ano, apenas 9,1% dos car-gos executivos era ocupado por mulheres, e em 2011, a média nacional de participa-ção no Poder Legislativo era de 12,5%.

Já em 2014, segundo o TSE tivemos o seguinte resultado: Deputadas Estaduais 115 de 1.035 (11%) Deputadas Distritais (2014) 5 de 24 (21%) Deputadas Federais (2014) 51 de 513 (9,9%) Senadoras (2014) 14 de 81 (17%) Governadoras (2014) 1 de 27 (3,7%)

Desafios e avanços

Mesmo ainda longe do ideal, o aumento do número de candidatas vem mostrando a importância da participação feminina nos espaços institucionais de poder. No entanto, para que ocorram transformações mais profundas precisamos mudar a forma como a mulher é vista e representada na sociedade - e este é um processo longo, que começa pela educação de gênero.

É comum ouvirmos que as mulheres não estão na política porque “não se interessam”, que “mulher não vota em mulher” e que é muito difícil encontrar mulheres dispostas a se candidatar a cargos eletivos. Estas são afirmações falsas, baseadas em estereótipos e repetidas com o objetivo de manter a política como um espaço masculino.

Vale lembrar que, nas eleições de 2014, duas mulheres juntas tiveram 70% dos votos do eleitorado.

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Afinal, a situação da mulher na política espelha sua situação na sociedade, que é sexis-ta. Lembrando, ainda, que as mulheres têm uma jornada de trabalho muito superior a dos homens, sobrando menos tempo para se dedicarem a estudos, reuniões, partici-pação em fóruns e demais articulações da vida política que, por sua vez, também está organizada sob a lógica masculina. Finalmente, o atual sistema de cotas brasileiro não aloca recursos suficientes para as campanhas das mulheres e não há punição para os partidos que não cumprem a legislação, o que também desencoraja a participação.

EXPERIÊNCIAS

Campanha Mais Mulheres na Política

“Quando uma mulher entra na política, muda a mulher. Quando muitas entram, muda a política”— Michelle Bachelet - Presidenta do Chile.

Lançada pelas bancadas femininas da Câmara e do Senado, a campanha tem por meta divulgar a baixa representação das mulheres no país e mobilizar reivindicações por uma reforma política efetiva, que promova a presença de mais mulheres no Parlamen-to, de forma compatível com a posição que ocupam na sociedade. A proposta busca garantir reserva de cadeiras para as mulheres e destinar mais recursos do Fundo Parti-dário para financiar as candidaturas femininas.

Atuação Parlamentar

Na Constituição de 1988, as parlamentares criaram um bloco e conseguiram aprovar em torno de 80% de suas demandas, se constituindo no setor organizado da sociedade civil que mais vitórias conquistou. A novidade desse processo foi a atuação conjunta, um “bloco de gênero”. As deputadas constituintes, independente de sua filiação parti-dária e divergências ideológicas, apresentaram, em bloco, a maioria das propostas de forma suprapartidária, garantindo assim a aprovação das demandas do movimento.

Yalodês

“Como as tecnologias digitais podem ser utilizadas adequadamente para criar modelos de governança participativa que possibilitem mulheres marginalizadas, social e econo-micamente, em contextos locais, a ganharem o centro do palco?” No Brasil, a

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organi-zação Gender-it trabalhou em parceria com a ONG Criola - voltada para a melhoria das condições de vida das mulheres e meninas negras - para responder a esta pergunta. As Yalodês são um grupo de 39 mulheres, líderes em 13 comunidades do Rio de Ja-neiro e outros municípios da Baixada Fluminense, que vêm participando das iniciativas da Criola para o fortalecimento de suas capacidades e articulação política. O foco foi a exploração das possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais para facilitar a mo-bilização política das mulheres, o seu engajamento ativo em estruturas de governança, sua articulação coletiva e a negociação de seus interesses.

O projeto desenvolveu atividades de capacitação para a busca por informações, me-lhorar a comunicação com instituições governamentais e ter mais visibilidade e legiti-midade local. Foram oferecidas oficinas de fotografia, vídeo e escrita de blogs e capaci-tação para análise orçamentária das informações publicadas pelos governos.

Greve das Islandesas

Em 24 de outubro de 1975, 90% das mulheres islandesas entraram em greve – recu-saram-se a trabalhar, cozinhar e cuidar das crianças por um dia. Em vez de irem aos escritórios, fazerem tarefas domésticas ou cuidarem de crianças, elas foram às ruas rei-vindicar direitos iguais aos dos homens. Bancos, fábricas e algumas lojas tiveram que fechar, assim como escolas e creches.

Naquele ano, apenas três parlamentares eram mulheres - 5% do Parlamento. O movi-mento mudou a forma como as mulheres eram vistas no país e abriu espaço para que a Islândia tivesse a primeira presidenta da Europa, e a primeira a ser eleita democrati-camente como chefe de Estado em todo o mundo. Hoje, o país tem 28 mulheres no Parlamento, o equivalente a 44% dos assentos.

Em 2000, a licença paternidade paga foi introduzida para os homens e, em 2010, o país elegeu sua primeira primeira-ministra, Johanna Sigurdardottir, a primeira chefe de Estado abertamente homossexual no mundo.

A Islândia lidera o Índice Global de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mun-dial desde 2009 - é o país do mundo onde há mais igualdade entre homens e mulheres. Vale lembrar que o financiamento público das campanhas foi considerado um fator decisivo no país para que as mulheres melhorassem sua competitividade.

AÇÕES

• Criar, fortalecer e ampliar as Secretarias de Políticas para as Mulheres nos muni-cípios com estrutura, recursos humanos e orçamento próprios, para implemen-tação e ampliação de políticas para as mulheres.

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• Criar Conselhos Municipais de Direitos da Mulher onde não existam e garantir orçamento próprio, assegurando programas de formação continuada para as conselheiras e infraestrutura necessária para seu funcionamento.

• Capacitar, criar programas de apoio e realizar campanhas de incentivo, à parti-cipação das mulheres nos processos decisórios locais e do país.

• Analisar as políticas e o orçamento municipal com enfoque de gênero.

• Incentivar a participação das mulheres no planejamento das políticas públicas e no controle social.

• Construir e utilizar indicadores de gênero para avaliação de políticas e progra-mas municipais.

Fontes Consultadas

A Participação das Mulheres nas Eleições de 2014. Secretaria de Políticas para Mulhe-res. 2014.

http://www.spm.gov.br/sobre/publicacoes/publicacoes/2014/as-mulheres-nas--eleicoes-2014-livro.pdf. Acesso em 1 de março de 2014.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Ci-vilização Brasileira, 2004.

O Progresso das Mulheres no Brasil 2003–2010/Organização: Leila Linhares Barsted, Jacqueline Pitanguy – Rio de Janeiro: CEPIA; Brasília: ONU Mulheres, 2011.

RIBEIRO, Paulo Silvino. “Ideia de Política em Norberto Bobbio”; Brasil Escola. Disponí-vel em <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/ideia-politica-norberto-bobbio.htm>. Acesso em 28 de fevereiro de 2016.

Anais da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres: autonomia e igualda-de para as mulheres/Organização Secretaria Nacional igualda-de Políticas para as Mulheres. Brasília: Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, 2013. 130 p.

http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleitorais-2014. Acesso em 26 de abril de 2015.

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Referências

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