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Tópico2-Introduçãoehistóricodalogística

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Logística e Cadeia de Abastecimento

Tópico 2 – Da Logística Integrada ao Supply Chain Management(SCM); ciclo

de evolução; SCM

Prof. JOSÉ ADRIANO JUNQUEIRA INTRODUÇAO À LOGÍSTICA

Definição

A definição de logística, adotada pelo North American Council of Logistics Management (Conselho Norte-americano de Gerenciamento de Logística), é o seguinte:

"Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços e informações associadas, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor".

A logística começa pelo estudo e a planificação do projeto ou do processo a ser implantado. Uma vez planejado e devidamente aprovado, passa-se à fase de implantação e operação. Muitas empresas acreditam que o processo termina aí, mas na verdade, devido à complexidade dos problemas logísticos e sua natureza dinâmica, todo o sistema logístico preciso ser constantemente avaliado, monitorado e controlado.

Todos os elementos do processo logístico devem ser enfocados com um objetivo fundamental: Satisfazer as necessidades e preferências dos clientes finais, no entanto, cada elemento da cadeia logística é também cliente de seus fornecedores. Assim é preciso conhecer as necessidades de cada um dos componentes do processo, buscando sua satisfação plena. Finalmente, operando num mercado eminentemente competitivo, não basta adotar soluções tecnicamente corretas, é necessário buscar soluções eficientes, otimizadas em termos de custos, e que sejam eficazes em relação aos objetivos pretendidos.

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Principais mudanças econômicas que afetam a logística

i. globalização

ii. Aumento das incertezas econômicas

iii. Proliferação de produtos

iv. Menores ciclos de vida dos produtos

v. Maiores exigências de serviços

TERMINOLOGIA

A palavra Logística deriva do Latim Logis = Suprir/Abastecer e depois do

francês, do verbo loger que quer dizer alojar. O termo é de origem militar e que

significa a arte de transportar, abastecer e alojar tropas. Com o passar do tempo o

significado foi se tornando mais amplo, chegando a abranger outras áreas como a

gerência de estoques, armazenagem e movimentação (Journet, M. 1998:18).

Nesses quase 60 anos decorridos desde a segunda guerra mundial, a logística apresentou uma evolução continuada, sendo hoje considerada um dos elementos-chaves na estratégia competitiva das empresas. No início era apenas confundida com o transporte e o armazenamento de produtos; hoje é o ponto nevrálgico da cadeia produtiva integrada, procurando atuar de acordo com o moderno conceito de SCM – Supply Chain Management (Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos).

Na sua origem, o conceito de logística estava essencialmente ligado às operações militares, pois ao decidir avançar suas tropas seguindo uma determinada estratégia militar, os generais procuravam ter, sob suas ordens, uma equipe que providenciasse o deslocamento, na hora certa, de munição, víveres, equipamentos e socorro médico para o campo de batalha. Tratando-se de um serviço de apoio, sem o perfil de estratégia bélica e o prestígio das grandes batalhas, os grupos logísticos trabalhavam quase sempre em silencio.

Para se ter a idéia da importância da Logística para os militares, hoje

temos aproximadamente 90 soldados de apoio para cada 10 soldados

combatentes, ou seja, como a guerra deixou de ser corpo a corpo e tomou um

caráter mais hi tech, a necessidade de que os materiais estejam corretamente

disponíveis é a maior preocupação.

Importância da Logística no Setor Militar

Etapa

Soldados Combatentes

Soldados de Apoio

50 A.C.

9.000

25

1914-1918

10

3

1939-1945

1

1

Vietnã

15

85

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No campo empresarial, a Logística tomou uma forma mais consistente

com a Revolução Industrial. Na época, quando as empresas começar a surgir e a

necessidade por novos produtos era uma constante, a Logística foi o alicerce

fundamental para a sustentação do sistema.

Podemos fazer um paralelo entre o que ocorreu com as indústrias durante um período muito grande, pois era preciso transportar seus produtos das fábricas para os depósitos ou para os pontos de vendas, transportar matéria-prima em quantidade suficiente para garantir os níveis de produção desejados e necessários, ou ainda, manter produtos acabados em estoque em função da descontinuidade entre o consumo e a demanda. Historicamente, a maioria das indústrias surgiu no chão de fábrica, girando em torno dos processos de produção de poucos produtos, com o restante da organização gravitando em torno da manufatura, focalizando a predominância do processo de produção e delegando para as atividades de logística um plano secundário.

A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA NAS ECONOMIAS

Se nas empresas a Logística hoje é vista como uma área importante, o que dizer de uma

economia como um todo? Na verdade a Logística acaba assumindo um papel definitivo

no desenvolvimento de nações importantes como o caso dos Estados Unidos.

Só para se ter uma idéia, neste país o custo com Logística é de aproximadamente 10%

do PIB, ou seja, a cada 100 dólares produzidos lá, gasta – se 10 dólares nas mais

diversas atividades logísticas. Levando – se em conta que o PIB dos EUA é de 1,1

trilhão de dólares, pode – se imaginar o gasto com esta área.

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Comparando os custos logísticos em relação às vendas, algumas

pesquisas apontam uma média de 8,57%, ou seja, a cada 100 dólares vendidos,

gasta – se 8,5 dólares com a Logística. Porém esse índice muda de país para

país. Veja a tabela que mostra esse índice de alguns países:

Custos Logísticos em relação às vendas (%)

País

% das vendas

França

8,71

Alemanha

12,02

UK

7,74

Holanda

6,74

USA

7,63

Média

8,57

Na verdade, os Custos Logísticos são responsáveis pelo 2

o

maior custo

para a empresa, só perdendo para o custo do próprio produto. Com isso podemos

imaginar como é importante gerenciar bem esses custos, pois uma má

administração pode acarretar uma super precificação dos produtos, tornando – os

poucos competitivos.

Em se tratando de Brasil, estima – se que os custos logísticos representem

cerca de 12% do PIB, sendo somente transportes responsável por 6,5% do PIB.

Nosso esquema de transporte se apóia muito no modal rodoviário. Como as

estradas do país estão em péssimas qualidades, isso também é um fator que

onera os preços dos produtos, pois gasta – se mais com manutenção,

combustível, onerando o frete. Se as condições fossem diferentes, os custos das

mercadorias poderiam diminuir em até 4% em média, só por conta dessa má

conservação.

Vendas

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Cronologia do processo de comercialização, suas origens e suas práticas.

No começo as mercadorias eram diretamente trocadas nos postos de distribuição em uma época em quem as moedas não tinham credibilidade financeira. Era a fase do escambo, limitando a utilização do ouro como elemento de pagamento nas proximidades das jazidas.

Seguiu-se a fase de colonização, onde os aventureiros do meio-oeste norte-americano necessitavam de um sem número de mercadorias, predominando nesta época, os armazéns gerais (general stores), com as seguintes práticas:

- Comercialização feita basicamente a dinheiro;

- Oferta extensiva de mercadorias (sapatos, ferramentas, roupas, produtos não perecíveis, etc);

- O comerciante tentava adivinhar as necessidades e os gostos dos clientes e encomendavam as mercadorias, que permaneciam nas prateleiras até serem vendidas, não havendo retorno das mesmas ou qualquer processo de liquidação para otimizar estoques;

- Não havia variedade de produtos, traduzida em qualidade e tamanhos diferentes, marcas diversas, etc.

No final do século XVIII, devido à falta de variedade e estilos diferenciados nas roupas e sapatos, objetos de toucador e decoração das casas, dificilmente amparado pelos caixeiros viajantes que transitavam pelos armazéns gerais a procura de pedidos, este estilo de comercialização começou a se exaurir com o tempo, abrindo espaço para o sistema de vendas por catálogos e encomendas postais, que aproveitou o impulso do sistema postal norte-americano, que atendia razoavelmente bem as regiões no interior e criara um incentivo especial para as zonas rurais, com tarifas subsidiadas objetivando a fixação do homem no campo.

A aquisição por catálogos não satisfazia plenamente as necessidades de compra pessoal (a visualização dos produtos através de desenhos ou fotos, por melhor que fosse, não substituía o contato direto), problemático em função da grande variedade de componentes logísticos envolvidos e um elevado grau de confiabilidade exigido pelas transportadoras para administrar os problemas com extravios, produtos violados, quebrados ou faltando partes, sem falar no retorno das mercadorias devolvidas aos varejistas.

Em 1872 surgia a primeira empresa de comércio de produtos por catálogo, a Montgomery Ward, logo copiada por Richard Sears, que inovou o processo com a centralização de estoques em alguns pontos do território, o que possibilitou:

- Maior rapidez na distribuição dos produtos ao consumidor final; - Maior variedade de tipos, marcas, cores e tamanhos;

- Eliminação de intermediários (caixeiros-viajantes, lojistas, atravessadores);

- Possibilidade de redução de preços e a conseqüente absorção de maior fatias do mercado.

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Nesta época, em função do crescimento e do nível de sofisticação em demanda, surgiram em paralelo as lojas especializadas em linhas específicas de produtos (limited line stores), centradas inicialmente na comercialização de roupas, calçados, móveis, utensílios domésticos e outras especialidades, tornando-se sérias candidatas a se instalarem nas áreas centrais das cidades, com a introdução dos meios de transporte por bondes e ônibus, que criaram condições especiais, embora parciais, para maior concentração espacial dos negócios.

Em pleno século XIX, com o crescimento e a diversificação da demanda, surgiram nos Estados Unidos as drugstores, que incorporavam em uma farmácia tradicional, pontos de comercialização mista, oferecendo uma grande variedade de produtos de pequeno valor unitário, como filmes fotográficos, jornais, revistas e guloseimas, além é claro, dos produtos de beleza e de toucador, aproveitando os conhecimentos de química e o instrumental disponível aos farmacêuticos da época.

No final do século XIX e início do século XX, popularizaram-se nos Estados Unidos as lojas de departamentos (department stores), estabelecimentos varejista que na época localizaram-se apenas nos centros comerciais das cidades, que, em um único prédio congregavam setores diversos (departamentos), especializados em diversos produtos, como eletrodomésticos, móveis, roupas, calçados, brinquedos, etc.

No caso dos gêneros de primeira necessidade e produtos alimentícios, devido os hábitos domésticos tradicionais, o uso restrito das geladeiras (limitado somente às famílias ricas) e o baixo nível de acesso ao automóvel que restringia o deslocamento a pequenas distancias, as pequenas vendas, empórios, açougues e padarias de bairro eram os estabelecimentos típicos de varejo até as décadas de 1940/1950.

Em meados na década de 1930 nos Estados Unidos (no Brasil, apenas a partir de 1950), com a implantação da indústria automobilística que acentuou a motorização da população e a crescente utilização das geladeiras no ambiente doméstico, surgiram os primeiros supermercados, com suas operações intimamente ligadas ao auto-serviço. Vantagens logísticas levaram ao crescimento vertiginoso deste tipo de operação comercial, primeiro devido os menores preços, que atraíram mais clientes, que alavancaram melhores condições de suprimentos e maior poder de negociação junto aos fornecedores.

No segundo ciclo de evolução dos supermercados, estes passaram a oferecer também os produtos antes disponíveis apenas nos drugstores, comercializando também utensílios domésticos e outros tipos de mercadoria, buscando aproveitar a instalações e expandir os negócios, atraindo maior clientela, que abasteciam seu lar com um grande número de produtos concentrados em um único local, surgindo assim os hipermercados.

A idéia inicial de expandir instalações de uma única loja à medida que as vendas iam crescendo foi substituída pela criação de várias lojas cobrindo uma determinada região ou até mesmo um país. Surgiram então as cadeias varejistas de supermercados, de lojas de departamentos, de roupas, sapatos e de outros tipos de produtos.

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A organização e o gerenciamento das cadeias varejistas exigiu um esforço imenso e uma administração centralizada sofisticada, surgindo mais freqüentemente outro tipo de cadeia que se alastrou extraordinariamente formadas pelas franquias, onde o franqueador transfere ao franqueado todo o know-how do negócio, permitindo somar as vantagens da operação especializada e ganhos de escala de cadeias varejistas, sem contudo exigir aportes de capital elevado de um único empresário.

Na fase de expansão na direção dos bairros e subúrbios, enquanto que lojas especializadas, atendendo um tipo de consumidor mais exigente na compra de roupas, calçados, jóias, livros, continuavam a existir, ficando, no entanto dispersas na malha urbana, dificultando as compras e apresentando problemas de acesso e de estacionamento, surgiam os shopping centers, que mereceram um destaque especial, com a idéia de reunir sob um mesmo teto, lojas especializadas, mas sem tirar-lhes sua característica básica, que a especialização num negócio específico. agregando outras facilidades, como estacionamento, ar-condicionado, restaurantes, cinemas, bares, além de áreas de circulação atraentes. Este tipo de comércio possibilitou maiores índices de vendas por metro quadrado de loja e se alastrou rapidamente nos Estados Unidos e Europa, como também no Brasil.

A especialização e a maior sofisticação dos shoppings centers, de um lado, e os custos de comercialização mais elevados das lojas de departamentos, de outro, levaram à idéia d estender o conceito básico dos supermercados a outros tipos de produtos, surgindo então as lojas de descontos (Ponta de estoque ou OUTLET). Neste tipo de comércio, não existe a preocupação com as instalações e acabamento do prédio, com lojas especializadas em algum tipo de produto, baseando suas operações nos custos baixos. Pegando carona na idéia das lojas de descontos, surgiu mais recentemente outro tipo de comércio varejista objetivando seus produtos com baixos custos, os outlets, operados diretamente pelos fabricantes dos produtos, com um contato direto com os consumidores finais.

Não podemos deixar de citar o sistema de venda direta, onde o vendedor de determinada indústria bate à porta dos consumidores finais, fazendo a demonstração dos produtos e comercializando-os.

Com o estágio atual de desenvolvimento da Internet, foi dado novo impulso ao varejo sem loja, originalmente centrado nas venda por catálogos e distribuição via correio, e hoje apoiado fortemente na Internet, desenvolvendo o sistema de comércio eletrônico. Outro tipo de comércio é o varejo por máquinas (vending machines), onde cigarros, refrigerantes, sanduíches, jornais, livros, além de muitos outros produtos, são comercializados nos Estados Unidos, Japão e Europa, por meio de moedas e mais recentemente com notas de papel. Podemos citar a introdução deste tipo de comércio no Brasil de forma muito recente, limitada a pontos de vendas em locais públicos, hospitais e rodoviárias, devido os níveis de vandalismo e segurança, além dos roubos, o que reduz muito as perspectivas deste tipo de negócio, diminuindo sua vantagem competitiva.

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Finalizando as explanações acerca das práticas de comércio nos dias atuais, citamos as lojas de conveniência, em sua maioria abertas 24 horas por dia, comercializando uma série de produtos consumidos por dia, e atendem especialmente pessoas em situações de emergência, pessoas sozinhas, profissionais que trabalham em horários especiais, parte devido questões de segurança, mas também para se beneficiar da demanda agregada.

Fatores e condicionantes da atuação no comércio:

São listados abaixo um conjunto expressivo de fatores, aos quais está ligada a atuação do comerciante:

- Obtenção da margem necessária para sobreviver e expandir os negócios; - Oferecimento de um mix de produtos, ou seja, variedade de produtos;

- Obtenção de vantagens diferenciais sobre seus competidores, tais como preços diferenciados, estrutura logística atualizada, inovações tecnológicas, e vantagens extras aos clientes;

- Localização e dimensionamento adequados para seu estabelecimento, considerando a demanda atual e a evolução futura;

- Tamanho do mercado em que atua, que condiciona o tamanho da unidade varejista e sua expansão;

- Incorporação dos avanços tecnológicos ligados à prática varejista, ao suprimento e à administração do negócio;

- Conhecimento dinâmico das necessidades e anseios dos consumidores, e

- Restrições governamentais e institucionais, traduzidas em políticas macroeconômicas e creditícias, leis e códigos de proteção ao consumidor, etc. A logística e a estratégia competitiva

No início de 1991, o mundo presenciou um exemplo dramático da importância da logística. Como precedente para a Guerra do Golfo, os Estados Unidos e seus aliados tiveram que deslocar grandes quantidades de materiais a grandes distancias, o que se pensava ser em um tempo impossivelmente curto. Foram mais de meio milhão de pessoas e mais de meio milhão de materiais e suprimentos que tiveram que ser transportados através de 12.000 quilometros por via aérea, mais de 2.300 milhões de toneladas de equipamentos transportados por mar – tudo isto realizado em questões de meses.

Ao longo da história da humanidade, guerras foram ganhas e perdidas através do poder e da capacidade da logística – ou a falta deles. Podemos citar a derrota da Inglaterra na Guerra da Independência dos Estados Unidos, com a total dependência britânica aos víveres e equipamentos vindos da Europa durante mais de seis anos de conflito – uma grande falha logística. Na segunda Guerra mundial, também a logística teve um papel preponderante na Invasão da Europa pelas forças aliadas, reconhecidamente um exercício de logística altamente eficiente, tal como foi a derrota de Rommel no deserto.

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Apesar de todo este histórico remoto de compreensão do papel crítico da logística, estranhamento, somente em um passado recente é que as organizações empresariais reconheceram o impacto vital que o gerenciamento logístico pode ter na obtenção da vantagem competitiva.

Os princípios de gerenciamento logístico levaram mais ou menos setenta anos, ou mais, para serem claramente definidos.

O forte gerenciamento logístico pode proporcionar uma fonte de vantagem competitiva – em outras palavras, uma posição de superioridade duradoura sobre os concorrentes, em termos de preferência do cliente, pode ser alcançada através da logística.

Uma das bases do sucesso do mercado é baseado na trilogia: companhia, seus clientes e seus concorrentes – os três Cs, ilustrada na figura abaixo:

A procura por uma vantagem competitiva sustentável e defensável tem se tornado a preocupação de todo gerente alerta para as realidades do mercado. Não de pode mais pressupor que os produtos bons venderão sempre, tampouco é aceitável imaginar que o sucesso de hoje continue para sempre.

Clientes

Companhia Concorrente

Busca

benefícios a

preços

aceitáveis

Ativos & utilização Diferenciais de Ativos & utilização

(10)

Como vimos, as empresas vem desenvolvendo atividades logísticas há

muitos anos. Uma visão moderna prega um rearranjo destas atividades de forma

tal que o gerenciamento seja facilitado. A Logística na verdade se relaciona mais

freqüentemente com duas áreas da empresa: Marketing e Produção, porém

existem outras interligações importantes, como a da área de custos, por exemplo.

O quadro a seguir mostra como a Logística se relaciona com essas duas áreas:

Logística da sua empresa

Logística de

suprimentos

Logística

interna

Logística de

distribuição

Logísticade suprimentos

é responsávelpelaaquisiçãoe recebimentode materiais, matéria-prima, peças, produtosintermediários

s ouacabados. Inclui todasas funções logísticas

associadasa esteescopo.

Logísticainterna

englobaas funçõeslogísticasresponsáveispeloarmazenamentoe transformaçãode materiais(produçãovia transformaçãooumontagem)

Logísicade distribuição

é compostapelasfunçõeslogíticasenvolvidasdesdea expediçãoatéa entrega doprodutoaoclientefinal.

(11)

Como se vê, a Logística está estrategicamente posicionada entre duas

áreas importantes da empresa. Enquanto a produção tem como foco principal

produzir bens com qualidade ao menor custo possível, o Marketing se preocupa

em dar lucros para a empresa. Na intermediária do fluxo há todas as atividades de

estocagem, manuseio e transportes de materiais feitos pela produção e vendidos

pelo marketing.

Algumas atividades, no entanto são comuns para as áreas afins. A

Logística se encontra bastante integrada, com atividades em comuns com as

áreas discriminadas. Portanto é salutar que profissionais de áreas diferentes

gerenciem estas atividades sob o foco sistêmico.

Firma

PRODUÇÃO

Atividades

típicas:

Controle de

qualidade;

Planejamento

detalhado.

Manuseio interno.

Manutenção de

equipamentos.

Atividades de

interface:

Programação de

produção.

Localização

industrial.

Compras.

LOGÍSTICA

Atividades

típicas:

Manutenção de

estoques.

Processamento de

pedidos.

Armazenagem.

Manuseio de

materiais.

Atividades de

interface:

Padrões de níveis

de serviço.

Formação de

preços.

Embalagem.

Localização de

depósitos

MARKETING

Atividades

típicas:

Promoção /

propaganda.

Pesquisa de

mercado.

Administração da

força de venda

Interface

Logística

-

Produção

Interface

Logística

-

Marketing

Referências

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