Pós-Graduação em Química
Pós-Graduação em Química
Química Quântica Avançada
Química Quântica Avançada
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos: Parte 1 Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos: Parte 1Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• CONTEÚDO
– Introdução à Mecânica Quântica.
– Estrutura Eletrônica de Átomos Hidrogenoides. – Estrutura Eletrônica de Átomos Multi-Eletrônicos:
• Átomos Polieletrônicos: Aproximação Orbital, Estados Multi-Eletrônicos; Princípio de Pauli, Função de Onda
Antissimétrica e Determinantes de Slater; Interação Spin-Órbita e Termos Espectroscópicos Atômicos.
• Método Variacional, Determinante Secular; Teoria da Perturbação Dependente e Independente do Tempo para Estados Não-Degenerados e Degenerados; Regras de Seleção e Momento de Dipolo de Transição.
Programa da Disciplina: Conteúdo
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Otávio Santana Otávio Santana
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Hamiltoniano PolieletrônicoHamiltoniano Polieletrônico• A equação de Schrödinger é muito mais complexa no caso de átomos polieletrônicos (2 ou mais elétrons).
➔Isto ocorre devido aos termos de interação entre os elétrons, razão
pela qual não existem soluções analíticas para orbitais e energias.
➔Ex.: No caso do He:
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
^
H =
∑
i−
ℏ
22m
e∇
i2−
∑
iZe
24π ε
0r
i+
∑
i< je
24 πε
0r
ij^
H = −
ℏ
22 m
e∇
1 2−
ℏ
22m
e∇
2 2−
Ze
24 πε
0r
1−
Ze
24π ε
0r
2+
e
24π ε
0r
124
Otávio Santana Otávio Santana
• Átomos Polieletrônicos
–Hamiltoniano Polieletrônico: Unidades AtômicasHamiltoniano Polieletrônico: Unidades Atômicas
• A equação de Schrödinger é muito mais complexa no caso de átomos polieletrônicos (2 ou mais elétrons).
➔Isto ocorre devido aos termos de interação entre os elétrons, razão
pela qual não existem soluções analíticas para orbitais e energias.
➔Ex.: No caso do He:
Aqui se adotou a mesma notação das coord. originais
^
H =
∑
i−
1
2
∇
i 2−
∑
iZ
r
i+
∑
i < j1
r
ij^
H = −
1
2
∇
1 2−
1
2
∇
2 2−
Z
r
1−
Z
r
2+
1
r
12 5 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Hamiltoniano Polieletrônico: Unidades AtômicasHamiltoniano Polieletrônico: Unidades Atômicas
• A equação de Schrödinger é muito mais complexa no caso de átomos polieletrônicos (2 ou mais elétrons).
➔O hamiltoniano polieletrônico Ĥ pode ser reescrito em termos de
hamiltonianos hidrogenoides ĥ:
➔Ex.: No caso do He:
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
^
H =
∑
i^h
i+
∑
i < j1
r
ij, ^h
i=
∑
i(
− 1
2
∇
i2− Z
r
i)
^
H = ^h
1+ ^
h
2+
r
1
12 6 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Hamiltoniano Polieletrônico: Unidades AtômicasHamiltoniano Polieletrônico: Unidades Atômicas
• Um fator X converte Q'[UA] em Q[SI]: Q = XQ'
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Quantidade Fator Valor
Comprimento a0 5,2918×10-11 m Massa me 9,1095×10-31 kg Carga e 1,6022×10-19 C Energia εa 4,3598×10-18 J Momento Angular ħ 1,0546×10-34 Js Dipolo Elétrico ea0 8,4784×1030 Cm Polarizab. Elétrica e2a 02εa-1 1,6488×10-41 C2m2J-1 Campo Elétrico εae-1a0-1 5,1423×1011 Vm-1 Função de Onda a0-3/2 2,5978×1015 m-3/2
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Otávio Santana Otávio Santana
• Átomos Polieletrônicos
–Hamiltoniano PolieletrônicoHamiltoniano Polieletrônico: Aproximação Orbital
• Nesta aproximação a função de onda total Ψ(r1,r2,...) é aproximada admitindo-se que cada elétron “ i” ocupa seu próprio orbital ψ.
➔Sendo ri o vetor posição do elétron “ i”, com origem no núcleo,
pode-se escrever:
em geral se assume que cada função ψi se assemelha a um orbital
hidrogenoide com cargas nucleares efetivas Zef (blindagem). ➔Quando escrita nesta forma a função de onda é denomina
Produto de Hartree
Produto de Hartree:(*) partículas independentes.
Ψ(⃗
r
1,⃗r
2, ...) = ψ
1(⃗
r
1)ψ
2(⃗
r
2)
...
(*) Douglas Rayner Hartree, matemático e físico inglês (1897-1958): Proc. Cambridge Phil. Soc. , 24 , 89 (1928).
8
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Hamiltoniano PolieletrônicoHamiltoniano Polieletrônico: Aproximação Orbital
• Nesta aproximação a função de onda total Ψ(r1,r2,...) é aproximada admitindo-se que cada elétron “ i” ocupa seu próprio orbital ψ.
➔Sendo r
i o vetor posição do elétron “ i”, com origem no núcleo,
pode-se escrever:
➔Esta aproximação permite expressar a estrutura de um átomo pela
identificação dos orbitais ocupados (fundamental ou excitado).
➔Este modelo corresponde a descrição de partículas totalmente
independentes: movimento não-correlacionado. Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Ψ(⃗
r
1,⃗r
2, ...) = ψ
1(⃗
r
1)ψ
2(⃗
r
2)
...
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Procedimento geral para a ocupação dos orbitais hidrogenoides:
Princípio da Construção
Princípio da Construção / EstruturaçãoEstruturação / AufbauAufbau.
➔As configurações eletrônicas são determinadas experimentalmente
por medidas espectroscópicas e magnéticas.
➔A ordem (aproximada) de preenchimento é dada pelo conhecido
Diagrama de Pauling (ordem de preenchimento ≠ energética).
➔Nota #1: a ordem energética dos orbitais varia ao longo da tabela
periódica. Ex.: 4s3d entre K e Ca; 3d4s entre Sc e Zn.
➔Nota #2: A descrição da configuração eletrônica, na aproximação
orbital, deve satisfazer a um conjunto de regras (a seguir...). Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
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• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Procedimento geral para a ocupação dos orbitais hidrogenoides:
Princípio da Construção
Princípio da Construção / EstruturaçãoEstruturação / AufbauAufbau.
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Teorema Spin-Estatística
• O spin não é previsto pela Mecânica Quântica Não-Relativística: forma de operadores e autofunções de spin são desconhecidas. • Por esta razão, o spin é tratado separadamente, e costuma-se representar suas autofunções de spin σ(ω) = α ( ) ou ↿ β ( ):⇂
• Como o hamiltoniano não inclui o spin, pode-se escrever: Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
∫
0 ∞|α(ω)|
2d ω = 1,
∫
0 ∞|β(ω)|
2d ω = 1,
∫
0 ∞α(ω)
*β(ω)
d ω = 0
Ψ(
q
1, q
2,... , q
N) = Φ(⃗
r
1, ⃗r
2,... ,⃗r
N)σ (ω
1, ω
2,... , ω
N)
ψ(
q
i) =
ϕ(⃗
r
i)σ (ω
i) ≡
Spin-Orbital
q
i= (⃗
r
i, ω
i) ≡
Coordenada Generalizada
16 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Teorema Spin-Estatística
• Para um sistema clássico a identificação das partículas não possui consequências.
• Em sistemas quânticos o princípio da incerteza impossibilita a identificação de trajetórias em conjuntos de partículas idênticas. • Funções de ondas que descrevem um conjunto de partículas
idênticas devem levar em conta a indistinguibilidade destas.
➔Se as partículas estiverem muito separas, de modo que as funções
de onda individuais não se sobrepõem, este critério não se aplica.
➔Na descrição formal os elétrons são identificador a partir de suas
coordenadas, de modo que uma notação simplificada é: i = ri.
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• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Teorema Spin-Estatística
• O “operador de troca/permutação” Pij é definido pelo seu efeito na
atuação em uma função de onda total:
➔Por Exemplo:
➔Nota: Em um sistema com N partículas → N! Permutações.
Ex.: N = 3 (123), (132), (213), (231), (312), (321).→
^P
12[ϕ
1 s(1)α(1)ϕ
2 s(2)β(2)ϕ
2 p(3)α(3)] = [ϕ
1 s(2)α(2)ϕ
2 s(1)β(1)ϕ
2 p(3)α(3)]
= [ϕ
2 s(1)β(1)ϕ
1 s(2)α(2)ϕ
2 p(3)α(3)]
Ordem Convencional^P
ijΨ (... , q
i, ... , q
j,...) = Ψ(... ,q
j, ... , q
i,...)
18 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Teorema Spin-Estatística
• O “operador de troca/permutação” Pij é definido pelo seu efeito na
atuação em uma função de onda total:
• Os autovalores de Pij são obtidos aplicando-se o operador duas
vezes a uma função de onda total:
de modo que:
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
^P
ijΨ (... ,q
i,... ,q
j, ...) = Ψ(... , q
j, ... , q
i,...)
^P
ij2Ψ (... , q
i, ... , q
j,...) = Ψ (... , q
i, ... ,q
j,...) ⇒ ^P
ij2= ^
1
^P
ijΨ (... , q
i, ... , q
j,...) = c Ψ (... ,q
i, ... , q
j,...) ⇒ c = ±1
19 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Teorema Spin-Estatística
• O “operador de troca/permutação” Pij é definido pelo seu efeito na
atuação em uma função de onda total:
• Se c = +1 a função preserva o sinal e é dita “simétrica”. Se c = -1 a função troca o sinal e é dita “antissimétrica”.
➔Nota: Não se deve confundir “simetria” com “paridade”.
Ex.: x1 + x1 = simétrica impar; x12 + x12 = simétrica par.
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
^P
ijΨ (... , q
i, ... , q
j,...) = Ψ (... ,q
j, ... , q
i,...)
^P
ijΨ (... , q
i, ... , q
j,...)
^P
ijΨ (... , q
i, ... , q
j,...)
= + Ψ (... ,q
i, ... , q
j, ...)
= −Ψ (... ,q
i, ... , q
j, ...)
≡
Simétrica
≡
Antissim.
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• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Teorema Spin-Estatística
• Para um sistema de N partículas idênticas, como a identificação (formal) não pode afetar o estado do sistema, as funções:
devem corresponder ao mesmo estado, podendo ser simétrica ou antissimétrica em relação à permutação das coordenadas i e j. • Além disso, a função não pode ser simétrica em relação a um
determinado par e simétrica em relação a outro.
• Ou seja, a função deve ser “totalmente simétrica” ou “totalmente antissimétrica”. Elétrons Dados experimentais Antissimetria.→ →
Ψ(... , q
i,... ,q
j, ...)
eΨ(... , q
j, ... , q
i,...)
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Princípio de Pauli (1925)(*) • A condição da antissimetria da função de onda total (que inclui o
spin) é expressa pelo Princípio de Pauli:Princípio de Pauli
“Quando os índices de dois férmions idênticos forem permutados, a função de onda total muda de sinal (função antissimétrica). ” “Quando os índices de dois bósons idênticos forem permutados, a função de onda total mantém o sinal (função simétrica). ” • O Princípio da ExclusãoPrincípio da Exclusão é um caso particular do Princípio de Pauli:
Princ. de Pauli = Geral, Princ. Exclusão = Aprox. Orbital. “Um orbital não pode ser ocupado por mais do que dois elétrons, cujos spins devem estar emparelhados.”
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
(*) Wolfgang Ernst Pauli, físico austríaco (1900-1958).
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Primeira condição: para a definição da configuração eletrônica de um átomo observa-se o Princípio de PauliPrincípio de Pauli.
➔Uma forma de se incluir o spin na função total consiste nas
seguintes combinações entre estados α ( ) e ↿ β ( ):⇂ Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Indistinguibilidade dos Elétrons
Indistinguibilidade dos Elétrons : Probabilidades iguais para qualquer elétron ser α ou β.
σ
2+=
β(1)β(2)
σ
1+=
α (1)α (2)
σ
3+=
1
√
2
[
α (1)β(2) + β(1)α(2)
]
σ
4-=
1
√
2
[
α (1)β(2) − β(1)α(2)
]
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Otávio Santana Otávio Santana
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Primeira condição: para a definição da configuração eletrônica de um átomo observa-se o Princípio de PauliPrincípio de Pauli.
➔A função de onda total é o produto da parte espacial (orbital, φ)
pela de spin (σ).
➔Admitindo que os dois elétrons ocupam o mesmo orbital φ,
a única solução aceitável (antissimétrica) é:
Ψ(2,1) = ϕ(2)ϕ(1) 1
√
2
[
α(2)β(1) − β(2)α(1)
]
= −Ψ (1,2)
Ψ (1,2) = ϕ(1)ϕ(2)σ
-(1,2)
=
ϕ(1)ϕ(2) 1
√
2
[
α (1)β(2) − β(1)α(2)
]
Spin-Orbitais 26 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Primeira condição: para a definição da configuração eletrônica de um átomo observa-se o Princípio de PauliPrincípio de Pauli.
➔A função de onda total é o produto da parte espacial (orbital, φ)
pela de spin (σ).
➔Se os elétrons ocuparem o mesmo orbital com o mesmo spin
(mesmo spin-orbital)[ex.: α]: Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Ψ (1,2) = ϕ(1)ϕ(2)σ
-(1,2)
=
ϕ(1)ϕ(2)
1
√
2
[
α (1)α(2) − α(1)α(2)
]
Spin-Orbitais≡
0
ConfiguraçãoExcluída 27 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Primeira condição: para a definição da configuração eletrônica de um átomo observa-se o Princípio de PauliPrincípio de Pauli.
➔A função de onda total é o produto da parte espacial (orbital, φ)
pela de spin (σ).
➔Pode-se concluir que a antissimetria da função de onda satisfaz a
dois critérios importantes: Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Indistinguibilidade
Indistinguibilidade ↔ Antissimetria Antissimetria→Exclusão (Aprox. Orbital)Exclusão (Aprox. Orbital)
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Spins emparelhados = Spin total (resultante) S nulo → Vetores orientados nos respectivos cones → Única forma de se obter este arranjo: singletosingleto
σ- = 1/√2[α(1)β(2)-β(1)α(2)]
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Primeira condição: para a definição da configuração eletrônica de um átomo observa-se o Princípio de PauliPrincípio de Pauli.
➔A função de onda total é o produto da parte espacial (orbital, φ)
pela de spin (σ): Totalmente Antissimétrica.
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
(*) John Clarke Slater, físico americano (1900-1976).
Ψ(1,2,... N ) =
1
√
N !
|
ψ
1(1) ψ
1(1) ... ψ
1(1)
ψ
2(2) ψ
2(2) ... ψ
2(2)
⋮
⋮
⋱
⋮
ψ
N(
N) ψ
N(
N) ... ψ
N(
N )
|
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Primeira condição: para a definição da configuração eletrônica de um átomo observa-se o Princípio de PauliPrincípio de Pauli.
➔Construção de funções de onda antissimétricas para N partículas
indistinguíveis: Determinante de Slater (1929).(*)
Nota #1:
Nota #1: O fator a frente do determinante garante a normalização. Nota #2:
Nota #2: Elétrons nas linhas, spin-orbitais nas colunas (ou o inverso).
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Otávio Santana Otávio Santana
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Ψ(1,2,... N) =
1
√
N !
|
ψ
1(1) ψ
1(1) ... ψ
1(1)
ψ
2(2) ψ
2(2) ... ψ
2(2)
⋮
⋮
⋱
⋮
ψ
N(
N) ψ
N(
N ) ... ψ
N(
N)
|
• Átomos Polieletrônicos
–DeterminantesDeterminantes: Definições
• Para uma matriz quadrada A de ordem N, define-se o determinante como:
onde aij é o elemento de matriz ( A)ij, cij o “cofator de aij” e Mij o
determinante de ordem N-1 obtido do determinante de A pela remoção da linha i e coluna j.
det (A) =
|
a
11a
12... a
1 Na
21a
22... a
2 N⋮
⋮
⋱
⋮
a
N 1a
N 2... a
NN|
=
∑
j Na
ijc
ij, i = 1 ou 2 ou ...
∴ c
ij= (−1)
i+ jM
ij31 Otávio Santana Otávio Santana
Ψ(1,2,... N) = 1
√
N !
|
ψ
1(1) ψ
1(1) ... ψ
1(1)
ψ
2(2) ψ
2(2) ... ψ
2(2)
⋮
⋮
⋱
⋮
ψ
N(
N) ψ
N(
N ) ... ψ
N(
N)
|
• Átomos Polieletrônicos
–DeterminantesDeterminantes: Propriedades
1.Se todos os elementos de uma linha (ou coluna) forem nulos, o determinante é nulo.
2.Se duas linhas (ou colunas) do determinante forem idênticas, o determinante é nulo.
3.A permutação entre duas linhas (ou colunas) inverte o sinal do determinante.
4.A multiplicação das linhas (ou colunas) por uma constante é equivalente a multiplicar o determinante por estas constantes. 5.A combinação entre duas linhas (ou colunas) do determinante não
altera o valor do determinante.
6.O determinante de uma matriz é igual ao determinante de sua transposta.
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Otávio Santana Otávio Santana
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
• Átomos Polieletrônicos
–DeterminantesDeterminantes: Exemplo #1 (Matriz Diagonal)
Apenas produtos dos elementos diagonais.
|
a
110 ...
0
0
a
22...
0
⋮
⋮
⋱
⋮
0
0 ... a
NN|
=
a
11|
a
⋮
22...
⋱
0
⋮
0
... a
NN|
=
a
11a
22|
a
33...
0
⋮
⋱
⋮
0
... a
NN|
=
...
=
a
11a
22... a
NN 33 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
• Átomos Polieletrônicos
–DeterminantesDeterminantes: Exemplo #2 (Matriz Bloco-Diagonal)
Apenas produtos dos determinantes dos blocos diagonais.
|
a b 0 0 0
c d 0 0 0
0 0 e 0 0
0 0 0 f g
0 0 0 h i
|
=
a
|
d 0 0 0
0 e 0 0
0 0 f g
0 0 h i
|
−
b
|
c 0 0 0
0 e 0 0
0 0 f g
0 0 h i
|
=
...
=
|
a b
c d
|
|
e
|
|
f g
h i
|
34 Otávio Santana Otávio Santana
Ψ(1,2,... N) = 1
√
N !
|
ψ
1(1) ψ
1(1) ... ψ
1(1)
ψ
2(2) ψ
2(2) ... ψ
2(2)
⋮
⋮
⋱
⋮
ψ
N(
N) ψ
N(
N ) ... ψ
N(
N)
|
• Átomos Polieletrônicos
–DeterminantesDeterminantes: Determinantes de Slater
1.
1.Indistinguibilidade dos elétrons : As N! permutações descrevem Indistinguibilidade dos elétrons todas as possibilidades de ocupação dos spin-orbitais (condição formal da indistinguibilidade).
2.
2.Princípio de Pauli: A permutação dos índices dos elétrons Princípio de Pauli corresponde à troca de linhas (ou colunas) do determinante, o que implica na troca de sinal (condição de antissimetria).
3.
3.Princípio da Exclusão : Se dois elétrons possuírem o mesmo Princípio da Exclusão conjunto de números quânticos o determinante terá duas colunas (ou linhas) idênticas, e o determinante será nulo.
4.
4.Correlação de Correlação de Spins: Se dois elétrons possuírem as mesmas Spins
coordenadas generalizadas o determinante terá duas linhas (ou colunas ) idênticas, e o determinante será nulo (repulsão de Pauli).
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Otávio Santana Otávio Santana
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
(*) John Clarke Slater, físico americano (1900-1976).
Ψ(1,2,... N ) =
1
√
N !
|
ψ
1(1) ψ
1(1) ... ψ
1(1)
ψ
2(2) ψ
2(2) ... ψ
2(2)
⋮
⋮
⋱
⋮
ψ
N(
N) ψ
N(
N) ... ψ
N(
N )
|
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Primeira condição: para a definição da configuração eletrônica de um átomo observa-se o Princípio de PauliPrincípio de Pauli.
➔Construção de funções de onda antissimétricas para N partículas
indistinguíveis: Determinante de Slater (1929).(*)
Nota #1:
Nota #1: O fator a frente do determinante garante a normalização. Nota #2:
Nota #2: Elétrons nas linhas, spin-orbitais nas colunas (ou o inverso).
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Otávio Santana Otávio Santana
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Segunda condição: os elétrons ocupam orbitais diferentes de uma mesma subcama antes de os ocuparem duplamente.
➔Isto reduz as repulsões elétron-elétron, uma vez que os elétrons
ocupam regiões espacialmente distintas. Neste caso... • Terceira condição: o estado fundamental corresponde a
configuração com o máximo de elétrons desemparelhados.
➔1ª Regra de Hund1ª Regra de Hund(*)(†) (ou Princípio de Máxima Multiplicidade ), Princípio de Máxima Multiplicidade cuja causa reside no efeito de correlação de spins ( antissimetria).→
➢ Multiplicidade = 2S + 1 (S = Spin Total).
S = 0 Mult = 1 (Singleto); → S = 1 Mult = 3 (Tripleto).→ Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
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• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• A 1ª Regra de Hund pode ser compreendida a partir da conside-ração de que uma função antissimétrica pode ser obtida como:
onde “+” se refere a uma função simétrica, “-” a antissimétrica, e sendo φ± (espacial) e σ∓ (spin) funções da forma:
Se f = f1 = f2, tem-se também:
Ψ
-(1,2) = ϕ
±(1,2)σ
∓(1,2)
f
±(1,2) = f
1(
x
1)
f
2(
x
2)
± f
2(
x
1)
f
1(
x
2)
f
+(1,2) = f (x
1)
f ( x
2)
Nota
Nota: vimos isto na construção da função de onda antissimétrica na fundamentação do Princípio de Pauli.
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• A 1ª Regra de Hund pode ser compreendida a partir da conside-ração de que uma função antissimétrica pode ser obtida como:
Quando elétrons ocupam orbitais diferentes da mesma subcamada, há 3 possibilidades (simétricas) de obtenção do spin total S = 1: Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Ψ
-(1,2) = ϕ
±(1,2)σ
∓(1,2)
σ1+ = α(1)α(2) σ2+ = β(1)β(2) σ3+ = 1/√2[α(1)β(2)+β(1)α(2)] Tripleto Tripleto 46 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• A 1ª Regra de Hund pode ser compreendida a partir da conside-ração de que uma função antissimétrica pode ser obtida como:
Consequentemente, quando os spins dos elétrons 1 e 2 forem paralelos, a parte espacial é, obrigatoriamente, antissimétrica:
E neste caso, quando r1 ≈ r2, tem-se:
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Ψ
-(1,2) = ϕ
±(1,2)σ
∓(1,2)
Ψ
-(1,2) = 1
√
2
[
ϕ
1( ⃗
r
1)ϕ
2( ⃗
r
2) −
ϕ
2( ⃗
r
1)ϕ
1( ⃗
r
2)
]
Ψ
-(1,2) = 0
Ou sejaOu seja: Probabilidade nula dos elétrons 1 e 2 se aproximarem menor repulsão.→ Movimento Correlacionado47
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• Átomos Polieletrônicos
–Configuração EletrônicaConfiguração Eletrônica: Regras para a Construção
• Por outro lado, quando dois elétrons ocupam orbitais diferentes com spins α e β:
Consequentemente, a probabilidade de encontrar o elétron 1 e e em suas respectivas coordenadas e elementos de volume é
E neste caso, quando r1 ≈ r2, tem-se:
Ou seja
Ou seja: Probabilidade finita dos elétrons 1 e 2 se aproximarem maior repulsão.→ Movimento Não-Correlacionado
Ψ
-(1,2) = 1
√
2
[
ϕ
1(1)α(1)ϕ
2(2)β(2) − ϕ
2(1)β(1)ϕ
1(2)α(2)
]
Ψ
-(1,2) ≠ 0
P (1,2)d ⃗
r
1d ⃗
r
2=
∫
Spin| Ψ
-(1,2)|
2d ⃗
r
1d ⃗
r
2d ω
1d ω
2 52 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
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Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
Fim da Parte 1
Fim da Parte 1
Problema de Três ou Mais Corpos: Visão Geral
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos:• As linhas espectrais (absorção ou emissão) surgem quando um átomo sofre transição, com variação de energia | ΔE| = hνfóton. • No entanto, os níveis de energia não derivam apenas dos orbitais,
devido às interações dos elétrons: efeito eletrostático e magnético. •Efeito Eletrostático: interação elétron-elétron, do qual derivam as Efeito Eletrostático
energias dos orbitais e das configurações eletrônicas. •Efeito Magnético: interação entre dipolos magnéticos, que Efeito Magnético
provocam o desdobramento dos níveis de energia.
• Os movimentos orbital ℓ e de spin s provocam a geração de dipolos magnéticos μ e campo magnético B.
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• A interação entre os momentos de dipolo magnéticos gerados pelos movimento orbital e de spin é o “acoplamento spin-órbita”. • A intensidade do acoplamento e seu efeito sobre o desdobramento
dos níveis depende da orientação dos momentos angulares.
Orientações diferentes Interações diferentes→
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• A interação entre os momentos de dipolo magnéticos gerados pelos movimento orbital e de spin é o “acoplamento spin-órbita”. • A intensidade do acoplamento e seu efeito sobre o desdobramento
dos níveis depende da orientação dos momentos angulares. Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
μ B Um dipolo magnético μ está associado a um campo magnético B que aponta no sentido contrário 56 Otávio Santana Otávio Santana
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• Ao acoplamento spin-órbita está associado um “momento angular total” j, obtido pela soma vetorial dos momentos angulares ℓ e s. • O momento angular total é expresso pelos números quânticos j e
mj, cujos valores permitidos são obtidos como:
Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
j = ℓ + s , ℓ + s − 1,... |ℓ − s |
Vetores commesmo sentido sentidos opostosVetores com
m
j=
0, ±1, ±2,. .. ± j
Para cada valor de j A cada valor de mj corresponde um estado
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• Ao acoplamento spin-órbita está associado um “momento angular total” j, obtido pela soma vetorial dos momentos angulares ℓ e s. • Exs.: s1: ℓ = 0, s = ½ ⇒ j = 1/ 2 (apenas spin) p1: ℓ = 1, s = ½ ⇒ j = 1/ 2 e 3/2 d1: ℓ = 2, s = ½ ⇒ j = 3/ 2 e 5/2 (figura) d1: Para j = 3/ 2 ⇒ mj = ±1/2, ±3/2 (4 estados) d1: Para j = 5/ 2 ⇒ mj = ±1/2, ±3/2, ±5/2 (6...) 58 Otávio Santana Otávio Santana
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• O desdobramento dos níveis deriva das diferentes orientações entre os momentos ℓ e s e, portanto, dos valores de j.
• A interação E entre um momento magnético vetorial μ e um campo magnético vetorial B é dado pelo produto escalar: E = -μ·B. • Como valores escalares dos momentos de dipolo são proporcionais
aos momentos angulares na forma: μs -∝ s, μℓ -∝ B -∝ ℓ, tem-se:
Esta é a expressão clássica para a contribuição da variação na energia do estado de uma configuração eletrônica.
➔ Nota: embora a discussão seja relativa a um elétron, expressão
semelhante é válida para muitos elétrons, como veremos adiante. Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
E ∝ ⃗ℓ ·⃗s
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• O desdobramento dos níveis deriva das diferentes orientações entre os momentos ℓ e s e, portanto, dos valores de j.
• A interação E entre um momento magnético vetorial μ e um campo magnético vetorial B é dado pelo produto escalar: E = -μ·B. • O produto vetorial ℓ·s pode ser obtido a partir da consideração da
soma vetorial j = ℓ + s: Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
∴ ⃗ℓ · ⃗s =
1
2
( ⃗
j ·⃗j − ⃗ℓ ·⃗ℓ − ⃗s · ⃗s)
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• O desdobramento dos níveis deriva das diferentes orientações entre os momentos ℓ e s e, portanto, dos valores de j.
• A interação E entre um momento magnético vetorial μ e um campo magnético vetorial B é dado pelo produto escalar: E = -μ·B. • O resultado quântico é obtido com a introdução de operadores e
valores esperados:
^j = ^ℓ + ^s ⇒ ^j · ^j = (^ℓ+ ^s )·(^ℓ+ ^s ) = ^ℓ· ^ℓ + ^s · ^s + 2^ℓ · ^s
∴ ⟨^ℓ· ^s ⟩ =
1
2
⟨ ^
j · ^j − ^ℓ· ^ℓ − ^s · ^s ⟩ = 1
2
[
j ( j +1)−ℓ(ℓ+1)−s(s+1)] ℏ
2 61 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita
• O desdobramento dos níveis deriva das diferentes orientações entre os momentos ℓ e s e, portanto, dos valores de j.
• A interação E entre um momento magnético vetorial μ e um campo magnético vetorial B é dado pelo produto escalar: E = -μ·B. • A variação na energia do nível devido à interação entre os
momentos magnéticos é portanto:
onde A é uma constante de proporcionalidade denominada “constante de acoplamento spin-órbita” (unid.: número de onda).
➔ Nota: quanto maior j, maior a energia do nível (e vice-versa).
Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
∴ E
j ,ℓ ,s∝ ⟨^ℓ · ^s⟩ ⇒ E
j , ℓ , s=
1
2
hcA[ j ( j+1)−ℓ (ℓ+1)−s (s +1)]
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Ex.#1: Determinação do Acoplamento Spin-Órbita.
– Determine o desdobramento Ej,ℓ,s para (a) um elétron s1(estado fundamental de um metal alcalino) e (b) um elétron p1 (estado excitado).
Dado:
Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
Resp.: (a) 0; (b) +½hcA e -hcA.
Ej ,ℓ , s=12hcA[ j ( j +1)−ℓ (ℓ+1)−s(s+1)] 1 nível 3 orbitais 6 estados 1 nível 4 estados (mj = ±1/2, ±3/2) 1 nível 2 estados (mj = ±1/2)
65
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• Ex.#2: Determinação da Constante de Acoplamento.
– Calcule a constante de acoplamento spin-órbita para a primeiraconfiguração de estado excitado do sódio (elétron em um orbital p) a partir da separação entre os níveis: 17,2 cm-1. Dados (exemplo anterior):
Resp.: A = 11,5 cm-1. E3 2,1 , 12 = +1 2hcA E1 2,1 , 1 2 = −hcA 70 Otávio Santana Otávio Santana
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Termos Espectroscópicos
• Um “termo espectroscópico” é uma notação que condensa a descrição da estrutura fina que deriva do acoplamento spin-órbita. • Adota-se a convenção de letras minúsculas para simbolizarem
orbitais atômicos e maiúsculas para estados eletrônicos. • Cada símbolo contém 3 informações:
➔Uma letra maiúscula representa o momento angular orbital total momento angular orbital total L.L ➔Um índice superior esquerdo indica a multiplicidade de spin total multiplicidade de spin total SS. ➔Um índice superior direito informa o momento angular total momento angular total JJ.
Formato: 2S+1{L}
J.
Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Termos Espectroscópicos
• Um “termo espectroscópico” é uma notação que condensa a descrição da estrutura fina que deriva do acoplamento spin-órbita. • Quando vários elétrons estão presentes, é preciso saber como as
várias contribuições de momento angular se somam vetorialmente. • Valores permitidos determinados pela série de Clebsh-Gordansérie de Clebsh-Gordan: Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
Vetores com
mesmo sentido sentidos opostosVetores com
L =
ℓ
1+
ℓ
2−
1,... |ℓ
1−
ℓ
2|
S =
s
1+
s
2−
1,... | s
1−
s
2|
J =
L + S ,
L + S − 1,... |L − S |
s
1+
s
2,72
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Termos Espectroscópicos
• Um “termo espectroscópico” é uma notação que condensa a descrição da estrutura fina que deriva do acoplamento spin-órbita. • Quando vários elétrons estão presentes, é preciso saber como as
várias contribuições de momento angular se somam vetorialmente. • Valores permitidos determinados pela série de Clebsh-Gordansérie de Clebsh-Gordan:
➔Quando 3 ou mais elétrons estão presentes, somam-se os
momentos angulares adicionais com os obtidos na série anterior.
➔Como consequência, um determinado valor de momento angular
pode ocorrer mais de uma vez.
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• Ex.#3: Determinação do Momento Angular Total L.
– Determine os momentos angulares orbitais totais dasconfigurações (a) d1f1 e (b) d3. Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
Resp.: (a) H, G, H, D, P; (b) I, 2H, 3G, 4F, 5D, 3P, S.
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• Átomos Polieletrônicos
–Regras de HundRegras de Hund: Ordenamento dos Termos
• 1ª Regra: O termo de energia mais baixa corresponde ao estado eletrônico de maior multiplicidade (2S+1).
• 2ª Regra: Para termos de mesma multiplicidade, o termo de menor energia possui maior momento angular orbital (L). • 3ª Regra: A interação spin-órbita desdobra os termos em função
dos diferentes valores de momento angular total ( J):
➔Se a última subcamada for semi-preenchida ou mais, o termo de
menor energia possui maior momento angular total.
➔Se a última subcamada for menos que semi-preenchida, o de
menor energia possui menor momento angular total. Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
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• Átomos Polieletrônicos
–Regras de HundRegras de Hund: Ordenamento dos Termos
• 1ª Regra: O termo de energia mais baixa corresponde ao estado eletrônico de maior multiplicidade (2S+1).
• 2ª Regra: Para termos de mesma multiplicidade, o termo de menor energia possui maior momento angular orbital (L). • 3ª Regra: A interação spin-órbita desdobra os termos em função
dos diferentes valores de momento angular total ( J):
➔As regras se relacionam a expressão do acoplamento spin-órbita:
E
J ,L ,S=
1
2
hcA[ J (J +1) − L(L+1) − S (S +1)]
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• Ex.#4: Determinação de Termos Espectroscópicos.
– Determine os símbolos dos termos espectroscópicos dasconfigurações (a) [He]2s12p1, (b) [He]2p22p5 e (c) [He]2p2. Identifique os termos de menor energia.
Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
Resp.: (a) 3P
2,3P1,3P0,1P1; (b) 2P3/2,2P1/2; (c) 1D2,3P2,3P1,3P0,1S0.
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita (Cont.)
• No caso de átomos polieletrônicos, os momentos angulares orbitais se acoplam aos momentos angulares de spin.
• A forma em que os momentos angulares se acoplam, no entanto, depende da intensidade da interação entre os dipolos magnéticos.
➔Acoplamento Fraco: Acoplamento LS (Russel-Saunders)Acoplamento Fraco ➢Quando o acoplamento é fraco, admite-se que a interação
spin-órbita só é significativa quando todos os momentos angulares orbitais atuarem cooperativamente sobre um spin total.
➢Calculam-se as quantidades totais L, S e J a partir da série de
Clebsh-Gordan e derivam-se os termos espectroscópicos correspondentes.
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Otávio Santana Otávio Santana
• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita (Cont.)
• No caso de átomos polieletrônicos, os momentos angulares orbitais se acoplam aos momentos angulares de spin.
• A forma em que os momentos angulares se acoplam, no entanto, depende da intensidade da interação entre os dipolos magnéticos.
➔Acoplamento Forte: Acoplamento jjAcoplamento Forte
➢Neste caso, admite-se que a interação spin-órbita ocorre pelo
acoplamento dos momentos angulares orbitais e de spin de cada elétron, fornecendo valores individuais de momento angular j.
➢Os momentos angulares individuais j se acoplam fornecendo
valores de momento angular total J, determinados pela série de Clebsh-Gordan. O conceito de termo espectroscópico não se aplica.
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Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos: Acoplamento Spin-Órbita (Cont.)
• No caso de átomos polieletrônicos, os momentos angulares orbitais se acoplam aos momentos angulares de spin.
• A forma em que os momentos angulares se acoplam, no entanto, depende da intensidade da interação entre os dipolos magnéticos.
➔Acoplamento Forte: Acoplamento jjAcoplamento Forte ➢Ex.: p2 ⇒ ℓ 1 = ℓ2 = 1, s1 = s2 = 1/2 ⇒ j1 = j2 = 3/2 e 1/2. j1 = 3/ 2 e j2 = 3/ 2 ⇒ J = 3, 2, 1, 0. j1 = 3/2 e j2 = 1/2 ⇒ J = 2, 1. j1 = 1/2 e j2 = 3/2 ⇒ J = 2, 1. j1 = 1/2 e j2 = 1/2 ⇒ J = 1, 0.
Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
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• Átomos Polieletrônicos
–Espectros de AtômicosEspectros de Atômicos:Acoplamento Spin-Órbita, Termos Espectroscópicos & Regra de Hund
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• Átomos Polieletrônicos
–Regras de SeleçãoRegras de Seleção:• Tanto estados quanto transições podem ser identificados por símbolos de termos espectroscópicos.
• Convencionalmente, o símbolo do termo de energia mais alta precede o de menor energia.
➔Ex.: para o sódio no estado fundamental (3 s1) e excitado (3p1).
L = ℓ1 = 0, S = s1 = 1/2 ⇒ J = 1/2 ⇒1S1/2. L = ℓ1 = 1, S = s1 = 1/2 ⇒ J = 3/2 e 1/2 ⇒2P3/2 e 2P1/2. Emissão: 2P 3/2 → 1S 1/2 e 1S 1/2 → 2P 1/2. Absorção: 2P 3/2 ←1S1/2 e 1S1/2 ←2P1/2. 93 Otávio Santana Otávio Santana
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Regras de SeleçãoRegras de Seleção:• Tanto estados quanto transições podem ser identificados por símbolos de termos espectroscópicos.
• Convencionalmente, o símbolo do termo de energia mais alta precede o de menor energia.
➔As regras se fundamentam na conservação do momento angular e
do fato de que o fóton possui spin 1.
➔A derivação das regras de seleção é baseada no mesmo
procedimento utilizado para átomos hidrogenoides: Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
μ
fi ele=
∫
−∞ +∞∫
−∞ +∞...
∫
−∞ +∞Ψ
*(1,2,... N) ^μ
eleΨ (1,2,... N)d τ , ^μ
ele=
∑
i N(−
e ⃗r
i)
94 Otávio Santana Otávio SantanaEstrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
Estrutura Eletrônica de Átomos Polieletrônicos
• Átomos Polieletrônicos
–Regras de SeleçãoRegras de Seleção:• A condição de conservação de momento angular implica que: Inclusão do Spin: Acoplamento Spin-Órbita
⃗J
f= ⃗
J
i+ ⃗
1 ⇒ J
f=
J
iou J
i±
1 ⇒ Δ J = 0, ±1
Exceto:Jf = Ji = 0
⃗
S
f= ⃗
S
i⇒
S
f=
S
i⇒
Operador momento de dipolo não atua nas coord. de spinΔ
S = 0
⃗L
f= ⃗
L
i+ ⃗
1 ⇒ L
f=
L
iou L
i±
1 ⇒ Δ L = 0, ±1
Exceto: Lf = Li = 0⃗ℓ
f= ⃗
ℓ
i+ ⃗
1 ⇒ ℓ
f=
ℓ
i+
1 ⇒
Δℓ = 0 é proibido pela Regra de LaporteΔ
ℓ = ±1
96
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