Everson Moretti
Renato Massaharu Hassunuma
Patrícia Carvalho Garcia
Sandra Heloísa Nunes Messias
Renato Massaharu Hassunuma
Professor Titular do Curso de Biomedicina Universidade Paulista – UNIP
Campus Bauru
Patrícia Carvalho Garcia
Coordenadora auxiliar do Curso de Biomedicina Universidade Paulista – UNIP
Campus Bauru
Sandra Heloísa Nunes Messias
Coordenadora Geral do Curso de Biomedicina Universidade Paulista – UNIP
1ª. Edição / 2019 Bauru, SP
Universidade Paulista – UNIP, campus Bauru
PROFA. DRA. MARJORIE DEASSISGOLIM
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho“ – UNESP Campus Botucatu
Capa
Everson Moretti. Área de ossificação endocondral em osso longo corada em Hematoxilina e Eosina obtida em microscópio binocular da marca Nikon® modelo E200, uma câmera fotográfica de 5 megapixels da marca Tucsen®, programa de captura ISCapture® versão 3.5, Notebook da marca Acer® com sistema operacional Windows 7 Home® em objetiva de aumento de 40 vezes.
Design
Renato Massaharu Hassunuma
Créditos das imagens
Todas fotos apresentadas no livro foram capturadas por Everson Moretti e Renato Massaharu Hassunuma no Laboratório Anatomed – Laboratório de Anatomia Patológica e Citopatologia de Bauru.
CIP – Brasil. Catalogação na Publicação
M845g
Guia visual de processamento histológico / Everson Moretti, Renato Massaharu Hassunuma, Patrícia Carvalho Garcia, Sandra Heloísa Nunes Messias. – Bauru. Canal 6, 2019.
Inclui bibliografia 39 f. : il. color
ISBN:
1. Histologia. 2. Técnicas Histológicas. 3. Obras pictóricas. I. Moretti, Everson. II. Hassunuma, Renato Massaharu. III. Garcia, Patrícia Carvalho. IV. Messias, Sandra Heloísa Nunes. V. Título
CDU: 591.8
Biomedicina da Universidade Paulista - UNIP, campus Bauru no desenvolvimento de eventos, publicações e projetos de extensão.
Agradecemos também a toda equipe do Laboratório Anatomed – Laboratório de Anatomia Patológica e Citopatologia de Bauru, pela sua generosa contribuição ao permitir a utilização do espaço, material e equipamentos, viabilizando a produção das fotos apresentadas neste livro.
Também agradecemos a Biomédica Kelly Colussi Pinheiro Precipito, Profa. Dra. Michele Janegitz Acorci Valério e Profa. Dra.
Marjorie de Assis Golim, por suas valiosas considerações na revisão deste material.
Biomédico Everson Moretti Prof. Dr. Renato Massaharu Hassunuma Profa. Dra. Patrícia Carvalho Garcia Profa. Dra. Sandra Heloísa Nunes Messias
2. Desidratação da peça ... 10
3. Diafanização da peça ... 11
4. Embebição, inclusão e emblocamento ... 12
5. Posicionamento do bloco histológico no micrótomo ... 13
6. Microtomia ... 14
7. Separação dos cortes histológicos ... 15
8. Pesca do corte ... 16
9. Distensão em água aquecida ... 17
10. Pesca do corte ... 18
11. Desparafinização em estufa ... 19
12. Desparafinização em xilol ... 20
13. Hidratação ... 21
14. Lavagem ... 22
15. Coloração com hematoxilina ... 23
16. Lavagem ... 24
17. Diferenciação rápida ... 25
24. Diafanização ... 32
25. Separação do material de montagem ... 33
26. Montagem ... 34
27. Limpeza ... 35
28. Secagem e identificação ... 36
Este livro apresenta uma sequência de fotos que ilustram as etapas que compõem o processamento histológico de rotina. A proposta deste livro foi desenvolver um material de apoio pedagógico na área de Histologia que possa ser utilizado por professores e alunos para explicar de forma breve e simples a produção de uma lâmina histológica em sala de aula.
Foram usados frascos de tamanho relativamente pequenos para representar os líquidos utilizados nas etapas para facilitar as tomadas fotográficas. Mas a representação simbólica destas soluções em nada diminui a importância deste material pedagógico sobre um assunto tão escasso na literatura brasileira.
O tempo gasto em cada etapa descrita no texto e a quantidade de banhos são apenas uma sugestão para um procedimento de rotina. Estes valores podem ser alterados de acordo com a técnica utilizada, natureza do material a ser processado, produtos utilizados, entre outros fatores.
1. Fixação da peça
▪
Material: formol a 10%
▪
Objetivos: preservar o
material, evitar a autólise,
impedir a ação de
microrganismos, endurecer os
tecidos e aumentar a
afinidade pelos corantes
▪
Procedimento: um banho de
tempo variável (de acordo
com o tamanho e composição
da peça processada)
2. Desidratação da
peça
▪
Material: álcoois em
concentrações crescentes
(70%, 80%, 90% e 100%)
▪
Objetivo: remover o formol a
10% da peça
▪
Procedimento: um banho de
uma hora em cada álcool e
dois banhos de uma hora no
álcool a 100%
3. Diafanização da
peça
▪
Material: xilol
▪
Objetivo: remover o álcool da
peça e preparar o material
para receber a parafina
▪
Procedimento: dois banhos
4. Embebição, inclusão
e emblocamento
▪
Material: parafina derretida
em estufa a 56-60
oC
▪
Objetivo: infiltração da
parafina a peça
▪
Procedimento: dois banhos
5. Posicionamento do
bloco histológico no
micrótomo
▪
Material: micrótomo
▪
Objetivo: fixação do bloco no
micrótomo
▪
Procedimento: remoção do
excesso de parafina e
posicionamento correto do
bloco no micrótomo
6. Microtomia
▪
Material: micrótomo e
navalha de aço
▪
Objetivo: obtenção de cortes
histológicos
▪
Procedimento: utilização do
micrótomo para obtenção da
fita de cortes histológicos por
meio do corte com navalha
descartável de aço
7. Separação dos
cortes histológicos
▪
Material: pinça e água em
temperatura ambiente
▪
Objetivo: separação dos
cortes histológicos
▪
Procedimento: deposição do
corte histológico na
superfície da água e
isolamento de um corte
histológico da fita
8. Pesca do corte
▪
Material: lâmina de vidro
histológica
▪
Objetivo: posicionar o corte
histológico na lâmina de
vidro
▪
Procedimento: encostar a
lâmina de vidro junto ao corte
histológico na superfície da
água. Pescar o corte
histológico tracionando a
lâmina para fora da água
9. Distensão do corte
em água aquecida
▪
Material: água aquecida em
banho maria a uma
temperatura de cerca de 44
oC
▪
Objetivo: remoção das dobras
do corte histológico
▪
Procedimento: deposição do
corte histológico na
superfície da água e
observação da distensão do
corte
10. Pesca do corte
▪
Material: lâmina de vidro
histológica
▪
Objetivo: posicionar o corte
histológico na lâmina de
vidro
▪
Procedimento: encostar a
lâmina de vidro junto ao corte
histológico na superfície da
água. Pescar o corte
histológico tracionando a
lâmina para fora da água
11. Desparafinização em
estufa
▪
Material: suporte de madeira
e estufa a 68
oC
▪
Objetivo: remover o excesso
de parafina do corte
histológico e favorecer a
aderência do corte histológico
na lâmina de vidro
▪
Procedimento: deixar a
lâmina posicionada
verticalmente no suporte de
madeira dentro da estufa por
quarenta minutos
12. Desparafinização em
xilol
▪
Material: xilol
▪
Objetivo: remover o excesso
de parafina do corte
histológico
▪
Procedimento: dois banhos
13. Hidratação
▪
Material: álcoois em
concentrações decrescentes
(álcool 100%, 90%, 80%, 70%)
▪
Objetivo: remover o xilol do
corte histológico e prepará-lo
para a coloração
▪
Procedimento: de cinco a dez
14. Lavagem
▪
Material: água
▪
Objetivo: remover o álcool do
corte histológico e prepará-lo
para a coloração
▪
Procedimento: lavar
15. Coloração com
hematoxilina
▪
Material: corante
hematoxilina
▪
Objetivo: corar estruturas
ácidas dos tecidos
▪
Procedimento: um banho de
aproximadamente um minuto,
sendo o tempo variável de
acordo com a temperatura do
ambiente
16. Lavagem
▪
Material: água
▪
Objetivo: remover o excesso
de hematoxilina
▪
Procedimento: lavar
17. Diferenciação rápida
▪
Material: solução de álcool
ácido a 1%
▪
Objetivo: aumentar o
contraste dos núcleos
celulares
▪
Procedimento: um mergulho
18. Lavagem
▪
Material: água
▪
Objetivo: remover o excesso
de diferenciador
▪
Procedimento: lavar
19. Banho em água
amoniacal
▪
Material: solução de água
amoniacal a 0,5%
▪
Objetivo: aumentar a
tonalidade azulada dos
núcleos celulares
▪
Procedimento: um mergulho
20. Lavagem
▪
Material: água
▪
Objetivo: remover o excesso
da solução de água amoniacal
▪
Procedimento: lavar em água
21. Banho em álcool a
95%
▪
Material: solução de álcool a
95%
▪
Objetivo: remover a água do
corte e preparar para a
coloração com eosina
▪
Procedimento: um banho
22. Coloração com
eosina
▪
Material: corante eosina
▪
Objetivo: corar estruturas
básicas dos tecidos
▪
Procedimento: um banho de
aproximadamente um minuto,
sendo o tempo variável de
acordo com a temperatura do
ambiente
23. Banho em álcool a
100%
▪
Material: álcool a 100%
▪
Objetivo: remover o excesso
de eosina
▪
Procedimento: três a cinco
mergulhos em três banhos de
álcool absoluto
24. Diafanização
▪
Material: xilol
▪
Objetivo: remover o álcool a
100%
▪
Procedimento: cinco a dez
mergulhos em dois banhos de
xilol
25. Separação do
material de
montagem
▪
Material: meio de montagem,
xilol, lamínula, lenço de
papel, pinça
▪
Objetivo: organizar a bancada
para montagem da lâmina
▪
Procedimento: separação do
26. Montagem
▪
Material: meio de montagem,
xilol, lamínula, lenço de
papel, pinça
▪
Objetivo: inserção da
lamínula sobre o corte
histológico, utilizando o meio
de montagem
▪
Procedimento: depositar uma
gota do meio de montagem
sobre a lamínula e verter a
lâmina sobre a lamínula
27. Limpeza
▪
Material: lenço de papel
▪
Objetivo: eliminar excesso de
meio de montagem
▪
Procedimento: utilizar um
lenço de papel para remover o
excesso de meio de montagem
28. Secagem e
identificação
▪
Material: caneta, lápis ou
etiqueta
▪
Objetivo: aguardar a secagem
do meio de montagem e
identificar a lâmina
histológica
▪
Procedimento: aguardar 24
horas para secagem do meio
de montagem e identificar a
lâmina histológica com
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pedagógico na área de Histologia, fornecendo um material visual que professores e alunos possam utilizar em sala de aula para explicar a produção de uma lâmina histológica.