BIOSSEGURANÇA EM
MANEQUINS DE (RCPC)
PROFª. MS.SÔNIA MARIA JOSINO DOS SANTOS
CARACTERÍSTICAS UNIDADES URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
De acordo com os níveis de complexidade do
atendimento, as Unidades de Urgência prestam atendimento imediato em casos que, em princípio,
não ofereçam risco de vida, exigindo instalações e equipamentos mais simples, próprios de uma retaguarda de baixa e média complexidade.
• Enquanto que as Unidades de Emergência, por sua vez, são locais onde são praticados além dos procedimentos de menor complexidade, característicos das situações de urgência,
Infecções Hospitalares
São as mais freqüentes complicações
que
acometem
os
pacientes
hospitalizados.
Este processo, ocorre, em média, 5 a
10 dias ao período de internação,
dependendo de suas complicações.
CCIH
Lei 9431/97, que torna
obrigatória aos
hospitais a criação de CCCIH e a
Portaria 2616/98,que regulamenta as
diretrizes e as
ações de
vigilância e o
controle das Infecções Hospitalares no
país.
Controle de infecção e
biossegurança
Lei 6514/98, torna
obrigatória ás
instituições, o
fornecimento
de
EPIs,
segundo a necessidade do trabalho
desenvolvido.
Portaria
3214/98,
obriga
aos
funcionários o
uso de
EPIs, de acordo
com a especificidade da atividade
desenvolvida(BRASIL,2008).
Infecções Hospitalares
De acordo com Figueiredo (2005, p.263)
“Infecção Hospitalar é a infecção que se
manifesta dentro do ambiente hospitalar
ou até 72 horas após a alta do cliente,
em áreas que sofreram intervenções
invasivas durante o período de
internação”.
Ciclo infeccioso
Para que uma doença infecciosa seja transmitida para um hospedeiro susceptível, todos os componentes do ciclo do processo infeccioso devem estar presentes.
Segundo Timby e Smith (2005, p.189), além do agente infeccioso e do hospedeiro, são necessários um reservatório, uma via de saída, um meio de transmissão e uma porta de entrada.
Controle da disseminação dos
agentes infecciosos
Para se alcançar a assepsia, “ausência
de micróbios causadores de doença”
(AVELLO, 2003, p.97), utiliza-se uma
série de técnicas para a eliminação de
germes,
dentre
elas,
limpeza,
desinfecção e esterilização de materiais.
Humanização e
biossegurança
O Ministério da Saúde, dentro da política de Humanização do SUS, adota o conceito de
Ambiência para a arquitetura nos espaços da Saúde.
• Ambiência na Saúde, de acordo com Brasil
(2008), refere-se ao tratamento dado ao espaço físico entendido como espaço social,
profissional e de relações interpessoais que deve proporcionar atenção acolhedora,
Ambiência
Três eixos:
1.O espaço que visa à confortabilidade focada na privacidade e individualidade dos sujeitos envolvidos, valorizando elementos do ambiente que interagem com as pessoas – cor, cheiro, som, iluminação,
morfologia...–, e garantindo conforto aos trabalhadores e usuários
Ambiência
2.O espaço que possibilita a produção de
subjetividades – encontro de sujeitos – por meio da ação e reflexão sobre os processos de trabalho.
3. O espaço usado como ferramenta facilitadora
do processo de trabalho, favorecendo a otimização de recursos, o atendimento humanizado, acolhedor e resolutivo
BIOSSEGURANÇA
EM
MANEQUINS DE (RCPC)
Estimativas
da
Organização
Internacional do Trabalho (OIT)
revelam a ocorrência anual de 160
milhões de doenças profissionais, 250
milhões de acidentes de profissionais,
250 milhões de acidentes de trabalho e
330 mil óbitos.
BIOSSEGURANÇA - RCPC
Na Atualidade o conhecimento e correta
aplicação das normas de biossegurança assumem uma grande importância, em virtude do recrudescimento de doenças consideradas erradicadas ou controladas.
Aparecimento de novos patógenos, a
resistência bacteriana aos antibióticos e o aumento de patologias envolvendo imunodeficiência humana.
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RISCOS SÉRIOS À SAÚDE:
•
Durante treinamentos e implementações
da RCP com modelos de manequins.
•
Nas atividades de Salvamento aquático
para profissionais de saúde.
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INFECTOLOGIA: • AIDS • Hepatite B • Herpes • Meningite Meningocócica • Gripe • Tuberculose • Pneumonia• Infecções respiratórias diversas.
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Apesar de muito temido, o vírus HIV, que seria o
grande vilão, perde sua atividade quando exposto a temperatura ambiente em poucos minutos, com vários desinfetantes, baixo custo.
Deve-se considerar que toda a situação que
envolva contato com fluídos, existe um potencial
risco de contaminação e transmissão de
doenças associadas para todos os envolvidos na equipe de treinamento.
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DADOS IMPORTANTES:
• Não existem notificação de infecção de
tuberculose e/ou AIDS durante RCP com boca a boca.Porém, se faz necessária a precaução.
• A saliva do paciente com hepatite não é
infectante.
• Há um maior risco por herpes simples, neisseria
meningitidis) através da saliva ou aerossóis, porém a transmissão durante RCP é rara.
• O risco de contaminação com tuberculose é
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Ainda não se sabe ao certo, o grau de
resistência de vários vírus e bactérias comumente encontrados em sítios de secreções orais.
Ainda não há evidências de que durante a
massagem cardíaca, pode-se produzir aerossóis nos manequins, o que aumentaria o risco de contaminação.
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Possíveis focos de contaminação: • Superfícies
• Cavidades
• Bolsas que simulam os pulmões • Traquéia sanfonada
• Demais componentes internos.
LIMPEZA E DESINFECÇÃO REGULAR!!!! ESSA É A IDÉIA!!!
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DESINFECÇÃO
• Os componentes e mecanismos internos dos
manequins invariavelmente promovem fonte de
contaminação quando não há a desmontagem e
limpeza dos mesmos a cada aula ou treinamento.
• A contaminação durante os treinamentos pode
ocorrer através de fluídos da cavidade oral e pelas
mãos se os manequins com todos os seus
CONDUTAS EM EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A MATERIAL BIOLÓGICO
As maiores fontes de contaminação são o contato
mão-boca, mão-olho, os cortes e feridas superficiais na pele exposta e a perfuração cutânea.
• Usar luvas, protetor facial ou óculos durante a
desinfecção e limpeza.
• Não usar pias para lavagem das mãos ou para
qualquer outras atividades de higiene pessoal
• Lavar superfícies e mecanismos com detergente
CONDUTAS EM EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A MATERIAL BIOLÓGICO
• Usar soluções desinfetantes que não sejam
tóxicas
• Cuidado ao manusear as bolsas dos pulmões
para não produzir aerossóis
• Descontaminar superfícies e componentes
internos com agentes e desinfetantes eficazes.
• As maiores fontes de contaminação são o
contato mão-boca, mão-olho, os cortes e feridas superficiais na pele exposta e a
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• Durante a limpeza dos manequins podemos usar
vários desinfetantes, porém é prudente não lançar mão de soluções a base de iodo que podem manchar ou danificar os produtos em Plástico.
• Também não devemos utilizar soluções como
glutaraldeído ou formaldeído, pois deixam odor,
resíduos e níveis de toxicidade os quais podem
fazer mal a saúde de todos os envolvidos nos treinamentos com RCP.
INDICAÇÃO DE DESINFETANTE
•ÁLCOOL A 70%
•HIPOCLORITO DE SÓDIO
•ÁCIDO PERACÉTICO
+
•PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO.
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ÁLCOOL ETÍ ÍLICO NA CONCENTRAÇÃO 70%
• O uso do álcool a 70% vem sendo utilizado na área da saúde a muitos anos, devido ao seu alto poder de desinfecção.
• Nome do Processo: Atividade bactericida e viruscida. (Desinfecção).
A desinfecção com álcool a 70% é feita da seguinte forma:
friccionar com álcool a 70 % a superfície do artigo no
mesmo sentido esperando a secagem. Repetir o procedimento por três vezes..
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MECANISMO AÇÃO DO ÁLCOOL A 70%
•Possui concentração ótima para atividade bactericida, pois a desnaturação das proteínas do microrganismo (atua na membrana plasmática ou parede celular bacteriana, inibindo sua síntese e provocando sua destruição).
• Faz-se mais rapidamente na presença da
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DESVANTAGENS DO ÁLCOOL A 70%
•Provoca dilatação e enrijecimento de borrachas
e plásticos, opacifica acrílico, danifica lentes e
materiais com verniz e é altamente inflamável.
• É irritante de mucosa, ou seja, deve-se tomar
cuidado ao utilizá-lo.
• Caso entre em contato com a boca e os olhos, lavar com água e se o problema persistir procurar um médico.
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VANTAGENS DO HIPOCLORITO DE SÓDIO • Baixo custo e tem ação rápida.
• É indicado para desinfecção de superfícies
em unidade hemodiálise, banco de sangue e qualquer superfície contaminada.
• Deixando agir por 10 minutos.
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HIPOCLORITO DE SÓDIO A 1%
DESVANTAGENS
• Apresenta cheiro forte, é corrosivo.
• Necessita de limpeza prévia do material
para que sua ação não seja prejudicada pelo resíduo orgânico.
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Á ÁCIDO PERACÉTICO
LEGISLAÇÃO
• Portaria n.º 122/93 - ANVISA inclui o princípio
ativo na Portaria nº15/88, para uso esterilizante, desinfetante hospitalar para superfícies fixas e para artigos semi-críticos e desinfetante para a indústria alimentícia.
VANTAGENS
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ÁCIDO PERACÉTICO ASSOCIADO A PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO
• O alto poder biocida da combinação do ácido peracético com o peróxido de hidrogênio o converte em um produto altamente eficiente na eliminação de microorganismos, vírus, bactérias e fungos.
• Reage com as proteínas da parede celular dos
microorganismos, penetra no interior das células e ataca o sistema enzimático deles.
• A ação é rápida e não há microorganismos conhecidos
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ÁCIDO PERACÉTICO CARACTERÍSTICAS GERAIS
• Alta atividade como biocida e sanitizante
• De fácil manejo e conforto operativo
• De fácil diluição
• Não espumífero
• Não corrosivo
• Não gera vapores tóxicos
• Grande eficácia contra todo tipo de microorganismos
Considerações Finais
A prevenção da infecção é um
componente integral do planejamento e
da implementação de todas as ações de
enfermagem.