I
final pela orientadora e pelo Curso de Pós - Graduação.
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'-- __.\LLuÀ~)
Prof. Maria Inês Gobb~os Santos Orientadora~·~~
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--Ferraz HennemannBANCA EXAMINADORA
Profª Maria Inês Gobbo dos Santos M. Se. pela UFRGS
ProfQ Adernar Gilberto Groehs D. Se. pela COOPE I UFRJ ProfQ Guil lerrno J . Creus
o.
Se. pela COOPE I UFRJ Prof2 Nelton F. BonilhaM. Se. pela UFRGS
I I I
I
Ao Prof. Mauricio Sarraz1n e à Profª Inês Gobbo dos Santos, pela orientação no desenvolvimento te trabalho.
Maria des-Ao Prof. Henrique Jorge Brodbeck, pelo cons -tante apo1o e sugestões recebidas ao longo deste projeto.
Ao Prof. Ronald José Ellwanger e derna1s col e-gas da equipe LORANE pelo constante estímulo.
A Arqª Márcia Tavares Klarmann, in memoriam, pela imensa paciênc1a e ded1cação com que elaborou todas as ilustrações deste trabalho.
Ao Curso de Pós - Graduação em Engenharia Cl -vil da UFRGS, pelo apoio à realização do proJeto PROADE.
À CNEN,CNPq e FINEP,pelo auxílio finance1ro . À PUC-RS e ao Curso de Pós - Graduação em Engenharia Civ1l da PUC-RS, pelo apoio recebido para a conclu -são deste trabalho.
A todos os que colaboraram para a real1zaçao deste trabalho.
L i s l <.\ d ~· ,- i q ' ' r d s F (~ u <~ d ,. o s
Li sta de DeTini çóes Res umo
Abst ,~ act
1. I n t roduç:a o
1.1 S1stemas Computac1onais para a Engenharia Civ1l
1.2 O S1stema PROAOE- ProJeto Automático pa1a Ed1f1c1os
2. Anál ise Secudári a 2.1 Introdução
2.~-Dados de Geometria
2. 2.1 S1stema de E1xos de Uefer~nc1~
2.2.2 E1xos da Estrutura
2.7..3 PlSO!:i
2.2.4 Classes de P1sos 2.2.5 LaJes
2.2.6 V1gas
2.2.7 Vigas Contínuas
2.2.8 Classes de Seções
2.2.9 Seções de Cálculo
2.2.10 Constantes do Sistema
2.2.11 Lim1tes do S1stema
2.3 Dados de Cargas Externas
2.3.1 Morfologia e Orientação
2.3.2 Cargas em LaJeS
2 .3.2.1 Cargas Permanentes (Cp) 2.3.2.2 Cargas Acidentais (Ca)
2.3 .2.3 Cargas Extras (Ce)
2.3.3.2 Cargds Exlrau (Ce) 2.3.4 Reações
2.4 Resultados da Anál1se 2.4. 1 Estados de Carga 2. 4.2 Esforços nas Lajes 2.~.3 Esforços nas Vigas
2.5 Resultados do Dimensionamento 2.5.1 Sol1c1tações de Cálculo
2.5.2 Esforços Finais e Armaduras nas Lajes 2.5 .3 Esforços Finais e Armaduras nas Vigas
2.6 Compatibilidade entre a Análise Secundária e Primár1a
3 . An~l ise dos Eleme ntos Lam 1nares <LaJes)
3. 1 Desct-i ção
3.2 Análise Elástica
3.2.1 Lajes Armadas em Uma Direção 3.2.2 Método de Marcus
3.2.2.1 Itllt odução
3.2.2.2 Processo Simplificado de Marcus 3.2.3 Método de Elementos Finitos
3.2.3.1 Introdução
3.2. 3.2 Geração Automática dos Dados da Malha 3.2.3.2.1 Dados In1ciais
3.2.3.2.2 Get- ação das Coordenadas ] .2.3.2.3 Geração das Conct1vidade!:> 3.2.3.2.4 Geração das Restr1ções J.2 .3.J Oltmtzação do Processo de Solução 3.2.3.4 Processo de Solução
Noda1s
3.2.3.4.1 Cálculo da Matriz de Rig1dez e Vetor de Cargas para cada elemento
3.2.3.4.2 Obtenção da Matriz de R1g1dez e Vetor de Cargas Globa1s para a Malha
3.2.3.4.3.Aplicação das Cond1ções de Con tot·no
3.2.3.4.4 Solução do S1stema 3.2.3.4.5 Cálculo dos Esforços 3.2.4 Cálculo das Reações
I
3.3.1.1 Introdução 3.3.1.2 Hipóteses
3.3.1.3 Processo de Solução
4. Anál ise dos Elementos Lineares (Vigas> 4.1 Descrição
4.2 VIgas Isoladas
1.2.1 Considerações
4 .2.2 Esforços Hiperestáticos 4.2.3 Esforços Estáticos
4.3 Vioaa Contínuas
4.3.1 Hipóteses e Considerações 4. 3.2 Equaç~o dos Tr~s Momentos
4.3.3 Montagem e Soluçcio do Sistema de Equações 4.3.4 Cálculo dos Esforços Estáticos
5 . Dimen s ionamento 5.1 Descr1ção
5 .2 Armadura Lono1tud1nal 5.3 Armadura Transversal
6. Conclusões
Apêndi ce A : E:-~emp "I o de Ap 1 i caçao
Apêndi ce 8 :Organograma da An~l ise Secund~r • a
ApÊndi ce C : Estrutura de Dados da Análise Secund~r i a
B ibliogra-f ia
Figuras Figura 1.1 Figura 2.1 Figura 2.2 Fioura 2. 3 Figura 2.4 Figura 2.5 F1gura 2.6 Fioura 2.7 Fioura 2.8 Figura--2 . 9 Figura 2.10 Figura 2.11 Figura 2.12 Figura 2.13 Figura 2.14
Arquitetura do Sistema PROADE
SiRtema de eixos de referênc1a
Eixos que definem a oeomctr1a bás1ca da planta de um edifício
Identificação dos pisos
Classe de pisos (CP)
Laje retangular definida por Xi Ym Xj Yk
LaJe em "ele" definida por Xi Yn XJ Xl Xk Ym
Vinculação das laJes: convenções
Descr1ção de uma viga X: planta baixa
Descrição de urna v1ga: v1sta lateral
T1pos de v1nculação em v1gas
Vista lateral de uma viga contínua em 5 vãos Esquema estrutural da viga contínua da fig 2.11
Classe de seções transversais para pilares e
VlQas e seus par~metros de def1nição
Seções de cálculo distribu1das de forma
equi-distante em uma vioa ("n" seções)
Figura 2.15 Seções de cálculo posicionadas em relação ao
apoio esquerdo de uma viga.
Figura 2.16 Lajes submetidas ~ carga acidental no estado
de sobrecarga O.
Figura 2.17 Lajes submetidas ~ carga ac1dental no estado
de sobrecarga 1.
Figura 2.18
Figura 2.19
Figura 2.20
Figura 2.21
Carga concentrada em vigas, parâmetros.
Carga un1forme em vigas, parâmetros. Carga linear em vigas, parâmetros.
Carga de momento em vigas, parâmetros.
F i out·a 2.21 Fioura 2.25 Figura 2.26 Fioura 2.27 Figura 2.28 Figura 3.1 Fioura 3.2 Figura 3.3 Figura 3.4 Figura 3.5 Fi <Jura 3.6 Figura 3.7 Fi<,Jura 3.8 Figura 3.9 FiQura-3.10 Figura 3.11 Fioura 3.12 Figura 3.13 Ar mad u 1· a em laJes
Estribos em VlQaS Ãnoulos de inclinação
Arn1adura ew vigas
Esforços de En<Jastamento Perfeito
Esforços de Engastamento perfeito
Fluxograma da análise de laJes
Casos de ldJes armada~ em uma d11eçâo
LaJes armadas em uma direção
- Tipos de Vinculação
LaJes abordadas pelo Método de Marcus
- Tipos de Vinculacão
Faixas centrais
C o e f i c I e n te s (t. , R e y p a r a o c á 1 cu 1 o da f 1 ex a
máxima e momentos máx1rno posit1vo e mínimo
negati-vo de vi<Ja de seção constante.
Elemento retangular não coufonne, t1po "Rl2" , uti
-lizado para análise de placas em flexão.
So 1 uçd.o através do Método de Elementos F uli tos
utilizando-se malhas de várias densidades
Fluxograma: método de elementos finitos (MEF)
Laje retangular e em "ELE": configurações.
Intervalos da malha de elementos fin1tos.
Faixas horizonta1s
Representação da conf1guraçâo da ldJe em por fa1
-xas horizontdlS.
Figura 3.11 Representação da conf1ouração da laJe telanoular
Figura 3.15 Fi <Jura 3.16 Figura 3.17 Figura 3.18 Figura 3.19 Figura 3.20 Figura 3.21 Figura 3.22
por faixas hor1zonta1s .
conet1vidade do elemento de placa
Numeração dos nós e elementos da malha
Deslocamentos nodais
Geometria dos elementos fin1tos
Valor de cargas nodais do elemento
Ângulos para definição das áreas de influência
- reações em lajes
Reações em lajes retangulares
Configuração de ruptura de uma placa
- charneiras plásticas
Figura 4.3 Figura 4.4 Figura 4.5 Fi<Jura 4.6 Figura 4.7 Figura 4.8 Figura 4.9 Figura 5.1 Fi<Jura 5.2 Fi<Jut·a 5.3 Figura 5.4 Figura 5.5 Figura 5.6 Figura 5.7 Fi<;~ura 8.1 (>!UADROS Quadro 2.1 Quad t·o 2. 2
Esforços hiperestáticos em uma Vl<Jd Isolada VIga contínua com 'n' vãos
Vãos da viga contínua na forma 1sostát1ca
Giros de um vão isolado (Isostátlca fundamental)
Coeficientes E e D
Rotação de um apoio interno de uma v1ga contínua
Solução de uma vi<Ja continua !:llstema lu1ear de
equações.
Tipos de aço: classe e tensão (em MPa)
Seção transversal de uma VIQa
Di açt· ama de Deformações I Tensões
Deformações
Aço tiPO A X
Aço tipo 8 X
Fluxograma - Flexão reta simples
Fluxograma
-
CisalhamentoOr<;~anograma da anál1se Secundária.
Constantes do s1stema Limites do S1stema
I
E ixos de re~erência
Sistema de eixos cartesianos de referência coordenados XYZ
formando um tr1edro d1reto. Toda a estrutura será def1n1da em relaçâo a este s1stema.
E i >~os a u ;-: i 1 i a r e- s
Eixos util1zados pat·a a def1n1çãu doo eleme11tus eslrutu
-rais. Estâo sempre relacionados com um eixo de referência,
podendo ser, portanto, definidos nas d1reções X, Y, ou Z.
E i >:os pr . 1ma
.
1~.
l O SSâo eixos aux1l 1ares utilizados para a definiçâo de todos os elementos estruturais a serem anal1sados pela Anál1se P~imária do Sistema PROADE (vigas pr1márias e pilares
per-tencentes aos p6rt1cos planos da estrutura).
E i ~-:os Se L u n d á r 1 o s
Sâo eixo~ aux1liares ut1l1zados para a def1n1ção de todos
os elementos estrutura1s a serem anal1sados pela Anál1se
Secundár ia do Sistema PROADE (vigas secundár1as).
Pi sos
Sâo os planos dos pav1mentos dos ed1fíci os , paralelos ao
plano XY do s1stema de referênc1a.
Al t ura do p iso
Distância entre a face superior de um piso e a face supe
-rior do p1so consecut1vo.
Classes de pisos
Sâo pisos de mesma planta e geometria(pavimento- tipo) .
I
eixos auxil iares.
Viga pt- i má r i a
Elemento estrutural linear definido por 3 eixos auxi lia
-res, sendo que o eixo lonQitudinal do elemento devera ser sempre um e1xo primário.
V i 90'\ SE" C lllldr\t· i ~
Elemento estrutural linear definido por 3 e1xoa auxilia
-res, sendo Que o eixo longitudinal do elemento devera ser
sempre um eixo secundário.
E i X o de de f i n i ç: a o dE' 1.1 ma v i g a
~ o eixo auxiliar que define a direção do eixo lon
gitu-dinal de urna viga.
C o m p r i me n t o do T r· amo r í g i d o
Distância do centro do apoio de uma viga até a face I
nter-na deste mesmo apoio.
Dist~ncia em viga
~stância do eixo longitudinal de urna viga ao seu e1xo de definição.
A 1 t •Jr a em v i g a
Distância do eixo longitudinal de uma viga ao plano do pl
-so.
Viga isolada
Viga de somente um vão.
Viga contínua
ViQa de vários vãos consecutivos.
Seç:âo t ransvers a]
Utilizada para definir a seção de um pilar ou de uma viga.
os esforços e obter as armaduras em uma v1oa. Limites do s istema
Consistem em números máximos de elementos, como vioas, la
-jes e pilares , etc, que o s1stema acei ta em um problema.
Se estes não forem especificados, serão ut ilizados os li -mites padrâo oerados automaticamente quando da lniclall
-zucuo do vtol>lemu.
Constantes d o S is t ema
Consistem em constantes de 3 t ipos : de materiais, geomé
-tricas e de caroa e cálculo. Se não forem especificadas
pelo usuário, serão utilizadas as constantes padrão
gera-das automaticamente quando da iniclalizaç~o do sistemu.
Carr e:gamento
Carga vertical obrigatória agindo em v1gas e lajes.
Estados de sobrecarga
Indica a forma como é levada em consideração a carga
aci-dental em laJes.
Cargas e:xt ras
São cargas adicionais, agindo verticalmente em laJes e
vigas.
Estados d e car gas e;~tr-as
É um conJunto de cargas extras atuantes, para o qual
se-rá obtido um conjunto de solicitações Independentes.
Estados de: ca,~ga
É um conjunto de cargas do mesmo tipo, para o qual será
obtido um conjunto de solicitações Independentes.
I
O Sistema Projeto Automático de Edifícios
(Sistema PROADE), vem tendo, desde o seu início, um
desenvol-mento modular. No presente trabalho apresenta-se ma1s uma
eta-pa, a Anál1se Secundár1a no S1stema PROADE, Que vem completar a
primeira fase de Implantação, na qual Já estão em funcionamento
a Análise Primária e a Linguagem Orientada.
Com a implantação da Análise Secundár1a
dota-se o PROADE da faculdade de projeto, anál1se e dimensionamento
de um pav1menlo de concreto armado de um edi[!clo. A soluç~o 6
obt1da de forma automática e como resultados são Qerados todos
os esforços e armaduras nas lajes e v1oas que o compõe.
O sistema computacional foi desenvolv1do em linguagem Fortran. Na metodologia utilizada, as lajes podem ser
analisadas através de três métodos : Método de Marcus e
Méto-do de Elementos Fin1tos para a análise elást1ca e, Método das
Linhas de Ruptura para a análise ríQldo-plástica. As v1gas são
abordadas através da Teor1a da Estab1l1dade e do Método da
Flexibil1dade.
Ao longo da dissertação são abordados de forma
sistemática como se apresenta um problema PROADE, a descrição
dos elementos estruturais do pavimento, os carregamentos
1nc1-dentes, os métodos de solução e os resultados obt1dos.
ll
Th1s work integrates the PROADE System
Automatic Build1n~ DeslQn System. It has developed the
secondary analys1s wh1ch together w1th the pr1mary analysis and
or1ented language already on operat1on completes the f1rst
phase of that system.
W1th·the secondary analysis the PROADE becames
apt to design all the elements of a concrete bu1ld1ng flour.
The computer pro~ram that has been developed
determines all the 1nternal forces and calculates the amount of
steel re1nforcement of the beams and slabs.
ForLran was the language used 1n writlng the
The slabs can be analysed by means of anyone
of ti'le methods listed below : Marcus ' Method and the Fin1te
Element Method, both related to an elast1c analylis and Yleld
-Llne analys1s for a rlgld-plastlc analys1s of the slaos.
The beams are analysed us1ng the Flex1bll1ty
Method.
It 1s descr1bed throughout the text how a problem should be proposed to solut1on by the PROADE System.
The descr1pt1on o( the structural propet t1es
of the elements, the loadlnQ system as wel l a the cho1ce of Lhe
me t h o d o ( s o 1 u t 1 o n a n d p t" e se n L a t 1 o n o f t h e L H I d 1 r e 8 u 1 I s u L e
exempl1f1ed.
I
1 - INTROOUÇ~O
1 -1 S is temas Computac ionais para a Enge nhar ia C ivi l
o
desenvolv1mento de s1stemas computaciona1sna ~rea da engenharia civil confunde-se, nas ~ltimas décadas,
com a própria ocorrência e evolução dos computadores, desde os
de pr1meira geração, nas décadas de 40 e 50, aos atuais, tanto
os chamados de grande e médio porte como os microcomputadores.
Na engenharia civ1l, uma c1ência não tão
nova, ~s maiores mudanças ocorrem pr1ncipalmente (Uando as
ferramentas de trabalho, diga-se computadores, evoluem at1ng1n
-do est~gios mais avançados ao invés de alterações na forma de
an~lise do problema. Desta forma, um mesmo problema de engenha
-rla oas8a a ser reabordado através do uso desta nova
tccno-loala. Isto de fato , ve1o de encontro aos atua1s 1nteresses
do homem, po1s um dos obJetlvos pr1nc1pals na resolução de um
problema é otimizar sua solução, d1m1nuindo seus custos e
aumentando sua precisão e rapidez.
Sob este enfoque, v~rios sistemas
computacionais na área da engenharia civil Já foram
desenvolvidos e hoje são laraamente utilizados. Dentre os mais
conhecidos pode-se citar os trabalhos de Humar ~ Khandoker[l3],
para estruturas tridimensionais, o sistema CONFAP [18),
utilizando a análise tridimensional, o sistema GTSRUDL/RC
[27] , integrado para análise e projeto, e o trabalho de
Antunes [l] para a análise tridimensional de edifíciOS
I
l inouagens or1entadas voltadas para a anál1se estrutural
utilizando o Método de Elementos Flltltos e andlise malr1c1al
de estruturas.
1-2 O SistEma PROADE
ProJEto Autom~t i co para Edi~icios
A idéia básica que Qerou o desenvolvimento do
sistema PHOADE fo1 o de elaborar um programa integrado para
anál1se e projeto de ed1fícios de concteto armado. Isto ocorteu
através de uma ação conjunta entre o Curso de Pós-Graduação em
Enoenharia Civil , CPGEC-UFRGS,e o Departamento de Obras Civiles
da Universidade do Chile.
A proposta foi idealizada sob a coordenação oet-al do Pt-of. Maurício Sar-raz1n da Un1vers1dade do Ch1le a partir do desenvolvimento e implantação modular de todo o sis
-tema, o que de fato vem ocorrendo, tornando desta forma v1ável
a elaboração de um s1stema computacional de tal porte. Dentre
os módulos já 1rnplantados constam a LlnQuagem 01 ientada
PROADE, desenvolvida por Brodbeck [5) no CPGEC-UFRGS, voltada para realizar urna perfeita interação e organizaçâo das
estrutu-ras de armazenamento de dados relat1vos a um problema PROADE. O módulo correspondente à clilcH 1sc
Primár1a, desenvolvtdo por Ellwanger [9], também no CPGEC
-UFRGS,compreende a andl1se de um ed1fíc1o tt1mens1onal a part1r
de um pórtico espac1al. Sendo este d1vidido em subestruturas
verticais do t1po pórt1co plano, su]elto a carreQamentos
es-táticos e dinâmicos.
Desenvolvido pela Universidade do Ch1le, temos o módulo Gráfico, cuja finalidade é produzir a saída em »plotter» de todos os desenhos relativos a um projeto estrutu -ral, ta1s corno plantas de formas, de armaduras, e de detalhes construtivos de todos os elementos estruturais.
I
O presente ttabalho consis te na elabotaçdo, desenvolvimento e 1mplantação do módulo dP /\nc1lll.H:! 5eCUJI<.lc1r lil.
Este módulo corresponde à solução de cada pavimento de um edifício incluindo o projeto e análise das lajes e vioas que o
compõem,exceto aquelas vigas pertencentes aos pórticos planos e
que são abordadas pela Análise Primária. Juntamente com a ela-ração deste módulo, expandiu-se o módulo de dimensionamento, J j iniciado quando da implantação da Análise Primária, de modo a
incluir todos os elementos estruturais do edifício.
Na figura 1.1 mostra-se, através de um organo -orama, a uJ-,Ju t t.etur~ do s istema PHO/\DE, reusa 1 tdndo-Be <JUe ou
programas EXECUTIVO, controlador de toda a soluçâo do problema,
o Analisador Sintático, e os módulos de Geometr1a, Caroas e Im
-pressão foram elaborados quando do desenvolvimento da Linguagem Orientada PROADE e que o módulo de Otimização está planejado para um desenvolvimento futuro.
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Figura l . l -Arqu i t et ur a do Sistema PROAD E2 . ANÁLISE SECUNDÁRIA
2 -1 Intt~oduç:ão
A Análise Secundária do Sistema PROADE, obJeto
deste trabalho de dissertação, foi elaborada e desenvolvida
com o objetivo básico de solucionar um edifício de 'n'
pavimen-tos em termos de projeto, análise e dimensionamento dos
diversos elementos estruturais que o compõem. Num quadro mais
genérico, seria a solução dos diversos pavimentos-tiPO que
compõem um edifício, suJeitos a vários tipos de carregamentos.
Assim, para o gerenciamento e execução de todo
este processo de anál1se, foi desenvolvida uma rotina principal
de nome ANASEC - ANAlise SECundária, à qual cabe conttolar de
forma correta e ordenada a anál1se de cada pavimento. Em uma
primeira etapa, calcula-se o efeito de todas an laJes que com
-põem o pavimento e, numa segunda etapa, o efeito de todas as
vigas que formam o mesmo pavimento, excetuando-se aquelas d
se-rem eventualmente analisadas pela Análise Primaria, obJeto de
outro t rabalho de dissertação que será em poucas palavras des
-crito mais adiante, ver Ellwanger [9]. Antes porém da anjlise
das lajes e v1gas de cada pavimento tipo,a rotina ANASEC
execu-ta duas rotinas do tipo utilitárias que servirão para melhor
orientar e otimizar os processos de soluçJo. Uma delas define
para todos os bordos das lajes quais as vigas que servirão
de apoio aos mesmos e que, consequentemente,receberão suas
rea-ções, a serem consideradas como cargas quando da anctlise des
-tas vigas. Esta rotina que define então o encadeamento das
Jes com as vigas, tem o nome de LAJVIG. A outra rot1na, de
no-me ARVORE, define qual é a sequência e ordenaç~o lógica de an~
lise das vigas que compõem o pavimento, levando-se em cons1de
-raç~o o sistema de apoio definido (outras vigas e pilares),
co-meçando-se por vigas que nâo servem de apoio à nenhuma outra
(vigas terciárias) as vigas que servem de sustentação às
de-mais (v1gas secundár1as e pr1márias).
Neste capítulo ser~ feita uma abordagem sob um
enfoQue ma1s oeral mostrando de Que mar1eira poderá ser proposto
um problema e a forma como o mesmo será abordado e resolvido
pelo Sistema PROADE. Este enfoque ser~ dddo a part1r do
conhec1rnento da l1nguagem or1entada já 1mplantada para o
s istema, descr1La por Brodbeck [5).
Um problema a ser resolv1do pelo PROADE
consiste na análise e dimensionamento de uma estrutura de
concreto armado de um edifício, aporticado ou n~o, sob a ação
de diversos estados de carga, ta1s como: carga permanente,
caroa ac1dental , carQa de vento,carQa de s1smo e carQas extras.
A análise é feita em duas etapas: a primeira,
Análise Secundária, determina os esforços nas laJes, vigas e
pilares isolados localizados em e1xos secundários, rt~o
per-tencentes aos pórt1cos, para todos os estddos de catga. Nd
se-gunda eldpa, Anál1se Prlmárld, o ed1Licio é dOdllsado como
um pórtico espac1al , formado por Inúmeras subestruturas do tipo
pórtico plano, compostas por pilares c vigas local1zadds nos
e1xos pr1m~r1os, obtendo-se os esforços nas v1gas pr1rnár1as e
pilares, para todos os estados de carga. Maiores detalhes sobre
a Análise Primár1a e seus métodos de soluç~o estâo amplamente
abordados no trabalho desenvolvido por Ellwanger [9].
Pode-se se prescindir da Análise Primária
sempre que não se fizer necessário abordar a estrutura através
de pórticos planos, caso corrente quando temos edifícios n~o
estruturados sujeitos somente à açâo de cargas verticais , onde
n~o se leva em consideraç~o o efeito do vento nem de sismo.
Estas estruturas, entâo, seriam formadas simplesmente por
pavimentos ríQidos (lajes e viQas secundárias), ou a1nda, acrescentando a este caso, também por pilares 1solados,
tornan-do o edifício estruturado porém sem a necessidade de soluçJo
através de pórticos planos, não encarecendo os custos através de urna Anál ise Primária , eventualmente de~necess6r1a.
Após a obtenção dos esforços para cada estado
de cat·aa, através de inúmeras combinações entre estes,
determina-se qual a composição ma1s desfavorável de sollclta
-ções para cada Pl lar, VIGa ou laje. O número de combinações a
serem fe1tas está diretamente relacionado ao número de estados
de carga atuantes sobre a estrutura. Executada esta etapa, o
dimens ionamento é feito para cada elemento estrutural ,
obtendo-se, por fim, as armaduras necessárias para os esforços
atuantes.
Na descrição a segu1r, será enfocado
basica-mente o que diz respeito à Aná 1 i se SecundêH"l a, r essa 1 vaudo
no v ame n L e que , p d r a ma 1 o r e s esc l a r e c une n L os sob t e a !\ n c1l 1 se Primária e a L1nguaoem Orientada, Já implantadas no S1stema PROADE, ver os trabalhos de Ellwanger[9] e Brodbeck[S).
2.2 Dados de Geomet ~ e a
2.2.1 S istema de Eixos de Re~e~ênc i a
Todo o lançamento de uma estrutura, para a
de-finição de sua aeometr1a, deverá ser referido a um sistema de
eixos cartes1anos coordenados XYZ. formando um triedro
direto. O posicionamento de um edifício, relat1vo ao sistema de
eixos, deverá ser tal que o plano de menor cota de edifício
co1nc1da com o plano formado pelos e1xos XY e os pilares
co1nc1dam com o e1xo Z, conforme mostra a f1gura 2.1
-1\té a presente etapa de desenvolvimento, todos
os elementos estruturais do edifício devem obedecer uma
geometria ortogonal,
lelas aos eixos do
isto é, ter todas as suas dimensões para
-sistema de referéncia. Por conseau1nte ,
todos os encontros entre os elementos estruturais, ass1m como
os vért ices das lajes, serão caracterizados pela formação de
Figur t 2.1 -Sistema de eixo~ de referência
2 -2- 2 Eixos t a Estrutura
Na definição da geometria dos elementos
estru-turais que com~õem um edifício, ou mesmo da geometria global da
estrutura, são utilizados eixos auxiliares chamados de eixos
primários e secundár ios nas direções X e Y, quando paralelos
aos eixos de referência X e Y, respectivamente. Com o Intuito
de manter a mesma terminologia já adotada nos trabalhos ante
-riormente citados, os e1xos do triedro direto serão denominados
No lançamento da estrutura, caberá aos eixos X e Y a localização correta de todos os elementos estru
-turais. Para tanto, estes e1xos deverão ser numerados de
maneira sequenc1al e 1ndependentemente um do outro, 1sto é,
uma sequência para X e outra para Y. Para a correta local1zaç~o
de um determinado e1xo é necessário o fotnec1rnenlo da sud
distância ao eixo de referência paralelo, e a sua ident1f1caçâo
será
ção
feita sempre através de seu nürnero scquencial e a indlca
-X ou Y.
Nesta fase é necessár1o fazer a d1fercnc1ação entre eixos primários e secundár1os. Eixos primários serão todos os e1xos que definem d localizaçdo dos p6rt1cos planos, que conterão, consequenterner1te, os p1lares e v1gas primárias. Já os eixos secundár1os serão todos os e1xos restantes, 1sto é , os e1xos que def1nem os elementos estrutu-rais localizados fora dos pórticos planos, e que serão aqu1
denominados de pilares e vioas secundárias. Cabe aqui um esclarecimento sobre os pilares secundár1os: estes serão,
conforme já havia sido citado anteriormente, os pilares isola-dos da estrutura, não pertencentes a nenhum pórtico plano e serão calculados e dimensionados corno elementos estrutura1s isolados.
A localização dos elementos estruturais do edifício através dos eixos deverá ser feita da segu1nte forma:
os pilares são localizados no cruzamento de dois eixos, as vioas são local tzadas por um e1xo co1nc1dente com seu e1xo long1tud1nal e por do1s e1xos transversais que def1n1rão o seu início e fim (sendo estes semDre co1nc1dentes com os apoios) e ,
por f1m, as laJes são localizadas através dos e1xos coincidentes com suas bordas.
A f1gura 2.2 mostra um caso corrente de localização dos eixos em uma estrutura de um edifício relat
I
y
y2 y3 y4 y5 y6I
I
~L
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j_
_l._.
--·--
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I
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I
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- - · - - x2I
I
I
I
i
i
--t---r---+---~---~---~--~xJ~ XFigura 2.2 - Eixos que definem a geometria bás1ca da planta de um ed1fíc1o
2.2.3 Pisos
Normalmente, p1sos chamar de pav1mentos de um ed1fíc1o,
paralelos com o plano XY do tr1edro
sâo o que convenc1onamos e em seus pldnos, sempre d1reto, locallzam-se as laJes e as v1gas prirnár1as e secundárias.
Conforme mostra a figura 2. 3, a defin1ção da localização dos pisos do edifício é feita numerando-os sequen-cialmente de cima para baixo. A distância entre a face superior de um piso e a face superior do piso consecutivo é def1n1da
corno altura do piso.
Com a defin1ção da altura do piso fica, tam-bém, 1ntrinsecamente definida a altura dos pilares no PlSO.
I
z
8
altura
-+---L---~~---~ X ouY
F1gura 2.3 - Identificação dos PISOs
2 n2. 4 Classes de Pisos
Normalmente , em edifícios correntes, temos que
vários pisos podem ter 1dênt1ca Qeometrla (pav1mento- t1p0).
Ass1m sendo, estes dever ão ser aorupados em clclsse~ de
p1sos, simPlificando sobremaneira a descrição das laJes e
viQas e a execução da Anál1se Secundária, que passará a ser
feita por "classe de piso" e não por "piso".
Em um edifício deve-se ter no mínimo a defini
-ção de urna classe de piso,
geometria idêntica (somente
caso em que todos os p1sos tenham
um pavimento-tipo) e no rnáx1rno a
definição de tantas classes de piso quantos forem os p1sos do
Na f1~ura 2.4 é mosttado o empre~o de classe de pisos em um edifício. I CP6 2 CP5 CP 4 3 4
- - -
-!! 6 7 n2 do pisos= 16 e - CP3 n2 de classes do pisos: 6 9 lO 11 12 13 14 15 = J - CP2 16 - - - CP 1 - i - -l.oFigura 2.4 - Classe de PISOS (CP)
2 . d..5 La j e-s
A abordagem das laJes no Sistema PROADE,
exe-cutada attavés da Análise Secundária, é feita considerando-se
cada laJe como um elemento estrutural 1solado, do tiPO placa, e
para tal são obtidos os esforços solicitantes e as armaduras
necessárias para o seu dimensionamento.
As laJeS, que têm seus dados fornecidos por
classe de piso, podem ter forma retangular (f1gura 2.5) ou em
»ELE» (figura 2.6) , tendo, consequentemente, 4 ou 6 e1xos de
definição, respectivamente . Estes eixos devem ser fornecidos no
sentido anti-horário a partir do eixo X de menor cota, alter
-nando os eixos X e Y, conforme mostram as figuras ac1ma
automJt1camente dc(lnlddu dtrav~s d~ lucallZcJçJo duu ClXOU uuc a comDõem.
I
I
I
I
I
-t
·
-
·
-I
X i Xj o ' ' ·-I
YmFiQura 2.5 - Laje retanoular definida por Xi Ym Xj Yk
-t-I
I
I
I
I
Yml
ltk · · · · · -1-+·-·-1·~
I
YL!
Xj-·r
YnFlQura 2.6 - LaJe em "ele"
definida por
Xi Yn Xj Yl Xk Ym
qualquer,
Cada bordo da laJe poderá ter vinculação
ressalvadas as características estáticas da estrutu
-ra, podendo ser especificados os seouintes casos:
- bordo sem qualquer apo1o
~=- LIVRE
b. APOIO - bordo simplesmente apoioado, sem cont1nuida
-de momentos
c . ENGASTE - bordo com continu1dade de momentos nas lajes
adJacentes
Não sendo informada a vinculação, automática
-camente é assum1do pelo s1stema como sendo cada bordo da laJe
apoiado. A convenção adotada para cada um dos t1pos de Vlncu
-culação especificadas ac1mas está mostrada na f1gura 2.7.
( / / ( ( { / ( ( ( / ( ( ( / ( ( ( / ( / ( / (
(o) bordo livre (b) bordo o poi od o (c) bordo engastado
I
Estas lajes, já definidas através de
informa-ções fornecidas pelo usuário relativas a suas dimensões e
condições de contorno, podem ser analisadas sob d1st1ntas
alternativas, quais sejam:
- retangular apoiada em todo o seu contorno
- retangular com um bordo l1vre
- retangular com dois bordos l1vres
- retangul ar em balanço
- em forma de "ELE" apoiada em todo o contorno ou com
bor-dos livres, indistintamente ao longo do mesmo
Relativo à análise da laJe, o usuár1o do
sistema deverá 1nformdr qual o método de cálculo que deverá ser
util izado para a sua resoluçâo, a ser escolh1do entre os
seguintes:
- Método - Método - Método de das de Mat·cus Linhas de Ruptura Elementos Finitos
ComDletando a geometria da laJe, faz-se nece
-ssário também o fornecimento da espessura da mesma. Caso esta
nâo ~eja especificada, será empregada a espessura padrão (HS)
ou a espessura padrão do sistema, caso IIS não tenllêi s1do
fornecida.
2 . 2 . 6 Vigas
Ass1m como as laJes, as VlQas têm seus dados
informados por classe de PlSO. No Sistema PROADE,
convencionou-se que cada viga da estrutura será coincidente com o seu
respectivo vâo e portanto sua numeraçâo será feita vâo por vão.
A localização de uma viga é feita
indlcando-se prime1ramente o seu eixo longitudinal e após os eixos
transversais que definem, respectivamente, o Início e fim da
viga. Devido a ortogonalidade da planta estrutural, caso o e1xo
I
vice-versa. As vigas que tenham seus eixos longitudinais definidos como eixos primários serão v1gas primárias e as restantes vigas ~ecundárias ou terciárias.
Dentro do Sistema PROADE admite-se a exis-tência de vigas contínuas sempre que houver continuidade entre as vigas Isoladas, definida conforme o Item 2.2.7 .
Para perfeita definição de cada VIQa
e
neces -sário a Informação da sua seção transversal, escolhendo-se uma dentre as seções transversais definidas (ver 1tem 2.2.9 - Clas-se de Seções), e das seguintes informações: comprimento dos tramos rígidos (EXl e EX2 se for viga X ou EYl e EY2 se forvi<Ja Y); disUlncia do eixo lonQitudinal da VI<Ja ao eixo de definição, caso não seJam coincidentes, considerando-a positi
-va no sentido positivo dos eixos X ou Y e a altura do eixo
long1tud1nal da v1ga em relação ao pldno <.lo PISO, cout.11rera<.la
positiva quando for ac1ma deste. Na figura 2.8 mostra-se a definição de uma viga X, indicando-se seus eixos e caracterizando os Ddrâmetros tramos rí<Jidos e distância. Na f1gurd 2.9 Indlca-se o parâmetro altura.
PILAR
EIXO LONGITUDINAL
DA VIGA
EIXO DE DEFINIÇÃO
DISTÂNCIA(-)
Figura 2.8 - Descrição de uma viga X : planta baixa
PILAR
Relativo à vinculação, existem três tipos de
vínculos em extremo de viga que podem ser especificados, quais
V
PILAR PIL / / ; LANO DO Pl SO / AR ALTURA(-) I . k_~
"'
'\L.,
EIXO LONGITUDINALDA VIGA
fiQura 2.9 - Descrição de uma v1ua v1sta L·Jtcral
a. LIVRE - não impõe restrição alguma em nenhuma d1reção
b. APOIO - tem-se restr1ção aos deslocamentos na direção
longitudinal e transversal vertical
c. ENGASTE - tem-se restrição aos deslocamentos e ao g1ro
( a )
~
( b) -LS #~
enooste 'I ( c )-
'
I"
6. apoioJ
livre 1 ( d )LS:
:6..
(e)L
I
A inexistênc1a de 1ndicação quanto ~ vlncu
-lação leva o sistemd a assum1r que todos os vínculos sct ão do
tipo apoio. A figura 2.10 mostra, de forma esquemática, os
tipos de vinculação possíveis em vioas, salientanuo-~e Que o
tipo especificado na figura 2.10e sómente pode ser cons1derado
no caso de extremo de viga contínua.
2 -2 -7 Vi gas Con t ena1as
Conforme já fo1 dito no item anterior . sempre
que houver continuidade entre sucess1vos vãos def1n1dos ao
longo de um determinado eixo, o S1stema PHOADE adm1te a
resolução desta estrutura h1perestát1ca como uma Jtga
contínua . Este eixo em que será definida a v1ga contínua deverá
ser sempre um e1xo secundár1o, po1s, CdSO seJa pr1márto, d v1ga
contínua pertencerá à estrutura de um pórtico plano, e como
tal será resolvida, não podendo, neste caso, nem ser def1n1da
como viga contínua.
Para definit· uma v1oa contínud em u111a
determinada classe de piso, basta informar o número das v1gas
que a-compõem, com o que, através da definição anteriormente
feita para cada vão, a vioa contínua fica perfeitamente
caracterizada.
A v1nculação de uma VlQa contínua é formada a
par tir da vinculaçâo de cada uma das vioas que a compõem, desde
que es taticamente compatíveis .
Na figura 2.11 mostra-se , em v1sta lateral ,
uma v1ga contínua composta de 5 vigas isoladas sucessivas onde
a d m i te-se o e f e 1 to da c o n t i nu i d a de e rt a [ 1 Q u 1· a 2 . l 2 e s L á
I
EIXO SECUN
Vj
PILAR INTERMEDIARIO PILAR EXTREMO
VIGA CONTINUA
VIGAS TRASVERSAIS
DE APOIO
FiQura 2.11 - V1sta lateral de uma v1ga contínua de 5 vãos
----V---~j ~--~J v· ______ 7 ' __ --~k~----~--~VL~----~---V~m~----v --
-2S
2S
2S
:zs
Figura 2.12 - Esquema estrutural da vtga conlínud da
f1gura 2.11 definida pelas vigas ViVJVkVlVm
2 .2.8 Classe de Seçôes
Classe de seções no S1stemd PROADE é o
agrupamento de todas as seções transversa1s para o problema.
Estas devem ser assoc1adas às v1gas ou p1lares da estrutura,
definindo, assim, a seção transversal de cada um destes
elementos estruturais.
Para definir uma classe de seção deve-se
informar qual o tipo de seção, os parâmetros relativos ~s suas
dimensões e, também, os valores do módulo de elastic1dade (E) e
do módulo de corte (G) do concreto. Caso estes últ1mos não
sejam informados, serão adotados os valores fornec1dos como
constantes
também n~o
Qerais para o Droblema , ES e GS, ou, caso estes
I
relat ivos aos valores-padrão para o sistema.
As seções que podem ser definidas são as
seouintes (conforme mostra a f ioura 2.13)
a . retanoular b . "L" c . "T" d. "H" e. cruz f . circular che1a Q. c1rcular vazada
Para o caso mais genérico, o sistema admite a
utilização de uma seção do tipo ~Geral'', sendo necessá~1o para
tanto, a def lniçcio do!:S !:JeQulntes Pdt-dllH:~Lron relat1vos a e!:Jta
seção :
área da seção transversal (A)
- momento principal de Inércia na d1reção do eixo X da
seção (IX)
momento pr incipal de inércia na direção do eixo Y da
seção (I Y)
~-momento estático da seção em relação ao eixo X {S)
2 . 2 . 9 SE<;:.oes de Cál culo
Para se calcular os esforços solicitantes nas
VlQas da estrutura é necessár io 1nformar em qua1s seções eles
devem ser determinados. Ass1m, após a execução do módulo de
dimensionamento, o sistema fornece a armadura principal em cada
uma das seçães indicadas.
Existem duas formas distintas de se fornecer
estas seções. Uma consiste em fornecer, para uma determinada
vioa, qual o ndmero de seções em aue se quer o dimensionamento.
Desta forma , o s1stema assume 4ue estds est~o local1zaddS
equidistantemente umas das outras e o posicionamento exato de
I
aIY
IY
y c*
d ~ ~ ~b
i
X1
1
}_
c~
k f ~Seção 'retangular' Seç~o 'L, Seç&o 'T'
y
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c
*
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2
]
x
a ·- ·- · X e]
e
~
Seção 'cruz ' Seção 'li'
Seção 'circular cheia' Seção 'c1rcular vazada'
Figura 2.13 - Classe de seções transversais para vigas
e pi lares e seus parâmetros de definição
I
se fornecer, para Cdda uma das scç~cs, sua diutartclü dU dPUJU
eequordu dd V1Qd, lOL ilc.JII<..IU DCU L)UUl<'lUildllll'ltlU lllc.JLU f leXÍVel.
Para cada um dos dois casos, mesmo que nâo sejam informadas, as
seções extremas sempre serâo consideradas.
Quando, de nenhuma maneira forem especificadas
as seções em uma viga, quer informando-se o seu número quer o
posicionamento ao apoio esquerdo,o s1stema adota au
tomaticamen-te o uso de cinco seções de cálculo. Estas, por sua
distribuidas de forma equidistante ao longo da viga,
as seções extremas (seções dos apoios) .
vez, sâo
inclu1ndo
O número máximo de seções que poderá ser
definida em uma viga será de vinte,incluindo as dos apoios. Nas
figuras 2.14 e 2.15 mostra-se cada um dos do1s casos acima des
-cr itos.
L
I
11
_
s
2 --.} s 3 4 t-- s -.f -~I
5---
-
-
n-1 n s-
--
t-~
-- -L~igura 2.14 - Seções de cálculo distribu1das de forma
equidistante em uma viga ("n" seções)
A '
a _b_
c
_
l
__
j
d_
_j_
~
I
~---~e_____________________
__
~j
_
__ _____
_____
L ________ - - -- -- -+Figura 2.15 - Seções de cálculo posicionadas em relaçâo
ao apoio esquerdo de uma viga
2.2.10 Constantes do S is t ema
A Informaçâo destas constantes é opcional e
I
sistema, automaticamente geradas quando da inicial ização do
problema.
Estas constantes esldo def111idas 1w <JUuthu
2.1, podendo ser uttllZddas pdra d resolução de um prol>lema
através da Anál1se Secundária . Elas se apresentam classificadas
em três grupos, quais sejam: constantes dos mater1ais, que
descrevem as propriedades das mater1ais ut1l1zados no problema;
constantes geométricas , neste caso tem-se somente a espessura
-padrão das lajes, e constantes de carga e de cálculo, que são
valores diretamente relacionados com a espec1ficação das carQas
e aos valores de cálculo do problema , conforme mostrado em [5].
CONSTANTE Ess Es Gs fck fcd fyk fy<1~ Aço Po1sson HS Especif icação
CONSTANTES DOS MATERIAIS
mod.de elast.loug.padrcio do aço
mod.de elast.long.padrão do concreto
mod.de elast.t ran.padrão do concreto
resistência carac.padrão do concreto
resi st.de cálculo padrcio do concreto
resistência carac.padrão do aço
resist.de cálculo padrcio do aço
t1po padrão do aço
coef. de Poisson padrão do concreto
CONSTANTES GEOMETRICAS
espessura padrão das lajes
- - - -
-CONSTANTES DE CARGA E CÁLCULO
- - -
- - - .--
-·
- -----
----
--
- -CPS CAS PS GAMA GFP GFQcarga permanente padrão em lajes
carga acidental padrão em lajes
carga distribuida padrão em vigas
peso específico padrão do concreto
coef.de majoração padrão das Cp
coef .de maJoração padrão das Ca
Quadro 2.1 - Constantes do S1stema
valot -padrão
-210000 MP a 28617 MP a 0.4 ES 15.3 MPd I Fck/1.4 509,68 MP a Fyk/l . 1~)
o
0, 2-
-~-- I 0,10 m---
-
1
2,5 KN/ m2 I 2,0 I<N/m2I
5,0 KN/m2 I 24,5 KN/m2 1,4 1,4I
Ainda relativo ao módulo de elastic1dade lon
-gitudinal do concreto,cujo valor-padrão está descrito no quadro
2.1, o sistema admite mais duas possibilidades para a definição
de Es, de acordo com as prescr ições da NBR 6118/82 [1], v1sto
Que pode ser obtido através da res istência característica
padrão do concreto (fck).
~ primeira seria relativa ao valor fornecido
para fck, caso este não seJa COincidente com o valor padrão,
ficando Es automaticamente def1n1do pela segu1nte expressão:
Es
=
6600~
onde
fcJ
=
fck + 3,5 para fck em MPaA segunda possibilidade ser1a relal1va à
utilização do módulo secante do concreto, tomado 1gual a 0.9 do
módulo de deformação definido. Isto é passível de ser levado
em consideração sempre qua a deformação da peça possa ser
con-siderada nula ou desprezível, no caso das ações serem de curta
duração.
2 . 2 . 11 L imites do S istema
Dentro do Sistema PROADE,para alguns e
lemen-tos, tais como pilares, v1oas e lajes, ex1ste a f1xaç~o de
limites-padrão do s1stema, que podem ser alterados de acordo
com as necess1dades de cada problema. No quadro 2.2 estcio
indicados estes limites para diversos itens do sistema.
Esta possibilidade, de alteração dos
limltes-padrão, deve ser sempre considerada pelo usuáriO do Sistema,
haja visto que, quanto maiores os limites especificados, tanto
maior será a quantidade de memória a ser ocupada, o que , em
certos casos, poderá vir de encontro à capacidade de memór1a
do próprio equipamento que se está utilizando. Ass1m, estes
limites devem ser fixados de maneira a se aproximarem o máximo
I
LIMITES DO SISTEMA
Tipos de Elementos Limites - Padrão
Eixo X ElXO y PlSOS Classe de Pisos P1lares V1oas Lajes
Vigas Contínuas
Classes de Seções Estados de Carga t -60 JO 15 10 10 15 3 60 1)/ J,>l!.J(J p/ classe de p/ classe de p/ classe de 10 5 Quadro 2_2 - Limites do S1st ema 2 . 3 Dados das Cargas Exter nas Pl 80 piso piso
No S1stema PROADE, as cargas externas
passí-vels de serem anal1sadas através da anál1se secundár1a, obJe
-to deste trabalho, são única e exclusivamente as cargas
verticais, tanto as de peso própr1o como as que aoem diretam
en-te sobre as lajes, vigas e p1lares em cada Plso da estrutura .
Para um melhor entendimento poster1or no que
se refere à defin1ção dos t1pos das cargas que atuam nos
diversos elementos est ruturais, cabe aqui a definição da
terminologia ut ilizada dentro do sistema de cargas do PROADE,
conforme explanado por Brodbeck [5 ]:
a. carregamento - carga vertical obrigatór ia, atuando em v1gas,
correspondendo à carga permanente e de pa
acidental.
b. estados de sobrecarga - o estado de sobrecarga indica de que
forma ocorre êl cltuação das cdrgus acidentais nas lajes de uma eBtrutura. No S1stema PnOADE
tem-se dois modos de atuação destas cargas, de acordo com o estado de sobrecarga (SO). No SO O, tem se que as curgas
acidentais atuam somente em determinadas laJes - definidas
dentro deste SO, e no SO 1 tem-se as caruas ac1denta1s
atuando sobre as laJes restantes, 1sto é, não levadas em
consideração no outro estado. Este tipo de consideração é de cap1tal importância na busca da situaçâo de carreudmento
mais deofavorávcl , levando ~ obtcnç;Jo dcw I,JIOrco ~olicltu
ções, principalmente quanto aos momentos fletores no topo dos pi lat·es.
c. carga extras - são cargas adicionais atuando verticalmente em lajes, vigas e pildres ao nível dos pisos
da estrutura. Estes tipos de cargas podem ser causadas, por
exemplo, por cargas de paredes agindo sobre lajes e vigas, não especificadas em ~carregamento" ou por cargas
concen-tradas, tais como pela a atuação de umd máquiltd ou mcBmo de
um Pilar no interior de uma laje. Esta~ caroas devem estar
sempre agrupadas em "estados de cargas extras~.
d. estados de cargas extras - cada estado de cargas extraB é
formado por um conJunto de cargas
extras, para o qual será obtido um conJunto de solicitações
independentes.
e . estados de carga - no Sistema PROADE, estado de carga
s1gn1-fica um conjunto de caruds de mesmo LIPO,
determinando um conJunto de sol1c1tações independente.
Portanto, para cada estado de carua é uerado um conJunto de sol icitações 1ndependente, tornando Dossível deternnnar
através de inúmeras confiuurações, qual a mais desfavorável ,
ou melhor, aquela onde são produzidas as maiores soli
cita-ções. Na Análise Secundária os estados de cargas possíve1s
podem atingir no máx1mo o número de cinco, quais sejam :
1. carga permanente
2. carga acidental , estado de sobrecarga
o
3. carga acidental , estado de sobrecarga 1
4 . estado de cargas extras 1 5. estado de cargas extras 2
I
Neste trabalho, como as cargas cons1deradas
serâo vertica1!J, para todoo oo elemenloo eslruluruu.J {ldJC!J,
vigas e pilares) a orientação positiva de aplicação das cargas
será scmpt·e consideruda como sendo c.J de ot H:lll<.lçâo centrar ld ..10
eixo
z.
Na realidade, o Sistema PROAOE, aTtalisado sob
o aspecto global, admite um número de nove estados de cargas,
sendo acrescentados aos anteriores as cargas de vento e s1smo,
atuando nas direções X e Y. Como, porém, estas cargas somente
são analisadas através da análise primária, optou-se por não
abordá- las aqui neste trabalho, lndicando-se, para maiores de
-talhes a respeito, o trabalho desenvolvido por Ellwanger [9).
2 . 3 .2 Cargas em Lajes
2 . 3 . 2 . 1 Cargas Permanentes
Nas laJes as cargas permanentes representam
apenas o peso dos revestimentos atuantes , Já que o peso pró~
prio é computado automáticamente a part1r da espessura da laJe
e do peso específico do concreto, e somado à carga permanente
duran~e a análise. Caso não seja informado o valor da carga
permanente, a constante CPS (carga permanente padrão em laJes)
é assumida em seu lugar.
2 . 3.2. 2 Car gas Ac identai s
Nas laJes as can;~as acidentaiS são
representadas por todos os t1pos de cargas possíveis de ter sua
atuação cessada abruptamente, ou seja, cargas com uma atuação
transitória e temporária sobre a laje.
Ao se fornecer as cargas acidentais para uma
determinada laje pertencente a uma dada classe de PlSO é
necessário informar a que estado de sobrecarga esta laje
per-tence, O ou l. Nas f1guras 2.16 e 2.17 mostra-se uma mesma
9 29.~-· -Vl4 P19 P20
~!
~!
::I ~-, VIG P21~!
N-1~
I
1.? N > P7 v I{) c.D Cl)Figura 2.16 - Lajes submetidas à caroa acidental
no estado de sobrecarga O 12 3_59_,_ VI V2 V3 n. -i) P3 P~/./ / / / P5 ?6 /
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v:5 / /YI6 / / P21 ? P7 P9 PIGFigura 2.17 - Lajes submetidas à carga acidental
I
sujeitas a carQas ac1dentais no estado de oobrecarya O (f1yura
2 .16) e no estado de sobrecarga 1 (flCJUl a 2 .17), sendo este
último formado pelas laJes não cons1deradas nu caso anterior
(isto é , as laJes n.:io achureadas da firura 7..16).
Se nada for espec1f1cadu relativo à carga
acidental de uma laJe, a constante CAS (carga acidental padr~o
em laJeS) é tomada para o estado de sobrecarga O.
2 . 3 . 2 . 3 Car gas Extras
Como já fo1 dito, as carQas extras perm1tem
informar aquelas cargas adicionais vert1ca1s que não pertencem
ao conJunto das cargas permanentes ou ac1denta1s atuantes.
Até o presente, está implantado na Auálise Secundár1a a anál1se
de lajes ouJeltau ~ caryas uupctficlalu, uu ueJ~. L~tu~u
uniformemente d1str1bu1das sobre toda a sud superf!c1e , com ta
-xa de carga constante. Já estão previstas, J;.>orém a1nda não em
fase de funcionamente , a análise devido à cargas concenlradas
e l1neares.
2.3. 3 Cargas em Vigas
2 . 3 . 3 . 1 Cargas Permanentes
Nas VIQas, as carQas permanentes representam
apenas o peso das paredes e dos revest1mentos atuantes sobre
as mesmas. Da mesma forma que nas lajes, o peso próprio é
computado automáticamente a partir da definição da seção
trans-versal das vigas e peso específico do concreto, sendo acreHc1do
às anteriores durante o processo de análise. Caso não seJa
fornecido o valor das cargas permanentes, será tomada a
cons-tante PS (carga distribuída padrão em vigas) . Aqu1 , uma
observação t orna-se imprescindível. Não existindo carQa
perma-nente sobre uma determinada viga, mesmo assim é necessár1o
fornecer o valor da mesma, neste caso tomada lCJUal ~ zero,
29
não sofrendo nenhuma viga a ação de cargas permanentes, pode-se
fazer diretamente PS igual à zero, quando do fornecimento das
constantes do sistema.
Nas vigas as caroas extras sâo todas aquelas
que não pertencem ao conJunto das ca1 oas vermanenles. uu. como
tais n~o possam ser definidas. Ao caroao cxtra9 podem ~er de
quatro tipos:
a. caroa concentrada - caroa aplicada em um ponlo qualquer
da viga.
b. caroa uniforme - caroa uniformente d1str1buida em um
trecho ou em toda a v1ga.
c . carga linear - caroa distribuída com variação linear em
um trecho ou em toda a viga.
d. carga de momento - carga aplicada em um ponto qualquer
da v1ga.
Nas figuras 2.18 a 2.21 estão indicados,de uma
forma esquemática, os quatros tipos de cargas em vioas, acima
descritos, e seus parâmetros de definição (a orientação das
cargas está de acordo com o sentido positivo das mesmas).
LS
r
"""""1
L
.__
_ _
-=-b--
-
~
Figura 2.18 - Carga concentrada em vigas,parâmetros:
a
=
valor da forçaI
não sofrendo nenhuma viQa a ação de carQas permanentes, pode-se
fazer diretamente PS iQual à zero, quando do fornecimento das
constantes do sistema.
2 .3.3 . 2 Cargas Extras
Na viQas as carQas extras são todas aquelas
que não pertencem ao conjunto das carQas permanentes, ou, como
tais não possam ser definidas. As carQas extras podem ser de
quatro tipos:
a. carga concentrada - carga aplicada em um ponto qualquer
da viga.
b. carQa uniforme - carga uniformente distr1buida em um
trecho ou em toda a vigd.
c. carga linear - carQa distribuída com variação linear em
um trecho ou em toda a viga.
d. carga de momento - carga aplicada em um ponto qualquer
da viga.
Nas figuras 2.18 a 2.21 estão indicados,de uma
forrna~-esquemática, os quatros tipos de cargas em vigas, acima
descritos, e seus parâmetros de definição (a orientação das
carQas está de acordo com o sentido positivo das mesmas).
Figura 2.18 - Carga concentrada em vigas,parâmetros:
a
=
valor da forçao
1nnnnrfÍn
b
Figura 2.19 - Carga uniforme em v1gas,parametros:
a = taxa de carQa por unidade de
comprimento
LS
L
1
b
=
distancia ao apoio esquerdoc
=
comprimento do trecho carregado.,
l
d'1
l
c
Figura 2.20 - Carga linear em vigas,parâmetros:
a = valor da carga no início do
trecho
b = valor da carga no fim do trecho
c ~ d1stância da carga ao apo1o esquerdo
I
LS
Ao
6
l
b l1 1
FiQura 2.21 - CarQa de momento em VlQas,parâmetros:
a ~ valor do momento
b
=
d1stância ao apoio esquerdoDentro da Análise Secundár1a do Sistema
PROADE, e ao lonQo de todas as fases do processo, as reações
obtidas em uma fase passam a ser consideradas como cargas na
etapa seguinte e somadas às dema1s cargas do mesmo estado de
carQa, para a qual está sendo feita a anál1se .
Senão, vejamos: as reações obt1dds através da fase de cálculo das la]es são aplicadas, automaticamente, como
carQas nas vioas que servem de apoio a cada bordo da laje , Já
as reações das vigas secundár ias irão atuar como cargas em
outras vigas (secudárias ou primárias) e pilares que s1rvam de
apoio (ver item 2.6); e, por f im, as reações dos pilares serão
fornecidas ao usuár io para que, a part ir delas , possa ser
I
2 .4 Resultados da An~l ise
2 .4.1 Estados de Carga
Todos os elementos estrutura1s a !:lerem
considerados pela Anál1se Sccundciriu, laJes ou VlY<.lS, !:ICtdO
submetidos aos seouinteD estados de carga :
a. carga permanente
b. carga acidental - estado de sobrecarga
o
c. carga acidental - estado de sobrecaryd l
d. caroas extras
-
máximo de doisFe1to 1sto, as reações destes elementos estru
-turais aqu1 obtidos serão consideradas como cargas quando da
execução da Análise Secundária, e, Quando for o caso, da
Análise Primária, conforme está explanado no item 2.6.
2 . 4 . 2 Es-forç::os nas Lajes
Os esforços nas lajes são obtidos na Análise
Secundária por luJe, por classe de p1so e vor estado de carga.
Dentre estes esforços tem-se: momentos fletotes, reações, for
-ças de canto c flexa máx1ma, conforme a rclaçâo a segu11:
a . momento fletor máximo na d1reção X (Mxmax)
b. momento fletor máximo na direçao y (Mymax)
c. momento fletor nas bordas 1 a 6 (Ml a M6)
d. força de canto nos vért1ces (Fl d F6)
e. flecha máxima
f. reações distribuídas nas bordas (Rl a R6)
Na figura 2.22 tem-se a indicação dos esforços
I
y F5.
I
F•I
.
Mxmox M 4 Mr.
~
- ! " -6I
• F:~ M2 1M3.
• F1 F6 MlF1gurd 2.22 - Esforços em laJes, convençoes
- momentos pos1t1vos
tração nas fibras 1nferiores
- forças positivas
sent1do posit1vo do eixo Z
2 . 4 . 3 Es rorç:o<.:> nas Viyas
X
z
IL..
Os esforços nas VlQas secundárias são obtidos
por viQa, por p1so e por estado de carQa. Neste ponto, deve-se
notar que, apesar de todos os dados das vigas ,inclusive as car
-gas serem fornecidos por classe de piso, todos os esforços são
calculados por piso. Este procedimento é feito desta forma
para que exista, posteriormente, compatibilidade quando da
análise dos pórticos (através da Análise Primária) , pois os
deslocamentos nos pórticos variam de piso para piso. No caso da
viga ser contínua, seus esforços serão obtidos para cada um dos
I
Ass1m, para cada viga, os e~forços sâo obt1dos
para todas as seções defin1das pelo usuár1o ou assumidas pelo
sistema.
Estes esforços, 1nd1cados na f1gura 2.23 Jun
-tamente com sua convenção de s1nd1s, são os ~egu1nteu
a . momento fletor na seção (M)
b. força cortante à esquerda da seçao (Qe)
c. força cortante à d1reita da seção (Qd)
z
/t' seção i I I ~--~---~:---+-~) Xouy Iz
IVISíA LATERAL CORTE TRANSVERSAL
seção CONVENCÃO DE SINAIS Mi