FORTALEZA - CEARÁ,SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2021
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Em algum momento você já se questionou sobre a vida, sobre o tempo, o espaço ou já tentou se conhecer melhor por meio de alguma corrente filo-sófica. A música é uma ótima forma de levantar essas ques-tões espirituais de autoconhe-cimento, mas fazer isso exige muita sensibilidade e estudo, características que nem todos os músicos estão preocupados. Nessas horas é preciso separar os amadores dos profissionais.
A humildade de estar buscan-do sempre se autoconhecer foi o que inspirou o quarteto cea-rense Omminous a estrear na cena heavy metal de Fortaleza com o grandioso “Immensity”, disco lançado em julho de 2020 nas plataformas digitais e agora em novembro no formato físico. O disco está sendo distribuído pela MS Metal Records por todo o mundo e já conta com vendas na Europa e no Japão. “Também tivemos o privilégio de estar em várias playlists importantes no Spotify, como a do atual guitar-rista do Megadeth, Kiko Lou-reiro, que é brasileiro e colocou a nossa música ‘Behind All The Consent’ entre as suas favoritas do metal nacional”, revela o vo-calista Lenine Matos.
Junto com Lenine, a banda também foi fundada por Yago Sampaio (guitarra), George Ro-lim (baixo) e Diego Vidal (bate-ria), em 2018, após a saída dos quatro de uma outra banda da qual faziam parte. “Na antiga Coldness, nós tínhamos uma pegada mais existencialista. Quando montamos a Omminous, Lenine, Yago, Diego e eu resolve-mos por em nossas músicas uma outra corrente filosófica, mais ligada a busca pelo autoconhe-cimento para o desenvolvimento espiritual individual”, explica o baixista George Rolim. Atual-mente, apenas Diego Vidal não está mais no grupo e João Felipe, de 15 anos, assumiu as baquetas da Omminous.
Mesclando a sensibilidade das letras, mensagens profun-das e melodias acompanha-das de muita técnica, o disco
“Immensity” abre com a já clás-sica “Behind All The Consent”, uma faixa que convida o ouvinte a mergulhar para dentro de si mesmo. Na sequência vem “Vile Maxim”, uma faixa que apresenta uma das melhores composições de teclado e trabalho vocal de todo o disco. “Por ser uma músi-ca mais músi-cadenciada, tão chama-tiva e original quanto a ‘Behind All The Consent’, nós escolhemos a ‘Vile Maxim’ para ser a música do clipe que estamos produzindo para o próximo ano”, revela o vo-calista Lenine Matos.
Grandes álbuns de heavy metal exigem grandes músicas, daquelas fortes candidatas a se tornarem obrigatórias em todos os shows. E é isso que ocorre com “Black Sun”, a faixa mais longa e mais épica do “Immensity”. Com muitos solos de guitarra, de bai-xo e viradas de bateria, essa é aquela faixa que vai do insano ao técnico progressivo. A sexta música, “Tunnel To The Under-world”, que é toda produzida por samplers e teclado, encerra a primeira metade do trabalho.
O álbum também se mostra bem versátil e com influências
| METAL CEARENSE |
Com boas vendas no exterior, primeiro álbum da banda Omminous traz
uma proposta de imersão no autoconhecimento e desenvolvimento espiritual
JOÃO Felipe, Yago Sampaio, Lenine Matos e
George Rolim formam a banda Omminous
Capa do disco Immensity, da banda Omminous VICTOR RASGA/ DIVULGAÇÃO
Uma viagem por dentro de si
GUSTAVO QUEIROZ
[email protected] ESPECIAL PARA O POVO
das mais variadas vertentes do rock. Enquanto que em “Into Decay” temos uma pegada mais rock clássico com toques de hard rock, sua sucessora “Overcasting Skies” nos apresenta um verda-deiro power metal com o teclado trazendo todo o seu peso. Desta-que também para Lenine Matos que, em meio a frases rápidas, ainda conseguiu encaixar diver-sos agudos que formam o refrão e a melodia, partes que contras-tam com o peso dos teclados.
As faixas “Sideral Death” e “Master of Disguise” são fortes e trazem riffs marcantes do gui-tarrista Yago Sampaio, o homem que prova a não obrigatorieda-de do uso obrigatorieda-de duas guitarras em uma banda de heavy metal. Não é à toa que essa faixa é de sua au-toria e ele tá voando nesse final do disco. O vocalista Lenine Ma-tos também assina algumas mú-sicas, sendo elas “Why?” e “Brea-kthrough”, esta última sendo um momento solo do vocalista cantando acompanhado apenas de um teclado no fundo. O disco finaliza com “Immensity”, que dá nome ao álbum e que, segundo George, serve como um grande
FORMAÇÃO
Lenine Matos - Vocal Yago Sampaio - Guitarra George Rolim - Baixo João Felipe - Bateria
Para mais informações
Instagram: @omminouso
-cial/
Facebook: @omminouso cial/ Contato: contato.omminous@ gmail.com
Mesclando a
sensibilidade
das letras,
mensagens
profundas
e melodias
acompanhadas
de muita
técnica...
fechamento. “Ela é como se fosse a ‘Behind All The Consent’ depois da experiência, uma espécie de condensamento dos conceitos. Enquanto a ‘Behind...’ é uma fai-xa que mostra como as coisas podem se dar para você chegar naquela evolução, a ‘Immensity’ mostra o depois da experiência de autoconhecimento”, explica George Rolim, baixista e princi-pal letrista da banda.
Além do já confirmado vi-deoclipe de “Vile Maxim”, a Omminous também anuncia que será lançado um lyric vi-deo da faixa “Prisoner of a Pre-sent Time”, previsto para sair no primeiro trimestre de 2021. No último show realizado no estúdio Esconderijo, em 5 de dezembro, o quarteto teve todo o seu merchandising vendido. “Todas as nossas camisas fo-ram vendidas e também hou-ve muita procura pelos CDs. Já mandamos renovar o estoque de camisas e teremos mais CDs disponíveis nos próximos shows”, explica Lenine. O dis-co pode ser adquirido nas lojas Planet CDs (galeria Pedro Jorge, no Centro), Jazigo Loja & Distro
(Benfica) e diretamente com a banda pelas redes sociais.
Quanto aos shows, a Ommi-nous é a forte candidata a abrir a noite para o Angra, famosa banda de heavy metal nacional que deverá tocar em Fortaleza em agosto.
Gustavo Queiroz escreve para o site Detector de Metal
VIDA&ARTE
FORTALEZA - CE, SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2021
RAYMUNDO NETTO*
*ESCREVE QUINZENALMENTE, ÀS SEGUNDAS C O N F I R A E STA E O U T R A S C O LU N A S E M W W W. O P O V O . C O M . B R / C O LU N A S
PRÓXIMA
SEMANA
R O M E U D U A R T E
NÃO ADMIRAVA
O MARIDO, NÃO
CURTIA A SUA
COMPANHIA, NÃO
SENTIA POR ELE A
MÍNIMA ATRAÇÃO.
ACHAVA MESMO
QUE ESTAVA ERA
DOIDA QUANDO
CONSENTIU...
Peso-Leve
“Como é gostooosa!”. A fala saía lenta, quase so-letrando, ilustrada em sorriso malicioso por um dos rapazes da turma de “pesos pesados”, os sa-radões daquela academia de ginástica. Os demais colegas, em círculo, aprovavam, como calangos, com a vazão de outras palavras e observações per-vertidas sobre aquela mulher, uma Vênus a reinar naquele Olimpo cafuçu.
Úrsula, em seu desfile e graça, ouvia tudo, per-cebia os olhares, sabia ser cobiçada, e achava jus-tíssimo, afinal, muito bela, seu corpo era até con-fessamente invejado pelas colegas que repetiam a bulir em seu relevo tonificado por Deus: “Amiga, ah, se eu tivesse um corpão desses...”
Nas suas despretensiosas passagens pelas fu-ças dos rapazes – suor descendo-lhe o pescoço, a blusa fina encharcada, a retaguarda que era quase uma bateria de Escola de Samba – era costume as cantadas, os convites indecorosos, a oferta de nú-meros de celular.
Contudo, o que nos importa é saber que, logo ali do outro lado desse salão, encontramos outra pes-soa, um homem muito magro, comprido, feio até, do time “peso leve”, daqueles que mais repetem do que puxam ferro, que não chamam nenhuma aten-ção num ambiente desses, nem a nossa, não fosse por uma particularidade: é ele o marido de Úrsula!
Sim, Leopoldo, no passado não distante, num
ato de coragem despropositada ou durante uma oportuna vantagem de momento, conseguiu levar Úrsula ao altar. Mas, para resumir, ela seria pro-fundamente infeliz nessa união. Não admirava o marido, não curtia a sua companhia, não sentia por ele a mínima atração. Achava mesmo que es-tava era doida quando consentiu nesse casamento, para ela, uma expiação.
Ali mesmo, naquela academia, só chegava so-zinha, ele que fosse depois, não queria ninguém no seu pé. Pior: não permitia que lhe dirigisse a palavra, pois as pessoas – que nem sabiam se-rem eles casados – poderiam achar que ele a vi-giava: “Não me envergonhe, senão eu não sei do que serei capaz!”
Leopoldo a obedecia fiel e mansamente. Ali, evi-tava falar com ela e assistia com muita resignação aos olhares lascivos sobre aquele corpo que, até então, achava possuir. Por outro lado, compreen-dia os rapazes, pois ele também o desejava e, há tempos, não conseguia sequer aproximar-se sem o risco de morte.
Noite dessas, estava ela inconsolável, buscando roupa para ir a um shopping. Insatisfeita, quase chorava, diante da constatação das “malditas ce-lulites”. Leopoldo, com a meiguice de uma mãe, tentou contornar: “Meu bem, só quem acha celu-lite é mulher. Homem não repara nisso, não...” Para
quê? Ela começou a agredi-lo com cabides, porta -retratos, vasos e o que mais tivesse a mão: “Saia daqui, cafajeste! Você não entende nada de mulher meeesmo!!!” Então, mais uma vez o marido se re-colhia, rabinho entre as pernas, e voltava ao traba-lho, a sua cachaça de esquecer a vida de rejeição e humilhações impostas pela mulher amada.
Tanto trabalhou e produziu que um dia foi cha-mado pela Diretoria da empresa. Ganhara um au-mento, uma promoção, proposta de morar no ex-terior. Naquela noite, nem dormiu.
Na manhã seguinte, Leopoldo estava na aca-demia, quando, subitamente, Úrsula atraves-sou ligeira o Salão sem dar a menor bola para o grupo de rapazes, e se dirigiu a ele carinhosa, trazendo-lhe um squeeze de água gelada. Deu-lhe um beijo, um abraço apertado, disse que não fosse embora sem ela, e voltou às máquinas.
A turma de rapazes não entendeu nada. Eles olharam basbaques para aquele nunca notado fiapo de homem: como? quando? por quê? E nós?
Leopoldo olhou para eles e, pela primeira vez, abriu um sorriso luminoso e seguro. Mirou aquela mulher linda, soberba, desmanchando-se em suor divinamente perfumado no reles colchonete e, voltando-se aos rapazes, balan-çou a cabeça com desdém: “Celulite demais!”
O
MELHOR
DA A G E N DA C U LT U R A L
Q U E R D I V U L GA R S E U E V E N T O ?
A G E N DA O P O V O @ G M A I L . C O M
INFORMAÇÕES SOBRE ATRAÇÕES, DATAS E HORÁRIOS SÃO DE RESPONSABILIDADE DOS ORGANIZADORES DOS EVENTOS
COMICIDADE NEGRA
DIVULG A ÇÃO PORTO IRACEMAAs inscrições para a oficina “Mateus, caminhos de uma comicidade negra” vão até esta segunda-feira, 18. Com o objetivo de construir narrativas não hegemônicas a respeito da produção e função do riso a partir da comicidade negra, a programação é ministrada pela brincante e atriz Cibele Mateus. A atividade acontecerá presencialmente nos próximos dias 21 e 22 de janeiro, das 10 às 12 horas, no Centro de Narrativas Audiovisuais (Cena 15) do Porto Iracema das Artes. Os participantes receberão certificado e é obrigatório o uso de máscaras de proteção. Serão ofertadas apenas dez vagas para a formação.
Quando: inscrições até hoje, 18, pelo link www.bit.ly/OficinaMateus;
atividades presenciais nos dias 21 e 22 de janeiro (quinta e sexta-feira), das 10 às 12 horas
Onde: Centro de Narrativas Audiovisuais do Porto Iracema - CENA
15 do Porto Iracema das Artes (Rua José Avelino, 495)
PRODUTORES CULTURAIS
ENCONTRO VIRTUAL
A atuação do produtor cultural atualmente e outros assuntos que norteiam este setor da economia criativa são temas
contemplados no 1º Encontro de Produtores Culturais: Universos Criativos. Nesta segunda-feira, 18, o tema é “Fóruns Estaduais: como os produtores culturais se organizam dentro e fora do Ceará”, com mediação de Juliano Smith e participação de Aryane Sánchez, Dany Nazareno, Chris Ramirez e Andrea Vasconcelos. A programação será transmitida no canal do projeto A Casa É Sua no YouTube a partir das 16 horas.
Quando: nesta segunda-feira, 18, a partir das 16 horas Onde: no canal do A Casa É Sua no YouTube
A CULPA É DO CABRAL
HUMORÍSTICO
Estreia hoje às 22 horas nova temporada do humorístico “A Culpa É do Cabral”. Com Thiago Ventura, Rafael Portugal, Fabiano Cambota entre os humoristas, o retorno também traz o ator Caio Castro como primeiro convidado da atração.
Quando: nesta segunda-feira, 18, às 22 horas;
live de esquenta às 17h30min
Onde: no canal Comedy Central e live no perfil
@comedycentralbr no Instagram (https:// www.instagram.com/comedycentralbr/)
MONTAGEM
CINEMATOGRÁFICA
ESCOLA DE AUDIOVISUAL
Estão abertas as inscrições para o curso “Montagem Cinematográfica”, ministrado por Cristina Amaral. O evento integra o Programa de Férias 2021 da Escola Pública de Audiovisual e ocorre por meio de videoconferências entre os dias 1º e 5 de março. A programação tem como objetivo transitar, por meio da montagem, as formas e recursos de expressão do Cinema. O horário do curso é de 14 às 18 horas e são ofertadas 25 vagas.
Quando: de 1º a 5 de março, a partir das 14
horas; inscrições até 28 de janeiro
Onde: Google Meet (candidatos selecionados
serão notificados por e-mail quanto ao acesso às aulas); inscrições em www.linktr. ee/viladasartes
CORPOS DISSIDENTES
PERFORMANCE
A programação do projeto POC -
Procedimentos para Ocupação da Cidade continua nesta segunda-feira, 18, com a participação da artista visual cearense Sy Gomes. O projeto propõe, na linguagem da performance, um dispositivo para repensar as noções e percepções citadinas. Hoje, a partir das 14 horas, Sy Gomes apresenta “Plantas de casa vinte vinte” no playground da Praça das Flores.
Quando: hoje, 18, às 14 horas
Onde: na Praça das Flores (Rua Barbosa de
Freitas, 1254, Fortaleza - CE)
LAB FEIRA
DA MÚSICA
CURSO
As inscrições estão abertas para três cursos ofertados pelo Lab Feira da Música destacando a cena musical. Com foco em residentes do interior do Ceará ou nos bairros periféricos de Fortaleza, os cursos são voltados para profissionais de nível básico que procuram mais conhecimento para otimizar o currículo profissional. Os participantes receberão bolsa no valor de R$ 300. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela plataforma Sympla. Serão emitidos certificados para quem completar o mínimo de 75% de presença nas aulas.
Quando: agenda formativa de janeiro a
março; aulas de segunda a sexta-feira, das 19 às 22 horas
Onde: inscrições e mais informações pelo
FORTALEZA - CE, SEgundA-FEiRA, 18 dE jAnEiRO dE 2021
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ACERVO DIGITAL
&
Foi uma vida inteira dedica-da às artes - música, cinema, artes visuais, literatura. Ao morrer no ano passado, vítima de insuficiência cardíaca, aos 88 anos, Sérgio Ricardo deixou um legado imenso, que agora está disponível ao público no acervo digital “Sérgio Ricardo Memória Viva”, no site sergioricardo.com. Com apoio do Itaú Cultural, o projeto, lançado em dezembro, dá visibilidade às múltiplas lin-guagens de sua obra, reunindo mais de 5 mil itens, entre fotos, vídeos, textos e desenhos inédi-tos, partituras, discografia, en-tre tantos outros.
Mas, como se trata de um acervo em constante construção e atualização, a proposta é que materiais novos sejam sempre incorporados. Assim, até a pró-xima semana, estarão no site sli-des de cenas do filme “A Noite do Espantalho”, de 1974, com Alceu Valença, e negativos de bastido-res do curta-metragem “Menino da Calça Branca”, de 1961. Na fila, estão ainda manuscritos de par-tituras, que estão no acervo físico e ainda precisam ser fotografa-dos e tratafotografa-dos.
“Tem uma próxima etapa também que envolve material de divulgação, temos muitos folhe-tos de shows, cartazes, progra-mas de shows. E há um material que a gente precisa digitalizar, um tanto de fitas cassetes, fitas de rolo (de áudio) que não temos ideia do que tem dentro. Pode ser que tenha material inédito, músicas inéditas, principalmen-te nas fitas casseprincipalmen-tes”, revela Ma-rina Lutfi, uma das filhas de Sér-gio Ricardo, diretora-geral do projeto e gestora da obra dele.
divuLgAçãO É o que poderia se chamar de
segunda fase do projeto, para o qual ela está em busca de apoio.
Ao mesmo tempo que há itens da coleção particular que ainda precisam entrar no site, Mari-na tem recebido informações de materiais preciosos do pai exis-tentes em outros acervos, como áudios de participação dele em shows do Projeto Pixinguinha que estão na Funarte. “A partir do momento que terminarmos nosso acervo particular, vamos partir para os outros, olhar o que tem na Funarte, no MIS, no Arquivo Nacional, outros lugares que possam ter materiais dele, que não conhecemos e que vão ajudar a contar mais sua histó-ria”, diz Marina, que é designer e cantora. “É realmente um uni-verso imenso para pesquisar.”
Para dar conta de um artista tão multifacetado, foram criados múltiplos núcleos para atuar no projeto: Música, Audiovisual, Ar-tes Visuais, Textual, Conservação e Catalogação, e Comunicação (no qual está a jornalista Adriana Lutfi, também filha de Sérgio). O Núcleo de Música, aliás, conta com outro filho de Sérgio, o mú-sico João Gurgel, outra presença importante no projeto - e para quem o pai passou “todo o violão dele”. “A missão do Núcleo de Mú-sica, nesse primeiro momento, foi de reescrever as partituras, as músicas lançadas nos discos em formato de songbook, aquele formato clássico de melodia, le-tra e cifra”, conta Marina. “Pen-sei num jeito de trabalhar que era dividido em núcleos, porque o papai não é um artista, ele é um centro cultural. Fiz os nú-cleos de Música, de Audiovisual,
de Textual, de Artes Visuais, de Comunicação também, porque tinha de pensar em comunicar tudo isso da melhor forma pos-sível, para ampliar. Porque um dos objetivos principais desse projeto é a difusão. Não é só de catalogar e deixar tudo disponí-vel. É difundir. Queremos falar para o maior público possível, aumentar o público dele.”
Por isso, o site faz uma espé-cie de chamamento para esse público na seção Expressões, em que ficam expostos traba-lhos enviados para o projeto que foram inspirados em Sérgio e sua obra - antes, eles passam por uma curadoria. “Queremos
| MÚSICA |
Acervo digital reúne a obra de Sérgio Ricardo, disponibilizando ao público mais de
cinco mil itens, dentre fotos, vídeos, textos e desenhos, partituras, discografia, dentre outros
O mundO de
SérgiO ricardO
Sérgio ricardo foi um dos que tocou no
show do Carnegie Hall que mostrou bossa nova ao mundo
fomentar mais as colaborações, chamar as pessoas para cola-borar, colocar suas expressões. Queremos trazer não só perso-nalidades, mas o público em ge-ral”, ressalta Marina.
O projeto “Sérgio Ricardo Memória Viva” dá um passo fundamental na organização, na digitalização e no comparti-lhamento do acervo de Sérgio, mas o processo de catalogação de sua obra já acontecia desde 2009. Naquele ano, a museóloga Ana Lúcia de Castro, mãe de Ma-rina e ex-mulher de Sérgio, com ampla experiência em acervos e conservação, iniciou um projeto de extensão na Universidade
Fe-Inscrições para sucessão na Academia
Cearense de Letras seguem até 1º/2
|ACL|
Cadeira 17 ficou vaga após o falecimento do reconhecido jurista Paulo Bonavides
Estão abertas até 1º de feve-reiro as inscrições para os pos-tulantes à cadeira 17 da Academia Cearense de Letras, que ficou vaga após a morte do respeitado jurista e professor Paulo Bonavides, em outubro de 2020. O passo-a-passo do processo sucessório dentro da ACL é previsto em estatuto.
Conforme o artigo 27 do esta-tuto da ACL, as inscrições para preenchimento da vaga ficam abertas pelo prazo de 60 dias a partir da publicação do edital re-ferente ao processo, que ocorreu em 3 de dezembro de 2020, como informa Angela Gutierrez, atual
presidente da ACL. As inscrições podem ser feitas na Secretaria da sede da Academia, no Palácio da Luz, de 8 às 16 horas.
Ainda segundo a presidente, as candidaturas, após o prazo de inscrições, serão analisadas por Comissão Especial que, em 10 dias, emitirá parecer. Depois, a eleição será marcada - geralmen-te, conforme Angela, opta-se pela data da próxima reunião mensal a ser realizada. Entre nomes já ins-critos estão o empresário Pio Ro-drigues - autor de livros de poesia e músicas - e a professora de Di-reito da UFC Denise Lucena Caval-cante - pós-doutora pela Facul-dade de Direito de Lisboa e autora de livros sobre Direito Tributário.
A ACL “tem por finalidade a
preservação, o cultivo e o de-senvolvimento da literatura e da produção científica, filosófica e cultural reconhecida como de qualidade superior no âmbito da sociedade cearense”, como indica o estatuto da instituição. A viú-va do professor Paulo Bonavides, Yêda Bonavides, divulgou carta aberta - publicada no O POVO em 5 de janeiro - referente ao proces-so de sucessão do marido na ACL.
No texto, reforça a “honra” de ocupar a cadeira na Academia, cujo patrono é o professor e po-lítico Joaquim Catunda (1834-1907). “Imagino que o escolhido venha a ser alguém que, por sua produção acadêmica, sua traje-tória intelectual, honre a cadeira antes ocupada por meu esposo,
deral do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), para, com ajuda de bol-sistas, fazer o trabalho de orga-nização e catalogação do acervo. Em 2017, via edital da Funda-ção de Amparo à Pesquisa do RJ (Faperj), Marina conseguiu or-çamento para criar website do acervo. Depois, veio a ideia de ampliação desse conteúdo digi-tal, abarcando a obra do artista como um todo, e ainda da par-ticipação do público, sob novo nome: Sérgio Ricardo Memória Viva. Além do site, o projeto está no Facebook e no Instagram (@ sergioricardomemoriaviva) e também no YouTube. (Adriana
Del Ré/ Ag. Estado)
Como se trata
de um acervo
em constante
construção e
atualização, a
proposta é que
materiais novos
sejam sempre
incorporados
Inscrições para ACL
Quando: até 1º/2
Onde: Rua do Rosário, 1,
Cen-tro (Praça dos Leões)
Infos: 3226-0326 ou
João Gabriel Tréz
um dos mais ilustres juristas de nosso país, reconhecido interna-cionalmente”, escreveu.
Paulo Bonavides nasceu na Paraíba, mas cedo se mudou para o Ceará. Ainda adolescente, venceu um concurso para re-pórter do O POVO e estabeleceu relação com o jornal como fun-cionário, fonte e colaborador. In-tegrou-se à vida intelectual pela atuação como jurista e professor da Faculdade de Direito da UFC, sendo reconhecido em todo o território nacional. Na produção literária, escreveu sobre temas do Direito, Ciência Política, en-saios, crônicas, e, também, foi autor de “Demócrito Rocha: Uma Vocação para a Liberdade”, sobre o fundador do O POVO.
O POVO MAIS
mAiS.OpOvO.COm.bR
Confira no OP+ o artigo de opinião “Academias e crocodilos”, do professor de direitos Culturais da unifor Humberto Cunha Filho, que propõe reflexões à ACL a partir de aprofundamentos sobre modelos de academias ao longo da História
VIDA&ARTE
FORTALEZA - CE, SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2021
O que é e como jogar
1. O jogo é constituído de 81 quadrados numa grade de 9 x 9 quadrados, subdivivida em nove grades menores de 3 x 3 quadrados. 2. Cada fileira (vertical e horizontal) deverá conter números de 1 a 9. 3. Cada grade menor, de 3 x 3 quadrados, deverá conter números de 1 a 9.
4. Nas fileiras horizontais e verticais da grade maior, cada número deverá aparecer uma só vez.
SUDOKU
PALAVRAS CRUZADAS
23 DE SETEMBRO A 22 DE OUTUBRO 23 DE OUTUBRO A 21 DE NOVEMBRO 22 DE NOVEMBRO A 21 DE DEZEMBRO 21 DE JUNHO A 22 DE JULHO 23 DE JULHO A 22 DE AGOSTO 23 DE AGOSTO A 22 DE SETEMBRO
22 DE DEZEMBRO A 20 DE JANEIRO 21 DE JANEIRO A 19 DE FEVEREIRO 20 DE FEVEREIRO A 20 DE MARÇO 21 DE MARÇO A 20 DE ABRIL 21 DE ABRIL A 20 DE MAIO 21 DE MAIO A 20 DE JUNHO
Brincar
Os mundos de Liz.
DANIEL BRANDÃO
www.estudiodanielbrandao.comOs Intrépidos.
KARLSON GRACIE E BRENO TAVEIRA
@karlsongracieQuarentena.
DHIOW
adivinhadindi.tumblr.comHORÓSCOPO PERSONARE
www.personare.com.br | [email protected]PEIXES
AQUÁRIO
CAPRICÓRNIO
SAGITÁRIO
ESCORPIÃO
LIBRA
VIRGEM
LEÃO
CÂNCER
GÊMEOS
TOURO
ÁRIES
Nesta semana, as relações humanas estarão em evidência por conta do trânsito da Lua pela sétima, oitava e nona casas. Haverá a oportunidade de analisá-las mesmo diante de confl itos, o que irá agregar valor à sua vida. A migração do Sol dará destaque aos prazeres e às articulações nas redes sociais.
O cotidiano em seus aspectos práticos, relacionais e íntimos terá ênfase com a passagem da Lua pela sexta, sétima e oitava casas. Apesar de estar em meio a confl itos e inquietações, isto promoverá ajustes que serão importantes. O Sol ilumina as questões familiares ao adentrar o quarto setor.
A passagem do Sol para o setor comunicativo irá inaugurar uma fase de muito aprendizado e troca de ideias. Nesta semana a Lua transita pelos setores relacionados ao social, ao cotidiano e aos relacionamentos, fazendo com que você possa reavaliar a forma como tem lidado com o público e o privado.
A Lua sugere algumas questões do setor de amizades e trabalho que devem ser trabalhadas caso você queira melhorar sua relação com as responsabilidades e as pessoas, o que poderá lhe fazer enfrentar seus próprios fantasmas. O foco tende a ser para dentro de si mesmo, pois o Sol está no setor íntimo.
Os relacionamentos entram em uma fase de crescimento, visto que o Sol ingressa nesse setor. Já os setores ligados à espiritualidade, ao trabalho e às amizades tendem a ser ressaltados com o trânsito da Lua. Mesmo com estresse, isto fará com que você encare os desafi os de forma a obter aprimoramento.
Com o ingresso do Sol nessa casa, o cotidiano pode se mostrar uma base importante da vida. Os trânsitos da Lua nos setores da intimidade, da espiritualidade e do trabalho tendem a gerar refl exões e ajustes fundamentais, especialmente com relação a como você coloca em prática seus ideais e vocações.
As fi nanças e tudo relacionado às suas posses e a ideia de prosperidade ganha peso com a entrada do Sol na área material. A Lua transitará pela casa da família, dos prazeres e do cotidiano ao longo dessa semana, direcionando seu olhar para as oportunidades e os desafi os na esfera privada.
Com a entrada do Sol em seu signo, o autoconhecimento é favorecido. O modo como projeta a sua imagem pessoal perante grupos irá refl etir os desafi os que acontecem na esfera privada. Estará em evidência nessa semana com o trânsito da Lua pelas casas relacionadas à comunicação, à família e ao social.
Questões que tenham relação com patrimônio e trato interpessoal na esfera privada estarão em destaque nesta semana pelo movimento da Lua nos setores material, comunicativo e familiar, dando chance a ajustes. O Sol adentra o setor de crise, trazendo luz aos desafi os para que consiga encará-los. Ter senso crítico poderá
fazer com que você consiga controlar a impulsividade. O Sol adentra o setor de amizades e traz clareza aos relacionamentos. A Lua mostra durante a semana como as emoções podem interferir nas questões práticas por transitar entre seu signo e o eixo material-comunicativo.
O Sol adentra o setor profi ssional e dará destaque a importância do trabalho em sua vida. A Lua se desloca entre as áreas de crise, seu signo e o setor material ao longo da semana. Isto fará com que os fatores de instabilidade fi quem em evidência. É o momento de fazer ajustes para não ter prejuízos.
A Lua percorre as casas relacionadas às amizades, aos fatores de crise, até chegar a seu signo, indicando a necessidade de ajustes interpessoais e a encarar os desafi os como forma de obter sucesso em seus projetos. Seus valores e ideais serão renovados, pois o Sol ingressa no setor espiritual.
O SANTO
Santa Margarida da Hungria
O ANJO
Yesalel
Margarida era uma princesa da Hungria. Nasceu no castelo de Turoc, em 1242, e foi batizada. Aos 10 anos, o casal real a entregou para ser preparada para os votos religiosos. Tempos depois, fez a profissão de fé de religiosa em um novo mosteiro. Em 1261, tomou o véu definitivo. Ela foi exemplo de humildade e virtude. Rezava e fazia penitências, oferecendo-se como vítima para salvação do
povo. Sua instrução se limitou ao conhecimento primário de escrita e leitura. Possuía ilimitado desapego às coisas materiais, que, unido à vida contemplativa, a concedeu o dom das visões. Morreu em 1270. Sua sepultura se tornou meta de peregrinação pelas sucessivas graças e milagres. No século XIX, sua festa se expandiu pelas dioceses húngaras. Foi canonizada em 1943 pelo papa Pio XII.
Este Anjo facilita nas amizades e atua na felicidade conjugal. Auxilia na compreensão das situações. Quem nasce sob sua influência tem memória prodigiosa, intelectualidade e grande capacidade para entender tudo de forma lógica, mesmo assuntos místicos e religiosos. Será fiel na demonstração de amor. Sua grande habilidade para aceitar a vida como ela é fará com que esteja rodeado de amigos.
FORTALEZA - CE, SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2021
[email protected] | *ESTA COLUNA É PUBLICADA TODOS OS DIAS
CLÓVIS
HOLANDA
ARTE PARA TODOS
Depois da CasaCor e da exposição de fotografias “Ser Humano”, a avenida Beira Mar recebe a mostra “Formas e cores à Beira Mar”. São esculturas, de impacto, assinadas por Sérvulo Esmeraldo, Carlos Lebran, Ascal, Juca Máximo, Túlio Paracampos e Célio Gurgel. A curadoria é de Luis Carlos Sabadia e a iniciativa é uma articulação entre o Instituto Cor da Cultura, presidido por Neuma Figueiredo, e a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria de Parcerias Público-Privadas. A visitação é gratuita e segue até 14/02. Na foto, clicada por Esdras Guimarães, a curadora de arte Dodora Guimarães envolta a uma peça do marido Sérvulo (em memória).
ALTAR NÃO É
PALANQUE
SEMPRE questionei as campanhas
eleitorais e a retórica de homens públicos que evocam Deus, santos e outras crenças.
NÃO estou falando de agradecer
ou citar sua fé no final de um discurso ou ao receber uma homenagem. Refiro-me aos que apresentam sua adesão a um tipo de religião como capital político para angariar votos e apoio.
NADA contra o Altíssimo, pelo
contrário. Mas como cidadão, pergunto-me o que a devoção alheia, especialmente a de um ente público, tem a ver com os buracos da Cidade, as (não) calçadas, as carências em escolas e postos de saúde?
DIANTE de tantos líderes
religiosos, igrejas, centros holísticos e pregadores de todas as matizes, por que alguns fiéis ainda buscam em gestores públicos a reafirmação de suas devoções? Seus templos não são capazes de resolver esta demanda humano-celeste?
FAÇO este ensejo para falar da
surpresa que tive ao saber, aqui no O POVO, que nossa Capital terá uma Coordenadoria de Articulação do Terceiro Setor e Instituições Religiosas, sob o comando de um pastor evangélico.
FICO imaginando a dificuldade
que ele, o pastor, pode enfrentar perante suas “ovelhas” ao se juntar à turma de Sarto, uma vez que, durante a campanha, os grupos de whatsApp das igrejas estavam infestados de acusações de cunho dogmático contra o grupo dos Ferreira Gomes.
SEREM supostamente favoráveis
ao aborto era o “alerta” mais sereno para fazer com que os fiéis votassem no Capitão Wagner, este mais afeito aos dogmas e conservadorismo.
MINHA pergunta é: no que esta
Pasta vai ajudar a melhorar a nossa Cidade? Porque lugar de pagar dízimo não é Prefeitura, é altar. E de quitar imposto não é igreja, é Secretaria. Aguardemos...
FERNANDO RODRIGUES/ DIVULG
A
ÇÃO
Netflix anuncia estreia, para 23 de fevereiro, do esperado documentário “Pelé”.
Filme retrata o surgimento do Rei do Futebol e sua jornada até o histórico título da Copa do Mundo de 1970 e traz um olhar emocionado do ídolo mundial em relação à sua carreira, incluindo entrevistas em vídeo e imagens exclusivas de Pelé nos dias atuais.
O doc, produção original da plataforma de streaming, também inclui raras cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro.
Promete!
DOCUMENTÁRIO
Demi Lovato decidiu contar todos os dramas que viveu no tempo em que era usuária de drogas no documentário “Dancing with the Devil”. A trama terá transmissão pelo YouTube, a partir de 23 de março. No fi nal de julho de 2018, Demi sofreu uma overdose e fi cou internada por 10 dias num hospital. Após alta, ela foi para clínica de reabilitação.
O cineasta sul-coreano Bong Joon-ho, autor do premiado “Parasita”, presidirá o júri do 78º Festival de Cinema de Veneza, que acontece de 1º a 11 de setembro. Para Alberto Barrera, diretor artístico da Mostra, o renomado diretor coreano é “hoje uma das vozes mais autênticas e originais do cinema autoral”.
[ FESTIVAL ]
Um audiolivro da obra O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, narrado por Fabio Porchat, Thati Lopes e Kaik Pereira, está disponível, gratuitamente pelo link: www.tocalivros.
com/cupom?cps=PEQPRINCIPE
[ AUDIOBOOK ] Liam Neeson
disse que vai se aposentar dos filmes de ação após terminar os projetos de 2021. O ator de “Busca Implacável” revelou em entrevista ao site Entertainment Tonight que tem tido dificuldades para fazer as cenas de lutas nesse gênero do cinema.
[ APOSENTADORIA ]
DOC
MÃO NA MASSA
Presidente do Sinduscon, empresário Patriolino Dias de Sousa deu uma pausa na agenda, dias atrás, para aula de gastronomia com o requisitado chef Edilberto Costa. Foi na Leg Fortaleza, uma cozinha profissional que recebe ações do gênero. Aprendeu a fazer a famosa Caldeirada de Frutos do Mar, muito consumida na Espanha e Portugal. Também a preparar o Mashwi, um churrasco com especiarias típico da África, dentre outros pratos. A quem se interessa pelo tema, a próxima turma com vagas ainda disponíveis é em 11 de fevereiro. Informações pelo (85) 98742 1000.
CINEMA
De hoje a quarta-feira, das 17h30min às 20h30min, o premiado cineasta Marcelo Gomes ministra oficina virtual gratuita a convite do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade de Fortaleza.O foco do trabalho, on line, é estudar e praticar ferramentas para esculpir uma personagem em uma história original. Vale ressaltar que Marcelo acumula prêmios com suas produções em festivais de cinema como os de Cannes, Berlim e Veneza, só para citar alguns. Inscrições limitadas pelo site da Universidade.
ESDRAS GUIMARÃES/ DIVULG
A
ÇÃO
BRINDE
Suyane e Cláudio Dias Branco em registro leve, do fim de semana, quando o herdeiro de Ivens Dias Branco (em memória) e Consuelo comemorou mais um ano de vida. Brinde foi na casa do Fortim em família. Saúde! Promete!
Suyane e Cláudio Dias Branco em registro leve, do fim de semana, quando o herdeiro de Ivens Dias Branco (em memória) e Consuelo comemorou mais um ano de vida. Brinde foi na casa do Fortim em família. Saúde!
Abrem novo ciclo hoje: Bia Rolim, Martin Brookes, Camila Bitar Furtado, Dráuzio Barros Leal, Ricardo Palhano, Anice Castro. Felicidades.
ENTRE
NÓS...
De Caetano Veloso: “O meu impulso básico é mais otimista. A palavra Esperança é uma palavra que ecoa em mim, e eu tenho isso, essa dimensão - e não gosto de abrir mão dela”.Boa semana!vida&arte
FORTALEZA - CE, SEgundA-FEiRA, 18 dE jAnEiRO dE 2021
6
Cinema
&
séries
Ansiedade, tensão, incerte-za e expectativas. Essa mistura de sentimentos que atinge tan-tas pessoas quando próximas a momentos importantes em suas vidas não escapa da rotina de estudantes que se preparam para realizar uma prova de ves-tibular. Quando se trata, então, do principal exame do País, o universo de alunos nessa situa-ção se expande consideravel-mente. Vestibulandos diversos, com vivências diferentes, mas com o mesmo objetivo: ingres-sar em uma instituição de Ensi-no Superior.
Nesse sentido, surge o do-cumentário “Atravessa a Vida”, produzido em 2018 e com di-reção de João Jardim (“Pro Dia Nascer Feliz” e “Getúlio”). Em meio a tantas realidades, a obra apresenta como recorte a rotina de estudantes do 3º ano do En-sino Médio de uma escola públi-ca de Simão Dias, no interior de Sergipe. A partir de um acom-panhamento de três meses, o longa-metragem apresenta a preparação de alunos do Centro de Excelência Dr. Milton Dortas para o Exame Nacional do En-sino Médio (Enem) daquele ano. Mais que apenas apresen-tar momentos vividos dentro de uma sala de aula, o filme se propõe a abordar diferentes si-tuações que podem influenciar o desempenho de um estudante diante de um exame de vestibu-lar. Desde aspectos estruturais físicos, até questões emocio-nais. Ele também expõe marcas das desigualdades educacionais que existem no Brasil, alertando para necessidades de melhores condições de estudo.
Assim como situações ex-traescolares podem transfor-mar as vivências desses es-tudantes, é possível perceber, durante o longa-metragem, como o próprio ambiente ins-titucional é capaz de provocar mudanças. Nesse aspecto, en-tram em cena - e também em destaque - professores e outros funcionários da escola, com es-tímulos ao pensamento crítico e com o oferecimento de espaços para que esses jovens possam externar seus sentimentos. “É muita pressão. A gente escuta demais: ‘Enem, Enem, Enem’. Chega de tarde, no pré-univer-sitário, ‘Enem, Enem, Enem’. À noite ainda tem que estudar, tem trabalho da escola, tem prova. Aí chega no Enem, não passa e pensa: ‘meu deus, o que foi que eu fiz no ano? Estudei o dia todo, ralei, cheguei até aqui, mas não passei. Isso frustra de-mais”, desabafa uma aluna.
“Atravessa a Vida” se utiliza de depoimentos dos estudan-tes em algumas ocasiões para apresentar o que eles sentem, mas a obra é igualmente eficaz nesse aspecto quando também
usa o silêncio. Simples, mas paradoxalmente complexos, os olhares captados pelas lentes expõem mensagens sem o uso de palavras: esperança, medo, angústias, incertezas… por ve-zes tudo ao mesmo tempo.
A temporalidade, aliás, acaba sendo uma simbologia bastante reforçada durante o longa. Em contrastes com a infância e com as expectativas sobre a vida adulta, o docu-mentário imerge em visões a respeito do tempo, exibindo até o momento em que um dos pro-fessores propõe uma dinâmica utilizando “Retrovisor”, na voz do cantor cearense Fagner.
Em um ambiente corriquei-ramente visto como compe-titivo, neste Ensino Médio o espectador se depara com a colaboração dos alunos entre si a partir do diálogo. Quando conversam, eles compartilham suas angústias e reflexões e, assim, constituem breves re-fúgios como alternativas para
| DOCUMENTÁRIO |
Com relatos emocionantes, documentário acompanha a rotina de alunos que
se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em uma escola no interior de Sergipe
SonhoS
e PercurSoS
Miguel ArAujo
Produzido em 2018,
“Atravessa a Vida” apresenta estudantes de uma escola no interior de Sergipe que estão se preparando para o Exame nacional do Ensino Médio (Enem). FOTOS diVuLgAçãO
O filme se propõe
a abordar
diferentes
situações
que podem
influenciar o
desempenho de
um estudante
lidar com as pressões des-sa fase. Relatos emocionan-tes surgem nessas dinâmicas, mostrando, para eles, que não estão sozinhos.
Imergindo, ainda que de forma breve, nas vidas desses adolescentes, o espectador se permite torcer para que eles alcancem o sucesso mesmo diante de tantas adversida-des. Os estudantes apresenta-dos no documentário divergem bastante entre si, mas têm em comum o desejo de um futuro melhor. A esperança, aliás, é um sentimento reforçado no longa-metragem, marcado também por apresentar desigualdades que acabam permeando a vida de muitos jovens no Brasil. Nas palavras de uma das professo-ras durante conversa com seus alunos, o estímulo para o pen-samento de que dias melhores virão: “Nunca percam essa von-tade de recomeçar. Problemas existem e sempre vão existir. Mas a gente tem que olhar pro sol e amanhecer. Amanhecer todos os dias”.