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Este Caderno contém 35 questões de múltipla escolha, dispostas da seguinte maneira: 01 a 10 Língua Portuguesa; 11 a 20 Didática Geral; 21 a 35 Conhecimentos Específicos.
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11 Antes de retirar-se definitivamente da sala, devolva ao Fiscal a Folha de Respostas e este Caderno.
Língua Portuguesa
01 a 10
As questões de 01 a 10 referem-se ao texto reproduzido abaixo. ANALFABETISMO FUNCIONAL
Alarmante! A dificuldade para interpretar textos e contextos, articular ideias e escrever está presente em seletos ambientes do mundo corporativo e da academia.
por Thomaz Wood Jr.
A condição de analfabeto funcional aplica -se a indivíduos que, mesmo capazes de identificar letras e números, não conseguem interpretar textos e realizar operações matemáticas mais elaboradas. Tal condição limita severamente o desenvolvimento pessoal e profissional. O quadro brasileiro é preocupante, embora alguns indicadores mostrem uma evolução positiva nos últimos anos.
Uma variação do analfabetismo funcional parece estar presente no topo da pirâmide corporativa e na academ ia. Em uma longa série de entrevistas realizadas por este escriba, nos últimos cinco anos, com diretores de grandes empresas locais, uma queixa revelou -se rotineira: falta a muitos profissionais da média gerência a capacidade de interpretar de forma sistemática situações de trabalho, relacionar devidamente causas e efeitos, encontrar soluções e comunicá-las de forma estruturada. Não se trata apenas de usar corretamente o vernáculo, mas de saber tratar informações e dados de maneira lógica e expressar ideias e proposições de forma inteligível, com começo, meio e fim.
Na academia, o cenário não é menos preocupante. Colegas professores, com atuação em administração de empresas, frequentemente reclamam de pupilos incapazes de criar parágrafos coerentes e express ar suas ideias com clareza. A dificuldade afeta alunos de MBAs, mestrandos e mesmo doutorandos. Editores de periódicos científicos da mesma área frequentemente deploram a enorme quantidade de manuscritos vazios, herméticos e incoerentes recebidos para publicação. E frequentemente seus autores são pós -doutores! O problema não é exclusivamente tropical. Michael Skapinker registrou recentemente em sua coluna no jornal inglês Financial Times a história de um professor de uma renomada universidade norte-americana. O tal mestre acreditava que escrever com clareza constitui habilidade relevante para seus alunos, futuros administradores e advogados. Passava -lhes, semanalmente, a tarefa de escrever um texto curto, o qual corrigia, avaliando a capacidade analítica dos autores. Pois a atividade causou tal revolta que o diretor da instituição solicitou ao professor torná-la facultativa. Os alunos parecem acreditar que, em um mundo no qual a comunicação se dá por mensagens eletrônicas e tuítes, escrever com clareza não é mais importante.
O mesmo Skapinker lembra uma emblemática matéria de capa da revista norte -americana Newsweek, intitulada “Why Johnny can’t write”. Merrill Sheils, autora do texto, revelou à época um quadro preocupante do declínio da linguagem escrita nos Estados Unidos. Para Sheils, o sistema educacional, da escola fundamental à faculdade, desovava na sociedade uma geração de semianalfabetos. Com o tempo, explicou a autora, as habilidades de leitura pioraram, as habilidades verbais se deterioraram e os nor teamericanos tornaram -se capazes de usar apenas as mais simples estruturas e o mais rudimentar vocabulário ao escrever, próprios da tevê.
Entre as diversas faixas etárias, os adolescentes eram os que mais sofriam para produzir um texto minimamente coerente e organizado. E o mundo corporativo também acusou o golpe, pois parte de sua comunicação formal exige precisão e clareza, características cada vez mais difíceis de encontrar. Educadores mencionados no artigo observaram: um estudante que não consegue ler e compreender textos jamais será capaz de escrever bem. Importante: a matéria da Newsweek é de 1975!
Quase 40 anos depois, os iletrados trópicos parecem sofrer do mesmo flagelo. Por aqui, vivemos uma situação curiosa: de um lado, cresce a demanda por análi ses e raciocínios sofisticados e complexos. E, de outro, faltam competências básicas relacionadas ao pensamento analítico e à articulação de ideias. O resultado é ora constrangedor, ora cômico. Nas empresas, muitos profissionais parecem tentar tapar o sol com uma peneira de powerpoints, abarrotados de informação e vazios de sentido.
Na academia, multiplicam -se textos caudalosos, impenetráveis e ocos. Se aprender a escrever é aprender a pensar, e escrever for mesmo uma atividade em declínio, então talvez estejamos rumando céleres à condição de invertebrados intelectuais.
Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br>. Acesso em 25 ago. 2014.
GLOSSÁRIO
MBAs: Master in Business Administration (Mestrado em Administração de Negócios). É um grau
acadêmico de pós-graduação destinado a administradores e executores na área de gestão de empresas.
Why Johnny can’t write: Por que Johnny não pode escrever.
01. Na discussão articulada no texto, depreend e-se, como foco principal,
A) estabelecer correlação entre o Brasil e outros países, no que se refere ao analfabetismo funcional.
B) comparar o analfabetismo funcional no âmbito da academia com o analfabetismo funcional no âmbito das empresas.
C) criticar o analfabetismo funcional, independentemente da esfera social em que se desenvolva.
D) responsabilizar a escola pelo analfabetismo funcional tanto no âmbito da academia quanto no âmbito das empresas.
02. O problema abordado, no texto, centra -se, prioritariamente, A) no Brasil.
B) nos países que se situam nos trópicos. C) nos países cuja língua oficial é inglês. D) nos Estados Unidos.
03. Depreende-se do texto que o analfabetismo funcional A) pode ser imbatível.
B) precisa ser revertido. C) precisa ser investigado. D) pode ser aceitável.
04. No início do parágrafo 4, o período “O problema não é exclusivamente tropical” constitui -se como uma síntese dos parágrafos
A) 2, 3 e 4. B) 4, 5 e 6. C) 3, 4 e 5. D) 1, 2 e 3.
05. Considere o período final do texto:
Se aprender a escrever é aprender a pensar, e escrever for mesmo uma atividade em declínio, então talvez estejamos rumando céleres à condição de invertebrados intelectuais. No que se refere a esse trecho, é correto afirmar que se trata de
A) juízo avaliativo em relação à problemática focalizada no texto. B) opinião em divergência com os dados expostos anteriormente. C) sentença que se abre para tema ainda não abordado no texto. D) afirmativa que se centra parcialmente na problemática tra tada.
06. Considere o trecho reproduzido a seguir:
Quase 40 anos depois, os iletrados trópicos parecem sofrer do mesmo flagelo. Por aqui, vivemos uma situação curiosa: de um lado, cresce a demanda por análises e raciocínios sofisticados e complexos. E, de outro, faltam competências básicas relacionadas ao pensamento analítico e à articulação de ideias. O resultado é ora constrangedor, ora cômico. [...].
Na academia, multiplicam -se textos caudalosos, impenetráveis e ocos. Se aprender a escrever é aprender a pensar, e escrever for mesmo uma atividade em declínio, então talvez estejamos rumando céleres à condição de invertebrados intelectuais.
As afirmações a seguir se referem às expressões e às palavras destacadas no trecho. I Imprimem tom avaliativo ao que é dito.
II Apresentam-se em registro de linguagem conotativo. III São inadequadas ao gênero do texto em foco. IV Exercem a mesma função sintática.
Das afirmações, estão corretas
A) I e II. B) II e III. C) III e IV. D) I e IV.
07. Considere o trecho:
O tal mestre acreditava que escrever com clareza constitui habilidade relevante para seus alunos, futuros administradores e advogados. Passava -lhes, semanalmente, a tarefa de escrever um texto curto, o qual corrigia, avaliando a capa cidade analítica dos autores.
Se a expressão destacada for flexionada no plural, a opção que apresenta o período reescrito de acordo com as convenções da norma padrão é:
A) Os tais mestres acreditavam que escrever com clareza constitui habilidade relevante para seus alunos, futuros administradores e advogados. Passava-lhes, semanalmente, a tarefa de escrever um texto curto, o qual corrigiam, avaliando a capacidade analítica dos autores.
B) Os tais mestres acreditavam que escrever com clareza constitui habilidade relevante para seus alunos, futuros administradores e advogados. Passavam-lhes, semanalmente, a tarefa de escrever um texto curto, os quais corrigiam, avaliando a capacidade analítica dos autores.
C) Os tais mestres acreditavam que escrever com clareza constitui habilidade relevante para seus alunos, futuros administradores e advogados. Passavam-lhes, semanalmente, a tarefa de escrever um texto curto, o qual corrigiam, avaliando a capacidade analítica dos autores.
D) Os tais mestres acreditavam que escrever com clareza constitui habilidade relevante para seus alunos, futuros administradores e advogados. Passavam-lhes, semanalmente, a tarefa de escrever um texto curto, os quais corrigia, avaliando a capacidade analítica dos autores.
08. Considere o trecho:
Em uma longa série de entrevistas realizadas por este escriba, nos últimos cinco anos, com diretores de grandes empresas locais, uma queixa revelou -se rotineira: falta a muitos profissionais da média gerência a capacidade de interpretar de forma sistemática situações de trabalho, relacionar devidamente causas e efeitos, encontrar soluções e comunicá -las de forma estruturada.
A opção em que as alterações na pontuação do trecho estão também d e acordo com as convenções da norma padrão é:
A) Em uma longa série de entrevistas, realizadas por este escriba nos últimos cinco anos, com diretores de grandes empresas locais, uma queixa revelou -se rotineira: falta a muitos profissionais da média gerência, a capacidade de interpretar, de forma sistemática, situações de trabalho, relacionar devidamente causas e efeitos, encontrar soluções e comunicá-las de forma estruturada.
B) Em uma longa série de entrevistas realizadas por este escriba, nos últimos cinc o anos, com diretores de grandes empresas locais, uma queixa revelou -se rotineira: falta, a muitos profissionais da média gerência, a capacidade de interpretar, de forma sistemática, situações de trabalho, relacionar devidamente causas e efeitos, encontrar soluções e comunicá-las de forma estruturada.
C) Em uma longa série de entrevistas, realizadas por este escriba, nos últimos cinco anos, com diretores de grandes empresas locais, uma queixa revelou -se rotineira: falta, a muitos profissionais da média gerência, a capacidade de interpretar de forma sistemática, situações de trabalho, relacionar devidamente causas e efeitos, encontrar soluções e comunicá-las, de forma estruturada.
D) Em uma longa série de entrevistas realizadas por este escriba nos últimos cinco anos com diretores de grandes empresas locais, uma queixa revelou -se rotineira: falta a muitos profissionais da média gerência a capacidade de interpretar de forma sistemática situações de trabalho, relacionar devidamente causas e efeitos, en contrar soluções e comunicá-las de forma estruturada.
09. Considere o trecho:
A condição de analfabeto funcional aplica -se a indivíduos que (1º), mesmo (2º) capazes de identificar letras e números, não conseguem interpretar textos e realizar operações matemáticas mais elaboradas. Tal condição (3º) limita severamente o desenvolvimento pessoal e profissional. O quadro brasileiro é preocupante, embora (4º) alguns indicadores mostrem uma evolução positiva nos últimos anos.
As afirmativas a seguir referem -se aos elementos linguísticos destacados no trecho. I O primeiro e o segundo elementos inter -relacionam partes de um período. II O segundo e o quarto elementos estabelecem a mesma relação de sentido. III O primeiro e o terceiro elementos não retomam informações anteriores. IV O terceiro e o quarto elementos inter -relacionam períodos.
Das afirmações, estão corretas A) II e III.
B) I e IV. C) I e II. D) III e IV.
10. Considere o trecho:
Por aqui, vivemos uma situação curiosa: de um lado, cresce (1º) a demanda por análises e raciocínios sofisticados e complexos. E, de outro, faltam (2º) competências básicas relacionadas ao pensamento analítico e à articulação de ideias.
As afirmativas a seguir referem -se aos verbos destacados no trecho. I Ambos apresentam sujeito explicitado no período.
II Ambos apresentam objeto explicitado no período.
III Em conformidade com a norma padrão, o primeiro verbo, no contexto em que ocorre, pode ser flexionado na terceira pessoa do plural.
IV Em conformidade com a norma padrão, o segundo verbo, no contexto em que ocorre, deve permanecer flexionado na terceira pessoa do plural.
Das afirmações, estão corretas A) I e IV.
B) III e IV. C) I e II. D) II e III.
D i d á t i c a G e r a l
1 1 a 2 0
11. As Tendências Pedagógicas são construções sócio -históricas que permitem caracterizar aspráticas educacionais nos contextos escolares. Essas tendências têm sido identificadas a partir dos componentes das práticas pedagógicas nas escolas. No quadro abaixo , apresentam-se alguns dos componentes de uma dessas tendênc ias.
O papel da escola é enfatizar o não formal. É uma escola crítica que questiona as relações do homem em seu meio.
O papel do estudante é refletir sobre sua realidade, sobre a opressão e suas causas, resultando daí o engajamento do homem na luta pelas transformações sociais.
A relação professor-estudante é horizontal.
Há o privilégio da metodologia participativa.
Os componentes referidos nesse quadro caracterizam a tendência A) Liberal renovada.
B) Progressista crítico social dos conteúdos. C) Progressista libertadora.
D) Liberal tecnicista.
12. O Projeto Político-Pedagógico (P.P.P.) da escola é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento da educação dos estudantes no contexto escolar. Leia as afirmações a seguir sobre O P.P.P.
I
O Projeto Pedagógico da escola deve ser bem definido, apresentando as prioridades a partir de decisão consensual entre os estudantes, os pais, os professores e até mesmo a comunidade local.
II
O Projeto Pedagógico da escola parte da definição dos conteúdo s relacionados com a formação dos estudantes, incorporando as características da contemporaneidade e da comunidade local.
III O Projeto Pedagógico da escola deve organizar as disciplinas numa grade que explicite a sequência linear dos conteúdos.
IV O Projeto Pedagógico da escola deve levar em conta a obrigatoriedade de organizar os conteúdos da base nacional comum.
Das afirmações, estão corretas
A) II e III. B) I e III. C) II e IV. D) I e IV.
13. Educação Integral e Escola em Tempo Integral são dois conceitos chaves para a organização do currículo na escola. Numa reunião de planejamento do semestre, um grupo de professores de uma escola municipal sistematizou quatro atividades que podem ser desenvolvidas na educação integral e na escola de tempo integral. Essas atividades estão explicitadas nos itens a seguir.
I Acompanhamento pedagógico. II Aprofundamento das aprendizagens .
III Aulas com carga horária mínima de 800 horas . IV Atividade de experimentação e pesquisa científica .
A atividade que NÃO se relaciona com a ampliação do tempo na escola é a que está presente no item
14. O conteúdo escolar diz respeito à cultura e à experiência social que devem ser objeto da apropriação pelos estudantes e depende dos objetivos propostos. Leia as afirmações a seguir sobre esse conteúdo.
I Os conteúdos atitudinais são formados em cada disciplina sem que haja dependência entre as disciplinas.
II Os conteúdos conceituais dizem respeito aos conceitos que fazem parte das disciplinas e são assimilados independentemente dos procedimentos .
III As habilidades como conteúdos procedimentais devem estar associadas aos conteúdos conceituais para que possam ser assimilad as.
IV As habilidades gerais têm caráter tra nsversal, sendo formadas e desenvolvidas em várias disciplinas.
Das afirmações, estão corretas
A) I e III. C) I e II.
B) III e IV. D) II e IV.
15. O planejamento de uma Unidade Didática é realizado com base em um ou vários fundamentos epistemológicos e pressupõe uma dada concepção de como o estudante aprende. No quadro abaixo, estão sintetizados pontos essenciais de um planejamento de ensino.
Apresentar organizadores prévios antes de qualquer conteúdo, que funcionem como uma ponte entre o que o estudante já sabe e os novos conhecimentos a serem aprendidos. Eles se configuram como um material introdutório , de maior nível de abstração e generalização do que o material a ser aprendido.
Observar o nível de conhecimento e o de desenvolviment o cognitivo prévios dos estudantes.
Elaborar definições claras dos conceitos, de forma a se estabelecerem relações entre os conceitos prévios e os novos conceitos.
Esses pontos essenciais têm como pressuposto uma concepção de aprendizagem que está baseada na
A) Teoria de Ausubel. C) Teoria de Piaget. B) Teoria de Skinner. D) Teoria de Vigotsky.
16. No currículo escolar, a transversalidade pressupõe um tratamento integrado das áreas e um compromisso com as relações interpessoais no âmbito da e scola. No planejamento semestral de atividades, para trabalhar a transversalidade nas aulas de uma professora do Ensino Fundamental, foram observados os seguintes elementos.
I A ética trabalhada em duas atividades, separada dos conteúdos da disciplina por ser uma nova área do currículo.
II A prioridade no ensino de conteúdos conceituais.
III A consideração das noções e emoções sobre o objeto de estudo de natureza transversal.
IV A relevância das problemáticas sociais.
Os elementos do planejamento coerentes com a natureza e a didática para o ensino de temas transversais estão presentes nos itens
A) I e II. C) I e IV. B) II e III. D) III e IV.
17. A avaliação da aprendizagem é uma categoria da Didática que tem várias funções na escola de Ensino Fundamental de 9 anos. Considere as afirmações a seguir sobre a avaliação.
I A avaliação deve ser sempre subjetiva, o que garante a validez das provas escri tas. II Na avaliação formativa, a clareza dos propósitos de aprendizagem é uma premissa
básica.
III As questões de múltipla escolha são melhores para avaliar situações com várias respostas corretas.
IV A escolha de uma multiplicidade de instrumentos e de métodos de avaliação pode tornar o processo de avaliação mais significativo como elemento de aprendizagem. Das afirmações, estão corretas
A) I e III. B) I e II. C) II e IV. D) III e IV.
18. O conceito de Zona de Desenvolvimento Próximo (ZPD), desenvolvido por L. S. Vigotsky, pode ter importância significativa nas práticas de ensino, no contexto escolar. Uma professora planeja uma sequência didática tomando como base esse conceito. No quadro a seguir, estão presentes quatro ações previstas no planejamento dessa professora.
I Favorecer as interações dos estudantes entre si e dos estudantes com o professor. II Diagnosticar o que os estudantes já sabem fazer sozinhos como indicador do
desenvolvimento potencial.
III Favorecer o trabalho independente.
IV Desenvolver tarefas com diferentes níveis de ajuda.
São ações coerentes com as ideias de Vigotsky sobre a ZPD as que estão presentes nos itens
A) II e IV. B) I e III. C) I e IV. D) II e III.
19. A Didática, como campo disciplinar, tem um objeto de estudo, um marco teórico e procedimentos de estudo. Leia as afirmações a seguir sobre a Didática.
I A Didática tem como objeto de estudo os processos de ensino.
II A Didática tem como principal referência as questões pragmáticas da Pedagogia. III A Didática é um campo de pesquisas objetivas, caracterizadas pela aplicação do
método científico na produção de conhecimentos.
IV A Didática, como campo disciplinar, relaciona -se com áreas disciplinares, como a Psicologia, a Antropologia, a Sociologia, entre outras.
Das afirmações, estão corretas
A) II e IV. B) I e III. C) I e IV. D) II e III.
20. A Escola Conectada, na qual as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs ) favorecem a aprendizagem, é uma premissa da educação do século XXI. As afirmações a seguir referem-se às novas TICs e a sua aplicação no ensino.
I Para um ambiente que possa ser considerado do século XXI, as TICs devem transformar as concepções de ensino desde a formação de professores.
II O uso das redes sociais como o Facebook não é conveniente em sala de aula. III Uma limitação das TICs na sala de aula é favorecer o “ copie e cole”.
IV O uso de tablets na sala de aula pode favorecer a aprendizagem de diferentes linguagens.
Das afirmações, estão corretas
C o n h e c i m e n t o s E s p e c í f i c o s
2 1 a 3 5
21. Com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) de 1996, Artigo 33, modificado pela Lei9475/97, a temática do Ensino Religioso voltou a ser tema de debates acadêmicos e intelectuais. Segundo essa legislação, o Ensino Religioso é parte integrante da form ação básica do cidadão e é
A) de oferta facultativa e matrícula facultativa. B) de oferta obrigatória e matrícula facultativa. C) de oferta obrigatória e matrícula obrigatória. D) de oferta facultativa e de matrícula obrigatória.
22. Segundo Luzia Sena, no seu livro Ensino Religioso e formação docente (2007, p. 65), “Ao longo de sua trajetória, as Ciências da Religião enfrentam crises e redimensionamentos visando ao seu aperfeiçoamento metodológico. Não é nada simples a tarefa de aprox imação do fenômeno religioso e sua sensibilização para a diversidade de suas abordagens”.
São modelos epistemológicos de Ensino Religioso:
A) o catequético, o teológico e o das Ciências da Religião B) o positivista, o humanista e o das Ciências da Religião C) o catequético, o positivista e o das Ciências Humanas D) o teológico, o humanista e o das Ciências Humanas
23. Segundo Aldo Natale Terrin, na obra Introdução ao estudo comparado das religiões (2003, p. 22), “Pode-se dizer que a fenomenologia da religião foi se diferenciando e se aperfeiçoando como método de estudo das religiões exatamente a partir do estudo comparado das religiões”. Nesse contexto, entre os principais autores da fenomenologia da religião estão: A) Rudolf Otto e Mircea Eliade C) Karl Marx e Rudolf Otto
B) Max Weber e Mircea Eliade D) Émile Durkheim e Rudolf Otto
24. Os espaços sagrados são pontos de referência capazes de transfigurar em ordenado e significativo o que antes era identificado como amorfo e caótico. Entre os principais conceitos ligados ao espaço sagrado estão:
A) mesquita e sinagoga C) mesquita e axis mundi B) hierofania e sinagoga D) hierofania e axis mundi
25. De acordo com José Severino Croatto, no livro As linguagens da experiência religiosa. Uma
introdução à fenomenologia da religião (2001, p. 181), “A linguagem fontal do símbolo adquire
no mito uma de suas expressões máximas. É preciso estudar a definição de mito e descrevê -lo o mais detalhadamente possível”. Assim, o mito deve ser definido como sendo
A) uma narrativa, geralmente tradicional, em que os eventos são descritos como ações de seres sobrenaturais.
B) uma narrativa, sempre tradicional, em que os eventos são descritos como ações de deuses ou demônios.
C) uma narrativa pré-científica, conservadora, em que os eventos são descritos como ações de membros das classes dominantes.
D) uma narrativa científica, em que os eventos são descritos como ações literais de acontecimentos históricos.
26. Segundo Maria Ângela Vilhena, “Estudar o rito é uma das mais fascinantes vias de acesso para a compreensão dos seres humanos em suas culturas. Ele pode revelar profundas semelhanças entre os grupos humanos capazes de perpassar temporalidades, localizaç ões, formações culturais. Quando e onde quer que nos deparemos com um grupo humano organizado em sociedade, ali encontraremos práticas rituais” (2005, p. 13). São exemplos de ritos de iniciação:
A) o axexê no candomblé e a crisma no cristianismo . B) o bar miztvah no judaísmo e a Shahada no islã. C) o batismo no cristianismo e o bori no candomblé. D) a hajji no islã e a ordenação no cristianismo .
27. Lawrence K. Schimidt (2012, p. 47) afirma que “A hermenêutica é uma tarefa possível, ainda que infinita. O intérprete pode reconstruir aquilo que o autor quer dizer porque a linguagem permite que o intérprete conheça a experiência de esquematização aproximada que o autor apresenta na linguagem”. Essa perspectiva hermenêutica está associada à hermenêutica A) pragmática de Rorty. C) desconstrutivista de Derrida.
B) ontológica de Heidegger. D) romântica de Schleiermacher.
28. Hans Küng, no livro Religiões do mundo (2004, p. 17), define que “O ethos é e continua a ser apenas uma dimensão dentro das diferentes religiões, uma dimensão das religiões entre si. Não se trata, pois, de chegar a uma única, nem a um coquetel de religiões, nem de substituir a religião por uma ética. Mas, antes, de um empenho pela paz entre os homens das diferentes religiões deste mundo, o que constitui uma necessidade urgente”.
A base para um ethos religioso universal de Küng é
A) a existência de uma mística comum em todas as religiões. B) a existência de uma regra de ouro em todas as religiões. C) a possibilidade de se chegar à essência de todas as religiões. D) a possibilidade de se superar racionalmente todas as religiões.
29. No livro Reflexões sobre a morte no Brasil (2005, p. 470), Marcos F. Oliveira afirma: “A religião cristã, e não só ela, como todas as religiões, pode ajudar -nos a descobrir o sentido da vida”. Sobre a temática da morte nas religiões, é correto afirmar:
A) a ressurreição é aceita por espíritas, muçulmanos e alguns cristãos . B) a reencarnação é aceita por hinduístas, espíritas e alguns judeus . C) o renascimento é aceito por budistas, muçulmanos e candomblecistas . D) a ancestralidade é aceita por umbandistas, muçulmanos e budistas .
30. Considere a seguinte citação:
“Este é um argumento interessante, mas problemático. Antes de mais nada, o que é um ser necessário? Bem, um ser contingente é aquele que é possível que exista e também é possível que não exista; de modo que, presumivelmente, um ser necessário é um ser que não é possível que não exista” (PLANTIGA, 2012; p. 98).
Essa citação faz referência ao
A) argumento moral de Imannuel Kant.
B) argumento cosmológico de Tomás de Aquino. C) argumento ontológico de Anselmo de Cantuária. D) argumento probabilístico de Blaise Pascal.
31. Wagner L. Sanchez, no livro Pluralismo Religioso (2005, p. 67), afirma que “As diferentes configurações existentes no interior do cristianismo não permitem apresentar posições unívocas a respeito de diversos temas, sobretudo no caso das religiões não -cristãs”.
Nesse contexto, com relação ao ecumenismo e ao diálogo inter -religioso, é correto afirmar que
A) o catolicismo romano passou a ser favorável oficialmente após o Concílio Vaticano II. B) o anglicanismo passou a ser favorável somente após a ordena ção feminina.
C) a ortodoxia sempre defendeu essas questões por entender que são secundárias. D) o protestantismo passou a ser contrário após a Conferência de Edimburgo.
32. Segundo José Carlos Pereira, “O sincretismo é um tema que tem sido amplamente abordado nos estudos da sociologia da religião. No entanto, ainda há margem para diversas análises, continuando como referencial nos estudos da religiosidade brasileira” (2004, p . 9). Nesse sentido, existem expressões de sincretismo afro -brasileiro
A) nas festas do Círio de Nazaré e dos gêmeos ibes.
B) nas festas de Nossa Senhora dos Navegantes e de Iansã.
C) no uso de incenso nas missas católicas e nos terreiros de candomblé. D) no uso de passes nos centros espíritas e nos barracões de umbanda.
33. As relações entre teologia e literatura ou , mais amplamente, entre religião e arte constituem-se em novo campo de pesquisa e reflexão nas ciências da religião. O filme “Auto da Compadecida”, dirigido por Guel Arraes, foi baseado no romance homônimo escrito, em 1955, por Ariano Suassuna (1927-2014), e tematiza um desses aspectos. Trata -se
A) da teologia católica popular. B) da teologia escolástica clássica. C) da crítica social contra a religião. D) da crítica científica contra a igreja.
34. Zenny Rosendahl, no livro Espaço e religião: uma abordagem geográfica, afirma: “[...] Pelo simbolismo religioso que estes locais possuem e pelo caráter sagrado atribuído aos espaços, podemos chamar esses locais de hierópolis ou cidades -santuário” (2002, p. 82).
Assim, são exemplos de hierópolis: A) Madrid e Dvaravati.
B) Paris e Fátima. C) Meca e Varanasi. D) Benares e Brasília.
35. Carlos A. Fonseca (2009) faz a seguinte definição de Bhagavadgitã: “Canção do venerável [Bhagavadgitã] é uma das obras fundamentais da civilização hindu. Seus temas e valores ainda hoje reverberam na tradição indoeuropeia e búdica”. O Bhagavadgitã é parte dos
A) puranas. B) smiriti. C) Upanishads. D) Vedas.